Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


P1 fap2293-2009, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

P1 de FAP2293 - 2009

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 13/12/2009

marylia-gutierrez-11
marylia-gutierrez-11 🇧🇷

17 documentos

1 / 5

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
IFUSP
FAP2293
F´
ısica para Engenharia El´
etrica 4
PROVA 1
22/09/2009
Gabarito 17 de setembro de 2009
Quest˜
ao 1
O gr´
afico abaixo mostra a intensidade em func¸ ˜
ao do ˆ
angulo de observac¸ ˜
ao, I(θ), num experimento de
interferˆ
encia por duas fendas retas idˆ
enticas separadas pela distˆ
ancia d= 6,00 µm. Todo o aparato se
encontra no ar.
−50 −40 −30 −20 −10 0 10 20 30 40 50
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
θ(o)
I(θ)
I0
(1,0): a) Determine a largura das fendas a.
(0,5): b) Determine o comprimento de onda λda radiac¸ ˜
ao monocrom´
atica utilizada.
(0,5): c) Suponha que uma das fendas fosse obstru´
ıda. Em termos de I0, quais seriam as intensidades
observadas em θ= 0eθ= 30?
(0,5): d) Descreva qualitativamente as mudanc¸as que seriam observadas no gr ´
afico I(θ)se todo aparato
(2 fendas abertas + anteparo) fosse imerso em ´
agua (n= 1,33).
Interferˆencia e difra¸c ˜ao
a) Em θ= 30coincidem o primeiro m´
ınimo de difrac¸ ˜
ao,
asen 30=λ,
e o sexto m´
aximo de interferˆ
encia
dsen 30= 6λ.
Assim :
a=d/6=1,00 µm.
b) Do primeiro m´
ınimo de difrac¸ ˜
ao em θ= 30:
λ=asen 30=a/2 = 500 nm.
c) Com apenas uma fenda aberta se observa a figura de difrac¸˜
ao de uma fenda ´
unica com abertura
a. Em θ= 0,I0´
e o resultado da interferˆ
encia construtiva de duas fendas, portanto:
I(0) = 1
4I0.
Em θ= 30se localiza o primeiro m´
ınimo de difrac¸ ˜
ao da fenda, portanto:
I(30)=0.
pf3
pf4
pf5

Pré-visualização parcial do texto

Baixe P1 fap2293-2009 e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Elétrica, somente na Docsity!

IFUSP

FAP

F´ısica para Engenharia El´etrica 4

PROVA 1

Gabarito – 17 de setembro de 2009

Quest˜ao 1

O gr´afico abaixo mostra a intensidade em func¸ ˜ao do ˆangulo de observac¸ ˜ao, I(θ), num experimento de interferˆencia por duas fendas retas idˆenticas separadas pela distˆancia d = 6, 00 μm. Todo o aparato se encontra no ar.

−50 −40 −30 −20 −10 0 10 20 30 40 50

0,

0,

0,

0,

0,

1,

θ (o)

I(θ)

I 0

(1,0): a) Determine a largura das fendas a. (0,5): b) Determine o comprimento de onda λ da radiac¸ ˜ao monocrom´atica utilizada. (0,5): c) Suponha que uma das fendas fosse obstru´ıda. Em termos de I 0 , quais seriam as intensidades observadas em θ = 0◦^ e θ = 30◦? (0,5): d) Descreva qualitativamente as mudanc¸as que seriam observadas no gr´afico I(θ) se todo aparato (2 fendas abertas + anteparo) fosse imerso em ´agua (n = 1, 33 ).

Interferˆencia e difra¸c˜ao

a) Em θ = 30◦^ coincidem o primeiro m´ınimo de difrac¸ ˜ao,

a sen 30◦^ = λ,

e o sexto m´aximo de interferˆencia d sen 30◦^ = 6λ. Assim : a = d/6 = 1, 00 μm. b) Do primeiro m´ınimo de difrac¸ ˜ao em θ = 30◦:

λ = a sen 30◦^ = a/2 = 500 nm.

c) Com apenas uma fenda aberta se observa a figura de difrac¸ ˜ao de uma fenda ´unica com abertura a. Em θ = 0◦, I 0 e o resultado da interferˆ´ encia construtiva de duas fendas, portanto:

I(0◦) = 14 I 0.

