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Prática de processamento de pães, Trabalhos de Ciência e Tecnologia de Alimentos

Prática de processamento de pães

Tipologia: Trabalhos

2021

Compartilhado em 18/01/2023

luiza-soares-16
luiza-soares-16 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE FURG
ESCOLA DE QUÍMICA E ALIMENTOS - EQA
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS
Caroline Senna - 88859
Jéssica Dias - 108098
Luiza Soares - 88841
Munick Führ - 119000
Sarah Jardim - 112454
PROCESSAMENTO DE PÃO
10% FARINHA DE GRÃO DE BICO
10% FARINHA DE GRÃO DE BICO E 5% FARINHA DE CHIA
Trabalho apresentado à disciplina de
Tecnologia de Grãos e Cereais
Profª Márcia de Mello Luvielmo
Rio Grande
2021
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE – FURG

ESCOLA DE QUÍMICA E ALIMENTOS - EQA

GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS

Caroline Senna - 88859

Jéssica Dias - 108098

Luiza Soares - 88841

Munick Führ - 119000

Sarah Jardim - 112454

PROCESSAMENTO DE PÃO

10% FARINHA DE GRÃO DE BICO

10% FARINHA DE GRÃO DE BICO E 5% FARINHA DE CHIA

Trabalho apresentado à disciplina de

Tecnologia de Grãos e Cereais

Profª Márcia de Mello Luvielmo

Rio Grande

1. MATÉRIAS-PRIMAS

1.1 Farinha de trigo

A farinha de trigo é responsável pela adição das proteínas formadoras de glúten, que

são os principais fatores responsáveis pelo seu potencial de panificação. Além disso, o amido,

lipídeos e componentes aquossolúveis da farinha são também necessários para a produção de

pão com volume, textura e frescor adequados (DANTAS, 2010).

Durante o processo de mistura, as proteínas insolúveis (gliadinas - responsáveis pela

viscosidade e gluteninas - responsáveis pela elasticidade) da farinha de trigo hidratam-se e

formam o glúten, que é responsável por reter os gases produzidos pelas leveduras, resultando

em um produto fermentado de baixa densidade. As gliadinas são as principais responsáveis

pelo controle do volume do pão, enquanto as gluteninas respondem pelos tempos de mistura e

de desenvolvimento da massa, sendo essa fração a mais elástica e coesa. Essa particularidade

é determinante para as propriedades reológicas da massa e, por conseguinte, para as

características finais dos produtos panificados (WATANABE, 2014).

O amido auxilia na manutenção da estrutura do pão no cozimento, contribuindo com a

retenção dos gases produzidos durante a fermentação. Os lipídios também participam das

interações entre o amido e proteínas, das proteínas entre si, gliadina e gluteninas (DANTAS,

1.2 Farinha de grão de bico

De acordo com BRAGA (1997), o teor de carboidratos e de proteínas do grão-de-bico

abrange cerca de 80% do peso total das sementes secas. A proteína do grão-de-bico tem sido

considerada a de melhor valor nutricional entre as leguminosas (TAVANO, 2002). Além disso,

diferencia-se das demais leguminosas por sua digestibilidade, baixo teor de substâncias

antinutricionais, além de apresentar a melhor disponibilidade de ferro (CANNIATTI, 2004) e

boas quantidades de minerais, vitaminas e fibras (RIBEIRO, 1992). O grão-de-bico é uma

leguminosa que tem, nutricionalmente, grande potencial a ser explorado, a fim de minimizar

as deficiências protéicas e minerais da população, uma vez que é uma boa fonte de P, Mg, Fe,

K, Co, Mn (AVANCINI et. al, 1992). A farinha de grão-de-bico proporciona novas

possibilidades nutricionais e sensoriais aos produtos. Sendo assim, é importante considerar a

utilização de formulações alternativas para pães.

também como fonte de energia e carbono para as próximas etapas. É responsável pela formação

do CO 2 e do álcool, além de estabilizar o pH da massa entre 4,5 e 5,3, o que auxilia na formação

do glúten (BRANDÃO e LIRA, 2001).

