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LibreOffice Magazine 10, Notas de estudo de Informática

Décima Edição da Revista LibreOffice Magazine - LibreOffice nas Universidades (UFRJ e Arapoti)

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 02/11/2016

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klaibson-natal-ribeiro-borges-11 🇧🇷

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Editorial Editorial

Portas se abrindo para o LibreOffice Um fato muito importante para o LibreOffice! Ele está sendo levado para dentro de universidades por pessoas que conhecem e reconhecem a capacidade da suíte de escritórios. E está encontrando a porta aberta para se instalar. Os autores, Emerson Luiz Florentino Borges e Walter Martins Junior, cada um em um artigo, nos contam de que forma as coisas aconteceram para o LibreOffice entrar pelas portas da UFRJ e Faculdade Arapoti, respectivamente. E, também, uma escola estadual em Volta Redonda em que os alunos foram instigados a aprender elaborar um orçamento doméstico utilizando o LibreOffice Calc. E sobre as dicas e tutorias do LibreOffice temos artigos falando como automatizar ações através de macros, criação de formulários, inclusive em PDF preenchível, preenchimento de várias planilha em uma só “tacada”, criar um mecanismo de pesquisa em uma planilha “grandona”, um artigo sobre a utilização da extensão Solver em uma planilha para “cientistas” de plantão. Sobre manter a interoperabilidade dos documentos, há um artigo que aborda quais as regras a serem alcançadas para libertá-los. Sobre a Itaipu Binacional temos dois artigos que elencam a importância do Software Livre para o desenvolvimento de ações como a preservação do período de desova dos peixes no rio Paraná – conhecido como “Piracema” e sobre o CELTAB cuja meta é fomentar, colaborar e oferecer soluções em Software Livre para as comunidades. E também há artigos sobre o Gambas, o Krita e o Plone e sobre o Marco Civil da internet. Ufa! Pela quantidade de páginas dessa edição, tem-se a ideia de que muitas pessoas estão lendo nossa revista. E também autores de artigos, extremamente competentes, estão colaborando com a revista para compartilhar seus conhecimentos sobre o mundo do Software Livre e do LibreOffice. Obrigada a todos que colaboraram com essa edição. Vera Cavalcante Editores Eliane Domingos de Sousa Vera Cavalcante Redatores André Antunes David Jourdain Denis Dobbin Deyson Thome Emerson Luiz F. Borges Giany Abreu Gustavo Valiati Italo Vignoli Jackson Laskoski João Alberto Garcia Klaibson Ribeiro Mauro Duarte Rodolfo Avelino Rodolfo Marcondes S. Souza Rogério da Costa D. Luiz Thiago Bitencourt Walter Martins Júnior Tradutores Daniel Rodriguez Olivier Hallot Viviane Nonato Revisão Douglas Braga Silva Olnei Augusto Araujo Vera Cavalcante Diagramação Eliane Domingos de Sousa Vera Cavalcante Capa Leandro Ferra - (Quadro- chave Produções Livres) Contato [email protected] Redação [email protected] A revista LibreOffice Magazine é desenvolvida somente com ferramentas livres. Programas usados: LibreOffice Draw, Inkscape e Gimp.

LibreOffice Magazine | Abril 2014 5 O projeto O Projeto de Adaptação ao Software Livre – PASOL, visa promover a adaptação dos servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, na utilização do Software Livre. Como surgiu o projeto A UFRJ conta com cerca de 9 mil servidores e aproximadamente 4 mil docentes distribuídos em 81 unidades localizadas dentro da Cidade Universitária (Ilha do Fundão), em outros bairros da cidade do Rio de Janeiro e nos Campi localizados nos municípios de Duque de Caxias (Xerém) e Macaé. Algumas dessas unidades já utilizam o LibreOffice e outras estão em processo de migração. Dentre essas unidades destaco o Campus UFRJ-Macaé, onde desde de 2010 desempenho a função de Técnico de TI. Durante os atendimentos como suporte técnico de TI sanava dúvidas dos servidores em relação aos recursos do LibreOffice. Esses atendimentos eram acompanhados de muitas contestações quanto à adoção do LibreOffice, e consequentemente reclamações referentes à execução dos recursos no LibreOffice, principalmente do Writer. Porém, quando explicava como os recursos deveriam ser executados, sempre ouvia: “Ah é simples, parece com Word!”.