Em θ = 30◦^ se localiza o primeiro m´ınimo de difrac¸ ˜ao da fenda, portanto:

I(30◦) = 0.

d) Com o sistema imerso em ´agua, o comprimento de onda ´e reduzido pelo ´ındice de refrac¸ ˜ao, λ′^ = λ/n, de maneira que as diferenc¸as de fase para o mesmo ˆangulo θ s˜ao aumentadas pelo mesmo fator n: ∆φ′^ = 2π

∆r(θ) λ′^ = 2π

∆r(θ) λ = n∆φ.

Em conseq ¨uˆencia, o padr˜ao de interferˆencia se estreita de forma que a intensidade originalmente observada em θ passa a ser observada em θ′^ tal que n sen θ′^ = sen θ.

Quest˜ao 2

Um filme fino de uma soluc¸ ˜ao de ´agua e sab˜ao (ns = 1,40) est´a suspenso no ar (nar = 1,00) horizon- talmente atrav´es de um anel e ´e iluminado por cima com luz branca (400 nm ≤ λ ≤ 700 nm).

(1,0): a) Qual deve ser a espessura m´ınima do filme para que, por reflex˜ao em incidˆencia normal, ele seja observado na cor esverdeada correspondente a λ = 560 nm? (1,0): b) Um filme desta mesma soluc¸ ˜ao ´e depositado sobre uma lˆamina de vidro (nv = 1,50). Qual deve ser agora a espessura m´ınima do filme para que ele seja observado, nas mesmas condic¸ ˜oes anteriores, na mesma cor de λ = 560 nm? (0,5): c) Suponha que um filme da mesma soluc¸ ˜ao tenha uma espessura muito menor que as espes- suras m´ınimas dos ´ıtens anteriores. Que cores seriam observadas por reflex˜ao: i) no filme suspenso no ar e ii) no filme depositado sobre a lˆamina de vidro? Justifique.

Interferˆencia em pel´ıculas delgadas

a) Deve-se ter um m´aximo de interferˆencia na reflex˜ao pelas duas superf´ıcies do filme para λ = 560 nm. H´a invers˜ao de fase apenas na primeira reflex˜ao, quando a luz passa do ar para o filme (espessura t). Assim, a condic¸ ˜ao de m´aximo de interferˆencia fica:

2 nst = (m + 12 )λ.

A m´ınima espessura corresponde a m = 0, ou seja:

tm´ın = λ 4 ns = 100 nm.

b) Agora h´a invers˜ao de fase nas duas reflex ˜oes, e portanto a condic¸ ˜ao de m´aximo se escreve

2 nst = mλ,

e a m´ınima espessura corresponde a m = 1:

tm´ın =

λ 2 ns = 200 nm.

c) Se t  tm´ın a eventual diferenc¸a de fase ´e devida apenas `as invers ˜oes de fase nas reflex ˜oes. No primeiro caso h´a apenas uma invers˜ao de fase, de forma que ∆φ = π e os dois feixes refleti- dos interferem destrutivamente para qualquer comprimento de onda: o filme ´e observado como preto. No segundo caso h´a invers˜ao de fase nas duas reflex ˜oes, de forma que ∆φ = 0 e os dois feixes re- fletidos interferem construtivamente para qualquer comprimento de onda: o filme ´e observado como branco.

Quest˜ao 4

Considere o modelo de Bohr para o ´atomo de hidrogˆenio. (0,5): a) Determine, usando a regra de quantizac¸ ˜ao de Bohr, os raios rn das ´orbitas permitidas em func¸ ˜ao das constantes universais e, h,  0 e me e no n ´umero quˆantico n. (1,0): b) Calcule a freq ¨uˆencia angular ωn da ´orbita de raio rn em func¸ ˜ao das constantes e do n ´umero quˆantico n. (1,0): c) Classicamente, a freq ¨uˆencia da radiac¸ ˜ao emitida por uma carga em movimento circular ´e igual a sua freq ¨uˆencia de rotac¸ ˜ao. Determine a freq ¨uˆencia angular ω da radiac¸ ˜ao emitida em transic¸ ˜oes entre ´orbitas consecutivas (n+1 → n). Mostre que para n ´umeros quˆanticos grandes, n  1 , a freq ¨uˆencia da radiac¸ ˜ao emitida ´e iguala freq ¨uˆencia de rotac¸ ˜ao ωn.