1.6 Sal

O sal ou cloreto de sódio (NaCl) é um elemento indispensável para o processamento de

pão, pois além de ser um realçador de sabor, tem como principal função atuar sobre a formação

do glúten, da gliadina, um dos componentes que formam a rede do glúten que confere

elasticidade à massa. Em uma massa sem adição de sal as fibras das proteínas esticariam alguns

centímetros e arrebentariam. Quando é utilizada a quantidade correta de sal as fibras ficam

mais elásticas devido à formação do glúten (BRANDÃO e LIRA, 2001). Outra função da

adição de sal no processamento de pão é o controle da fermentação, pois as proteínas da massa

retêm muito gás produzido pelas leveduras. Também tem como função inibir as leveduras,

interrompendo a fermentação, pois possui poder antimicrobiano se adicionado diretamente no

fermento (BRANDÃO e LIRA, 2001).

1.7 Fermento biológico seco

O fermento biológico seco é classificado de acordo com seu teor de umidade, sendo um

produto oriundo de culturas puras de leveduras ( Saccharomyces cerevisiae ) por procedimento

tecnológico adequado e empregado para dar sabor próprio, aumentar o volume e a porosidade

dos produtos forneados (BRASIL, 1977).

As leveduras caracterizam-se por apresentarem alta resistência em condições ambiente,

pH, presença de sais e temperatura de até, aproximadamente, 35°C. No processo de

panificação, a função principal do fermento é a de induzir a fermentação dos açúcares

produzindo CO 2

, responsável pela formação dos alvéolos internos e pelo crescimento da massa

(BLUMER, 2002).

1.8 Ácido ascórbico

Na panificação são utilizados alguns agentes oxidantes, como o ácido ascórbico (que é

classificado segundo a legislação Brasileira como um melhorador da tecnologia de panificação)

e o azodicarbonamida. Os agentes oxidantes têm como função unir as porções proteicas à

gliadina e à glutenina, formando a rede do glúten que dá força devido à amplitude da sua

superfície e capacidade de associação molecular. No Brasil, o agente oxidante mais utilizado é

o ácido ascórbico. O azodicarbonamida é utilizado na produção de pão somente em moinhos

(BRANDÃO e LIRA, 2001).

1.9 Água

A água no processamento de pão tem como função a hidratação da farinha, a

distribuição uniforme dos ingredientes na massa, união das proteínas gliadina e glutenina

formando a rede do glúten, possibilita a reação das enzimas, permite o desenvolvimento do

processo fermentativo, disponibiliza vapor para o salto de forno e auxilia no controle da

temperatura da massa (BRANDÃO e LIRA, 2001).

2. METODOLOGIA

2.1 Formulação dos pães

A prática contempla a análise e comparação de pães formulados com diferentes

proporções de ingredientes. Sendo assim, foram elaboradas 3 formulações a fim de que as

características dos produtos finais fossem observadas. As composições foram: pão à base de

farinha de trigo, mantido como “Controle” para comparação com as demais fórmulas; pão com

10% de farinha de grão de bico e pão com 10% de farinha de grão de bico e 5% de farinha de

chia. A Tabela 1 apresenta as composições utilizadas em cada formulação, abrangendo todos

os ingredientes utilizados na elaboração dos pães. Cabe salientar que, com exceção das

farinhas, todos os demais ingredientes são mantidos originalmente a fim de desempenharem

seu papel sensorial bem como suas funções tecnológicas, sem influenciarem nos resultados

provenientes apenas das farinhas, que são o foco do estudo.

Abaixo são descritas as etapas da produção de pães conforme o fluxograma da Figura 1.

Pesagem: as matérias-primas utilizadas para o processamento de pão são inicialmente pesadas

e acondicionadas em recipientes para posterior utilização;

Homogeneização: inicialmente, os ingredientes secos como a farinha de trigo, farinha de grão

de bico, farinha de chia, sal e ácido ascórbico são homogeneizados em batedeira planetária por

3 minutos. O fermento biológico seco e o açúcar são colocados em um recipiente com pequena

quantidade de água para que o açúcar sirva como substrato para o fermento. Após 3 minutos

essa mistura é adicionada aos ingredientes secos, além da gordura vegetal e o restante da água

é adicionado aos poucos durante a homogeneização da massa, que ocorre por 6 minutos em

alta rotação em batedeira planetária;

Descanso da massa: após a homogeneização da massa, ocorre a etapa de descanso por 10

minutos em temperatura ambiente;

