































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Sobre CLP da Dexter em portugues
Tipologia: Notas de estudo
1 / 39
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!
































Os controladores programáveis (CP) ou controladores lógico-programáveis (CLP ou PLC, em inglês) surgiram para substituir painéis de controle a relé, na década de 60. A grande vantagem dos controladores programáveis era a possibilidade de reprogramação. Já os painéis de controle a relés necessitavam modificações na fiação, o que muitas vezes era inviável, tornando-se mais barato simplesmente substituir todo painel por um novo. Portanto, os CLPs permitiram transferir as modificações de hardware em modificações no software. Existe um paralelo do que aconteceu com os painéis de controle a relés x controladores programáveis acontecendo atualmente na indústria eletrônica. Até algum tempo atrás, eram muito utilizados os CIs de lógica TTL (ou seus equivalentes CMOS), como portas NAND, OR, FLIP-FLOPs, etc. Eles começaram a ser substituídos por lógica programável (PAL – Programmable Array Logic) e, recentemente, por CPLD (Complex Programmable Logic Device) e FPGAs (Field Programmable Gate Array). As FPGAs permitem integrar funções extremamente complexas, como CPUs inteiras. Com o sucesso de uso de CLPs na indústria, a demanda por novas funções e maior capacidade aumentou consideravelmente. Os equipamentos cresceram em poder de processamento, número de entradas e saídas (I/O), e novas funções. Entretanto, estes controladores ainda usavam lógica discreta e só eram utilizados na indústria, pois seus custos tornavam inviáveis outras aplicações (automação predial, por exemplo). O advento do microprocessador permitiu uma diminuição nos custos e tamanho dos CLPs, com aumento de poder de processamento e confiabilidade. Surgiram as redes locais para comunicação entre CLPs e entre CLPs e computadores. Atualmente existe uma forte tendência a utilização de pequenos controladores programáveis, controlando processos locais e comunicando-se com outros controladores e com sistemas supervisórios. Assim, é possível descentralizar o controle industrial, evitando que uma pane interrompa toda a planta. Muitas máquinas já possuem pequenos CLPs para controlá-las. Além disso, diversos sensores na indústria já utilizam microprocessadores junto ao sensor, para conformar o sinal de saída (que ainda pode ser 4 a 20mA ou comunicação serial 485, por exemplo). Com a diminuição de custos dos CLPs, estes passaram a ser utilizados em outros campos, como na automação predial (controle de iluminação, alarme, ambiência – ventilação, temperatura e umidade, etc). No Brasil ainda é pequeno o mercado de automação predial, mas provavelmente será um campo promissor em breve (ainda mais com o risco de cortes no fornecimento de energia elétrica). A automação residencial também desponta como uma aplicação para pequenos CLPs. Neste caso o maior problema, além dos custos, é a fiação necessária, pois o projeto civil normalmente não prevê eletrodutos para isso. Então, a comunicação entre diversos sensores e CLPs deve ser implementada via rede 485, rádio ou rede elétrica. As aplicações residenciais e prediais são vastas – alarme contra intrusos, controle de painéis solares para aquecimento de água, controle de iluminação, acionamento remoto de equipamentos, economia de energia elétrica...).
Ponto de Entrada Considera-se cada sinal recebido pelo CLP a partir de dispositivos ou componentes externos (sensores) como um ponto de entrada. Os pontos de entrada podem ser digitais ou analógicos. Os pontos de entrada digitais, obviamente, reconhecem apenas dois estados: ligado ou desligado. Já os pontos de entrada analógicos reconhecem mais de dois estados – normalmente um número múltiplo de dois (4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, ....). O número de estados depende do número de bits usado pelo conversor A/D da entrada. Assim, um conversor A/D de 12 bits permite 1024 estados de entrada (2 10 ).
Sendo: v = tensão nos terminais da bobina (V) L = indutância da bobina (Hy)
i = corrente na bobina (A) t = tempo (s)
Ou seja, com a chave fechada a um longo período a corrente i=V/R, e a tensão sobre a bobina é nula (já que delta i = 0). Mas ao abrirmos a chave a corrente tende a zero instantaneamente, e com isso o termo delta i / delta t tende ao infinito. Resulta que a tensão nos terminais da bobina tende ao infinito. Esta alta tensão gera um arco elétrico na chave, pois a tensão nos terminais chega a tal valor que rompe a rigidez dielétrica do ar (cerca de 1000 V/mm).
