Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Enem 2002-comentada, Provas de Matemática

ENEM 2002-COMENTADA

Tipologia: Provas

Antes de 2010

Compartilhado em 29/01/2010

prof-cledilson-bezerra-6
prof-cledilson-bezerra-6 🇧🇷

5

(4)

38 documentos

1 / 40

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
É trabalho pioneiro.
Prestação de serviços com tradição de confiabilidade.
Construtivo, procura colaborar com as Bancas Exami-
nadoras em sua tarefa árdua de não cometer injustiças.
Didático, mais do que um simples gabarito, auxilia o
estudante em seu processo de aprendizagem.
O ENEM-2002 é constituído de uma redação e de 63
questões objetivas, envolvendo assuntos de Português,
Matemática, Biologia, História, Geografia, Física e Quí-
mica, abordados ao longo do Ensino Médio.
Essa prova tem por finalidade avaliar modalidades es-
truturais de inteligência, demonstradas em 21 habilida-
des decorrentes de 5 competências fundamentais.
Os resultados obtidos pelos alunos poderão ser apro-
veitados para o ingresso em várias faculdades do país.
O
ANGLO
RESOLVE
O EXAME
NACIONAL
DO
ENSINO
MÉDIO
2002
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Enem 2002-comentada e outras Provas em PDF para Matemática, somente na Docsity!

É trabalho pioneiro.

Prestação de serviços com tradição de confiabilidade.

Construtivo, procura colaborar com as Bancas Exami-

nadoras em sua tarefa árdua de não cometer injustiças.

Didático, mais do que um simples gabarito, auxilia o

estudante em seu processo de aprendizagem.

O ENEM-2002 é constituído de uma redação e de 63

questões objetivas, envolvendo assuntos de Português ,

Matemática , Biologia , História , Geografia , Física e Quí-

mica , abordados ao longo do Ensino Médio.

Essa prova tem por finalidade avaliar modalidades es-

truturais de inteligência, demonstradas em 21 habilida-

des decorrentes de 5 competências fundamentais.

Os resultados obtidos pelos alunos poderão ser apro-

veitados para o ingresso em várias faculdades do país.

O

ANGLO

RESOLVE

O EXAME

NACIONAL

DO

ENSINO

MÉDIO

2002

AS 5 COMPETÊNCIAS

I — Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemáti-

ca, artística e científica.

II — Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreen-

são de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tec-

nológica e das manifestações artísticas.

III — Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados

de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.

IV — Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos

disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.

V — Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de pro-

postas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e

considerando a diversidade sociocultural.

AS 21 HABILIDADES

1. Dada a descrição discursiva ou por ilustração de um experimento ou fenômeno, de

natureza científica, tecnológica ou social, identificar variáveis relevantes e selecionar

os instrumentos necessários para realização ou interpretação do mesmo.

2. Em um gráfico cartesiano de variável socioeconômica ou técnico-científica, identi-

ficar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento ou decréscimo e

taxas de variação.

3. Dada uma distribuição estatística de variável social, econômica, física, química ou

biológica, traduzir e interpretar as informações disponíveis, ou reorganizá-las, obje-

tivando interpolações ou extrapolações.

4. Dada uma situação-problema, apresentada em uma linguagem de determinada área

de conhecimento, relacioná-la com sua formulação em outras linguagens ou vice-

-versa.

5. A partir da leitura de textos literários consagrados e de informações sobre concep-

ções artísticas, estabelecer relações entre eles e seu contexto histórico, social, polí-

tico ou cultural, inferindo as escolhas dos temas, gêneros discursivos e recursos ex-

pressivos dos autores.

6. Com base em um texto, analisar as funções da linguagem, identificar marcas de va-

riantes lingüísticas de natureza sociocultural, regional, de registro ou de estilo, e ex-

plorar as relações entre as linguagens coloquial e formal.

7. Identificar e caracterizar a conservação e as transformações de energia em diferentes

processos de sua geração e uso social, e comparar diferentes recursos e opções ener-

géticas.

8. Analisar criticamente, de forma qualitativa ou quantitativa, as implicações ambientais,

sociais e econômicas dos processos de utilização dos recursos naturais, materiais ou

energéticos.

9. Compreender o significado e a importância da água e de seu ciclo para a manuten-

ção da vida, em sua relação com condições socioambientais, sabendo quantificar va-

riações de temperatura e mudanças de fase em processos naturais e de intervenção

humana.

