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ENEM 1998-COMENTADA
Tipologia: Provas
1 / 42
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Não perca as partes importantes!



































O
ANGLO
RESOLVE
O EXAME
NACIONAL
DO ENSINO
MÉDIO
Prezado alunos-Anglo
Este ENEM-98 teve por finalidade avaliar 21 habilidades decorrentes de 5 competên- cias que nada mais são do que modalidades estruturais da inteligência. No domingo, 29 de agosto, será realizado o ENEM-99. Embora essa prova seja faculta- tiva, aconselhamos aos alunos-Anglo que a façam. Por quê? Porque as notas serão levadas em conta em vestibulares importantes como FUVEST , VUNESP e UNICAMP , conforme critérios que deverão constar dos manuais de vestibulares dessas instituições. Não se preocupem com as competências que serão avaliadas, mas sim com a resolução das questões. A nota obtida é o que vale para a sua classificação. ENEM-99 é oportunidade para vocês melhorarem os seus “rankings” nos próximos ves- tibulares. Sabemos que a nota do ENEM somente será considerada nesses vestibulares quan- do melhorar a classificação do aluno. Se piorar, será descartada. A prova do ENEM é constituída de 63 testes de múltipla escolha e uma redação. Os testes envolvem assuntos de Português, Matemática, História, Geografia, Biologia, Física e Química. Os comentários e resoluções foram elaborados pelos autores do Anglo.
Envolve as seguintes disciplinas: Português, Matemática, História, Biologia, Física, Geografia e Química. Os coordenadores do Anglo são unânimes na afirmação de que o re- duzido número de questões não permite avaliar se os alunos dominam o conteúdo progra- mático de suas disciplinas. A seguir, analisam a qualidade das questões.
Que competência se espera do usuário de uma língua? Acima de tudo, a de compreender e produzir textos com proficiência. Foi o que essa prova de Português procurou avaliar. Sob esse aspecto, merece elogios e re- conhecimento de mérito. Ocorre que uma prova não avalia apenas a competência dos que se submetem a ela, mas também a de quem a elabora. Sob esse aspecto, há falhas comprometedoras: enunciados redigidos com imprecisão, com certas ambigüidades, exigindo, para dizer o mínimo, des- necessário esforço de interpretação; falhas de transcrição de textos; ausência de fontes biblio- gráficas e, em algumas questões, o privilégio do acessório em detrimento do essencial.
Uma prova que procurou, dentro do possível, apresentar um modelo para a formulação de questões interdisciplinares, associando a Matemática com a Física e a Economia, entre ou- tras disciplinas. Um outro traço de modernidade na sua concepção foi atrelar a Matemática a aspectos do cotidiano. Lamenta-se que o conjunto das questões tenha se limitado a poucos assuntos do programa, deixando, assim, de abordar outros tão importantes como trigonometria aplicada, sistemas lineares e logaritmos, por exemplo.
Redija um texto dissertativo, sobre o tema “ Viver e Aprender ”, no qual você exponha suas idéias de forma clara, coerente e em conformidade com a norma culta da língua, sem se remeter a nenhuma expressão do texto motivador “O Que É O Que É”. Dê um título à sua redação, que deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha anexa ao Cartão-Resposta. Você poderá utilizar a última página deste Caderno de Questões para rascunho.
A procura do eu: uma aprendizagem O eterno aprendizado pode ser considerado um sacrifício, um motivo de preocupação e, às vezes, de frustração, mas não há como negar que existe prazer em vermos crescerem possibilidades à medida que vencemos barreiras. Aprendemos com as conquistas. Aprendemos com os fracassos. Talvez menos com aquelas, mais com esses. Para viver, é preciso não ter medo de aprender a viver, como, em frente a uma porta fe- chada, não se intimidar com a novidade, mas divisar os caminhos que percorremos e outros a serem percorridos. A verdade de um novo conhecimento nos liberta, ilumina o resto da estrada, por mais perigoso que seja o seu trajeto. Os velhos aprendem com os jovens, vice-versa. Picasso, aos sessenta anos, reiventa o olhar, decompõe as formas, ousa ensinar, pois ousou aprender. Como o homem, consciente de seu destino, nasce sozinho e morre sozinho, é preciso aprender com a vida a conviver com o outro, até mesmo para descobrir o próprio eu.