Modelo de Bohr

a) Regra de quantizac¸ ˜ao de Bohr: L = mvr = nℏ. Segunda lei de Newton (k = 1/ 4 π 0 ):

mv^2 r

= k e^2 r^2

⇒ mv^2 r =

L^2

mr

= ke^2 ⇒ r =

L^2

mke^2

Assim: rn =

ℏ^2

mke^2

n^2 = a 0 n^2 ,

com a 0 = ℏ^2 /mke^2. b) A freq ¨uˆencia angular de rotac¸ ˜ao ser´a

ωn = vn rn

Ln mr n^2

nℏ ma^20 n^4

⇒ ωn =

ma^20

n^3

mk^2 e^4 ℏ^3

n^3

c) A energia do f ´oton emitido ser´a:

hf = ℏω = ∆E = En+1 − En.

Como En = −

ke^2 2 a 0

n^2

ℏω = ke^2 2 a 0

[

n^2

(n + 1)^2

]

ke^2 2 a 0

[

(n + 1)^2 − n^2 n^2 (n + 1)^2

]

ke^2 a 0

n(n + 1)^2

Para n  1 ω ≈ ke^2 ℏa 0

n^3

ma^20

n^3

mk^2 e^4 ℏ^3

n^3 = ωn.

IFUSP

FAP

F´ısica para Engenharia El´etrica 4

Formul´ario Prova 1 — 22/09/

c = 3, 00 × 108 m/s e = 1, 60 × 10 −^19 C

μ 0 = 4π× 10 −^7 N A−^2 = 1, 26 × 10 −^6 N A−^2 λC = h mec

= 2, 43 × 10 −^3 nm

 0 = 1/μ 0 c^2 = 8, 85 × 10 −^12 F/m me = 9, 11 × 10 −^31 kg = 0,511 MeV/c^2

h = 6, 63 × 10 −^34 J s = 4, 14 × 10 −^15 eV s h √ 2 me

= 4, 91 × 10 −^19 J^1 /^2 m = 1,226 (eV)^1 /^2 ·nm

hc = 2, 00 × 10 −^25 J m = 1240 eV nm a 0 = 4π 0 ℏ^2 /mee^2 = 0, 529 A˚ σ = 5, 67 × 10 −^8 W m−^2 K−^4 mp = 1, 673 × 10 −^27 kg = 938,3 MeV/c^2 b = 2, 90 × 10 −^3 K m mn = 1, 675 × 10 −^27 kg = 939,6 MeV/c^2

θi = θr n 1 sen θi = n 2 sen θt

v = ω k = λf = c n

φ ≈ 2 π d sen θ λ

I = Imax cos^2 (φ/2) d sen θbril = mλ d sen θesc =

m+ (^12)

λ

Φ ≈ 2 π

a sen θ λ I = Imax

[

sen (Φ/2) (Φ/2)

] 2

a sen θesc = mλ (m = ± 1 ,± 2 ,... ) θmin ≈ λ/a; θmin ≈ 1 , 22 λ/D

2 nt =

m+ (^12)

λ 2 nt = mλ

d sen θbril = mλ (m = 0,± 1 ,± 2 ,... ) 2 d sen θ = mλ (m = 0,± 1 ,± 2 ,... )

I = I 0 cos^2 θ

En = nhf ; n = 0, 1 , 2 , 3 ,...

RT = σT 4 λmaxT = b = 2, 90 × 10 −^3 K m

E = hf = hc λ ; p =

E

c

h λ Kmax = hf − φ = e∆Vs

E =

(pc)^2 + (mc^2 )^2 λ′^ − λ 0 = λC (1 − cos θ) λC = h mec

L = nℏ En=−

Z^2 e^2 8 π 0 a 0

n^2

Z^2

n^2 13 ,6 eV