ENEM 2002

Exame Nacional do Ensino Médio

Ministério da Educação

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais PROVA 1 – AMARELA

LEIA ATENTAMENTE AS SEGUINTES INSTRUÇÕES
  1. Você deve receber do fiscal o material abaixo: a) este caderno, com a proposta de redação e 63 questões objetivas, sem repetição ou falha. b) 1 CARTÃO-RESPOSTA destinado às respostas da parte objetiva da prova. c) 1 FOLHA DE REDAÇÃO para desenvolvimento da redação.
  2. Verifique se este material está em ordem, se o seu nome e número de inscrição conferem com os que aparecem a) no CARTÃO-RESPOSTA destinado às respostas das questões objetivas; b) na FOLHA DE REDAÇÃO; e se a cor de seu CADERNO DE QUESTÕES coincide com a men- cionada no alto da capa e nos rodapés de cada página. Caso contrário, notifique IMEDIATA- MENTE o fiscal.
  3. Após a conferência, o participante deverá assinar, nos espaços próprios a) do CARTÃO-RESPOSTA destinado às respostas das questões objetivas; e b) da FOLHA DE REDAÇÃO; utilizando, preferivelmente, caneta esferográfica de tinta preta.
  4. No CARTÃO-RESPOSTA, a marcação das letras, correspondentes às respostas de sua opção, deve ser feita preenchendo todo o espaço compreendido no círculo, a lápis preto nº 2 ou caneta esfero- gráfica de tinta preta, com um traço contínuo e denso. A LEITORA ÓTICA é sensível a marcas es- curas, portanto, preencha os campos de marcação completamente, sem deixar claros.
  5. No CARTÃO-RESPOSTA, o participante deverá assinalar também, no espaço próprio, o gabarito correspondente à cor de sua prova (Amarela – 1, Branca – 2, Rosa – 3 ou Verde – 4). Se assinalar um gabarito que não corresponda à cor de sua prova ou deixar de assinalá-lo, sua prova objetiva será anulada.
  6. Tenha muito cuidado com o CARTÃO-RESPOSTA e com a FOLHA DE REDAÇÃO, para não DOBRAR, AMASSAR, ou MANCHAR. O CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO SOMENTE poderão ser substituídos caso estejam danificados na BARRA DE RECONHECIMENTO PARA LEITURA ÓTICA.
  7. Para cada uma das questões são apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E); só uma responde adequadamente ao quesito proposto. Você só deve assinalar UMA ALTERNATIVA PARA CADA QUESTÃO: a marcação em mais de uma alternativa anula a questão, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS ESTEJA CORRETA.
  8. As questões são identificadas pelo número que se situa acima e à esquerda de seu enunciado.
  9. SERÁ EXCLUÍDO DO EXAME o participante que: a) se utilizar, durante a realização da prova, de máquinas e/ou de relógios de calcular, bem como de rádios gravadores, de “headphones”, de telefones celulares ou de fontes de consulta de qual- quer espécie; b) se ausentar da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e/ou o CARTÃO-RESPOSTA; c) deixar de assinalar corretamente o gabarito correspondente à cor de sua prova.
  10. Reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES NÃO SERÃO LEVADOS EM CONTA.
  11. Quando terminar, entregue ao fiscal o CADERNO DE QUESTÕES, o CARTÃO-RESPOSTA, a FOLHA DE REDAÇÃO e ASSINE A LISTA DE PRESENÇA.
  12. O TEMPO DISPONÍVEL PARA ESTA PROVA, INCLUINDO A REDAÇÃO, É DE CINCO HORAS. Recomendamos que você não ultrapasse o período de uma hora e meia para elaborar sua redação.
  13. Por motivos de segurança, você somente poderá ausentar-se do recinto de prova após decorridas 2 horas do início da mesma. Caso você permaneça na sala, no mínimo, 4 horas após o início da pro- va, poderá levar este CADERNO DE QUESTÕES.
FUNDAÇÃO CESGRANRIO PROVA 1 - AMARELA

QUESTÕES OBJETIVAS

Miguilim “De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro de roupa. Migui- lim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo. — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome? — Miguilim. Eu sou irmão do Dito. — E o seu irmão Dito é o dono daqui? — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia: — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas que é que há, Miguilim? Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava. — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa? — É Mãe, e os meninos… Estava Mãe, estava tio Terez, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada. O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo: — ‘Mi- guilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?” ROSA, João Guimarães. Manuelzão e Miguilim. 9ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

Esta história, com narrador observador em terceira pessoa, apresenta os acontecimentos da perspecti- va de Miguilim. O fato de o ponto de vista do narrador ter Miguilim como referência, inclusive espa- cial, fica explicitado em: A) “O homem trouxe o cavalo cá bem junto.” B) “Ele era de óculos, corado, alto (…)” C) “O homem esbarrava o avanço do cavalo, (…)” D) “Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, (…)” E) “Estava Mãe, estava tio Terez, estavam todos”

A explicitação de que o ponto de vista do narrador da novela “Campo Geral”, de Guimarães Rosa, tem o protagonista Miguilim por “referência, inclusive espacial” está na expressão “cá bem junto”, em que o advérbio “cá”, marcador de espaço próximo de quem fala, mostra que o narrador está posicionado próximo a Miguilim. É preciso fazer um reparo à afirmação de que a novela “Campo Geral” apresenta um “narrador observador em terceira pessoa”. De fato, o narrador conta a história em terceira pessoa: seu âmbito de visão descortina os movimentos de todas as personagens, com capacidade de revelar detalhes miúdos e aparentemente insignificantes. O foco aguça-se mais, no entanto, em relação ao protago- nista, Miguilim; nesse caso, o narrador comporta-se de modo onisciente, desvelando os sentimen- tos mais íntimos do menino, suas fantasias secretas e sonhos. Trata-se, pois, do recurso chamado, com propriedade, onisciência seletiva.

