Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Produção de Cachaça de Qualidade: História, Caracterização e Fermentação, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Os princípios básicos da produção de cachaça de qualidade, abordando a história, produção atual, exportações, caracterização da bebida, composição química média dos colmos, fatores interferentes, preparo do caldo, fermentação alcoólica e destilação. Além disso, discute-se sobre a importância de variedades boas para produção de açúcar e álcool, os efeitos do frio, tipos de solo, determinação do grau de maturação, pui, moagem, preparo do caldo, padrão metabólico, fermentação para produção de cachaça, fermentação - 2ª etapa, destilação e envelhecimento.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 05/08/2009

igor-donini-9
igor-donini-9 🇧🇷

4.5

(4)

419 documentos

1 / 49

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1
Conselho Regional de Química IV Região (SP/MS)
Tecnologia de Produção
de Cachaça
Princípios do Processo de Produção de Cachaça de Qualidade
Leandro J.S. Espinoza
Bacharel em Química – IQ/UNESP
Especialista em Tecnologia de Cachaça - UFLA/MG
Conselho Regional de Química IV Região (SP/MS)
1532-1548 Início a indústria açucareira com a introdução da cana-de-açúcar no
Brasil pelos portugueses. Primeiros engenhos: São Vicente/SP
Caldo “esquecido” nos tachos de melaço fermentavam de um dia para o outro e assim
descobre-se a aguardente ou “cagaça”.
Produção foi aprimorada. A cachaça sai da senzala e vai para a mesa do Senhor do
Engenho, gerando interesse econômico do Brasil colônia.
Ameaça aos interesses portugueses, pois a bagaceira passou a ser consumida em
menor escala.
Torna-se símbolo da resistência da cultura brasileira contra a dominação portuguesa
e também dos ideais inconfidentes, daí um dos motivos do grande número de
engenhos no Estado de Minas Gerais.
1639 - Primeira tentativa de impedir até sua fabricação.
1743 - Decreto régio proíbe expressamente a produção de aguardente na Capitania
da Bahia.
1808 - Com a transmigração da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, a cachaça
era considerada como um dos principais produtos da economia brasileira.
HISTÓRICO
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Produção de Cachaça de Qualidade: História, Caracterização e Fermentação e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia de Produção, somente na Docsity!

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

Tecnologia de ProduÁ„o

de CachaÁa

PrincÌpios do Processo de ProduÁ„o de CachaÁa de Qualidade

Leandro J.S. Espinoza

Bacharel em QuÌmica ñ IQ/UNESP Especialista em Tecnologia de CachaÁa - UFLA/MG

ï 1532-1548 InÌcio a ind˙stria aÁucareira com a introduÁ„o da cana-de-aÁ˙car no Brasil pelos portugueses. Primeiros engenhos: S„o Vicente/SP

ï Caldo ìesquecidoî nos tachos de melaÁo fermentavam de um dia para o outro e assim descobre-se a aguardente ou ìcagaÁaî.

ï ProduÁ„o foi aprimorada. A cachaÁa sai da senzala e vai para a mesa do Senhor do Engenho, gerando interesse econÙmico do Brasil colÙnia. AmeaÁa aos interesses portugueses, pois a bagaceira passou a ser consumida em menor escala.

ï Torna-se sÌmbolo da resistÍncia da cultura brasileira contra a dominaÁ„o portuguesa e tambÈm dos ideais inconfidentes, daÌ um dos motivos do grande n˙mero de engenhos no Estado de Minas Gerais.

ï 1639 - Primeira tentativa de impedir atÈ sua fabricaÁ„o.

ï 1743 - Decreto rÈgio proÌbe expressamente a produÁ„o de aguardente na Capitania da Bahia.

ï 1808 - Com a transmigraÁ„o da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, a cachaÁa j· era considerada como um dos principais produtos da economia brasileira.

HIST”RICO

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

HIST”RICO - LegislaÁ„o

ï 1819 - J· se podia dizer que a cachaÁa era a aguardente do paÌs.