Divisão da massa: após o descanso, a massa é dividida em partes para a próxima etapa;

Boleamento: a etapa de boleamento é realizada através do manuseio da massa em formatos

circulares, sendo amassadas para baixo com o intuito de incorporar ar na massa;

Moldagem: na etapa de moldagem, ocorre o abrimento da massa com rolo para que sejam

formados rolinhos;

Enformagem: já com a massa moldada, os rolinhos são colocados em formas untadas

previamente;

Fermentação: a etapa de fermentação ocorre por 1h30 em estufa com ambiente controlado,

com temperatura de 30°C e umidade relativa controlada com água em recipientes no interior

da estufa;

Forneamento: após o tempo de fermentação as massas são assadas em forno pré-aquecido a

220°C por 20 minutos;

Esfriamento: após assados, os pães são esfriados para realização das análises.

2.3 ANÁLISES

As análises realizadas contam com a observação de diferentes aspectos dos produtos,

sendo consideradas características estruturais e referentes à composição dos pães.

2.3.1 Avaliação física

Em relação às propriedades físicas, foram verificadas as massas do preparo cru e do

pão pronto. O primeiro aspecto avaliado foi a perda por cocção, que é uma medida que

apresenta a capacidade da massa em reter água durante o forneamento (GARDA et al. 2012;

STORCK et al. 2009). As perdas na cocção (% PC) foram calculadas conforme a Equação 1

𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑒𝑝𝑎𝑟𝑜 𝑐𝑟𝑢 − 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑝ã𝑜

Equação 1

Onde:

Massa de preparo cru: massa pesada do pão antes de ir ao forno

Massa de pão: massa pesada do pão pronto

2.3.2 Avaliações tecnológicas

2.3.2.1 Volume específico

Tanto o volume específico quanto a elevação da massa são medidas importantes para

verificar-se a capacidade de a farinha reter o gás no interior da massa e, consequentemente,

permitir o crescimento dos pães (GARDA et al. 2012; STORCK et al. 2009).

Para a determinação do volume do pão é usual que seja realizada uma comparação entre

um material capaz de preencher um recipiente de volume conhecido (nesse caso, semente de

painço) e a quantidade de sementes que excede o preenchimento do recipiente quando este

contém o pão em seu interior. A diferença entre as quantidades de sementes no recipiente

representa o volume do pão.

O volume específico (VE) (mL/g) foi obtido pela razão entre o volume aparente (mL),

realizado por deslocamento de sementes de painço segundo Pizzinatto et al. (1993) e a massa

(g) após o forneamento, conforme a Equação 2.

Equação 2

Após a análise do volume aparente foi avaliada a dureza do miolo dos pães.

2.3.2.2 Dureza do miolo

A dureza do miolo do pão foi medida no pão fresco (após 1h de forneamento) e

realizada em texturômetro TA-XT2 (Stable Micro Systems, UK). Para esta análise, os pães

A Figura 1 apresenta o pão elaborado somente com farinha de trigo para utilização

como “Controle” e parâmetro de comparação com as demais formulações.

Figura 1. Pão controle inteiro

Fonte: Material elaborado pela docente para apresentação da prática

A partir do Controle foram avaliadas e comparadas as características das demais

formulações. As Figuras 2 e 3 apresentam os pães com formulação com 10% de farinha de grão

de bico e 10% de farinha de grão de bico + 5% de farinha de chia, respectivamente.

Figura 2. Pão inteiro com formulação FGB 10%

Fonte: Material elaborado pela docente para apresentação da prática

Figura 3. Pão inteiro com formulação FGB 10% + FC 5%

Fonte: Material elaborado pela docente para apresentação da prática

Após a avaliação das características externas dos pães, os mesmos foram fatiados para

as observações das características no interior dos pães.

Figura 4. Pão fatiado com formulação FGB 10% + FC 5%

Fonte: Material elaborado pela docente para apresentação da prática

Além das observações visuais sobre os pães, também foram mensuradas propriedades

quantitativas dos produtos, conforme ilustra a Tabela 3.

Tabela 3. Média das análises de avaliação física (peso) e volume específico

Tipo de pão Amostra de pão

Média da

Massa Crua (g)

Média da

Massa Assada

(g)

Média do Volume

Específico (cm

3

Controle

C

C

C

10% FGB

10% FGB + 5% FC

FGB = Farinha de Grão de Bico; FC = Farinha de Chia.