O mercado financeiro mundial funciona 24 horas por dia. As bolsas de valores estão articuladas, mesmo abrindo e fechando em diferentes horários, como ocorre com as bolsas de Nova Iorque, Londres, Pequim e São Paulo. Todas as pessoas que, por exemplo, estão envolvidas com exportações e importações de mercadorias precisam conhecer os fusos horários para fazer o melhor uso dessas informações.

ANTES DE MARCAR SUAS RESPOSTAS, ASSINALE, NO ESPAÇO PRÓPRIO DO
CARTÃO-RESPOSTA, A COR DE SEU CADERNO DE QUESTÕES.
CASO CONTRÁRIO, AS QUESTÕES DA PARTE OBJETIVA DA SUA PROVA SERÃO ANULADAS.

QUESTÃO 01

Resposta: A

QUESTÃO 02

Resposta: S/Resp

RESOLUÇÃO:

As resoluções apresentadas neste caderno acompanham a seqüência das questões da PROVA AMARELA.

Usando essas informações, um atleta de ossatura grande, pesando 63kg e com altura igual a 1,59m, que tenha corrido uma meia-maratona, pode estimar que, em condições de peso ideal, teria melhorado seu tempo na prova em A) 0,32 minuto. D) 2,68 minutos. B) 0,67 minuto. E) 3,35 minutos. C) 1,60 minuto.

De acordo com a tabela, o atleta em questão deveria “pesar” (sic.) 58 kg, isto é, está 5 kg acima do “peso ideal” (sic.). Consultando-se o gráfico, para a meia-maratona, cada 1 kg acima do ideal corresponde a uma perda de 0,67 minutos. Assim: 1 kg ————— 0,67 min 5 kg ————— x min

Portanto:

x = 3,35 minutos

A chuva em locais não poluídos é levemente ácida. Em locais onde os níveis de poluição são altos, os valores do pH da chuva podem ficar abaixo de 5,5, recebendo, então, a denominação de “chuva ácida”. Este tipo de chuva causa prejuízos nas mais diversas áreas: construção civil, agricultura, monumentos históricos, entre outras. A acidez da chuva está relacionada ao pH da seguinte forma: concentração de íons hidrogênio = 10 –pH, sendo que o pH pode assumir valores entre 0 e 14. Ao realizar o monitoramento do pH da chuva em Campinas (SP) nos meses de março, abril e maio de 1998, um centro de pesquisa coletou 21 amostras, das quais quatro têm seus valores mostrados na tabela: A análise da fórmula e da tabela permite afirmar que: I. da 6ª para a 14ª amostra ocorreu um aumento de 50% na acidez. II. a 18ª amostra é a menos ácida dentre as expostas. III. a 8ª amostra é dez vezes mais ácida que a 14ª. IV. as únicas amostras de chuvas denominadas ácidas são a 6ª e a 8ª. São corretas apenas as afirmativas A) I e II. D) I, III e IV. B) II e IV. E) II, III e IV. C) I, II e IV.

Amostra pH [H +] 6 ª 4 10 –4^ mol/L 8 ª 5 10 –5^ mol/L 14 ª 6 10 –6^ mol/L 18 ª 7 10 –7^ mol/L

I)

[H+] (6ª amostra)

[H+] (14ª amostra) 10 – Da 6ª para a 14ª amostra a acidez, ou seja, a [H+], ficou 100 vezes menor; portanto (I) está incorreta.

II) A 18ª amostra apresenta a menor [H+], ou seja, é a menos ácida, portanto (II) está correta.

III)

[H+] (8ª amostra)

[H+] (14ª amostra) 10 – A 8ª amostra é 10 vezes mais ácida que a 18ª amostra; portanto (III) está correta.

IV) Somente a 6ª e a 8ª amostras têm pH  5,5; portanto são as únicas que podem ser chamadas

chuvas ácidas, e (IV) está correta. Corretas: II, III e IV

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

Mês Amostra pH Março 6 ª 4 Abril 8 ª 5 Abril 14 ª 6 Maio 18 ª 7

QUESTÃO 04

Resposta: E

O Protocolo de Kyoto — uma convenção das Nações Unidas que é marco sobre mudanças climáticas, — estabelece que os países mais industrializados devem reduzir até 2012 a emissão dos gases causadores do efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990. Essa meta estabelece valores superi- ores ao exigido para países em desenvolvimento. Até 2001, mais de 120 países, incluindo nações indus- trializadas da Europa e da Ásia, já haviam ratificado o protocolo. No entanto, nos EUA, o presidente George W. Bush anunciou que o país não ratificaria “Kyoto”, com os argumentos de que os custos preju- dicariam a economia americana e que o acordo era pouco rigoroso com os países em desenvolvimento. Adaptado do Jornal do Brasil, 11/04/ Na tabela encontram-se dados sobre a emissão de CO 2

Considerando os dados da tabela, assinale a alternativa que representa um argumento que se contra- põe à justificativa dos EUA de que o acordo de Kyoto foi pouco rigoroso com países em desenvolvimento. A) A emissão acumulada da União Européia está próxima à dos EUA. B) Nos países em desenvolvimento as emissões são equivalentes às dos EUA. C) A emissão per capita da Rússia assemelha-se à da União Européia. D) As emissões de CO 2 nos países em desenvolvimento citados são muito baixas. E) A África do Sul apresenta uma emissão anual per capita relativamente alta.

