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Solos Brasil, Notas de estudo de Engenharia Florestal

Perfis representativos dos solos brasileiros

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 13/07/2010

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Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística - IBGE
Diretoria de Geociências
Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais
Manuais Técnicos em Geociências
número 4
Manual Técnico de Pedologia
2ª edição
Rio de Janeiro
2005
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Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Diretoria de Geociências Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais

Manuais Técnicos em Geociências número 4

Manual Técnico de Pedologia

2ª edição

Rio de Janeiro 2005

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Av. Franklin Roosevelt, 166 - Centro - 20021-120 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil

ISSN 0103-9598 Manuais técnicos em geociências Divulga os procedimentos metodológicos utilizados nos estudos e pesquisas de geociências.

ISBN 85-240-3722-

© IBGE. 1ª edição 1994 2ª edição 2005

Manual técnico de pedologia / IBGE, Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. - 2. ed. - Rio de Janeiro : IBGE,

300 p. - : il. - (Manuais técnicos em geociências, ISSN 0103-9598; n. 4) Acompanha um CD-ROM, em bolso. Inclui bibliografia. ISBN 85-240-3722-

  1. Solos - Brasil. 2. Solos - Classificação. 3. Solos - Formação.
  2. Solos - Composição. 5. Levantamentos de solo - Brasil. I. IBGE. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. II. Série. Gerência de Biblioteca e Acervos Especiais CDU 631.4(81) RJ/IBGE 200 5 -15 GEO Impresso no Brasil/Printed in Brazil

Capa Ubiratã O. dos Santos/Marcos Balster Fiore - Coordenação de Marketing /Centro de Documentação e Disseminação de Informação - CDDI

Apêndices

8 ____________________________________________________________________Manual técnico de pedologia

4 Material cartográfico utilizado em levantamentos de solos ........................................................................................ 223

5 Principais determinações e métodos de análises utilizados em levantamentos de solos no Brasil ................ 239

6 Apresentação de resultados analíticos ............................. 257

7 Principais solos do Brasil ................................................... 263

8 Dados auxiliares .................................................................. 295

Figuras

1 Exemplos de tipos de transição .................................... 35 2 Exemplo de tomada de profundidades e espessuras para solos com transição plana e ondulada ................ 36 3 Exemplo de tomada de profundidades e espessuras para solos com mais de um horizonte ou camada apresentando transição ondulada ou irregular ........... 37 4 Exemplo de tomada de profundidades e espessuras para solos com transição descontínua ou quebrada, entre horizontes ou camadas ........................................ 38 5 Exemplo de tomada de profundidades e espessuras para solos com ocorrência de lamelas ......................... 39 6 Arranjamento de notações e padrões de cores em uma carta de cores para solos ............................................... 41 7 Exemplos de percentuais de mosqueados .................. 44 8 Triângulo textural: classes texturais da fração terra fina 46 9 Guia para grupamentos de classes de textura ............ 47 10 Exemplos de tipos de estrutura .................................... 49 11 Critérios para determinação da plasticidade ............... 55 12 Unidades de área (U.A.) para as várias classes de tamanho de raízes .......................................................... 63 13 Exemplos de mapas de solos de uma mesma área, elaborados em escalas diferentes ............................... 14 Exemplos de mapas de solos elaborados em níveis diferenciados e utilizando sensores remotos diferentes ...................................................................... 122 15 Exemplo de preenchimento de etiquetas ................... 212 16 Formulário para apresentação de resultados analíticos 262 17 Delimitação esquemática dos principais solos brasileiros ........................................................... 263 18 Principais ocorrências dos Argissolos ........................ 265 19 Principais ocorrências dos Cambissolos .................... 267 20 Principais ocorrências dos Chernossolos ................... 269 21 Principais ocorrências dos Espodossolos .................. 271 22 Principais ocorrências dos Gleissolos ........................ 273 23 Principais ocorrências dos Latossolos ........................ 279 24 Principais ocorrências dos Luvissolos ........................ 281

10 ____________________________________________________________________Manual técnico de pedologia

