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ENEM 2007-COMENTADA
Tipologia: Provas
1 / 47
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Não perca as partes importantes!








































As duas partes da prova são estruturadas para avaliar as seguintes competências:
Parte Objetiva I — Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica. II —Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos his- tórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
III — Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema. IV —Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para cons- truir argumentação consistente. V — Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
Redação I — Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. II —Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
III — Selecionar, relacionar e organizar, interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
IV —Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. V — Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos.
Na parte objetiva da prova, cada uma das habilidades é medida três vezes (três questões por habilidade).
1. Dada a descrição discursiva ou por ilustração de um experimento ou fenômeno, de natureza científica, tecnológica ou social, iden- tificar variáveis relevantes e selecionar os instrumentos necessários para a realização ou interpretação do mesmo. 2. Em um gráfico cartesiano de variável socioeconômica ou técnico-científica, identificar e analisar valores das variáveis, in- tervalos de crescimento ou decréscimo e taxas de variação. 3. Dada uma distribuição estatística de variável social, econômica, física, química ou biológica, traduzir e interpretar as infor- mações disponíveis, ou reorganizá-las, objetivando interpolações ou extrapolações. 4. Dada uma situação-problema, apresentada em uma linguagem de determinada área de conhecimento, relacioná-la com sua for- mulação em outras linguagens ou vice-versa. 5. A partir da leitura de textos literários consagrados e de informações sobre concepções artísticas, estabelecer relações entre eles e seu contexto histórico, social, político ou cultural, inferindo as escolhas dos temas, gêneros discursivos e recursos expressivos dos autores. 6. Com base em um texto, analisar as funções da linguagem, identificar marcas de variantes lingüísticas de natureza sociocul- tural, regional, de registro ou de estilo, e explorar as relações entre as linguagens coloquial e formal. 7. Identificar e caracterizar a conservação e as transformações de energia em diferentes processos de sua geração e uso social, e comparar diferentes recursos e opções energéticas. 8. Analisar criticamente, de forma qualitativa ou quantitativa, as implicações ambientais, sociais e econômicas dos processos de uti- lização dos recursos naturais, materiais ou energéticos. 9. Compreender o significado e a importância da água e de seu ciclo para a manutenção da vida, em sua relação com condições so- cioambientais, sabendo quantificar variações de temperatura e mudanças de fase em processos naturais e de intervenção humana. 10. Utilizar e interpretar diferentes escalas de tempo para situar e descrever transformações na atmosfera, biosfera, hidrosfera e litos- fera, origem e evolução da vida, variações populacionais e modificações no espaço geográfico. 11. Diante da diversidade da vida, analisar, do ponto de vista biológico, físico ou químico, padrões comuns nas estruturas e nos processos que garantem a continuidade e a evolução dos seres vivos. 12. Analisar fatores socioeconômicos e ambientais associados ao desenvolvimento, às condições de vida e saúde de populações humanas, por meio da interpretação de diferentes indicadores. 13. Compreender o caráter sistêmico do planeta e reconhecer a importância da biodiversidade para preservação da vida, relacio- nando condições do meio e intervenção humana.
Na redação, a nota global será dada pela média aritmética das notas atribuídas a cada uma das cinco Competências. A inter- pretação dessa nota será estruturada a partir de cada uma das cinco Competências, avaliadas numa escala de 0 (zero) a 100 (cem) pontos, conforme especificado a seguir.
I. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. Na competência I, espera-se que o participante escolha o registro adequado a uma situação formal de produção de texto escrito. Na avaliação, serão considerados os fundamentos gramaticais do texto escrito, refletidos na utilização da norma culta em aspectos como: sintaxe de concordância, regência e colocação; pontuação; flexão; ortografia; e adequação de registro demonstrada, no desempenho lingüístico, de acordo com a situação formal de produção exigida. II. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. O eixo da competência II reside na compreensão do tema que instaura uma problemática a respeito da qual se pede um texto escrito em prosa do tipo dissertativo-argumentativo. Por meio deste tipo de texto, analisam-se, intepretam-se e relacionam- -se dados, informações e conceitos amplos, tendo-se por objetivo a construção de uma argumentação, em defesa de um ponto de vista.
III. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Na competência III, procura-se avaliar como o participante, em uma situação formal de interlocução, seleciona, organiza, relaciona e interpreta os dados, informações e conceitos necessários para defender sua perspectiva sobre o tema proposto. IV. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. Na competência IV, avalia-se a utilização de recursos coesivos da modalidade escrita, com vistas à adequada articulação dos argumentos, fatos e opiniões selecionadas para a defesa de um ponto de vista sobre o tema proposto. Serão considerados os mecanismos lingüísticos responsáveis pela construção da argumentação na superfície textual, tais como: coesão referencial; coesão lexical (sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração); e coesão gramatical (uso de conectivos, tempos verbais, pon- tuação, seqüência temporal, relações anafóricas, conectores intervocabulares, intersentenciais, interparágraficos). V. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos. Na competência V, verifica-se como o participante indicará as possíveis variáveis para solucionar a problemática desenvolvi- da, as propostas de intervenção apresentadas, qual a relação destas com o projeto desenvolvido sobre o tema proposto e a qualidade destas propostas, mais genéricas ou específicas, tendo por base a solidariedade humana e o respeito à diversidade de pontos de vista, eixos de uma sociedade democrática.
OBSERVAÇÃO; A REDAÇÃO SERÁ DESCONSIDERADA SE O PARTICIPANTE NÃO ATENDER AO TEMA PROPOSTO E À ESTRUTURA DE UM TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO.
Ministério da Educação
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira PROVA 1 – AMARELA
LEIA ATENTAMENTE AS SEGUINTES INSTRUÇÕES
01. Você deve receber do fiscal o material abaixo: a) este CADERNO, com a proposta de redação e 63 questões objetivas, sem repetições ou falhas; b) 1 CARTÃO-RESPOSTA destinado à marcação das respostas da parte objetiva da prova; _c) 1 FOLHA DE REDAÇÃO para desenvolvimento da redação.
FUNDAÇÃO CESGRANRIO PROVA 1 — AMARELA
Sobre a exposição de Anita Malfatti, em 1917, que muito influenciaria a Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato escreveu, em artigo intitulado Paranóia ou Mistificação : Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem as coisas e em conseqüência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. (...) A outra espécie é formada dos que vêem anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica das escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...) Estas considerações são provocadas pela exposição da sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso & cia. O Diário de São Paulo , dez./ 1917.
Em qual das obras abaixo identifica-se o estilo de Anita Malfatti criticado por Monteiro Lobato no artigo?
A) D)
Acesso a Monte Serrat — Santos
Nossa Senhora Auxiliadora e Dom Bosco
Vaso de Flores
A Boba
C)
A Santa Ceia
Na tela A Boba, cuja autora é Anita Malfatti, verifica-se o estilo artístico criticado por Lobato. Trata-se de uma obra afinada com as vanguardas artísticas. Observe-se que ela transgride a noção tradicional de perspectiva e de figuração clássica. A imagem deforma as proporções e acentua as cores (o que não pode ser apreciado na ilustração em branco e preto) de acordo com propostas do Expressionismo, além de estilizar as formas de modo a ressaltar volumes geometrizados, o que se pode associar também ao Cubismo. Resposta: E
▼▼^ Questão 2
Textos para as questões 3 e 4 Texto I Agora Fabiano conseguia arranjar as idéias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não. (...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Deveria continuar a arrastá-los? Sinhá Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo. Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins. 23ª- ed., 1969, p. 75. Texto II Para Graciliano, o roceiro pobre é um outro, enigmático, impermeável. Não há solução fácil para uma tentativa de incorporação dessa figura no campo da ficção. É lidando com o impasse, ao invés de fáceis soluções, que Graciliano vai criar Vidas Secas, elaborando uma linguagem, uma estrutura romanesca, uma constituição de narrador em que narrador e criaturas se tocam, mas não se identificam. Em grande medida, o debate acontece porque, para a intelectualidade brasileira naquele momento, o pobre, a despeito de aparecer idealizado em certos aspectos, ainda é visto como um ser humano de segunda categoria, simples demais, incapaz de ter pensamentos demasiadamente complexos. O que Vidas Secas faz é, com pretenso não envol- vimento da voz que controla a narrativa, dar conta de uma riqueza humana de que essas pessoas seriam plenamente capazes. Luís Bueno. Guimarães, Clarice e antes. In: Teresa. São Paulo: USP, nº- 2, 2001, p. 254.
