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Calculo -Limite e Continuidade, Exercícios de Engenharia Informática

Abrange explicações e exercícios de limites e continuidade.

Tipologia: Exercícios

Antes de 2010

Compartilhado em 01/05/2010

joao-luiz-v-8
joao-luiz-v-8 🇧🇷

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bg1
Cálculo I
Material elaborado por Deborah Jorge e Karina Borges Mendes 41
Capítulo 2: Limite e Continuidade
2.1 EXEMPLO
1. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de um gás perfeito é função da pressão a que
o mesmo está submetido. A lei dessa função é dada pelo gráfico abaixo, que representa: P
k
V ,
onde k é uma constante que depende da massa e da temperatura do gás.
a) Com respeito a função
P
k
V , com P > 0 (não tem sentido físico considerar a pressão P como
sendo nula ou negativa), o que se pode dizer de V quando P diminui, tendendo a zero?
b) Para a mesma função o que acontece com V quando P cresce, tornando-se muito grande, tão
grande quanto se queira, isto é, quando P tende para mais infinito?
Resolução:
a) Quando P diminui, tendendo a zero, escrevemos:
P Æ +
0, ou seja, P tende a zero por valores maiores que zero, pela direita. E quando isto acontece, V
se torna muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, V tende para mais infinito e escrevemos:
V Æ +f.
Para exprimir essa simultaneidade de tendências usamos a linguagem dos limites: f
foV
P
lim .
b) Quando P cresce, tornando-se muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, quando P Æ +f,
V tenderá a zero, ou seja, V Æ 0. E para exprimir essa simultaneidade usamos mais uma vez a
linguagem dos limites: 0lim
foV
P.
2.2 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE
Seja a função f(x) = 2x + 1. Vamos dar valores a x que se aproximem de 1, pela sua direita (valores
maiores que 1) e pela esquerda (valores menores que 1) e calcular o valor correspondente de y:
x y = 2x + 1 x y = 2x + 1
1,5 4 0,5 2
1,3 3,6 0,7 2,4
1,1 3,2 0,9 2,8
1,05 3,1 0,95 2,9
1,02 3,04 0,98 2,96
1,01 3,02
0,99 2,98
0
10
20
30
40
50
00,511,522,533,5
Pressão (atm)
Volume (cm3)
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36

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Baixe Calculo -Limite e Continuidade e outras Exercícios em PDF para Engenharia Informática, somente na Docsity!

Capítulo 2: Limite e Continuidade

2.1 EXEMPLO

1. Sob temperatura constante, o volume de certa massa de um gás perfeito é função da pressão a que

o mesmo está submetido. A lei dessa função é dada pelo gráfico abaixo, que representa: P

k V  ,

onde k é uma constante que depende da massa e da temperatura do gás.

a) Com respeito a função P

k V  , com P > 0 (não tem sentido físico considerar a pressão P como

sendo nula ou negativa), o que se pode dizer de V quando P diminui, tendendo a zero?

b) Para a mesma função o que acontece com V quando P cresce, tornando-se muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, quando P tende para mais infinito?

Resolução:

a) Quando P diminui, tendendo a zero, escrevemos:

P  0 +, ou seja, P tende a zero por valores maiores que zero, pela direita. E quando isto acontece, V se torna muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, V tende para mais infinito e escrevemos: V  +.

Para exprimir essa simultaneidade de tendências usamos a linguagem dos limites:  

V P

lim.

b) Quando P cresce, tornando-se muito grande, tão grande quanto se queira, isto é, quando P  +, V tenderá a zero, ou seja, V  0. E para exprimir essa simultaneidade usamos mais uma vez a linguagem dos limites: lim  0 

V

P

2.2 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE

Seja a função f(x) = 2x + 1. Vamos dar valores a x que se aproximem de 1, pela sua direita (valores maiores que 1) e pela esquerda (valores menores que 1) e calcular o valor correspondente de y :

x y = 2x + 1 x y = 2x + 1 1,5 4 0,5 2 1,3 3,6 0,7 2, 1,1 3,2 0,9 2, 1,05 3,1 0,95 2, 1,02 3,04 0,98 2, 1,01 3,02 0,99 2,

0

10

20

30

40

50

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3, Pressão (atm)

Volume (cm

3 )

Notamos que à medida que x se aproxima de 1, y se aproxima de 3, ou seja, quando x tende para 1 ( x 1), y tende para 3 ( y 3), ou seja:

lim 2 1 3 1

  

x x

Vemos que é possível fazer o valor de f(x) tão próximo de 3 quanto desejarmos, tornando x suficientemente próximo de 1.

