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formacao de gemios
Tipologia: Trabalhos
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Departamento de Ciências e Tecnologias Curso Ciências Biológicas Disciplina: Genética Geral e de Populações Tema: Estudo de Gémeos
José Manuel Pereira
DISCENTES: Solangila Moniz Victor Gonçalves José Carlos Martins Leona Coreia
A ovulogénese é o processo de formação dos óvulos, a partir das ovogónias, e tem início ainda no embrião, porém só é completado durante a puberdade. Nos ovários, encontram-se agrupamentos celulares chamados folículos ovarianos de Graff, onde estão as células germinativas, que originam as gametas, e as células foliculares, responsáveis pela manutenção das células germinativas e pela produção dos hormônios sexuais femininos. Nas mulheres, apenas um folículo ovariano entra em maturação a cada ciclo menstrual, período compreendido entre duas menstruações consecutivas e que dura, em média, 28 dias. Isso significa que, a cada ciclo, apenas uma gameta torna-se maduro e é liberado no sistema reprodutor da mulher. Os ovários alternam-se na maturação dos seus folículos, ou seja, a cada ciclo menstrual, a liberação de um óvulo, ou ovulação, acontece em um dos dois ovários.
A ovogénese divide-se em três períodos:
Fase de multiplicação ou de proliferação: É uma fase de mitoses consecutivas, quando as células germinativas aumentam em quantidade e originam ovogónias. Nos fetos femininos humanos, a fase proliferativa termina por volta do final do primeiro trimestre da gestação. Portanto, quando uma menina nasce, já possui em seus ovários cerca de 400 000 folículos de Graff. É uma quantidade limitada, ao contrário dos homens, que produzem espermatogónios durante quase toda a vida.
Fase de crescimento: Logo que são formadas, as ovogónias iniciam a primeira divisão da meiose, interrompida na prófase I. Passam, então, por um notável crescimento, com aumento do citoplasma e grande acumulação de substâncias nutritivas. Esse depósito citoplasmático de nutrientes chama-se vitelo, e é responsável pela nutrição do embrião durante seu desenvolvimento.
Terminada a fase de crescimento, as ovogónias transformam-se em ovócitos primários (ovócitos de primeira ordem ou ovócitos I). Nas mulheres, essa fase perdura até a puberdade, quando a menina inicia a sua maturidade sexual.
Fase de maturação: Dos 400 000 ovócitos primários, apenas 350 ou 400 completarão sua transformação em gametas maduros, um a cada ciclo menstrual. A fase de maturação inicia-se quando a menina alcança a maturidade sexual, por volta de 11 a 15 anos de idade.
Quando o ovócito primário completa a primeira divisão da meiose, interrompida na prófase I, origina duas células. Uma delas não recebe citoplasma e desintegra-se a seguir, na maioria das vezes sem iniciar a segunda divisão da meiose. É o primeiro corpúsculo (ou glóbulo) polar.
A outra célula, grande e rica em vitelo, é o ovócito secundário (ovócito de segunda ordem ou ovócito II). Ao sofrer, a segunda divisão da meiose, origina o segundo corpúsculo polar, que também morre em pouco tempo, e o óvulo, gameta feminino, célula volumosa e cheia de vitelo.
Na gametogénese feminina, a divisão meiótica é desigual porque não reparte igualmente o citoplasma entre as células-filhas. Isso permite que o óvulo formado seja bastante rico em substâncias nutritivas.
Na maioria das fêmeas de mamíferos, a segunda divisão da meiose só acontece caso a gameta seja fecundado. Curiosamente, a verdadeira gameta dessas fêmeas é o ovócito II, pois é ele que se funde com o espermatozóide.
pelúcida, agindo como facilitador da chegada do espermatozóide ao ovócito. Assim que este penetra a zona pelúcida, ocorre a reacção zonal, uma mudança que torna esta zona impermeável a outros espermatozóides. A composição desta cobertura é feita por glicoproteínas extracelularmente e muda após a fertilização. Alguns estudiosos acreditam que a reacção zonal seja o resultado da acção das enzimas lisossomas liberadas por grânulos corticais.
Nesta fase estas membranas se unem e se rompem no exacto lugar onde se uniram. A cabeça e a cauda do espermatozóide entram no ovócito, mas a membrana plasmática do espermatozóide fica de fora.
Quando o espermatozóide penetra o ovócito, ele o estimula a completar a segunda divisão meiótica, resultando num ovócito maduro e num segundo corpo polar. A partir disso, há a condensação dos cromossomos maternos e o núcleo já maduro do ovócito evolui para um pronúcleo feminino.
O núcleo do espermatozóide aumenta no interior do citoplasma do ovócito com objectivo de compor o pronúcleo masculino e a cauda, então, sofre degeneração. Enquanto acontece o crescimento dos pronúcleos, que são indistinguíveis morfologicamente, eles replicam seu DNA. O ovócito que contém dois pronúcleos haplóides é chamado de oótide.
