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Oitava Edição da Revista LibreOffice Magazine - Feliz Natal
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!




















































































LibreOffice Magazine | Dezembro 2013 2 EDITORES Eliane Domingos de Sousa Vera Cavalcante REDATORES David Jourdain Douglas Braga Silva Douglas Vigliazzi Eliane Domingos de Sousa Gilberto Schiavinatto Julio Cezar Neves Klaibson Ribeiro Paulo F Garreta Harkot Raimundo Santos Moura Roberto Rodrigues Junior Rodolfo Avelino Valdir Barbosa Vera Cavalcante Wesley Dias Tamaki REVISÃO Adriano Rodrigues Douglas Braga Silva Rodolfo Marcondes Souza Vera Cavalcante DIAGRAMAÇÃO Douglas Vigliazzi Eliane Domingos de Sousa Valdir Barbosa Vera Cavalcante CAPA Leandro Ferra - (Quadro- chave Produções Livres) CONTATO [email protected] REDAÇÃO [email protected] A revista LibreOffice Magazine é desenvolvida somente com ferramentas livres. Programas usados: LibreOffice Draw, Inkscape e Gimp.
No final de ano começo confessando: Errei! Na edição passada dissemos que o artigo sobre Kernel Linux era o último. Não era. É nessa edição que temos o último artigo dessa série escrita por David Jourdain. Peço desculpas. E para começar bem essa edição vamos mencionar o artigo sobre a Sinergética – empresa privada cujo foco de trabalho é auxiliar, empresas nacionais e internacionais, públicas ou privadas, na otimização do uso de recursos naturais. Um texto profundo, escrito por Paulo F Garreta Harkot, que dá a dimensão das possibilidades que o homem tem de utilizar os recursos que a Terra nos oferece de forma sustentável. E a estrutura dessa empresa utiliza software Livre. Linux e LibreOffice. Há um texto que é um resumo da monografia de Douglas Braga Silva, relatando a utilização do Plone – que é um Sistema Gerenciador de Conteúdo, livre e de código aberto, no âmbito da Administração Pública do Brasil. E sobre Virtualização quem ensina o passo a passo de instalação do Oracle Virtual Box em máquinas com Linux de qualquer distribuição é Roberto Rodrigues Junior. E sobre LibreOffice, além das valiosas dicas sobre sua utilização de colaboradores como Valdir Barbosa, Douglas Vigliazzi, Gilberto Schiavinatto, Klaibson Ribeiro, Julio Cezar Neves, Eliane Domingos, temos artigos que também privilegiam nosso canivete suíço. Um artigo sobre utilização do LibreOffice por professores no estado do Paraná é discutida em um texto de Wesley Dias Tamaki bem como no artigo de Rodolfo Avelino que fala da utilização como meio de inclusão de pessoas ao conhecimento nos telecentros de todo o Brasil. E Raimundo Santos Moura apresenta o salvador dos textos: é o Vero que ajuda na verificação ortográfica e gramatical em textos do LibreOffice. Esse é bom! Mais um ano terminando. E para a LibreOffice Magazine é virada de ano. Ano 2 de nossas edições. Estamos felizes por conseguir levar esse projeto para essa virada. E muito importante foi o apoio recebido por toda a comunidade brasileira que, sempre, de forma voluntária, ajudou de várias maneiras para que, a cada bimestre, as coisas acontecessem e conseguíssemos lançar mais uma edição. Nossos mais sinceros agradecimentos a todos que torceram por nós e, principalmente, aqueles que colaboraram colocando seu tempo e seu conhecimento a disposição de nossos leitores. Somos todos vitoriosos. Agradecemos aos que, contribuíram para essa edição. Desejamos a todos um feliz Natal e para o ano de 2014, muita alegria, saúde e sucesso. Vera Cavalcante
Por Paulo F. Garreta Harkot
A Sinergética Estudos, Projetos, Inovação e Sustentabilidade resulta da experiência profissional acumulada em mais de 30 anos de atividades desenvolvidas nas áreas de oceanografia, geologia e ciências da Terra, biologia, saúde pública, educação e atividades náuticas, tanto em instituições públicas dos três níveis de governo como também junto à iniciativa privada e entidades do terceiro setor, nacionais e internacionais, em diversas regiões do Brasil. Os produtos definidos pela Sinergética Inovação e Sustentabilidade estão agrupados nas áreas de otimização do uso dos recursos naturais, oceanografia e processos costeiros, recursos hídricos e qualidade das águas, geologia e riscos à saúde e à vida, licenciamento e regularização ambiental, além de educação e treinamento, como apresentado no Quadro 1. Ao longo desse período, a Sinergética focou sua atuação nos ecossistemas costeiros, presentes na região onde se dá o contato e a transição entre os continentes e os oceanos, que se distinguem pelo importante papel ecológico que apresentam, representados pela elevada diversidade e a produtividade biológica presente.
