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metodos numéricos para edo's, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

metodos numéricos para edo's

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 15/04/2010

marcelo-cardoso-12
marcelo-cardoso-12 🇧🇷

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etodos Num´ericos para
EDO’S
9.1 Introdu¸ao
O estudo das equa¸oes diferenciais foi motivado inicialmente por proble-
mas da f´ısica, ou seja problemas de mecˆanica, eletricidade termodinˆamica,
magnetismo etc.
Atualmente muitas outras ´areas do conhecimento tem a formula¸ao te´orica
de seus problemas utilizando essas equa¸oes. Entre outras podemos as ´areas
de Qu´ımica, Ecologia, Biologia, Economia e Sociologia.
Alguns Exemplos de Equa¸oes Diferenciais Ordin´arias
1) Seja x(t) o espa¸co percorrido por um corpo em queda livre num ins-
tante de tempo t
a) Se desprezarmos a resistˆencia do ar teremos a tra jet´oria do corpo
regida pela equa¸ao
x00(t) + g= 0 ; g= ´e a acelera¸ao da gravidade
b) Se considerarmos a resistˆencia do ar, um corpo caindo de para-
quedas por exemplo, teremos
mx00(t) + bx0(t) + mg = 0 ; b=cte < 0
2) Seja M(t) a massa de um material radioativo no instante t.
Sabe-se que a taxa de desintegra¸ao ´e proporcional a quantidade de
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M´etodos Num´ericos para

EDO’S

9.1 Introdu¸c˜ao

O estudo das equa¸c˜oes diferenciais foi motivado inicialmente por proble- mas da f´ısica, ou seja problemas de mecˆanica, eletricidade termodinˆamica, magnetismo etc.

Atualmente muitas outras ´areas do conhecimento tem a formula¸c˜ao te´orica de seus problemas utilizando essas equa¸c˜oes. Entre outras podemos as ´areas de Qu´ımica, Ecologia, Biologia, Economia e Sociologia.

Alguns Exemplos de Equa¸c˜oes Diferenciais Ordin´arias

  1. Seja x(t) o espa¸co percorrido por um corpo em queda livre num ins- tante de tempo t

a) Se desprezarmos a resistˆencia do ar teremos a trajet´oria do corpo regida pela equa¸c˜ao

x′′(t) + g = 0 ; g = ´e a acelera¸c˜ao da gravidade

b) Se considerarmos a resistˆencia do ar, um corpo caindo de para- quedas por exemplo, teremos mx′′(t) + bx′(t) + mg = 0 ; b = cte < 0

  1. Seja M (t) a massa de um material radioativo no instante t. Sabe-se que a taxa de desintegra¸c˜ao ´e proporcional a quantidade de

massa existente. Assim temos

M ′(t) = kM (t) ; k = cte < 0

Esta mesma equa¸c˜ao descreve a reprodu¸c˜ao de bact´erias numa cultura s´o que neste caso k = cte > 0

9.2 Considera¸c˜oes Gerais sobre EDO’s

Suponha f : Rn^ → R e y : R → R, com derivadas at´e ordem n. Dizemos que uma equa¸c˜ao diferencial ordin´aria tem ordem n se ´e uma equa¸c˜ao que pode ser escrita como

yn^ = f (x, y, y′, · · · , yn−^1 ) ; yn^ = derivada de ordem n (9.1)

Uma fun¸c˜ao y = φ(x) ´e dita uma solu¸c˜ao da equa¸c˜ao (9.1) se:

a) y = φ(x) possue derivadas at´e ordem n;

b) yn(x) = f (x, φ(x), · · · , φn−^1 (x)).

Exemplo 9.2.

y′^ = x ⇒ y = x^2 2

  • k k = cte fam´ılia de solu¸c˜oes

Exemplo 9.2.

y′^ = −y ⇒ y = βe−x^ β = cte fam´ılia de solu¸c˜oes

9.3 EDO’s de Primeira Ordem

y′(x) = f (x, y(x))

No que segue sempre consideraremos EDO’s de primeira ordem. As EDO’s de ordem superior ser˜ao reduzidas a um sistema de EDO’s de primeira or- dem.

A demonstra¸c˜ao desse teorema foge aos nossos objetivos.