QUESTÕES OBJETIVAS
Um dos índices de qualidade do ar diz respeito à concentração de monóxido de carbono (CO), pois esse gás pode causar vários danos à saúde. A tabela abaixo mostra a relação entre a qualidade do ar e a concentração de CO.
O Que É O Que É (...) Viver e não ter a vergonha de ser feliz Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será Mas isso não impede que eu repita É bonita, é bonita e é bonita. (...) Luiz Gonzaga Jr. (Gonzaguinha)
Qualidade do ar
Concentração de CO – ppm* (média de 8h) Inadequada 15 a 30 Péssima 30 a 40 Crítica Acima de 40
Para analisar os efeitos do CO sobre os seres humanos, dispõe-se dos seguintes dados:
Suponha que você tenha lido em um jornal que na cidade de São Paulo foi atingido um péssimo nível de qualidade do ar. Uma pessoa que estivesse nessa área poderia: A) não apresentar nenhum sintoma. B) ter sua capacidade visual alterada. C) apresentar fraqueza muscular e tontura. D) ficar inconsciente. E) morrer.
Pela tabela apresentada, um péssimo nível de qualidade do ar indica uma concentração de CO em ppm de 30 a 40 — observação feita na primeira tabela. Na segunda tabela, uma concentração de CO de 15 ppm provoca uma diminuição da ca- pacidade visual.
A figura de Getúlio Vargas, como personagem histórica, é bastante polêmica, devido à com- plexidade e à magnitude de suas ações como presidente do Brasil durante um longo período de quinze anos (1930-1945). Foram anos de grandes e importantes mudanças para o país e para o mundo. Pode-se perceber o destaque dado a Getúlio Vargas pelo simples fato de este período ser conhecido no Brasil como a “Era Vargas”. Entretanto, Vargas não é visto de forma favorável por todos. Se muitos o consideram como um fervoroso nacionalista, um progressista ativo e o “Pai dos Pobres”, existem outros tantos que o definem como ditador oportunista, um intervencionista e amigo das elites. Considerando as colocações acima, responda à questão seguinte, assinalando a alterna- tiva correta: Provavelmente você percebeu que as duas opiniões sobre Vargas são opostas, defendendo valores praticamente antagônicos. As diferentes interpretações do papel de uma persona- lidade histórica podem ser explicadas, conforme uma das opções abaixo. Assinale-a. A) Um dos grupos está totalmente errado, uma vez que a permanência no poder depende de idéias coerentes e de uma política contínua. B) O grupo que acusa Vargas de ser ditador está totalmente errado. Ele nunca teve uma orientação ideológica favorável aos regimes politicamente fechados e só tomou medi- das duras forçado pelas circunstâncias. C) Os dois grupos estão certos. Cada um mostra Vargas da forma que serve melhor aos seus interesses, pois ele foi um governante apático e fraco – um verdadeiro marionete nas mãos das elites da época. D) O grupo que defende Vargas como um autêntico nacionalista está totalmente enganado. Poucas medidas nacionalizantes foram tomadas para iludir os brasileiros, devido à po- lítica populista do varguismo, e ele fazia tudo para agradar aos grupos estrangeiros. E) Os dois grupos estão errados, por assumirem características parciais e, às vezes con- junturais, como sendo posturas definitivas e absolutas.