2.3 DEFINIÇÃO

Assim, de forma geral, escrevemos:

f   x b x a

 

lim

quando x se aproxima de a (x  a), f(x) se aproxima de b (f(x)  b).

2.4 LIMITES LATERAIS

Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à direita da função f quando x tende para " a " pela direita, e escrevemos:

f x L x a ^  

lim ( ) isto é, todos os valores de x são sempre maiores do que " a ".

Seja f uma função definida em um intervalo aberto I (a, c). Dizemos que um número real L é o limite à esquerda da função f quando x tende para " a " pela esquerda, e escrevemos:

f x L x a ^  

lim ( ) isto é, todos os valores de x são sempre menores do que " a ".

TEOREMA: Seja f uma função definida em um intervalo aberto I contendo a , exceto possivelmente no ponto a , então:

f x L x a

 

lim ( ) se e somente se: f x f x L x a x a

  ^ 

lim ( ) lim ( )

Lê-se: limite de f de x, quando x tende a a é L

2.5 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

  1. Os cientistas P. F. Verhulst, R. Pearl e L. J. Reed, contrariando a teoria de Malthus de que as populações crescem em progressão geométrica, propuseram uma lei de crescimento populacional cujo gráfico tem o seguinte aspecto:

Para Pearl e Reed as condições físicas determinavam um limite superior L para a população de uma região ou país e, utilizando os censos norte-americanos de 1790 a 1910, obtiveram a lei experimental:

P  (^1)  67 , 32 x 1 , 03  t

onde P é a população norte-americana em milhões de habitantes, t anos após 1790.

Calcule o limite da função P, quando t  +.

  1. A população de uma colônia de bactérias varia segundo a função definida por: (^) t e

P t  

( ) , onde P(t) é

dada em bilhões e t em dias. Descreva o que acontece com a população no decorrer do tempo. Verifique a sua conclusão achando lim P ( t ). t 

  1. Seja f(x) a função definida por cada gráfico, intuitivamente, encontre se existir:

a) b)

c) d)

e) f)

2.6 PROPRIEDADES DOS LIMITES

P1) c c x a

 

lim Exemplo: lim 5 5 2

x 

P2) x a x a

 

lim

P3) lim c f ( x ) c lim f ( x ) x  a x  a

   Exemplo: lim 5 ( 1 ) 5 lim( 1 ) 52 10 1 1

 

x x x x

P4) lim  f ( x ) g ( x ) lim f ( x ) lim g ( x )

x  a x  a x  a

   Exemplo:

lim ( 3 2 ) lim lim 3 lim 2 4 6 2 8 2 2

2 2

2 2

x  x  x  x 

x x x x

P5) lim  f ( x ) g ( x ) lim f ( x ) lim g ( x )

x  a x  a x  a

   Exemplo: lim ( 3 5 ) lim 3 lim 5 610 60 2 2 2

  

x x x x x x x

P6)

lim ( )

lim ( )

( )

( ) lim g x

f x

g x

f x

x a

x a x a 

 

 Exemplo: 1 1

lim

lim lim 1

2 1

2

1



  x

x

x

x

x

x x

P7)  

n

x a

n x a

f x f x 

     

lim ( ) lim ( ) Exemplo: lim 2 12 1 1



x x

P8) (^) n x a

n x a

lim f ( x ) lim f ( x )  

 Exemplo: lim 4 1 lim 4 4 1  16 8 1 3

2

4 2

 

x x x x x x

P9) lim log f ( x ) log lim f ( x ) x  a b bx  a

 com f(x) > 0 Exemplo: lim log loglim log 10 1 10 10

 

x x x x

2.7 LIMITES INDETERMINADOS

No estudo de limites é considerado um indeterminação quando ocorrer as seguintes situações:

, , 1 , ,^0 0

0 0 ,   

    ^.

