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ELETROMAGNETISMO I - sce, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

ELETROMAGNETISMO I - sce

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 28/05/2010

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Cap. 3
58
3 - Noções básicas de electromagnetismo. Lei geral
de indução
3.1-Magnetostática
3.2-Força magnetomotriz, fluxo e relutância magnética
3.3-Lei de Biot Savart
3.4-Saturação e histerese magnética
3.5-Força de Laplace. Efeito de Hall
3.6-Campo magnético variável. Lei geral de indução
3.7-Transformador ideal
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3 - Noções básicas de electromagnetismo. Lei geral

de indução

3.1-Magnetostática

3.2-Força magnetomotriz, fluxo e relutância magnética

3.3-Lei de Biot Savart

3.4-Saturação e histerese magnética

3.5-Força de Laplace. Efeito de Hall

3.6-Campo magnético variável. Lei geral de indução

3.7-Transformador ideal

3.1. MAGNETOSTÁTICA

O campo magnético pode ter origem no movimento de cargas eléctricas - corrente

eléctrica ou em materiais com propriedades ferromagnéticas (ex.: iman permanente).

A magnetostática estuda o fenómeno magnético não variável no tempo.

I
S N
S N

Figura 3.1- Origem do campo magnético: (1) Corrente; (2) Iman permanente.

3.2. FORÇA MAGNETOMOTRIZ, FLUXO E RELUTÂNCIA

MAGNÉTICA

Fluxo Magnético:

O fluxo magnético numa região com campo magnético uniforme é dado por:

∅ =BxA A

Figura 3.2- Fluxo magnético.

A- área (m^2 )

B- densidade de fluxo magnético por unidade de área (Tesla)

∅ - fluxo total na área A (Weber)

Campo magnético gerado por uma bobina

I (N)

Figura 3.3- Bobina de N espiras percorrida por uma corrente I.

N- nº de espiras da bobina

R 1 R 3
R 2 R 3 R 2
R 4 R 1

(1) Associação Série (2)Associação Paralelo

Figura 3.4- Associação de relutâncias magnéticas: (1) Série; (2) Paralelo.

Analogias com a lei de Ohm:

R

m V

I
B H D E
R

m I=V

i

N EQ. 1 2 n i 1

ℜ S =ℜ +ℜ +...+ℜ =∑ ℜ

=

(Associação série)

1 1 1 1 1 ℜ (^1 2 )

EQ. ∑i= ℜ

N

P

n i

(Associação paralelo)

3.3. LEI DE BIOT SAVART

Cálculo do campo magnético gerado por um condutor linear de comprimento infinito

I

R

R P

l

I

Figura 3.5- Condutor linear percorrido por uma corrente I.

I- Intensidade

P- Ponto genérico a uma distância R do eixo central do condutor

R- Raio do condutor

Premissas:

  • l>>r para ser válida a aproximação relativa ao comprimento
  • Distribuição uniforme de corrente na secção transversal do condutor
  • Meio homogéneo μ = μ 0 em todo o espaço
  • Simetria cilindríca

Aplicando a lei de Hopkinson e tomando como percurso de circulação uma

circunferência contida num plano transversal ao condutor e concêntrica com este,

temos:

1º caso) Interior do condutor

Atinge um valor máximo junto à superfície que vale I 2 R π (proporcional à corrente);

Existe continuidade do campo H na transição do condutor para o meio exterior.

3.4. SATURAÇÃO E HISTERESE MAGNÉTICA

Nos materiais não lineares (ex.: substâncias ferromagnéticas) a relação B=f (I) é uma

relação não linear μ =f(I)

1- Zona linear (é válida a aproximação linear)

2- Zona de saturação

0

r μ

μ = μ - Permeabilidade magnética relativa

B
I
H

Figura 3.7- Saturação magnética.

Histerese magnética

Em circuitos magnéticos com materiais não lineares é necessário considerar o

fenómeno de histerese e das correntes induzidas (correntes de Foucault).

B

Br Br- Magnetismo residual Hc H Hc- Campo coercivo

Figura 3.8- Histerese magnética.

3.5. FORÇA DE LAPLACE. EFEITO DE HALL.

Admitindo que na figura a seguir representada

r J é uniforme na secção da placa

condutora as cargas em movimento ficam sujeitas à força de Laplace, dada por:

FL=Q ( vxB)

r r r

v^ v^ - Velocidade média dos electrões ou iões B

v

  • Indução magnética

Q – Carga eléctrica

r FL actua numa direcção perpendicular ao plano definido por v xB r r , sendo o sentido

dado pela regra dos 3 dedos da mão direita (q>0) e intensidade dada por:

FL = q v B sen θ

r r r

θ - ângulo entre os vectores v^ v^ e B

v. r B l r J

r r B ⊥J

A ⊕ - B Ee E (^) m

Figura 3.9- Efeito de Hall.

