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Relatorio 7, Notas de estudo de Engenharia Química

Relatorio nº 7 de quimica experimental da UFPE

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 26/11/2010

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA FUNDAMENTAL
EXPERIMENTO Nº7
ELETROQUÍMICA
ALUNO: Andressa Ilana Soares Galdino.
TURMA: E3.
PROFESSOR: Jefferson Princival.
RECIFE, 08 DE OUTUBRO DE 2010.
Sumário
1. INTRODUÇÃO
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA FUNDAMENTAL

EXPERIMENTO Nº

ELETROQUÍMICA

ALUNO: Andressa Ilana Soares Galdino.

TURMA: E3.

PROFESSOR: Jefferson Princival.

RECIFE, 08 DE OUTUBRO DE 2010.

Sumário

1. INTRODUÇÃO

2. MATERIAIS E MÉTODOS

1. PROCEDIMENTO

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4. CONCLUSÕES

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

6. ANEXO 1 – QUESTÕES

7. ANEXO 2 – CÁLCULOS

Introdução

O estudo das reações químicas que ocorrem em uma solução é denominado Eletroquímica. Este campo científico abrange todos os processos químicos que envolvam transferência de elétrons entre substâncias, logo, a transformação de energia química em energia elétrica.

Quando tal processo ocorre, produzindo transferência de elétrons, produzindo espontaneamente corrente elétrica quando ligado a um circuito elétrico, ou produzindo diferença de potencial entre dois pólos, é chamado de pilha ou bateria (que muitas vezes é formada de diversas células). Quando tal processo é proporcionado, induzido, pela ação de uma corrente elétrica de uma fonte externa, este processo é denominado de eletrólise.

A primeira pilha eletroquímica foi criada em 1800, por Alessandro Volta, que utilizou discos (chamados de eletrodos) alternados de cobre e zinco, separadas por algodão embebido em solução salina. O nome "pilha" advém da sobreposição dos diversos discos de metal e algodão.

Mas, em 1836, John Frederic Daniell construiu uma pilha com eletrodos de cobre e zinco, mas cada eletrodo ficava em uma célula individual, possuindo um tubo, chamado de "ponte salina", que ligava as duas cubas, aumentando sua eficiência. Este tipo de dispositivo passou a ser chamado de pilha de Daniell.

Para melhor entender a eletroquímica, vamos recordar algo sobre oxidação e redução.

  • Oxidação: Quando uma espécie química perde elétrons na reação.
  • Redução: quando uma espécie química recebe elétrons na reação. Os elementos envolvidos em uma reação eletroquímica são caracterizados pelo número de elétrons que têm. O número de oxidação de um íon é o número de elétrons que este aceitou ou doou quando comparado com seu estado neutro (que é definido como tendo número de oxidação igual a zero). Se um átomo ou íon doa elétrons em uma reação, seu número de oxidação aumenta. Se aceita um elétron seu número diminui. A perda de elétrons de uma substância é chamada oxidação, e o ganho é conhecido como redução.

Uma reação na qual ocorrem oxidação e redução é chamada de reação redox, ou reação de oxi-redução.

Uma reação eletroquímica é uma reação redox que ocorre com a simultânea passagem de corrente entre dois elétrodos.

Desse modo, o experimento tem como objetivo, a confecção de uma pilha de Daniell para melhor entendimento do seu funcionamento adequado. A figura acima ilustra com poucos detalhes como deve estar o trabalho no fim do experimento.

Materiais e métodos

  • Materiais – Utilizou-se dos seguintes materiais para o experimento:
  • Reagentes: hidróxido de sódio (NaOH), sulfato de ferro II (FeSO 4 ), sulfato de cobre II (CuSO 4 ), cloreto de potássio (KCl), sulfato de zinco II (ZnSO 4 ) e água destilada.
  • Instrumentos: Três tubos de ensaio, esponja de aço, pisseta, algodão, dois fios de cobre, um prego, cordão de algodão, uma lâmina de Zn(s) e uma lâmina de Cu(s).
  • Equipamentos: Voltímetro
  • Métodos – A seguir estão presentes, detalhadamente, os métodos utilizados ao

longo do experimento:

2.1 PROCEDIMENTOS

Parte I: Reações de Oxi-redução

Primeiramente lixaram-se dois pedaços de fio de cobre e um pequeno prego com uma esponja de aço, lavou-os com água destilada e os reservou.

