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Integrais Impróprias, Notas de estudo de Matemática

Integração imprórpria explicada passo a passo.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 20/07/2010

roberto-mariano-7
roberto-mariano-7 🇧🇷

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bg1
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARA´
IBA
CENTRO DE CIˆ
ENCIAS APLICADAS E EDUCAC¸ ˜
AO
DEPARTAMENTO DE CIˆ
ENCIAS EXATAS
C´
ALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II PER´
IODO: 2007.2
PROFESSOR: GIVALDO DE LIMA
INTEGRAIS IMPR ´
OPRIAS
Chamamos de Integrais Impr´oprias as integrais cujos limites de integra¸ao ao ao umeros reais, ou
cujos integrandos apresentam descontinuidades.
Integrais com Limites de Integra¸ao Infinitos:
Seja fuma fun¸ao real conınua e ao-negativa em um intervalo infinito [a,+),tal que lim
x+
f(x) = 0.
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x=ax=t
y=f(x)
Se t > a, ent˜ao a ´area sob o gr´afico de f, de aat´e t, ser´a dada por:
´
Area = Rt
af(x)dx A(t) = Rt
af(x)dx
Se lim
t+
A(t) existe, ent˜ao a ´area da regi˜ao sob o gr´afico de fser´a dada por R+
af(x)dx .
Se lim
t+
A(t) = +,ao podemos atribuir uma ´area a essa regi˜ao.
Em resumo, temos que:
Se f´e cont´ınua em [a, +),ent˜ao R+
af(x)dx = lim
t+Zt
a
f(x)dx , desde que o limite exista.
Se f´e cont´ınua em (−∞, a],ent˜ao Ra
−∞ f(x)dx = lim
t→−∞ Za
t
f(x)dx , desde que o limite exista.
Exemplos: Determine se a integral converge ou diverge:
a) R+
1
dx
x3
Sabemos que R+
1
dx
x3= lim
t+Zt
1
x3dx = lim
t+
(x2
2)
t
1= lim
t+
[1
2t2+1
2] = 1
2.Portanto, a integral
converge para 1
2.
b) R+
0
dx
1+x2
Temos que R+
0
dx
1+x2= lim
t+Zt
0
dx
1 + x2= lim
t+
(arctan x)
t
0= lim
t+
(arctan tarctan 0) =
= lim
t+
(arctan t) = π
2.Portanto, a integral converge para π
2.
1
pf3

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARA

IBA

CENTRO DE CI

ENCIAS APLICADAS E EDUCAC¸

AO

DEPARTAMENTO DE CI

ENCIAS EXATAS

C

ALCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL II PER

IODO: 2007.

PROFESSOR: GIVALDO DE LIMA

INTEGRAIS IMPR ´OPRIAS

Chamamos de Integrais Impr´oprias as integrais cujos limites de integra¸c˜ao n˜ao s˜ao n´umeros reais, ou

cujos integrandos apresentam descontinuidades.

Integrais com Limites de Integra¸c˜ao Infinitos:

Seja f uma fun¸c˜ao real cont´ınua e n˜ao-negativa em um intervalo infinito [a, +∞), tal que lim

x→+∞

f (x) = 0.

x = a

x = t

y = f (x)

• Se t > a, ent˜ao a ´area sob o gr´afico de f, de a at´e t, ser´a dada por:

Area =

t

a

f (x)dx ⇒ A(t) =

t

a

f (x)dx

• Se lim

t→+∞

A(t) existe, ent˜ao a ´area da regi˜ao sob o gr´afico de f ser´a dada por

a

f (x)dx.

• Se lim

t→+∞

A(t) = +∞, n˜ao podemos atribuir uma ´area a essa regi˜ao.

Em resumo, temos que:

• Se f ´e cont´ınua em [a, +∞), ent˜ao

a

f (x)dx = lim

t→+∞

t

a

f (x)dx , desde que o limite exista.

