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Curso de Licenciatura em Matematica
Tipologia: Notas de estudo
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Manaus 2007
º
Período
FICHA TÉCNICA
Governador Eduardo Braga Vice–Governador Omar Aziz Reitora Marilene Corrêa da Silva Freitas Vice–Reitor Carlos Eduardo S. Gonçalves Pró–Reitor de Planejamento Osail de Souza Medeiros Pró–Reitor de Administração Fares Franc Abinader Rodrigues Pró–Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Rogélio Casado Marinho Pró–Reitora de Ensino de Graduação Edinea Mascarenhas Dias Pró–Reitor de Pós–Graduação e Pesquisa José Luiz de Souza Pio Coordenador Geral do Curso de Matemática (Sistema Presencial Mediado) Carlos Alberto Farias Jennings Coordenador Pedagógico Luciano Balbino dos Santos NUPROM Núcleo de Produção de Material Coordenador Geral João Batista Gomes Editoração Eletrônica Helcio Ferreira Junior Revisão Técnico–gramatical João Batista Gomes
Rocha, Dário Souza. R672a Álgebra linear II / Dário Souza Rocha, Disney Douglas de Lima Oliveira, Domingos Anselmo Moura da Silva. - Manaus/AM: UEA,
101 p.: il. ; 29 cm. Inclui bibliografia.
CDU (1997): 512. CDD (19.ed.): 512.
Dário Souza Rocha Licenciado e Bacharel em Matemática - UFAM Especialista em Matemática - UFAM
Disney Douglas de Lima Oliveira Licenciado e Bacharel em Matemática - UFAM Mestre em Matemática - UFAM Doutorando em Computação Gráfica - UFRJ
Domingos Anselmo Moura da Silva
Licenciado e Bacharel em Matemática - UFAM Mestre em Matemática - UFAM
PERFIL DOS AUTORES
UNIDADE I
Espaço e Subespaço Vetorial
ços vetoriais reais. Assim, quando dissermos que V é um espaço vetorial, deve ficar bem claro que V é um espaço vetorial sobre o con- junto IR dos números reais. Vamos agora, como exemplo, mostrar que o conjunto
,
Munidos das operações adição de matrizes e produto de um escalar por uma matriz respec- tivamente definidos por:
i) A + B = C = (cij )m x n, onde cij = aij + b (^) ij para
Exemplo 1 Mostre que o conjunto Mm x n(IR) definido aci- ma, com as operações de adição de matrizes e produto de um escalar por uma matriz, é um espaço vetorial real. Solução: Como foi definido acima, para todo par de ma-
i) A + B = C = (cij )m x n, onde cij = aij + b (^) ij para
Basta mostrar que a terna (Mmxn(IR), +, • ) satifaz as seguintes propriedades, para to- dos u = (uij )m x n, v = (vij )m x n,
i) u + (v + w) = (u + v) + w ii) u + v = v + u
vetor nulo).
i) u + (v + w) = (u + v) + w u + (v + w) = (uij )mxn + ((vij )mxn + (wij )mxn) = = (uij )mx n + (vij + wij )mxn = (uij + (vij + wij ))mx n (u + v) + w = ((uij )mxn +(vij )mx (^) n) + (wij )mxn = = (uij +vij )mx n + (wij )mx n = ((uij + vij ) + wij )mxn = onde uij + (vij + wij ) = (uij + vij ) + wij
portanto
ii) u + v = v + u u + v = (uij )m x n + (vij )m x n = (uij + vij )m x n v + u = (vij )m x n + (uij )m x n = (vij + uij )m x n onde
portanto u + v = v + u
vetor nulo)
nada de matriz nula .Sendo assim temos:
–u = (–uij )m x n. Dessa forma, temos: u + (–u) = (uij )m x n + (–uij )m x n =
UEA – Licenciatura em Matemática
onde
1.u = 1.(uij )m x n = (1.uij )m x n = (uij )m x n = u Exemplo 2 Mostre que o conjunto de todas as funções
com as operações de adição de funções e produto de um escalar por uma função de- finidas abaixo, é um espaço vetorial real.
e
Solução: De fato, vamos mostrar que a terna (F, +, • ) satifaz as seguintes propriedades a seguir
i) u + (v + w) = (u + v) + w ii) u + v = v + u
vetor nulo)
i) u + (v + w) = (u + v) + w
(u + (v + w))(x) = u(x) + (v + w)(x)= = u(x)+(v(x) + w(x)) = (u(x) + v(x)) +w(x) = = (u + v)(x) + w(x) = ((u + v) + w)(x) sendo
temos que é válida a propriedade
ii) u + v = v + u
(u+v)(x)= u(x) + v(x) = v(x)+u(x) = (v+u)(x) Sendo
vetor nulo)
Para cada vamos^ definir
. Destas forma temos que:
(u+(–u))(x) = u(x) + (–u)(x)= u(x)+(–u(x)) = 0
Álgebra Linear II – Espaço e Subespaço Vetorial
adição (a,b) + (x,y) = (a – x, b +y) e mutipli-
e mutiplicação
por um escalar ,
ço vetorial real.