Logo que os pronúcleos se juntam em um conjunto único e diplóide, a oótide se transforma em um zigoto. Os cromossomos neste zigoto arranjam-se em um fuso de clivagem, preparando-se para a divisão que irá sofrer. Esta estrutura é geneticamente única, já que metade dos seus cromossomos vem da mãe e a outra metade do pai, formando assim uma nova combinação cromossómica, diferente da contida nas células dos pais. Este fato forma a base da herança biparental e, consequentemente, da variação da espécie humana.
O embrião é uma estrutura originária da fertilização de um óvulo (gameta feminino) por um espermatozóide (gameta masculino). Logo após a fertilização, a estrutura gerada passa a ser chamada de zigoto, em seguida, começa a dividir-se em várias células, iniciando o desenvolvimento de vários órgãos e tecidos, recebendo então o nome de embrião até o final da 8° semana após a fertilização.
O processo que ocorre após a formação do zigoto é denominado de clivagem, que tem início cerca de 30 horas após a fertilização, sendo formados os blastômeros. Após 45 horas de ocorrida a fertilização, atinge-se o estágio de quatro blastômeros, cerca de três dias após é atingido o estágio de 12 a 16 blastômeros, passando a receber o nome de mórula (massa compacta de células).
Embrião na oitava semana
Na terceira semana começa o processo de gastrulação, onde há a formação da mesoderme intra-embrionária, do tubo neural e também a formação cardiovascular do embrião.
A partir da quarta semana há o estabelecimento da forma do embrião. O coração forma uma saliência no tórax, começando o bombeamento sanguíneo; a cabeça do embrião passa a ter um tamanho muito grande em relação ao resto do corpo; ainda há a presença de uma pequena cauda; já podem ser observados pequenos braços, as pernas começam a se tornar visíveis no final desta semana, quando já podem ser identificados os olhos e as orelhas.
Embrião na décima semana
Durante a quinta semana, as alterações no embrião em desenvolvimento são bem menores. Como o cérebro cresce muito rápido, a cabeça continua aumentando; os braços possuem formato em pás e as pernas, de nadadeiras.
Entre a quinta e oitava semana, o embrião começa a adquirir sua forma final, onde há o desenvolvimento dos braços, cotovelos, joelhos, o nariz já pode ser distinguido e o embrião possui aproximadamente 2,5 centímetros. Já no início da nona semana, o concepto passa a ser chamado de feto, se desenvolvendo até o dia do nascimento.
Formacao de gemios
Gêmeos Idênticos
Quando um óvulo é produzido e fecundado por um só espermatozóide e forma a morula que depois da origem a bastrula que por siginte forma dois botoes germinativos e dá origem aos gêmeos idênticos, ou monozigóticos, ou univitelinos isto em 65% dos casos podera tambem acontecer que que apos a fecundacao o ovulo da origem a duas morulas cada um com o seu botao germinativo que tambem dao origem gêmeos univitelinos, sempre possuem o mesmo sexo,têm o mesmo genoma e são clones um do outro. Apenas 1/3 das gestações são de gêmeos univitelinos.
A gestação é difícil pelo fato de apenas 10% a 15% dos gêmeos idênticos terem placentas diferentes, geralmente possuem a mesma placenta.
Gêmeos Bivitelinos
Os gêmeos bivitelinos são dizigóticos ou multivitelinos, ou seja, são formados a partir de dois óvulos. Nesse caso são produzidos dois ovócitos II e os dois são fecundados, formando assim,
O termo "siameses" originou-se de uma famosa ocorrência registrada desse fenômeno: os gêmeos Chang e Eng, que nasceram no Sião, Tailândia, em 1811, colados pelo ombro. Eles casaram, tiveram 22 filhos e permaneceram unidos até o fim de seus dias, tendo falecido com um intervalo de 3 horas um do outro.
Fig.1 : Ligações de gémeos (teratópagos anacatadídimos)
As observações de alguns autores favoreceram a conclusão de que a razão de sexo dos gémeos é menor do que a dos recém-nascidos de parto único, isto é, nasceriam menos gémeos
do sexo masculino. Essa conclusão não é apoiada por dados de outros autores, pois um amplo estudo a respeito da razão de sexo em gémeos, realizado por Beiguelman, Franchi-Pinto, Dal Colletto e Krieger (1995) levando em conta 1385 pares nascidos durante o período entre 1984 a 1993, para além de mostrar que a diferença entre a razão de sexo dos gémeos (101, meninos: 100 meninas) e a observada nos recém-nascidos de parto único (104,5 meninos: 100 meninas) foi pequena, serviu para realçar um aspecto bastante curioso a respeito da variação anual da razão de sexo. De fato, esse estudo conseguiu demonstrar que, ao contrário da pequena variação anual da razão de sexo dos recém-nascidos de parto único, a variação observada nos gémeos foi muito grande, talvez por causa da proporção variável de pares monozigóticos. Por causa de sua identidade genética, que lhes confere o mesmo sexo, os pares monozigóticos poderiam distorcer os resultados em pequenas amostras de gémeos, já que uma variação aleatória poderia provocar um excesso de meninos ou, ao contrário, de meninas. Esses resultados sugerem, pois, que os estudos sobre a razão de sexo de gémeos, mormente os que se referem a amostras pequenas, levem sempre em conta a possibilidade de os dados estarem distorcidos por causa dos gémeos monozigóticos.