Por exemplo, digamos que a indutância de determinada válvula solenóide é de 10 mHy, a corrente de acionamento da válvula é 200 mA, e a tensão de alimentação da válvula é 24 V. O circuito está ligado quando, repentinamente, a chave é aberta. Vamos supor que a chave leve cerca de 1 μs para abrir. Ora, a tensão nos terminais da bobina nesta situação atingiria:
v = 10x10-3 ( -0,2 / 10-6 ) = -2000V !!!
Ou seja, apesar do circuito ser alimentado com uma tensão de apenas 24V, ao abrir a chave (que pode ser o contato de um relé do CLP) a tensão atinge milhares de volts!
Na verdade, o que ocorre é que existe energia armazenada no campo magnético da bobina, e esta energia é dissipada muito rapidamente no arco elétrico que se forma nos contatos da chave. Obviamente, este arco deve ser evitado, pois diminui muito a vida útil da chave (ou relé do CLP), e a alta tensão gerada pode interferir com sinais de entrada do CLP. A solução é providenciar um caminho para a corrente da bobina, quando a chave é aberta.
No caso de circuitos de corrente contínua, um diodo pode fornecer a solução:
Quando a chave é aberta, a bobina gera a tensão contra-eletromotriz, mas o diodo passa a conduzir quando esta atinge cerca de -0,7V, mantendo a corrente na bobina. A corrente diminui lentamente devido a resistência associada a qualquer bobina (exceto se a bobina fosse feita de material super-condutor), e evita-se o arco na chave.
Já se o circuito for usado em corrente alternada, não é possível colocar um diodo em paralelo com a bobina, pois durante meio-ciclo da rede ele entraria em condução. Neste caso pode-se usar filtros RC (resistor-capacitor), e também varistores (resistores variáveis com a tensão). Abaixo temos um exemplo de filtro RC + Varistor ligado a uma saída da Expansão de Entradas e Saídas do Controlador μDX, da Dexter.
Programa Aplicativo A lógica que avalia a condição dos pontos de entrada e dos estados anteriores do CLP, executando as funções desejadas e acionando as saídas, é chamada de programa aplicativo ou simplesmente programa do CLP. Para isso, o CLP lê ciclicamente as entradas, transferindo-as para uma memória imagem (que recebe em cada endereço correspondente a uma entrada o seu valor – 0 ou 1 no caso de entradas digitais, ou um valor numérico no caso de entradas analógicas). De posse da memória imagem e dos estados internos gerados pelos ciclos de execução anteriores, o CLP gera uma memória imagem das saídas conforme as operações definidas no programa. Por fim, a memória imagem das saídas é transferida para as saídas (valor 0 ou 1 causa o desligamento ou acionamento de uma saída digital, ou um valor numérico modifica o valor de corrente ou tensão de uma saída analógica). Como para qualquer controle ou automatização é necessário o maior grau de paralelismo possível (em qualquer processo sempre pode ocorrer mais de um evento diferente ao mesmo tempo) é empregado nos CLPs um método que simula paralelismo. Neste método os parâmetros de entrada (estado de ligações e valores de variáveis) são mantidos numa tabela acessível por qualquer um dos blocos de instrução que esteja sendo interpretado (memória imagem das entradas). Uma segunda tabela (memória imagem das saídas), com os resultados produzidos pela interpretação de cada bloco, vai sendo montada a medida que os blocos vão sendo lidos e interpretados. Assim, cada bloco poderá utilizar qualquer um dos parâmetros de entrada sem que estes sejam alterados devido à interpretação de algum outro bloco. Depois, no final do ciclo, a tabela de saída (com os resultados) é movida diretamente para a tabela de entrada para que os novos valores estejam disponíveis igualmente para todos os blocos no próximo ciclo.