24 Perfil de PLANOSSOLO NÁTRICO Órtico típico. Caruaru - PE. ...................................................................... 96 25 Perfil de ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico típico. Cerquilho - SP. .................................................... 98 26 Perfil de ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO Eutrófico abrúptico. Marília - SP. ................................................... 99 27 Perfil de LATOSSOLO AMARELO Distrófico petroplínti- co. Natividade-TO. ....................................................... 100 28 Perfil de LATOSSOLO AMARELO Distrófico petroplíntico. São Félix do Araguaia - MT. ................ 102 29 Perfil de PLINTOSSOLO ARGILÚVICO Distrófico típico. São Miguel do Araguaia - GO. ................................... 104 30 Perfil de PLINTOSSOLO ARGILÚVICO Distrófico típico. São Miguel do Araguaia - GO. ................................... 107 31 Floresta Equatorial Perenifólia / Floresta Ombrófila Densa. Juruti - PA. ........................................................ 171 32 Floresta Equatorial Hidrófi la de Várzea / Floresta Ombrófi la Aberta Aluvial. Parintins - AM. .................. 171 33 Campo Equatorial Higrófilo de Várzea / Campinarana Gramíneo-Lenhosa (1 o^ plano). Campinarana Arborizada (2o^ plano). Cruzeiro do Sul - AC. .............. 171 34 Floresta Tropical Perenifólia / Floresta Ombrófila Densa. Aripuanã - MT. .................................................. 171 35 Floresta Tropical Perenifólia / Floresta Ombrófila Densa. Juína - MT. ........................................................ 171 36 Floresta Tropical Caducifólia / Floresta Estacional Decidual. São Fidélis - RJ. .......................................... 171 37 Floresta Tropical Subperenifólia / Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica). Nova Friburgo - RJ. ............. 172 38 Floresta Subtropical Perenifólia / Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica). Serra de Lages - SC. ............ 172 39 Floresta Subtropical Subperenifólia / Floresta Ombrófi la Mista (Floresta de Araucária). Lebon Régis - SC. ......................................................... 172 40 Floresta Subtropical Subcaducifólia / Floresta Ombrófi la Mista (Floresta de Araucária). ................. 172 41 Floresta não Hidrófila de Restinga / Formações Pioneiras de Infl uência Marinha. Região dos Lagos - RJ. ................................................ 172 42 Restinga Arbustiva e Campo de Restinga / Formações Pioneiras de Influência Marinha. Região dos Lagos - RJ. ................................................ 172 43 Restinga Arbustiva e Campo de Restinga / Formações Pioneiras de Infl uência Marinha. São João da Barra (Grussaí) - RJ. ............................... 173 44 Cerradão Tropical Subcaducifólio / Savana Florestada. Região Nordeste de Goiás. ......................................... 173

Manual técnico de pedologia ___________________________________________________________________ 11

45 Cerradão Tropical Subcaducifólio / Savana Arbórea Densa (Carrasco). Chapada dos Parecis - MT. ............ 173 46 Cerrado Tropical Subcaducifólio / Savana Arborizada. Cocalzinho - GO. .......................................................... 173 47 Cerrado Tropical Caducifólio / Savana Arborizada. Novo Acordo - TO. ....................................................... 173 48 Campo Cerrado Tropical / Savana Parque. Parque das Emas - GO. ................................................................... 174 49 Vereda Tropical / Savana Gramíneo-Lenhosa com Floresta de Galeria. Jalapão - TO. ............................... 174 50 Caatinga Hiperxerófila / Savana Estépica Parque. Sertão Nordestino. ....................................................... 174 51 Caatinga Hiperxerófila / Savana Estépica Parque. Petrolina - PE. ............................................................... 174 52 Caatinga Hipoxerófila / Savana Estépica Arborizada. Jaíba - MG..................................................................... 174 53 Campo Equatorial Hidrófilo de Várzea / Formações Pioneiras de Infl uência Fluvial. Planície do rio Amazonas. Parintins - AM. .......................................... 174 54 Campo Tropical / Savana Gramíneo-Lenhosa. Nova Brasilândia - MT. ................................................ 175 55 Campo Subtropical Subúmido / Estepe Parque. Bagé - RS. .................................................................... 175 56 Manguezal / Formações Pioneiras de Influência Fluviomarinha. Carutapera - MA. ............................. 175 57 Formação Rupestre / Savana Parque. Chapada dos Veadeiros - GO. ..................................... 175 58 Relevo plano. Chapada dos Parecis - MT. .................. 176 59 Relevo suave ondulado. Rio Branco - AC. .................. 176 60 Relevo ondulado. Nova Brasilândia - MT. ................. 176 61 Relevo forte ondulado com topos abaulados (em “meia laranja”). Ponte Nova - MG. .................... 177 62 Relevo forte ondulado com topos aguçados. Santo Antônio do Escalvado - MG. ......................... 177 63 Relevo montanhoso. Vale do rio Iguaçu - PR. ............ 177 64 Relevo montanhoso. São Fidélis - RJ. ....................... 177 65 Relevo montanhoso. Ponte Nova - MG. ..................... 177 66 Relevo escarpado. Nova Friburgo - RJ. ..................... 178 67 Relevo escarpado. São Domingos - GO. .................... 178 68 Microrrelevo tipo “gilgai” ............................................ 178 69 Murundus. Chapada dos Parecis - MT. ...................... 179 70 Murundus. Iramaia - BA. ............................................. 179 71 Dolina. Janaúba - MG. ................................................ 179 72 Duna. Ilha Comprida - SP. ........................................... 179 73 Sambaqui. Ilha Comprida - SP. ................................... 179 74 Cordilheiras e vazantes/corixos. Poconé - MT. .......... 180 75 Dique marginal do rio Paraná. Divisa SP/MS. .......... 180 76 Dique marginal do rio Santo Antônio. Gurupi - TO.. 180

Manual técnico de pedologia ___________________________________________________________________ 13

118 ARGISSOLO AMARELO Distrófico abrúptico. São Mateus - ES. .......................................................... 264 119 ARGISSOLO VERMELHO Alumínico abrúptico. Piracicaba - SP. .............................................................. 264 120 ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO Alumínico típico (Rubrozém). Curitiba - PR. ................................. 264 121 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico típico. Paranatinga - MT. .......................................................... 266 122 CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico típico. Mateiros - TO. ................................................................ 266 123 CHERNOSSOLO ARGILÚVICO Órtico típico. Juscimeira - MT. .......................................................... 268 124 CHERNOSSOLO EBÂNICO Órtico típico. Campanha Gaúcha - RS. ............................................. 268 125 CHERNOSSOLO RÊNDZICO Saprolítico típico. Italva - RJ. .................................................................... 268 126 CHERNOSSOLO RÊNDZICO Saprolítico típico. Irecê - BA. ..................................................................... 268 127 ESPODOSSOLO FERRIHUMILÚVICO Órtico arênico. Canavieiras - BA. ......................................................... 270 128 ESPODOSSOLO FERRILÚVICO Órtico dúrico. Recife - PE. .................................................................... 270 129 GLEISSOLO MELÂNICO Tb Distrófico típico. São Miguel do Araguaia - GO. .................................... 272 130 GLEISSOLO MELÂNICO Tb Distrófico típico. Nova Xavantina - MT. .................................................. 272 131 GLEISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico neossólico. São Miguel do Araguaia - GO. ................................... 272 132 GLEISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico petroplíntico. Jaciara - MT. ................................................................. 272 133 GLEISSOLO TIOMÓRFICO Órtico típico. Aracruz - ES. ................................................................. 273 134 LATOSSOLO BRUNO Ácrico típico. Castro - PR. ....... 274 135 LATOSSOLO BRUNO Distrófico húmico. Muitos Capões - RS. ..................................................... 274 136 LATOSSOLO AMARELO Distrófico típico. Campos dos Goytacazes - RJ. .................................... 275 137 LATOSSOLO AMARELO Distrófico típico. Juruti - PA...................................................................... 275 138 LATOSSOLO VERMELHO Distroférrico típico. Jataí - GO. ..................................................................... 276 139 LATOSSOLO VERMELHO Distroférrico típico. Jataí - GO. ..................................................................... 276 140 LATOSSOLO VERMELHO Distroférrico típico. Barro Alto - GO. ............................................................ 276 141 LATOSSOLO VERMELHO Distrófico típico. Rondonópolis - MT. ...................................................... 277

14 ____________________________________________________________________Manual técnico de pedologia

