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Biodisponibilidade, Notas de estudo de Nutrição

Biodisponibilidade Biodisponibilidade

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 23/07/2015

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BIODISPONIBILIDADE
Profa. Ms. Roseli Espíndola.
Prof. Ms. Roseli Espíndola
BIODISPONIBILIDADE
Início FDA-EUA (Food and Drug
Administration): área da Farmacologia;
1980: Nutrição “a simples presença do
nutriente no alimento ou dieta ingeridos
não garantia sua utilização pelo
organismo”.
Prof. Ms. Roseli Espíndola
QUAL É A DEFINIÇÃO?
É a fração de qualquer nutriente
ingerido que tem o potencial para
suprir demandas fisiológicas em
tecidos alvos;
(Conferência Internacional de
Biodisponibilidade, em Wageningen,
Holanda, 1997);
Prof. Ms. Roseli Espíndola
(Conferência Internacional de
Biodisponibilidade, em
Wageningen, Holanda, 1997);
–Técnica de memorização
(mnemônico): termo
“SLAMANGHI” (WEST, PEE,
1996).
Prof. Ms. Roseli Espíndola
SLAMANGHI:
S = Species (especiação do nutriente);
L = Linkage (ligação molecular);
A = Amount consumed in a meal (quantidade
consumida na refeição);
M = Matrix in wich the nutrient is incorporated
(matriz onde o nutriente é incorporado);
A = Attenuators of absorption and bioconversion
(atenuantes da absorção e bioconversão);
N = Nutrient status of the host (estado nutricional
do hospedeiro/ indivíduo);
G = Genetic factors (fatores genéticos);
H = Host related factors (fatores relacionados com
hospedeiro/indivíduo);
I = Interaction (interações).
Prof. Ms. Roseli Espíndola
Congresso sobre Biodisponbilidade,
em Interlaken, Suíça, 2001:
Consideração de três aspectos:
-Bioconversão;
-Bioeficácia;
-Bioeficiência.
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BIODISPONIBILIDADE

Profa.^ Ms. Roseli Espíndola. e-mail: [email protected]

Prof. Ms. Roseli Espíndola

BIODISPONIBILIDADE

 Início FDA-EUA ( Food and Drug

Administration) : área da Farmacologia;

 1980: Nutrição “a simples presença do

nutriente no alimento ou dieta ingeridos

não garantia sua utilização pelo

organismo”.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

QUAL É A DEFINIÇÃO?

É a fração de qualquer nutriente

ingerido que tem o potencial para

suprir demandas fisiológicas em

tecidos alvos;

(Conferência Internacional de

Biodisponibilidade, em Wageningen,

Holanda, 1997);

Prof. Ms. Roseli Espíndola

(Conferência Internacional de

Biodisponibilidade, em

Wageningen, Holanda, 1997);

–Técnica de memorização

(mnemônico): termo

“SLAMANGHI” (WEST, PEE,

Prof. Ms. Roseli Espíndola

SLAMANGHI:

 S = Species (especiação do nutriente);  L = Linkage (ligação molecular);  A = Amount consumed in a meal (quantidade consumida na refeição);  M = Matrix in wich the nutrient is incorporated (matriz onde o nutriente é incorporado);  A = Attenuators of absorption and bioconversion (atenuantes da absorção e bioconversão);  N = Nutrient status of the host (estado nutricional do hospedeiro/ indivíduo);  G = Genetic factors (fatores genéticos);  H = Host related factors (fatores relacionados com hospedeiro/indivíduo);  I = Interaction (interações). Prof. Ms. Roseli Espíndola

Congresso sobre Biodisponbilidade,

em Interlaken, Suíça, 2001:

Consideração de três aspectos:

- Bioconversão;

- Bioeficácia;

- Bioeficiência.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

  • BIOCONVERSÃO: a proporção do

nutriente ingerido que estará

biodisponível para a conversão em sua

forma ativa;

  • BIOEFICÁCIA: a eficiência com a qual

os nutrientes ingeridos são absorvido e

convertidos à forma ativa do nutriente;

  • BIOEFICIÊNCIA: a proporção da forma

ativa convertida do nutriente absorvido

que atingirá o tecido alvo.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

FATORES QUE INFLUENCIAM A

BIODISPONBILIDADE

 Fatores intrínsecos ou fisiológicos;

 Fatores extrínsecos ou dietéticos.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

FATORES INTRÍNSECOS OU FISIOLÓGICOS:

 Gênero;

 Espécie animal (raça);

 Idade (fases do desenvolvimento);

 Estado nutricional;

 Estado fisiológico (gestação, lactação);

 Estado patológico;

 Fatores genéticos;

 Flora intestinal;

 Tempo de trânsito intestinal (TTI);

 pH dos sucos gástrico e intestinal.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

FATORES EXTRÍNSECOS OU

DIETÉTICOS:

 Quantidade total do nutriente na dieta;

 Propriedades físico-químicas (solubilidade,

capacidade de adsorção, capacidade de

formar complexos…..);

 Estado de oxidação;

 Forma química do nutriente;

 Agentes antidigestivos;

 Agentes quelantes (quelação);

 Peso molecular dos complexos;

 Inibidores competitivos (interação com outros

minerais);

 Componentes da dieta;

Prof. Ms. Roseli Espíndola

AGENTES QUELANTES

 DEFINIÇÃO?