Os dados da tabela mostram que países como Brasil, México, Índia e China (que integram o grupo dos países considerados “em desenvolvimento”) têm emissões de CO 2 per capita e absoluta bem in- feriores às dos países desenvolvidos (Estados Unidos e União Européia), o que contraria o argu- mento de George W. Bush e comprova que sua posição distorce a realidade.

A tabela mostra a evolução da frota de veículos leves, e o gráfico, a emissão média do poluente monó- xido de carbono (em g/km) por veículo da frota, na região metropolitana de São Paulo, no período de 1992 a 2000.

QUESTÃO 05

Resposta: D

QUESTÃO 06

Resposta: B

Emissões de CO 2 Emissões anuais Países desde 1950 de CO (^2) (bilhões de toneladas) per capita

Estados Unidos.......... 186,1.................. 16 a 36 União Européia.......... 127,8.................. 7 a 16 Rússia.................. 68,4.................. 7 a 16 China................... 57,6.................. 2,5 a 7 Japão................... 31,2.................. 7 a 16 Índia..................... 15,5.................... 0,8 a 2, Polônia.................. 14,4.................. 7 a 16 África do Sul.............. 8,5.................. 7 a 16 México................... 7,8.................. 2,5 a 7 Brasil.................... 6,6.................. 0,8 a 2,

World Resources 2000/2001.

Ano Frota a Álcool(em milhares) Frota a Gasolina(em milhares)

1992 1250 2500 1993 1300 2750 1994 1350 3000 1995 1400 3350 1996 1350 3700 1997 1250 3950 1998 1200 4100 1999 1100 4400 2000 1050 4800

Gasolina Álcool

Emissão média de CO (g/km) 10

15

20

25

30

1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Ano Adaptado de Cetesb: relatório do ano de 2000.

RESOLUÇÃO:

É correto apenas o que se afirma em A) I e II. D) II, III e IV. B) II e III. E) I, II, III e IV. C) I, II e IV.

O texto afirma que “fatores climáticos ou alterações ambientais podem, subitamente, ativar a eclosão dos ovos...”. Alterações ambientais, como a poluição, influem, portanto, na população do camarão (frase I). Por se alimentar de partículas em suspensão, a artemia pode ser utilizada como agente de descon- taminação (frase II). Os camarões, por seu alto teor protéico, podem constituir uma fonte alterna- tiva de alimentos (frase IV). Não se pode afirmar, no entanto, em função do texto inicial, que o fato de ovos eclodirem indique poluição ambiental (frase III).

“Narizinho correu os olhos pela assistência. Não podia haver nada mais curioso. Besourinhos de fraque e flores na lapela conversavam com baratinhas de mantilha e miosótis nos cabelos. Abelhas douradas, verdes e azuis, falavam mal das vespas de cintura fina — achando que era exagero usarem coletes tão apertados. Sardinhas aos centos criticavam os cuidados excessivos que as borboletas de toucados de gaze tinham com o pó das suas asas. Mamangavas de ferrões amarrados para não morderem. E caná- rios cantando, e beija-flores beijando flores, e camarões camaronando, e caranguejos caranguejando, tudo que é pequenino e não morde, pequeninando e não mordendo.” LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo: Brasiliense, 1947. No último período do trecho, há uma série de verbos no gerúndio que contribuem para caracterizar o ambiente fantástico descrito. Expressões como “camaronando”, “caranguejando” e “pequeninando e não mordendo” criam, principalmente, efeitos de A) esvaziamento de sentido. B) monotonia do ambiente. C) estaticidade dos animais. D) interrupção dos movimentos. E) dinamicidade do cenário.

Como os verbos da seqüência denotam ações, sua presença já é suficiente para criar impressão de dinamicidade, que é reforçada pelo emprego do gerúndio: além de acrescentar a noção de que as ações são freqüentes e estão em curso quando a personagem observa a cena, a sonoridade da sua terminação (marcada por sons nasalizados, pronunciados com maior duração e ressonância) dá idéia de ato prolongado.

