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Este capítulo do livro ‘fundamentos de telecomunicações’ da pontifícia universidade católica do rio grande do sul apresenta conceitos básicos sobre correlação e densidade espectral de sinais. O texto aborda a representação de sinais não periódicos no domínio da frequência, a transformada de fourier, a energia de sinais, a potência média, o produto escalar, a norma, a desigualdade de schwarz, a correlação cruzada e a autocorrelação.
Tipologia: Provas
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Faculdade de Engenharia – Departamento de Engenharia Elétrica FUNDAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES
Faculdade de Engenharia – Departamento de Engenharia Elétrica FUNDAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES
3.1 Introdução
A energia de sinais n„o periÛdicos È representada no domÌnio da freq¸Íncia pela
transformada de Fourier, que È uma funÁ„o contÌnua da freq¸Íncia e livre de impulsos. O
sinal de energia È:
∞
−∞
∞
−∞
2
A densidade espectral de energia |V(f)| 2 d· a distribuiÁ„o em freq¸Íncia. Por outro
lado, a potÍncia de sinais periÛdicos È representada no domÌnio da freq¸Íncia por um
espectro impulsivo
A potÍncia mÈdia È:
→∞ ò−^ →∞^ ò−
= =
2
T
2
T
2
T
2
T v(t).v*(t)dt T
1 v(t) dt lim T
1 P lim T
2
T
3.2 Produto Escalar, Norma e Ortogonalidade
Seja v(t) e w (t) dois sinais. Ambos periÛdicos ou ambos n„o-periÛdicos.
O produto escalar de v(t) com w(t) È uma quantidade possivelmente complexa
representada por
e definida por:
∞
∞
∆
= (^) ò →∞ −
2
T
2
T
v(t).w*(t)dt T
1 lim T
sinais com P ≠ 0
Caso os sinais sejam periÛdicos de mesmo T com P ≠ 0.
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Neste caso vale a superposiÁ„o da energia, isto È:
Ev = ||v||
2
Ev+w = ||v + w||
2 = ||v||
2
2
Ew = ||w||
2
CondiÁıes de ortogonalidade de:
1 – sinais disjuntos no tempo
2 – sinais disjuntos em freq¸Íncia
3 – sinais com simetria oposta (um par outro Ìmpar)
Estas condiÁıes n„o s„o necess·rias, porÈm suficientes.
De outra forma, o produto escalar nos fornece uma medida de similaridade entre os
dois sinais.
Se → 0 , os sinais tendem a ser ortogonais
Se || → ||v(t)||. ||w(t)|| os sinais tendem a ser proporcionais
3.3 Função Correlação
A correlaÁ„o entre duas formas de onda È uma medida de similaridade ou
relacionamento entre as formas de onda.
Define-se como a correlaÁ„o cruzada de v(t) com w(t):
Rvw(τ) =
A medida de correlaÁ„o cruzada È mais importante que o produto escalar, pois ela
permite verificar a similaridade existente entre duas funÁıes quando uma delas È desviada
no tempo de τ s que passaria despercebido pelo produto __.
Define-se como autocorrelação , a correlaÁ„o de uma funÁ„o consigo mesma.
Rv(τ) = Rvv(τ)
∆ = (^)
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Por exemplo:
Se |Rv (τ)| È grande, conclui-se que v(t - τ) È proporcional a ± v(t) se:
|Rv(τ)| → 0 , ent„o v(t) e v(t - τ) s„o ortogonais.
Se o desvio for nulo, isto È, τ = 0
Rv(τ) = Rv(0) = = ||v(t)||
2 , logo
|Rv(τ)| ≤ Rv(0)
Pode-se mostrar que: Rv (-τ) = Rv
(τ)
Portanto, se v(t) È real Rv (τ) È real e tem simetria par.
Seja o sinal z(t) = v(t) + w(t)
Rz (τ) = Rv(τ) + Rvw(τ) + Rwv (τ) + Rw(τ)
Se v(t) e w(t) s„o ortogonais, teremos: Rvw = Rwv = 0
Rz (τ) = Rv(τ) + Rw(τ)
||z||
2 = ||v||
2
2
CorrelaÁ„o as vezes È tambÈm conhecida por coerência. Quando a correlaÁ„o È
nula, os sinais s„o ditos incoerentes.
