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Álgebra Linear: Matrizes - Exercícios e Exemplos, Notas de aula de Geometria Analítica e Álgebra Linear

ALGEBRA, LINEAR, CALCULO, ENGENHARIA.

Tipologia: Notas de aula

2019

Compartilhado em 22/11/2019

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bg1
ÁLGEBRA LINEAR Prof. Germán R. C. Suazo
Capítulo 1: Matrizes
1
ÁLGEBRA LINEAR
CAPÍTULO 1:
MATRIZES
1.1 INTRODUÇÃO
A Álgebra Linear é a área da Matemática que estuda os espaços vetoriais. Para iniciar esse estudo,
examinar-se-ão as matrizes, os determinantes, diversos métodos diretos para resolver sistemas de equações
lineares, os conceitos básicos de espaços vetoriais, o cálculo de autovalores e a diagonalização.
1.2 MATRIZES
Definição 1.1: Uma matriz numérica
A
de ordem
n
m
×
é um arranjo retangular de números dispostos em
m
linhas e
n
colunas, como mostra o seguinte esquema
=
mnmm
n
n
aaa
aaa
aaa
L
MOMM
L
L
21
22221
11211
A.
De maneira compacta, uma matriz pode ser representada como
[
]
nm
ij
a×
=A
onde os índices
i
e
j
denotam, respectivamente, o número da linha e coluna, e o índice
n
m
×
estabelece a
ordem da matriz.
Nomenclatura 1.1:
Considere uma matriz
[
]
nm
ij
a×
=A.
1. Se
n
m
=
, a matriz
A
denomina-se uma matriz quadrada. Em outro caso, a matriz
A
denomina-se
uma matriz retangular.
2. Se 1
=
n, a matriz
A
denomina-se um vetor-coluna de ordem
n
e é comum denotar um vetor-
coluna por
u
,
v
,
w
, etc., como foi visto no capítulo anterior. Por exemplo,
=
n
u
u
u
M
2
1
u.
3. Se 1
=
m, a matriz
A
denomina-se um vetor-linha de ordem
m
e é comum denotar um vetor-linha
por t
u, t
v, t
w, etc., como foi visto no capítulo anterior. Por exemplo
[
]
n
tuuu L
21
=u.
4. Se 1
=
=
nm , a matriz
A
é identificada com o único elemento numérico que possui: ][a
=
A
5. As
m
linhas da matriz
[
]
nm
ij
a×
=A são denotadas por t
1
l, t
2
l,
, t
m
l, (a letra
l
deve-se à palavra
linha), de maneira que ][ 21 inii aaa L=
t
i
l (ou
=
ni
i
i
a
a
a
M
2
1
i
l) e
=
t
m
t
2
t
1
l
l
l
AM. Quando houver mais de
uma matriz envolvida, é costume distinguir as linhas da matriz
[
]
nm
ij
a×
=A por t
A1,
l, t
2.A
l,
, t
Am,
l.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
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pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
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pf1f
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ÁLGEBRA LINEAR
CAPÍTULO 1:MATRIZES
1.1 INTRODUÇÃO

examinar-se-ão as matrizes, os determinantes, diversos métodos diretos para resolver sistemas de equações^ A Álgebra Linear é a área da Matemática que estuda os^ espaços vetoriais. Para iniciar esse estudo, lineares, os conceitos básicos de espaços vetoriais, o cálculo de autovalores e a diagonalização. 1.2 MATRIZES Definição 1.1: m linhas e n colunas, como mostra o seguinte esquema Uma matriz numérica A de ordem m × n é um arranjo retangular de números dispostos em

m m mn

n n a a a

a a a a a a L

M M O M
L
L

1 2

21 22 2 11 12 1 A.

De maneira compacta, uma matriz pode ser representada como [ ]

onde os índices (^) i e j denotam, respectivamente, o número da linha e coluna, e o índice A^ = aij^ m × n m × n estabelece a ordem da matriz.