Atualmente, o mais usual é a utilização de um microcomputador IBM-PC compatível como terminal de programação (na versão desktop ou laptop, para programação em campo). Os fabricantes de CLPs disponibilizam os softwares de programação (que rodam sob DOS ou Windows) e cabos para conexão ao CLP (normalmente, pela porta serial do micro e, mais raramente, pela porta paralela, como é o caso do controlador μDX). A CPU (unidade central de processamento) é a responsável pelo armazenamento do programa aplicativo e sua execução. Ela recebe os dados de entrada, realiza as operações lógicas baseada no programa armazenado e atualiza as saídas. Consta de um processador, memória de programa (não-volátil), memória de dados, relógio de tempo real (para disparo de eventos em datas e horários determinados), watch-dog timer (reinicializa o processador no caso do programa “pendurar”) e fonte de alimentação. As Entradas e Saídas são módulos responsáveis pela interface do CLP com o ambiente externo, realizando a adaptação de níveis de tensão e corrente, filtragem dos sinais (ruído elétrico), e conversão de sinais analógicos em digitais e vice-versa. Pequenos CLPs, como o μDX, abordado neste curso, possue os módulos de entradas e saídas integrados a CPU.
Linguagem de Relés e Blocos (Ladder) Trata-se de uma linguagem gráfica que permite transladar com relativa facilidade os diagramas elétricos baseados em relés para o CLP. Existe uma linha vertical de energização a esquerda e outra linha a direita. Entre estas duas linhas existe a matriz de programação formada por xy células, dispostas em x linhas e y colunas. Abaixo exemplificamos um caso de 32 células, dispostas em 4 linhas e 8 colunas
Cada conjunto de 32 células é chamado de uma lógica do programa aplicativo. As duas linhas laterais da lógica representam barras de energia entre as quais são colocadas as instruções a serem executadas. As instruções podem ser contatos, bobinas, temporizadores, etc. A lógica deve ser programada de forma que as instruções sejam “energizadas” a partir de um “caminho de corrente” entre as duas barras, através de contatos ou blocos de funções interligados. Entretanto, o fluxo de “corrente elétrica” simulado em uma lógica flui somente no sentido da barra de energia esquerda para a direita, diferentemente dos esquemas elétricos reais. As células são processadas em colunas, iniciando pela célula esquerda superior e terminando pela célula direita inferior. Cada célula pode ser ocupada por uma conexão (“fio”), por um bloco (relé de tempo, operação aritmética,etc), ou ainda por um contato ou bobina.
Barra de energia direita
Barra de energia esquerda
Além disso, existem algumas regras impostas na linguagem Ladder. Por exemplo, as bobinas devem ocupar somente a última coluna a direita. Abaixo temos a ordem de execução das células em uma lógica Ladder. Note que o programa aplicativo pode ser composto de várias lógicas Ladder. Além disso, um módulo de configuração permite especificar parâmetros do CLP, como modelo, velocidade de ciclo, endereço do CLP na rede de comunicação, etc.
Linguagem de Diagrama Esquemático Também é uma linguagem gráfica, usada pelo controlador programável μDX Série 100, da Dexter. Nesta linguagem, as células estão dispostas em uma área de edição única, com 10 colunas e um número variável de linhas. Os elementos a serem dispostos nas células são blocos ou nodos. Os blocos representam as instruções a serem executadas pelo programa, e os nodos são os “fios” de conexão entre os nodos. Não existem barras de energização (embora possam ser criadas pelo usuário). Um bloco de ENERGIA permite energizar qualquer ponto do programa. É permitido fazer ligações cruzadas ou energizar nodos da direita para a esquerda (o fluxo de “corrente elétrica” simulado flui em qualquer direção). Apenas os contatos permitem uma única direção da “corrente”. O programa processa as células da esquerda para direita, e de cima para baixo:
A primeira célula contém o bloco de configuração, onde se define a velocidade de ciclo do programa e o endereço do controlador na rede DXNET (rede de comunicação entre CLPs, periféricos e microcomputador).
Config
Circuito de Partida Direta O circuito abaixo permite partir ou parar um motor, através de dois botões de contato momentâneo (botoeiras). Note o contato auxiliar da contactora, usado para manter sua energização após o operador soltar o botão de partida (B1). Já o botão de parada (B0) é do tipo normal fechado (NF). Ao ser pressionado ele interrompe o circuito, desenergizando a contactora e, portanto, abrindo também o contato auxiliar de auto-retenção.
Note que este circuito, no caso de interrupção da rede elétrica, se desarma automaticamente. Isso é importante para segurança. Caso simplesmente fosse utilizada uma chave 1 pólo, 2 posições para acionar a contactora, ao retornar a energia elétrica (no caso de um “apagão”, por exemplo) o motor seria energizado, pois a chave se manteria na posição ligada. Circuito de Partida Direta Reversora Neste caso existem dois botões de contato momentâneo para partir o motor (B1 E B2). Um deles faz o motor girar no sentido horário e o outro no sentido anti-horário. Um terceiro botão desliga o motor (B0), independentemente do sentido de rotação. Note os contatos auxiliares NA das contatoras usados para auto-retenção. Além disso, as contatoras se inibem mutuamente através dos contatos auxiliares NF. Assim, se a contactora C1 estiver energizada, a contactora C2 não pode ser energizada, e vice-versa. Isso impede que o operador, inadvertidamente, acione simultaneamente os dois sentidos de giro do motor. Caso as duas contactoras fossem energizadas simultaneamente, o resultado seria a queima dos fusíveis de força (pois teríamos curto-cuircuito entre as fases R e S). Note que para inverter o giro do motor basta inverter duas fases (no caso, são invertidas as fases R e S).
C 1
R S T
F U S ÍV E IS D E F O R Ç A
F U S ÍV E L D E C O M A N D O
C O N T AT O D O R E L É D E S O B R E C A R G A
B O T O E IR A D E D E S LI G A M E N T O
C O N T AT O A U X IL IA R D E A U T O - R E T E N Ç Ã O
B O B IN A D A C O N T A C T O R A
C O N T AT O S D A C O N T A C T O R A C 1
E L E M E N T O S D O R E L É D E S O B R E C A R G A
M O T O R
C I R C U IT O D E F O R Ç A
AT E R R A M E N T O
F A S E
N E U T R O
C 1
B 0
B 1
C 1
C I R C U IT O D E C O M A N D O
Circuito de partida Estrela-Triângulo Neste caso, partimos o motor na configuração estrela, de forma a minimizar a corrente de partida e, após determinado tempo especificado no relé temporizado, comuta-se o motor para a configuração triângulo. Ao pressionar B1, energiza-se a contactora C3, que por sua vez energiza a contactora C1. Isso liga o motor a rede trifásica na configuração estrela. Após o tempo especificado no relé temporizado RT, a contactora C3 é desenergizada e a contactora C2 energizada. C1 continua energizada, pois existe um contato auxiliar de C1 para efetuar sua auto-retenção. Com isso, o motor é conectado a rede trifásica na configuração triângulo. Note os contatos auxiliares NF que fazem com que jamais as contactoras C1 e C2 possam ser energizadas simultaneamente. A botoeira B0, quando pressionada, interrompe todo circuito.
C 1 C 2
R S T
C IR C U IT O D E F O R Ç A
F A S E
N E U T R O
C 1 C 2
B 0
B 1 B 2
C 1 C 2
C IR C U IT O D E C O M A N D O
C 2 C 1
Bobinas Existem os seguintes tipos principais de bobinas: BOB Æ Bobina simples BBL Æ Bobina Liga ou SET BBD Æ Bobina Desliga ou RESET
Como podemos perceber, a bobina simples comporta-se como uma contactora comum, ou seja, quando energizada aciona seus contatos. Já a bobina liga e bobina desliga funciona como uma contactora com retenção, ou seja, um pulso em bobina liga aciona a contactora, e um pulso em bobina desliga a desativa (como um flip-flop R-S). Note que todos os contatos associados a uma bobina são acionados quando esta bobina é energizada. As bobinas podem ser associadas a saídas digitais do CLP, e contatos podem ser associados a entradas digitais. Assim, ao energizar uma entrada o contato associado a ela é acionado (se for um contato NA ele se fechará; se for um contato NF irá abrir). Já ao energizar uma bobina associada a uma saída do CLP fazemos com que esta saída seja ativada (feche o contato do relé de saída, por exemplo).
Ligações As ligações são os “fios” de interconexão entre as células da lógica Ladder (contatos, bobinas e blocos de funções). Podemos ter ligações na horizontal, na vertical, e ainda uma ligação negada (inversora). As ligações horizontais e verticais simplesmente conectam saídas de células as entradas de outras células. Já a ligação negada inverte o sinal na sua entrada, como mostrado abaixo:
A bobina recebe energia no terminal esquerdo
Nos terminais da bobina BOB
A bobina recebe energia no terminal esquerdo
Nos terminais da bobina BBL
A bobina recebe energia no terminal esquerdo
Nos terminais da bobina BBD D
A ligação negada recebe energia no terminal esquerdo...
E inverte este pulso em sua saída.
Tente vislumbrar a diferença entre uma ligação negada (que inverte o valor binário em sua entrada) com a chave NF, que abre a ligação entre sua entrada e sua saída quando a bobina associada a ela é energizada. Ainda existem vários blocos para operações e testes aritméticos, temporizadores, etc. Vamos examinar apenas dois temporizadores (outros detalhes podem ser obtidos nos manuais dos fabricantes).
Temporizadores Vamos examinar dois tipos de temporizadores: TEE Æ Temporizador na energização. TED Æ Temporizador na desenergização.
Entradas Trata-se das entradas digitais do CLP. Na verdade, este símbolo apenas designa que o nodo (“fio” de ligação entre os blocos) está conectado a uma entrada digital do CLP.
Saídas Trata-se das saídas digitais do CLP. Note o desenho, representando um relé. Este símbolo associa o nodo ligado a sua entrada a uma saída digital do CLP.
Chaves NA e NF
A chave NA (normal aberta) fecha o circuito entre sua entrada (terminal a esquerda) e a saída (terminal a direita), caso o nodo de controle (terminal superior ou inferior; linha pontilhada) estiver energizado. É similar a uma chave interruptora comum.
A chave NF (normal fechada) abre o circuito entre sua entrada (terminal a esquerda) e a saída (terminal a direita), caso o nodo de controle (terminal superior ou inferior; linha pontilhada) estiver energizado. É similar a uma chave de porta de geladeira. Ao pressionar a chave, quando fechamos a geladeira, ela desliga a lâmpada interna. Note as setas indicando sentido da esquerda para direita (da entrada para saída). Elas indicam que as chaves permitem apenas este sentido de energização. Ou seja, uma energização em uma saída de uma chave não irá se propagar para a entrada da chave.
T
T
O temporizador TEE recebe energia no terminal esquerdo...
e gera uma pulso em sua saída, de duração T.
O temporizador TED recebe energia no terminal esquerdo...
e gera uma pulso em sua saída, de duração T, após a desenergi- zação da entrada.
Inversor A chave inversora é, na verdade, uma chave NF com a entrada ligada diretamente à fonte positiva. Assim, se o controle estiver desativo sua saída estará ativa e vice-versa, produzindo a inversão de sinal.
Relógio
Este bloco permite disparar um processo em um determinado horário. É possível especificar dia da semana, hora e minuto. Note o nodo de controle pontilhado, à esquerda. Este nodo deve estar ativo para que o nodo de saída ligue no horário determinado.
Energia
Este bloco permite forçar a ativação de determinada ligação (nodo). Assim, ele equivale a ligar esta linha ao positivo do circuito. Por exemplo, o bloco de relógio tem uma linha de controle que deve estar ativa para permitir seu funcionamento. Se quisermos que o relógio funcione constantemente basta conectar à sua linha de controle um bloco de energia.
Nodo EL
Este bloco produz um pulso na saída sempre que o controlador é energizado. Com isso, este bloco permite inicializar parâmetros do programa aplicativo como, por exemplo, valor de variáveis.
Nodo ED
Este bloco efetua a mesma função do bloco anterior, só que o pulso é gerado ao faltar energia elétrica. Obviamente, este bloco só irá ser efetivo se o CLP estiver alimentado por pilhas.
Rótulo
O rótulo permite conectar dois pontos do programa sem a necessidade de “puxar” uma linha de um ponto ao outro. Isto é útil em programas complexos, em que há dificuldade para efetuar todas as ligações.
Biestável
Este bloco, a cada borda de subida do sinal de entrada, troca de estado sua saída. Com ele podemos memorizar algum estado no programa ou dividir a freqüência de saída de um oscilador.
Função Este bloco manipula variáveis do programa. As funções permitidas são soma, subtração, mover valor, deslocamento de bit à direita ou à esquerda e operações lógicas como AND, OR e XOR. Além disso, este bloco permite testes como se a variável é maior ou menor que determinado valor e teste de bit.
Bloco μDX
Este bloco sempre está presente no canto esquerdo superior do programa aplicativo. Serve para indicar parâmetros do controlador,como seu endereço na rede local DXNET e a duração do ciclo do CLP.
O bloco Biestável recebe pulsos em sua entrada (terminal esquerdo)...
e troca de estado sua saída (terminal direito) a cada pulso na entrada.
Este é o bloco que permite a intercomunicação com vários μDX utilizando-se a rede local DXNET. Com ele podemos transferir o estado de uma ligação (ativa ou desativa) ou o valor de uma variável de um μDX para qualquer outro μDX. Com este recurso, pode-se fazer programas bastante complexos apenas distribuindo as tarefas entre os vários controladores ligados em rede.
Expansão O bloco de expansão acessa o conector de expansão existente no μDX que, através de circuitos opcionais, permite aumentar o número de entradas e saídas de 4 de cada para 12 de cada ou a instalação de teclado/display para entrada de dados.
PWMin Este bloco de instrução permite que o μDX converta um sinal modulado em largura de pulso para um valor de 8 bits a ser guardado em uma variável do programa. O bloco possibilita a leitura de sinais analógicos, pois efetua a conversão analógica para digital (A/D de 8 bits). Com um circuito usando o tradicional timer 555 e poucos componentes adicionais pode-se monitorar tensões, temperatura, etc.
Para programar o controlador μDX usa-se o software PG – Programador Gráfico, que acompanha o equipamento e também está disponível na Internet, em www.dexter.ind.br. Para instalar o software execute o programa SETUP.EXE e siga as orientações do software de instalação (Install Shield). Ao rodarmos o PG surge a tela de apresentação. Ao pressionar qualquer tecla esta tela é substituída pela tela principal do programa:
Se transmitirmos este programa ao μDX, cada vez que for energizada a entrada E1 a saída S será acionada durante 5 segundos. Para transmitir o programa basta conectar o μDX a porta paralela do microcomputador via cabo próprio (acompanha o μDX) e pressionar a tecla [μDX] existente na tela principal. Esta tecla abre uma janela com várias opções, entre elas compilação do programa e transmissão para o μDX:
Vamos mostrar algumas aplicações do μDX. O objetivo aqui é dar uma idéia da facilidade de programação e suas particularidades. Note que, devido à programação ser por blocos, é muito fácil ter mais de um processo sendo controlado pelo mesmo μDX. Basta desenhar o diagrama de controle de cada processo independentemente na tela do computador. A tela real de programação é bem maior que a área visível de tela, pois o programa permite "scroll" (mover a tela para cima ou para baixo). Assim, é possível, com o mesmo μDX, por exemplo, controlar a irrigação de jardim, o alarme residencial e ainda um simulador de presença para quando o proprietário se ausenta. Em alguns exemplos é mostrada também a implementação do programa em Ladder, de forma a facilitar a comparação entre as linguagens. Vários programas de exemplo são fornecidos com o PG, e explicados no manual do Controlador μDX. Para carregá-los primeiro clique na tecla [Arq] e, a seguir, em [DIR]:
Deve surgir uma janela azul, com todos os programas de exemplo que acompanham o PG. Selecione o programa desejado apontando-o e pressionando a tecla esquerda do mouse. Por fim, pressione a tecla [Ler]:
Por exemplificar, carregue o programa ALARME. Note os sinais de entrada: E1, E2 e E3. E dispara o alarme com retardo de 10 segundos. Esta entrada pode ser ligada à um sensor magnético (reed-switch) ligado na porta de entrada da residência. Assim, o proprietário tem 10 segundos para desativar o alarme após entrar em casa, antes que este dispare. A entrada E dispara o alarme imediatamente. Esta entrada pode sensoriar todas as outras aberturas (janelas, outras portas) através de sensores magnéticos colocados em série. Caso qualquer um deles se abrir o alarme será disparado. Por fim, E3 ativa o alarme. Esta entrada deve ser ligada a uma chave, permitindo ligar o alarme. A saída S1 é usada para acionar uma buzina ou sirene de forma intermitente (0,25 s ligado e 0,25 s desligado). Uma vez disparado, o alarme "toca" durante 1 minuto e depois se rearma. Note que foram usados apenas 8 blocos para elaborar este programa (entradas e saídas não são contadas como blocos). Como o limite de blocos para o μDX série 100 é de 127, podemos tornar o alarme muito mais complexo ou colocar outros programas para rodar simultaneamente no mesmo μDX!