142 LATOSSOLO VERMELHO Distrófico típico. Caçu - GO. ..................................................................... 277 143 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico típico. Jaciara - MT. ................................................................. 278 144 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico típico. Juína - MT. .................................................................... 278 145 LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico típico. Jaíba - MG..................................................................... 278 146 LUVISSOLO HÁPLICO Órtico típico. Feijó - AC. ..................................................................... 280 147 LUVISSOLO CRÔMICO Órtico solódico. Cabrobó - PE. ................................................................ 280 148 LUVISSOLO CRÔMICO Órtico típico. Cruzeiro do Sul - AC. ............................................................................... 280 149 NEOSSOLO REGOLÍTICO Psamítico fragipânico. Garanhuns - PE. ............................................................ 283 150 NEOSSOLO LITÓLICO Distrófico típico, substrato filito. Rondonópolis - MT. ...................................................... 283 151 NEOSSOLO QUARTZARÊNICO Órtico típico. Rondonópolis - MT. ...................................................... 283 152 NEOSSOLO QUARTZARÊNICO Hidromórfico típico. Jalapão - TO. ................................................................ 283 153 NEOSSOLO LITÓLICO Eutrófico chernossólico, substrato basalto. Bagé - RS. ..................................... 284 154 NEOSSOLO FLÚVICO Psamítico típico. Margem do rio Tocantins. Peixe - TO................................................ 284 155 NITOSSOLO BRUNO Distrófico típico. Lages - SC. ... 285 156 NITOSSOLO VERMELHO Eutrófico típico. Castanheira - MT. .......................................................... 285 157 NITOSSOLO VERMELHO Distrófico típico. Oriximiná - PA. .............................................................. 286 158 NITOSSOLO VERMELHO Eutroférrico típico. Ceres - GO. .................................................................... 286 159 ORGANOSSOLO HÁPLICO Sáprico típico. Campo Erê - SC. ........................................................... 287 160 ORGANOSSOLO HÁPLICO Sáprico térrico. Jalapão - TO. ................................................................. 287 161 ORGANOSSOLO FÓLICO Hêmico. Chapada dos Veadeiros - GO. ............................................................ 287 162 PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico típico. Pelotas - RS. .................................................................. 288 163 PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico solódico. Caruaru - PE ................................................................. 288 164 PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico típico. Pantanal Mato-grossense. Poconé - MT. ................................... 288 165 PLANOSSOLO NÁTRICO Sálico dúrico. Cabo Frio - RJ. .............................................................. 289

16 ____________________________________________________________________Manual técnico de pedologia

16 Conversão das unidades usadas anteriormente para as unidades do sistema internacional (SI) e unidades adotadas pelo CNPS/Embrapa .................................... 258 17 - Unidades do sistema internacional adotadas pelo CNPS/Embrapa para determinações físicas e precisão decimal .......................................................... 259 18 Unidades do sistema internacional adotadas pelo CNPS/Embrapa para determinações químicas e preci- são decimal ................................................................... 260 19 Unidades do sistema internacional (SI) adotadas por algumas instituições, para as várias regiões do Brasil ........................................................................ 261 20 Lista de equipamentos para trabalhos de campo ..... 295 21 Alguns fatores para conversão de unidades ............. 296

Tabela

Convenção de cores para mapas/cartas de solos (Sistemas PANTONE, CMYK e RGB) .................................. 150

Apresentação

O

crescimento populacional em grandes proporções vem aumentando sobremaneira a demanda mundial por alimentos, o que tem como conseqüência direta a expansão das fronteiras agrícolas, que por sua vez traz consigo o desencadeamento de novos e o recrudescimento de antigos problemas ambientais, fatos que requerem em contrapartida medidas atenuantes ou compensatórias, visando à promoção do desenvolvimento sustentável.

O IBGE, através de sua Diretoria de Geociências, vem desenvol- vendo diversos projetos na área ambiental com o intuito de con- tribuir para o adequado encaminhamento do problema. Dentre várias outras medidas tomadas visando facilitar e viabilizar os trabalhos nesta área, passou a divulgar, a partir de 1991, Manuais Técnicos para os vários temas ambientais, primeiramente com o objetivo de uniformizar e definir critérios para todos os seus trabalhos realizados no âmbito nacional, e secundariamente visando contribuir também no campo extra-institucional.

Assim, a Diretoria de Geociências do IBGE tem a satisfação de apresentar à sociedade brasileira o presente trabalho, com a expectativa de que venha atender mais uma demanda por este tipo de informação, cumprindo assim parte de sua missão ins- titucional de retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania.

