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cap.11 - cap.11
Tipologia: Notas de estudo
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“Steve, sua rotina de treino, anterior às tacadas finais, está inconsistente”.
ENSINANDO STEVE A SEGUIR UMA ROTINA CONSISTENTE ANTES DAS JOGADAS FINAIS^1
Steve era um jovem jogador profissional de golfe, participante do Torneio Canadense de Golfe Profissional. Apesar de jogar bem, ainda não vencera nenhum torneio profissional em parte devido às tacadas finais inconstantes. Steve sabia que os jogadores profissionais têm uma rotina mais constante de tacadas finais do que os amadores mais habilidosos, e que os amadores mais habilidosos têm uma rotina mais constante do que os amadores menos habilidosos. Refletindo, Steve percebeu que sua própria rotina não era tão consistente quanto deveria ser. Nem sempre ele verificava a inclinação do putting green^2 dos dois lados da bola, antes de finalizar a jogada. Caso fosse um putt^3 especialmente importante, ele costumava ficar de pé, por cima da bola, por um tempo mais longo, antes de jogá-la para o buraco. Também ocorriam outras inconsistências, de um putt para o seguinte, durante as competições. Ele concluiu que sua rotina inconsistente antes das jogadas finais podia estar contribuindo para o pouco sucesso nos putts. O primeiro passo para estabelecer uma seqüência consistente de respostas durante a rotina que antecedia os putts foi relacionar os passos específicos que ele deveria seguir em cada ocasião. Foram os seguintes:
O procedimento de treino realizado por Steve envolvia 10 tentativas. A cada tentativa, ele executava os sete passos da rotina ao treinar um putt curto no local de treinamento. A razão pela qual realizava a rotina em putts curtos era que queria que cada seqüência fosse seguida pelo reforçador, no caso, realizar o putt. Em cada tentativa, um amigo checava a relação dos passos à medida que eram realizados. Caso ele pulasse algum passo, seu amigo lhe dava a deixa para realizá-lo, antes de prosseguir. Depois de completar as 10 repetições, Steve e seu amigo jogavam uma rodada amistosa, durante a qual o amigo dava deixas para que Steve completasse a rotina em cada putt. Posteriormente, durante os torneios, Steve pedia a seu caddy 5 que o lembrasse freqüentemente de seguir sua rotina. Três semanas depois, Steve venceu seu primeiro evento. Apesar de haver uma séria de fatores contribuindo para isso, Steve sentiu que um deles foi a melhora de suas tacadas de putt devido a uma rotina de preparação mais consistente.
(^1) Este exemplo se baseia numa consultoria prestada por G. Martin (1999). (^2) Espaço para a jogada final de colocação da bola no buraco (N. da T.). (^3) Tacada leve dada na bola para acertá-la no buraco (N. da T.). (^4) Taco com que se acerta a bola no buraco, em um lance curto (N. da T.). (^5) Carregador de tacos de golfe.
