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Solubilidade relatorio
Tipologia: Provas
Compartilhado em 09/09/2014
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A prática consiste em determinar se a solubilidade se altera com relação às variáveis de temperatura e natureza do solvente. Para que seja estabelecida esta relação foram feitos ensaios, com o objetivo de formular um relatório que comprove o observado, estabelecendo assim formas de melhor solubilizar e/ou separar uma mistura de sais. Foi observada a capacidade de diferentes sais se dissolverem em diferentes solventes e temperaturas, para futura analise de suas caracteristicas fisicas e quimicas e propiciaram essa solubilidade. Percebe-se que fatores como polaridade e diâmetro do raio de íons influenciam na interação com o solvente. Outra observação feita foi na tecnica de cristalização fracionada, que possibilitou a analise não apenas das diferentes características físicas dos sais quando cristalizados, mas também como é possivel obter certas substâncias uma vez em solução a partir da analise de suas concentrações e solubilidade.
Adicionou-se alguns mg de cloreto de sódio em 2 tubos de tubos de ensaio contendo 3,0ml de água e de álcool, respectivamente. Repetiu-se esse procedimento para o fosfato de cálcio e para o iodo.
4.2 – Influência da Temperatura na Solubilidade I) Em um tubo de ensaio com aproximadamente 1,0ml de água adicionou-se aproximadamente 1,5g de nitrato de potássio (KNO 3 ). Dissolveu-se todo sal por aquecimento e deixou-se a solução esfriar. II) Foi aquecida, em um tubo de ensaio, aproximadamente 1,0ml de solução saturada de acetato de cálcio (Ca(CH 3 COO) 2 ). Em seguida deixou-se esfriar.
4.3 – Cristalização Fracionada
4.1. – Preparar o Gráfico com a Curva de Solubilidade mostrada na Tabela 1 Substância Mol/L de Solução Aquosa Saturada / Temperatura (ºC) 0 20 40 60 80 100 KNO 3 1,3 3,2 5,2 7,0 9,0 11, NaNO 3 6,7 7,6 8,5 9,4 10,4 11, KCl 3,4 4,0 4,6 5,1 5,5 5, NaCl 5,4 5,4 5,5 5,5 5,5 5, Tabela 1
4.3.2 – Procedimento Experimental I) Em um becher de 100ml foram colocados 8,5g de NaNO 3 , 7,5g de KCl e 25,0ml de água. Agitou-se e aqueceu-se a mistura até a solubilização total. II) A solução foi resfriada com banho de gelo e água até 10ºC. Assim que cessada a cristalização, filtrou-se rapidamente a solução gelada. III) Secou-se os cristais em papel de filtro e observou-se suas caracteristicas. IV) Evaporou-se o filtrado até cerca de metade do seu volume inicial com manta de aquecimento. V) Mediu-se a temperatura da mistura e filtrou-se rapidamente a solução quente. VI) Secou-se os cristais em papel de filtro e observou-se suas características. 7
5.1 – Determinação da Solubilidade em Diferentes Solventes.
Substância Água Álcool Cloreto de Sódio Solubilização Precipitado Iodo Precipitado Solubilização Fosfato de Cálcio Solubilização Turva Precipitado Tabela 2
O que influencia na solubilidade de certa substância em diferentes solventes será o quanto essa substância consegue interagir com ele, ou seja, com que facilidade o solvente será capaz de quebrar a energia de rede do retículo cristalino da molécula da substância. A diferença de tamanho entre os raios dos íons e o arranjo cristalino podem influenciar nessa capacidade de solubilização, assim a polaridade como também influencia, atraindo semelhantes. Assim, no experimento, o cloreto de sódio e água são compostos polares e álcool e iodo compostos apolares. O cloreto de sódio (NaCl) é formado por íons (Na +^ e Cl - ), atraves de ligação iônica. Como a água é uma substancia muito polar (com o polo positivo formado pelos hidrogênios e o negativo formado pelo único oxigênio), a solubilização pela acontece porque o polo negativo dela é atraído pelo íon positivo Na+ e o polo positivo é atraído pelo íon Cl-, ocorrendo então uma hidratação do NaCl onde seus íons, antes unidos, são separados e envoltos em moléculas de água. Os íons do NaCl tem tamanhos muito dintintos, isso faz com que as cargas negativas do Cl- (íosn muito grandes) sejam dominantes sobre as positivas do Na+ (íons pequenos), que gera certa repulsão e torna o composto NaCl menos estável (mais fácil de solubilizar), ou seja, a energia de rede do cristal de NaCl é menor que a energia de hidratação (a energia de atração dos íons pelas moléculas de água ) que a água exerce. O mesmo não acontece com essa facilidade em sais cujos íons tem tamanhos semelhantes, como o AgCl, que é insolúvel em água. O Iodo (I 2 ) é uma substância apolar, pois os elétrons são compartilhados entre os dois átomos com mesma força de atração. A dissolução ocorreu em álcool, pois este solvente mesmo também apresentando forças ponte de hidrogênio, como a água, também apresenta uma cadeia apolar de carbonos. As atrações entre moléculas solvente-solvente e soluto- soluto devem ser substituídas por atrações soluto-solvente quando a solução se forma. Sendo assim a energia requerida é muito pequena para formar a solução, já que as atrações novas são semelhantes às antigas. 8
5.2 – Influência da Temperatura na Solubilidade I) Antes do aquecimento a solução estava com corpo de chão, depois do aquecimento houve a mistura completa, o que mostra que este era um processo Endotérmico.