2.1 Subespaço vetorial Definição – Seja V um espaço vetorial, e S um subconjunto não vazio de V. Diremos que S é um subespaço vetorial de V se forem satisfei- tas as seguintes condições:
Exemplo 1
que passa pela origem dos espaços. Mostre que S é um subespaço vetorial de IR^2. Solução: Vamos verificar as condições (i) e (ii) da definição de subespaço vetorial.
i) Se u = (a, 2a) e v = (b,2b), temos que: u+v = (a,2a) + (b,2b) = (a + b, 2a + 2b) =
Sendo satisfeitas as condições (i) e (ii), temos que o conjunto S é um subespaço vetorial do espaço vetorial IR^2. Esse subespaço vetorial representa geometri- camente uma reta que passa pela origem.
Exemplo 2 Mostre que o conjunto S = {(t, t + 1);
Álgebra Linear II – Espaço e Subespaço Vetorial
UEA – Licenciatura em Matemática
Solução: Basta mostrar que uma das condições dadas na definição não é satisfeita. Por exemplo:
Sendo u = (a, a +1) e v = (b,b + 1), temos que u + v = (a, a + 1) + (b, b + 1) =
Logo, S não é um subespaço vetorial de IR^2. Geometricamente, temos:
Exemplo 3 Seja S um subespaço vetorial do espaço veto-
Solução: Sendo S subespaço vetorial de V, vamos fazer uso da condição (ii) da definição de sube-
Observação: O exemplo 2 diz-nos que, se o subconjunto S não possui o vetor nulo do espaço vetorial, en- tão tal subconjunto não pode ser um subes- paço vetorial. Exemplo 4 Verifique se o subconjunto
vetorial do espaço vetorial V = IR^3. Solução: Uma condição necessária para que tal subcon- junto seja um subespaço é que ele possua o
vetor nulo do IR^3. Sendo assim, suponha que o vetor nulo pertença a S, logo teríamos:
Donde concluímos que osubconjunto S = {(a^2
ço vetorial do espaço vetorial IR^3. Exemplo 5
Mostre que tal conjunto, munido das opera- ções de adição e produto por um escalar definidas em V, é subespaço vetorial. Solução: Observe que podemos reescrever o sub- conjunto S, como sendo
Vamos verificar as condições (i) e (ii) da defini- ção de subespaço vetorial.
temos que: u + v = (b 1 +d 1 ,b 1 ,0,d 1 ) + (b 2 +d 2 , b 2 , 0, d 2 ) u + v = (b 1 +d 1 ) + (b 2 + d 2 ), b 1 + b 2 , 0, d 1 +d 2 )
Portanto S é um subespaço vetorial de IR^4.
Exemplo 6 Seja V = Mnxn(IR) o espaço vetorial das matri-
fixa. Mostre que o subconjunto
multiplicar à esquerda de B é um subespaço vetorial. Solução: Vamos verificar as condições (i) e (ii) da de- finição de subespaço vetorial, as quais são:
0, dessa forma temos:
S 1 ,S 2 ,S 3 ,...,Sn do espaço vetorial V, ou seja,
. Sendo assim, temos que S é um
subespaço vetorial de V.
Demonstração:
i) Se u,v são elementos quaisquer de S, então
Satisfaz-se, assim, a primeira condição.
que.
Satisfaz-se, assim, a segunda condição.
Sendo assim, temos que é um
subespaço vetorial do espaço vetorial V.
Exemplo 8
planos S 1 e S 2 , onde S 1 e S 2 são subespaço vetoriais do IR 3.
Exemplo 9
Seja o espaço vetorial IR^4 e os subespaços S (^1)
seção de S 1 com S 2.
Solução:
teríamos:
De onde concluímos que interseção de S 1 com S 2 , é dada por
subespa-
ços vetoriais do espaço vetorial das matrizes
2.5 Teorema da soma de subespaços A soma dos n subespaços vetoriais S 1 , S 2 , S 3 ,...,Sn do espaço vetorial V é um subespaço vetorial do espaço vetorial V. Seja,
mos que S é um subespaço vetorial de V. Demonstração:
para cada k = 1,2,3,...,n. Se u e v são elementos quaisquer de S, onde
Satisfaz-se, assim, a condição (i) da definição de subespaço vetorial.
Satisfaz-se, assim, a condição (ii) da definição de subespaço veetorial.
Exemplo 10
Sejam w 1 e w 2 dois subespaços do espaço ve- torial IR^3 , sendo W 1 e W 2 duas retas concor- rentes. Esboçe, geometricamente, a soma de W 1 com W 2.
