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LibreOffice Magazine: Utilizando o LibreOffice em Escritórios de Advocacia, Notas de estudo de Informática

A revista libreoffice magazine apresenta artigos sobre o uso do libreoffice em escritórios de advocacia. O documento discute as vantagens de utilizar o libreoffice para conversão de arquivos com formatos proprietários, suporte legal para petições eletrônicas, e a importação de arquivos svg no libreoffice draw. Além disso, há dicas e tutorials sobre como fazer diferentes coisas com o software.

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 02/11/2016

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klaibson-natal-ribeiro-borges-11 🇧🇷

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Baixe LibreOffice Magazine: Utilizando o LibreOffice em Escritórios de Advocacia e outras Notas de estudo em PDF para Informática, somente na Docsity!

EDITORES Eliane Domingos de Sousa Vera Cavalcante REDATORES Danilo Martinez Praxedes Eliane Domingos de Sousa Emanuel Negromonte Fábio de Salles Guilherme Razgriz Gustavo Martinelli Klaibson Ribeiro Miguel Angel H Pedreño Vera Cavalcante REVISÃO Olnei Augusto Araújo Vera Cavalcante DIAGRAMAÇÃO Eliane Domingos de Sousa Vera Cavalcante CAPA Leandro Ferra - (Quadro- chave Produções Livres) CONTATO [email protected] REDAÇÃO [email protected] A revista LibreOffice Magazine é desenvolvida somente com ferramentas livres. Programas usados: LibreOffice Draw, Inkscape e Gimp. O conteúdo assinado e as imagens que o integram, são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores. Não representam necessariamente a opinião da LibreOffice Magazine e de seus responsáveis. Todos os direitos sobre as imagens são reservados a seus respectivos proprietários. Conhecimento dado é conhecimento dobrado Conhecimento é um dos “artigos” que sempre estarão em ascensão ou crescendo indiscriminadamente no mundo. E isso é muito bom! Para cada descoberta divulgada, mais pessoas se agregam para melhorar o que existe. Assim também é o mundo do software livre. Um melhora, outro divulga, outro acrescenta. E a roda vai girando. E isso é importante, pois é um premio para quem deve ser premiado: o usuário. Ele tem a sua disposição, aplicativos de qualidade, desenvolvidos por voluntários e empresas ao redor do mundo, que lhes repassam sem custos e com a certeza de que sempre será melhorado. O LibreOffice é um desses aplicativos, desenvolvido por voluntários e diversas empresas, e que também tem, um outro grupo imenso, que divulga, ajuda na tradução para seu país, ajuda no controle de qualidade, aponta erros e sugere melhorias. E todas essas atividades, se juntam e somam conhecimento. Estou chamando a atenção para aqueles que podem dividir o seu conhecimento, escrevendo artigos, dicas e tutorias sobre o LibreOffice e softwares livres em geral, para a nossa revista. Estamos sentindo falta de vocês. Nessa edição há muitas dicas sobre LibreOffice. E o artigo que concorda que o LibreOffice pode ser usado, definitivamente, em escritórios de advocacia. Essa é a opinião de Gustavo Martinelli que assina o artigo. E Fábio de Salles, conta como penou para conseguir elaborar seu livro e foi salvo pelos aplicativos de código aberto. Klaibson Ribeiro fala sobre Interoperabilidade entre padrões abertos de documentos e Danilo Martinez Praxedes escreve um tutorial sobre alguns comandos importantes para um administrador de redes. E um texto de Emanuel Negromonte, falando de sua posição em relação a utilização das diversas distribuições Linux. Mais uma vez, convido a todos para colaborar com textos para a revista. Você, com certeza, ganhará algo mais, bom e melhor.

