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ASPECTOS DA BIOÉTICA (EUTANÁSIA), Notas de estudo de Filosofia

O assunto em questão relacionado com Aspectos Da Bioética (Eutanásia)

Tipologia: Notas de estudo

2021

Compartilhado em 02/06/2021

Alberto411
Alberto411 🇲🇿

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1.ASPECTOS DA BIOÉTICA (EUTANÁSIA)
1.1. Noções de Bioética
A Bioética é uma ética aplicada, chamada também de “ética prática”[, que visa “dar conta” dos
conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde
do ponto de vista de algum sistema de valores (chamado também de “ética”).
O termo bioético é um neologismo que resulta da junção de duas palavras gregas: “Bio” – quer dizer
“vida” + “Ethos” – quer dizer “ético”
Este termo foi introduzido pela primeira vez pelo biólogo e medico antologista Van Rensslaer Patter
em 1971, na sua obra bioética: ponte para o futuro, como ética da vida ou seja, o estudo sistemático da
conduta humana na área das ciências da vida e cuidados de saúde.
O termo bioético foi-se aprimorado de tal modo que nos nossos dias o mesmo ganhou uma forma de
significações mais profundas.
A bioética começa a consolidar-se após a segunda guerra mundial quando, chocado com os práticos
abusivos e desumanos dos médicos Nazis nos campos de concentração.
O ocidente cria um código que tinha como principio fundamentalmente o respeito pelas vidas dos
seres animados, em geral, e sobretudo a dos homens, julgando-se necessário que o progresso da
ciência e da técnica fosse controlado e acompanhado.
Nome da consciência da humanidade, isto é diz respeito aos efeitos provados no mundo ou na
sociedade. Em 1974, o tribunal de Nuremberga que julga os crimes cometidos na segunda guerra
mundial criou um código mundial, no qual se reconhece a dignidade de todos seres humanos.
É importante que homem, perante os progressos da técnica e da ciência, tomem decisões éticas de
maneira a salvaguardar e possibilitar um mundo humanizado.
Com a ética é aplicado a prática, a bioética é um esclarecimento e a resolução de questões éticas que
advêm dos progressivos avançados e aplicações das tecnologias biomédicos.
David Ray director do centro da bioética da universidade, defende bioética como “estudo sistemático
das dimensões maiores das ciências da vida e de atenção á saúde”.
1.2. Objectivos e Funções da Bioética
O objectivo primordial da Bioética é discutir as questões relativas à vida e a saúde, principalmente as
que surgiram a partir de inovações tecnológicas posteriores aos debates éticos tradicionais, sob um
enfoque humanista e assim, evitar que estes debates se restrinjam a aspectos puramente tecnicistas,
esquecendo-se de que tratamos de aspectos delicados e extremamente complexos.
Função descritiva - consiste em analisar os conflitos que surgem nas sociedades provocadas pelo
progresso da técnica e da ciência na área da medicina (na vida e na saúde humana assim como na dos
animais).
Funções normativas - Consiste em estabelecer normas com relação a tais conflitos por um lado
prescrevendo os comportamentos reprováveis e por outro escrevendo comportamento os moralmente
aceitáveis.
Funções proteccionistas - Consiste em proteger na medida do possível, os inválidos em disputas de
natura axiológicas ( de valores) dando maior primazia aos fracos.
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1.ASPECTOS DA BIOÉTICA (EUTANÁSIA)

1.1. Noções de Bioética A Bioética é uma ética aplicada, chamada também de “ética prática”[, que visa “dar conta” dos conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde do ponto de vista de algum sistema de valores (chamado também de “ética”). O termo bioético é um neologismo que resulta da junção de duas palavras gregas: “Bio” – quer dizer “vida” + “Ethos” – quer dizer “ético” Este termo foi introduzido pela primeira vez pelo biólogo e medico antologista Van Rensslaer Patter em 1971, na sua obra bioética: ponte para o futuro, como ética da vida ou seja, o estudo sistemático da conduta humana na área das ciências da vida e cuidados de saúde. O termo bioético foi-se aprimorado de tal modo que nos nossos dias o mesmo ganhou uma forma de significações mais profundas. A bioética começa a consolidar-se após a segunda guerra mundial quando, chocado com os práticos abusivos e desumanos dos médicos Nazis nos campos de concentração. O ocidente cria um código que tinha como principio fundamentalmente o respeito pelas vidas dos seres animados, em geral, e sobretudo a dos homens, julgando-se necessário que o progresso da ciência e da técnica fosse controlado e acompanhado. Nome da consciência da humanidade, isto é diz respeito aos efeitos provados no mundo ou na sociedade. Em 1974, o tribunal de Nuremberga que julga os crimes cometidos na segunda guerra mundial criou um código mundial, no qual se reconhece a dignidade de todos seres humanos. É importante que homem, perante os progressos da técnica e da ciência, tomem decisões éticas de maneira a salvaguardar e possibilitar um mundo humanizado. Com a ética é aplicado a prática, a bioética é um esclarecimento e a resolução de questões éticas que advêm dos progressivos avançados e aplicações das tecnologias biomédicos. David Ray director do centro da bioética da universidade, defende bioética como “estudo sistemático das dimensões maiores das ciências da vida e de atenção á saúde”. 1.2. Objectivos e Funções da Bioética O objectivo primordial da Bioética é discutir as questões relativas à vida e a saúde, principalmente as que surgiram a partir de inovações tecnológicas posteriores aos debates éticos tradicionais, sob um enfoque humanista e assim, evitar que estes debates se restrinjam a aspectos puramente tecnicistas, esquecendo-se de que tratamos de aspectos delicados e extremamente complexos. Função descritiva - consiste em analisar os conflitos que surgem nas sociedades provocadas pelo progresso da técnica e da ciência na área da medicina (na vida e na saúde humana assim como na dos animais). Funções normativas - Consiste em estabelecer normas com relação a tais conflitos por um lado prescrevendo os comportamentos reprováveis e por outro escrevendo comportamento os moralmente aceitáveis. Funções proteccionistas - Consiste em proteger na medida do possível, os inválidos em disputas de natura axiológicas ( de valores) dando maior primazia aos fracos.