Solução:
Sabemos, da geometria espacial, que duas re- tas concorrentes determinam um único plano, e esde plano pode ser determinado fazendo uso da Álgebra Linear da seguinte forma:
Os vetores diretores das retas são linearmente independentes, pois as retas são, por hipóte- se, concorrentes. Dessa forma, podemos de- terminar o vetor normal a esse plano fazendo uso do produto vetorial entre os vetores dire- tores da retas, determinando, assim, a equa- ção normal do plano que passa pela origem.
Sendo assim, temos que a soma dos dois su- bespaços é um plano que passa pela origem e que contém as retas.
Geometricamente, temos:
Exemplo 11
Sejam S 1 e S 2 subespaços vetoriais do espaço vetorial das matrizis reais de dimensão 2, defi- nidas por:
e
Mostre que S 1 + S 2 = M2x2(IR)
Solução:
Logo
e subes-
paços vetoriais do espaço vetorial das matrizes M (^) 2x2(IR), determine S + W.
espaço vetorial das funções polinomiais de grau
produto por um escalar, S e W definidos abaixo são subespaços vetoriais de F(IR, IR).
Mostre que F(IR,IR) = S + W, ou seja, toda função f de F(IR, IR) pode ser escrita como a
Álgebra Linear II – Espaço e Subespaço Vetorial
riais do espaço vetorial IR 4. Verifique se S ⊕ W = 4.
e
subespa-ços vetoriais do espaço vetorial das matrizes M2x2(IR). Verifique se S ⊕ W = M2x2( ).
dois subconjunto do 3. Mostre que S e S⊥^ são subespaços vetoriais. Verifique ainda que S ⊕ S⊥^ = 3.
vetoriais reais V e W, tal que f(x + y) = f(x) + f(y)
função bijetiva, S 1 e S 2 subespaços vetoriais de V com S 1 ⊕ S 2 = V, verifique se f(S 1 ) ⊕ f(S 2 ) = W.
Álgebra Linear II – Espaço e Subespaço Vetorial
UNIDADE II
Combinação Linear, Vetores LI e LD.
Base de um Espaço vetoriaL
UEA – Licenciatura em Matemática
De fato se :
e (^) são elementos de W
quaisquer podemos ter
e
mos que W é um subespaço espaço vetorial de V.
equação da reta que passa pela origem.
plano que passa pela origem.
é o próprio IR 3.
Exemplo 7: Determine o subespaço gerado pelos vetores u = (–1,0) e v = (0,2) perten- cente ao 2. Solução: Temos que o subespaço gerado pelos vetores u = (–1,0) e v = (0,2) é dado por:
Sendo temos que: w = au + bv = a(–1,0) + b(0,2) = (–a,2b), de onde concluimos que todo vetor de 2 pode ser escrito como combinação linear dos veto- res u e v. Sendo assim temos que [u,v] = 2.
Exemplo 8: Sejam u = (1,0,1) e v = (0,–1,1) vetores do espaço vetorial 3 .Determine o subespaço gerado pelos vetores u e v. Solução:
Exemplo 9: Mostre que o conjunto A = {u,v,w} gera o 3 , sendo u = (1,1,0), v = (0,–1,1) e w = (2,0,–1). Solução:
Álgebra Linear II – Combinação Linear, Vetores LI e LD. Base de um Espaço Vetorial
Dizer que o 3 é gerado pelo conjunto A, seguinifica que todo vetor z = (x,y,z) de 3 se escrevem como combinação linear dos vetores u = (1,1,0), v = (0,–1,1) e w = (2,0,–1), isto é,
bv + cw.
(x,y,z) = a(1,1,0) + b(0,–1,1) + c(2,0,–1)
(x,y,z) = (a,a,0) + (0,–b,b) + (2c,0,–c)
(x,y,z) = (a + 2c, a – b, b – c)
Tomando a equação (i) temos que a + 2c = x
Substituindo a equação (iv) em (ii) temos:
e
Substituindo o valor de c em (i), temos
. Desta forma podemos escre-
ver qualquer (x,y,z) de 3 como combinação linear dos vetores u = (1,1,0), v = (0,–1,1) e w = (2,0,–1).
Observação: Sendo V um espaço vetorial e A = {v 1 ,v 2 ,v 3 ,v 4 ,...,vn} um subconjunto finito de ‘V. Diremos que V é um espaço vetorial finita- mente gerado se, e somente se, V = G(A), isto é, o espaço vetorial V é gerado pelo subcon- junto A.
Exemplo 10: Temos que o 3 é um espaço vetorial finitamente gerado, pois existe um sub-
Solução:
(x,y,z) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1)}, logo tomando A = {(1,0,0),(0,1,0),(0,0,1)} temos que G(A) = 3.
Exemplo 11: Temos que o espaço vetorial M (^) 2x2( 3 ) é finitamente gerado, pois existe um
tem-se:
logo tomando
teremos
que M2x2( 3 ) = G(A).
Determine G(A).