ï 1972 - Lei 5.823: Sobre a padronizaÁ„o, classificaÁ„o, inspeÁ„o e registro de bebidas RegulamentaÁ„o - Decreto 73.267 de 1973. Tratava a Aguardente de MelaÁo e a CachaÁa como sendo uma mesma bebida: ìAguardente de MelaÁo ou CachaÁa È a bebida com a graduaÁ„o alcoÛlica de 38 a 54 o^ GL, obtida do Destilado AlcoÛlico Simples de MelaÁo ou pela destilaÁ„o do mosto fermentado de melaÁo resultante da produÁ„o do aÁ˙carî.

ï 1994 - Lei 8.918: Sobre a padronizaÁ„o, a classificaÁ„o, o registro, a inspeÁ„o, a produÁ„o e a fiscalizaÁ„o de bebidas. Cria a Comiss„o Internacional de Bebidas. Revoga Lei 5.823/72, assim como do seu regulamento.

ï 1997 - Decreto 2314: aprova o Regulamento da Lei 8.918/94 e introduz mudanÁas na definiÁ„o dessas denominaÁıes. PorÈm, posicionou a CachaÁa, a Aguardente de Cana e a Caninha como sendo uma mesma bebida: ìAguardente de cana, Caninha ou CachaÁa È a bebida com graduaÁ„o alcoÛlica de 38 a 54 % em volume, a 20 oC, obtida do destilado alcoÛlico simples de cana-de- aÁ˙car ou, ainda, pela destilaÁ„o do mosto fermentado de cana-de-aÁ˙carî.

ï 2001 - Decreto 4.062: Definiu as expressıes "cachaÁa", "Brasil" e "cachaÁa do Brasil" como indicaÁıes geogr·ficas, de uso restrito aos produtores estabelecidos no PaÌs.

ï 2002 - Decreto 4.072: Nova redaÁ„o ao artigo 91 do Regulamento da Lei 8.918/94, assim definindo o substantivo cachaÁa: ìCachaÁa È a denominaÁ„o tÌpica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduaÁ„o alcoÛlica de 38 a 48% em volume, a 20 oC e com caracterÌsticas sensoriais peculiares".

ï 2003 - PublicaÁ„o do Decreto 4.851: RevogaÁ„o do Decreto n. 4.072/2002, A CachaÁa ficou assim definida : ìCachaÁa È a denominaÁ„o tÌpica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduaÁ„o alcoÛlica de 38 a 48 % em volume, a 20 oC, obtida pela destilaÁ„o do mosto fermentado de cana-de-aÁ˙car com caracterÌsticas sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de aÁ˙cares atÈ 6,0 g/L, expressos em sacaroseî. ï 2005 ñ InstruÁ„o Normativa n.13, do MAPA: Regulamento TÈcnico para FixaÁ„o dos Padrıes de Identidade e Qualidade para Aguardente de Cana e para CachaÁa. CaracterizaÁ„o da Bebida

HIST”RICO - LegislaÁ„o

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

CARACTERIZA«√O DA CACHA«A

H 2 O: > 51 % em volume C volume (ou^2 H^5 OH:^ 38 a 48 % em o (^) GL)

ComposiÁ„o da cachaÁa

< 1 % em volume (com base no m·ximo permitido) Subst‚ncias respons·veis pelo buquet caracterÌstico Mais de 250 compostos j· identificados

CongÍneres, Sacarose e Contaminantes

metanol, 1,4-butanodiol, ·lcool 2-feniletÌlico, ·lcool amÌlico, ·lcool cetÌlico, ·lcool cin‚mico, n-decanol, geraniol, ·lcool isoamÌlico, isobutanol, mentol, n-butanol, n-dodecanol, n-propanol, n-tetradecanol, propionato de amila, acetato de etila, benzoato de etila, heptanoato de etila, valerato de isoamila, propionato de metila, butirato de propila.