A partir do trecho de Vidas Secas (texto I) e das informações do texto II, relativas às concepções artísticas do romance social de 1930, avalie as seguintes afirmativas. I. O pobre, antes tratado de forma exótica e folclórica pelo regionalismo pitoresco, transforma-se em prota- gonista privilegiado do romance social de 30. II. A incorporação do pobre e de outros marginalizados indica a tendência da ficção brasileira da década de 30 de tentar superar a grande distância entre o intelectual e as camadas populares. III. Graciliano Ramos e os demais autores da década de 30 conseguiram, com suas obras, modificar a posição social do sertanejo na realidade nacional. É correto apenas o que se afirma em A) I. D) I e II. B) II. E) II e III. C) III.
As duas primeiras afirmativas são confirmadas pelo texto teórico de Luís Bueno. Segundo o autor, o romance social da década de 1930 problematiza as complexas relações entre a intelectualidade e o homem simples, transformado em personagem. Vidas Secas representa, nesse contexto, um esforço de superação da distância que se estabelece entre ambos (afirmação II), evitando o enfoque pitoresco (as “soluções fáceis” apontadas por Bueno) que predominava em certa vertente regionalista (afirmação I). Contudo, esse esforço não redundaria em uma efetiva transformação da condição social do sertanejo — o que invalida a afirmação III. Resposta: D
No texto II, verifica-se que o autor utiliza A) linguagem predominantemente formal, para problematizar, na composição de Vidas Secas , a relação en- tre o escritor e o personagem popular. B) linguagem inovadora, visto que, sem abandonar a linguagem formal, dirige-se diretamente ao leitor. C) linguagem coloquial, para narrar coerentemente uma história que apresenta o roceiro pobre de forma pitoresca. D) linguagem formal com recursos retóricos próprios do texto literário em prosa, para analisar determinado momento da literatura brasileira. E) linguagem regionalista, para transmitir informações sobre literatura, valendo-se de coloquialismo, para facilitar o entendimento do texto.
▼▼^ Questão 4
▼▼^ Questão 3
O único desenho que pode ser reproduzido em um modelo tridimensional real é o da alterntiva E: um octaedro regular, poliedro convexo cujas oito faces são triângulos equiláteros congruentes entre si. Resposta: E
A figura abaixo é parte de uma campanha publicitária.
Com Ciência Ambiental nº- 10. abr/ Essa campanha publicitária relaciona-se diretamente com a seguinte afirmativa: A) O comércio ilicito da fauna silvestre, atividade de grande impacto, é uma ameaça para a biodiversidade nacional. B) A manutenção do mico-leão-dourado em jaula é a medida que garante a preservação dessa espécie animal. C) O Brasil, primeiro país a eliminar o tráfico do mico-leão-dourado, garantiu a preservação dessa espécie. D) O aumento da biodiversidade em outros países depende do comércio ilegal da fauna silvestre brasileira. E) O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das espécies, pois garante-lhes a sobrevivência.
A foto em questão mostra um primata numa jaula. Não há dúvida de que a captura e o comércio ilícito de ani- mais silvestres ameaça a sobrevivência de espécies, e, portanto, a biodiversidade. Resposta: A
▼▼^ Questão 6
O gráfico abaixo, obtido a partir de dados do Ministério do Meio Ambiente, mostra o crescimento do número de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.
Se mantida, pelos próximos anos, a tendência de crescimento mostrada no gráfico, o número de espécies amea- çadas de extinção em 2011 será igual a A) 465. D) 538. B) 493. E) 699. C) 498.