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Crédito: Veja Rio Por Emerson Luiz Florentino Borges PASOL -Projeto de Adaptação PASOL -Projeto de Adaptação ao Software Livre na UFRJ ao Software Livre na UFRJ

LibreOffice Magazine | Abril 2014 7 Com a execução da quarta edição, o projeto passa a contabilizar a participação de 440 servidores lotados em aproximadamente 35 unidades. Estratégia de expansão do projeto Para expandir o projeto e disseminar a cultura do Software Livre dentro da universidade temos selecionado servidores lotados em diferentes unidades/centros, que concluíram o curso, para desempenhar a função de tutor. Desta forma o próprio tutor divulga o projeto dentro da sua unidade. Uma outra estratégia foi selecionar servidores de diversas cargos, como Assistentes Administrativos, Bibliotecários, Técnicos e Analistas de TI, entre outros. Essa estratégia foi usada para desmistificar o LibreOffice e o Software Livre, mostrando que não são usados somente por profissionais de TI. Os servidores selecionados além de conhecerem o projeto, pois foram alunos, passam pelo Curso de Formação de Tutores em EaD promovido pela Pró-reitoria de Pessoal da UFRJ. E assim, mesmo com a expansão, a qualidade dos cursos permanece garantida. O Curso Identificação : LibreOffice e Mozilla Firefox Modalidade : EaD Carga Horári a: 120 horas Encontros : Dois encontros presenciais obrigatórios (aula inaugural e avaliação presencial) Atividades : O curso baseia-se em quatro atividades: acesso ao material didático, participação nos fóruns, envio de tarefa realizada offline e resolução de questionários online. Material Didático : Os conteúdos dos módulos são disponibilizados sob forma de apostilas em formato PDF ou através de links direcionados para artigos e vídeos na internet. A avaliação é feita a cada semana de atividade com a participação nos fóruns ou a realização de tarefas offline e enviadas através do Ambiente Virtual. Esse processo de avaliação se complementa com uma avaliação presencial ao final do curso. Objetivos : conhecer o padrão aberto de documentos editáveis de escritório (ODF); conhecer e entender a proposta do software livre; usar e configurar o navegador Mozilla Firefox; criar, formatar, salvar documentos com recursos adicionais, utilizando o editor de textos LibreOffice Writer, criar, formatar,

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LibreOffice Magazine | Abril 2014 8 salvar planilhas e criar gráficos, utilizando a planilha eletrônica LibreOffice Calc; criar, formatar e salvar apresentações de slides, utilizando o LibreOffice Impress. Metodologia : Com uma abordagem prática o curso é ministrado no Ambiente Moodle, em um formato semanal, com atividades que se iniciam na quarta-feira e terminam na terça-feira seguinte. Em cada aula é disponibilizado um material didático (formato PDF), onde o aluno encontra instruções que deverão ser executadas no software referente ao módulo que está cursando, ou ainda, através de links direcionados para textos e vídeos na internet, com o objetivo de complementar o material didático. Os Fóruns são usados como meio de interação entre aluno e tutor. É através dos fóruns que os alunos compartilham suas dúvidas em relação ao conteúdo do material didático, bem como da realização das tarefas a serem enviadas e, também, sobre as experiências realizadas no ambiente de trabalho. Com essas ações cada aluno pode participar da produção do conhecimento do grupo. Para cada aula é disponibilizado um questionário de sentenças objetivas, com o intuito de solidificar o conhecimento obtido e preparar o aluno para a avaliação presencial. Resultados Obtidos Durante a primeira edição, o projeto foi submetido ao “II Encontro Nacional de Desenvolvimento de Pessoas”, promovido pela Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Em um universo de 54 instituições federais, foi selecionado entre os 8 projetos para uma apresentação oral em Brasília, no dia 18 de novembro de 2011. Em 2013, o PASOL participou com uma apresentação no “I Seminário de Integração das(os) Técnico- administrativos em Educação da UFRJ”, que ocorreu no período de 27 a 30 de agosto de 2013 no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da UFRJ – Ilha do Fundão – RJ. Em maio deste ano, o PASOL apresentara uma palestra no FISL - Fórum Internacional do Software Livre em sua décima quinta edição, que ocorrerá no período 7 a 10 de maio de 2014 na PUCRS em Porto Alegre/RS.