CARACTERIZA«√O DA CACHA«A

Cromatografia Gasosa de Alta ResoluÁ„o Detector de IonizaÁ„o em Chama (HRGC-FID)

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

CARACTERIZA«√O DA CACHA«A

InstruÁ„o Normativa no13, de 29 de junho de 2005, do MAPA

Aguardente de Cana

GraduaÁ„o alcoÛlica: 38% a 54% vol.(20 ∫C), obtida do destilado alcoÛlico simples de cana-de-aÁ˙car ou pela destilaÁ„o do mosto fermentado do caldo de cana- de-aÁ˙car. Pode ser adicionada de aÁ˙cares atÈ 6 g/L, expressos em sacarose.

CachaÁa

DenominaÁ„o tÌpica e exclusiva da Aguardente de Cana produzida no Brasil GraduaÁ„o alcoÛlica: 38% a 48% vol.(20 ∫C) Obtida pela destilaÁ„o do mosto fermentado do caldo de cana-de- aÁ˙car com caracterÌsticas sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de aÁ˙cares atÈ 6 g/L, expressos em sacarose.

IN 13

PADR’ES DE IDENTIDADE E QUALIDADE

Envelhecimento: Deve conter, no mÌnimo, 50% de CachaÁa ou Aguardente de Cana envelhecida em recipiente de madeira apropriada, com capacidade m·xima de 700 litros, por um perÌodo n„o inferior a um ano, submetida ao controle oficial (lacre do MAPA). Subst‚ncias fenÛlicas devem ser detectadas.

Coeficiente de CongÍneres: N„o poder· ser inferior a 200 mg/100 mL e superior a 650 mg/100 mL de ·lcool anidro.

360 -

Soma dos ·lcoois isobutÌlico (2-metil propanol), isoamÌlicos (2-metil-1ñ butanolñ3 metil-1-butanol) e n-propÌlico (1-propanol)

Soma de Furfural e Hidroximetilfurfural 5 -

AldeÌdos totais, em acetaldeÌdo 30 -

…steres totais, expressos em acetato de 200 - etila

Acidez vol·til, expressa em ·cido acÈtico 150 -

MÌnimo (mg/ 100 mL de ·lcool anidro)

M·ximo CongÍnere (mg/ 100 mL de ·lcool anidro)

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

9. ROTULAGEM

9.5. Fica vedado o uso da express„o ìArtesanalî como designaÁ„o, tipificaÁ„o ou qualificaÁ„o dos produtos previstos no presente Regulamento TÈcnico, atÈ que se estabeleÁa, por ato administrativo do MinistÈrio da Agricultura, Pecu·ria e Abastecimento, o Regulamento TÈcnico que fixe os critÈrios e procedimentos para produÁ„o e comercializaÁ„o de Aguardente de Cana e CachaÁa artesanais.

PADR’ES DE IDENTIDADE E QUALIDADE

13. DISPOSI«’ES TRANSIT”RIAS

13.1.Fica estabelecido o prazo m·ximo de 01 (um) ano para adequaÁ„o da rotulagem e da embalagem.

13.2.Fica estabelecido o prazo de 03 (trÍs) anos para adequaÁ„o e controle dos contaminantes citados nos itens 5.1.3, 5.1.4, 5.1.5, 5.2.2 e 5.2.3. 13.3.Fica estabelecido o prazo de 05 (cinco) anos para adequaÁ„o e controle do contaminante citado no item 5.1.2.

ClassificaÁ„o bot‚nica da cana-de-aÁ˙car

Divis„o: Embryophita siphonogama Subdivis„o: Angiospermae Classe: Monocotyledoneae Ordem: Glumiflorae FamÌlia: Poaceae GÍnero: Saccharum

EspÈcies : mais de 32 conhecidas utilizadas em melhoramento genÈtico: Saccharum officinarum, S. spontaneum, S. barberi Jesw, S. sinense Roxb, S. robustum Jesw.