Para evitarmos (ou sairmos de) uma indeterminação de limite devemos simplificar a função.

EXEMPLOS:

  1. Seja

2

x

x x

f x e considere o problema da determinação do lim ()

2

f x

x 

Resolução:

lim

2

2

 x

x x

x

que é uma indeterminação.

Intuitivamente podemos ter a idéia do comportamento da função quando x tende a 2 calculando f(x) quando

x chega bem perto do valor 2, mas sem assumi-lo.

Fazendo x  2 (valores menores que 2)

x 1 1,25 1,50 1,75 1,90 1,99 1,

f(x) 5 5,75 6,50 7,25 7,

Fazendo x  2 (valores maiores que 2)

x 3 2,75 2,50 2,25 2,01 2,

f(x) 11 10,25 9,50 8,

Evidentemente quando x  2 , f ( x ) 8 ,

x 2

3 x 4 x 4

lim

2

x 2



Obs. lim 3 x 2 3. 2 2 8

x 2

( 3 x 2 ).(x 2 )

lim

x 2

3 x 4 x 4

lim

x 2 x 2

2

x 2

  

Esta é uma função descontínua.

2) Indeterminação

x 3

x 6 x 9

lim

2

x 3



. Neste tipo de limite, se o numerador e o denominador

aproximam-se de zero quando x  a, então o numerador e o denominador terão um fator comum (x – a) e o

limite pode, freqüentemente, ser obtido cancelando-se primeiro os fatores comuns:

lim(x 3 ) 0

x 3

(x 3 )

lim

x 3

x 6 x 9

lim

x 3

2

x 3

2

x 3

  

  1. Calcule o limite de 4

8 16 lim

2

(^4) 

    x

x x x

Solução: 0

0 4 4

( 4 ) 8 ( 4 ) 16 lim

2

4

  

    x 

indeterminação.

lim 4 4 4 0 4

( 4 ) lim 4

8 16 lim 4

2

4

2

4

      

  

    

x x

x x

x x x x x

2.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

  1. Seja 

3x-7,sex 3

,sex 3 ( )

x 1 f x. Calcule:

a) lim ( )

fx x  3

= 2 b) lim f(x) x  3 

= 2 c) lim f(x) x  3

  1. Seja f ( x)x 4. Calcule:

a) lim f(x) x  4 

= 0 b) lim ( )

f x x  4

= 0 c) lim f(x) x  4

  1. Seja

2 - x,sex 1

2,sex 1

x ,se 0 x 1

,sex 0

2

x

f x. Calcule:

a) lim ( )

f x x  1

= 1 b) lim f(x) x  1

= 1 c) lim f(x) x  0 

= 0 d) lim ( )

f x x  0

e) lim f(x) x  0

= não existe f) lim f(x) x  2 

= 0 g) lim ( )

fx x  2

= 0 h) lim f(x) x  2

  1. Calcular os limites usando as propriedades:

a) lim (^2 ) x 0

3  7 x 5 x 

= 3 b) lim ( 3 x 2 7 x 2 ) x 3



= 8 c) (^)  



3 1 x 1

lim (x 4 ) (x 2 ) = 27

d) 3 x 1

x 4 x 2 



lim = 6/5 e) t 2

t 3 t 2 



lim = 5/4 f) x 1

x 2 1 x 1 



lim = 2

g) t 2

t 2 5 t 6 t 2 



lim = -1 h) x 1 x



lim = não existe i) x 3

x 2 9 x 3 



lim = -

j) 100

x x

lim  

=  k) x

x

lim  

= 0 l) x

x 3 x

lim  

m) 7 t 3

6 t 3

3

t (^) 



lim = -1/7 n) x 1

x 1 lim

4

x¨ 1

= 4 o) 1

2 4 1 lim (^32)

3 2

  

   (^) x x x

x x x

p) 2 1

3 lim

2



   (^) x

x x x

= ½ q) 3

1 lim

3 3



   (^) x

x x x

=1 r) x x x

x x (^)   

  (^3)

3 lim 2

2.10 LIMITES NO INFINITO

Considere a função 1

( ) 

 x

x f x e observe que quando x é muito grande f( x ) é aproximadamente igual a 1.