Concentração de CO Sintomas em seres (ppm) humanos
10 Nenhum 15 Diminuição da capacidade visual 60 Dores de cabeça 100 Tonturas, fraqueza muscular 270 Inconsciência 800 Morte
Os efeitos abomináveis das armas nucleares já foram sentidos pelos japoneses há mais de 50 anos (1945). Vários países têm, isoladamente, capacidade nuclear para comprometer a vida na Terra. Montar o seu sistema de defesa é um direito de todas as nações, mas um ato irresponsável ou um descuido pode desestruturar, pelo medo ou uso, a vida civilizada em vastas regiões. A não-proliferação de armas nucleares é importante. No 1º domingo de junho de 98, Índia e Paquistão rejeitaram a condenação da ONU, decor- rente da explosão de bombas atômicas pelos dois países, a título de teste nuclear e comemo- radas com festa, especialmente no Paquistão. O governo paquistanês (país que possui maio- ria da população muçulmana) considerou que a condenação não levou em conta o motivo da disputa: o território de CAXEMIRA, pelo qual já travaram 3 guerras desde sua independên- cia (em 1947, do Império Britânico, que tinha o Subcontinente Indiano como colônia). Dois terços da região, de maioria muçulmana, pertencem à Índia e 1/3 ao Paquistão. Sobre o tempo e os argumentos podemos dizer que: A) a bomba atômica não existia no mundo antes de o Paquistão existir como país. B) a força não tem sido usada para tentar resolver os problemas entre Paquistão e Índia. C) Caxemira tornou-se um país independente em 1947. D) os governos da Índia e Paquistão encontram-se numa perigosa escalada de solução de problemas pela força. E) diferentemente do século anterior, no início do século XX, o Império Britânico não ti- nha mais expressão mundial.
Diante da impotência da ONU, a animosidade da Índia contra o Paquistão culminou recen- temente numa temerosa realização de testes nucleares. Um dos principais motivos que levaram àquela insensatez foi a disputa pelo rico território da Cashemira, situado ao norte da Índia e espremido entre ela, o Paquistão e a China. Apesar de suas autoridades governa- mentais terem optado pela religião hindu, que se identifica com a Índia, paradoxalmente sua população é composta por 80% de muçulmanos, identificando-se com o Paquistão. Em conseqüência, acirram-se na região disputas e demonstrações de força. Desde a independência da Índia e do Paquistão, em 1947, em relação ao domínio britânico, intensificaram-se conflitos e massacres entre hindus e mulçumanos na partilha por ter- ritórios. Ainda no presente persistem vários conflitos por outros territórios, entre os quais a Cashemira. Grande parte dessa região ficou sob o domínio indiano, e o Paquistão nunca se conformou com isso. Enfim, as recentes experiências nucleares são conflitos isolados do pós-Guerra Fria, mas colocam em risco os tratados de não-proliferação de testes nucleares, que podem comprometer a ordem mundial.
O sol participa do ciclo da água, pois além de aquecer a superfície da Terra dando origem aos ventos, provoca a evaporação da água dos rios, lagos e mares. O vapor da água, ao se resfriar, condensa em minúsculas gotinhas, que se agrupam formando as nuvens, neblinas ou névoas úmidas. As nuvens podem ser levadas pelos ventos de uma região para outra. Com a condensação e, em seguida, a chuva, a água volta à superfície da Terra, caindo sobre o solo, rios, lagos e mares. Parte dessa água evapora retornando à atmosfera, outra parte escoa superficialmente ou infiltra-se no solo, indo alimentar rios e lagos. Esse processo é chamado de ciclo da água. Considere, então, as seguintes afirmativas: I. a evaporação é maior nos continentes, uma vez que o aquecimento ali é maior do que nos oceanos. II. a vegetação participa do ciclo hidrológico por meio da transpiração. III. o ciclo hidrológico condiciona processos que ocorrem na litosfera, na atmosfera e na biosfera. IV. a energia gravitacional movimenta a água dentro do seu ciclo. V. o ciclo hidrológico é passível de sofrer interferência humana, podendo apresentar de- sequilíbrios.
A) somente a afirmativa III está correta. B) somente as afirmativas III e IV estão corretas. C) somente as afirmativas I, II e V estão corretas. D) somente as afirmativas II, III, IV e V estão corretas. E) todas as afirmativas estão corretas.
As afirmativas propostas são, respectivamente: I — FALSA: Apesar de poder ocorrer um maior aquecimento eventual nos continentes, as temperaturas reinantes em grandes áreas das superfícies dos oceanos, aliadas à presença massiva da água nessas regiões, garantem uma evaporação mais intensa. II — VERDADEIRA: A transpiração vegetal causa no ar das vizinhanças um aumento da quantidade de vapor de água, portanto participando positiva- mente do ciclo hidrológico. III — VERDADEIRA: O ciclo hidrológico ocorre, de fato, na camada superficial do plane- ta, na atmosfera e na biosfera. IV — VERDADEIRA: As gotas da chuva caem devido à atração gravitacional, isto é, ao peso, que nelas atua. V — VERDADEIRA: Basta verificar as alterações desse ciclo nas regiões em que ativi- dades ligadas à agricultura e ao pastoreio intensivo causam forte desmatamento, chegando a eliminar a floresta, contribuindo inclusive nos processos de desertificação decorrentes das quei- madas e do esgotamento do solo.