Nome oficial: Saccharum spp

Variedades utilizadas: POJ (Pura de origem Javanesa), RB (Rep˙blica do Brasil): RB 711406, RB 72454, RB 739359, RB 739735, RB 765418, RB 835486, CB (Campo Brasil): CB 45-3, CB 47-355, Mulata, Pelada, SP (S„o Paulo): SP 791011, IAC (Instituto AgronÙmico de Campinas), Uva, CO (Indiana), Caiana, NA (Norte Argentino), Cavalo, CO (Coimbra), Caninha...

CULTURA DA CANA-DE-A«⁄CAR

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

COMPOSI«√O QUÕMICA M…DIA DOS COLMOS

Cinzas 0,3 - 0,

Subst‚ncias pÈcticas e gomas 0,15 - 0,

¡cidos org‚nicos 0,1 - 0,

LipÌdeos (gorduras e ceras) 0,15 - 0,

Compostos nitrogenados 0,3 - 0,

Lignina 1,5 - 2,

Hemicelulose 1,8 - 2,

Celulose 5,0 - 6,

Fibras 7,0 - 17,

Frutose 0 - 0,

Glicose 0,2 - 1,

Sacarose 11,0 - 18,

AÁ˙cares 12,0 - 18,

¡gua 65,0 - 75,

Componente Quantidade (g/100g)

VARIEDADES

CaracterÌsticas importantes para escolha de variedades:

ï MaturaÁ„o (tardia, mÈdia ou precoce) ï Teor de sacarose ï ExigÍncia de fertilidade do solo ï Boa brotaÁ„o em soqueiras

ï Bom perfilhamento e difÌcil tombamento ï ResistÍncia a doenÁas ï AusÍncia de florescimento/chocamento ï AusÍncia de joÁal

ï F·cil despalha

Variedades que s„o boas para produÁ„o de aÁ˙car e ·lcool, s„o boas para cachaÁa.

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

Variedades de cana-de-aÁ˙car apresentam maturaÁ„o em diferentes Èpocas do perÌodo de safra.

Precoces:

CaracterÌsticas mais adequadas para serem processadas no inÌcio da safra, entre os meses de maio e junho. Superprecoces: apresentam tais caracterÌsticas a partir de abril.

Ex: RB 76-5418, RB 85-5453, SP 80-

MÈdias:

Indicadas para processamento no meio da safra, entre julho e setembro novembro.

Ex: SP 70-1143, SP 79-1011, CB 45-

VARIEDADES QUANTO AO INÕCIO DA MATURA«√O

Tardias:

Adequadas para o final da safra, entre setembro e novembro.

Ex: RB 73-9735, RB 78-5148, RB 72-454, SP79-2313, SP 79-

Pode-se indicar uma distribuiÁ„o das

variedades em:

20% para as precoces

60% para as mÈdias

20% para as tardias.

FATORES INTERFERENTES

Diversos fatores interferem para um bom desempenho do canavial:

ï Variedade da cana ï Adaptabilidade ao ambiente ï CondiÁıes ed·ficas (caracterÌsticas gerais do solo) ï Sistema de produÁ„o empregado (preparo de solo, plantio e tratos culturais) ï Colheita, carregamento, transporte ï CondiÁıes clim·ticas

Elevados Ìndices pluviomÈtricos Altas temperaturas

Solo seco Temperaturas baixas

BrotaÁ„o, perfilhamento e crescimento.

Repouso fisiolÛgico e, conseq¸entemente, o ac˙mulo de sacarose nos colmos, alcanÁando assim a maturaÁ„o.

IDEAL … QUE TENHAMOS UMA …POCA QUENTE E

CHUVOSA, SEGUIDA DE OUTRA MAIS FRIA E SECA.

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

EFEITOS DO FRIO SOBRE A CULTURA DA CANA

Temperaturas inferiores a 10 oC:

Provocam danos por resfriamento Folhas com coloraÁ„o verde azulada e estrias clorÛticas em folhas de mesma idade fisiolÛgica.

Efeito das Geadas:

Cana de ano-e-meio: Afeta as folhas e gemas apicais, impossibilitando o crescimento (quando com 4 -5 meses de idade) ou inicia um processo de deterioraÁ„o do ·pice para a base (quando com 16 - 17 meses de idade).