Este fato é escrito da seguinte forma

1 1

lim (^)   

 !

"   x 

x x

Observe que a restrição de f nos reais nos dá uma seqüência cujo limite é exatamente 1.

DEFINIÇÃO: Seja f: B  R uma função, B um conjunto que não é limitado superiormente (inferiormente) e

L # R. Dizemos que

f x f x L x x

   

lim ( ) lim ( )

Exemplo:

Determine (^)  

 !

"  (^)  1

2 lim x (^1) x

Solução:    

  (^)  0

2 1 1

2 1

2 lim x (^1) x

2.11 ASSÍNTOTAS

Assíntota Vertical

A equação x = a é dita uma assíntota vertical do gráfico de uma função f se:

   

lim f ( x ) x a

Assíntota Horizontal

A equação y = b é dita uma assíntota horizontal do gráfico de uma função f se:

f x b x

  

lim ( )

  1. Analise a continuidade da função: 





   3 , 2

, 2 2

1 ( ) se x

se x gx x

Solução: D = R – {-2}

     2

1 lim x 2 x

portanto, a função dada é descontínua em x = -2.

2.13 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

  1. Analise as seguintes funções, verificando as assíntotas (se tiver) e a continuidade.

a) 

  4 , 1

1 , 1 ( )

2

x se x

x se x f x d) 2

1 ( ) 2  

  x x

x f x

b)  

   2 , 2

3 , 2 ( ) sex

x se x f x e) f ( x ) x  4

c) 6

3 ( ) 2  

 x x

f x f) 1

2 

 x

x y

  1. Verifique se as funções f(x) a seguir, são contínuas no ponto x 0 indicado.

a) f ( x ) x ; x 0  0 e)

  1 , 0

1 , 0 ( )

2

x

x x f x ; x 0 = 0

b) 





  

2 , 1

, 1 ( 1 )

1

( )^2

se x

x f x x ; x 0 = 1 f) 1

1 ( ) (^2) 

 x

f x ; x 0 = 1

c) ( ) 2

f x  x  ; x 0 = 2 g) x

x x f x

 

( ) ; x 0 = 0

d) 1

1 ( ) 

 x

f x ; x 0 = 0

Respostas dos Exercícios Propostos a, c, d, e são contínuas

Capítulo 3 : Derivadas

O cálculo é a matemática das variações e o instrumento principal para estudar as taxas de variação é um método conhecido como derivação. Neste capítulo, vamos descrever esse método e mostrar como pode ser usado para determinar a taxa de variação de uma função e também a inclinação da reta tangente a uma curva.

3.1 EXEMPLO

  1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária s(t) = 3t^2 – 5t + 2 (s em metros , t em segundos) a) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 4 ]? b) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , 3 ]? c) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 ; 2,1 ]? d) Qual a velocidade média da partícula no intervalo de tempo [ 2 , (2 + t) ], com t  0? e) Como você interpretaria fisicamente a velocidade média da partícula no item anterior, quando t tende a zero? f) Qual a velocidade da partícula no instante t = 2 s?

Resolução: a)Velocidade média de uma partícula num certo intervalo de tempo é definida pelo quociente entre o espaço percorrido (s = sfinal – s (^) inicial) e o intervalo de tempo gasto em percorrê-lo (t = t (^) final – tinicial):

Logov m s

t s

s m

s s s

t

s v

m

m

13 / 2

:^26

4 2 2

30 4 26

( 4 ) ( 2 ) ( 3. 42 5. 4 2 ) ( 3. 22 5. 2 2 )

 

$  

$  

$       

$

$ 

b)Neste item, temos:

Logov m s

t s

s m

s s s

t

s v

m

m

c)Neste item, temos:

Logov m s

t s

s m

s

s

s s s

t

s v

m

m

7 , 3 / 0 , 1

:^0 ,^73

2 , 1 2 0 , 1

0 , 73

4 , 73 4

( 3. 2 , 1 5. 2 , 1 2 ) ( 3. 2 5. 2 2 )

