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Nona Edição da Revista LibreOffice Magazine - LibreOffice 4.2
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!

















































































EDITORES Eliane Domingos de Sousa Vera Cavalcante REDATORES Barbara Samel R. Tostes Camila da Silva Oliveira Claudionei de Aguiar Carlos Karnas Douglas Braga Silva Eliane Domingos de Sousa Ítalo Vignoli João Dinaldo Kzam Gama Júlio Neves Klaibson Ribeiro Rodolfo Avelino Rogério Alves Valson da Silva Pereira TRADUÇÃO David Jourdain João Mac-Cormik Olivier Hallot REVISÃO Douglas Braga Silva Vera Cavalcante DIAGRAMAÇÃO Eliane Domingos de Sousa Vera Cavalcante CAPA Leandro Ferra - (Quadro- chave Produções Livres) CONTATO [email protected] REDAÇÃO [email protected] A revista LibreOffice Magazine é desenvolvida somente com ferramentas livres. Programas usados: LibreOffice Draw, Inkscape e Gimp. Bom para tudo, bom para todos A cada atualização do LibreOffice e descobrindo o que é possível fazer com ele através dos artigos e dicas que veiculamos a cada bimestre, não podemos deixar de parafrasear o slogan de uma entidade bancária, acrescentando mais alguma coisa: “O LibreOffice é bom para tudo e é bom para todos”. Convite de casamento, planilhas com qualidade, sublinhado colorido em textos, prefixo personalizado para novas planilhas, remover fundo branco de imagens JPEG, são as dicas e tutoriais do LibreOffice escritas por pessoas que apoiam a ferramenta e que, não se furtam de repassar conhecimento e que nos permitem perceber a qualidade e facilidade de se trabalhar com essa ferramenta. Além de estar constantemente em desenvolvimento, como você pode ver no artigo sobre as novidades da versão 4.2, tem fãs que não se abstêm de dar o seu recado, na nova seção que você verá nessa edição. “Dê o seu recado” é para dizer o que de bom você percebe no LibreOffice. E além de usuários satisfeitos, temos um artigo sobre um projeto de Estado, que possibilitou ao LibreOffice ser homologado como aplicativo padrão a ser utilizado nos órgãos de governo do Rio Grande do Sul. Aos alunos e pesquisadores que necessitam acessar plataformas de artigos científicos apresentamos o Zotero – um plugin para os navegadores Firefox e Chrome e que se integram ao LibreOffice para criar e organizar bibliotecas de artigos virtuais, além de gerar referências bibliográficas, de acordo com os critérios da ABNT. E um assunto do momento é tratado com a apresentação da Linux Sociall – uma rede social verde e amarela para amantes de software livre. E ao ler o artigo “As impressões de um novato sobre o RapsberryPi”, creio que vai despertar em você – como aconteceu comigo, a vontade e curiosidade de montar esse computador do tamanho de um cartão de crédito. Você acha que a internet é vital para a democratização das comunicações? Leia o artigo que aborda esse tema e tire suas próprias conclusões. E para quem precisa de uma ferramenta para facilitar o gerenciamento de projetos, e que possibilite seguir as práticas do PMBOK apresentamos o ProjetLibre, que como o nome sugere, é software livre. Aos colaboradores desta edição, citados no box ao lado, agradecemos por mais esse lançamento. Vera Cavalcante
A Document Foundation anuncia o LibreOffice 4.2, uma nova versão destinada a usuários avançados e uma etapa significativa para a melhor suíte de escritório livre. O LibreOffice 4. apresenta um grande número de melhorias de desempenho e interoperabilidade, direcionadas a usuários de todos os tipos, mas especialmente atraente para usuários avançados e corporativos. Além disso, a integração com o Microsoft Windows recebeu significativas melhorias. A planilha Calc passou pela maior refatoração de código de sua história, dando enorme ganho de desempenho para big data (especialmente ao calcu- lar valores de células, assim como na importação de planilhas XLSX grandes e complexas), enquanto um novo interpretador opcional de fórmulas permite cálculos maciços de células em paralelo, usando a placa gráfica do computador (GPU) com biblioteca OpenCL. Este último funciona melhor com uma arquitetura de sistema heterogênea (HSA), como o novo chip AMD Kaveri APU recém lançado. A interoperabilidade de mão dupla melhorou consideravelmente com o formato Microsoft OOXML, particularmente para DOCX, bem como o formato legado RTF. Também foi acrescentado um novo filtro de importa-
A nova tela de inicialização tem um leiaute mais limpo que faz melhor uso do espaço disponível, mesmo em netbooks. Ela permite ao usuário ter uma visão rápida dos documentos abertos recentemente. Você pode soltar arquivos nela para abri-los, assim como antes.
Interoperabilidade DOCX: Muitas melhorias significativas para a interoperabilidade com o formato DOCX do Microsoft Word. Interoperabilidade XLSX: Muitas funções foram criadas para a interoperabilidade com o formato XLSX do Microsoft Excel.
Suporte para importação de arquivos de formato e-book, principalmente baseados em Palm. ● FictionBook 2 ● (^) PalmDoc ● PeanutPress (eReader) ● Plucker ● (^) TealDoc ● zTXT ● (^) O formato ePub será suportado na versão 4.
Suporte para importação de arquivos legados do Mac OS X. ● (^) Acta Mac Classic ● Beagle Works ● (^) Great Works ● MacDoc ● (^) Mac v2- ● WordPerfect Works
● Suporte para importação de arquivos de formato do aplicativo AbiWord.
Autocorreção de borda reforçada: as diferenças são mais visíveis.
No Menu de contexto exibe janela para alternar entre as planilhas.
