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Aula06-Construções Geométricas, Notas de aula de Matemática

Arco capaz e construções básicas com circunferências

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 05/09/2010

jose-augusto-oo-11
jose-augusto-oo-11 🇧🇷

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Arco capaz e constru¸oes asicas de circunferˆencia.
M´
ODULO 1 - AULA 6
Aula 6 Arco capaz e constru¸oes asicas de
circunferˆencia.
Objetivos
Efetuar as constru¸oes asicas de circunferˆencias;
Construir o arco capaz de um ˆangulo dado sobre um segmento dado.
Circunferˆencias e C´ırculos
Defini¸ao 1: Denominamos circunferˆencia o lugar geom´etrico dos pontos
do plano que est˜ao a uma distˆancia r, chamada raio, de um ponto fixo C,
chamado centro. Chama-se c´ırculo a por¸ao de plano limitada por uma
circunferˆencia.
Vocˆe e c´ırculos mais comumente, talvez, do que outras figuras geom´etricas.
ao acredita?...
Repare nos c´ırculos nas faces das moedas, no prato onde come e no
copo em que bebe. At´e no eu vocˆe e ırculos no sol e na lua cheia.
Em rela¸ao `a circunferˆencia existem alguns elementos e propriedades
que no decorrer das aulas estaremos sempre recordando.
corda de ırculo ´e o segmento que une dois pontos da circunferˆencia
desse c´ırculo.
diˆametro de um ırculo ´e qualquer corda que passe pelo centro.
a distˆancia do centro a qualquer ponto da circunferˆencia chama-se raio.
o diˆametro ´e o dobro do raio.
Figura 90
75 CE D E R J
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Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia. (^) M ´ODULO 1 - AULA 6

Aula 6 – Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de

circunferˆencia.

Objetivos

Efetuar as constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencias; Construir o arco capaz de um ˆangulo dado sobre um segmento dado.

Circunferˆencias e C´ırculos

Defini¸c˜ao 1: Denominamos circunferˆencia o lugar geom´etrico dos pontos do plano que est˜ao a uma distˆancia r, chamada raio, de um ponto fixo C, chamado centro. Chama-se c´ırculo a por¸c˜ao de plano limitada por uma circunferˆencia.

Vocˆe vˆe c´ırculos mais comumente, talvez, do que outras figuras geom´etricas. N˜ao acredita?...

Repare nos c´ırculos nas faces das moedas, no prato onde come e no copo em que bebe. At´e no c´eu vocˆe vˆe c´ırculos no sol e na lua cheia.

Em rela¸c˜ao `a circunferˆencia existem alguns elementos e propriedades que no decorrer das aulas estaremos sempre recordando.

  • corda de c´ırculo ´e o segmento que une dois pontos da circunferˆencia desse c´ırculo.
  • diˆametro de um c´ırculo ´e qualquer corda que passe pelo centro.
  • a distˆancia do centro a qualquer ponto da circunferˆencia chama-se raio.
  • o diˆametro ´e o dobro do raio.

Figura 90

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia.

  • o comprimento de uma circunferˆencia ´e calculado, multiplicando-se seu diˆametro pelo valor de π (Veja Geometria B´asica).
  • a ´area de um c´ırculo ´e calculada multiplicando-se o quadrado de seu raio pelo valor de π (Veja Geometria B´asica).

Angulo Inscrito e ˆ^ ˆ Angulo Central

Defini¸c˜ao 2: Seja um arco ̂AB de uma circunferˆencia de centro O. Um ˆangulo

  • cujo v´ertice seja um ponto C da circunferˆencia;
  • que n˜ao pertence a ̂AB;
  • cujos lados passem pelos extremos de AB̂ , ´e denominado ˆangulo inscrito que compreende o arco AB̂.

As semi-retas de origem O que passam respectivamente pelos pontos A e B formam um ˆangulo chamado ˆangulo central que compreende ̂AB.

Figura 91

J´a foi visto em Geometria B´asica que todo ˆangulo central tem a mesma medida do arco por ele compreendido, e que todo ˆangulo inscrito tem por medida a metade do arco por ele compreendido, e conseq¨uentemente, todos os ˆangulos inscritos em um mesmo arco s˜ao iguais `a metade do ˆangulo central.

Al´em disso, ˆangulos inscritos em cada um dos arcos determinados por uma corda s˜ao suplementares.

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia.

Figura 94 :A M B̂ = 1802 o= 90o

Problema 1: Construir o arco capaz de onde se vˆe o segmento AB sob um ˆangulo α = C DÊ.