( 2 , 1 ) ( 2 ) 2 2

 

$  

$

$ 

$     

$ 

$

$ 

Análise do Exemplo

Vamos aprofundar o “raciocínio” usado anteriormente na resolução o exemplo dividindo em etapas:

& Etapa 1 As funções dadas e as solicitações feitas: S = S (t) = 3t^2 –5t + 2 ; determinar v(2)

& Etapa 2 Cálculo das variações, (incrementos), das variáveis independentes: de 2 a ( 2 + t ), com t  0 : variação = t

& Etapa 3 Cálculo das correspondentes variações ou incrementos sofridos pela variável dependente: S ( 2 + t ) – S( 2 ) = 7t + 3t^2

& Etapa 4 Cálculo da razão incremental, que é a relação entre o incremento (variação) da variável dependente e o incremento (variação) da variável independente:

& Etapa 5 Cálculo do limite da função quando o denominador da razão incremental tender a zero: quando t0 , então (7 + 3 t)  7

Sintetizando as 5 etapas analisadas, obtém-se a seguinte definição:

3.2 DEFINIÇÃO

& Derivada de uma função

A derivada da função f(x) em relação a x é a função f´(x) (que se lê como “f linha de x”) dada por:

Uma função f(x) é derivável no ponto c se f´(x) existe, ou seja, se o limite existe no ponto x = c. O processo de calcular a derivada é chamado de derivação.

& Notação de derivada

A derivada f´(x) muitas vezes é escrita na forma dy/dx , que se lê “dê y sobre dê x” Nesta notação, o valor da derivada no ponto x = a ou seja, f´(a) , é escrito na forma:

dxx a

dy 

De acordo com o exemplo 1 :

Para calcularmos a velocidade no instante 2, calculamos a derivada da função S no ponto t = 2. S´(2) = V(2).

Ou ainda: v( 2 ) 7 m/s dt

dS t 2



7 3 t, que é a velocidade média no intervalo  2 , 2 t t

S( 2 t) S( 2 )   $ $ $

h

f(x h) f(x) f´( x) lim h 0



Podemos também dizer que a derivada da função horária nos fornece a função velocidade, ou seja v(t) dt

dS 

Generalizando tudo o que foi visto no exemplo, pode-se concluir que, se o gráfico de f(x) é:

P

A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (a, f(a)) é dada por mt = f´(a). Então, f’(a) = tgt = mt, ou seja a derivada da função de f(x) no ponto a é o coeficiente angular da reta tangente à curva no ponto P de abscissa a. A taxa de variação instantânea de uma grandeza f(x) em relação à x no ponto a é f´(a).

3.3 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

  1. Considere o movimento de um corpo ao cair de uma grande altura. De acordo com a física clássica, em t segundos de queda, o corpo percorre uma distância s(t) = 4,9t^2 metros. Suponha que estejamos interessados em determinar a velocidade do corpo após 2 segundos. A menos que o corpo caia equipado por um velocímetro, é difícil medir diretamente a velocidade. Mas podemos determinar a distância percorrida pelo corpo entre o instante t = 2 e t = 2 + h e calcular a velocidade média durante esse intervalo de tempo:

Resolução:

h h

h h h

h h h

h h

s h s ervalo empo

distânciapercorrida Vm 19 , 6 4 , 9

int det

2 2 2 2  

Se o intervalo de tempo h é pequeno, a velocidade média está próxima da velocidade instantânea no instante t = 2. Assim, é razoável determinar a velocidade instantânea tomando o limite da expressão anterior quando h tende a zero:

lim( 19 , 6 4 , 9 ) 19 , 6 0



V h h

ou, usando a notação de derivada: 19 , 6 m/s dt

dS t 2



Dessa forma, após 2 segundos de queda, o corpo estará viajando a uma velocidade de 19, 6 m/s.

  1. Uma cidade X é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o número de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro dia da epidemia) é, aproximadamente, dado por:

3

t n(t) 64 t

3  

a) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =4? b) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t =8? c) Quantas pessoas são atingidas pela epidemia no 5o^ dia?

a

f(a)

y

x

y = f(x)

t

  1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória retilínea de modo que sua velocidade obedece à função v(t) = 8t – 2 (v em metros , t em segundos). Determinar a aceleração da partícula no instante t = 4s.