Uma escola de ensino médio tem 250 alunos que estão matriculados na 1ª, 2ª ou 3ª sé- rie. 32% dos alunos são homens e 40% dos homens estão na 1ª série. 20% dos alunos matriculados estão na 3ª série, sendo 10 alunos homens. Dentre os alunos da 2ª série, o número de mulheres é igual ao número de homens. A tabela abaixo pode ser preenchida com as informações dadas:
O valor de a é: A) 10 B) 48 C) 92 D) 102 E) 120
Pré-requisito: Cálculo de porcentagem e equação do 1º grau. Resolução: Total de alunos: 250
10 alunos que são homens estão na 3ª série.
1 ª 2 ª 3 ª Total Mulher a b c a+b+c Homem d e f d+e+f Total a+d b+e c+f 250
Analisando o esquema, é possível identificar que elas se encontram, respectivamente, entre: A) I - a água no nível h e a turbina, II - o gerador e a torre de distribuição. B) I - a água no nível h e a turbina, II - a turbina e o gerador. C) I - a turbina e o gerador, II - a turbina e o gerador. D) I - a turbina e o gerador, II - a água no nível h e a turbina. E) I - o gerador e a torre de distribuição, II - a água no nível h e a turbina.
Analisando o esquema, da questão 07 é possível identificar que se trata de uma usina: A) hidrelétrica, porque a água corrente baixa a temperatura da turbina. B) hidrelétrica, porque a usina faz uso da energia cinética da água. C) termoelétrica, porque no movimento das turbinas ocorre aquecimento. D) eólica, porque a turbina é movida pelo movimento da água. E) nuclear, porque a energia é obtida do núcleo das moléculas de água.
O esquema mostrado é de uma usina hidrelétrica, convertendo energia cinética da água em energia elétrica.
Os autores, ao fazerem alusão às imagens da lágrima sugerem que: A) há um tratamento idealizado da relação homem/mulher. B) há um tratamento realista da relação homem/mulher. C) a relação familiar é idealizada. D) a mulher é superior ao homem. E) a mulher é igual ao homem.
Os textos 1 e 2 representam duas escolas literárias diferentes: Romantismo e Modernismo, respectivamente. Apesar das diferenças de linguagem e de estilo, ambos exploram a mesma tópica poética da paixão mentirosa. O homem se ajoelha, chora e faz juras de amor para conquistar a mulher, mas é tudo fingimento. As lágrimas são denunciadas como falsas. Para Joaquim Manoel de Macedo, elas são “gotas de mentira”; para Bandeira, são “de cinema”. Trata-se, portanto, de imagens da hipocrisia masculina, manifestação teatral estereotipada do amor verdadeiro, para enganar e, assim, obter os favores da mulher. Nessa medida, embo- ra as imagens da lágrima pressuponham uma certa idealização da gestualidade amorosa
Texto 1 “Mulher, Irmã, escuta-me: não ames, Quando a teus pés um homem terno e curvo jurar amor, chorar pranto de sangue, Não creias, não, mulher: ele te engana! As lágrimas são gotas da mentira E o juramento manto da perfídia.” Joaquim Manoel de Macedo
Texto 2 “Teresa, se algum sujeito bancar o sentimental em cima de você E te jurar uma paixão do tamanho de um bonde Se ele chorar Se ele ajoelhar Se ele se rasgar todo Não acredite não Teresa É lágrima de cinema É tapeação Mentira CAI FORA” Manuel Bandeira
masculina, como pretende a alternativa dada como correta no gabarito oficial, Macedo e Bandeira dão um tratamento irônico a elas. As imagens da lágrima, nos dois textos, ad- quirem um sentido que, em rigor, neutraliza a idealização “da relação homem / mulher”, ao mostrar casos em que o homem se vale dos gestos amorosos “idealizados” de modo conven- cional e premeditado, sem nenhuma sinceridade. Há, de fato, na tradição literária que re- monta, ao menos, ao Trovadorismo, um tratamento idealizado da relação homem /mulher, que se expressa na imagem do amante lacrimoso aos pés da amada. Esse tratamento é pres- suposto nos dois textos em questão, mas a intenção de ambos é exatamente a de colocá-lo em xeque, por meio da ironia. Não é possível contestar o gabarito, mas deve-se lamentar a imprecisão da alternativa dada como correta. Pode-se também imaginar que os dois textos poderiam ser questionados de modo mais rico, explorando-se, por exemplo, as propriedades de linguagem e de estilo e as relações de intertextualidade paródica.