Nomenclatura 1.1: Considere uma matriz [ ]

  1. Se m = n , a matriz A^^ = A aij^ denomina-se uma m × n. matriz quadrada. Em outro caso, a matriz A denomina-se
  2. umaSe n^ matriz retangular = 1 , a matriz A .denomina-se um vetor-coluna de ordem n e é comum denotar um vetor- coluna por u , v , w , etc., como foi visto no capítulo anterior. Por exemplo,



u n

u u M^2

1 u.

3. Sepor m u t =, 1 v , a matriz t , w t , etc., como foi visto no capítulo anterior. Por exemplo A denomina-se um vetor-linha de ordem m e é comum denotar um vetor-linha [ ]

  1. Se m = n = 1 , a matriz A é identificada com o único elemento numérico que possui: u t^^ = u^^1 u^2 A L=[ au ] n.

5. As m linhas da matriz A =[ a ij ] m × n são denotadas por l 1 t , lt 2 , K , ltm , (a letra l deve-se à palavra

linha ), de maneira que lti =[ ai (^) 1 ai 2 L ain ] (ou 

i n

i i a

a a M^2

1 l i ) e 

tm

t 2 t 1

l

l l A (^) M. Quando houver mais de

uma matriz envolvida, é costume distinguir as linhas da matriz A =[ a ij ] m × n por l1, tA , l t2.A , K , l tm,A.

6. As n colunas da matriz A =[ a ij ] m × n são denotadas por c 1 , c 2 , K , cn , (a letra c deve-se à palavra

coluna ), de maneira que 

n j

j j a

a a M^2

1

c j e A = [ c 1 c 2 L cn ]. Quando houver mais de uma matriz

envolvida, é costume distinguir as colunas da matriz A =[ a ij ] m × n por c 1 , A , c 2 , A , K , c n , A.

7. Em uma matriz quadrada A =[ a ij ] n × n , os elementos

da forma aii , i = 1 , 2 ,K, n , da matriz formam a diagonal principal e os elementos a 1 (^) n , a 2 , n − 1 ,K, an 1 formamfigura ao lado a diagonal (1): secundária como mostra a (1) tomado de https://pt.slideshare.net/AulasApoio/matriz-exercicios-resolvidos Exemplo 1.1: Considere a matriz  

A. Logo, A = [ c 1 c 2 c 3 c 4 ]onde as 4 colunas da

matriz estão dadas por  

c 1 ,  

c 2 ,  

c 3 e  

c 4. Também,  

= t 3

t 2 t 1 l l l A onde as 3 linhas da

matriz estão dadas por 3 × 4. Assim, ela é uma matriz retangular. lt 1 =[ − 1 0 2 0 ], l t 2 =[ 2 3 0 1 ]e lt 3 =[ 0 − 2 7 0 ]. A ordem desta matriz é

Exemplo 1.2: Considere a matriz  

=^ − −

A. Logo, A = [ c 1 c 2 c 3 ]onde as 3 colunas da matriz

estão dadas por  

c 1 ,  

c 2 e  

c 3. Também,  

= t 3

t 2 1 t l l l A onde as 3 linhas da matriz estão dadas

porquadrada. lt 1 =[ − 1 2 3 ], lt 2 =[ 0 1 4 ]e lt 3 =[ 2 4 5 ]. A ordem desta matriz é 3 × 3. Assim, ela é uma matriz

1.3Definição 1.2: ÁLGEBRA MATRICIAL Duas matrizes A e B são iguais se, e somente se, são da mesma ordem e todos seus

correspondentes elementos são iguais. Em símbolos, dadas as matrizes A =[ aij ] m × n e B =[ b ij ] p × q , diz-se que

A = Bm = p , n = q e aij = bij ,∀ i = 1 , 2 ,K, m ; j = 1 , 2 ,K, n.

Definição 1.3: Dadas as matrizes da mesma ordem, m × n , A =[ a ij ] m × n e B =[ b ij ] m × n ,

1. define-se a soma de A e B como a matriz de ordem m × n

onde l (^) i, Acj,B denota o produto escalar dos vetores 

i n

i i a

a a M^2

1 li (^) , A e 

n j

j j b

b b M^2

1 c (^) j, B , ou seja,

li, A ⋅ cj,B = ai 1 b 1 j + ai 2 b 2 j +L+ ainbnj =  k =^ n 1 aikbkj.