Graças a esses importantes atributos, esses ambientes passaram a congregar grande parte da população do país distribuídas nas diversas metrópoles entremeadas por pequenas cidades, onde são exercidas atividades socioeconômicas responsáveis, graças às inerentes propriedades e peculiaridades, pela alteração e descaracterização, muitas vezes de maneira irreversível, desse tão importante bioma. A constatação das consequências desse avassalador processo decorrente da ação dos seres humanos nessas regiões, bem como a carência de soluções voltadas para a atenuação e controle desses processos deletérios, estimularam na definição desse recorte geográfico – região costeira – como lócus de atuação da Sinergética Inovação e Sustentabilidade. Antecedentes e contextoAntecedentes e contexto As regiões costeiras distinguem-se dos outros ecossistemas e biomas por assegurar a ocorrência de diversos tipos de serviços – diluição e tratamento de dissipação da energia das ondas e das marés, atenuação de tempestades, manutenção da estabilidade da linha de costa, exportação de nutrientes e matéria orgânica para as pobres águas oceânicas e cenários paisagísticos de incomparável beleza, para citar apenas alguns - e o fornecimento de muitos tipos de recursos naturais – alimentos, água, matérias-primas e insumos para diferentes tipos de processos industriais, espaço para alocação de atividades que dependem do transporte marítimo, por exemplo – que estimularam e asseguraram o assentamento de contingentes populacionais que desde logo aprenderam a interagir com esse dinâmico e muitas vezes imprevisível ambiente. Dessa relação entre os seres humanos e ambiente, que já atinge mais de 5.000 anos no caso do litoral brasileiro, surgiram comportamentos e estratégias de ação que se materializam em características e valores culturais, sociais e, consequentemente, econômicos que são únicos, ao se comparar com as demais regiões do País, ainda que distintos ao considerar a extensão e as particularidades dos diversos
setores litorâneos identificados no Brasil. Já no período recente da história do Brasil, como resultado da implantação da indústria automobilística e consequente construção de estradas de rodagem após a década de 60, vastas regiões costeiras passaram a ser utilizadas pela população residente no interior do País para fins de lazer e recreação. Se por um lado a movimentação em direção ao litoral alimentou a economia e contribuiu para o crescimento – e muitas vezes inchaço
contaminação de aquíferos de subsuperfície e simplificação dos ecossistemas, para citar apenas alguns – devem ser substancialmente aumentadas em 2050 como resultado do aumento da população, da pressão sobre os ecossistemas naturais remanescentes e do aparente sucesso, ao menos para aqueles menos informados, do modelo econômico vigente que considera como lucro a apropriação, transformação e destruição do capital natural responsável pela manutenção dos processos que regem a vida na Terra, a partir da diversidade biológica existente. Capital natural que se constitui uma herança dos processos naturais – geológicos, climáticos, oceanográficos e biológicos – que atuaram ao longo da história da Terra e, ao mesmo tempo, um legado pertencente aos nossos descendentes cuja presente geração está sacando a descoberto e, como tal, não terá condições de devolver. Nesse sério e preocupante quadro, um dos principais instrumentos ambientais decorrentes da Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA refere-se ao licenciamento ambiental que assegura, uma vez licenciado o empreendimento, que os impactos ambientais decorrentes de tais atividades são conhecidos, controlados ou mitigados, ao menos no que se refere à legislação e aos preceitos teóricos que embasam os estudos elaborados para a obtenção da licença ambiental e asseguram que as atividades desenvolvidas não causam problemas maiores para os ecossistemas e natureza. As empresas e instituições privadas, como consequência, têm seu foco na obtenção da licença ambiental como condição prévia para regularizar a operação do negócio, muitas vezes acompanhado de um sistema de gestão da qualidade, ambiente, segurança e saúde ocupacional e, mais recentemente, de responsabilidade socioambiental, que asseguram que os impactos gerados pelo empreendimento são, além de diminutos, controlados e controláveis. Mas, é importante ressaltar, os estudos realizados para a obtenção das licenças ambientais partem do pressuposto que o empreendimento deve ocorrer uma vez que, caso contrário, não se justificaria o investi-