O mesmo vem como uma edição atualizada do Manual técnico de pedologia lançado em 1995, e aborda em documento único e conciso todas as modificações e evoluções ocorridas no Brasil, neste período – na área de gênese e classificação de

Introdução

N

o início da década de 1980, a equipe técnica do Projeto RADAMBRASIL foi absorvida pelo IBGE, mais especificamente pela sua Diretoria de Geociências, que a partir de então passou a desenvolver trabalhos técnicos envolvendo os temas Geologia, Geomorfologia, Pedologia e Vegetação, contemplando partes ou todo o Território Nacional, e com frentes de atuação em várias regiões do País.

Trabalhando em amplas áreas, com equipes numerosas e separadas por grandes distâncias, surgiu a necessidade de se estabelecer dispositivos visando à homogeneização de conceitos, critérios, técnicas e enfim, estabelecer um controle de qualidade dos trabalhos, o que gerou a elaboração de manuais técnicos específicos para os diversos temas.

No caso particular da Pedologia, foi lançada em 1995 a primeira edição de seu ManualTécnico, baseada em diversas publicações do então Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos – SNLCS, da Embrapa, (organismo normatizador oficial brasileiro das ações na área de Pedologia) e em algumas publicações internacionais especializadas.

Em razão, principalmente, de reunir em documento único, sinté- tico, informações atualizadas, úteis para o planejamento e exe- cução de levantamentos pedológicos, tratadas de uma forma bastante clara, a referida publicação teve excelente aceitação e transcendeu em muito os limites de uso interno na instituição, para os quais foi concebida.

20 ___________________________________________________________________Manual técnico de pedologia

Os fatos acima e os grandes avanços verificados na ciência do solo nos últimos anos, especialmente na área de Pedologia, que no Brasil teve como fato marcante o lançamento do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos

  • SiBCS, determinaram a necessidade de elaboração de uma nova edição daquele Manual Técnico, atualizada, contemplando todas as inovações pertinentes. A presente edição traz como importante novidade em relação à anterior, o fato de ter sido elaborada com a colaboração de técnicos do Centro Nacional de Pesquisa de Solos - CNPS da Embrapa (Embrapa Solos) e de outros pesquisadores não pertencentes ao quadro de funcionários do IBGE.

Além da atualização de conceitos, critérios e normas, em função do que é adotado atualmente pela Embrapa Solos e das inovações atreladas ao Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, a presente edição traz, também, na forma de apêndices, descrição em linguagem simples dos métodos de laboratório empregados para levantamentos de solos no Brasil adotados pela Embrapa Solos, sua importância, conveniência de execução e limitações, além de informações sobre: principais solos brasileiros; principais tipos de materiais básicos empregados para levantamentos de solos; novas unidades para apresentação de resultados analíticos (Sistema Internacional e Embrapa Solos); informações sobre o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos; e ainda algumas recomendações úteis para execução de levantamento de solos.

Importante esclarecer que os conceitos e definições relacionados a atribu- tos e horizontes diagnósticos, bem como as informações sobre o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos – SiBCS, constantes desse documento, representam o que estava em vigor no Brasil até a data de sua publicação. Fica, porém, o alerta de que podem vir a sofrer modificações ou ajustes, em função das necessidades/conveniências atreladas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento do SiBCS.

Ao longo do texto as referências a tipos de solos, foram feitas de acordo com a terminologia constante no Sistema brasileiro de classificação de solos (1999) e, quando julgado conveniente, foi mencionada em seguida à denominação correspondente, a classificação usada anteriormente, entre parênteses.

Com o intuito de levar ao usuário um documento rico em informações visuais, constam desta edição 206 ilustrações, das quais 31 caracterizadas como figuras e 175 como fotografias. Algumas delas foram extraídas e/ou adaptadas de obras consagradas, e outras, como no caso principalmente de fotografias, foram gentilmente cedidas por pesquisadores autônomos ou pertencentes a outras instituições. Nestes casos, consta em seguida à numeração e legenda de cada uma, a citação da fonte de origem ou do autor. Nos casos em que esta informação não é fornecida, significa tratar-se de material de autoria da coordenação técnica do trabalho.

Considerando que há muito, profissionais das áreas de planejamento e, particularmente, executores de mapeamento de solos, ressentem-se da falta de