editorialeditorial

Agradecemos a todos que colaboraram com essa edição. Vera Cavalcante

Meu contato com a informática ocorreu há muito tempo durante a minha infância, quando ganhei um MSX, da Gradiente, e tinha que executar algumas linhas de Basic para rodar os jogos que eu queria. Lembro-me muito bem da interface e dos disquetes 5¼ que eu possuía. Por esse motivo, decidi trilhar o caminho da tecnologia e me graduei em Ciência da Computação. Foi durante esse curso, que tive meu primeiro contato com o software livre. Ocorre que, naquela época, o Linux era uma das únicas ferramentas oriundas dessa filosofia. Instalávamos o Linux e ficávamos olhando para a tela do computador com o cursor piscando. É inevitável dizer que, com a explosão da Internet, tornando-se mais acessível, várias ferramentas livres ficaram ao alcance dos internautas. A partir desse momento, foi possível explorar o software livre como uma verdadeira opção ao software proprietário. Entretanto, ainda assim, sentia que faltava um caráter mais profissional, pois muitas empresas insistiam em não utilizar aquele modelo por não haver o suporte apropriado ou mão de obra disponível caso ocorresse algum problema. Por Gustavo Martinelli

LibreOffice em LibreOffice em

escritórios de advocacia escritórios de advocacia

Há que se mencionar, ainda, a parte de extensões do LibreOffice. Uma funcionalidade indisponível em todos os softwares proprietários do ramo. Dentre as extensões úteis para o Advogado, destacam-se o Writer2ePub, que transforma conteúdo em ePub, possibilitando sua utilização em leitores de ebooks, que também estão disponíveis em tablets e smartfones ; o MultiSave, que salva, num único clique, o mesmo arquivo em vários formatos, o que otimiza o compartilhamento de documentos com o cliente. Além disso, existe outra extensão, que é a AddPics, que cria documentos de texto a partir de páginas escaneadas. Nota-se assim, que o LibreOffice atende e supera as expectativas de um Advogado. Entretanto, o ponto crítico não é a aplicação em si, mas o aprendizado e a migração entre esses programas. Todavia, o funcionamento consiste na existência das mesmas funcionalidades, bastando algum tempo de uso para se acostumar com as telas do LibreOffice. Além disso, utilizar o LibreOffice implicou também na redução do custo total de propriedade, economizando-se com licenças de software, pois o Advogado não pode correr o risco de utilizar software pirata se a essência de seu trabalho se localiza na criação de documentos. Esse ponto põe em risco o próprio sigilo profissional que lhe é imposto por lei. Salienta-se, novamente, o suporte nativo para o formato PDF, que traz a sua aplicação ao Processo Judicial Eletrônico, uma vez que, existem certas especificidades cobertas por ele, como a geração do formato PDF/A, exigido pelo Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho.

Agora, diferente das petições impressas, que independem do aplicativo que as gerou, a escolha do Editor de textos se torna estratégica, pois deve ser capaz de atender a exigências legais de peticionamento eletrônico, o que o LibreOffice vem fazendo perfeitamente. De igual modo, não é aconselhável que um Advogado possua um serviço de aplicativos de escritório que seja armazenado em nuvem. Novamente, o sigilo profissional deve ser mantido, mas se os documentos são armazenados em uma nuvem de terceiros, e, muitas vezes, num serviço prestado gratuitamente, como garantir esse sigilo? Uma solução é utilizar o LibreOffice com o ownCloud, que é uma Nuvem Privada. Em nosso escritório, temos instalado o ownCloud com criptografia e navegação através do protocolo HTTPS, por exemplo. Após um período curto de adaptação, atualmente, não é sentida nenhuma necessidade de utilização de software proprietário. Embora não existam programas de acompanhamento de processo desenvolvidos como software livres, basta que seja escolhido algum de plataforma Web, descartando qualquer instalação na máquina cliente. Portanto, é possível que um escritório de advocacia funcione 100% em Software Livre. Contudo, sobreleva ressaltar que o LibreOffice foi o grande precursor e fomentador dessa estratégia, sendo, sem dúvida, além de uma suíte de aplicativos confiável, um excelente case de sucesso. Gustavo Martinelli - Professor, Mestrando em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV. Pós-graduando em Direito Digital. Graduado em Direito e Ciências da Computação. Exerce a Advocacia há 5 anos nas áreas: Digital, Consumidor, Cível e Trabalhista. Atuou durante 15 anos na área de Tecnologia da Informação com foco em gerenciamento eletrônico de documentos. Membro do Grupo de Pesquisa – Justiça e Direito Eletrônicos – GEDEL. Coautor dos livros Marco Civil da Internet pela Ed. Atlas e Processo Judicial Eletrônico pelo Conselho Federal da OAB. Instrutor da Escola Superior de Advocacia – ESA da OAB/ES para o Curso de Peticionamento Eletrônico.