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LibreOffice Magazine | Abril 2014 10 Esse projeto vem garantindo e melhorando o processo de ensino/aprendizagem do servidor da UFRJ de todos os campi. O resultado esperado é que esse processo resulte na melhoria da qualidade dos documentos, planilhas e apresentações criadas pelos servidores que utilizam o software livre. Além dos objetivos principais, outros objetivos foram alcançados. Um deles foi a adaptação do servidor à sociedade informacional e comunicacional em que vivemos. Muitos servidores sequer haviam feito curso de informática e a maioria deles era a primeira experiência em curso a distância. Um outro benefício foi trazer de volta aos servidores a autoconfiança no uso dos softwares e da Internet, pois muitos deles foram “aprendendo” com dicas de companheiros de trabalho e, em muitos casos, sem informações importantes que facilitassem o uso destes softwares.

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Emerson Luiz Florentino Borges - Especialista em Implantação e Gestão de EaD; Técnico de TI atuando na Divisão de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Campus Macaé; Idealizador e Coordenador do Projeto de Adaptação ao Software Livre (Mozilla Firefox e LibreOffice em EaD); Tutor presencial de Informática Básica (Ubuntu e LibreOffice) para os cursos de graduação do Consórcio CEDERJ (Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro) no Polo Macaé.

LibreOffice Magazine | Abril 2014 13 Em 2009, já na Coordenação do Curso de Administração de minha faculdade, quando revisava documentos do curso, surgiu a ideia de salvar os arquivos no formato aberto de documentos – ODT; de início eu tinha tudo “duplicado” em minha máquina. Por exemplo tinha um documento .doc e um .odt. Começava neste momento o processo de mudança, apesar de eu ainda não saber. Na Coordenação do Curso de Administração, constatei que o preenchimento manual do Diário de Classe, tomava um tempo precioso do professor. Então utilizando o Calc - a planilha eletrônica do pacote LibreOffice, desenvolvi, com a ajuda dos professores Rodolfo e Ronaldo, uma planilha para o preenchimento do Diário de Classe, que utilizei como “piloto” nas minhas disciplinas. Porém ainda tinha que preencher a mão o Diário de Classe. No semestre de 2010-1, fizemos os ajustes necessário e disponibilizamos, com o aval da direção, para todos os professores do Curso de Administração a planilha para o preenchimento do Diário de Classe. Utilizei esse “marco” em conjunto com a norma da ABNT NBR ISO/IEC 26300:2008, para atualizar o Manual de Normas para Trabalhos Acadêmicos do Curso de Administração, já no formato “open document”. Para que os alunos pudessem “utilizar” o Manual de maneira completa, seria necessário que os mesmos tivessem em suas máquinas o mesmo pacote de escritório com o qual o Manual foi elaborado, a fim de evitar problemas de desconfigurações, ou seja o LibreOffice. Neste momento começou um trabalho de conscientização sobre a importância e benefícios que o código aberto traz para os seus usuários. A aceitação por parte dos alunos foi bem tranquila, com alguns casos isolados. Já no semestre seguinte, 2010-2, a Coordenação do Curso de Administração estabeleceu que os Trabalhos de Conclusão de Curso e os Trabalhos de Planos de Negócios, ambos obrigatórios para a conclusão do curso, passariam a ser aceitos somente no formato ODT. Nesse momento a resistência já era menor e a decisão foi bem acatada pela comunidade acadêmica.

