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Curso de Licenciatura em Matematica
Tipologia: Notas de estudo
Oferta por tempo limitado
Compartilhado em 27/07/2010
4.8
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Governador Eduardo Braga Vice–Governador Omar Aziz Reitor Lourenço dos Santos Pereira Braga Vice–Reitor Carlos Eduardo S. Gonçalves Pró–Reitor de Planej. e Administração Antônio Dias Couto Pró–Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Ademar R. M. Teixeira Pró–Reitor de Ensino de Graduação Carlos Eduardo S. Gonçalves Pró–Reitor de Pós–Graduação e Pesquisa Walmir de Albuquerque Barbosa Coordenador Geral do Curso de Matemática (Sistema Presencial Mediado) Carlos Alberto Farias Jennings Coordenador Pedagógico Luciano Balbino dos Santos NUPROM Núcleo de Produção de Material Coordenador Geral João Batista Gomes Projeto Gráfico Mário Lima Editoração Eletrônica Helcio Ferreira Junior Revisão Técnico-gramatical João Batista Gomes
Oliveira, Disney Douglas de Lima.
O48g Geometria II / Disney Douglas de Lima Oliveira, Domingos Anselmo Moura da Silva, Helisângela Ramos da Costa. – Manaus/AM: UEA, 2007. – (Licenciatura em Matemática. 2. Período)
141 p.: il. ; 29 cm. Inclui bibliografia
CDU (1997): 514 CDD (19.ed.): 516
A realidade amazônica, por si só, é um desafio à educação tradicional, aquela que teima em ficar arraigada à sala de aula, na dependência única dos métodos triviais de ensino. A Universidade do Estado do Amazonas já nasceu consciente de que o ensino presencial mediado é a única estratégia capaz de respon- der aos anseios de um público que, por estar disperso, tem de ser atendido por projetos escudados em dinamismo técnico–científico.
Assim, a Licenciatura Plena em Matemática, ancorada no Sistema Presencial Mediado, nasceu para ofere- cer aos discentes as habilidades necessárias para que eles venham a construir seus próprios objetivos exis- tenciais, estimulando–lhes a ousadia de aceitar o novo e de criar novas possibilidades de futuro, dando–lhes uma visão multifacetada das maneiras de educar.
Os livros–textos em que o curso se apóia são produzidos com o rigor didático de quem sabe que a história da educação, no nosso Estado, está sendo reescrita. Os agentes desse processo têm visão crítica e apos- tam na formação de novos professores que saberão aliar inteligência e memória, não permitindo que o ensi- no em base tecnológica ganhe a conotação de “um distanciado do outro”.
A autonomia de agir que cada um está aprendendo a conquistar virá, em breve, como resposta aos desafios que se impõem hoje.
Lourenço dos Santos Pereira Braga Reitor da Universidade do Estado do Amazonas
São conceitos primitivos (e, portanto, aceitos sem definição) na Geometria espacial os con- ceitos de ponto, reta e plano. Habitualmente, usamos a seguinte notação: Pontos: letras maiúsculas do nosso alfabeto.
Planos: letras minúsculas do alfabeto grego
Observações:
2.1 Postulados da existência
P 1 ) Dada uma reta r , existem nela, bem como fora dela, infinitos pontos.
fora dele, infinitos pontos.
2.2 Postulados da determinação P 3 ) Por dois pontos distintos passa uma única reta.
Notação: P 4 ) Por três pontos não-colineares passa um único plano.
2.3 Postulados da inclusão P 5 ) Se uma reta r tem dois pontos distintos num
plano:
Simbolicamente, temos:
3.2 Definição de retas paralelas Diremos que duas retas r e s são paralelas, se e somente se, elas são coincidentes ou elas são coplanares e não têm pontos em comum.
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas
Existem mais três modos de determinar um plano, além do postulado P 2 , os quais vamos enunciar em forma de proposição; Proposição 1 – Um plano fica determinado de modo único, por uma reta ( r ) e um ponto ( P ) que não pertença a essa reta.
Demonstração: Tome na reta r dois pontos distintos A e B (pos- tulado P 1 ). Dessa forma, temos que os pontos A , B e P não são colineares, pois o ponto
determinado pelos pontos A , B e P (postulado
(postulado P 5 ), ficando assim provada a
sando por P e r teríamos que:
Exemplo Quantos são os planos que passam por uma reta dada? Justifique sua resposta. Solução: Infinitos. Seja r a reta e A um ponto fora de r (postulado P 1 ). A reta r e o ponto A determinam um plano
um ponto B (postulado P 2 ). Desse modo, te- mos que a reta r e o ponto B determinam um
mos um ponto C (postulado P 2 ). A reta r e o
Desse modo, podemos construir, por r , tantos planos quantos quisermos, isto é, construire- mos infinitos planos. Exemplo 2 Quantos planos passam por dois pontos distin- tos? Justifique sua resposta. Solução: Infinitos. Seja A e B tais pontos distintos. Pelo postulado P 3 , temos que existe uma única reta r passan- do por eles.
