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Leitura e Produção de Textos: Sequências, Funções Contínuas e Limites, Exercícios de Matemática

Uma leitura e produção de textos sobre sequências, funções contínuas e limites, com foco na definição de sequências, propriedades de limites de sequências, representação gráfica de sequências, função contínua e negação de função contínua. O documento também inclui exercícios resolvidos para aplicar os conceitos apresentados.

Tipologia: Exercícios

2023

Compartilhado em 22/02/2024

anna-lethycia-lira
anna-lethycia-lira 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
CAMPUS II DE TRÊS LAGOAS
LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
ANNA LETHYCIA DE ALMEIDA LIRA
JENIFFER FRANCISCA DOS SANTOS
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS
“Limite de sequência e função contínua”
TRÊS LAGOAS - MS
2023
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

CAMPUS II DE TRÊS LAGOAS

LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

ANNA LETHYCIA DE ALMEIDA LIRA

JENIFFER FRANCISCA DOS SANTOS

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS

“Limite de sequência e função contínua”

TRÊS LAGOAS - MS

SEQUÊNCIAS

Definição 1: Uma sequência é uma lista de números escritos em uma ordem definida, a 1 , a 2 , a 3 , a 4 , … , an, ... O número a 1 é o primeiro termo, a 2 é o segundo termo, … , an é o n-ésimo termo da sequência. OBS: Para cada inteiro positivo n existe um número (n-ésimo termo) an correspondente, então, uma sequência pode ser definida como uma função cujo domínio é o conjunto dos inteiros positivos.

∀ 𝑛 ≻ 0, ∃ an ϵ 𝑅/a (^) n = 𝑓(n) ou seja 𝑓: 𝑁 → 𝑅 an = 𝑓(n)

Notação: Denotaremos uma sequência infinita por: {a 1 , a 2 , a 3 , a 4 , … , an, ...}, {an}, {an}n ≥ 1 Algumas sequências podem ser definidas dando uma fórmula para o n-ésimo termo an,

que é chamado termo geral da sequência.

Exercícios:

  1. Encontre uma fórmula para o termo geral an da sequência, assumindo que o padrão

dos primeiros termos continue. {1, , , … ,}

1 3

1 5 ,^

1 7 ,^

1 9

Resolução: Primeiramente, iremos analisar o numerador, ou seja, o numerador de

todos os termos são 1 e os manteremos na fórmula sem que seja alterado.

Agora, vamos relacionar o denominador com o índice de seu respectivo termo, logo a 1 = 1 ⇒ 1 + 0 a 2 = 3 ⇒ 2 + 1 a 3 = 5 ⇒ 3 + 2 →O denominador do n-ésimo termo an é 2n - 1. a 4 = 7 ⇒ 4 + 3 a 5 = 9 ⇒ 5 + 4 Portanto, a fórmula para n-ésimo termo da sequência é:

{an}= { an=

1 2𝑛−1 }^ 𝑜𝑢^ ∀ 𝑛 ϵ 𝑁,^

1 2𝑛−

  1. Liste os cinco primeiros termos da sequência {an} = {

2𝑛 𝑛²+1 }

Resolução: {an} = {1, … ,}.

4 5 ,^

3 5 ,^

8 17 ,^

5 13 , a 1 =

1² + 1 =^

2 2 = 1.

a 2 =

2² + 1 =^

4

a 3 =

3² + 1 =^

6 10 =^

3

a 4 =

4² + 1 =^

8

a 5 =

5² + 1 =^

10 26 =^

5

Representação no gráfico ⇓

Definição 3: an = , significa que para cada número positivo M existe um inteiro N 𝑛 ∞

lim →

tal que n ≻ N então an ≻M.

Se an = , então a sequência diverge para o infinito. 𝑛 ∞

lim →

ou seja,

∀ 𝑀 ≻ 0, ∃ 𝑁 ϵ 𝑍/𝑛 ≻ 𝑁 ⇒ 𝑎𝑛 ≻ 𝑀 Negação da definição 3: ~ ( ∀ 𝑀 ≻ 0, ∃ 𝑁 ϵ 𝑍/𝑛 ≻ 𝑁 ⇒ 𝑎𝑛 ≻ 𝑀) ∃ 𝑀 ≻ 0/ ∀ 𝑁ϵ 𝑍, 𝑛 ≻ 𝑁 𝑒 𝑎𝑛 ≤ 𝑀