Voltando ao exemplo 9.4.3 podemos verificar que

f (x, y) = 4x

y ... ∂f ∂y

2 x √ y

Como lim y→ 0

2 x √ y

= ∞ temos que ∂f ∂y

torna-se ilimitada quando y ≈ 0

9.5 M´etodo de Picard

Considere o PVI{ y′^ = f (x, y) y(x 0 ) = y 0

D = {(x, y) ∈ R^2 : |x − x 0 | < a e |x − x 0 | < b}; f e

∂f ∂y cont´ınuas em D

Usando o Teorema Fundamental do C´alculo Integral temos

y(x) − y(x 0 ) =

∫ (^) x

x 0

y′(t) dt =

∫ (^) x

x 0

f (t, y(t) dt ⇒

y(x) = y(x 0 ) +

∫ (^) x

x 0

f (t, y(t) dt (9.2)

De acˆordo com (9.2) definimos o algoritmo de Picard

y 0 (x) := y 0 yk(x) := y 0 +

∫ (^) x x 0 f^ (t, yk−^1 (t))^ dt^ k^ = 1,^2 ,^ · · ·

Pode-se provar que

|φ(x) − yk(k)| ≤ M N k−^1 k!

hk^ ∀x ∈ [x 0 − h, x 0 + h], onde:

   

  

φ(x)solu¸c˜ao do PVI h = min{a,

b M

M = max{|f (x, y)|, (x, y) ∈ D} N = max{|

∂f ∂y (x, y)|, (x, y) ∈ D}

Observe que

lim k→∞ yk(x) = φ(x) ∀x ∈ [x 0 − h, x 0 + h]

Exemplo 9.5.

y′^ = x^2 + y^2 y(0) = 0

f (x, y) = x^2 + y^2

y 0 (x) = 0

y 1 (x) =

∫ (^) x

0

f (t, y 0 (t)) dt =

∫ (^) x

0

t^2 dt = x^3 3

y 2 (x) =

∫ (^) x

0

f (t, y 1 (t)) dt =

∫ (^) x

0

t^2 + ( t^3 3

)^2 dt = x^3 3

x^7 63

y 3 (x) =

∫ (^) x

0

f (t, y 2 (t)) dt =

∫ (^) x

0

t^2 + (

t^3 3

t^7 63 )^2 dt =

x^3 3

x^7 63

2 x^11 2079

x^15 59535

... φ(x) ≈

x^3 3

x^7 21

2 x^11 231

x^15 315

9.6 Solu¸c˜ao por S´erie de Taylor

y′^ = f (x, y(x) y(x 0 ) = y 0

Usando o desenvolvimento em s´erie de Taylor temos

yn+1 = y(xn+1) = y(xn + h) = y(xn) + hy′(xn) +

h^2 2 y′′(xn) +

h^3 6 y′′′(xn)+

hk k!

yk(xn) + hk+ (k + 1)!

yk+1(μ) μ ∈ (xn, xn + h)

y′(x) = f (x, y(x))

y′′(x) = d dx

f (x, y(x)) = ∂f ∂x

dx + ∂f ∂y

dy = ∂f ∂x

  • f ∂f ∂y

Assim fazendo k = 2 obtemos a seguinte f´ormula

yn+1 = yn + hf + h^2 2

∂f ∂x

  • f ∂f ∂y

) + y′′′(μ) h^3 6

Podemos ent˜ao definir

yn+1 = yn + h[f + h 2

∂f ∂x

  • f ∂f ∂y

)]

O erro cometido ser´a y′′′(μ)h^3 /6 e assim o erro ´e de ordem e(h) = O(h^3 )

E claro que podemos obter f´´ ormulas com erros de ordem superior utilizando mais termos na s´erie de Taylor. No entanto isso nos obrigaria a calcular y′′′(x), yiv(x),etc. E claro que o c´´ alculo dessas derivadas de ordem superior apesar de poss´ıvel ´e bastante penoso. Vamos nos contentar com o caso em que k = 2.

Algoritmo de Taylor de Ordem 3

Dado o PVI { y′^ = f (x, y) y(x 0 ) = y 0

Dado h > 0 considere xi = x 0 + hi, i = 0, · · · , n.

Podemos ent˜ao construir uma tabela de yi aproxima¸c˜ao para y(xi) onde y(x)

´e a solu¸c˜ao do PVI usando o algoritmo de Taylor

i = 0, · · · , n   

T (xi, yi) = f (xi, yi) + h 2

[

∂f ∂x

(xi, yi) + f (xi, yi) ∂f ∂y

(xi, yi)] yi+1 = yi + hT (xi, yi)

Exemplo 9.6. Dado o PVI { y′^ = y y(0) = 1 Fa¸ca uma tabela para a solu¸c˜ao aproximada do PVI usando h = 0.1 e n = 5.

