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Processos estocásticos, Notas de estudo de Cultura

apostila sobre Processos esteocásticos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010
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Compartilhado em 06/05/2010

vinicius-da-silva-2
vinicius-da-silva-2 🇧🇷

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bg1
Capítulo 2 – Processos Estocásticos 1
C
CA
AP
PÍ
ÍT
TU
UL
LO
O
2
2
P
PR
RO
OC
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1 - Introdução
1) A variação de tráfego em um cruzamento que envolve a formação
e dissipação de congestionamento de tráfego.
2) A variação diária do nível de estoques de um determinado produto.
3) A demanda semanal de um determinado produto.
Representação Gráfica de um Processo Estocástico
2 - Definição
Processos Estocásticos são fenômenos que variam em algum grau, de
forma imprevisível, à medida que o tempo passa. Neste caso, o
experimento aleatório determina o comportamento de algum sistema
para uma seqüência de variáveis aleatórias, num determinado
intervalo de tempo.
X
1
X
2
X
4
X
n
Tempo
3
X
3
4
2
1
n
f(X
t
=x
t
)=
F(X
t
=x
)/
x
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
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CCAAPPÍÍTTUULLOO 22 – – PPRROOCCEESSSSOOSS EESSTTOOCCÁÁSSTTIICCOOSS

1 - Introdução

  1. A variação de tráfego em um cruzamento que envolve a formação e dissipação de congestionamento de tráfego.

  2. A variação diária do nível de estoques de um determinado produto.

  3. A demanda semanal de um determinado produto.

Representação Gráfica de um Processo Estocástico

2 - Definição

Processos Estocásticos são fenômenos que variam em algum grau, de

forma imprevisível, à medida que o tempo passa. Neste caso, o

experimento aleatório determina o comportamento de algum sistema

para uma seqüência de variáveis aleatórias, num determinado

intervalo de tempo.

X 1 X 2

X 4

Xn

Tempo

3

X 3

4

2

1

n

f(Xt=xt)= ∂ F(Xt=xt )/ ∂x

3 – Fator Tempo

Já que um processo estocástico envolve o comportamento de um

sistema ao longo do tempo, deve-se especificar o conjunto de tempo T

envolvido, durante a definição do processo.

O conjunto de tempo T pode ser o intervalo de tempo em uma

situação na qual valores de interesse são medidos continuamente.

Exemplos: a) Medição do nível mensal de estoques de uma empresa.

→ Processo estocástico de parâmetro discreto.

b) Medição do índice pluviométrico em estação meteo- rológica → Processo estocástico de parâmetro contínuo.

Assim, supõe-se que a cada ponto t do conjunto T pode-se observar

uma variável aleatória Xt. Se um resultado experimental for indicado

por s, então:

Xt (s) para t ∈ T

A função Xt(s) p/ t ∈T é chamada de processo estocástico.

Tipos de Conjuntos de Tempo T

Parâmetro Discreto

Parâmetro Contínuo

Para um valor fixo de t, Xt é uma variável aleatória que descreve o

estado do processo no tempo t.

Dada uma coleção finita de tempos t 1 , t 2 , ... tn, então Xt 1 , Xt 2 , ..., Xtn é

um conjunto de n variáveis aleatórias com distribuição conjunta de

probabilidade.

O objetivo do estudo de processos estocásticos é determinar a

distribuição conjunta de probabilidade afim de utilizá-la para prever o

comportamento do processo no futuro, dado que um certo

comportamento no passado foi observado.

5 - Tipos Especiais de Processos Estocásticos

a) Processo Independente (Parâmetro Discreto)

b) Processo Markoviano (Parâmetro Discreto)

c) Processo de Poisson (Parâmetro Contínuo)

5.1- Processo Estocástico Independente

É o processo estocástico mais simples possível.

Seja a seqüência aleatória { X 1 , X 2 , ..., Xn }. Então {X 1 , X 2 , ..., Xn } é

dito ser independente se as variáveis aleatórias X 1 , X 2 , , ..., Xn forem

mutuamente independentes. Isto é:

Pr[Xn =in / X 1 =i 1 ; X 2 =i 2 ; ...; Xn-1 =in-1 ] = Pr[Xn =in ]

para qualquer n.