Nativas do Brasil, as várias espécies das plantas conhecidas como fava-d’anta têm lugar garantido no mercado mundial de produtos cosméticos e farmacêuticos. Elas praticamente não têm concorrentes, pois apenas uma outra planta chinesa produz os elementos cobiçados pela indústria mundial. As plan- tas acham-se dispersas no cerrado e a sua exploração é feita pela coleta manual das favas ou, ainda, com instrumentos rústicos (garfos e forquilhas) que retiram os frutos das pontas dos galhos. Alguns catadores quebram galhos ou arbustos para facilitar a coleta. Depois da coleta, as vagens são vendidas aos atacadistas locais que as revendem a atacadistas regionais, estes sim, os revendedores de fava para as indústrias. Depois de processados, os produtos são exportados. Embora os moradores da região tenham um vasto conhecimento sobre hábitos e usos da fauna e flora locais, pouco ou nada sabem sobre a pro- dução de mudas de espécies nativas e, ainda, sobre o destino e o aproveitamento da matéria-prima ex- traída da fava d’anta. Adaptado de: Extrativismo e biodiversidade: o caso da fava-d’anta. Ciência Hoje, junho, 2000. Ainda que a extração das vagens não seja prejudicial às árvores, a estratégia usada na sua coleta, ali- ada à eventual pressão de mercado, são fatores que podem prejudicar a renovação natural da fava d’anta. Uma proposta viável para que estas plantas nativas não corram nenhum risco de extinção é A) introduzir a coleta mecanizada das favas, reduzindo tanto as perdas durante a coleta quanto os eventuais danos às plantas. B) conservar o solo e aumentar a produtividade dessas plantas por meio de irrigação e reposição de sais minerais. C) domesticar a espécie, introduzindo viveiros que possam abastecer a região de novas mudas, caso isto se torne necessário. D) proibir a coleta das favas, aplicando pesadas multas aos infratores. E) diversificar as atividades econômicas na região do cerrado para aumentar as fontes de renda dos trabalhadores.

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 09

Resposta: E

QUESTÃO 10

Resposta: C

A pressão do mercado, com uma procura cada vez maior das favas, aliada ao método de extração, que implica freqüentemente a destruição de partes da planta ou do arbusto todo, levaria a uma diminuição do potencial produtivo das regiões envolvidas. Assim, o desenvolvimento de viveiros de mudas permi- tiria o replantio, afastando o risco de extinção da planta e garantindo a produtividade.

A coleta de favas é feita por famílias inteiras de trabalhadores rurais (não-proprietários). Enquanto o jovem apanhador de favas pode ganhar até R$7,50 por dia, os demais trabalhadores adultos ganham, em média, R$5,12 por dia, podendo dedicar-se a outras atividades extrativistas: a coleta de pequis e panãs, frutos vendidos à beira da estrada, e de lenha, vendida a pequenos compradores. A tabela apresenta a renda média anual dos jovens e adolescentes de uma cidade de Minas Gerais, com essas atividades extrativistas.

Ciência Hoje, junho de 2000 Foram feitas as seguintes afirmações sobre a importância socioeconômica do extrativismo da fava- -d’anta: I. A desinformação impede qualquer controle da situação por parte dos coletores, aos quais cabe apenas o papel de trabalhadores braçais. II. O retorno financeiro para a população é compatível com a importância dos produtos derivados da fava. III. A atividade é menos rentável porque, entre os compradores de favas, existem atravessadores, ao contrário do que acontece na venda do pequi. IV. A atividade eleva o salário diário do trabalhador, representando a fonte mais importante de sua renda anual. Está correto apenas o que se afirma em A) I, III e IV. D) II e IV. B) II, III e IV. E) I e IV. C) I e III.

A afirmação I pode ser considerada correta, se tomarmos por base para a sua confirmação o texto da questão anterior. A afirmação II está claramente errada, como confirma a tabela, em que se nota que o ex- trativismo da fava-d’anta tem a menor participação na renda total dos trabalhadores (apenas 6,81%). A afirmação III é correta, fato que só pode ser confirmado pela leitura do texto da questão anterior. A afir- mação IV está errada, o que se pode deduzir pela baixa renda anual fornecida pela extração das vagens.

Os seres humanos podem tolerar apenas certos intervalos de temperatura e umidade relativa (UR), e, nessas condições, outras variáveis, como os efeitos do sol e do vento, são necessárias para produzir con- dições confortáveis, nas quais as pessoas podem viver e trabalhar. O gráfico mostra esses intervalos:

PRODUTO RENDA MÉDIA (R$) RENDA ANUAL (R$) PARTICIPAÇÃO (%) NA RENDA TOTAL Pequi 25 (saca) 500 56, Panã 2 (unidade) 80 9, Fava-d’anta 5 (saca) 60 6, Lenha 5 (carroça) 240 27, TOTAL 880 100

  • 5

0

5

10

15

20

25

30

35

40

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Umidade Relativa (%)

Temperatura (

°C)

Ideal com vento Ideal

Ideal com sol

Adaptado de The Random House Encyclopedias, new rev, 3 ed, 1990.

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 11

Resposta: C

QUESTÃO 12

Resposta: A

O Globo, 01/09/2001. Na charge, a arrogância do gato com relação ao comportamento alimentar da minhoca, do ponto de vista biológico, A) não se justifica, porque ambos, como consumidores, devem “cavar” diariamente o seu próprio ali- mento. B) é justificável, visto que o felino possui função superior à da minhoca numa teia alimentar. C) não se justifica, porque ambos são consumidores primários em uma teia alimentar. D) é justificável, porque as minhocas, por se alimentarem de detritos, não participam das cadeias alimentares. E) é justificável, porque os vertebrados ocupam o topo das teias alimentares.

Tanto o gato quanto a minhoca são consumidores, embora de níveis tróficos diferentes na teia alimen- tar. Assim, tanto um quanto o outro, como também todos os demais heterótrofos, devem “cavar” (obter) diariamente seu alimento, diferentemente do que ocorre com as plantas, organismos autótrofos.