Nomenclatura: 2 3 Se A =[ aik ] n × n é uma matriz quadrada de ordem n × n , então podemos definir A A = A^2 ,

A A = A , e assim por diante, A n^ A = A n +^1. Neste caso, Am denomina-se a n-ésima potência da matriz A.

Exemplo 1.4: Considere as matrizes  

A e 

B. Logo,  

= t 3 A

t 2 A 1 tA l l l A , , , e

B = [ c (^) 1 , B c 2 , B ], onde



l 1 , A ,  

l (^2) , A ,  

l (^) 3 , A ,  

c 1 , B ,  

c (^2) , B.

Tem-se que:

, , = − ⋅ + ⋅ − + ⋅ + ⋅ =

l 1 Ac 1 B = ( 1 ) 3 01 2 0 01 3 ;

, , = − ⋅ + ⋅ + ⋅ + ⋅ = −

l 1 Ac 2 B =

, , = ⋅ + ⋅ − + ⋅ + ⋅ =

l 2 Ac 1 B = 2 3 31 0 0 11 10 ;

, , = ⋅ + ⋅ + ⋅ + ⋅ =

l 2 Ac 2 B =

, , = ⋅ + − ⋅ − + ⋅ + ⋅ =

l 3 Ac 1 B = 0 3 ( 2 ) 1 7 0 01 2.

, , = ⋅ + − ⋅ + ⋅ + ⋅ = −

l 3 Ac 2 B =

Logo,  

× 2

3 , 2 , 32 2 , 2 , , 2 , 3 , , 2 , , , , A B A B 1 A B A 1 B A 1 B 1 A 1 B l c l c l c l c l c l c A B.

Exemplo 1.5: Considere a matriz  

A e o vetor 

u. Escrevendo  

= t 3 A

t 2 A t 1 A l l l A , , , , o

produto A u pode ser expresso como  

l u l u l u u l l l Au 3 A 2 A 1 A t 3 A t 2 A t 1 A , , , , , , , sendo, como no exemplo anterior,

l 1 , A , 

l (^2) , A , 

l (^) 3 , A. Mas,

( 1 ) 2 0 ( 1 ) 2 ( 1 ) 0 3 4 3

l (^1) Au = ,

2 2 3 ( 1 ) 0 ( 1 ) 13 4 3

l (^) Au = ,

0 2 ( 2 ) ( 1 ) 7 ( 1 ) 0 3 5 3

l (^) Au =.

Enfim,  

, , , l u l u l u Au 3 A 2 A

1 A.

Observação 1.1: básica desta outra forma está em construir as colunas desse produto como certas combinações lineares das A seguir, é apresentada uma forma alternativa para obter o produto A B. Aqui, a idéia colunas da matriz A.

A j -ésima coluna do produto [^ ]

m p

mp ×

× 

m,A 1,B m,A 2,B m,A p, B

2,A 1,B 2,A 2,B 2,A p,B 1,A 1,B 1,A 2,B 1,A p,B i,A j,B l c l c l c

l c l c l c l c l c l c AB l c L

M M O M
L
L

é

 (^ )^ (^ )

= = =

=

= = = 

n k kj

n k kj

n k kj mk

k k n k mk kj

n k k kj

n k k kj b b b a

a a

a b

a b

a b 1 1 , 1 , 2 1

1

1 2

1 1 kA k A m,A j,B

2,A j,B 1,A j,B c c l c

l c l c M M^ M

A i -ésima linha do produto [ ]

m p

mp ×

× 

m,A 1,B m,A 2,B m,A p, B

2,A 1,B 2,A 2,B 2,A p,B 1,A 1,B 1,A 2,B 1,A p,B i,A j,B l c l c l c

l c l c l c l c l c l c AB l c L

M M O M
L
L

é

[ ] ( ) ( ) ( )

( [ ])

^ (^ )