Fonte: os autores

redução da farinha de trigo e, com isso, a redução do glúten, que é responsável pela retenção

de gás (CO 2 ). Desse modo, os pães apresentaram volume menor em relação ao “Controle”.

Além disso, a formulação com 10% de farinha de grão de bico e 5% de farinha de chia tem

mais adição de fibras, onde elas apresentam um aumento da resistência da massa, conferindo

aos pães menor volume quando comparados às demais formulações.

3.1 Dureza do miolo

Durante o processo de panificação as proteínas do glúten são responsáveis pela

formação de uma rede viscoelástica a qual, ao sustentar o gás produzido pela fermentação, dá

forma ao pão.

Segundo Esteller e Lannes (2005), a textura dos pães está associada com a força

necessária para ocasionar uma deformação ou rompimento da amostra. É avaliada por

texturômetros mecânicos e correlacionada com a mordida humana durante a ingestão dos

alimentos. Ainda, os autores mencionam que em produtos panificados, a força máxima avaliada

depende dos ingredientes da formulação, como qualidade da farinha, quantidade de açúcares,

gorduras, emulsificantes, enzimas, adição de glúten e melhoradores de farinha, além da

umidade da massa.

A firmeza é a medida definida como a força requerida em gramas para a compressão

da amostra. Conforme descrito pela metodologia, após o descanso do produto pronto, a dureza

do miolo deve ser avaliada através de equipamentos capazes de expressar numericamente a

resistência da massa à compressão. Dessa forma, as fatias de pão foram preparadas e

comprimidas. Os valores obtidos são descritos na Tabela 4.

Tabela 4. Média e desvio padrão para resistência do miolo de pão

Amostra de pão Média Desvio Padrão

Controle 418,82 37,

10% FGB 683,78 92,

10% FGB + 5% FC 1850,68 113,

Fonte: os autores

A partir dos resultados dos testes para as amostras de pães com diferentes composições

é possível comparar as médias obtidas. A média para a textura das amostras de pão controle

apresenta o menor resultado dentre todas as formulações. Além disso, a amostra com 10% de

farinha de grão de bico apresenta valores intermediários, seguida da média da amostra com

10% de farinha de grão de bico e 5% de farinha de chia. O mesmo ocorre com o caso dos

desvios padrão para as diferentes formulações. Ainda, observa-se que os pães com maior

quantidade de farinha de trigo apresentaram menores valores, o que indica que são produtos

mais macios. Analogamente, pães com as menores quantidades de trigo apresentam os maiores

valores médios. Observando-se mais detalhadamente é possível perceber que apesar de a

formulação que conta com 10% de farinha de grão de bico e 5% de farinha de chia manter a

quantidade de farinha de grão de bico, tem seu valor médio muito maior que as demais

amostras. Isso demonstra que a farinha de chia apresenta grande impacto sobre a textura do

pão, em concordância com a informação já mencionada sobre as fibras contidas na farinha de

chia e sua ação sobre a massa dos pães. Além disso, pode-se apontar que a rede de glúten

influencia diretamente a textura e maciez dos pães. Além das características referentes à

massa e volume, é possível avaliar as amostras com relação à coloração. A Tabela 4

apresenta informações referentes à cor da casca e do miolo dos pães.

Tabela 4. Resultados da análise de cor

Amostra de pão Amostra

de pão

Crosta Miolo

L a b* L* a* b***

Controle

C 45,35 13,19 22,71 71,76 - 1,73 16,

C 43,97 12,37 20,68 70,07 - 1,54 15,

C 49,45 17,63 30,12 70,61 - 1,68 14,

C 46,05 16,91 27,24 69,52 - 1,68 16,

C 38,36 15,04 19,38 67,96 - 1,71 15,

C 40,32 14,27 19,44 69,59 - 1,73 15,

10% FGB

El-Dash. Nessa tabela são contempladas diversas propriedades dos pães, permitindo uma

análise mais quantitativa de características comumente avaliadas de forma qualitativa (ou

sensorial). A Tabela 5 apresenta maiores informações.