Como se pode notar a interface é extremamente amigável e convidativa. Do lado esquerdo temos por padrão as páginas que compõem o projeto, no centro temos a página padrão aberta onde criaremos o nosso pequeno projeto. Na parte inferior da interface temos diversas bibliotecas de formas vetoriais possibilitando a criação de desenhos variados mesmo por aqueles que dizem não ter a menor aptidão para a tarefa. Essas bibliotecas serão hoje, a nossa matéria- prima. Quando criamos para impressão 3D certos itens podem ser ignorados, como, por exemplo, configurar a página para algum tamanho de papel. Então, vamos direto ao ponto.

Não se acanhe! Deixe a sua criatividade viajar! O LibreOffice Draw por padrão aceita a importação de arquivos svg do qual já falei na Edição 13 da LibreOffice Magazine. Esta extensão é padrão do excelente Inkscape. Basta arrastar e soltar o arquivo para dentro do projeto. Para impressão 3D o ideal é trabalhar com formas lisas e retas uma vez que o arquivo estará inicialmente “achatado”. Quando vir algo de que goste basta clicar sob a forma desejada e na folha aberta arrastar o mouse criando assim o objeto!

Dê um nome fácil ao arquivo para achá-lo mais rapidamente e selecione, em Tipo de arquivo , a extensão sgv. Feito isso, vamos abrir o Blender. Calma! O Blender não morde! Ele é necessário para que se possa “extrudir” o projeto dando ao mesmo volume pois, o arquivo já estará em 3D quando o importarmos. Comece selecionando o cubo da cena 3D com o botão direito do mouse e o delete. Para tal, utilize a tecla Delete do seu teclado.

Agora importe o vetor para o Blender.

Agora é preciso converter o vetor em malha, porque o arquivo vetorial não é legível pelo software final que o prepara para impressão. E, por fim, é hora de gerar o arquivo stl. Este é o arquivo 3D pronto parar ser “fatiado” para impressão. Fatiado? Sim! As impressoras 3D mais comuns imprimem por camadas, ou seja, o objeto é literalmente fatiado em milhares de camadas que são impressas, uma por vez, a fim de que o objeto seja materializado na sua frente.

Agora escolha o seu software favorito para executar o fatiamento do arquivo. Basta imprimir.

Mas eu não tenho impressora 3D! Não sei usar. E agora? Agora você pode aprender comigo nos próximos artigos aqui na revista. Sem modelar você já sabe como criar. Até o próximo artigo. Guilherme Razgriz - Foi mantenedor da comunidade Brasileira do Gimp de 2009 a 2012 e hoje roda o Brasil ministrando palestras e cursos sobre computação gráfica livre sendo ainda dono da Cria Livre, a primeira escola de computação gráfica livre do Brasil.

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Os servidores da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” Douglas Vigliazzi e Valdir Barbosa, membros do Fórum de Software Livre da Unesp, da Comunidade LibreOffice Brasil e da The Document Foundation, participaram de dois eventos acontecidos no nordeste brasileiro: O Congresso de Software Livre do Nordeste - Consoline é um congresso para discussão de Tecnologias Livres, com proposta de mostrar soluções, aplicativos, serviços e cases de sucessos. Aconteceu em Recife/PE no dia 25 de abril. A Exposição Tecnológica - Expotec 2015 - na cidade de João Pessoa capital da Paraíba entre os dias 27 a 30 de Maio. Realizadas 12 oficinas de games e robótica, além de duas maratonas, de programação e desenvolvimento, e o Game Jam, desenvolvimento de jogos e 161 especialistas deram palestras, wokshops e minicursos

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