Em três tubos de ensaio foram preparadas uma solução em cada. Um contendo 3 mL de FeSO 4 0,1 mol L -1, outro com 3 mL de solução CuSO 4 0,1 mol L -1^ e, outro com 3 mL de AgNO 3 0,1 mol L-1. Em seguida, o prego limpo foi posto no tudo com solução de CuSO 4 0,1 mol L -1^ e,

os pedaços de fio de cobre foram postos nos outros dois tubos. Os recipientes foram deixados em repouso até o fim de todo o experimento.

Parte II: Construção da pilha de Daniell

Num béquer foi posta uma solução de KCl (~ 1 mol L -1) suficiente para mergulhar completamente um cordão de algodão de aproximadamente 20 cm, usado como ponte salina.

Em seguida, lixaram-se as lâminas de Zn (^) (s) e Cu (^) (s), lavou-as com água destilada e secou-as com algodão.

Em um béquer foi posto 70 mL de solução de ZnSO 4 0,1 mol L -^ 1 e, em outro foi posto 70 mL da solução de CuSO 4 0,1 mol L -1.

Mergulhou-se a lâmina de Zn na solução de ZnSO 4 e a lâmina de Cu na solução de

CuSO 4 e em seguida colocou-se a ponte salina (cordão de algodão) entre os béqueres de forma que ela mergulhasse em ambas soluções. Para que se medisse o potencial, foi posto um voltímetro ligado às lâminas de Zn e de Cu. Conferiu-se a medição de 0,98V e em seguida retirou-se a ponte salina conferindo o voltímetro com 0V e, novamente foi posta a ponte salina, também conferindo o voltímetro com 1,08V de potencial.

Após a checagem do voltímetro, retirou-se a ponte salina e lavou-a com água corrente seguida de água destilada e, depois tornou a mergulhá-la na solução de KCl.

Seguindo, adicionou-se 20 mL de uma solução de NaOH 1,75 mol L -1^ ao béquer que continha a solução de CuSO 4 0,1 mol L -1, tornando a solução de azul clara para um azul intenso com formação de sólido por todo o corpo da mistura. Novamente, foi posta a ponte salina entre os béqueres e, neste mesmo momento iniciou-se a formação de um sólido branco na superfície da mistura. Foi adicionado o voltímetro a este sistema para a aferição de um potencial de 0,88 V.

Em seguida, foram montadas 4 pilhas com concentrações variáveis de CuSO 4 (10-1,

10 -3, 10 -5, 10 -7^ mol L-1) e concentrações fixas de ZnSO 4 0,1 mol L -1^ da mesma forma que na

pilha anterior. Ressaltando que, a cada nova elaboração da pilha, as lâminas de Zn e Cu eram

previamente lavadas, lixadas e enxugadas com algodão. Da mesma forma repetia-se o processo

de lavagem e mergulho da ponte salina na solução de KCl. Os valores dos potenciais

encontrados seguem na tabela 2.

Resultados e discussões

Na parte I, o tubo de ensaio que continha a solução de sulfato de ferro com um fio de

cobre não apresentou nenhuma mudança, a não ser a presença de uma mancha marrom no fundo

do recipiente, que logo foi explicada pela reação:

Cu + FeSO 4 → Fe + CuSO (^4)

Semi-reação de oxi-redução esperada:

Cu → Cu+2^ + 2e -^ E o^ redução Cu= 0,34V

cobre, assim, ele oxida e contribui com a doação de dois elétrons, cuja semi-reação de oxidação é:

Zn → Zn +2^ + 2 e -^ Eºredução Zn= -0,76V

Já o cátodo é o local onde ocorre a redução, sendo ele o pólo positivo da célula galvânica. Aqui, o cátodo é representado pela lâmina de cobre, que nesse caso, é o agente oxidante, já que apresenta um potencial de redução maior do que o do zinco. Assim o cobre se reduz, recebendo os dois elétrons anteriormente liberados pelo zinco na sua oxidação. Semi- reação da redução do cobre:

Cu+2^ + 2e -^ → Cu Eo^ redução Cu= 0,34V

O fluxo de elétrons tem sentido:

Ânodo (oxidação do zinco) -----------------→ Cátodo (redução do cobre)

Isto ocorre através da ponte salina para que a solução esteja ionicamente equilibrada. Acontece da seguinte forma: os íons de potássio (K+) se deslocam para a solução de sulfato de cobre, devido à formação de cobre sólido e ao excesso de SO4-²^. Da mesma maneira, os íons negativos de cloro (Cl-) se deslocam para a solução de sulfato de zinco, devido ao zinco sólido se soltar da lâmina e seguir para a solução na forma de íon (Zn +2^ ). Então os íons negativos do cloro se deslocam para que se neutralize ionicamente essa solução.