CÁLCULO DO LIMITE DE UMA SEQUÊNCIA

Propriedades: Se{an}e{bn}forem sequências convergentes e c for uma constante, então

i) (an + bn) = an + bn. 𝑛 ∞

lim → 𝑛 ∞

lim → 𝑛 ∞

lim →

ii) c.an = c an. 𝑛 ∞

lim → 𝑛 ∞

lim →

Definição 2: Uma sequência{an}tem limite L e escrevemos an = L ou an 𝑛 ∞

lim →

Se para cada ε ≻ 0 existir um N tal que se n ≻ N então|𝑎𝑛 − 𝐿 | ≺ ε. ou seja, ∀ ε ≻ 0, ∃ 𝑁 = 𝑁(ε)/ 𝑛 ≻ 𝑁 ⇒ |𝑎𝑛 − 𝐿 | ≺ ε Negação da definição 2: ~ ( ∀ ε ≻ 0, ∃ 𝑁 = 𝑁(ε)/ 𝑛 ≻ 𝑁 ⇒ |𝑎𝑛 − 𝐿 | ≺ ε) ∃ ε ≻ 0/ ∀ 𝑁 = N(ε), 𝑛 ≻ 𝑁 𝑒 𝑎𝑛 − 𝐿| | ≥ ε

iii) an.bn = an. bn. 𝑛 ∞

lim → 𝑛 ∞

lim → 𝑛 ∞

lim →

iv) , desde que bn 0. 𝑛 ∞

lim →

𝑎𝑛 𝑏𝑛 =^

𝑛 ∞

lim →

𝑎𝑛

𝑛 ∞

lim →

𝑏𝑛 𝑛 ∞

lim →

v) anp= p, se p e an 0. 𝑛 ∞

lim → 𝑛 ∞

lim →

Exercício: Determine.

i) 𝑛 ∞

lim →

5𝑛² + 𝑛 3𝑛² − 2𝑛

Resolução: 𝑛 ∞

lim →

5𝑛² + 𝑛 3𝑛² − 2𝑛 =^ 𝑛 ∞

lim →

𝑛² (5 + (^) 𝑛²𝑛 ) 𝑛²(3 − 2𝑛𝑛² )

𝑛 ∞

lim →

5 3 =^

5 3

Portanto, ao calcularmos o , obtemos que a sequência converge para. 𝑛 ∞

lim →

5𝑛² + 𝑛 3𝑛² − 2𝑛

5 3

ii) 𝑛 ∞

lim →

4 − 7 𝑛³ 𝑛³ + 3

Resolução: 𝑛 ∞

lim →

4 − 7 𝑛³ 𝑛³ + 3 =^ 𝑛 ∞

lim →

𝑛³( (^) 𝑛³^4 − 7)

𝑛³(1 + (^) 𝑛³^3 )

𝑛 ∞

lim →

7 1 =^ − 7

Portanto, ao calcularmos o , obtemos que a sequência converge para -7. 𝑛 ∞

lim →

4 − 7 𝑛³ 𝑛³ + 3

FUNÇÃO CONTÍNUA

Sejam 𝑓 e 𝑔funções de gráficos

Observe que 𝑓 e 𝑔 se comportam de modo diferente em 𝑝; o gráfico de 𝑓não apresenta

“salto” em 𝑝, ao passo que o de 𝑔, sim. Queremos destacar uma propriedade que nos permite

distinguir tais comportamentos.

Veja as situações apresentadas a seguir.

Observação: Sabemos que

| 𝑥 − 𝑝 |<δ ⇔ 𝑝 − δ<𝑥<𝑝 + δ e

|𝑓(𝑥) − 𝑓(𝑝) |<ϵ ⇔ 𝑓(𝑝) − ϵ<𝑓(𝑥)<𝑓(𝑝) + ϵ.

A definição anterior pode, então, ser reescrita, em notação de módulo, na seguinte

forma:

𝑓 contínua em 𝑝 quando ∀ ϵ>0, ∃ δ>0 / ∀ 𝑥 Є 𝐷𝑓, |𝑥 − 𝑝 |<δ ⇒ |𝑓(𝑥) − 𝑓(𝑝) |<ϵ.

Dizemos que 𝑓 é contínua em 𝐴 ⊂ 𝐷𝑓 se 𝑓 for contínua em todo 𝑝 Є 𝐴. Dizemos,

simplesmente, que 𝑓 é uma função contínua se 𝑓 for contínua em todo 𝑝de seu domínio.

