






















































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Apostila de Sequências e Séries
Tipologia: Notas de estudo
1 / 62
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!























































SEQUÊNCIAS E SÉRIES DE NÚMEROS REAIS
Introdução
As séries infinitas aparecem quando tentamos somar um número
infinito de termos de uma sequência a 1 ,a 2 ,a 3 , ,an,
a 1 a 2 a 3 an
O significado e o entendimento de uma soma infinita de termos, que
pode ser finita ou infinita, intrigaram os matemáticos desde os anos 400
A.C.
Arquimedes (287 – 212 A.C.) alcançou resultados importantes
envolvendo áreas e volumes de regiões e sólidos respectivamente; só para
citar um exemplo, um dos seus resultados é que a área da região sob um
arco de parábola é igual a 2/3 da base vezes a altura.
O estudo das séries de potências, que veremos, em geral serve para
definir uma função totalmente nova. E essa possibilidade de criar novas
funções é muito importante nas aplicações, como por exemplo, resolver
equações diferenciais. Essas séries servem também para definir funções
conhecidas, tais como as funções seno, cosseno, exponencial, etc.
número real an, os números an ordenados de acordo com seus índices
a 1 ,a 2 ,a 3 , ,an,
formam uma sequência infinita de números reais.
índice e ano termo geral da sequência.
Deve-se ter clareza de que a sequência ( an ) e o conjunto a(IN) dos
termos da sequência são objetos matemáticos distintos.
Exemplos de sequências:
a) , n
1 , = (1/n)
b) Sequência constante an=
3 , 3 , 3 ,...,3 ,...
c)
2 n n 3
d) Às vezes se faz necessário numerar os elementos de uma sequência a
partir de 0, 2, ou outro inteiro. Exemplo:
2 2 n
=
n
i
i 0
Exercício
Encontre o termo geral an das sequências
a)
2 2 ,
2 2 2
b) , 4
A representação geométrica de uma sequência ( an) pode ser dada de
duas maneiras:
Obs.: Toda sequência que não é convergente é dita divergente.
Exemplos:
a) Considere a sequência ( 2 , 2 , 2 ,...,2,...), onde an = 2.
É fácil provar que lim an 2 , pois
dado ε 0 , n 0 1 talque nn 0 an 2 2 2 ε.
b) Dada a sequência
n
, vamos provar usando a definição que esta
converge para 0, isto é, 0
n
lim .
Dado 0 ε n
ε n
ε
ε 0 , n 0 talque nn 0 n
,
portanto 0 n
lim . Note que a escolha do índice n 0 depende do ε dado,
por exemplo, ε= 10
significa que basta tomar n> n 0 >10 para se ter
ε 10
n
c) Vamos mostrar que a sequência
n 2
, n 1 converge para zero.
ε
1 2 ε
1 nln2 ln ln
ε
1 ln
talque n n n ln
ε
1 ln
Dado 0 ε 1 , n
n 0 0
0 ε 2
ε 2
n n
Dado 0 ε
2
1 ε 2
ε 1, n 0 talquen n 2 1 n n
n 0 0 .
Assim, dado 0 ε
2
ε 0 n talquen n (^0 0) n , ou seja, 0 2
n
1.1. Limites Infinitos
Dizemos que uma sequência ( an) diverge para , e indicamos
lim an , an ouliman n
se, e somente se dado M>0, n 0 INtalquenn 0 anM.
IR
IR
Exemplo:
Vamos mostrar que n 1
n
2
.
Dado M>0, M 2
2M
2
n
2
n
2n
n
n 1
n n 2M talque n n
0
2 2
0 0
.
Assim, n 1
n
2
.
De maneira análoga, uma sequência ( an) diverge para , e
indicamos
lim an , an ouliman n
se, e somente se dado M>0, n 0 INtalquenn 0 anM.
Exemplo:
Mostraremos que n 10
2
.
Dado M>0, -n -n M.
n
n
n 10
2 2
0 0
Portanto,
n 10
2
.
Da analogia entre limite de sequências e de funções é natural que, se
an f(n) , para todo n>0, então
f x L an L x n
lim ( ) lim
A recíproca não é verdadeira, tome f(x)=cos
e verifique.