mento de recursos econômicos para o custeio desses estudos por parte do empreendedor. Poderia ser considerado como dinheiro jogado fora. Tal contradição demonstra, de acordo com alguns estudiosos, como a economia da indústria do licenciamento ambiental contribui para a destruição do patrimônio, dos serviços e dos recursos naturais afeitos aos ecossistemas, principalmente em regiões que os vetores econômicos são muito intensos ou despertam grande interesse. O aspecto mais preocupante desse processo refere-se ao fato de que, de maneira geral, esses tipos de estudos não apresentam condições de avaliar as consequências do empreendimento considerado no contexto dos já maltratados ecossistemas presentes no entorno, no efeito sinérgico do empreendimento considerado frente os outros já instalados e nas consequências para a manutenção dos serviços e processos naturais associados aos ecossistemas. Até mesmo porque, em muitos casos, o “interesse social” autoriza a desconsiderar a legislação vigente e a transformar, irreversivelmente, importantes porções de vitais ecossistemas costeiros em áreas antrópicas estéreis para os processos que regem a vida na Terra. Afinal, e ainda que a ninguém duvide ou questione a importância das questões ambientais afeitas à sustentabilidade, as empresas não costumam investir em nenhuma ação que não seja exigida por lei. Sob o risco de ser considerada, por parte dos acionistas, como que perdulária e desperdiçadora de recursos que, se não gastos com medidas inócuas à luz da legislação ambiental, poderia reverter em mais dividendos para os proprietários da empresa. Ao considerar o exposto, torna-se factível de se concluir que há muito por fazer caso se almeje assegurar, de fato, os meios para que a espécie humana garanta as condições de sobrevivência na Terra, dentro de parâmetros que sejam dignos e equânimes para todos os seres humanos.
Uma outra questão, julgada como de grande importância por estar afeita aos valores éticos embasadores da proposta da Sinergética, referia-se à impossibilidade de se utilizar softwares irregulares já que, de acordo com as premissas adotadas – focada em novos valores necessários ao estabelecimento de relações sustentáveis, não faria sentido atuar na base “faça ou que nós falamos mas não faça o que nós fazemos”. A única opção, que se mostrou logo a seguir como a melhor, foi adotar o Linux como sistema operacional do servidor e das estações de trabalho que passaram a constituir o parque de informática da Sinergética. Outro aspecto que teve peso importante na escolha do sistema operacional decorreu do fato de fazer uso de máquinas que, ao considerar os sistemas operacionais normalmente utilizados, seriam consideradas obsoletas, incapazes de operar e dignas de serem destinadas aos centros de reciclagem de eletrônicos. Como decorrência, optou-se por investir em “peopleware” – para implantação e configuração do sistema, treinamento de usuários e suporte técnico, no lugar de dispender recursos em máquinas potentes, sistema operacional e licenças de aplicativos proprietários. A adoção do LibreOffice como suíte A adoção do LibreOffice como suíte para para automaçãoautomação dasdas tarefastarefas dodo escritório escritório A adoção do LibreOffice, por conseguinte, foi uma decorrência natural. Para tanto, precisamos, em um primeiro momento, dedicar parcela de tempo para compreender e se familiarizar com as principais características do aplicativo. Uma das principais dificuldades suplantadas referiu-se à compreensão do conceito e das propriedades afeitas à função “estilos e formatações”. Para tanto, contamos com a consultoria de um professor com domínio sobre o tema, que modelou um curso à distância desenvolvido especificamente para as nossas necessidades, previamente apresentadas por e-mail e definido por meio de conversas via Skype.