Na construção civil, é muito comum a utilização de ladrilhos ou azulejos com a forma de polígonos para o revestimento de pisos ou paredes. Entretanto, não são todas as combinações de polígonos que se prestam a pavimentar uma superfície plana, sem que haja falhas ou superposições de ladrilhos, como ilustram as figuras:

A tabela traz uma relação de alguns polígonos regulares, com as respectivas medidas de seus ângu- los internos.

Se um arquiteto deseja utilizar uma combinação de dois tipos diferentes de ladrilhos entre os polí- gonos da tabela, sendo um deles octogonal, o outro tipo escolhido deverá ter a forma de um A) triângulo. B) quadrado. C) pentágono. D) hexágono. E) eneágono.

Figura 1: Ladrilhos retangulares pavimentando o plano

Figura 2: Heptágonos regulares não pavimentam o plano (há falhas ou superposição)

Nome

Figura

Ângulo interno

Triângulo

60 °

Quadrado

90 °

Pentágono

108 °

Hexágono

120 °

Octógono

135 °

Eneágono

140 °

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 14

Resposta: A

QUESTÃO 15

Resposta: B

Consideremos uma combinação de dois tipos diferentes de ladrilhos em que um deles é, necessaria- mente, um octógono regular. Temos dois casos para análise: 1 º caso (dois octógonos e um de outro tipo)

Devemos ter: α + 135º + 135º = 360º ∴ α = 90°

Logo, o outro tipo deve ter a forma de um quadrado. 2 º caso (um octógono e dois de outro tipo)

Devemos ter: 2α + 135º = 360° ∴ α = 112,5º

Como nenhum dos tipos apresentados tem ângulos internos medindo 112,5º, este caso pode ser descon- siderado. Logo, o outro tipo escolhido deverá ter a forma de um quadrado.

Segundo uma organização mundial de estudos ambientais, em 2025, “duas de cada três pessoas viverão situações de carência de água, caso não haja mudanças no padrão atual de consumo do produto.” Uma alternativa adequada e viável para prevenir a escassez, considerando-se a disponibilidade global, seria A) desenvolver processos de reutilização da água. B) explorar leitos de água subterrânea. C) ampliar a oferta de água, captando-a em outros rios. D) captar águas pluviais. E) importar água doce de outros estados.

Uma das medidas para se prevenir a escassez de água com a qual provavelmente 2/3 da humani- dade sofrerá em 2025 é a de reutilizar, por meio de tecnologias de tratamento, a água usada pela indústria e proveniente de esgotos urbanos. Frente ao alto custo dessas tecnologias, seria adequa- do o desenvolvimento de políticas de racionalização do uso da água, evitando desperdícios, poluição e usos abusivos.

O milho verde recém-colhido tem um sabor adocicado. Já o milho verde comprado na feira, um ou dois dias depois de colhido, não é mais tão doce, pois cerca de 50% dos carboidratos responsáveis pelo sabor adocicado são convertidos em amido nas primeiras 24 horas.

octógono

135 °

135 ° α α

outro tipo

octógono

octógono

135 °

α α outro tipo

outro tipo

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 16

Resposta: A

QUESTÃO 17

Resposta: C

Se um dos postos encerrar suas atividades, e os 100 consumidores continuarem se orientando pelas preferências descritas, é possível afirmar que a liderança de preferência nunca pertencerá a A) X. D) X ou Y. B) Y. E) Y ou Z. C) Z.

Existem 3 possibilidades

  • Caso o posto X encerre suas atividades, teremos:
    • 45 + 25 = 70 preferem Y a Z.
    • 30 preferem Z a Y.
  • Caso o posto Y encerre suas atividades, teremos:
    • 45 preferem X a Z.
    • 25 + 30 = 55 preferem Z a X.
  • Caso o posto Z encerre suas atividades, teremos:
    • 45 preferem X a Y.
    • 25 + 30 = 55 preferem Y a X. Assim, a liderança de preferência nunca pertencerá ao posto X.

O autor da tira utilizou os princípios de composição de um conhecido movimento artístico para repre- sentar a necessidade de um mesmo observador aprender a considerar, simultaneamente, diferentes pon- tos de vista.

Adaptado de WATTERSON, Bill. Os dez anos de Calvin e Haroldo. V. 2. São Paulo. Best News, 1996. Das obras reproduzidas, todas de autoria do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela em cuja com- posição foi adotado um procedimento semelhante é:

Os amantes Retrato de Françoise Os pobres na praia Os dois saltimbancos Marie-Thérèse apoiada no cotovelo A) B) C) D) E)

O Cubismo foi uma das mais importantes vanguardas artísticas européias do século XX. Pablo Picasso tornou-se, na pintura, seu principal representante. O movimento queria romper com as tradições artísticas passadas e, para isso, propunha “enxergar” o mundo por outras perspectivas, muitas vezes “deformando” o objeto observado. Na tirinha de Calvin, o garoto começa a “ver os dois lados da questão” em tudo. Para reforçar essa idéia, no último quadrinho, o desenho de Bill Watterson parece uma obra cubista, em que o objeto é representado simultaneamente por mais de um ponto de vista. Dentre as telas de Picasso reproduzidas na questão, Marie-Thérèse apoiada no cotovelo é a única que exemplifica a multipli- cidade de perspectivas de se ver o mesmo objeto, traduzida na deformação do rosto da mulher.