2007 – 1983 = 24 e 461 – 239 = 222. Variação de anos Variação no número de espécies 24 anos 222 espécies 4 anos x espécies
Assim, em 2011 (2007 + 4), o número de espécies ameaçadas de extinção será 461 + 37 = 498. Resposta: C
Estima-se que haja, no Acre, 209 espécies de mamíferos, distribuídas conforme a tabela abaixo.
T&C Amazônia , ano 1, nº- 3; dez/2003.
grupos taxonômicos número de espécies Artiodáctilos 4 Carnívoros 18 Cetáceos 2 Quirópteros 103 Lagomorfos 1 Marsupiais 16 Perissodáctilos 1 Primatas 20 Roedores 33 Sirênios 1 Edentados 10 Total 209
▼▼^ Questão 8
x = =
ano
461
número de espécies ameaçadas de extinção
239
1983 1987 1991 1995 1999 2003 2007
▼▼^ Questão 7
Confrontando-se as informações do texto com as da charge acima, conclui-se que A) a charge contradiz o texto ao mostrar que o Brasil possui tecnologia avançada no setor agrícola. B) a charge e o texto abordam, a respeito da cana-de-açúcar brasileira, duas realidades distintas e sem relação entre si. C) o texto e a charge consideram a agricultura brasileira avançada, do ponto de vista tecnológico. D) a charge mostra o cotidiano do trabalhador, e o texto defende o fim da mecanização da produção da cana- -de-açúcar no setor sucroalcooleiro. E) o texto mostra disparidades na agricultura brasileira, na qual convivem alta tecnologia e condições pre- cárias de trabalho, que a charge ironiza.
Tanto o texto como a charge mostram as contradições da recente expansão na cultura de cana-de-açúcar, vol- tada para a produção de bio-energia. Além do desemprego provocado pela mecanização, a disparidade mais evidente está no sistema de colheita mecanizado, envolvendo alta tecnologia, que convive com precários processos de colheita manual. Resposta: E
Considere-se que cada tonelada de cana-de-açúcar permita a produção de 100 litros de álcool combustível, vendido nos postos de abastecimento a R$ 1,20 o litro. Para que um corta-cana pudesse, com o que ganha nessa atividade, comprar o álcool produzido a partir das oito toneladas de cana resultantes de um dia de tra- balho, ele teria de trabalhar durante A) 3 dias. D) 48 dias. B) 18 dias. E) 60 dias. C) 30 dias.
O valor comercial, em reais, de álcool produzido diariamente por um corta-cana é:
O valor diário, em reais, que um corta-cana recebe, em média, é:
▼▼^ Questão 11
ÁLCOOL: O MUNDO DE OLHO EM NOSSA TECNOLOGIA
ANGELI
— Ah, fico meio encabulado em ter de comer com a mão diante de tanta gente! Folha de S.Paulo. 25/3/2007.
▼▼^ Questão 10
Assim, um corta-cana precisaria trabalhar dias, para comprar todo o álcool produzido por ele diariamente. Resposta: D
A queima de cana aumenta a concentração de dióxido de carbono e de material particulado na atmosfera, causa alteração do clima e contribui para o aumento de doenças respiratórias. A tabela abaixo apresenta números relativos a pacientes internados em um hospital no período da queima da cana.
Escolhendo-se aleatoriamente um paciente internado nesse hospital por problemas respiratórios causados pelas queimadas, a probabilidade de que ele seja uma criança é igual a A) 0,26, o que sugere a necessidade de implementação de medidas que reforcem a atenção ao idoso internado com problemas respiratórios. B) 0,50, o que comprova ser de grau médio a gravidade dos problemas respiratórios que atingem a população nas regiões das queimadas. C) 0,63, o que mostra que nenhum aspecto relativo à saúde infantil pode ser negligenciado. D) 0,67, o que indica a necessidade de campanhas de conscientização que objetivem a eliminação das quei- madas. E) 0,75, o que sugere a necessidade de que, em áreas atingidas pelos efeitos das queimadas, o atendimento hospitalar no setor de pediatria seja reforçado.