Cana de ano: Geada atingir· a planta entre 9 e 10 meses de idade, onde a cana ainda est· imatura.

Riqueza em matÈrias org‚nicas e inorg‚nicas interferem diretamente no desenvolvimento, crescimento, maturaÁ„o e produtividade da cana-de-aÁ˙car.

Melhoramento genÈtico, pode ser corrigida qualquer limitaÁ„o quanto ‡ fertilidade.

LimitaÁıes fÌsicas existentes para o desenvolvimento:

ï Profundidade efetiva menor que 1,0 m ï LenÁol fre·tico alto ï Solos excessivamente argilosos ou mal drenados ï Solos arenosos ï InclinaÁ„o do terreno acima de 15o^.

FATORES INTERFERENTES

TIPOS DE SOLO

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

De posse destas informaÁıes, pode-se estabelecer as condiÁıes iniciais e finais da qualidade da matÈria-prima a ser processada atravÈs da definiÁ„o do PUI - PerÌodo ⁄til de IndustrializaÁ„o.

… importante conhecer o comportamento de cada variedade quanto ao ac˙mulo de sacarose atravÈs da curva de maturaÁ„o.

DETERMINA«√O DO GRAU DE MATURA«√O

PUI - Tempo em que a variedade poder· ser processada com melhores condiÁıes quÌmico-tecnolÛgicas e, consequentemente, melhores retornos econÙmicos. Variedades podem ser classificadas como de PUI curto, mÈdio ou longo, em funÁ„o do perÌodo ser em torno de 60, 90 ou 120 dias respectivamente.

oBrix

Tempo (meses)

PUI

Maio Agosto

DescendÍncia: n„o se corta ProduÁ„o de compostos secund·rios pela degradaÁ„o da sacarose. (Cana passada)

DETERMINA«√O DO GRAU DE MATURA«√O

Pico de MaturaÁ„o

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

DETERMINA«√O DO GRAU DE MATURA«√O

Outros mÈtodos utilizados:

Aspecto do canavial:

Muito utilizado por produtores artesanais, È um critÈrio falho e sem consistÍncia tÈcnica, pois a aparÍncia visual da planta È bem distinta entre as variedades o que leva a interpretaÁıes errÙneas. Outros fatores que n„o a maturaÁ„o poder„o promover a seca e tombamento das folhas basais e o amarelamento progressivo das outras folhas;

Idade do canavial:

CritÈrio tambÈm falho, especialmente considerando maturaÁ„o das variedades nas diferentes regiıes e das diferentes Èpocas de plantio e colheita.

Õndice de MaturaÁ„o (IM): An·lise por amostragem do teor de aÁ˙cares, utilizando-se aerÙmetro ou refratÙmetro de campo.

IM ñ Õndice de MaturaÁ„o

Deve-se considerar:

ï Teor de sacarose cresce com o aumento do o^ Brix ï Ac˙mulo de sacarose nos colmos ocorre da base para a ponta da cana. ï As canas bem maduras apresentam teor de sacarose nos internÛdios da ponta que se aproximam aos do meio, ligeiramente menores que os da base.

O caldo para a determinaÁ„o È coletado entre o 3 ∫^ e 4∫^ internÛdio da base e do ˙ltimo internÛdio desenvolvido da ponta, em 12-15 colmos representativos do talh„o. IM= oBrix ponta/ oBrix base

IM < 0,6 = cana verde IM entre 0,6 -0,7 = maturidade baixa, 0,7 - 0,85 = maturaÁ„o mÈdia IM > 0,85 atÈ 1,0 = cana madura.

DETERMINA«√O DO GRAU DE MATURA«√O

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

MOAGEM

Ainda se perde muito aÁ˙car produzido no campo atravÈs das diferentes fases operacionais atÈ o produto final.

O baixo desempenho do conjunto de extraÁ„o representa uma das elevadas perdas.