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas
Sendo assim, fazendo uso do exercício ante- rior, concluímos que existem infinitos planos passando pelos pontos A e B.
Definição – Diremos que duas retas r e s são ditas reversas se, e somente se, não existe plano que as contenha.
Retas reversas no cotidiano
5. Quadrilátero reverso Definição – Um quadrilátero é chamado rever- so se, e somente se, não existe plano con- tendo seus quatros vértices.
quadrilátero reverso. Exemplo 1 Mostre que todo quadrilátero reverso não pode ser um paralelogramo. Solução: (Demonstração pelo método indireto) Suponha que um quadrilátero reverso ABCD,
gera um absurdo em relação à hipótese. Logo, o quadrilátero reverso ABCD , não pode ser um paralelogramo. Exemplo 2 As diagonais de um quadrilátero reverso são reversas.
UEA – Licenciatura em Matemática
7.2 Teorema das Paralelas
Se duas retas são paralelas a uma terceira, então elas são paralelas entre si, ou seja, r , s e
Temos dois casos a considerar: 1.o^ ) As três retas são coplanares.
2.o^ ) As retas são não-coplanares. Vamos considerar o segundo caso, que é o mais geral.
Demonstração: Fazendo uso do postulado P 7 , as retas r e s não têm ponto comum, pois caso essa afirmação não fosse verdadeira, teríamos duas retas pas- sado por um mesmo ponto e paralelas à reta t , contrariando o postulado das paralelas.
s e t , pois s // t. Tomemos um ponto P em s ; dessa forma,
comum; sendo assim, pela conseqüêcia natu- ral do postulado P 6 , eles têm uma reta em co- mum, que chamaremos de x (não podemos di- zer que as retas s e x são as mesmas, pois estaríamos admitinto a tese que queremos pro- var).
r // x e t // x O ponto P pertence, então, às retas s e x , e ambas são paralelas à reta t. Logo, fazendo uso do postulado das paralelas, temos que x = s. Donde concluímos que r = s.
se, e somente se, eles não têm ponto em comum.
Vamos enunciar, como exercício resolvido, uma condição necessária e suficiente para que uma reta dada seja paralela a um plano dado. Exemplo 1 (Condição Suficiente) Diremos que uma reta, que não está contida num plano e é paralela a pelo menos uma reta desse plano, é paralela ao plano. Em outras palavras:
UEA – Licenciatura em Matemática
Demonstração:
gera um absurdo. Logo, concluímos que a reta r não pode ter ponto em comum com o plano
Exemplo 2
(Condição necessária) Se uma reta é paralela a um determinado plano, então ela é paralela a uma reta desse plano.
Em outras palavras:
que r // s. (^) r
Demonstração:
Seja s a reta dada pela interseção dos planos
Observação – Uma condição nescessária e suficiente para que uma reta ( r ), não contida
2.a) A reta e o plano são concorrentes ou a reta e o plano são secantes.
3°) A reta e um plano são paralelos.
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas
que eles são paralelos, fazendo uso do método indireto de demonstração, ou seja, supondo
Logo, existiria uma reta, a qual vamos denotar
Logo, pelo teorema das paralelas, temos que as retas a e b são paralelas, o que é um absur-
correntes.
paralelos.
Exemplo 2
(Condição necessária) Se dois planos distintos
Demonstração:
infinitas retas; tome duas ( a e b ) que sejam concorrentes, digamos, no ponto O , ou seja,
Fazendo uso do método indireto de demons- tração, ou seja , supondo que as retas a e b
pelo menos um ponto de uma das retas, di-
gamos P em reta a , que seria também ponto
Dessa forma, teríamos:
11. Posições relativas entre dois planos As posições relativas de dois planos, digamos
Exemplo 1
Demonstração:
fazer uso do método indireto de demons- tração, ou seja, vamos supor que a reta r não
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas
Exemplo 2
Demonstração:
com a reta r.
Logo, fazendo uso da conseqüêcia natural do postulado P 6 , temos que existe uma reta, di-
h. ( ) Uma condição suficiente para que dois planos sejam paralelos é que duas retas distintas de um sejam paralelas ao outro. i. ( ) Se dois planos são paralelos, então toda reta que tem um ponto comum com um deles, tem um ponto comum com o outro.
somente se, r é perpendicular a todas as retas
Observações:
então ela é perpendicular ou ortogonal a
Como conseqüência, temos o seguinte Teo- rema, que vamos admitir sem demonstração.
UEA – Licenciatura em Matemática