Resolu¸c˜ao:

1.1 Dado o segmento AB, tra¸camos a sua mediatriz, que intercepta AB em um ponto M ;

1.2 Em uma das extremidades do segmento AB, transportamos o ˆangulo α, considerando AB como lado do novo ˆangulo. Fa¸camos isso conside- rando a extremidade B. O novo lado do ˆangulo intercepta a mediatriz num ponto P ;

1.3 No v´ertice B do novo ˆangulo constru´ıdo, tra¸camos uma perpendicular ao novo lado do ˆangulo;

1.4 A perpendicular constru´ıda interceptar´a a mediatriz de AB em um ponto O, que deve ser o centro do arco a ser constru´ıdo;

1.5 Com a ponta seca do compasso em O, com abertura OA, giramos o compasso no semiplano, definido pela reta suporte de AB, oposto ao semiplano do ˆangulo novo constru´ıdo.

Qualquer ponto sobre tal arco forma com A e B ˆangulo igual a α.

Justificativa: Note que o ˆangulo central A OB̂ mede 2 α, pois A OM̂ = M OB̂ = M BP̂ = α. Portanto, qualquer ˆangulo inscrito que com- preenda o segmento AB e que tenha o v´ertice sobre o arco AB̂ , ter´a medida A OB̂ 2 = α.

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia. (^) M ´ODULO 1 - AULA 6

Figura 95

Exerc´ıcio:

  1. Construa um triˆangulo is´osceles que tenha a base igual a e que tenha o ˆangulo opostoa base igual A BĈ.

Figura 96

Constru¸c˜oes B´asicas em Circunferˆencias.

Problema 1: Determinar o centro de uma circunferˆencia. Resolu¸c˜ao: 1.1 Tra¸ca-se uma corda AC, qualquer, na circunferˆencia;

1.2 Tra¸ca-se a mediatriz do segmento AC. A mediatriz deve interceptar a circunferˆencia nos pontos E e F ;

1.3 Encontramos o ponto m´edio O de EF utilizando a mediatriz.

O ponto O ´e o centro da circunferˆencia (Figura 97). Justificativa: Como EF ´e perpendicular `a corda AC e passa pelo seu ponto m´edio, ent˜ao EF ´e um diˆametro da circunferˆencia. Portanto, o ponto m´edio de EF ´e o centro da circunferˆencia. Para maiores detalhes veja aula sobre circunferˆencias, da disciplina Geometria B´asica.

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia. (^) M ´ODULO 1 - AULA 6

Problema 3: Construir uma circunferˆencia que passe por trˆes pontos A, B e C n˜ao-alinhados.

3.1 Tra¸ca-se as mediatrizes dos segmentos AB e BC;

3.2 As mediatrizes se encontrar˜ao em um ponto D, que ´e o centro da cir- cunferˆencia procurada.

Figura 99

Justificativa: Como o ponto D ´e a interse¸c˜ao das mediatrizes dos seg- mentos AB e BC, ent˜ao ele ´e eq¨uidistante dos pontos A, B e C. Logo ´e o centro da circunferˆencia que passa por esses pontos.

Exerc´ıcios:

  1. Construa o lugar geom´etrico dos pontos do plano que s˜ao centros das circunferˆencias de raio R e que determinam com a reta r cordas iguais a c.

Figura 100

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia.

  1. Construa o lugar geom´etrico dos pontos do plano que s˜ao centros das circunferˆencias de raio R e que determinam com a circunferˆencia λ cordas iguais a c.

Figura 101

  1. Construa o lugar geom´etrico dos pontos do plano que s˜ao pontos m´edios das cordas, da circunferˆencia λ, que s˜ao iguais a c.

Figura 102

Tangˆencia entre reta e circunferˆencia.

Dizemos que uma reta ´e tangente a uma circunferˆencia quando a in- terse¸c˜ao da reta com a circunferˆencia ´e um ´unico ponto. Os problemas de tangˆencia se resolvem baseados na seguinte propriedade:

Considere uma circunferˆencia λ de centro O e raio R e seja r uma reta tangente a λ num ponto de tangˆencia A, ent˜ao OA ´e perpendicular a r.

Problema 4: De um ponto dado em uma circunferˆencia, tra¸car a reta tangente a ela.

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia.

l

C

O

M

D

A

Figura 104

Problema 6: Dadas duas circunferˆencias de raios R e R′^ e centros O e O′, respectivamente, tra¸car suas tangentes comuns.

Primeiro caso: Tangentes exteriores Se R = R′, ent˜ao basta tra¸car as perpendiculares em rela¸c˜ao ao seg- mento OO′^ em suas extremidades e unir os pontos de interse¸c˜ao com as cir- cunferˆencias. As retas obtidas devem ser paralelas a OO′^ e perpendiculares aos raios OA e O′B. Portanto, s˜ao tangentes `as circunferˆencias.

A B

O R R´ O´

Figura 105

Se R < R′, constru´ımos as tangentes comuns exteriores atrav´es dos seguintes passos:

(i) Constru´ımos os raios OA e O′B, respectivamente, sobre as circun- ferˆencias de centro O e O′;

(ii) Transportamos o raio OA e o colocamos sobre o raio O′B, a seguir, tomando como origem o ponto B, e rebatendo para o interior da cir- cunferˆencia de centro O′^ e obtemos um ponto C; (iii) De centro em O′^ e raio O′C, constru´ımos uma outra circunferˆencia;

(iv) Tra¸camos as tangentes a essa nova circunferˆencia que passam pelo ponto O, obtendo os pontos de tangˆencias E e F ;

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia. (^) M ´ODULO 1 - AULA 6

(v) Unimos o ponto O′^ aos pontos E e F , interceptando a circunferˆencia maior nos pontos G e H;

(vi) Com centros em G e H, constru´ımos dois arcos de circunferˆencias de raio iguais a OE, interceptando a circunferˆencia de centro O nos pontos I e J.

Os pontos G e I formam uma tangente comum e os pontos H e J formam outra tangente comum.

Figura 106

Justificativa: Observe que o quadril´atero OEGI ´e um retˆangulo, pois OE e GI s˜ao iguais e perpendiculares `as retas suportes dos raios O′E e O′G. Dessa forma OI = EG e assim O′E = R′^ − R.

Segundo caso: Tangentes interiores

Se R < R′, constru´ımos as tangentes comuns interiores atrav´es dos seguintes passos:

(i) Constru´ımos os raios OA e O′B, respectivamente, nas circunferˆencias de centro O e O′;

(ii) Transportamos o raio OA e o colocamos sobre o prolongamento do raio O′B, em seguida, tomando como origem o ponto B, rebatendo para o exterior da circunferˆencia de centro O′^ e obtemos um ponto C;

(iii) De centro em O′^ e raio O′C, constru´ımos uma circunferˆencia;

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia. (^) M ´ODULO 1 - AULA 6

Figura 109

Sabemos que por um ponto P fora de uma circunferˆencia podemos tra¸car duas retas tangentes a ela. Al´em disso, se unirmos o ponto P ao centro O da circunferˆencia, obtemos a bissetriz do ˆangulo formado pelas retas tangentes(veja aula sobre circunferˆencia, em Geometria B´asica).

Figura 110

Assim, se considerarmos o ˆangulo entre CB e r como α, ent˜ao o ˆangulo entre AC e r deve ser 2.α que coincide com ˆangulo formado pelo prolonga- mento de AC com r, j´a que s˜ao ˆangulos opostos pelo v´ertice. Tra¸cando a bissetriz do ˆangulo entre AC e r, obtemos o lugar geom´etrico de todos os centros das circunferˆencias que s˜ao tangentes a r e ao prolongamento de AC. Tra¸cando a perpendiculara r pelo ponto B, tal reta interceptar´a a bissetriz no ponto sim´etrico de B em rela¸c˜ao a r. Isto ´e, o sim´etrico de B em rela¸c˜aoa r ´e o centro da circunferˆencia tangente `a r e ao prolongamento de AC. Neste caso para obtermos o ponto C, devemos seguir os seguintes passos:

(i) Achamos o ponto sim´etrico B′^ de B em rela¸c˜ao `a r;

(ii) Constru´ımos a circunferˆencia de centro em B′^ e raio a metade de BB′;

Arco capaz e constru¸c˜oes b´asicas de circunferˆencia.

(iii) Tra¸camos por A uma reta tangente a essa circunferˆencia que intercep- tar´a a reta r em C.

Figura 111

Exerc´ıcios:

  1. Considerando a figura abaixo, construa a circunferˆencia que passe pelo ponto B e que seja tangente `a reta r no ponto A.

Figura 112

Sugest˜ao: Lembre que o centro da circunferˆencia procurada deve ser eq¨uidistante dos pontos A e B, e sendo r tangente, ela ´e perpendicular ao raio no ponto A.

  1. Considerando a figura abaixo construa uma circunferˆencia que passe pelo ponto B e que seja tangente `a circunferˆencia λ no ponto A (veja Figura 113).

Sugest˜ao: Lembre-se que se duas circunferˆencias s˜ao tangentes, os cen- tros e o ponto de tangˆencia devem estar numa mesma reta.