O alcance dos parâmetros da fórmula foi estendido para manipulação de todos os cantos.
Agora é possível geração de número aleatório, através do Menu **Editar > Preencher
Número aleatório...**
Adicionadas novas funções para interoperabilidade com o Excel. ● (^) COVARIÂNCIA.P e COVARIÂNCIA.S ● DESVPAD.P e DESVPAD.A ● (^) VAR.P e VAR.A ● DIST.BETA e INV.BETA ● (^) DISTR.BINOM e INV.BINOM ● INT.CONFIANÇA.NORM e INT.CONFIANÇA.T ● DIST.F, DIST.F.CD, INV.F, INV.F.CD e TESTE.F ● (^) DIST.EXPON, DIST.HIPERGEOM, DIST.POISSON e DIST.WEIBULL
Aprimoramento das linhas de tendência no Gráfico. ● Suporte para mais de uma linha por série. ● Curva de regressão. ● Extrapolação. ● (^) Função polinomial. ● Média móvel.
LibreOffice Impress Remote, que antes só havia para telefone Android, agora foi criado para telefone IOS. Este APP permite controlar uma apresentação do LibreOffice Impress que esteja em um micro, usando um smartfone com base numa conexão Bluetooth.
Mundo Libre Artigo
Em todos os módulos do LibreOffice, o número de documentos abertos recentemente aumentou de 10 para 20, no menu Arquivo > Documentos recentes. Artigo Estes são os destaques do LibreOffice 4.2. Se você quer saber mais sobre a melhor suíte office livre, baixe já e instale no seu computador. http://pt-br.libreoffice.org
Texto: Ítalo Vignoli – Anúncio de lançamento Tradução do Texto: Olivier Hallot e David Jourdain Tradução notas de lançamento: João Mac-Cormick
em especial, planilhas. Algumas pessoas, muito mais em virtude de aspectos culturais, como a resistência à mudança, querem entender que o “preferencialmente”, existente na Lei ODF, significa que “não é obrigatório o uso”, e nosso entendimento sempre foi de que o termo devesse ser encarado no melhor sentido da palavra, o de “dar a preferência”. Em virtude disto e para facilitar a vida dos gestores das áreas de Tecnologia do Estado em adotar os formatos abertos, em dezembro de 2013 foi publicada no Diário Oficial do Estado a Resolução CGTIC nº 07/2013, com a finalidade de regulamentar a Lei Estadual nº 14.009/2012, no âmbito do Poder Executivo, estabelecendo procedimentos para a adoção de formatos abertos de documentos, explicitando o uso do formato ODF como “padrão” para documentos editáveis, que não possuam código de programação e homologando o LibreOffice como aplicativo “padrão” a ser utilizado pelo Estado, para as aplicações de texto, planilha e apresentação. A regulamentação da Lei ODF estava dentro do planejamento estratégico da Política TIC/RS, que teve sua Resolução aprovada pelo pleno do Comitê de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul – CGTIC, em julho de 2013, em reunião ampliada no 14º Fórum Internacional do Software Livre. Sua publicação ocorreu somente seis meses depois, em virtude da prova de conceito em andamento da Secretaria- Geral de Governo, utilizada como parâmetro para finalizar os documentos auxiliares à migração, que consistem na sistematização das boas práticas, políticas, diretrizes e especificações técnicas. A definição do LibreOffice como padrão para o Estado não foi singular. Na elaboração da referida Resolução, que previa um modelo de plano de migração, estávamos trabalhando sem esta definição. Nosso foco era tão somente a garantia dos formatos abertos para documentos do tipo texto, planilha e apresentação. Contudo, com vistas a proporcionar o menor impacto possível aos usuários, mantendo as inúmeras variáveis existentes em diversas suítes instaladas, nas mais diversas versões no Estado, o trabalho a ser realizado para a migração para
formatos abertos seria infinitamente maior do que a padronização por um único, comum a todo Estado. Sabedores de diversas tentativas frustradas que geraram certa resistência ao Software Livre por parte dos servidores públicos, seja pela descontinuidade do projeto, como StarOffice e BrOffice, ou pela ausência de um planejamento consistente, fomos levados a estabelecer parcerias para este projeto, que é de Estado, e não de Governo. Neste sentido o Governo do Estado assinou o Protocolo ODF com a The Document Foundation, quando da realização do 14º Fórum Internacional do Software Livre, objetivando a realização de ações para o desenvolvimento e a promoção de políticas públicas de uso de padrões abertos nas administrações governamentais. Neste Protocolo o Governo do Estado se comprometeu na divulgação pública das documentações técnicas referentes aos projetos de adequação à Lei Estadual, e a The Document Foundation no estímulo à continuidade do desenvolvimento dos filtros de arquivos proprietários e legados no LibreOffice, essenciais para a conversão de documentos para o padrão ODF. A estratégia de definição do LibreOffice como aplicativo padrão no Rio Grande do Sul vai muito além do compartilhamento de software. No meu entendimento o Brasil possui a maior comunidade de usuários de Software Livre do mundo, e ao mesmo tempo, a comunidade de desenvolvedores de Software Livre é quase inexistente. Um exemplo deste entendimento é a própria comunidade do LibreOffice, que possui atualmente centenas de milhares de cópias sendo utilizadas em todo País, economizando assim muito dinheiro em licenças proprietárias, e que tem no Brasil uma comunidade de “desenvolvedores de verdade” quase irrisória, constituindo-se em verdadeiros heróis da resistência, que quase sempre levam uma vida de privações em prol da coletividade, e o que recebem como retorno é apenas o reconhecimento e agradecimento pelo voluntariado. Quando analisamos o ecossistema LibreOffice, ou mesmo o ecossistema do Software Livre no Brasil, vemos que diversas engrenagens são remuneradas, mas ainda não encontramos uma forma concreta de