  • São substâncias (agentes) que podem se

ligar aos minerais formando complexos.

 AÇÃO?

  • Aumentar ou diminuir a

biodisponbilidade.

 EXEMPLOS……

  • Vitamina C; fitato.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

FORMA QUÍMICA

 Forma livre ou combinada (conjugada).

 EXEMPLOS……

  • Ferro heme e ferro não heme.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

FATORES DIETÉTICOS

 TANINOS (são polifenóis com peso molecular

relativamente elevado, e solúveis em água):

  • Formação de complexos insolúveis com as

proteínas dos alimentos e com o mineral

ferro;

  • Está presente em grãos de alguns cereais e

leguminosas;

  • Ex: feijão possui baixa quantidade de

taninos;

Prof. Ms. Roseli Espíndola

FATORES DIETÉTICOS  INIBIDORES DE ENZIMAS DIGESTIVAS (Tripsina e quimiotripsina):

  • São encontrados em alimentos de origem animal (clara de ovos) e de origem vegetal (Leguminosas: soja; Cereais: trigo; Tubérculos: batata inglesa);
  • Conseqüências: retardo de crescimento e hipertrofia do pâncreas;
  • Inibidor de Kunitz (1946): rico em glicina, valina, leucina, isoleucina e arginina;
  • Inibidor de Bowman-Birk (1946): pobre em valina, leucina, isoleucina e arginina, sem glicina;

Prof. Ms. Roseli Espíndola

SLAMANGHI:

 S = Forma química (livre ou combinada);

 L = Solubilidade; absorbabilidade;

 A = Homeostase;

 M = Solubilidade; disponibilidade do nutriente;  A = Agentes quelantes (Vitamina C e Ferro);

 N = Deficiência de um certo nutriente; carência nutricional;

 G = Hemocromatose (aumento da absorção de ferro; acrodermatite enteropática (má absorção de zinco); Doença de Menkes (má absorção de cobre);

 H = Gênero, raça, idade; estado fisiológico; estado patológico (acloridria); medicamentos;  I = Interações diretas (Fe vs Zn) e indiretas (Se vs Iodo; Vitamina A vs Ferro; Zn e Vitamina A); Prof. Ms. Roseli Espíndola

 Fatores que podem influenciar nos estudos

sobre biosiponibilidade:

  • Precisão da coleta de dados de consumo alimentar;
  • Cálculo da ingestão do nutriente por meio de tabelas ou programas computadorizados;
  • Avaliação da biodisponibilidade do nutriente específico;
  • Utilização de biomarcadores sensíveis para avaliação do estado nutricional de indivíduos e grupos da população.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

MÉTODOS PARA A ESTIMATIVA DA BIODISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES

 Técnicas in vitro (1930);

  • Capacidade solúvel ou dialisável

(absorção);

  • Não reproduz os fatores fisiológicos

envolvidos na absorção e na utilização

dos nutrientes;

  • Baixo custo;
  • Prever e sugerir estudos “ in vivo ”.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

MÉTODOS PARA A ESTIMATIVA DA BIODISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES

 Balanço químico;

  • Diferença entre a ingestão e a excreção

de nutrientes;

  • Coleta fecal total;
  • Não permite a quantificação direto da

excreção endógena;

  • Não permite avaliar interações e nem a

cinética dos nutrientes.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

MÉTODOS PARA A ESTIMATIVA DA

BIODISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES

 Técnica de depleção e repleção;

  • Modelo animal;
  • ÉTICA.

 Técnica de suplementação com o nutriente;

  • Resultados controversos;
  • Qual dose suplementar???
  • Interação entre outros nutrientes e/ou

outros fatores.

Prof. Ms. Roseli Espíndola

MÉTODOS PARA A ESTIMATIVA DA BIODISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES

 Técnicas com utilização de isótopos radioativos e estáveis;

Isótopos: mesmo número atômico (Z);

diferente número de massa; propriedades

químicas semelhantes

  • Radioativos: núcleos instáveis; desintegração

radioativa;

Capacidade de emitir partículas subatômicas;

-Estávies: núcleo estável: cálcio, zinco, ferro, iodo,

cobre;

Prof. Ms. Roseli Espíndola

 Técnicas com utilização de isótopos radioativos e estáveis;

  • Uso de traçadores radioativos/

traçadores biológicos;

  • Exceção: crianças, gestantes, nutrizes;
  • Melhor rastreamento do nutriente,

inclusive estima a excreção endógena.

MELHOR MODELO PARA O HOMEM É O PRÓPRIO HOMEM

DIETA vs NUTRIENTE vs

INDIVÍDUO

A biodisponibilidade observada

representa a interação: