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documentos exportacao
Tipologia: Notas de estudo
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Introdução
1
No momento de contratar um profissional em comércio exteri- or, verifique cuidadosamente sua forma de trabalho, negocie um contrato de prestação de serviços com todos os detalhes e obtenha informações junto aos clientes para quem ele já traba- lha. Todo cuidado é necessário e, se tiver necessidade de indica- ção de profissionais, você poderá pedir orientação ao Sindicato dos Despachantes Aduaneiros.
Este documento deve acom- panhar a mercadoria desde a saída do estabelecimento do exportador até a chegada no local de embarque para o exte- rior. A nota fiscal deve ser emi- tida em moeda nacional, com base na conversão do preço FOB (INCOTERM negociada, onde a responsabilidade civil do exportador cessa com a entre- ga da mercadoria a bordo do navio) em reais, pela taxa de compra do dólar do dia da emissão da nota fiscal. No caso de exportação direta, a nota fiscal deve ser emitida em nome da empre- sa importadora. Na exportação indireta, a nota será emitida em nome da em- presa que efetuará a operação de exportação (trading company etc.)
A nota fiscal será utilizada para efetivação do desembaraço (liberação da carga) da mercadoria para o exterior. É emitida pelo exportador em série 1 ou modelo único com a natureza da operação informando: SAÍDA DE MERCA- DORIA PARA O EXTERIOR – COD. 711.
Mencionar no corpo da nota fiscal:
“MERCADORIA IMUNE DE IPI CONFORME ARTIGO 18º INCISO II DO DE- CRETO 2637/98” “NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONFORME INCISO VI ARTIGO 7º DO DE- CRETO 33.118 RICMS/SP”
Com relação ao ICMS, a sua referência muda de Estado para Estado. No caso citado anterior- mente, refere-se ao Estado de São Paulo.
2
Quando a exportação for in- direta, o vendedor deverá rece- ber do exportador um documento (via original) chamado MEMORAN- DO DE EXPORTAÇÃO, o qual é emi- tido pelo Banco do Brasil após a com- provação do embarque da mercado- ria e liquidação cambial. Este docu- mento deverá ser arquivado junto à via da nota fiscal de venda, de forma que fique comprovado o benefício da isenção dos impostos.
3
As empresas optantes pelo SIMPLES paulista estão isen- tas do ICMS na exportação.
A emissão da nota fiscal é fundamental para que o exportador tenha acesso aos incentivos fiscais da exportação. Se a negociação com o importador incluir que o frete e o seguro de carga internacional serão contratados e pagos pelo exportador, estes valores deverão ser mencionados na nota fiscal. Exemplo:
É um documento que representa a operação comercial, ou seja, deverá conter todas as informações iniciais que foram declaradas na fatura pró-for- ma e as demais que confirmam a realização da exportação. É emitida pelo exportador em formulário próprio (não obedece a um modelo oficial), prefe- rencialmente com o texto em inglês ou no idioma do país importador, de- vendo ser preenchida de acordo com a regulamentação deste. A Fatura Co- mercial representa a operação comercial e serve para formalizar a transfe- rência de propriedade da mercadoria para o comprador.
É emitida pelo próprio exportador, não estando sujeita ao controle fiscal. O documento deve conter, pelo menos, os seguintes itens:
Valor da Mercadoria R$ 20.000, Frete Internacional Marítimo R$ 800, Seguro Internacional R$ 280, Total CIF no porto de destino R$ 21.080,
Este documento preenchido pelo exportador tem por finalidade listar os volumes e descrever seus conteúdos, facilitando a fiscalização aduaneira. Esta listagem complementa a fatura comercial quando as mercadorias são distribuídas em diversos volumes. Também pode ser denominado Romaneio de Embarque.
O Romaneio deve conter, pelo menos, os seguintes elementos:
O objetivo deste documento é atestar que o produto é efetivamente originá- rio do país exportador. É emitido por exigência do importador para poder auferir benefícios no ato da liberação das mercadorias na alfândega de seu país, quan- do as mesmas gozam de redução ou isenção tarifária em seus países de origem. Os certificados de origem são fornecidos por entidades credenciadas. A apre- sentação deste documento pelo importador junto a sua Aduana reduzirá o imposto de importação dos produtos negociados no âmbito de um acordo.
Os principais certificados de origem são:
dutivos em um mercado comum. A criação de uma TEC - Tarifa Externa Comum (que caracteriza uma união aduaneira), implementada em grande parte, desde o dia primeiro de janeiro de 1995, e a adoção de políticas comerciais comuns em relação a outros países, representam avanços significativos no processo de integração. Para atender ao cumprimento de políticas econômicas internas, pe- culiares aos países-membros, foi criada ainda a lista de exceções tributárias para determinados produtos, cujas alíquotas devem convergir para a TEC até 2006.
Nas exportações realizadas no âmbito do SGP - Sistema Geral de Preferên- cias, o certificado é emitido pelas agências do Banco do Brasil que operam com comércio exterior. O documento é denominado “Form A” e constitui re- quisito para a concessão de reduções tarifárias em países industrializados para países em desenvolvimento. O SGP - Sistema Geral de Preferências foi criado em 1970, no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD). Permite aos países desenvolvidos conceder isenção ou redução do imposto de importação sobre determinados produtos procedentes de países em desenvolvimento, entre os quais, o Brasil. Os países desenvolvidos ofere- cem, sem a exigência de reciprocidade, preferências tarifárias para uma deter- minada relação de produtos (vide DECEX do Banco do Brasil).
Este certificado é emitido por entidades especializadas governamentais ou par- ticulares devido às exigências de alguns países quanto à importação de animais ou produtos de origem animal ou vegetal. O certificado atesta que os produtos estão isentos de doenças ou são elaborados conforme as normas sanitárias exigidas.
O contrato de câmbio é um formulário padronizado pelo Banco Central do Brasil, emitido por instituições financeiras (bancos) autorizados pelo governo a atuar em comércio exterior.
A operação de câmbio é uma operação financeira e, como tal, deve ser realizada pelo departamento financeiro da empresa ou pessoa qualificada e com conhecimento financeiro. Equivocadamente, alguns profissionais do co- mércio exterior têm considerado o câmbio como operação secundária na ex- portação. Trata-se de um erro imperdoável. Afinal, a mercadoria mais preciosa no mundo moderno é o dinheiro. E por essa razão, é muito importante que se tenha um cuidado especial para essa operação. Qualquer margem de lucro da exportação será perdida numa operação de câmbio mal conduzida.
Modelos de documentos utilizados na exportação
Modelos de documentos utilizados na exportação