Exemplo: Lançamento de uma moeda com { X 1 , X 2 , , ..., Xn } sendo a

seqüência de variáveis aleatórias Xn, que podem assumir, por exemplo, o valor 0 ou 1 - dependendo do resultado do n-ésimo lançamento ser cara ou coroa.

Exemplo: Seja um processo com espaço de estado constituído de apenas dois estados:

“sucesso” → 0 “fracasso” → 1

Neste caso haveriam quatro probabilidades de transição de um passo:

p 00 , p 01 , p 10 , p 11

com: p 00 + p 01 = 1 p 10 + p 11 = 1

5.2.1 - Conceitos Básicos

a) Matriz de Transição

b) Vetor de Probabilidade Inicial

a) Matriz de Transição

A matriz

é denominada matriz de transição de um processo estocástico

markoviano de m estados. Os elementos pij são as probabilidades de

transição do sistema do estado i para o estado j. Como Σj pij =1 para

cada i, a soma dos elementos de uma linha deve ser sempre 1. A

matriz de transição também é conhecida como matriz estocástica.

p p ... p

p p ... p

p p ... p

P

m 0 m 1 mm

10 11 1 m

00 01 0 m

Exemplo: Se o tempo de uma determinada região pode ser classificado como:

Estado 0 → úmido Estado 1 → seco

e os dados históricos dos últimos 28 dias tabelados abaixo.

Supondo que estes dados sejam suficientes para estabelecer as condições do tempo futuras, pode-se construir a seguinte matriz de transição para este modelo de previsão:

Ou seja, de uma amostra de 28 dias, 10 dias foram dias úmidos e 18 dias foram dias secos. Dos 10 dias úmidos, 3 foram seguidos de dias úmidos (p 00 =3/10), enquanto que 7 dias foram seguidos de dias secos (p 01 = 7/10). Dos 18 dias secos, 11 foram seguidos de dias secos (p 11 =11/17), enquanto 6 foram seguidos de dias úmidos (p 10 =6/17). Como o último dia da tabela não tem seu subseqüente, este deve ser desconsiderando na amostra para o estabelecimento da probabilidade condicional.

b) Vetor de Probabilidade Inicial

O vetor p(0)=(p 0 , p 1 , ... , pm ) é chamado de vetor de probabilidade

inicial. Este vetor indica as probabilidades do sistema se encontrar em

cada um dos m estados quando o mesmo está no início do processo.

Dia Condições doTempo Dia Condições doTempo Dia Condições doTempo Dia Condições doTempo 1 úmido 8 seco 15 úmido 22 seco 2 úmido 9 seco 16 seco 23 seco 3 seco 10 úmido 17 seco 24 úmido 4 seco 11 úmido 18 úmido 25 seco 5 seco 12 seco 19 seco 26 úmido 6 úmido 13 seco 20 seco 27 seco 7 seco 14 úmido 21 seco 28 seco

^ =

p p

p p P 10 11

00 01

5.2.2 - Probabilidades de Transição de n Passos

As probabilidades de transição de n passos são dadas por:

pij(n)^ = Pr[Xk+n =j / Xk =i ] p/ i , j=0,1,2,... e n ≥ 0

onde pij(n)^ é a probabilidade de que o processo passe do estado i ao

estado j em n passos. É claro que:

pij(1)^ = pij

pi(n)^ = Pr[Xn =i ] (probabilidade incondicional de que o processo esteja no estado i após n passos)

A probabilidade de ir de i para j em dois passos é:

pir. prj = Pr[Xk+1 =r / Xk =i ]. Pr[Xk+2 =j / Xk+1 =r ]

= Pr[Xk+2 =j ; Xk+1 =r / Xk =i ]

no caso de um processo estacionário:

p(2)ij = Σk pik. pkj

i

1

2

r

j

Passo k (^) Passo k+1 Passo k+

pir prj

p1j pi2^ p2j

pi

... ... ......

