
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento BINAGRI - SISLEGIS
Portaria 484/2011
(D.O.U. 15/12/2011)
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE POLÍTICA AGRÍCOLA
PORTARIA Nº 484, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011
O SECRETÁRIO DE POLÍTICA AGRÍCOLA, no uso de suas atribuições e competências
estabelecidas pela Portaria n° 933, de 17 de novembro de 2011, publicada no Diário Oficial
da União de 18 de novembro de 2011, e observado, no que couber, o contido nas Instruções
Normativas Nº 2, de 9 de outubro de 2008, e Nº 4, de 30 de março de 2009, da Secretaria de
Política Agrícola, publicadas, respectivamente, no Diário Oficial da União de 13 de outubro
de 2008 e de 31 de março de 2009, resolve:
Art. 1º Aprovar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura de canola no
Estado do Rio Grande do Sul, ano-safra 2011/2012, conforme anexo.
Art. 2º Esta Portaria tem vigência específica para o ano-safra definido no art. 1º e entra em
vigor na data de sua publicação.
CAIO TIBÉRIO DORNELLES DA ROCHA
ANEXO
1. NOTA TÉCNICA
A canola é uma planta da família das crucíferas. No Brasil, cultiva-se apenas canola de
primavera (Brassica napus L. var. oleifera), que foi desenvolvida por melhoramento
genético convencional de colza.
Originária de regiões de clima temperado frio, a canola se adapta bem nas condições
climáticas do sul do Brasil, sendo tolerante às baixas temperaturas. Recentemente, a cultura
foi introduzida no Centro-Oeste, cultivada como "safrinha" na entressafra da soja, milho e
algodão.
Em relação ao clima e solo, a canola apresenta exigências similares aos do trigo. A cultura é
sensível à deficiência hídrica ao longo de todas as fases desenvolvimento.
Tanto baixas como altas temperaturas podem ser prejudiciais à cultura. A canola é sensível à
ocorrência de geada no estádio de plântula e no florescimento, sendo a fase inicial de
estabelecimento a mais danosa à cultura.
Objetivou-se, com o zoneamento agrícola, identificar os municípios e os períodos de
semeadura, para o cultivo de canola, em condições de baixo risco climático no Estado do
Rio Grande do Sul.
Para essa identificação, foi realizado o balanço hídrico decendial da cultura,
considerando-se as seguintes variáveis:
a) precipitação pluviométrica: utilizaram-se séries com, no mínimo, 15 anos de dados diários
registrados nos 250 postos pluviométricos disponíveis no Estado.
b) evapotranspiração potencial: foram estimadas médias decendiais para as 36 estações
climatológicas disponíveis no Estado, aplicando-se o método de Penman-Monteith.
c) fases fenológicas: Para efeito de simulação foram consideradas as seguintes fases
fenológicas: germinação / emergência; crescimento / desenvolvimento; floração /
enchimento de grãos e maturação ponto de colheita.
d) coeficiente de cultura (Kc): foram utilizados valores médios para períodos decendiais,
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