=

=

= = =

=

⋅ ⋅ ⋅ =^ ⋅ ⋅ ⋅ 

n k ik

n k ik k k kp

n k ik kp

n k ik k

n k ik k

a

a b b b

a b a b a b

1

1 1 2

1 1 1 2 1

tk,B

i,A 1,B i,A 2,B i,A p,B

l

l c l c l c L

K L

Assim, outra forma de realizar o produto das matrizes A e B é

=

=

=

× k^ n mk

n k k

n k k

m p a

a

a

1

1 2

1 1

tk,B

k,tB

tk,B

m,A 1,B m,A 2,B m,A p,B

2,A 1,B 2,A 2,B 2,A p,B 1,A 1,B 1,A 2,B 1,A p,B

l

l

l

l c l c l c

l c l c l c l c l c l c AB M L

M M O M
L
L

que dá como resultado

1,tB t2,B^ tn,B

1,tB t2,B tn,B

t1,B t2,B tn,B

l l l

l l l l l l AB m m mn

n n a a a

a a a a a a L

M
L
L

1 2

21 22 2 11 12 1 ;

ou seja, a i -ésima linha de A B é a combinação linear ai (^) 1 ⋅ lt1, (^) B + ai 2 ⋅ lt2,B +L+ ainltn,B , sendo os coeficientes

da combinação formados pelos valores [ a i 1 ai 2 L ain ] = l ti , B , que formam a i -ésima linha de A.

Observação 1.3: Na observação anterior, viu-se que, 

t1,B t2,B tn,B

t1,B t2,B tn,B t1,B t2,B tn,B

l l l

l l l l l l AB m m mn

n n a a a

a a a a a a L

M
L
L

1 2

21 22 2 11 12 1 , mas esta

igualdade ainda pode ser expressa como

 (^ )

= =

=

=



= kn k^ n mk

k k n k mk

n k k

n k k

m m mn

n n a

a a

a

a

a

a a a

a a a a a a 1 1 , 2 1

1

1 2

1 1

1 2

21 22 2 11 12 1 tk,B kA tk,B tk,B

tk,B

tk,B

1,tB t2,B tn,B

1,tB t2,B tn,B

t1,B t2,B tn,B l c l l

l

l

l l l

l l l l l l A B M M L

M
L
L

Agora, cada termo do último somatório c (^) k , Alk,tB é uma matriz m × n. Com efeito,

[ ]

mk k mk k mk k n

k k k k k kn k k k k k kn k k kn mk

k k a b a b a b

a b a b a b a b a b a b b b b a

a a L

M M O M
L
L
M L

1 2

2 1 2 2 2 1 1 1 2 1 (^212) 1 ck (^) , Al^ tk,B ;

esta última expressão, que é uma matriz, é chamada, com freqüência, de produto externo dos vetores ck (^) , A e

Exemplo 1.6: (Muito importante)l^ k,^ B.

Considere as matrizes  

A e 

B.

Vamos realizar o produto1. Por definição (processo também chamado AB de quatro maneiras diferentes: forma linha-coluna ):



= t 3 A

t 2 A t 1 A l l l A , , , 0

, sendo

[ ]

[ ]

 [^ ]

,

,

, t 3 A

t 2 A

t 1 A l

l

l ou,

, 0

l 1 A = , 1

l 1 A = 

=^ −

l 1 , A.

Também, B [ c 1 , B c 2 , B ]

= − , sendo^ , 3

c 1 B =^ − 

c (^2) , B. Já foi visto no exemplo 1.4 que 2 ; l 1 , Ac 1 , B = 4 ; l 1 , Ac 2 , B =− 3 ; l 2 , Ac 1 , B = 16 ; l 2 , Ac 2 , B = 10 ; l (^3) , Ac 1 , B = l 3 , Ac 2 , B =− 2. Logo, 

× 2

, , 32 , , , , , , , , , , 3 A 2 B 2 A 2 B 1 A 2 B 3 A 1 B 2 A 1 B 1 A 1 B l c l c l c l c l c l c A B.