Um encadeamento comportamental é uma seqüência de estímulos discriminativos (SDs) e respostas (Rs), na qual cada resposta, exceto a última, produz o SD^ para a próxima resposta, sendo a última resposta tipicamente seguida por um reforçador. Além de ser uma deixa para a próxima resposta, cada SD^ (após o primeiro) em um encadeamento comportamental é um reforçador condicionado para a resposta anterior. O que Steve conseguiu ao aprender a seguir uma rotina consistente antes dos putts foi tal seqüência de estímulos e respostas. O primeiro estímulo (SD 1 ) para a seqüência inteira era o feedback de andar em direção à bola no campo. A resposta (R 1 ) para tal estímulo era: “Vou me concentrar apenas neste putt”. O final de tal afirmação era a deixa (SD 2 ) ir para trás do buraco, olhar de novo para a bola, verificar a inclinação do terreno para calcular a velocidade e a trajetória do putt (R 2 ). Os estímulos visuais resultantes (e talvez certos estímulos internos que poderíamos chamar de “uma imagem do putt e da velocidade da bola”) era a deixa (SD 3 ) para a próxima resposta (R 3 ): colocar-se atrás da bola e olhar para o buraco de forma a observar a inclinação daquele ângulo. Desta maneira, cada resposta produzia a deixa para a resposta seguinte até que todo o encadeamento fosse completado, e Steve chegasse ao reforçador: acertar a bola no buraco. Pode-se perceber a razão para chamar tal procedimento de encadeamento estímulo- resposta ao escrevê-la como se segue:
As conexões estímulo-resposta são os “elos” que mantêm a cadeia unida. Como se costuma dizer: “Uma cadeia só é tão forte quanto seu elo mais fraco”. De forma semelhante, caso uma resposta seja tão fraca a ponto de não ser evocada pelo SD^ que a precede, o SD seguinte não será produzido e o restante do encadeamento não ocorrerá. A cadeia se romperá no ponto de seu elo mais fraco. A única maneira de reparar a cadeia é fortalecer a conexão estímulo-resposta fraca, através de um procedimento eficaz de treinamento. O símbolo S+^ no final do diagrama simboliza o reforçador positivo que se segue à última resposta da cadeia. Ele representa o “óleo” que se deve aplicar regularmente para manter a cadeia forte e livre de ferrugem. O reforçador no final da cadeia mantém os estímulos da cadeia como SDs eficazes para as respostas que se seguem a eles como reforçadores condicionados eficazes para as respostas que o precedem. Muitas seqüências comportamentais que você executa na sua vida diária são cadeias comportamentais. Tocar determinada música num instrumento musical, escovar os dentes, amarrar seus sapatos e fazer um sanduíche são cadeias comportamentais. No entanto, nem todas as seqüências comportamentais são cadeias comportamentais. Estudar para uma prova, fazer a prova e ir à próxima aula para saber sua nota representam uma seqüência geral de comportamentos à qual você se submete em todos os cursos que faz. Mas tal seqüência geral consiste em uma variedade de atividades (ler, memorizar, escrever etc.), com muitas quebras na ação (estudar, depois dormir, depois ir para a aula etc.). A seqüência não é composta de uma série consistente de estímulos e respostas na qual cada estímulo (com exceção do último) é um reforçador condicionado para a resposta anterior e um SD^ para a resposta seguinte.
Tarefa Colocar as calças Cliente Caio Reforçadores elogio e comestível
Sistema de pontuação 3 = sem deixas 2 = deixa verbal 1 = deixas gestuais/imitação 0 = ajuda física SDs Respostas Linha de Base Tentativas de Treino
Pegar as calças na gaveta.
Colocar uma perna na calça
Colocar a outra perna na calça
Subir as calças 2 2 3
Figura 11-1 Análise de tarefa simples e folha de dados para ensinar uma pessoa com desenvolvimento atípico a vestir as calças.
Com base no princípio do reforçamento condicionado, a visão do botão fechado também se tornou um reforçador condicionado para qualquer coisa que o precedesse. Depois de várias tentativas da etapa 7, o instrutor passava para a etapa 6. O comportamento de fechar o botão produzia o estímulo visão do botão fechado. A visão do botão fechado se tornara um reforçador condicionado, e ele imediatamente seguia-se à execução da etapa 6. Assim, quando se utiliza o encadeamento reverso, o reforçamento da última etapa na presença do estímulo apropriado, em várias tentativas, estabelece tal estímulo como um estímulo discriminativo para a última etapa e como um reforçador condicionado para a penúltima etapa. Quando é acrescentada a etapa anterior à última, o SD^ dessa etapa também se torna um reforçador condicionado e assim sucessivamente. Dessa maneira, o poder do reforçador positivo que é apresentado no final da cadeia é transferido para cada SD, à medida que é adicionado à cadeia. Assim, o encadeamento reverso tem uma vantagem teórica de sempre ter a presença de um reforçador condicionado para fortalecer cada resposta nova que é adicionada à seqüência. O terceiro método importante para ensinar uma cadeia comportamental é chamado de encadeamento para a frente. Com tal método, a etapa inicial de uma seqüência é ensinada em primeiro lugar; depois a primeira e a segunda etapa são ensinadas e ligadas; depois as três primeiras etapas; e assim por diante, até que toda a cadeia seja adquirida. Por exemplo: Mahoney, Van Wagenen e Meyerson (1971) usaram o encadeamento para a frente no treino de utilização do banheiro, tanto com crianças normais, como com crianças com desenvolvimento atípico. Os componentes da cadeia incluíam andar até o banheiro; abaixar as calças; sentar-se no vaso sanitário ou ficar em pé em frente a ele (como apropriado); eliminar; e vestir as calças. O treino começou com a primeira etapa e, depois que uma etapa era dominada, a próxima era introduzida. Cada etapa era reforçada até que a próxima fosse introduzida.