AutocorrelaÁ„o de uma senÛide.
z(t) = A. cos (W (^) 0t + θ) W 0 = T 0
2 π
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G(f) → funÁ„o densidade espectral
Logo:
∞
`−∞ Gv(f).e
j2πfτ df
Rv(τ) ↔ Gv(f) Teorema de wiener-kinchine
A principal propriedade de Gv (f) È que a integraÁ„o ao longo de todo espectro de
freq¸Íncia fornece ||v|| 2 como pode ser facilmente verificado substituindo-se τ = 0 na
equaÁ„o de Rv (τ).
ò
∞
`−∞ Gv(f)df = ||v||
2
O que justifica o nome de funÁ„o densidade espectral dada a Gv (f).
Mas, ||v|| 2 representa a energia ou potÍncia associada com v(t) e isto nos parece um
tanto esquisito.
Recordemos que:
[Rv(τ)] = [v(τ)] * [v
(-τ)]
Usando o teorema da convoluÁ„o
[v(τ)] = V(f) e [v
(-τ)] = V
(f) logo:
Gv(f) = [R (^) v(τ)] = [v(τ)]*[v
(-τ)]
Gv(f) = V(f).V
(f) = |V(f)|
2
Que È a densidade espectral de energia.
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ñ [|V(f)|
2 ] = (^) ò
∞
`−∞ |V(f)|
2 .e
j2πfτ df
Que È tambÈm uma alternativa para a autocorrelaÁ„o. Quando τ = 0,
||v||
2 = Rv(0) = (^) ò
∞
`−∞ |V(f)|
2 df
Que È o teorema de Rayleigh para a energia.
3.5 Relação de Entrada e Saída
Se x(t) È um sinal com espectro de X(f), a densidade espectral de energia de saÌda È:
|Y(f)|
2 = |H(f)|
2
. |X(f)|
2
Gy (f) = |H(f)|
2
. Gx(f) , onde Gy (f) = |Y(f)|
2
Gx(f) = |Y(f)|
2
A autocorrelaÁ„o obtida na saÌda pode ser obtida por:
ñ [Gy (f)] = (^) ò
∞
`−∞ |H(f)|
2 .Gx(f).e
j2πfτ df
Uma outra aplicaÁ„o È a correlaÁ„o da derivada de um sinal.
Suponha que:
dt
dv(t) w(t) =
Queremos Gw(f) e se conhece Gv (f).
Um diferenciador tem funÁ„o de transferÍncia H(f) = j2πf
h(t)
H(f)
y(t)
G (^) y(f)
x(t)
G (^) x(f)
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Logo:
||v||
2
. ||w||
2 > ||
2
O que confirma a desigualdade de Schwarz
2) Por inspeÁ„o estabeleÁa as condiÁıes sobre α, tal que cada um dos seguintes
pares sejam ortogonais.
a) π ÷ ø
ö ç è
æ
τ
t ; π
( ) ú û
ù ê ë
é −
τ
t α
Resposta:
|α| > τ o que implica em disjunÁ„o no tempo.
b) sinc(2wt), sinc(2wt) cos 2π αt
Resposta:
|α| > 2w o que implica em disjunÁ„o em freq¸Íncia
c)e
-|t| , t
α
Resposta:
α = ± 1; ± 3; ± 5; ± 7;... isto implica em sinais com simetria oposta.
3) O pulso gaussiano x(t) = 3e
H(f) = e
Calcule:
2
2
||x||
||y||
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Solução:
x(t) ↔ X(f)
Ver tabela A – Carlson
X(f) = 10
. e - π(f/10) 2
Gx(f) = X(f).X
(f) =
10
π( 2 f)^2
.e 100
ñ [Gx(f)] =
ú
ú
ú
û
ù
ê
ê
ê
ë
é ÷ ÷ ø
ö ç ç è
æ −
2
10
2 f π
. e 10
2 . 10 2
9
Rx(τ) = 10 2
. e - π 50 τ 2
Gy (f) = |H(f)|
2
. Gx(f) |H(f)|
25
-2 f 2
e
π
Gy (f) =
25
-2 f^2
e
π
2 f 10
2
(^9) ú ú û
ù ê
ê ë
é ÷ ÷ ø
ö ç ç è
æ
Gy (f) =
÷ ÷ ø
ö ç ç è
æ − + 100
f 25
f 2 π
2 2
.e 100
20
f 2 π
2
.e 100
Gy (f) =
2
10
f π
. e 100
9 ÷÷ø
ö çç è
−æ
y
ñ [Gy (f)] =
2
10
π
. e 10 10
9 ÷÷ø
ö çç è
æ − σ
0 , 447 10
2
10 2
9
10 10
9
. R ( 0 )
R ( 0 )
||x||
||y||
x
y 2
2 = = =