  1. Combinações das linhas de Como foi detalhado na observação 1.2, outra maneira de multiplicar as matrizes B : A e B é formando as linhas do produto A B mediante combinações lineares das linhas da matriz B :

2. 3. AA ++ BO == BO ++ AA ; (propriedade comutativa da adição)= A , (elemento neutro da adição) onde O é a matriz nula m × n ; 4. 5. A r ( (^) s + (^) A (− (^) ) A = )( r = s ()− AA , para quaisquer)+ A = O ; (elemento inverso da adição) onde r , sR ; O é a matriz nula m × n ; 6. 7. r ( r ( A (^) + (^) + s ) BA ) == rr AA ++ sr AB , para quaisquer, para qualquer rr ∈, s R ∈; R ;

Observação 1.4:^ 8.^^1 A^^ = A. As oito propriedades enunciadas anteriormente, junto com o fato que A + B e r A são matrizes de ordeme multiplicação por um escalar (real), um m × n , fazem do conjunto de matrizes de ordem espaço vetorial (real). m × n , junto com as operações de adição

Observação 1.5: A multiplicação de matrizes não é comutativa. Em geral, se A =[ aij ] m × n e B =[ b ij ] n × p ,

então existe o produto A B mas o produto B A pode não existir (quando mp ). Mas mesmo no caso de

matrizes quadradas da mesma ordem, ou seja, quando A =[ a^ ij ] n^ × n e B =[ b^ ij ] n^ × n , pode acontecer que

A BB A , como no caso de (^) A = (^)  31 42 e (^) B = (^)  24 13 , em que (^) A B = (^)  208 135 e (^) B A = (^) ^135208 .

Propriedades 1.2: 1. Dadas as matrizes [ ]

(propriedade distributiva) A^^ = aij^ m × n ,^ B^^ =[ b^ ij^ ] m^ × n e^ C^^ =[ b^ ij^ ] n^ × p , tem-se que^ (^ A^ +^ B )^ ⋅ C = A ⋅ C + B ⋅ C ;

2. Dadas as matrizes A =[ a ij ] m × n , B =[ b ij ] n × p e C =[ b ij ] n × p , tem-se que A ⋅ ( B + C ) = A ⋅ B + A ⋅ C ;

3. (propriedade distributiva).Dadas as matrizes [^ ]^

(propriedade associativa da multiplicação). A^^ = aij^ m × n ,^ B^^ =[ b^ ij^ ] n^ × p e^ C^^ =[ b^ ij^ ]^ p × q , tem-se que^ (^ A^ ⋅^ B )^ ⋅ C = A ⋅( B^ ⋅ C );

Definição 1.5: Dada a matriz A =[ a^ ij ] m^ × n , define-se a matriz transposta de A como a matriz de ordem

n × m [ ]

A matriz transposta da matriz A resulta de trocar as linhas pelas colunas de^ A^ t^ = a^ jin × m. A , ou seja, se

[ 1 A 2 A nA ]

tmA

t 2 A t 1 A c c c l

l l A (^) , , , ,

, , 1 2

21 22 2 11 12 1 M^ L L

M M O M
L
L

m m mn

n n a a a

a a a a a a , então

[ ]

tnA

t 2 A t 1 A t 1 A 2 A mA c

c c A l l l ,

, , , , , 1 2

12 22 2 11 21 1 L M L

M M O M
L
L

n n mn

m m a a a

a a a a a a .

Exemplo 1.7: Seja  

A. Então 

A t.

Tipos especiais de matrizes considerando a transposição: 1. Matriz Simétrica : é uma matriz A que coincide com a sua matriz transposta A t , ou seja, A = At.

Isto significa que uma matriz A = [^ aij ] m^ × n é simétrica se, e somente se, m = n e aij = aji , para todos

  1. os Matriz Anti-Simétrica^ i ,^ j. : é uma matriz A que coincide com o oposto de sua matriz transposta A t , ou

seja, A = − At. Isto significa que uma matriz A =[ aij ] m × n é anti-simétrica se, e somente se, m = n e

principal da matriz são todos iguais a zero, ou seja, aij^ =^ − a^ ji , para todos os^ i ,^ j. Em particular, se a matriz =^ A 0^ é anti-simétrica, os elementos da diagonal Propriedades 1.3: aii^ , para todo^ i^.