Anotação 1
Em parte devido ao fato do encadeamento reverso se assemelhar a uma inversão natural da ordem das coisas, o encadeamento para a frente e a apresentação da tarefa total são usadas com mais freqüência nas situações do cotidiano, fora do cenário da modificação do comportamento. Entre os muitos exemplos que podem ser citados para ilustrar o encadeamento para a frente, considere a maneira pela qual uma criança pode ser ensinada a pronunciar uma palavra como “mico”. Primeiro, ela pode ser ensinada a dizer “mm”, depois “mi”, depois “mic” e, finalmente, “mico”. Os três principais modelos de encadeamento são apresentados na Figura 11-2 e esboçados na Tabela 11-1. Qual o mais eficaz?
Apresentação da tarefa total
S 1 R 1 S 2 R 2 S 3 R 3 Reforçador
Encadeamento reverso (ou de trás para a frente)
S 3 R 3 Reforçador
S 2 R 2 S 3 R 3 Reforçador
S 1 R 1 S 2 R 2 S 3 R 3 Reforçador
Encadeamento para a frente
S 1 R 1 Reforçador
S 1 R 1 S 2 R 2 Reforçador
S 1 R 1 S 2 R 2 S 3 R 3 Reforçador
Figura 11-2 Diagrama dos três principais modelos de encadeamento.
Bellamy, Horner e Inman (1979) concluíram que a apresentação da tarefa total tem várias vantagens práticas em comparação com os outros modelos de encadeamento para ensinar pessoas com desenvolvimento atípico. A apresentação da tarefa total requer menos tempo do instrutor na montagem ou desmontagem para preparar a tarefa para o treino; parece enfocar simultaneamente o ensino da topografia da resposta e da seqüência de resposta e, conseqüentemente, deveria produzir resultados mais rapidamente; e parece maximizar a
O encadeamento comportamental, o esvanecimento e a modelagem são algumas vezes chamados de procedimentos de mudança gradual porque cada um deles envolve progressos graduais através de uma série de etapas para produzir um novo comportamento, novo controle de estímulo sobre um comportamento ou uma nova seqüência de etapas estímulo- resposta. É importante ter claras as distinções entre os três procedimentos de mudança gradual. Na modelagem, as etapas consistem em reforçar aproximações sucessivas até a resposta final desejada (ver Capítulo 10). No esvanecimento, as etapas consistem em reforçar a resposta final desejada na presença de aproximações mais próximas ao estímulo final desejado para aquela resposta (ver Capítulo 9). No encadeamento, as etapas geralmente consistem em reforçar mais e mais a ligação estímulo-resposta específica que compõe a cadeia. Uma exceção desta, é o método de apresentação total da tarefa; neste caso todas as ligações são ensinadas diretamente no início do treino, e modelagem e esvanecimento são utilizadas para desenvolver as respostas ou deixá-las sob controle do estímulo apropriado. Por utilizar modelagem e esvanecimento, o procedimento ainda é um procedimento de mudança gradual. A Tabela 11- resume algumas similaridades e diferenças dos três procedimentos e como são tipicamente aplicados.