Colocou-se a pilha em funcionamento e, com um voltímetro foram medidos os potenciais da pilha construída.

Potencial teórico da pilha com a

ponte salina

Potencial experimental obtido

com a ponte salina

1,10V 0,98V

O cálculo do potencial teórico segue em anexo.

O erro relativo foi de 10,90 %.

Após a retirada da ponte salina, o potencial indicado no voltímetro foi 0. Isso porque o sistema foi aberto, não mais existindo fluxo de elétrons de um béquer para outro. Desta vez, ao recolocada a ponte salina, o voltímetro marcou 1,08V, trazendo um erro relativo de 1,82 %.

Quando adicionados os 20 mL de hidróxido de sódio (1,75M) ao béquer contendo sulfato de cobre, houve a formação de um sólido de consistência gelatinosa por todo o corpo da mistura tornando a solução de azul clara para um azul intenso. A reação ocorrida foi:

2NaOH + CuSO 4 → Cu(OH) 2 + Na 2 SO (^4)

Com o acréscimo do hidroxido de sódio, o novo potencial foi de 0,88V. O precipitado gelatinoso era o hidróxido de cobre, o responsável pela diminuição de íons de cobre na solução. Isso ocorre como uma diluição na solução e, assim, o potencial diminui de acordo com a equação de Nernst.

Para que obtesse a relação entre a concentração com o potencial, foram elaboradas mais quatro pilhas com concentrações distintas para o sulfato de cobre e, deixada fixa a de sulfato de zinco.

Concentração do sulfato de cobre (mol/L) Potencial da célula

(V)

10 -1^ 0,

10 -3^ 0,

10 -5^ 0,

10 -7^ 0,

Tabela 2: relação entre concentrações e potenciais

Com os dados experimentais, conclui-se que com o decaimento da concentração, o pontecial da célula também diminui. Isso ocorre pelo fato de que quanto menor é a concentração do sal, menor será a concentração dos íons na solução e, portanto, menor a quantidade de íons de cobre livres para se reduzir, fazendo com que diminua os receptores dos elétrons.

Para que se comparaem os valores obtidos no experimento, primeiro foram calculados os valores téoricos através da equação de Nernst, que permite o cálculo da força eletromotriz de uma pilha, para diferentes concentrações de íons de um molar, ou seja, um mol por litro. Os cálculos seguem em anexo.

Potencial obtido teoricamente

(Nernst)

Potencial obtido

experimentalmente

1,10 V 0,98 V

1,04 V 0,96 V

0,98 V 0,94 V

0,92 V 0,89 V

Os valores relativos foram: Erro relativo 1 = 10, 90 %, Erro relativo 2 = 7,69 %, Erro relativo 3 = 4,08 %, Erro relativo 4 = 3,26 %

Conclusões

A eletroquímica é um ramo da química de grande importância, por se tratar da produção de energia através de reações. Trazendo assim, uma nova fonte de energia para a sociedade. Não esquecendo que diferentes metais e concentrações, trazem resultados distintos e que a ponte salina tem papel importante na elaboração de uma pilha de Daniell. Sem ela não haveria a passagem dos elétrons, impedindo assim a passagem de corrente elétrica e, logo, não existiria a pilha.

Referências Bibliográficas

  • Atkins, P.; Jones, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Editora Bookman, 2001

Eº = 1,10V

Erro relativo =

Erro relativo =

Erro relativo = 10, 90 %

  • Cálculo do potencial (nernst) e dos valores relativos obtido teoricamente :

Fórmula de nernst:

Onde E 0 é a força eletromotriz ou potencial normal da pilha correspondente (que se obtém a partir dos potenciais normais dos eletrodos). n é o número de mols de elétrons transferidos e Q é o quociente da reação da concentração de produtos elevadas a seus respectivos coeficientes, dividido pela concentração dos reagentes elevadas a seus respectivos coeficientes estequiométricos.

Para 10-1, temos:

E = 1,10 – → E = 1,10 V

Para 10-3, temos:

E = 1,10 – → E = 1,04 V

Para 10-5, temos:

E = 1,10 – → E = 0,98 V

Para 10-7, temos:

E = 1,10 – → E = 0,92 V

Valores relativos:

Erro relativo =

Erro 1 =

Erro relativo 1 = 10, 90 %

Erro 2 =

Erro relativo 2 = 7,69 %

Erro 3 =

Erro relativo 3 = 4,08 %

Erro 4 =

Erro relativo 4 = 3,26 %