Da tabela, temos que o número de pacientes internados com problemas respiratórios causados pelas queimadas é 50 + 150 = 200. O número de crianças nesse grupo é igual a 150. Assim, a probabilidade pedida é:
Resposta: E
Ao beber uma solução de glicose (C 6 H 12 O 6 ), um corta-cana ingere uma substância A) que, ao ser degradada pelo organismo, produz energia que pode ser usada para movimentar o corpo. B) inflamável que, queimada pelo organismo, produz água para manter a hidratação das células. C) que eleva a taxa de açúcar no sangue e é armazenada na célula, o que restabelece o teor de oxigênio no organismo. D) insolúvel em água, o que aumenta a retenção de líquidos pelo organismo. E) de sabor adocicado que, utilizada na respiração celular, fornece CO 2 para manter estável a taxa de carbono na atmosfera.
▼▼^ Questão 13
▼▼^ Questão 12
crianças 150 210 90 450
idosos 50 150 60 260
total outras doenças
problemas respiratórios resultantes de outras causas
problemas respiratórios causados pelas queimadas
pacientes
Há diversas maneiras de o ser humano obter energia para seu próprio metabolismo utilizando energia arma- zenada na cana-de-açúcar. O esquema abaixo apresenta quatro alternativas dessa utilização.
A partir dessas informações, conclui-se que A) a alternativa 1 é a que envolve maior diversidade de atividades econômicas. B) a alternativa 2 é a que provoca maior emissão de gás carbônico para a atmosfera. C) as alternativas 3 e 4 são as que requerem menor conhecimento tecnológico. D) todas as alternativas requerem trabalho humano para a obtenção de energia. E) todas as alternativas ilustram o consumo direto, pelo ser humano, da energia armazenada na cana.
Todos os processos citados no esquema implicam atividade humana, levando finalmente à obtenção de ener- gia. Resposta: D
A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma di- ferença biológica entre populações negras e brancas e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo pro- cesso histórico que começa com o descobrimento, no século XV, do continente africano e de seus habitantes pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente africano e de seus povos. K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37. Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar que A) a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao descobrimento desse continente. B) a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a desenvolverem esse continente. C) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil. D) a exploração da África decorreu do movimento de expansão européia do início da Idade Moderna. E) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente e a Europa.
O texto discorre sobre a [processo de] ocupação, a colonização e a exploração do continente africano pelos portugueses processo que abriu caminho ao domínio das populações negras por outros povos europeus. Foi no decorrer dele que se formou a referida identidade cultural negra. Resposta: D
▼▼^ Questão 16
(^1 )
(^2 )
3
4
(^4 )
4
3
caldo-de-cana
rapadura
açúcar refinado
transporte/indústria
etanol
alimentos industrializados
▼▼^ Questão 15
Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instru- mentos de produção que os mais toscos e baratos. O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida “civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e “naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. (...) E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma infraestrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e comunicações. Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional. In: I. Sachs; J. Willheim;P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: um século de transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80. Levando-se em consideração as afirmações acima, relativas à estrutura econômica do Brasil por ocasião da independência política (1822), é correto afirmar que o país A) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento alcançado no período colonial. B) extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou a produção no trabalho livre. C) se tornou dependente da economia européia por realizar tardiamente sua industrialização em relação a outros países. D) se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzido no país sem trazer ganhos para a infraes- trutura de serviços urbanos. E) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que investiu capitais em vários setores produtivos.
Após a Independência política, o Brasil conservou a estrutura de produção colonial baseada no Binômio Lati- fúndio-Escravidão; embora livre do Império Português mercantilista, tornou-se dependente do Império Bri- tânico de Comércio Livre. Isso revela como a nossa independência foi limitada. Resposta: C
Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale a opção correta. A) O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas do país. B) O primeiro passo para a abolição da escravatura foi a proibição do uso dos serviços das crianças nascidas em cativeiro. C) Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos cativos mais velhos. D) Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a escravidão no Brasil. E) Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis antiescravidão no Brasil.