A seqüência comportamental que você deseja ensinar tem que ser dividida em componentes individuais, devendo ser respeitada a ordem dos componentes na seqüência. O processo de dividir uma tarefa em etapas menores ou respostas componentes, para facilitar o treinamento, é chamado de análise de tarefa. Exemplos de análises de tarefa para ensinar habilidades complexas incluem habilidades de conservação de apartamento (Williams e Cuvo, 1986), habilidades de cuidados menstruais (Richman, Reiss, Bauman e Bailey, 1984), habilidades para o jogo de tênis (Buzas e Ayllon, 1981), treino de um time juvenil de futebol americano (Komaki e Barnett, 1977), habilidades de lazer (Schleien, Wehman e Kiernan, 1981) e treino de pedestres para caminhar com segurança pelas ruas (Page, Iwata e Neef, 1976). Assim como acontece na seleção de etapas da modelagem (discutida no Capítulo 10), a seleção das etapas ou componentes do encadeamento é um tanto subjetiva. Os componentes devem ser suficientemente simples para serem aprendidos sem grande dificuldade. Caso você desejasse ensinar uma criança com déficit profundo de desenvolvimento a escovar os dentes, seria um equívoco considerar a tarefa em termos dos três grandes passos: colocar pasta na escova, escovar e enxaguar. Para a criança alcançar o domínio da cadeia, cada um desses passos teria que ser subdividido em etapas ainda menores. Os componentes também têm que ser selecionados de maneira que haja um estímulo ou conjunto de estímulos bem definido, para sinalizar a conclusão de cada componente. Isso facilitará a transformação de tais estímulos em reforçadores condicionados para as respostas precedentes e em SDs para as respostas subseqüentes, através da cadeia inteira.
TABELA 11-2 SIMILARIDADES E DIFERENÇAS ENTRE MODELAGEM, ESVANECIMENTO E ENCADEAMENTO
Modelagem Esvanecimento Encadeamento Comportamento final 1.Comportamento que é novo em alguma dimensão física como topografia, freqüência ou intensidade.
Procedimentos gerais do treinamento
Por exemplo, ao utilizar o encadeamento para ensinar uma criança a lavar as mãos adequadamente, você poderia selecionar, como um dos componentes, colocar água na pia. Seria importante especificar um determinado nível de água na pia e talvez até fazer uma marca (temporariamente, pelo menos) nesse nível, para fornecer um estímulo muito claro que encerra tal componente da cadeia (que você poderia definir como: “manter abertas as torneiras até que a água atinja o nível desejado”). Depois de completar sua análise da tarefa, revise cada um dos estímulos que controlarão cada uma das respostas da seqüência. Teoricamente, cada estímulo controlador deveria ser claramente diferente dos outros estímulos controladores. Caso estímulos semelhantes controlem diferentes respostas, há maior probabilidade de erro e de confusão por parte do cliente. Caso, em sua análise da tarefa, dois estímulos controladores sejam bastante
comportamentais a pessoas com desenvolvimento atípico ou a crianças, entretanto, geralmente é aconselhável elogiar imediatamente a conclusão correta de cada etapa, nas tentativas iniciais do treinamento (ver, p. ex., Koop, Martin, Yu e Suthons, 1980). Além disso, geralmente é aconselhável fornecer um reforçador (algo comestível, por exemplo) contingente à conclusão bem sucedida da última etapa da cadeia. Assim que o cliente se tornar mais habilidoso na execução das etapas, os elogios e outros tipos de reforçadores podem ser gradualmente eliminados. Estratégias adicionais para manter cadeias comportamentais que já foram dominadas são descritas no Capítulo 16.
Dependendo dos detalhes da análise da tarefa, talvez seja necessário fornecer algumas instruções adicionais ou ajuda física para corrigir erros. Através de tentativas sucessivas, tal assistência extra deve ser esvanecida tão rapidamente quanto possível. É importante não fornecer assistência a ponto de criar dependência no seu cliente. Isto é, cuidado para não reforçar seu cliente por cometer erros e por esperar sua ajuda em determinadas etapas.