Solu¸c˜ao

f (x, y) = y;

∂f ∂x

∂f ∂y

... T (x, y) = y +

h 2 (f (x, y).1) = y(1 +

h 2

yi+1 = yi + hT (xi, yi) = yi[1 + h(1 +

h 2

)]

Os valores yi calculados atrav´es da equa¸c˜ao acima est˜ao listados na tabela abaixo bem com os valores da solu¸c˜ao exata do PVI que nesse caso ´e conhe- cida e ´e dada por y(x) = ex. Tamb´em listamos a diferen¸ca entre a a solu¸c˜ao exata e a aproximada.

xi 0.00 0.10 0.20 0.30 0.40 0. yi 1.00000 1.10500 1.22102 1.34923 1.49090 1. exi^ 1.00000 1.10517 1.22140 1.34986 1.49182 1. exi^ − yi 0.00000 0.00017 0.00038 0.00063 0.00092 0.

AT EN C¸ AO˜! Se um algoritmo tem ei = O(hp) ou seja se o erro em cada etapa ´e proporcional `a hp^ ent˜ao E = O(hp−^1 ) pois temos n itera¸c˜oes e n = (a − x 0 )/h.

9.8 M´etodos de Passo-Simples

Defini¸c˜ao 9.8.1 Um algoritmo para resolver um PVI ´e dito ser de passo simples se a aproxi¸c˜ao yi+1 for calculada utilizando apenas o resultados do passo anterior.

Assim podemos definir os algoritmos de passo simples como sendo aqueles do tipo

yi+1 = yi + φ(xi, yi)

9.9 M´etodo de Euler

Seja

y′^ = f (x, y) y(x 0 ) = y 0

Observando que

y(x + h) = y(x) + hy′(x) + h^2 2 y′′(μ) μ ∈ (x, x + h)

temos que

y(xi + h) ≈ y(xi) + hy′(xi, yi) = y(xi) + hf (xi, yi)(fig 9.1)

Definimos ent˜ao o Algoritmo de Euler

Dados x 0 , y 0 , h. Geramos aproxima¸c˜oes yi para y(xi) atrav´es de

i = 0, 1 , 2 , 3 , · · · { yi+1 = yi + hf (xi, yi) xi+1 = xi + h

AT EN C¸ AO˜! Note que o algoritmo de Euler ´e equivalente `a solu¸c˜ao por s´erie de Taylor com k = 1. Assim temos

ei = O(h^2 ) e ent˜ao E = O(h).

9.10 Interpreta¸c˜ao Geom´etrica do M´etodo de Eu-

ler

x

y

y(x)

xi

yi

xi+

y(xi+1)

r yi+

Figura 9.1: M´etodo de Euler

Seja r a reta tangente a curva y = y(x) no ponto (xn, yn) e s a reta vertical passando por (xi+1, 0).

Assim temos { r : yi + y′(xi)(x − xi) s : x = xi+

Observe agora que yi+1 ´e a itersec¸c˜ao das retas r e s pois a intersec¸c˜ao ´e dada por

yi + y′(xi)(xi+1 − xi) = yi + y′(xi)(h) = yi + hf (xi, yi)

Exemplo 9.10.

Dado o PVI

y′^ = −y y(0) = 1

Fa¸ca uma tabela da solu¸c˜ao aproximada, usando o m´etodo de Euler, com

Exemplo 9.10.2 Considere o PVI

y′^ = y y(0) = 1

Usando M´etodo de Euler Determine y(a).

(Observe que y(x) = ex^ ´e a solu¸c˜ao exata do PVI)

Solu¸c˜ao

h = a/n ⇒ a = nh

yi+1 = yi = hf (xi, yi) = yi + hyi = yi(1 + h)

y 0 = 1

y 1 = 1(1 + h)

y 2 = (1 + h)(1 + h) = (1 + h)^2

y 3 = (1 + h)^2 (1 + h) = (1 + h)^3 .. .

yn = (1 + h)n^ = (1 + a/n)n

Como y(xn) = y(x 0 + nh) = y(nh) = y(a) temos que

y(a) = y(xn) ≈ yn = (1 + a/n)n

Observe que lim n→∞ yn = lim n→∞ (1 + a/n)n^ = ea

9.11 M´etodo de Heun

Analizando o m´etodo de Euler observamos que ele considera a inclina¸c˜ao y′(x) constante no intervalo [xi, xi + h] e toma essa constante como a incli- na¸c˜ao no extremo esquerdo do intervalo.(Veja figura 9.1)

O m´etodo de Heun ao inv´es disso utiliza o valor dessa constante como a m´edia aritm´etica das inclina¸c˜oes nos pontos extremos do intervalo [xi, xi +h].