1. Dada a matriz A = [ aij ] m × n , então ( A t^ ) t = A

2. Dadas as matrizes A =[ a ij ] m × n e B = [ b ij ] m × n , então (A + B)t^ = At + Bt.

3. Dadas as matrizes A =[ a ik ] m × n e B = [ b kj ] n × p , então (A B)t^ = BtAt.

4. Se e m A × (^) m uma matriz de ordem, respectivamente. m × n , então At^ ⋅ A e AAt são matrizes simétricas de ordens n × n 5. Toda matriz quadradamatriz anti-simétrica: A pode ser decomposta como a soma de uma matriz simétrica e uma

A = 12 ( A + At^ ) + 21 ( A − At ).

Prova de 3.:

Observe que se 

u r

uu M^2

1 u e 

v r

vv M^2

1 v são vetores coluna de ordem^ r^ , então

u v ut^ v [ ] [ ] = vtu = v ⋅ u

r

r r r r

r u

u u u v u v u v v v v v

v v u u L u M L L M^2

1 (^2112212) 1 1 2.

Dadas as matrizes

[ ] [ 1 A 2 A nA ]

tmA

t 2 A t 1 A c c c l

l l A (^) , , , ,

, , M =^ L 

= aik m × n = e [ ] [ 1 B 2 B pB ]

tnB

t 2 B t 1 B c c c l

l l B (^) , , , ,

, , M =^ L 

= bkjn × p =

tem-se que [ ]

n^ tA

t 2 A t 1 A t 1 A 2 A mA c

c c A l l l ,

, ,

, , L^ , M ,^ [^ ]

tnB

t 2 B 1 tB t 1 B 2 B nB c

c c B l l l ,

, , , , L^ , M e

 m × p

m,A 1,B m,A 2,B m,A p, B

2,A 1,B 2,A 2,B 2,A p,B 1,A 1,B 1,A 2,B 1,A p,B l c l c l c

l c l c l c l c l c l c AB L

M M O M
L
L

Exemplo 1.11: Dada a matriz  

A , tem-se que

At^ A e

t^1 A A.

Observe que ambas matrizes são simétricas, como previsto pela propriedade 4. Exemplo 1.12: Aqui, vai ser ilustrada a propriedade 5. Dada a matriz  

A , observe que tal matriz não é simétrica nem anti-simétrica. Porém, tem-se que ( ) 

^ =
^ +

21 A^ At 21 e ( ) (^)  

(^12) A At (^12).

Assim,  

A , sendo que a primeira parcela é uma matriz simétrica e a segunda, uma matriz anti-simétrica. Outros tipos especiais de matrizes: 1. Matriz nula: é uma matriz de ordem arbitrária, m × n , cujos elementos são todos iguais a zero e é

2. denotada por Matriz identidade^ O^ ou: é uma matriz quadrada de ordem^ O m^ × n. n × n da forma



L
M M O M
L
L

I n , ou seja, uma matriz cujos elementos daiguais a 0. diagonal principal são todos iguais a 1 e os outros são todos

  1. Matriz Diagonal : é uma matriz quadrada de ordem n × n da forma

d nn

d

d

L

M M O M

L

L

22

11

D .

4. Matriz Triangular Superior : é uma matriz quadrada U =[ u ij ] n × n tal que uij = 0 , quando i > j , ou

seja, da forma:



nn

n n u

u u u u u L

M M O M
L
L
U^011 .

5. Matriz Triangular Inferior : é uma matriz quadrada L =[ l ij ] n × n tal que lij = 0 , quando i < j , ou seja,

da forma:



ln ln l nn

l l l L

M M O M
L
L

1 2

21 22

L.

6. Matriz Tri-Diagonal : é uma matriz A =[ a^ ij ] n^ × n tal que aij = 0 , para todo i , j com | i − j |> 1. Por

exemplo, uma matriz tri-diagonal de ordem 20 × 20 tem o seguinte padrão de esparsidade

  1. onde as posições sem pontos denotam elementos iguais a zero. Matriz Bloco : é uma matriz cujos elementos são, por sua vez, matrizes de ordens adequadas. Estas matrizes aparecem freqüentemente quando são resolvidos problemas através de métodos numéricos.