FATORES QUE INFLUENCIAM O NASCIMENTO DE GÊMEOS
O nascimento de gémeos DZ depende, evidentemente, da ocorrência de poliovulação, a qual, por sua vez, depende do nível de hormônio folículo-estimulante (FSH). O nível de FSH, por sua vez, depende de causas genéticas, sendo mais alto em mulheres negróides do que em caucasóides, além do que as mães de gémeos possuem, em média, nível mais elevado de FSH do que as de parto único. A produção de FSH está, ainda, correlacionada ao tamanho da hipófise, cujo peso máximo é atingido aos 40 anos de idade.
Essas informações explicam, pois, o fato de o nascimento de gémeos DZ ser influenciado pela raça, sendo as mulheres negróides as mais predispostas ao nascimento de DZ, seguidas das caucasóides e das mongolóides, nessa ordem. Também deve ser, por isso, que o nascimento de gémeos DZ depende da idade materna e, antes do advento de métodos anticoncepcionais eficientes, era mais comum em mulheres muito fecundas, ou seja, com maior paridade. Essas mulheres não davam à luz gémeos DZ por uma questão probabilística, isto é, não era porque o maior número de filhos aumentava a probabilidade de nascimento de gémeos, e sim porque a poliovulação está associada a maior fecundidade. Nessa época, as mães de gémeos DZ mostravam vantagem reprodutiva em relação às outras mães por necessitarem menos tempo de acasalamento para a concepção do que as outras mulheres. Antes do uso de anovulatórios
pode ter grupo sanguíneo A. Se células do primeiro co-gémeo passarem a circulação sanguínea do segundo, este formará os antígenos A e B, constituindo uma quimera sanguínea. DURAÇÃO DA GESTAÇÃO Os gémeos nascem com menos semanas de gestação que os recém-nascidos de parto único. A duração das gestações únicas é considerada normal quando o nascimento se dá no período entre 37 e 42 semanas completas de amenorreia, isto é, de ausência de menstruação ( recém- nascidos a termo ). Quando esse tempo de gestação é inferior a 37 semanas completas de amenorreia, os recém-nascidos são considerados prematuros ou recém-nascidos pré-termo. Se a duração da gestação for igual ou superior a 42 semanas completas de amenorreia, o recém-nascido será dito pós-termo. Se esse critério, consagrado para os partos únicos, for estendido aos partos gemelares, a proporção de gémeos classificados como prematuros passa a ser altíssima. Entretanto muitos consideram que a prematuridade dos gémeos não é um fenómeno patológico, mas mera consequência mecânica da distensão excessiva e eretismo da musculatura uterina, e do aumento da mobilidade fetal. PESO E ESTATURA AO NASCER A maioria dos gémeos nasce por volta da 36ª semana. A média do peso de um gémeo ao nascer é de 2,5 quilos e mede cerca de 43 cm da cabeça aos pés. Os gémeos apresentam menor peso e menos estatura ao nascer que os recém-nascidos de parto único. Quando o peso é menos de 2500 g é considerado peso baixo ao nascer , peso inferior a 1500 g ( peso muito baixo ao nascer ) o peso baixo de gémeos ao nascer uma entidade distinta do peso de recém-nascidos de parto único, afectam diferentemente o crescimento e a sobrevivência das crianças. CONCLUSÃO
A comparação entre gémeos monozigóticos (ou idênticos) e dizigóticos (ou fraternos) nos dá pistas muito importantes para sabermos qual é a importância da genética e do ambiente na determinação de uma característica. Se a característica for determinada somente por nossos genes – por exemplo, grupo sanguíneo – os gémeos idênticos deverão sempre ter o mesmo grupo sanguíneo, enquanto os gémeos fraternos serão como irmãos não gémeos, ou seja, podem ou não ter o mesmo tipo de sangue. Se uma característica for só ambiental – por exemplo, a língua que falamos – não haverá diferenças entre gémeos idênticos e fraternos, desde que criados juntos. Todos devem falar a mesma língua. E se a característica for multifatorial, isto é, depender da interacção entre nossos genes e o ambiente, haverá maior
semelhança (concordância) entre gémeos idênticos e fraternos. Quanto maior a diferença relativa entre os idênticos e os fraternos, maior o peso do componente genético na determinação da característica.
A prematuridade extrema (nascimento antes da 31ª semana) ocorre em 20,1% das gestações triplas e em 60% das quádruplas. O parto de gémeos ou mais é cada dia mais seguro. As maternidades estão se adaptando para receber essas mães e bebés. Factores como a raça, a idade, factores genéticos e hereditários são determinantes para a formação de gémeos. Os casos de gémeos dizigóticos são mais frequentes do que os casos de gémeos monozigóticos.
A gestação de dois ou mais bebês é considerado uma gestação de risco, pois predispõe de várias inseguranças à mamãe e aos bebês. Os riscos para a mamãe são as maiores incidências de aumento do líquido amniótico, diabetes gestacional, pressão alta e complicações no parto.
BIBLIOGRAFIA:
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