O assunto na aula de Biologia era a evolução do Homem. Foi apresentada aos alunos uma árvore filogenética, igual à mostrada na ilustração, que relacionava primatas atuais e seus ancestrais.
Após observar o material fornecido pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber: I. os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão) surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem. II. alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos antropóides. III. na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram um ancestral comum. IV. não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides e homens. Analisando a árvore filogenética, você pode concluir que: A) todas as afirmativas estão corretas. B) apenas as afirmativas I e III estão corretas. C) apenas as afirmativas II e IV estão corretas. D) apenas a afirmativa II está correta. E) apenas a afirmativa IV está correta.
Na árvore filogenética apresentada, os macacos antropóides (gibão, orangotango, gorila e chimpanzé) e o homem encontram-se na mesma linha. Esse dado sugere que esses gru- pos são contemporâneos, ou seja, surgiram mais ou menos na mesma época. No esque- ma também se verifica que os macacos antropóides e o homem tiveram um ancestral co- mum, há mais ou menos 15 milhões de anos.
Milhões de anos
Hilobatídeos 123 Pongídeos Hominídeos 1442443123
0
5
10
15
25
35
50
Símios do Novo Mundo
Símios do Velho Mundo
GibãoOrangotango Gorila^ Chimpanzé^ Homem
Australopithecus
Ramapithecus Dryopithecus
Mamíferos insetívoros Árvore filogenética provável dos antropóides
Alunos de uma escola no Rio de Janeiro são convidados a participar de uma excursão ao Parque Nacional de Jurubatiba. Antes do passeio, eles lêem o trecho de uma reportagem publicada em uma revista: “Jurubatiba será o primeiro parque nacional em área de restinga, num braço de areia com 31 quilômetros de extensão, formado entre o mar e dezoito lagoas. Nu- ma área de 14.000 hectares, ali vivem jacarés, capivaras, lontras, tamanduás-mi- rins, além de milhares de aves e de peixes de água doce e salgada. Os peixes de água salgada, na época das cheias, passam para as lagoas, onde encontram abri- go, voltando ao mar na cheia seguinte. Nos terrenos mais baixos, próximos aos lençóis freáticos, as plantas têm água suficiente para agüentar longas secas. Já nas áreas planas, os cactos são um dos poucos vegetais que proliferam, pintando o areal com um verde pálido.”
Depois de ler o texto, os alunos podem supor que, em Jurubatiba, os vegetais que sobrevi- vem nas áreas planas têm características tais como: A) quantidade considerável de folhas, para aumentar a área de contato com a umidade do ar nos dias chuvosos. B) redução na velocidade da fotossíntese e realização ininterrupta desse processo, du- rante as 24 horas. C) caules e folhas cobertos por espessas cutículas que impedem o ressecamento e a conse- qüente perda de água. D) redução do calibre dos vasos que conduzem a água e os sais minerais da raiz aos cen- tros produtores do vegetal, para evitar perdas. E) crescimento sob a copa de árvores frondosas, que impede o ressecamento e conseqüen- te perda de água.
De acordo com o texto da reportagem, nas regiões planas proliferam os cactos, vegetais que possuem adaptações que restringem a perda de água. Nessas plantas, o caule é suculento, armazenador de água e provido de espinhos, na verdade folhas modificadas, ricas em cutícula cerosa, como o caule, o que dificulta as perdas transpiratórias.
O texto anterior cita alguns exemplos de animais que vivem em Jurubatiba e podem ser classificados como: A) mamíferos, peixes e aves, apenas. B) mamíferos, peixes, aves e anfíbios. C) répteis, aves e anfíbios apenas. D) mamíferos, répteis, peixes e aves. E) animais pertencentes a uma só classe.
No texto são citados jacarés — répteis —, capivaras, lontras e tamanduás-mirins — ma- míferos —, além de aves e peixes (de água doce e salgada).