Propriedades 1.4:1. Se [ ]

2. A soma e o produto de duas matrizes diagonais de ordens compatíveis é uma matriz diagonal. A^^ = aij^ m × n , então^ I^ m^ × m A = A e^ A^ I n ×^ n = A ; (elemento neutro da multiplicação).

Por exemplo, o produto  

dá como resultado uma matriz cujas linhas são os

múltiplos respectivos das linhas de  

, ou seja,

Exemplo 1.16: Considere uma matriz [ ] 

= × =

m m m n

n n ijmn a a a

a a a a a a a L

M M O M
L
L

1 2

21 22 2 11 12 1 A e a matriz diagonal de ordem

n × n , 

v n

v v L

M M O M
L
L

2 1 D 2. Então

[ ]; 0 0

1 , 2 , , 1 1 2 2

1 21 2 22 2 1 11 2 12 1 2 1 1 2

21 22 2 11 12 1 A D 2 c 1 A c 2 A n cn A m m n mn

n n n n m m mn n

n n v v v va v a v a

va v a v a v a v a v a

v

v v a a a

a a a a a a L L

M M O M
L
L
L
M M O M
L
L
L
M M O M
L
L

ou seja, se uma matriz retangular multiplica uma matriz diagonal de ordem compatível, as colunas doproduto resultante são os múltiplos (considerando o respectivo elemento diagonal) das colunas da matriz

retangular. Por exemplo, o produto 

dá como resultado uma matriz cujas

colunas são os múltiplos respectivos das colunas de  

, ou seja,

1.4 1 Em cada caso, encontre uma matriz EXERCÍCIOS 6 × 6 cujos elementos são

a. a (^) i j = (^) −^11 ,,sese ii −− j j > ≤^11 ;, b. ai (^) j = ( − 1 ) i + j ; c. a (^) i j = | ij |, d. aij = 0 se i > j.

2 Sejam A = (^)  −^3150 , B = (^) ^04 − 22 31 ,  

C , D =  − 20 −^31 , E =[ 4 2 ]e F = − 21 . Calcule as

matrizes seguintes (se possível): a. A + 2 D ; b. 3 D − 2 A ; c. BC ; d. BCt ; e. A B ;

f. B D ; g. D + BC ; h. Bt^ B ; i. E ( AF ); j. ( A − D )^2.

3 Dadas as matrizes 

A e  

=^ − −

B , encontre o produto A B de quatro maneiras diferentes, como ilustra o exemplo 1.6. 4 Determine x , y , z e u de maneira que (^3)  zx^ uy = − x 1 2 u^6 + z +^4 u x + 3 y .

5 Sejam  

A e B = (^) ^1 3 − 42 − 05 . Calcule os produtos A B e B A.

6 Se A = [ c 1 c 2 ]e A B = [ c 1 − c 2 2 c 1 + 3 c 2 ], determine a matriz B.

7 Sejam A = (^)  12 − 01 −^03 e  

B.

a. Sem calcular o produtoescalar de dois vetores. A B , calcule o valor do elemento (2,4) desse produto mediante o produto b. Sem calcular o produtocolunas de A. A B , escreva a terceira coluna de A B como uma combinação linear das c. Sem calcular o produtolinhas de B. A B , escreva a primeira linha de A B como uma combinação linear das

8 Sejam A = (^)  − 13 − 26 , B = (^) − 31 41 e C = (^) ^ − 23 −^51 . Verifique que A B = AC mas BC. 9 Seja A = (^)  41 − 33 . Encontre, se existir, pelo menos um vetor u = (^)  yx  não nulo tal que a. b. AA u u == (^3) − u 5 u ;; c. A u = 2 u. 10 Diz-se que duas matrizes A e B comutam se A B = BA. Encontre todas as matrizes B = (^)  zx wy que comutam com A = (^)  01 11 . 11 Encontre, se houver, todos os valores de a tal que

a. [ ] 0

a a ;

Dep 1 Dep 2

z y x A . O custo de transporte de cada produto por caminhão é R$1,50 para x, R$1,00 para y e R$2,00 para z. Oscustos correspondentes por trem são R$1,75, R$1,50 e R$1,00. Organize estes custos numa matriz B e depois utilize a multiplicação matricial para mostrar como a empresa pode comparar o custo detransporte dos seus produtos a cada um dos depósitos por caminhão e por trem.