1.2. Propriedades do limite de uma sequência
n 0 n 0 1 n 0 2
M
an 0 1
an 0 2
Exemplos:
a)
3
lim 2 3
lim 3 2
lim
3
2
3
4
2
4
4
4 2
n
n
n
n
n
n
n n
n n
n n n
b) 0
1 1
lim 1 1
lim 1
lim
4
2 3
4
4
2 3
3
4
3
n
n
n n
n
n
n n
n
n
n n
n n n
c)
n
n n
n
n
n
n n
n
n
n n
n n n 3 1
lim 3 1
lim 3
lim
2 2
2 2
2
2
2
2
2
3
2
2
2
3
2
3
lim
lim 1 1
lim 1
)lim
n
n
n
n
n
n
n
n
n
n
n
n
n n d
n
n n n
e)
3
lim 1 9
lim 9
lim
2
3
2
3
3
3
3
3
n
n
n
n
n
n
n n
n
n n n
lim
1
) lim 1 lim 2 2
2 2
2
n n n n
n n n n
f n n n n n
g) Vamos mostrar que se a>1, então lim 1
n
n
a.
lim 1
0
ln
1 ln(lim ) lim
a e e e
a n
a n
n
n
n n
h) Mostrar que 1
n n.
^ ^ lim 1 1 0
1 / ln lim
1 lnlim lim
n e e e e
n n n
n n
n
n
n n
1.3. - Sequências Monótonas
Dizemos que uma sequência ( ) an é monótona não decrescente
(respectivamente não crescente) se, e somente se para todo n IN temos
an an 1 (respectivamente an an 1 ).
Uma sequência ( an ) é limitada superiormente se, e somente se
existe um número real K tal que an K para todo n IN. Nesse caso, K é
dito uma cota superior, onde a menor das cotas superiores é denominada
supremo de ( ) an
Analogamente ( an ) é limitada inferiormente se, e somente se existe
um número real K tal que a K n para todo n IN. O número K é
denominado uma cota inferior de ( an ), onde a maior das cotas inferiores é
chamada de ínfimo de ( an )- (notação: inf( an )).
Se uma sequência ( an ) é limitada superior e inferiormente, dizemos
que ( an )é limitada, isto é, existe K IR tal que an K , para todo n IN.
1.3.1. Propriedades
n
(^) n
n n n n
Se a ab
Hipótese:
IN a
n
n
ii)Dado 0, n talque n n
i) K IRtalqueb , n IN
Tese: anbn 0
Prova
IN bn anbn
Assim, anbn 0.
b - Selim ,limbn ean bnparatodo n n 0 ,entãoL M. n
a L M n
n
Prova (exercício)
c - Se lim (lim ) n
n n n
a a e an bn a^ n bn para todo n n 0 ,
então
n n n
b b n
lim lim.
Prova (exercício)
1.3.2. Teorema do Confronto
a) Seja an uma sequência definida por recorrência, isto é,
a 1 1 ,an 1 2 an. Mostrar que a (^) n é convergente e calcular seu
limite.
Solução
Começamos mostrando, por indução finita, que an é limitada superiormente
por 2.
Para n=1, temos a 1 1 2.
Hipótese de indução: n=k ak 2.
Vamos mostrar que ak 1 2 .De fato, como
1 2 2 2 4 1 2.
2 1
2 ak 1 ak ak 1 ak ak ak
Concluímos assim que a (^) n é limitada superiormente, isto é, 2 é uma cota
superior.
Agora vamos mostrar que a (^) n é não decrescente.
Suponha o contrário, isto é, an an 1 , então
2 (^202)
2 2 1
2 an an an an an an ^ (absurdo).
Portanto, an an 1. Concluímos assim, pelo teorema 1.3.3., que an é
convergente.
Para encontrar o valor do limite de an, observamos que, como an é
convergente e n n
n n
a a
lim 1 lim =L, então (^) n n
n n
a a
lim 2 lim
2 1 , ou seja,
2 2 L L L L L , portanto lim 2.
n n
a
b) Mostrar que 0 , a IR. !
lim (^) n
a
n
n
Solução
i) Se a 1 , o resultado é óbvio.
ii) Se a>1, então existe 1.
n
a talque
0
n 0 IN
Como 0<
n n n n n n
n
a
n
n
n
a
n
a
n n
a a a
n
a a a
n
a
0 0
0 0
0
0 0
0
Temos, pelo teorema do confronto, a desigualdade
lim !
lim
0 0
0 0
n^ n
n
n
n (^) n
a
n
n
n
a
Portanto, 0 , a 1.
!
lim (^) n
a
n
n
iii) Se a<-1, então a 1 e portanto,
lim !
lim n
a
n
a
n n
n
n
n
=0.
De i), ii) e iii) temos 0 , a IR. !
lim (^) n
a
n
n
c) Mostrar que 0.
lim n nn
n
Solução
Como 0<
n n
n
n
n
n n n n
n
n
n
n
Pelo teorema do confronto, como 0
n
, temos 0.
lim n nn
n
d) Mostrar que lim 1.
2
n
n
n n
Solução
Note que
n n n n n n n
2 2 2 2.
Como lim 1
1 0
2 / ln lim
2 lim 2
n e e e
n
n
n n n n n
e
lim 2 1
1 0
2 / ln 2 lim
2 (^2) lim
n e e e
n
n
n n n n n
, temos, pelo teorema do
confronto, que lim 1.