As diferentes formas em que as sociedades se organizam socioeconomicamente visam a aten- der suas necessidades para a época. O liberalismo, atualmente, assume papel crescente, com os Estados diminuindo sua atuação em várias áreas, inclusive vendendo empresas estatais. Da idéia de interferência estatal na economia, do “Estado de Bem-Estar”, da assistência so- cial ampla e emprego garantido por lei, e, às vezes, à custa de subsídios (na Europa defendi- do pela Social-Democracia), caminha-se para um Estado enxuto e ágil, onde a manutenção do progresso econômico e uma maior liberdade na conquista do mercado são as formas de assegurar ao cidadão o acesso ao bem-estar. Nem sempre a população concorda. Neste contexto, as eleições gerais na Alemanha, em 1998, poderão levar Helmuth Kohl, com longa e frutuosa carreira à frente daquele país, a entregar o posto ao social-democrata Gerhard Schroeder.
O desemprego na Alemanha atinge seu ponto máximo. A moeda única européia será o fim do Marco Alemão. A imagem de Helmuth Kohl começa a desvanecer-se. Conseguirá vencer este ano? Seja como for, ele luta. Mas recebeu um novo e tremendo golpe: o Partido Liberal (FDP) deixou Kohl. O secretário Geral do FDP, Guido Westerwelle declarou: Começou o fim da era Kohl!
A Alemanha ajuda a concretizar o bloco econômico da União Européia. A participação neste bloco implica a adoção de um sistema socioeconômico que: A) dificulta a livre iniciativa econômica, inclusive das grandes empresas na Alemanha. B) ofereça mercado europeu mais restrito aos produtos e serviços alemães. C) diminua as oportunidades de iniciativa econômica para os alemães em outros países e vice-versa. D) garanta o emprego, na Alemanha, pelo afastamento da concorrência de outros países da própria União Européia. E) por meio da união de esforços com os o países da União Européia, permita à econo- mia alemã concorrer em melhores condições com países de fora da União Européia.
Trata-se de uma simples questão sobre a UE. O que a desqualifica é o texto que a acompanha, completamente desnecessário para a resposta e não relacionado diretamente com o assunto. O texto, sem citação de fonte, defende uma posição neoliberal, contra o “Estado de Bem-Es- tar”, criticando a assistência social ampla e o emprego garantido por lei, vigentes na Ale- manha. Aponta, ainda, que a possibilidade de derrota de Helmuth Kohl nas eleições de setembro de 1998 é uma prova de que a população quer o fim dessa política de Estado e a criação de uma nova era.
Em uma prova de 100 m rasos, o desempenho típico de um corredor padrão é representa- do pelo gráfico a seguir:
Baseado no gráfico, em que intervalo de tempo a velocidade do corredor é aproximada- mente constante? A) Entre 0 e 1 segundo. B) Entre 1 e 5 segundos. C) Entre 5 e 8 segundos. D) Entre 8 e 11 segundos. E) Entre 12 e 15 segundos.
O intervalo de tempo proposto de menor variação de velocidade é entre 5 e 8 segundos.
Em que intervalo de tempo o corredor apresenta aceleração máxima? A) Entre 0 e 1 segundo. D) Entre 8 e 11 segundos. B) Entre 1 e 5 segundos. E) Entre 9 e 15 segundos. C) Entre 5 e 8 segundo.
12 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 12 14 16
Velocidade (m/s)
Realizando uma única pesagem, é possível montar pacotes de: A) 3kg B) 4kg C) 6kg D) 8kg E) 12kg
Abrindo um saco de 24 kg e distribuindo seu conteúdo entre os dois pratos, de modo que a balança atinja o equilíbrio, podemos montar dois pacotes de 12 kg. Pré-requisito : Raciocínio aritmético.
Realizando exatamente duas pesagens, os pacotes que podem ser feitos são os de: A) 3kg e 6kg B) 3kg, 6kg e 12kg C) 6kg, 12kg e 18kg D) 4kg e 8 kg E) 4kg, 6kg e 8kg
Ao usar a balança pela primeira vez, podemos separar massas de 12 kg. Ao distribuir 12 kg entre os dois pratos, de modo que a balança atinja novamente o equilíbrio, podemos montar pacotes de 6 kg. Com um pacote de 12 kg e outro de 6 kg, podemos montar um pacote de 18 kg. Pré-requisito: Raciocínio aritmético.