1.4 INVERSA DE UMA MATRIZ Observe que, dadas as matrizes (^) A = (^)  00 53  e (^) B = (^)  02 04 , tem-se que (^) AB = O. Isto significa que o produto de duas matrizes não nulas pode dar como resultado uma matriz nula. Porém, o produto de doisnúmeros reais não nulos sempre dá um número não nulo. Também, pode-se notar, como já foi dito antes, que o produto não é comutativo. Esta diferença ocasiona um problema fundamental para definir a divisão dematrizes, pois observe que se a é um número real não nulo, então o inverso multiplicativo de a é simplesmente a −^1 = a^1 , mas este processo não pode ser imitado para matrizes não nulas. Este fato implica que a matriz inversa exista só em alguns casos. Definição 1.6: matriz inversa (^) Sejada matriz A uma matriz quadrada. Uma matriz quadrada A se A B = BA = I. Quando é possível encontrar uma matriz B da mesma ordem que B (^) A que seja uma é dita uma inversa de A , a matriz A é dita uma matriz invertível ( ou inversível).

Exemplo 1.17: Sejam as matrizes 

A e 

B. Então

A B = I = B A 

Assim, B é uma matriz inversa de A. Portanto, A é uma matriz invertível.

Exemplo 1.18: Se  

E e  

F , verifica-se que E F = FE = I. Logo, F é uma matriz inversa de E. Assim, E e F são matrizes invertíveis. Propriedade 1.5: Prova: Sejam as matrizes Seja A (^) uma matriz quadrada. Se existir uma matriz inversa de B e (^) C duas matrizes inversas de A. Então AB = B (^) ⋅ AA , então ela é única.= I e (^) AC = CA = I.

Logo,Logo, pode-se falar de: “a matriz inversa de B = B ⋅ I = B ⋅( A ⋅ C ) =( B ⋅ A ) ⋅ C = I ⋅ CA =”, e esta será denotada por C. Portanto, a inversa da matriz A − 1 . A , se existir, é única.

Propriedade ( A ⋅ B ) − 1 = B − 1 ⋅ 1.6:A − 1. Sejam A e B matrizes quadradas (da mesma ordem) invertíveis. Logo

Por enquanto, com o material desenvolvido até o momento, não tem como saber se existe a matriz inversa deuma matriz quadrada. Mais ainda, sabendo que a matriz inversa existe, resta o problema de calcular tal matriz inversa. Os problemas da existência e do cálculo da matriz inversa são vistos na seção 1.8. 1.5 As (^) operações elementares MATRIZES E OPERAÇÕES ELEMENTARES POR LINHAS realizadas em matrizes podem ser dos seguintes tipos:

  1. Primeiro tipo: Multiplicação da i -ésima linha de uma matriz por um escalar r. Esta operação é esquematizada pela notação:  → r Li Exemplo 1.19: Seja a matriz  
^ =

= t 3 A

t 2 A 1 tA l l l A , , , 0

. Se, por exemplo, a segunda linha da matriz é multiplicada por 2, então ter-se-á o esquema 

^ ^ →

t 3 A t 2 A t 1 A t^2 3 A

t 2 A t 1 A l l L l l l l , , , , , , (^2 2) , ou seja,

^ →
1 L 2

Pelos termos do exemplo 1.15, observe que se definimos a matriz diagonal  

E , então

^ =
^ ⋅

, , , , , , t 3 A t 2 A t 1 A t 3 A t 2 A 1 tA l l l l l l

EA

que é a matriz obtida anteriormente. No caso desta primeira operação elementar, a matriz elementar E associada é igual à matriz que resulta de multiplicar pormatriciais r a i -ésima linha da matriz identidade, ou seja, I  → r^^ Li E. Em termos