Podemos ent˜ao considerar

yi+1 = yi + h 2

(y′(xi) + y′(xi+1))

Usando o PVI podemos escrever as equa¸c˜oes

y′(xi) = f (xi, yi)

y′(xi+1) = f (xi+1, yi+1)

Como na ´ultima equa¸c˜ao n˜ao conhecemos o valor de yi+1 vamos utilizar

aproxima¸c˜ao dada por yi+1 = yi + hf (xi, yi).

Assim teremos

yi+1 = yi +

h 2 (f (xi, yi) + f (xi+1, hf (xi, yi))

Podemos ent˜ao considerar o algoritmo de Heun. Dados x 0 , y 0 , h. Geramos aproxima¸c˜oes yi para y(xi) atrav´es de

i = 0, 1 , 2 , 3 , · · ·     

   

k 1 = f (xi, yi)

k 2 = f (xi + h, yi + hk 1 )

yi+1 = yi + h 2

(k 1 + k 2 )

xi+1 = xi + h

AT EN C¸ AO˜! Pode ser demonstrado que o m´etodo de Heun tem erro local ei = O(h^3 ) e erro global E = O(h^2 )

Exemplo 9.11.1 Vamos resolver o mesmo problema do exemplo 9.10.1 uti- lizando o m´etodo de Heun no sentido de comparar os resultados.

Dado o PVI

y′^ = −y y(0) = 1

Fa¸ca uma tabela da solu¸c˜ao aproximada, usando o m´etodo de Heun, com h = 0.1 e n = 10.

Solu¸c˜ao

x 0 = 0; y 0 = 1; f (x, y) = −y

k1 = f (xi, yi) = −yi

k2 = f (xi + h, yi + hk 1 ) = −(yi + hk 1 )

yi+1 = yi + h 2

(k 1 + k 2 )

A tabela abaixo mostra os resultados das itera¸c˜oes bem como as compara¸c˜oes com a solu¸c˜ao exata y(x) = e−x

O algoritmo de Hunge-Kutta ser´a ent˜ao dado por

Dados x 0 , y 0 , h. Geramos aproxima¸c˜oes yi para y(xi) atrav´es de

i = 0, 1 , 2 , 3 , · · ·

       

      

k 1 = f (xi, yi)

k 2 = f (xi +

h 2 , yi +

h 2 k 1 )

k 3 = f (xi + h 2

, yi + h 2

k 2 )

k 4 = f (xi + h, yi + hk 3 )

yi+1 = yi +

h 6 (k 1 + 2k 2 + 2k 3 + k 4 )

xi+1 = xi + h

Exemplo 9.12.

Dado

y′^ = 1 − x + 4y y(0) = 1

Determinar uma aproxima¸c˜ao para y(0.2) usando h = 0.2.

Solu¸c˜ao

f (x, y) = 1 − x + 4y

k 1 = f (0, 1) = 5

k 2 = f (0. 1 , 1 .5) = 6. 9

k 3 = f (0. 1 , 1 .69) = 7. 66

k 4 = f (0. 2 , 2 .532) = 10. 928

y 1 = 1 + 0. 2 /6[5 + 2(6.9 + 7.66) + 10.928] = 2. 5016

Exemplo 9.12.

Dado

y′^ = x^2 + y^2 y(0) = 0

Determine uma aproxima¸c˜ao para y(xi) usando h = 0.05 e n = 6.

Solu¸c˜ao

x 0 = 0; y 0 = 0; f (x, y) = x^2 + y^2

k 1 = f (xi, yi) = x^2 i + y i^2

k 2 = f (xi + h/ 2 , yi + h/ 2 k 1 ) = −(yi + hk 1 )

yi+1 = yi + h 2

(k 1 + k 2 )

A tabela abaixo mostra os resultados das itera¸c˜oes.

yi 0.00 0.05 0.10 0.15 0.20 0.25 0. yi 0.00 0.000813 0.003000 0.007315 0.014513 0.025364 0.