Denota-se a matriz cujos elementos são p

(2) ij por^ P

(2)

. Genericamente

p

(n) ij por^ P

(n)

. Pode-se verificar que

P(2)^ = P. P = P^2

Por indução P(n)^ = Pn

Das relações matriciais obtém-se a denominada equação de

CHAPMAN-KOLMOGOROV :

P(n+m)^ = P(n)^. P(m)^ com P(0)^ = I

que é equivalente à:

p(n+m)ij = Σk p(n)ik. p(m)kj

5.2.3 - Probabilidades de Estado do n -ésimo Passo

Seja: p(n)^ = (p 0 (n)^ , p 1 (n)^ , ... ) o vetor de probabilidades de estado após n

passos (ou transições), onde:

pk(n)^ é a probabilidade do sistema estar no estado k após n passos.

Então: pk(1)^ = Pr[ X 1 =k ] = Σj Pr[ X 1 =k / X 0 =j ]. Pr[ X 0 =j ]

= Σj pj(0). pjk

Em forma vetorial:

p/ n = 1: p(1)^ = p(0)^. P p/ n = 2: p(2)^ = p(1)^. P = ( p(0)^. P ). P = p(0)^. P 2 ... ... .... ... ... ....

p/ n qualquer: p(n)^ = p(n-1)^. P ou p(n)^ = p(0)^. P n

Ou seja, o vetor de probabilidade após n passos é facilmente

determinado em função do vetor de probabilidade inicial e a n-ésima

potência da matriz de transição.

Exemplo: Suponha que, no exemplo anterior, o comandante do tanque dispara seu primeiro tiro para fins de reconhecimento e que a proba- bilidade deste tiro acertar o alvo seja 1/4. Qual é a probabilidade dele acertar o alvo no quarto tiro?

p 0 (0)^ = 1/4 ; p 1 (0)^ = 3/

p(3)^ = p(0)^. P 3 = [ 1/4, 3/4 ].

p(3)^ = [ 0.66 , 0.34 ]

v (^) j ==== lim (^) n →→→→∞∞∞∞^ p ( ijn )

5.2.4 - Cadeias Ergódicas de Markov

Uma cadeia ergódica descreve matemáticamente um processo no qual

é possível ir de um estado a qualquer outro da cadeia. Não é

necessário que isto seja feito em apenas um passo, mas deve ser

possível atingir qualquer estado independentemente do estado

presente.

Exemplo: Seja x = pij > 0 e a matriz de transição:

É uma cadeia ergódica.

5.2.4.1 – Análise do Estado de Equilíbrio

Quando uma cadeia é ergódica (também chamada de irredutível), o

sistema pode atingir as condições de regime estacionário (ou de

equilíbrio). Este regime pode ser atingido para n relativamente grande:

onde: vvvj = probabilidade de estado de equilíbrio (ou estacionário).

A influência do estado inicial tende a ser menor com o crescimento de

n. Desta forma, vvvj não dependerá de qual estado i o processo foi

x x 0 0 0

x 0 x 0 x

0 0 0 x x

0 x x 0 x

x x 0 x x

P

0 x x 0

x 0 0 x

x 0 0 x

0 x x 0

P

5.2.4.2 - Cadeias Ergódicas Regulares

É uma cadeia que tem uma matriz de transição P, para determinada

potência de P, com apenas elementos positivos (ou seja, não-nulos).

Exemplos: a) Seja x = pij > 0 e a matriz de transição:

→ Cadeia Ergódica Regular

b) Seja x = pij > 0 e a matriz de transição:

→ Cadeia Ergódica Regular

c) Seja x = pij > 0 e as matrizes de transição:

x x 0 0 0

x 0 x 0 x

0 0 0 x x

0 x x 0 x

x x 0 x x

P

x x x x x

x x 0 x x

x x x 0 x

x x x x x

x x x x x

P

2

x x x x x

x x x x x

x x x x x

x x x x x

x x x x x

P

4

0 x x

x 0 x

x x 0 P 

x x x

x x x

x x x

P

2

0 x x 0

x 0 0 x

0 x x 0

x 0 x 0

P

5.2.4.3 - Cadeias Ergódicas Não Regulares

As cadeias ergódicas cuja matriz de transição P não têm todos os

elementos estritamente positivos para uma potência qualquer de P, são

denominadas de cadeias ergódicas não regulares.