Tabela 5. Resultados de qualidade do pão pela tabela de El-Dash

Características Externas

Valor

Máximo

CONTROLE FGB 10%

FGB 10% +

FC 5%

Volume específico (VEx3,33) 20 12 11 9,

Cor da crosta (não uniforme,

opaca, muito clara ou muito

escura)

Quebra (muito pequena, áspera,

lados desiguais)

Simetria (laterais, pontas e parte

superior desiguais)

Subtotal 40 32 26 24,

Características Internas

Valor

Máximo

Características da crosta (crosta

"borrachenta", quebradiça, dura,

muito grossa, muito fina

Cor do miolo (indesejável: cor

cinza, opaco, desigual)

Textura do miolo (falta de

uniformidade, miolo áspero,

compacto, seco)

Estrutura da célula do miolo

(falta de uniformidade, buracos

muito abertos ou muito fechados)

Subtotal 35 35 32 32

Aroma e sabor Valor

Máximo

Aroma (falta de aroma, aroma

desagradável, “estranho”, muito

fraco ou forte)

Gosto (ácido, “estranho”, sabor

de goma ou massa, gosto

residual)

Subtotal 25 23 21 19

Total 100 90 79 75,

Fonte: os autores

Características externas

Nas características externas, em ambas as formulações de pães houveram diferenças

significativas no volume específico, quando comparado ao controle. Isso pode ter ocorrido pelo

fato das adições das farinhas de grão de bico e farinhas de chia que são ricas em fibras, e

apresentaram volumes mais reduzidos em consequência do aumento da resistência da massa.

Além disso, por ter uma menor presença de glúten nas duas formulações, onde o glúten é

responsável pela retenção de gás (na qual faz com que o pão cresça mais), ou seja, a menor

quantidade de farinha de trigo fez com que os pães ficassem mais murchos.

maior pontuação, podendo ser atribuída às características da farinha de grão de bico, que possui

um aroma acentuado e característico da leguminosa. Já a formulação da farinha de grão de bico

  • farinha de chia possui um aroma menos acentuado, podendo ser atribuído à farinha de chia,

que além da baixa concentração utilizada, não apresenta aroma acentuado e característico.

Nos resultados de qualidade quanto ao gosto (ácido, "estranho", sabor de goma ou

massa e gosto residual) é possível concluir que as farinhas de grão de bico e de chia

caracterizam-se igualmente na atribuição de gosto aos pães, diferente da formulação controle

elaborada com farinha de trigo, que atribui gosto característico e residual à massa.

4. CONCLUSÃO

Com este trabalho é possível concluir que as matérias-primas utilizadas nas

formulações afetam diretamente as propriedades tecnológicas e nutricionais dos alimentos.

Além dessas características, os atributos sensoriais também são afetados. Percebe-se a riqueza

de informações que podem ser obtidas devido às características dos produtos e resultados de

diversos testes. São infinitas as possibilidades de formulações que podem ser desenvolvidas

utilizando-se os mais variados ingredientes. Uma vez variada a escolha do produto, abrem-se

novas oportunidades no âmbito tecnológico, sensorial e até mesmo comercial.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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química e valor nutricional de cultivares de grão-de-bico produzidos no Estado de São

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tecnologia de fabricação as substâncias constantes dos anexos I, II, III e IV, destinadas ao

fabrico de produtos forneados, tais como: pão, broa, biscoito, bolacha, bolo, torta e demais

produtos afins de confeitaria. Publicada no Diário Oficial da União de 27 de dezembro de

CANNIATTI–BRAZACA, S.G.; SILVA, F.C. Enhancers and inhibitors of iron availability

in legumes. Plant Food for Human Nutrition, v. 58, p. 1-8, 2004.

COELHO, S. M. Pão enriquecido com chia ( Salvia hispânica L. ): desenvolvimento de um

produto funcional. Dissertação (Mestrado). Orientadora: Profª. Drª. Myriam De Las Mercedes

Salas-Mellado. Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Rio Grande, 2014.

DANTAS, A. B. “Os ingredientes e suas funções”. 2010. Disponível em:

. Acesso

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EMBRAPA. Marcadores protéicos - gliadinas e gluteninas de alto e baixo peso molecular.

EMBRAPA Trigo. Documento Online n.º 3, dez.00. Disponível em:

. Acesso em: 27 de agosto de 2021.