2
n
n
n n
d) Mostre que 1.
lim 2 2 2
n n n n
n
Solução
Fazendo s 1 (^) a 1 , s 2 a 1 a 2 ,...,sn a 1 a 2 an ,...
o nome de série, a qual representamos por
1
1 2
n
a a an an
onde an é o termo geral da série e
n
n
k
1 2
1
é a soma parcial de ordem n da série.
Se
n 1
lim sn s , s IR,entãoasérie an n
é dita convergente e
1
a s
n
n
Se n n
s
lim não existir, então a série
n 1
an é dita divergente.
2.1. Séries geométricas
Toda série do tipo
0
2 1
n
n n r r r r , r IR é
denominada uma série geométrica de razão r.
Note que
n sn r r r
2 1 e
2 1
n n rsn r r r r , então
,se r 1. 1
1 s
1
n
1
r
r s rs r
n n n n^ Assim, para r^ ^1 , temos
, se r -
, se r 1
, se r 1 1
1
1
1 lim lim
1
não existe
nãoexiste
r
r
r s
n
n
n n
n n
s (^) n n sn n
Conclusão
A série
n 0
n r converge para 1 r
se r 1 e diverge se r 1.
Exemplos:
a) A série
0
n
n
é uma série geométrica de razão 2
r ,
portanto é convergente e
0
n
n
= 2.
b) A série
0
n
n é uma série geométrica de razão r = -2,
portanto divergente.
2.2. Teorema
Se
n 0
an e
n 0
bn são séries convergentes, então
i) , c IR
0
n
can é convergente.
n 0
0 0 n 0
n
n
n
n
an bn a b.
Prova i)
Seja
n
k
sn ak
0
, como por hipótese
n 0
an é convergente, então
lim sn s. n
A soma parcial sn da série
n 0
can é dada por
(^) k k csn
n
k 0
n
k 0
sn ca c a.
Portanto, sn cs n
lim e a série , c IR
0
n
can é convergente.
d) Encontre a soma da série telescópica
1
2 12 1
1
n
n n
.
Note que
,então 2 1
1 / 2
2 1
1 / 2
2 12 1
1
n n n n
a soma parcial da série é
dada por
n n
sn
n
.
Portanto, como
2
sn , temos que
1
n
n n
.
Obs.: A inclusão ou exclusão de um número finito de termos numa série
não altera sua convergência ou divergência, fica alterada apenas sua soma.
2.3. Corolário
a - Se
an e
an bn são convergentes, então
bn é
convergente.
b - Se
a é convergente e
b é divergente, então
an bn é divergente.
Prova a
Note que
an são
convergentes, então, pelo teorema 2.2., temos que
b é convergente.
Prova b
an bn seja convergente, então, pelo
an bn an bn é convergente. Como isso é
um absurdo, pois, por hipótese
n
b
é divergente, conclui-se que
absurdo foi supor que
an bn seja convergente, portanto
an bn
é divergente.
Exemplo:
A série
n n 2
é uma série divergente, pois
é uma série
geométrica convergente de razão r = ½ e
n é obviamente divergente.
Assim, pelo corolário acima, temos que a série
n n 2
é divergente.
Exemplo:
Se
a e
b são divergentes, o que podemos afirmar sobre a série
an bn?
A resposta a essa pergunta é: “Não podemos afirmar nada.”.
De fato, se considerarmos as séries divergentes
n e
n , é fácil ver
que a soma é convergente e, se considerarmos as séries divergentes
n
e
n , a soma das duas, dada por
2 n , é divergente.
2.4. Teorema
Se
a é convergente, então lim 0.
n n
a
Prova
Por hipótese, a soma parcial s (^) n a 1 a 2 an s , como
lim lim lim 1 0.
a s sn s s n
n n
n n
Obs.: A recíproca não é verdadeira, por exemplo, 0
lim n (^) n
e a série
1
n
n
é divergente.
IR
IR
Note que n
sn
n
dx x 1
lim 1 1
1
1
1
n
n
n s
x n s sn é limitada
superiormente. (**)
De () e (*), a série
1
n
n
Pelo item i) n
sn
1 é uma sequência monótona não
decrescente. (*)
Vamos mostrar agora que sn não é uma sequência limitada superiormente.
Observe o gráfico abaixo:
IR
Note que n
sn
1
1
1
n
dx x
sn
, se 0 1 1
1
1 - 1
x
ln ln 1 , se 1
1
1
1
1-
1 1
n
x n
n
n
(**)
Portanto, de () e (*) concluímos que limsn.
Portanto, a série
1
n
n
A série
1
n
n
é obviamente divergente, pois 0. n
lim
Conclusão
De i), ii) e iii), a série
1
n
n
é convergente para
Exemplo:
Analisar quanto à convergência.