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teorema de euler, Notas de estudo de Matemática

teorema de euler

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 15/09/2009

anselmo-novaes-1
anselmo-novaes-1 🇧🇷

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bg1
Vasco Simões
ISIG 2002
Funções Homogéneas Teorema de Euler
1. Definição
Considere-se a função ),,...(1n
xxf : RRna.
Diz-se que f é Homogénea de grau p se
),...,(),...,(11 n
p
nxxfxxfλλλ =R
λ
,
Por exemplo, a função 2
3)( xxf= é homogénea de grau 2, com efeito
)()3(3)( 22222 xfxxxfλλλλ ===
e a função )/sin(2),,(2zyyzxzyxf= é homogénea de grau 4. Já as funções
)
sin(
)
,
(
xy
y
x
f
=
e yxxyzzyxf++= 2
),,( não são homogéneas.
Uma propriedade importante das funções homogéneas é o facto de que se conhecermos o
valor da função num ponto P, então conhecemos o valor da função em qualquer ponto P’ que tenha
coordenadas proporcionais ás coordenadas de P, isto é, se soubermos por exemplo que ),(yxf é
homogénea de grau 3, e que 1)3,2(
=
f, então sabemos imediatamente o valor de f no ponto
(4,6), com efeito:
818)3,2(2)32,22()6,4(3====fff
2. Teorema de Euler para funções homogéneas
Outra propriedade importante das funções homogéneas é a que vamos expor de seguida.
Seja então RRfna: homogénea de grau p. Então
),...,(),...,(11 n
p
nxxfxxfλλλ =R
λ
,
derivando esta equação em ordem a
λ
obtemos:
pf3
pf4
pf5

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ISIG 2002

Funções Homogéneas – Teorema de Euler

1. Definição

Considere-se a função f ( x 1 ,... ,xn): R R

n a.

Diz-se que f é Homogénea de grau p se

( 1 ,..., ) ( 1 ,..., n )

p f λ x λ xn = λ f x x , ∀ λ ∈R

Por exemplo, a função (^) f ( x)= 3 x^2 é homogénea de grau 2, com efeito

2 2 2 2 2 f λ x = λ x = λ x = λ f x

e a função (^) f ( x,y,z)= 2 x^2 yzsin(y/z) é homogénea de grau 4. Já as funções f ( x,y)=sin(xy)

e (^) f ( x,y,z )= xyz+x^2 +y não são homogéneas.

Uma propriedade importante das funções homogéneas é o facto de que se conhecermos o

valor da função num ponto P, então conhecemos o valor da função em qualquer ponto P’ que tenha

coordenadas proporcionais ás coordenadas de P, isto é, se soubermos por exemplo que f ( x,y)é

homogénea de grau 3, e que f ( 2 , 3 )= 1 , então sabemos imediatamente o valor de f no ponto

(4,6), com efeito:

3 f = f ⋅ ⋅ = f = ⋅ =

2. Teorema de Euler para funções homogéneas

Outra propriedade importante das funções homogéneas é a que vamo s expor de seguida.

Seja então f R R

n : a homogénea de grau p. Então

( 1 ,..., ) ( 1 ,..., n )

p f λ x λ xn = λ f x x , ∀ λ ∈R

derivando esta equação em ordem a λ obtemos:

ISIG 2002

1

1

1

n

p

n

i

i i

x p f x x x

f (^) −

=

λ

e como esta relação deve ser válida para qualquer λ real, se λ = 1 fica

1 1

n

n

i

i i

x pf x x x

f

=

Acabámos assim de demonstrar o chamado Teorema de Euler para funções homogéneas:

TEOREMA

Se f R R

n : a é homogénea de grau p, então ( 1 ,..., ) 1

n

n

i

i i

x pf x x x

f

=

Podemos agora estudar a homogeneidade das derivadas de f.

Para tal vamos derivar em ordem a x^ ja expressão anterior:

1

n j

n

i

i j i

f x x x

x p x

f

x ∂

=

j

n

i j

i

i j i j

j j x

f x p x x

f

x

f x x

f

= 1

2

2

2

j

n

i j

i

i j i j

j x

f x p x x

f

x

f x ∂

=

1

2

2

2

j

n

i j

i

i j j i j

j x

f x p x

f

x x

f

x

x ∂

=

1

j

n

i

i j i x

f x p x

f

x ∂

=

1

que é a expressão do Teorema de Euler para a função x j

f

, e portanto pode concluir-se que se f é

homogénea de grau p, as suas primeiras derivadas são homogéneas de grau p − 1.

ISIG 2002

2.2. Operadores

Chama-se Operador, a uma regra operatória. Por exemplo,

dx

d

é o

operador de derivação. Por si só não tem qualquer significado, mas quando

aplicado a uma função f ( x), transforma-a na sua derivada.

Outro exemplo de operador é o Gradiente

dy

f

x

f f x dy

f xy

O operador Gradiente, (^)  

x dy

quando aplicado á função f transforma-a

num vector cujas componentes são as derivadas parciais de f, vector esse que se chama gradiente

de f.

Vamos então definir um novo Operador a que chamaremos Operador de Euler^1

n

i (^) i

i x

E x 1

Então, se f : R R

n a for homogénea de grau p, tem-se, pelo Teorema de Euler

E f =p f

Vejamos agora o que sucede se aplicarmos duas vezes o operador E.

E E f = E f =

2 f x

x x

x

n

i (^) i

i

n

i (^) i

i (^)  

= 1 = 1

=

=

n

i (^) i

n

j (^) j

j

i

n

i (^) i

i

n

i (^) i

i x

x

f x

x x

f x x

x 1

1

1 1

1 Nota: esta designação não é universal.

ISIG 2002

= = = ≠

=

n

i

n

j

n

i

n

ji

j (^) i

i i j i

i j j

j i

i x

f x x

f

x x

f x x x

f x x

x 1 1 1 1

2

2 2

= ≠

=

n

i

n

ji

j (^) i

i i

i i j

i j x

f x x

f x x x

f xx 1 1

2

2 2

2

= ≠

= = 

n

i

n

ji

j (^) i

i i j

i j

n

i (^) i

i x

f x x x

f xx x

f x 1 1

2

2 2

2

1

repare-se agora que o primeiro somatório é o operador de Euler aplicado á função f, e o segundo

somatório é o expoente simbólico (2) de E f, temos portanto que

2 (^2 ) E f =Ef + Ef

Vejamos o que sucede no caso f R aR

2 : , homogénea de grau p.

Tem-se

p f y

f y x

f E f x = ∂

e tornando a aplicar o operador E em ambos os membros fica:

E Ef =pE f

isto é:

E f Ef p f

( 2 ) 2 +( ) =

p f Ef p f

( 2 ) 2 +( ) =

( E f) p(p 1 ) f

( 2 ) = −

ou seja:

p p f y

f y x

f x y

f y x y

f xy x

f x 2 ( 1 )

( 2 )

2

2 2

2

2

2 2  = − 

Poderíamos continuar a aplicar o operador E, e um raciocínio semelhante mas cada vez

mais trabalhoso levaria ao seguinte resultado