Principais fatores que interferem no processo:

ï Regularidade e uniformidade na alimentaÁ„o dos colmos na moenda

ï Regulagem da moenda ï Velocidade dos cilindros

ï Tipos de ranhuras

ï Uso de soldas nos cilindros ï Porcentagem de fibra da cana

MOAGEM

Caldo, rico em aÁucares, ·gua etc.

BagaÁo, rico em fibras

EficiÍncia da extraÁ„o = quantidade de caldo extraÌdo quantidade total de caldo presente nos colmos Õndices cada vez maiores devem ser perseguidos, pois a quantidade de ·lcool futuro est· diretamente relacionada com a quantidade de aÁ˙car extraÌdo do caldo.

Escolha da moenda adequada deve contemplar, alÈm da capacidade de extraÁ„o:

ï Isolamento de Ûleos e graxas da ·rea de operaÁ„o

ï Facilidade de higiene e limpeza apÛs operaÁ„o di·ria ï Facilidade na aquisiÁ„o de peÁas para reposiÁ„o, AssistÍncia e manutenÁ„o tÈcnica

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

PREPARO DO CALDO

Design do equipamento: F·cil limpeza e a higienizaÁ„o.

Indispens·vel o uso de peneiras de malhas finas e decantador para a retirada das impurezas.

Material de constituiÁ„o: aÁo inox (inerte a composiÁ„o do caldo)

ApÛs esta filtragem, o caldo È encaminhado a um decantador onde as impurezas como terra e bagacilho s„o separadas do caldo.

PREPARO DO CALDO

Decantador (^) Tanques para o ajuste de Brix

Dornas de fermentaÁ„o

14 e 16 o^ Brix

Acima de 16 o^ Brix È necess·rio diluir o caldo para o bom andamento do processo fermentativo.

H 2 O

Caldo n„o diluÌdo

FermentaÁıes incompletas, mais lentas e com formaÁ„o de compostos indesej·veis no produto final.

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

FERMENTA«√O ALCO”LICA

Sistemas de fermentaÁ„o

Batelada simples: mais utilizado por pequenos alambiques

Momento da introduÁ„o do inÛcuo Tempo zero de fermentaÁ„o = (pÈ de cuba) no substrato.

1 ™^ fase: incubaÁ„o em condiÁıes Ûtimas de crescimento

2 ™^ fase: fermentaÁ„o, nada È adicionado ao sistema, exceto:

ï O 2 , necess·rio na fase inicial para formaÁ„o de biomassa microbiana;

ï Antiespumante, quando requerido ï SoluÁıes ·cidas ou b·sicas para ajuste de pH

FERMENTA«√O ALCO”LICA

Sistemas de fermentaÁ„o

Batelada alimentada: sistema Melle-Boinot

AdiÁ„o de nutrientes ou substrato de maneira escalonada, de acordo com o progresso da fermentaÁ„o. Repress„o por altas concentraÁıes de FormaÁ„o de muitos carboidratos ou compostos nitrogenados metabÛlitos secund·rios

Adicionados em pequenas concentraÁıes durante toda a fermentaÁ„o

Mais utilizado em destilarias de ·lcool combustÌvel

Conselho Regional de QuÌmica IV Regi„o (SP/MS)

FERMENTA«√O ALCO”LICA

Sistemas de fermentaÁ„o

Sistema ContÌnuo: AdiÁ„o contÌnua de soluÁ„o nutritiva estÈril ao biorreator

Quantidade equivalente da mistura de substrato utilizado, nutrientes e microrganismos sai do aparelho

Maiores produtividades

Menores problemas operacionais

FERMENTA«√O PARA PRODU«√O DE CACHA«A

2 Etapas

PropagaÁ„o da levedura

FermentaÁ„o

Processo Fermentativo

FermentaÁ„o inicial

FermentaÁ„o principal

FermentaÁ„o final

PropagaÁ„o da levedura :

Intensa aeraÁ„o em caldo diluÌdo (5 o^ Brix)

Altas concentraÁıes prejudicam a respiraÁ„o celular