Um estudo sobre o problema do desemprego na Grande São Paulo, no período 1985-1996, realizado pelo SEADE-DIEESE, apresentou o seguinte gráfico sobre taxa de desemprego.
Pela análise do gráfico, é correto afirmar que, no período considerado, A) a maior taxa de desemprego foi de 14%. B) a taxa de desemprego no ano de 1995 foi a menor do período. C) a partir de 1992, a taxa de desemprego foi decrescente. D) no período 1985-1996, a taxa de desemprego esteve entre 8% e 16%. E) a taxa de desemprego foi crescente no período compreendido entre 1988 e 1991.
A observação do gráfico mostra uma grande oscilação dos porcentuais referentes às médias anuais das taxas de desemprego total na Grande São Paulo, no período 1985-1996. A análise dos valores representados no gráfico (utilizando-se uma régua ou qualquer outro objeto que tenha a mesma função) mostra que a taxa mais baixa no período foi pouco supe- rior a 8%, em 1989, e que a taxa mais elevada se aproximou de 16%, em 1992 e em 1996.
Fonte: SEP, Convênio SEADE-DIEESE.
Médias Anuais da Taxa de Desemprego Total Grande São Paulo 1985 – 1996 16,0% 14,0% 12,0% 10,0% 8,0% 6,0% 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96
Uma simples questão de leitura de gráfico que poderia ter sido bastante enriquecida com alternativas que discutissem causas e efeitos da variação nas taxas de desemprego, assun- to de grande atualidade e importância para os estudantes do ensino médio.
A América Latina dos últimos anos insere-se num processo de democratização, oferecendo algumas oportunidades de crescimento econômico-social num contexto de liberdade e de- pendência econômica internacional. Cuba continua caracterizada por uma organização pró- pria com restrições à liberdade econômica e política, crescimento em alguns aspectos sociais e um embargo econômico americano datado de 1962. Em 1998, o Papa João Paulo II visitou Cuba e depois disse ao cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, e a 13 bispos em visita ao Vaticano que apreciou as mudanças realizadas em Cuba após sua visita à ilha e espera que sejam criados novos espaços legais e sociais, para que a sociedade civil de Cuba possa crescer em autonomia e participação. A resposta internacional ao intercâmbio com Cuba foi boa, mas as autoridades locais mostraram pouco entusiasmo, não estando dispostas a aban- donar o sistema socialista monopartidário.
A maioria dos países latino-americanos tem se envolvido, nos últimos anos, em processos de formação socioeconômicos caracterizados por: A) um processo de democratização à semelhança de Cuba. B) restrições legais generalizadas à ação da Igreja no continente. C) um processo de desenvolvimento econômico com restrições generalizadas à liberdade política. D) excelentes níveis de crescimento econômico. E) democratização e oferecimento de algumas oportunidades de crescimento econômico.
Embora esta questão apresente pouca dificuldade, a sua elaboração é confusa. O texto descreve o processo de democratização da América Latina, acompanhado pelo crescimento econômico-social e pela sua dependência internacional. A seguir, mostra que em Cuba há restrições à liberdade econômica e política, apesar de alguns ganhos sociais, e um embargo americano datado de 1962. Ainda aponta os resultados positivos da visita do papa João Paulo II e a esperança de que a sociedade civil de Cuba possa crescer em autonomia e par- ticipação. Conclui que, apesar de tudo, as autoridades locais mostraram pouco entusiasmo, não estando dispostas a abandonar o sistema socialista monopartidário. A primeira observação que fazemos é alusiva ao embargo norte-americano de 1962. Este realmente ocorreu, quando, em plena Guerra Fria, Fidel Castro, contando com apoio soviético, anunciou que Cuba se tornara um Estado marxista-leninista. Em resposta, os EUA decretaram um bloqueio econômico e político e, a seguir, Cuba foi expulsa da OEA. Há pouco tempo, o bloqueio se intensificou em conseqüência de outro incidente: jatos cubanos abateram, em 1996, dois aviões do grupo anticastrista Irmãos para o Resgate. Como uma comissão da ONU concluiu que os aviões estavam em águas internacionais, o Congresso norte-americano aprovou a Lei Helms-Burton, ameaçando punir os empresários que comercializassem propriedades confiscadas de norte-americanos pelo governo cubano. No entanto, considerando que essa medida feria princípios do direito internacional, o Canadá e vários países europeus se recusaram a aceitá-la. Para Cuba, essa medida, acrescida à anterior, está deixando o país em graves dificuldades. Entretanto, depois da recente visita de Fidel Castro ao Vaticano e da posterior ida do papa a Cuba, o governo cubano tem lutado contra o seu isolamento político e econômico. A segunda observação que fazemos é sobre a designação que foi empregada para identificar o regime cubano: “sistema socialista monopartidário”. Lembramos que Fidel Castro é, em Cuba, chefe de Estado e de governo e está no poder desde 1959, além de ser presidente do Conselho de Estado. No país, o único partido legal é o Partido Comunista Cubano. Portanto a designação “sistema socialista monopartidário” nos parece ser mais um eufemismo para ditadura.