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LibreOffice Magazine | Abril 2014 14 Porém, a implantação do LibreOffice estava acontecendo apenas no Curso de Administração. Em conversa com a Coordenadora do Curso de Pedagogia, Reulcinéia Isabel Prestes, estabeleceu-se que o LibreOffice seria usado em ambos os Cursos. A comunidade acadêmica, professores e alunos já estavam utilizando o LibreOffice, no blog do Curso de Administração, www.faculdaderapoti.com.br/blogadm. E a cada início de semestre é disponibilizada a versão a ser utilizada por todos. Faltava ainda a migração da área administrativa da Faculdade. Em conversa com o Diretor José Carlos de Carvalho, foram discutidas as vantagens da migração para o pacote de escritório LibreOffice. O que foi normatizado por meio de portaria em

  1. Enfim, hoje o LibreOffice é o pacote de escritório utilizado em toda a Faculdade Arapoti. A migração dos documentos administrativos para o “novo” pacote está acontecendo com o auxílio do “Guia ODF – Documento de referência de migração para formatos abertos” da Secretaria de Governo de Tecnologia da Informação e Telecomunicações do Governo do Rio Grande do Sul. É um material muito rico, onde estão todas as principais funcionalidades do LibreOffice. Existe todo um planejamento, explicado em detalhes, bem como instruções para a execução do mesmo. A Faculdade Arapoti está feliz com os resultados alcançados até o momento com a suíte de escritório LibreOffice. Após o término da migração da área administrativa, planejaremos a migração do nosso laboratório de informática para software livre, talvez utilizando a distribuição Edubuntu ou o Linux Educacional.

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Walter Martins Júnior - Atualmente matriculado no Programa de Pós-Graduação (Mestrado) de Engenharia da Produção, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR. Especialista em Gestão Industrial: Produção e Manutenção pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR. Graduado em Administração pela Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. Atualmente é Coordenador do Curso de Administração e professor titular da Associação de Ensino Superior de Arapoti SC C Ltda. Tem experiência na área de Administração.

LibreOffice Magazine | Abril 2014 16 Interoperabilidade e Liberdade de Documentos A grande maioria dos usuários de computadores pessoais nunca foi instruída para pensar em termos de interoperabilidade, pois isso seria o túmulo das suítes de escritórios proprietárias para desktop. Se os usuários fossem livres para escolher a melhor ferramenta para suas necessidades, sabendo que a interoperabilidade estava garantida por um autêntico padrão aberto de documento como o ODF, baseando-se na razão, preço e desempenho, as suítes de escritório proprietárias jamais teriam conseguido o sufocante domínio do mercado. Num mundo de padrões abertos, teríamos um mercado composto de várias suítes de escritório, onde a concorrência fomentaria naturalmente o processo de inovação, na base da utilidade dos recursos e não com base em estratégias de aprisionamento via pseudopadrões proprietários de documentos, fontes proprietárias e recursos obscuros do sistema operacional. Por Italo Vignoli | Tradução: Olivier Hallot

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Regras de Interoperabilidade

para alcançar a liberdade

de Documentos

LibreOffice Magazine | Abril 2014 17 Efetivamente, quando a interoperabilidade de documentos era feita no intercambio de documentos impressos, haviam um leque muito mais variado de produtos e uma aguerrida concorrência no mercado em várias regiões do mundo. Por exemplo, WordPerfect e Lotus 123 foram os líderes no mercado norte-americano para editores de texto e planilhas. Com o crescimento dos ambientes de desktop gráficos e a oportunidade de intercambiar documentos na forma digital, os usuários das suítes de escritório foram “gentilmente” encaminhados numa só direção, resultando que, em menos de uma década, esta estratégia sutil produziu para o mundo uma suíte de escritório única, dominante e proprietária e com seu formato de documento igualmente proprietário. Por sorte, o OpenOffice.org da SUN e seu sucessor independente LibreOffice – administrado pela The Document Foundation – conseguiu criar uma brecha neste mercado fornecendo um nível superior de compatibilidade com os formatos de documentos mais populares. Permitiu assim um aumento no número de grandes organizações migrando para suítes de escritório livres. Entre elas só para dar exemplos: ● (^) o Governo da França com mais de 500.000 computadores, ● (^) a Comunitat Valenciana com 120.000 computadores, ● (^) o ministério da defesa da Holanda com 45.000 computadores, e ● (^) os hospitais de Copenhague com 25.000 computadores. Por outro lado, isso forçou os fabricantes de suítes de escritório proprietárias a desenvolver métodos e tecnologias para dificultar o trabalho com as suítes de escritório livres. Nenhuma dessas tecnologias foi concebida para criar recursos ou melhorar a vida do usuário. Todos esses métodos e tecnologias foram inseridos ao longo do tempo dentro das suítes proprietárias: uma interface “ribbon”, fontes proprietárias e um pseudopadrão de documentos.