• Se f ´e cont´ınua em (−∞, a], ent˜ao

a

f (x)dx = lim

t→−∞

a

t

f (x)dx , desde que o limite exista.

Exemplos: Determine se a integral converge ou diverge:

a)

dx

x

Sabemos que

dx

x

= lim

t→+∞

t

x

dx = lim

t→+∞

x

t

= lim

t→+∞

[

2 t

] =

. Portanto, a integral

converge para

b)

dx

1+x

Temos que

dx

1+x

= lim

t→+∞

t

dx

1 + x

= lim

t→+∞

(arctan x)

t

= lim

t→+∞

(arctan t − arctan 0) =

= lim

t→+∞

(arctan t) =

. Portanto, a integral converge para

c)

e

−x

dx

Temos que

e

−x

dx = lim

t→−∞

t

e

−x

dx = lim

t→−∞

e

−x

t

= lim

t→−∞

(−e

−x

) = lim

t→−∞

(−e

+ e

−t

lim

t→−∞

e

t

) = +∞. Portanto, a integral ´e divergente.

d)

5 − 2 x

dx

Temos que

5 − 2 x

dx = lim

t→−∞

t

5 − 2 x

dx. Fazendo a mudan¸ca de vari´avel u = 5 − 2 x ⇒ du =

− 2 dx, temos que

5 − 2 x

dx = lim

t→−∞

5 − 2 t

u

−du

. lim

t→−∞

5 − 2 t

du

u

. lim

t→−∞

(ln |u|)

5 − 2 t

. lim

t→−∞

[ln 1 − ln | 5 − 2 t|] =

. lim

t→−∞

[0 − ln | 5 − 2 t|] = +∞. Portanto, a integral diverge.

Observa¸c˜ao: Seja f uma fun¸c˜ao real cont´ınua para todo x. Se a ´e um n´umero real arbitr´ario, ent˜ao:

f (x)dx =

a

f (x)dx +

a

f (x)dx, desde que as integrais impr´oprias `a direita sejam convergentes.

Exemplo: Determine se a integral

dx

1+x

converge ou diverge:

Temos que

dx

1+x

dx

1+x

dx

1+x

= A + B, onde:

A =

dx

1+x

= lim

t→−∞

t

dx

1 + x

= lim

t→−∞

(arctan x)

t

= lim

t→−∞

(arctan 0 − arctan t) =

. De modo an´alogo,

temos que B =

dx

1+x

. Portanto, segue que

dx

1+x

= π. Logo a integral converge para π.

EXERC´ICIO: Calcule as seguintes integrais:

a)

dx

x

− 3 x+

Resposta: ln 2

b)

xdx

1+x

Resposta:

c)

x.e

−x

dx Resposta: 0

Integrais com Integrandos Descont´ınuos:

J´a sabemos que se f ´e cont´ınua em um intervalo [a, b], ent˜ao a integral definida

b

a

f (x)dx existe. Por´em, se

f tem uma descontinuidade infinita em algum n´umero do intervalo, ainda assim ser´a eventualmente poss´ıvel

atribuir um valor `a integral.

• Suponha que f seja cont´ınua e n˜ao-negativa no intervalo [a, b) e que lim

x→b

f (x) = ∞ (descont´ınua em

b). Ent˜ao:

b

a

f (x)dx = lim

t→b

t

a

f (x)dx , desde que o limite exista.

• Suponha que f seja cont´ınua e n˜ao-negativa no intervalo (a, b] e que lim

x→a

f (x) = ∞ (descont´ınua em

a). Ent˜ao:

b

a

f (x)dx = lim

t→a

b

t

f (x)dx , desde que o limite exista.

• Se f ´e n˜ao- negativa e tem uma descontinuidade em um n´umero c do intervalo (a, b), e ´e cont´ınua em

qualquer outro ponto de [a, b], ent˜ao:

b

a

f (x)dx =

c

a

f (x)dx +

b

c

f (x)dx , desde que as integrais `a

direita sejam convergentes.