Resolução:

Para obter a aceleração da partícula no instante t = 4s, deve-se inicialmente calcular a aceleração média da mesma no intervalo de tempo [ 4, (4 + t) ].

Assim: V = v (4 + t) – v(4) = [ 8(4 + t) – 2 ] – (8.4 – 2) = [32 + 8t – 2] – 30 = 8 t

Logo: a (^) m = 8t / t ou seja, am = 8m/s 2

Para obter a(4), você deve observar o que acontece com am = 8 quando t tende a zero.

Como a (^) m = 8 é uma função que independe de t, quando t tende a zero, am continua sendo 8, ou seja: a(4) = 8m/s^2

2 4

Usando anotaçãodederivada: 8 m / s dt

dv

t

  Observe que a derivada da velocidade em função do tempo nos fornece a função aceleração.

a(t ) dt

dv Usando anotaçãodederivada: 

Observação:

Quando derivamos a função horária encontramos a velocidade, se a derivarmos novamente encontramos a aceleração. Sendo assim, podemos dizer que a aceleração é a segunda derivada do espaço e indicamos por:

a(t ) dt

d S S´´( t) 2

2  

4.Obtenha a equação da reta tangente à curva y = x 2 no ponto ( 1, 1 )

Resolução:

Calculando o coeficiente angular da reta secante à parábola dada, que passa pelos seus pontos de abscissas 1 e ( 1+h ):

Logo, o coeficiente angular da tangente à parábola dada pelo seu ponto ( 1, 1 ) será obtido a partir de ms , fazendo-se h tender a zero; então ms tenderá a 2, isto é, mt = 2. A equação da reta tangente solicitada será dada por: y = 2x – 1.

3.4 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

  1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer de modo que sua velocidade obedece à função: v(t) = t^2 – 4t (v em metros, t em segundos). Sabe-se que a aceleração média da partícula am, num certo intervalo de tempo, é dada por am = V / t , determine:

a) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 , 1 ]? b)Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,5 ]? c) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0 ; 0,1] d) Qual a aceleração média da partícula no intervalo de tempo [ 0, t ], com t  0? e) Como você interpretaria fisicamente a aceleração média da partícula no item anterior, quando t tende a zero? f) Qual a aceleração da partícula no instante t = 0 s?

  2 h h

2 h h h

( 1 2 h h ) 1 ( 1 h) 1

1 h 1 m

2 2 2 2 s  

  1. Uma partícula caminha sobre uma trajetória qualquer obedecendo à função horária: S(t) = t^2 – 7t + 10 ( s em metros e t em segundos) a) Determine a lei de sua velocidade em função do tempo. b)Calcular a velocidade da partícula no instante t = 3 s c) Obter a lei de sua aceleração em função do tempo. d)Calcular a aceleração da partícula no instante t = 3 s.
  2. Encontre a equação da reta tangente à curva y = x 2 - 2x + 1 no ponto (2, 1)
  3. Encontre a equação da reta tangente à curva y = 2x 2 +3 no ponto (2, 11)
  4. Dada a função f(x) = 5x^2 + 6x –1, encontre f ’(2).
  5. Dada a função f(x) = 3x^2 –1 e g(x) = 5 – 2x determinar: a) f ’(1) b) g ‘(1) c) f ‘(1) + g ‘(1)
  6. Usando a definição, determinar a derivada das seguintes funções: a) f(x) = 1 – 4x^2 b) f(x) = 2x^2 – x –

Respostas:

  1. a) -3 m/s^2 ; b) -3,5 m/s^2 ; c) -3,9 m/s 2 ; d) $ t  4 ; e) aceleração instantânea ; f)-4 m/s 2
  2. a) v = 2t- 7; b) -1 m/s; c) 2 m/s 2 ; d) 2 m/s^2
  3. y = 2x-
  4. y = 8x – 5
  5. 26
  6. a) 6; b) -2; c) 4
  7. a) -8x; b) 4x-