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LibreOffice Magazine | Abril 2014 19 Interoperabilidade em Quatro Etapas Para conseguir a liberdade de documentos, devemos saber como produzir um documento interoperável. Infelizmente, significa que temos de rever a maioria de nossos hábitos de edição, e começar a pensar sobre vários detalhes que fazem a diferença: a suíte de escritório, os formatos de documentos e as fontes usadas. No final, concluiremos que se começarmos a pensar na interoperabilidade ao criarmos um documento, poderemos intercambiá-los de forma transparente com qualquer usuário. Use o LibreOffice Hoje o LibreOffice é a melhor opção disponível para uma verdadeira liberdade de documentos, pois é a única suíte de escritório independente da influência externa. De fato, as outras suítes de escritório, mesmo de código fonte aberto, estão sob a tutela de outro projeto de software livre ou de uma grande empresa. O LibreOffice é desenvolvido por uma das maiores comunidades de software livre do mundo, sob o guarda-chuva da The Document Foundation. A TDF é sediada na Alemanha, é independente, sem fins lucrativos – apoiada por governos, empresas privadas e pequenas empresas de software – e supervisiona e coordena as atividades relacionadas ao LibreOffice. O LibreOffice é lançado sob licença copyleft: um ativo essencial do software. Licenças copyleft oferecem várias vantagens sobre as licenças aprovadas pela OSI, pois criam um ambiente onde os desenvolvedores de grandes empresas e voluntários podem colaborar, sem o risco de ver suas contribuições utilizadas para criar pacotes de softwares fechados e proprietários.

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LibreOffice Magazine | Abril 2014 20 Graças aos efeitos positivos da licença copyleft, a comunidade hacker do LibreOffice cresceu firmemente e, mesmo composta em sua maioria de voluntários, é comparável em tamanho aos maiores projetos de software livre. Isto permite salvaguardar a independência e o futuro do LibreOffice como suíte livre de escritório capaz de concorrer com as ofertas proprietárias. Use o padrão ODF O ODF é a abreviação de Open Document Format para aplicativos de escritório, também conhecido por OpenDocument. É um formato de arquivo em XML para documentos desenvolvido com o objetivo de fornecer um padrão para suítes de escritório. O ODF foi desenvolvido por um comitê técnico do consórcio industrial Organization for the Advancement of Structured Information Standards - OASIS, partindo das especificações da Sun para o OpenOffice XML, o padrão de arquivos utilizado pelo ancestral do LibreOffice. Em 2006, após um longo processo de revisão, o ODF foi aprovado como padrão ISO/IEC, sob o nome ISO/IEC 26300:2006. O ODF é reconhecido e suportado como padrão de documentos por vários governos, empresas, organizações e produtos de software. Por exemplo, a OTAN com seus 26 membros utiliza o ODF como padrão de documentos. O ODF é o formato nativo do LibreOffice, e de várias suítes de escritório e aplicações: AbiWord, Apache OpenOffice, Calligra, GNUmeric e NeoOffice. Além disso, o ODF é suportado pelas suítes de escritório e aplicações proprietárias. Um padrão aberto para documentos de escritório representa uma melhoria dramática sobre o legado dos formatos proprietários ou pseudopadrões.

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