1.3. EUTANÁSIA

1.3.1 Conceito Etimológico e Definição A palavra a cima vem do grego “ eu ” que significa bem , e “ thanasia ” que quer dizer morteeutanásia ’ quer dizer “ boa morte ” ou seja “ morte traquina ”. Essa morte trata-se de uma morte piedosa, ou seja a morte de alguém por motivos de piedade e compaixão. A eutanásia é um acto médico que tem a finalidade acabar com a dor dignidade na doença crónica e no morrer, eliminando o portador da dor. Nesta situação da doença terminar do paciente, por causa da sua autonomia os médicos responsáveis pelos doentes devem esclarecer aos pacientes os procedimentos ao doente ou seja ao paciente em termos de sua situação de saúde, que seria nesse caso a eutanásia; neste modula o paciente com a doença terminar deve livremente escolher a única vida terminal a sua vida, falando ou comunicando-se com médico responsável para lhe aplicar a eutanásia (a morte apropriada) A diferença da eutanásia é a distanásia – é um procedimento médico que consiste na tecnologia médica da vida do paciente que estão em fase terminal. A eutanásia se preocupa prioritariamente na vida humana, na fase terminal isto quer dizer “ aliviar a dor e o sofrimento do paciente ”. 1.3.2. Tipos de Eutanásia Existem duas formas distintas de praticar os três tipos de eutanásia ( voluntária, não-voluntária e involuntária ), a saber, activa ou passivamente. 1.3.2.1. Eutanásia Activa e Passiva Eutanásia activa e eutanásia passiva Existem duas formas de prática da eutanásia: activa e passiva. A eutanásia activa acontece quando se apela a recursos que podem findar com a vida do doente (injecção letal, medicamentos em dose excessiva e etc.). Na eutanásia passiva , a morte do doente ocorre por falta de recursos necessários para manutenção das suas funções vitais (falta de água, alimentos, fármacos ou cuidados médicos Para H. Kuhse uma das razões mais plausíveis é que um agente que mata causa a morte, enquanto que um agente que deixa morrer permite apenas que a natureza siga o seu caminho. Mas ao falar especificamente sobre a eutanásia, a mesma autora afirma que a situação torna-se diferente porque a morte é do interesse da pessoa e assim apresenta sua justificativa: Um agente que mata, ou um agente que deixa morrer, não está a fazer mal mas a beneficiar a pessoa a quem a vida pertence. Isto levou autores desta área a sugerir que se somos, de fato, mais responsáveis pelas nossas acções do que pelas nossas omissões, então A que mata C no contexto da eutanásia estará, ceteris paribus, agindo moralmente melhor do que B que deixa C morrer - uma vez que A beneficia positivamente C, enquanto B apenas deixa que benefícios sucedam a C. Singer afirma que: Permitir que alguém morra- o que às vezes se chama de “eutanásia passiva” - já é aceito como um procedimento humanitário e apropriado em certos casos. Se não existe nenhuma diferença moral intrínseca entre matar alguém e permitir que alguém morra, a eutanásia activa também deveria ser aceita como humanitária e apropriada, em determinadas circunstâncias. (Singer, 2006, p.219) Mas, na nossa realidade, a eutanásia passiva é bem mais aceita do que a eutanásia activa, mesmo as pessoas tendo a consciência de que ela pode prolongar ainda mais o sofrimento do ser humano até o momento de sua morte.

1.3.3. Países Que Aceitam A Eutanásia Na Holanda A Holanda é o primeiro país no mundo a publicar a Lei sobre o término da vida a pedido e o suicídio assistido, que legaliza a situação da eutanásia, então oficialmente perdoada e amplamente praticada. Na Inglaterra Em 1931, na Inglaterra, o Dr. Millard, propôs uma Lei para Legalização da Eutanásia Voluntária, que foi discutida até 1936, quando a Câmara dos Lordes a rejeitou. Esta sua proposta serviu, posteriormente, de base para o modelo holandês. No Uruguai O Uruguai, em 1934, incluiu a possibilidade da eutanásia no eu Código Penal, através da possibilidade do "homicídio piedoso". Esta legislação uruguaia possivelmente seja a primeira regulamentação nacional sobre o tema. Vale salientar que esta legislação continua em vigor até o presente. A doutrina do Prof. Jiménez de Asúa, penalista espanhol, proposta. Na Austrália em 1925, serviu de base para a legislação uruguaia. Os Territórios do Norte da Austrália, em 1996, aprovaram uma lei que possibilita formalmente a eutanásia. Na Béligica Em maio de 2002, a Bélgica também promulgou sua lei da eutanásia definindo esta prática como um “ato, realizado por terceiros, que faz cessar intencionalmente a vida de uma pessoa a seu pedido”. Conforme esta lei, o médico que executa a eutanásia não está praticando um ato ilegal quando está assegurado de que o paciente é maior de idade, capaz e consciente no momento de apresentar seu pedido, e que esteja sob sofrimento físico ou psíquico constante e insuportável, que não possa ser acalmado, causado por um acidente ou doença incurável.