Ao final desse treinamento, que demandou oito horas de aulas divididas em dois módulos, passamos a contar com os estilos para cada um dos principais tipos de documentos a serem utilizados na Sinergética: elaboração de propostas técnicas e comerciais, relatórios técnicos para cada um dos projetos em execução, ofícios e memorandos, envelopes e demais tipos de documentos relacionados à papelaria da empresa. Desde o início, após compreender o conceito de “estilos e formatação”, entre outras características próprias, constatou-se a robustez e a facilidade de interação para com o LibreOffice. As dúvidas que surgiam eram, em grande parte, solucionadas pelos participantes das listas [email protected] e [email protected]. As que sobravam sem solução, mediante consultas à internet. As principais dificuldades encontradas com a adoção do LibreOffice decorreram do fato de, alguns consultores externos fazerem uso do MS Office e se mostrarem irredutíveis em migrar para o LibreOffice. Como consequência, ocorreram alguns conflitos relacionados à formatação que demandaram retrabalho, principalmente ao lidar com documentos elaborados no LibreOffice que faziam uso de diferentes estilos de página, que foge da capacidade de compreensão e manuseio por parte dos editores de texto comumente utilizados. A estratégia adotada para diminuir a ocorrência desse tipo de problema passou a contar com uma preleção, quando do planejamento das atividades e tarefas a serem realizadas pelo consultor, a respeito das vantagens do LibreOffice, seguido da entrega de um documento, elaborado na empresa, que descrevia o procedimento a ser adotado para instalação do LibreOffice, principalmente no caso da não utilização de Linux. Com esse tipo de procedimento, houve significativa diminuição do número de usuários irredutíveis de softwares convencionais. Nas atividades internas da empresa esse problema foi eliminado na medida em que todas as máquinas dispunham de LibreOffice, sempre com a mesma versão.
Sem deixar de lembrar o despreparo técnico de alguns dos usuários. Agravado, possivelmente, pelo acesso e poder de persuasão exercido por parte das empresas vendedoras de softwares proprietários e treinamentos, junto aos responsáveis pela homologação e definição dos requisitos dos softwares a serem adquiridos. Com relação aos clientes privados, o quadro passa a ser outro e, como tal, aparenta ser pouco mais complexo. Afinal, e como a área de informática normalmente é atividade-meio nesse segmento, uma grande empresa pode não admitir correr riscos associados à adoção de software livre. Que, de acordo com as referências dominantes nesse universo, pode caracterizar uma ação do tipo amadora, ou, pelo menos, não profissional. A título de conclusão, podemos afirmar que os resultados obtidos pela Sinergética desde meados de 2010 com o uso de softwares livres baseados em Linux foi muito boa e estimulante. Como consequência, não faz parte do planejamento estratégico da empresa deixar de trabalhar com Linux e LibreOffice. Ademais, é importante ressaltar, a humanidade dispõe de abrangente e preciso compêndio de informações – com mais profusão a partir da década de 70 – necessárias a facultar a compreensão e avaliação das consequências e impactos decorrentes das atividades desenvolvidas pelos seres humanos junto aos ecossistemas, bem como fundamentar estratégias de ação que primassem pelo respeito e conservação do único planeta, ao menos que se tem notícias, que apresenta condições de gerar e manter formas vivas como as conhecidas. Mas, essa informação, de maneira geral, é cifrada e não destinada ao leitor leigo e se mostra, em termos práticos, como que inacessível à maior parte da população. Não é, portanto, devido à falta e informações básicas o motivo principal pelo qual a humanidade comete absurdos contra si e contra o meio que a suporta.
sistemas que suportam a vida na Terra. Contamos, ainda, que cada vez mais instituições optem por essa linha de atuação como estratégia complementar para o aprimoramento do quadro e do modelo econômico vigente, condição “sine qua non” para que os seres humanos possam construir uma relação que prime pelo respeito aos seus pares e semelhantes e, a partir daí, com o meio que possibilitou o seu surgimento e desenvolvimento, em uma perspectiva que não perca de vista, em termos práticos, o direito dos nossos descendentes e das próximas gerações. Não será, é certo, uma atividade fácil. E não será com sistemas e softwares proprietários que a humanidade poderá galgar tão importante degrau. Ao menos ao considerar a vivência e os pontos de vista que conseguimos fundamentar ao longo das atividades desenvolvidas.