9.13 M´etodos de Predi¸c˜ao-Corre¸c˜ao

Os m´etodos do tipo predi¸c˜ao-corre¸c˜ao s˜ao baseados na seguinte t´ecnica

Vamos considerar o PVI

y′^ = f (x, y) y(x 0 ) = y 0

Pelo teorema fundmental do c´alculo integral temos

y(xk+1) = y(xk) +

∫ (^) xk+

xk

y′(t) dt =

∫ (^) xk+

xk

f (t, y(t)) dt (9.3)

Observando que f (t, y(t)) ´e uma fun¸c˜ao unicamente da vari´avel t podemos considerar g(t) = f (t, y(t)) e utilizar um m´etodo de integra¸c˜ao num´erica para calcular

∫ (^) xk+ xk g(t)^ dt.

Usando, por exemplo, a regra do Trap´ezio teremos: ∫ (^) xk+

xk

g(t) dt =

h 2 (g(xk) + g(xk+1)) =

h 2 (f (xk, yk) + f (xk+1, yk+1))

Usando a equa¸c˜ao (9.3) teremos

yk+1 = yk + h 2

(f (xk, yk) + f (xk+1, yk+1)

Exemplo 9.13.

Dado o PVI

y′^ = y y(0) = 1

Fa¸ca uma tabela para y(x) de x = 1 at´e x = 0.6 com h = 0.1 e usando o corretor 3 vezes em cada etapa.

Solu¸c˜ao

y 10 = y 0 + hf (0, 1) = 1 + (0.1)1 = 1. 1

y 11 = y 0 + h/2(f (0, 1) + f (0. 1 , 1 .1)) = 1 + (0.1)/2(1 + 1.1) = 1. 105

y 12 = y 0 + h/2(f (0, 1) + f (0. 1 , 1 .105)) = 1 + (0.1)/2(1 + 1.105) = 1. 10525 y 13 = y 0 + h/2(f (0, 1) + f (0. 1 , 1 .10525)) = 1 + (0.1)/2(1 + 1.10525) = 1. 1052625

As demais itera¸c˜oes est˜ao na tabela abaixo bem como a solu¸c˜ao exata como ´ultima coluna.

xi y^0 i y i^1 y^2 i y^3 i exi 0.10 1.1000000 1.1050000 1.1052500 1.1052625 1. 0.20 1.2157887 1.2213151 1.2215914 1.2216052 1. 0.30 1.3437657 1.3498737 1.3501791 1.3501944 1. 0.40 1.4852139 1.4919648 1.4923024 1.4923192 1.

Uma quest˜ao interessante a ser discutida ´e sobre o valor de m, ou seja, sobre quantidade de vezes que devemos utilizar o corretor. Uma t´ecnica para se determinar uma estimativa para m ´e a seguinte:

Vamos considerar a t´ıtulo de praticidade o exemplo anterior ou seja { y′^ = y y(0) = 1

y′(x) = y(x) ⇒ y′′(x) = y′(x) ⇒ y′′(0) = y′(0) = y(0) = 1

y′′′(x) = y′′(x) ⇒ y′′′(0) = y′′(0) = 1 ⇒

Como o erro da f´ormula do corretor ´e dada por ETi ≈

h^3 12 y′′′(ξ) podemos

considerar para efeitos pr´aticos que y′′′(ξ) ≈ y′′′(0) = 1

... EiT ≈

(0.1)^3

× 1 = 0. 00033

Assim, para o exemplo anterior, n˜ao se deve esperar mais do que 3 casas decimais exatas, bastando usar o corretor duas vezes.

Exemplo 9.13.

Dado o PVI

y′^ = x −

y y(0) = 1

Fa¸ca uma tabela para y(x) de x = 0 at´e x = 0.4 com h = 0.1. Determine uma estimativa para m.

Solu¸c˜ao

y′(x) = x −

y(x) ⇒ y′(0) = 0 −

y(0)

y′′(x) = 1 +

y′(x) (y(x))^2 ⇒ y′′(0) = 1 +

y′(0) (y(0))^2

y′′′(x) = −

y′′(x)(y(x))^2 − 2(y′(x))^2 y(x) y(x)^4

y′′′(0) = − y′′(0)(y(0))^2 − 2(y′(0))^2 y(0) (y(0))^4

... EiT ≈ 2

(0.01)^3

Assim n˜ao devemos esperar mais do que 3 casas decimais exatas.

xi y^0 i y^1 i y i^2 y^3 i 0.10 0.9000000 0.8994444 0. 0.20 0.7982261 0.7961792 0. 0.30 0.6903929 0.6857831 0. 0.40 0.5693739 0.5595193 0.5579727 0.

Podemos ent˜ao considerar as aproxima¸c˜oes

 



y(0.1) ≈ 0. 899 y(0.2) ≈ 0. 796 y(0.3) ≈ 0. 685 y(0.4) ≈ 0. 557