Exercícios:

1. Prove que 𝑓(𝑥) = 2𝑥 + 1 é contínua em 𝑝 = 1. Solução Precisamos provar que dado ϵ> 0 , existe δ> 0 tal que |𝑥 − 1 |<δ ⇒ |𝑓(𝑥) − 𝑓(1) |<ϵ. Temos

|𝑓(𝑥) − 𝑓(1) |<ϵ ⇔ |2𝑥 + 1 − 3 |<ϵ ⇔ |2𝑥 − 2 |<ϵ ⇔ |𝑥 − 1 |<.

ϵ 2 Assim, dado ϵ> 0 e tomando-seδ =

ϵ 2 | 𝑥 − 1 |<δ ⇒ |𝑓(𝑥) − 𝑓(1) |<ϵ Logo, 𝑓 é contínua em 𝑝 = 1.

2. A função constante 𝑓(𝑥) = 𝑘 é contínua em todo 𝑝real. Solução |𝑓(𝑥) − 𝑓(𝑝) | = |𝑘 − 𝑘 | = 0 para todo 𝑥 e todo 𝑝; assim, dado ϵ> 0 e tomando-se

um δ> 0 qualquer

|𝑥 − 𝑝 |<δ ⇒ |𝑓(𝑥) − 𝑓(𝑝) | = |𝑘 − 𝑘 |<ϵ. Logo, 𝑓 é contínua em 𝑝, qualquer que seja 𝑝. Como 𝑓 é contínua em todo 𝑝de seu

domínio, resulta que 𝑓(𝑥) = 𝑘é uma função contínua.

NEGAÇÃO DE FUNÇÃO CONTÍNUA

A negação de função contínua em um ponto p é: ∼ (∀ ϵ>0, ∃ δ>0 / ∀ 𝑥 Є 𝐷𝑓, |𝑥 − 𝑝 |<δ ⇒ |𝑓(𝑥) − 𝑓(𝑝) |<ϵ) ⇓ ∃ ϵ>0 / ∀ δ>0, ∃ 𝑥 Є 𝐷𝑓 / 𝑥 − 𝑝| |<δ 𝑒 |𝑓(𝑥) − 𝑓(𝑝) | ≥ ϵ

Definição: Sejam 𝑓 uma função e 𝑝um ponto de seu domínio. Definimos:

𝑓 contínua em 𝑝quando ∀ ϵ>0, ∃ δ>0 / ∀ 𝑥 Є 𝐷𝑓, 𝑝 − δ<𝑥<𝑝 + δ ⇒ 𝑓(𝑝) − ϵ<𝑓(𝑥)<𝑓(𝑝) + ϵ.

Exercícios:

  1. é contínua em 𝑝 = 1? Justifique. Solução Intuitivamente, vemos que 𝑓 não é contínua em 𝑝 = 1, pois o gráfico apresenta “salto”

neste ponto. Para provar que 𝑓 não é contínua em 𝑝 = 1, precisamos achar um ϵ> 0 para o

qual não exista δ> 0 que torne verdadeira a afirmação

“ ∀ 𝑥 Є 𝐷𝑓, 1 − δ<𝑥<1 + δ ⇒ 𝑓(1) − ϵ<𝑓(𝑥)<𝑓(1) + ϵ”.

Como 𝑓(𝑥) = 1 para 𝑥< 1 e 𝑓(1) = 2, tomando-se ϵ = (ou ), para todo

1 2 0 <ϵ<^1

δ> 0 ,

1 − δ<𝑥< 1 ⇒ 𝑓(𝑥) = 1

e 1 não está entre 𝑓(1) − e. Logo, não existe que torne verdadeira a

1 2 𝑓(1) +^

1 2 δ>^0

afirmação

“ ∀ 𝑥 Є 𝐷𝑓, 1 − δ<𝑥<1 + δ ⇒ 𝑓(1) − ”.

1 2 <𝑓(𝑥)<𝑓(1) +^

1 2

Portanto, a função dada não é contínua em 𝑝 = 1. Observe que 𝑓 é contínua em todo 𝑝 ≠ 1.

REFERÊNCIAS

GUIDORIZZI, Hamilton. Um curso de Cálculo. Volume 1. 5. ed. São Paulo: LTC, 1995.

STEWART, James. Cálculo. Volume 2, 6. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2009.