PAULO F. GARRETA HARKOT - Oceanógrafo, pós-graduado em Gerenciamento e Execução de Projetos de Inovação Tecnológica, mestre em Saúde Pública/Epidemiologia. Atua junto á instituições nacionais - executivo federal, estadual e municipal, em organizações do terceiro setor - e internacionais desde 1985. Professor de cursos de graduação e pós-graduação nas áreas ambiental, oceanográfica, logística e transporte, petróleo e gás, e saúde pública. Diretor técnico da Sinergética Inovação e Sustentabilidade, atuando no desenvolvimento de projetos e soluções voltadas à identificação e construção de propostas que contribuam para a diminuição do impacto causado pelos seres humanos junto aos processos que sustentam e governam a vida na Terra. Mas, devido a falta de acesso a essas informações por parte de imensos contingentes populacionais. Que, por ocasião dos processos eleitorais, não dispõem de informações para fundamentar seus pontos de vistas e avaliar o conteúdo e a coerência da plataforma dos candidatos a cargos do executivo e legislativo. Ao redigir a Terceira Onda, Alvin Toffler não tinha condições de perceber que apenas ela – a onda da tecnologia da informação - seria suficiente para fazer frente aos graves desafios presentes. Constata- se, na atualidade, que a humanidade necessita, urgentemente, de uma nova onda – talvez a Quarta - voltada à disseminação das informações necessárias, por parte dos seres humanos que disponham de um mínimo de formação e letramento, à compreensão e avaliação das consequências das ações junto aos
LibreOffice Magazine | Dezembro 2013 19
Por Wesley Dias Tamaki Entre 2007 e 2008 o governo do Paraná lançou o projeto Paraná Digital um avanço na adoção de software livre na época do extinto BrOffice.org. A realidade é que o projeto teve muito de marketing político e pouco de políticas públicas e atualmente, quase 7 anos depois do lançamento - que na época utilizava o Linux Educacional e LibreOffice instalados nos computadores da rede pública de ensino, pouca coisa mudou. Professores até digitam suas atividades ou provas, mas salvando na extensão_._ doc. Quanto aos alunos, estes julgam o produto pela aparência. E existe ainda algo pior que os casos citados. Não apenas o LibreOffice, mas sim, todo software livre depende da divulgação. O Firefox da Mozilla só cresceu porque houve uma divulgação em massa. Sejamos sinceros: vencer a Microsoft dentro não é tão simples assim. Faltou e falta na rede pública de ensino, demonstrar que o LibreOffice é para ser usado além do ambiente escolar pois não se trata meramente de um programa gratuito. Um dado que pode ser provado indo a qualquer escola pública do Paraná é que os computadores da direção das escolas e quase todas as secretárias estão utilizando o Windows e Microsoft Office.
LibreOffice Magazine | Dezembro 2013 20
Antes de acusarem o atual governador é útil saber que isto começou antes dele. E para o bem ou para o mal, nenhuma escola é obrigada a utilizar o Linux ou LibreOffice. O próprio governo estadual na gestão anterior nunca publicou nada em formato ODF. E nas escolas a crença é que o MSOffice é a melhor escolha. Como professor na rede pública sempre peço aos alunos que entreguem seus trabalhos em formato. odt. Nos primeiros trabalhos sempre ocorreram erros. Nossos alunos como qualquer ser humano tem suas dificuldades. Algo que para quem está habituado com a ferramenta é tão ridículo, como ir em Arquivo > Salvar como e escolher um formato, no caso dos alunos, por desconhecimento simplesmente clicam no ícone Salvar. A melhor forma de promover a adoção do LibreOffice e do software livre de código aberto é mostrar que existe algo além: uma comunidade ampla, que pode se dividir em outras comunidades, mas sempre existindo cooperação em prol da liberdade. Se nós da comunidade não rebatermos argumentos como: “o LibreOffice deveria ter um visual mais moderno”, ou “falta muito para chegar aos pés do Microsoft Office”, nada vai mudar. O curioso é que o WordPerfect por exemplo, está a décadas com um visual anos 90 e ninguém questiona isso como defeito. Não é a interface que afasta as pessoas, mas sim o desconhecimento. Atualmente as pessoas estão “engolindo” o Microsoft Office logo que compram um computador. Ficam na zona de conforto e isso se reflete nas escolas que migram para Windows somente por causa da sua suíte de escritório. Mas uma saída poderia ser a demonstração que o LibreOffice faz tudo que o outro faz com a vantagem de ser código aberto. Convidar os pais de alunos e demonstrar o aplicativo colocando ainda o preço da licença do software proprietário como comparativo e