A Lei João Alfredo, de 13 de maio de 1888, mais conhecida como “Lei Áurea”, declarou “extinta, a parir desta data, a escravidão no Brasil”. Promulgada pela princesa Isabel, ela tormou ilegal a escravidão e encerrou a Campanha Abolicionista nos momentos finais do Império do Brasil. Resposta: D
Abolição da escravatura
Lei Eusébio de Queirós (fim do tráfico negreiro)
Lei do Ventre Livre (liberdade para os filhos de escravos nascidos a partir dessa data)
Lei dos Sexagenários (liberdade para os escravos maiores de 60 anos)
Lei Áurea (abolição da escravatura)
1850 1871 1885 1888
▼▼^ Questão 18
▼▼^ Questão 17
Acerca da crise política ocorrida em fins da Primeira República, a carta do paulista Mário de Andrade ao mi- neiro Carlos Drummond de Andrade revela A) a simpatia de Drummond pela candidatura Vargas e o desencanto de Mário de Andrade com as composições políticas sustentadas por Vargas. B) a veneração de Drummond e Mário de Andrade ao gaúcho Getúlio Vargas, que se aliou à oligarquia cafeeira de São Paulo. C) a concordância entre Mário de Andrade e Drummond quanto ao caráter inovador de Vargas, que fez uma ampla aliança para derrotar a oligarquia mineira. D) a discordância entre Mário de Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas e o paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais. E) o otimismo de Mário de Andrade em relação a Getúlio Vargas, que se recusara a fazer alianças políticas para vencer as eleições.
Logo no início de sua carta, Mário de Andrade deixa claro que, enquanto Drummond está animado com a candidatura de Vargas (“Achei graça e gozei com seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas...”), ele continua descrente (“...conservo o ceticismo...”). O motivo disso seriam as alianças políticas que sustentariam tal candidatura — a seu ver, duvidosas (“essa candidatura...fica manchada por essas pazes fragílimas...”).
Resposta: A
Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados Unidos da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto Colonial. Em palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens e apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles direitos, derivava dos governados. Esses conceitos revolucionários que ecoavam o Iluminismo foram retomados com maior vigor e amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França. Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar. Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003 (com adaptações).
Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa, assinale a opção correta. A) A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto histórico, mas se baseavam em princípios e ideais opostos. B) O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de independência norte-americana no apoio ao absolutismo esclarecido. C) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconhecimento dos direitos considerados essenciais à dignidade humana. D) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento da independência norte-americana. E) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independências das colônias ibéricas situadas na América.
Tanto a Declaração de Independência das Treze Colônias inglesas da América (1776) quanto a Revolução Francesa (1789) foram movimentos influenciados pelas idéias iluministas, baseadas no racionalismo, nos direi- tos naturais do homem e na crítica aos regimes absolutistas.
Resposta: C
▼▼^ Questão 21
Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo-franceses e israelenses. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe-israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel. Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção americano-soviética impôs o cessar-fogo, concluído em 22 de outubro.
A partir do texto acima, assinale a opção correta. A) A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências européias no Oriente Médio. B) Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória. C) A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel. D) A ação dos governos de Washington e de Moscou foi decisiva para o cessar-fogo que pôs fim ao primeiro conflito árabe-israelense. E) Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU.
O texto do enunciado faz referência às inúmeras etapas do conflito árabe-israelense, desde a criação de um plano para a região da Palestina pela ONU em 1947. A alternativa correta B remete a uma passagem do texto relacionada ao terceiro conflito árabe-israelense — batizado como Guerra dos Seis Dias, em razão da rápida vitória do Estado de Israel.
Resposta: B
Texto para as questões 23 e 24
O Aedes aegypti é vetor transmissor da dengue. Uma pesquisa feita em São Luís-MA, de 2000 a 2002, mapeou os tipos de reservatório onde esse mosquito era encontrado. A tabela abaixo mostra parte dos dados coletados nessa pesquisa.
Caderno Saúde Pública , vol. 20, nº- 5, Rio de Janeiro, out./2004 (com adaptações).
população de A. aegypti tipos de reservatórios 2000 2001 2002 pneu 895 1.658 974 tambor/tanque/depósito de barro 6.855 46.444 32. vaso de planta 456 3.191 1. material de construção/peça de carro 271 436 276 garrafa/lata/plástico 675 2.100 1. poço/cisterna 44 428 275 caixa d’água 248 1.689 1. recipiente natural, armadilha, piscina e outros 615 2.658 1. total 10.059 58.604 38.
▼▼^ Questão 22