Exemplo: Suponha que se tenha um equipamento que pode estar em uma dentre três condições: (a) funcionamento, (b) em reparo, ou (c) inoperante aguardando por trabalho. Esse equipamento é observado somente quando da mudança de estados. Seja Xn=0 caso a n-ésima mudança de estado o coloque em condições de funcionamento; Xn=1, caso a n-ésima mudança de estado o coloque em uma condição de reparo; e Xn=2, caso a n-ésima mudança de estado o coloque inoperante. Uma hipótese possível é que, se o equipamento estiver parado para reparo, a mudança de estado seguinte deve ser no sentido de uma condição de funcionamento. Se o equipamento estiver inoperante, a mudança de estado seguinte o colocará em uma condição de funcionamento. Contudo se estiver funcionando, poderá mudar para uma condição inoperante ou quebrar e ser posto em condições de reparo. Supondo que estas duas possibilidades sejam igualmente prováveis, tem-se a seguinte matriz de transição:

P

2

1 2

1

2

1 2

(^21)

0

P

P^3

2

1 2

1

2

1 2

(^41)

0

P

Nota-se que esta cadeia apresenta um comportamento peculiar: se o processo iniciar no estado 0, só será possível retornar ao estado 0 após um número par de passos. Ou seja, o tempo entre visitas ao estado 0 demonstra uma periodicidade de 2 passos.

Qualquer cadeia de Markov que apresenta este comportamento recebe a denominação de Cadeia Markoviana Periódica com Período

  1. Esta peculiaridade pode se observada para cadeias com periodicidade qualquer, ou seja, com período 3, 4, 5 etc.

Da mesma forma que foi verificado para P, tem-se que

N 1 → (probabilidades de transição em um passo);

N 2 → (probabilidades de transição em dois passos);

N 3 → (probabilidades de transição em três passos);

N n^ → (probabilidades de transição em n passos);

e N 0 → probabilidades de estar-se exatamente agora em um es-

tado (isto é, conhecido). Portanto, N 0 = I

Então, o número de transições que o processo se encontra em um

estado não absorvente j será a soma dos termos:

= 1 × a probabilidade de se estar em j no início do processo +

1 × a probabilidade de se estar em j após 1 passo +

1 × a probabilidade de se estar em j após 2 passos +

= N 0 + 1 × N 1 + 1 × N 2 + 1 × N 3 + ... + ...

= N 0 + N 1 + N 2 + N 3 + ... + = (I-N)–

Para determinar a probabilidade de absorção de um determinado

estado absorvente j, dado que o processo iniciou no estado i (passando

por qualquer outro estado não absorvente k), a análise é semelhante à

anterior:

A probabilidade do processo terminar em j é

= a probabilidade de ir de i para j em um passo +

a probabilidade de ir de i para j em dois passos +

a probabilidade de ir de i para j em três passos +

= A (em um passo i →→→→ j ) +

NA (probabilidade de ir de i →→→→ k em 1 passo ×××× a probabi-

lidade de ir de k →→→→ j em 1 passo) +

N 2 A (probabilidade de ir de i →→→→ k em 2 passos ×××× a probabi-

lidade de ir de k →→→→ j em um passo) +

N 3 A (probabilidade de ir de i →→→→ j em 4 passos

N n-1A (probabilidade de ir de i →→→→ j em n passos

= A + NA + N 2 A + N 3 A + ... + N n-1A

= IA + NA + N 2 A + N 3 A + ... + N n-1A

= (I + N + N 2 + N 3 + ... + N n-1) A

= (I-N) -1^ A