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 20

Resposta: E

Em 1958, a seleção brasileira foi campeã mundial pela primeira vez. O texto foi extraído da crônica “A alegria de ser brasileiro”, do dramaturgo Nelson Rodrigues, publicada naquele ano pelo jornal Última Hora. “Agora, com a chegada da equipe imortal, as lágrimas rolam. Convenhamos que a seleção as merece. Merece por tudo: não só pelo futebol, que foi o mais belo que os olhos mortais já contemplaram, como também pelo seu maravilhoso índice disciplinar. Até este Campeonato, o brasileiro julgava-se um cafa- jeste nato e hereditário. Olhava o inglês e tinha-lhe inveja. Achava o inglês o sujeito mais fino, mais sóbrio, de uma polidez e de uma cerimônia inenarráveis. E, súbito, há o Mundial. Todo mundo baixou o sarrafo no Brasil. Suecos, britânicos, alemães, franceses, checos, russos, davam botinadas em penca. Só o brasileiro se mantinha ferozmente dentro dos limites rígidos da esportividade. Então, se verificou o seguinte: o inglês, tal como o concebíamos, não existe. O único inglês que apareceu no Mundial foi o brasileiro. Por tantos motivos, vamos perder a vergonha (…), vamos sentar no meio-fio e chorar. Porque é uma alegria ser brasileiro, amigos”. Além de destacar a beleza do futebol brasileiro, Nelson Rodrigues quis dizer que o comportamento dos jogadores dentro do campo A) foi prejudicial para a equipe e quase pôs a perder a conquista da copa do mundo. B) mostrou que os brasileiros tinham as mesmas qualidades que admiravam nos europeus, princi- palmente nos ingleses. C) ressaltou o sentimento de inferioridade dos jogadores brasileiros em relação aos europeus, o que os impediu de revidar as agressões sofridas. D) mostrou que o choro poderia aliviar o sentimento de que os europeus eram superiores aos bra- sileiros. E) mostrou que os brasileiros eram iguais aos europeus, podendo comportar-se como eles, que não respeitavam os limites da esportividade.

Nelson Rodrigues ressalta nesse texto que, além de mostrar o melhor futebol já visto, a seleção de 1958 foi a mais disciplinada em campo, demonstrando, assim, uma sobriedade e uma polidez que, an- tes, o brasileiro imaginava serem típicas dos ingleses. Com isso, tem motivos de sobra para trocar a auto-imagem de “cafajeste nato e hereditário” pela do inglês idealizado.

Um terreno com o formato mostrado na figura foi her- dado por quatro irmãos e deverá ser dividido em qua- tro lotes de mesma área. Um dos irmãos fez algumas propostas de divisão para que fossem analisadas pelos demais herdeiros. Dos esquemas abaixo, onde lados de mesma medida têm símbolos iguais, o único em que os quatro lotes não pos- suem, necessariamente, a mesma área é:

A) B) C) D) E)

Dos esquemas, o único em que os quatro lotes não possuem, necessariamente, a mesma área é o apresentado na alternativa E. De fato:

h

h 2 h 2

a b a

a b a

II II

I

I

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 21

Resposta: B

QUESTÃO 22

Resposta: E Rua A

Rua B

Rua C Terreno Rua D

As ruas A e B são paralelas. As ruas C e D são paralelas.

Dessas afirmativas, estão apoiadas na visão substancialista criticada pelo autor apenas A) I e II. D) I, II e IV. B) III e IV. E) II, III e IV. C) I, II e III.

A visão substancialista, criticada pelo autor, é aquela que atribui as propriedades do conjunto de moléculas a uma única molécula ou entidade elementar. Apóiam-se nessa visão as afirmações I, II e IV.

Em reportagem sobre crescimento da população brasi- leira, uma revista de divulgação científica publicou ta- bela com a participação relativa de grupos etários na população brasileira, no período de 1970 a 2050 (pro- jeção), em três faixas de idade: abaixo de 15 anos; entre 15 e 65 anos; e acima de 65 anos. Admitindo-se que o título da reportagem se refira ao grupo etário cuja população cresceu sempre, ao longo do período registrado, um título adequado poderia ser: A) “O Brasil de fraldas” B) “Brasil: ainda um país de adolescentes” C) “O Brasil chega à idade adulta” D) “O Brasil troca a escola pela fábrica” E) “O Brasil de cabelos brancos”

O gráfico deixa claro que a população acima de 65 anos é a que teve e terá uma participação crescente no total da população. Isso significa que a população idosa está em crescimento, o que justifica o títu- lo “O Brasil de cabelos brancos”. Tal fenômeno é conseqüência do declínio das taxas de natalidade (que reduzem a participação dos jovens no total da população) e da elevação da expectativa de vida (que eleva a parcela relativa de idosos).