Eixo das Ordenadas: Solubilidade em mol/L Eixo das Abscissas: Temperatura em ºC 7
Segundo o Gráfico: Composto mais solúvel a 20ºC: NaNO 3 Composto menos solúvel a 100ºC: NaCl Temperatura que KNO 3 e NaCl tem a mesma solubilidade molar: 42 / 43ºC
5.3.2 – Procedimento Experimental I) O volume vai para 33,3ml porque aumenta a quantidade de particulas dissolvidas e há uma descoesão das moléculas da água. As reações que ocorrem são:
NaNO 3 Na+(aq) + Cl - (aq) KCl K+(aq) + Cl - (aq)
Segundo os cálculos abaixo, nessa solução existe 0,1 mol dos íons K +, NO 3 -^ , Na+^ e de Cl-.
Cálculo: Massa Molar (MM) do NaNO 3 = 85 g/mol. 85 g ------------------ 1 mol 8,5 g ----------------- x X = 0,1 mol NaNO 3
MM do KCl = 75 g/mol 75 g -------------- 1 mol 7,5 g ------------- y Y = 0,1 mol KCl
II e III) O sal cristalizado tem caracteristica de filamentos de gelo e, a 10ºC, é apenas uma parte do KNO 3 presente, porque, segundo o gráfico, sua solubilidade a essa temperatura é a mais baixa, aproximadamente 2 mol/L, mas não é todo o KNO 3 que se cristaliza. Segundo os cálculos abaixo, resistem na solução 66,6x10-3^ mols de KNO 3 na forma aquosa a 10ºC: 10 Cálculo: Se a solubilidade é +/- 2mol/L, nos 33,3x10-3^ Litros de solução é de 66,6x10- 2 mol --------- 1 L X -------------- 33,3x10-3^ L X= 66,6x10-3^ mols de KNO 3 soluveis a 10ºC.
Antes tinham 0,1 mols de todos os íons, depois do congelamento a solubilidade muda de acordo com a temperatura, restando 66,6x10-3^ mols dos íons K +^ e NO 3 -^ e 0,1 mols dos íons Na+^ e Cl-^ na solução filtrada.
IV e V) A evaporação de metade da solução faz com que ela fique duas vezes mais concentrada, dobrando a concentração dos íons presentes. Como mostrado abaixo:
K+ 0,0666 mol em 33,3 ml = 2 mol/L x 2 = 4 mol/L NO3- 0,0666 mol em 33,3 ml = 2 mol/L x 2 = 4 mol/L
ATKINS, P. W.; JONES, Loretta. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
RUSSEL, John B. Química Geral 2ª edição, Volume 1 , editora Haikon Books. Páginas 516, 517, 518
Coeficiente de Solubilidade. Disponível em: <HTTP://www.infoescola.com/fisico-quimica/coeficiente-de-solubilidade/ >. Acessado em 30 de Agosto de 2014.
Cristalização. Disponível em: <HTTP://crispassinato.wordpress.com/2008/05/13/respondendo-a-ingrid-ribeiro-sifonacao-e- cristalizacao-e-outros-processos-de-separacao-de-misturas/>. Acessado em 30 de agosto de