Cadeias que contêm um elemento de resposta que não é necessário para o reforçamento são chamadas de cadeias incidentais, e o processo que as produz é chamado de encadeamento incidental. Encadeamento incidental é uma forma de reforçamento incidental como descrito no Capítulo 3. Uma cadeia incidental tem alguns componentes que são funcionais para a produção do reforçador, e pelo menos um componente (chamado de componente supersticioso) que não o é. Muitas vezes é necessário um cuidado especial para evitar encadeamentos incidentais indesejados. Assim como respostas indesejadas, relativamente simples, são muitas vezes instaladas inadvertidamente através da administração impensada de reforçamento positivo, também podem ser estabelecidas cadeias com um ou mais componentes indesejados. O tipo mais comum de encadeamento indesejado provavelmente ocorre quando uma resposta inadequada precede uma ou mais respostas adequadas que são reforçadas; tanto a resposta adequada, como a inadequada é desse modo fortalecida. Um exemplo de tal tipo de encadeamento é o costume, apresentado por alguns oradores, de começar cada comentário com "ãhn". Um exemplo semelhante, mas um tanto mais sério é fazer expressões faciais bizarras antes de cada frase. Alguns procedimentos de modificação de comportamento aparentemente bem fundamentados podem levar a encadeamentos indesejados caso o modificador de comportamento não seja cuidadoso. Isto foi ilustrado no projeto de Olenick e Pear (1980) para ensinar nomes de figuras para crianças com desenvolvimento atípico. Eram feitas às crianças questões em que se mostrava uma figura para ser nomeada e perguntava-se “O que é isto?”. Respostas corretas eram reforçadas. Caso as crianças cometessem um erro, era feita com elas uma tentativa com imitação, na qual o professor apresentava a pergunta e imediatamente dava o modelo da resposta (p. ex., “O que é isto? Gato”.). Olenick e Pear observaram que algumas crianças cometiam um grande número de erros, mesmo quando parecia que sabiam nomear a figura adequadamente. Os pesquisadores sugeriram que para tais crianças, formara-se uma cadeia na qual erros nas perguntas eram reforçados pelas tentativas com imitação, pois nestas uma resposta mais fácil (imitação) era reforçada. Olenick e Pear resolveram tal problema diminuindo a taxa de reforçamento para respostas corretas nas tentativas com imitação e, ao mesmo tempo, mantendo uma taxa alta de reforçamento para respostas corretas das questões sem modelo.
Problemas de autocontrole, que atormentam muitas pessoas, fornecem muitos outros exemplos de encadeamentos comportamentais indesejados. Considere o problema de comer em excesso. Apesar de haver, indubitavelmente, uma variedade de razões possíveis para comer em excesso, uma das causas mais freqüentes pode ser o desenvolvimento inadvertido de cadeias comportamentais indesejadas. Por exemplo, observou-se que muitas pessoas que estão acima do peso comem muito rapidamente. Um exame da seqüência comportamental envolvida sugere a seguinte cadeia: colocar comida no talher; colocar a comida na boca; recolocar comida no talher, enquanto mastiga a comida; simultaneamente, engolir a comida enquanto coloca mais uma colherada na boca; e assim por diante. Tal cadeia comportamental pode ser quebrada com sucesso, estendendo-se a cadeia e introduzindo atrasos. Uma cadeia mais aconselhável poderia ser a seguinte: colocar comida no talher; colocar a comida na boca; descansar o talher na mesa; mastigar a comida; engolir; esperar três segundos; recarregar o talher; e assim por diante. Em outras palavras, na cadeia indesejada a pessoa se apronta para consumir o bocado seguinte, antes mesmo de terminar o anterior. Uma cadeia mais aconselhável separa tais componentes e introduz breves atrasos. Outra cadeia comportamental indesejada, apresentada por algumas pessoas que estão acima do peso, consiste em assistir à TV até que comece um comercial; ir até a cozinha durante o comercial; fazer um lanche; e retornar para ver o programa de TV (o qual, junto com o sabor do alimento, reforça fazer o lanche). Há uma variedade de procedimentos para resolver tais problemas de autocontrole, e eles são discutidos em mais detalhes no Capítulo 26. O ponto a lembrar aqui é que comportamentos indesejados muitas vezes são componentes de cadeias comportamentais desenvolvidas de maneira não intencional.
Deve-se observar as seguintes regras ao ensinar cadeias comportamentais:
A. Exercícios Envolvendo Outros
B. Exercícios de Auto-Modificação
Identifique um déficit comportamental seu que possa ser modificado através de um procedimento de encadeamento. Descreva em detalhes como você poderia usar as diretrizes para o uso eficaz do encadeamento para superar tal déficit.
Questão de estudo sobre a nota