Na comparação entre diferentes processos de geração de energia, devem ser considerados aspectos eco- nômicos, sociais e ambientais. Um fator economicamente relevante nessa comparação é a eficiência do processo. Eis um exemplo: a utilização do gás natural como fonte de aquecimento pode ser feita pela simples queima num fogão (uso direto), ou pela produção de eletricidade em uma termoelétrica e uso de aquecimento elétrico (uso indireto). Os rendimentos correspondentes a cada etapa de dois desses processos estão indicados entre parênteses no esquema.

Na comparação das eficiências, em termos globais, entre esses dois processos (direto e indireto), verifica-se que A) a menor eficiência de P 2 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento da termoelétrica. B) a menor eficiência de P 2 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento na distribuição. C) a maior eficiência de P 2 deve-se ao alto rendimento do aquecedor elétrico. D) a menor eficiência de P 1 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento da fornalha. E) a menor eficiência de P 1 deve-se, sobretudo, ao alto rendimento de sua distribuição.

Eficiência global do processo P 1 :

η 1 = 0,95 × 0,70 ⇒ η 1 = 0,

Eficiência global do processo P 2 :

η 2 = 0,40 × 0,90 × 0,95 ⇒ η 2 = 0,

Assim, η 1  η 2 , isto é, o processo P 2 tem menor eficiência e, analisando-se o esquema proposto,

constata-se que isso se deve ao baixo rendimento da termoelétrica (40%).

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 25

Resposta: E

QUESTÃO 26

Resposta: A

42,

54,

3,

31,

63,

4,

21,

69,

8,

17,

64,

18,

1970 1995 2000 2050 População abaixo de 15 anos População entre 15 e 65 anos População acima de 65 anos

P

Gás

Distribuição por (uso direto) Fornalha de gás (0,70)^ ⇒^ Calor liberado gasoduto (0,95)

P Gás liberado ⇒

Termoelétrica Distribuição (uso indireto) (0,40) Aquecedor elétrico (0,95)^ ⇒^ Calor elétrica (0,90)

O código de barras, contido na maior parte dos produtos industrializados, consiste num conjunto de várias barras que podem estar preenchidas com cor escura ou não. Quando um leitor óptico passa sobre essas barras, a leitura de uma barra clara é convertida no número 0 e a de uma barra escura, no número

  1. Observe abaixo um exemplo simplificado de um código em um sistema de código com 20 barras.

Se o leitor óptico for passado da esquerda para a direita irá ler: 01011010111010110001 Se o leitor óptico for passado da direita para a esquerda irá ler: 10001101011101011010 No sistema de código de barras, para se organizar o processo de leitura óptica de cada código, deve-se le- var em consideração que alguns códigos podem ter leitura da esquerda para a direita igual à da direita para a esquerda, como o código 00000000111100000000, no sistema descrito acima. Em um sistema de códigos que utilize apenas cinco barras, a quantidade de códigos com leitura da es- querda para a direita igual à da direita para a esquerda, desconsiderando-se todas as barras claras ou todas as escuras, é A) 14. B) 12. C) 8. D) 6. E) 4.

A quantidade de códigos com leitura da esquerda para a direita igual à da direita para a esquerda, é:

 ↓ ↓ ↓ ↓ ↓

Até a 3ª casa, temos 2 possibilidades para cada barra e, a partir daí, uma única para a 4ª (igual à 2 ª) e uma única para a 5ª (igual à 1ª). Como são desconsiderados todas as barras claras e todas as barras escuras, temos: 8 – 2 = 6 códigos.

1 – “(…) O recurso ao terror por parte de quem já detém o poder dentro do Estado não pode ser arro- lado entre as formas de terrorismo político, porque este se qualifica, ao contrário, como o instru- mento ao qual recorrem determinados grupos para derrubar um governo acusado de manter-se por meio do terror”. 2 – Em outros casos “os terroristas combatem contra um Estado de que não fazem parte e não con- tra um governo (o que faz com que sua ação seja conotada como uma forma de guerra), mesmo quando por sua vez não representam um outro Estado. Sua ação aparece então como irregular, no sentido de que não podem organizar um exército e não conhecem limites territoriais, já que não provêm de um Estado” Dicionário de Política (org.) BOBBIO, N., MATTEUCCI, N. e PASQUINO, G., Brasília: Edunb,1986. De acordo com as duas afirmações, é possível comparar e distinguir os seguintes eventos históricos: I. Os movimentos guerrilheiros e de libertação nacional realizados em alguns países da África e do sudeste asiático entre as décadas de 1950 e 70 são exemplos do primeiro caso. II. Os ataques ocorridos na década de 1990, como às embaixadas de Israel, em Buenos Aires, dos EUA, no Quênia e Tanzânia, e ao World Trade Center em 2001, são exemplos do segundo caso. III. Os movimentos de libertação nacional dos anos 50 a 70 na África e sudeste asiático, e o terrorismo dos anos 90 e 2001 foram ações contra um inimigo invasor e opressor, e são exemplos do primeiro caso. É correto o que se afirma apenas em A) I. B) II. C) I e II. D) I e III. E) II e III.

RESOLUÇÃO:

QUESTÃO 27

Resposta: D

QUESTÃO 28

Resposta: C