Tomando como referência as informações da matéria do jornal e o que se conhece da fisio- logia humana, pode-se considerar que estão corretos os comentários: A) I, II, III e IV. B) I, II e IV, apenas. C) III e IV, apenas. D) II e III, apenas. E) I, II e III, apenas.
Além dos fatores hereditários, repouso adequado, alimentação correta e exercícios físi- cos diários favorecem o crescimento da musculatura. A ingestão de anabolizantes ace- lera o processo de hipertrofia muscular, mas pode provocar impotência, como efeito secun- dário, na medida em que pode interferir na circulação sangüínea dos órgãos genitais mas- culinos.
Em um concurso de televisão, apresentam-se ao participante 3 fichas voltadas para baixo, estando representada em cada uma delas as letras T, V e E. As fichas encontram-se alinha- das em uma ordem qualquer. O participante deve ordenar as fichas ao seu gosto, mantendo as letras voltadas para baixo, tentando obter a sigla TVE. Ao desvirá-las, para cada letra que esteja na posição correta ganhará um prêmio de R$ 200,00.
A probabilidade de o participante não ganhar qualquer prêmio é igual a: A) 0 B) 1/ C) 1/ D) 1/ E) 1/
Pré-requisito : Definição de probabilidade para eventos eqüiprováveis. 27 e 28 O espaço amostral é composto por:
Seja A o evento não ganhar qualquer prêmio:
Assim,
A probabilidade de o concorrente ganhar exatamente o valor de R$ 400,00 é igual a: A) 0 B) 1/ C) 1/ D) 2/ E) 1/
Seja B o evento ganhar exatamente R$ 400,00. Para ganhar exatamente R$ 400,00, o concorrente deverá acertar duas e somente duas letras na posição correta; acontece que isso é impossível, pois, se existirem duas, fatal- mente as três lá estarão. Assim, a probabilidade pedida é a do evento impossível.
Z B( ) = 0 =. 6
R A n A n E
No quadro abaixo estão as contas de luz e água de uma mesma residência. Além do valor a pagar, cada conta mostra como calculá-lo, em função do consumo de água (em m^3 ) e de ele- tricidade (em kwh). Observe que, na conta de luz, o valor a pagar é igual ao consumo multi- plicado por um certo fator. Já na conta de água, existe uma tarifa mínima e diferentes fai- xas de tarifação.
Suponha que, no próximo mês, dobre o consumo de energia elétrica dessa residência. O novo valor da conta será de: A) R$ 55, B) R$ 106, C) R$ 802, D) R$ 100, E) R$ 22,
Pré-requisito: Interpretação de uma tabela e multiplicação com números decimais. Como nesta conta o consumo é de 401 kWh, então, se duplicarmos o consumo no próxi-
Dos gráficos abaixo, o que melhor representa o valor da conta de água, de acordo com o con- sumo, é: A)
Companhia de Saneamento
TARIFAS DE ÁGUA / M^3 Faixas de consumo Tarifa^ Consumo^ Valor – R$ até 10 5,50 tarifa mínima 5, 11 a 20 0,85 7 5, 21 a 30 2, 31 a 50 2, acima de 50 2, Total 11,
Companhia de Eletricidade Fornecimento Valor – R$
R$
m^3
R$
m^3