Tudo se passa como se existisse um campo

r E (^) m dado por:

I- Intensidade da corrente

B- Indução magnética

F- Força devida ao campo magnético

I
F

r B

Figura 3.10- Força exercida num condutor percorrido pela corrente I e sujeito à acção de um campo magnético

r B.

  1. Correntes concordantes

Desprezando a força de origem eléctrica e considerando que μ = μ 0 ed>>r, tem-se:

I I’
L

r F 12

r F 21 ATRACÇÃO

d

Figura 3.11- Força de atracção no caso de correntes concordantes.

r r r F = F F F L

I I'

2 d

12 21

Nesta situação temos por exemplo em relação ao condutor (2)

B

2 d

I
F B I' L =

2 d

I I' L

Logo F / L = 2 d

I I'

21 0

21 21 0

21 0

  1. Se as correntes forem discordantes teremos:
I

r F 12

r F 21 REPULSÃO

I’

d

Figura 3.12- Força de repulsão no caso de correntes discordantes.

F
L
= I I'

(^02) d

Variação da intensidade da força:

F/L (1)
I I=I’

d

Figura 3.13- Variação da intensidade da força entre condutores: (1) em função de I; (2) em função de d.

A- Área da espira

N- Nº de espiras do enrolamento

e(t) - Força electromotriz induzida

( )

N =NBA cos

dt

et d = Φ

Substituindo vem:

( ) ( ) e t d^ N B A cos N A d B cos dt dt

= − α = − α

a)

( ) = NAB cos t

0 et NAcos0B cos t= 0 1 1

0 1 1

0

b) ( ) 2

30 et NAB cos t^3

α =^0 =− 0 ω 1 ω 1

c) α= 90 0 e(t)= 0

d)

( ) (^0 2 0 2 )

0 2 2

e t NA d B cos t=NA B sen t= dt =NA B sen t

= − ω ω ω ω ω

3.8. TRANSFORMADOR IDEAL

Aproximações:

  • Não existe dissipação de energia
  • Coeficiente magnético de acoplamento unitário (K=1)
  • Coeficientes/auto-induções L 11 e L 22 infinitos

Lei Geral de Indução:

v n d dt v n d dt

1 1 1

2 2 2

1 2

v v

n n

1 2

1 2

= (^) relação de transformação

m m m m

= n I n I como (caso ideal) i i

n n

(A)

1 1 2 2 1 2

1 2

v L di dt

L di dt v L di dt

L di dt

1 11 1 M^2

2 M^1222

Se i 2 =0 atendendo à relação (A) ⇒ i 1 =

Para v 1 ≠ 0 ⇒ L = 11 ∞. O mesmo raciocínio pode ser aplicado a L 22.

v i 1 1 = v (^2) ( -i 2 ) potência fornecida ao primário = potência cedida ao secundário

( )

v i

v n n

n n

-i

v -i

n n

1 1

2 1 2

1 2 2

2 2

1 2

2 = =

⎛ ⎝

⎜⎜ ⎜

⎞ ⎠

⎟⎟ ⎟

impedância (resistência) de carga i 1 i (^1)

v 1 R ⇔ v 1 n n

1 R

2

⎛^2 ⎝

⎜⎜ ⎜

⎞ ⎠

⎟⎟ ⎟

Pode ser utilizado para adaptação de impedância (maximizar rendimento de transferência de potência entre gerador e carga)

Figura 3.14- Utilização do transformador como adaptador de impedâncias.

ANEXO

TABELA DE PERMEABILIDADES ( μ r)

Substância Tipo μr

Bismuto Diamagnético 0.

Prata “ 0.

Cobre “ 0.

Àgua “ 0.

Vácuo Não magnética 1

Ar Paramagnética 1.

Alumínio “ 1.

Cobalto Ferromagnética 250

Níquel “ 600

Ferro (0.2) *^ “ 5 000

78 Permalloy “ 100 000

Ferro (0.05)*^ “ 200 000

Supermalloy “ 1000 000

*- Grau de impurezas

B= μ H

B- Indução magnética (T)

H- Campo magnético (H)

μ - Permeabilidade magnética (H.m-1^ )

μ r - Permeabiliadde relativa ( μ μ

r μ

0

μ 0 = 4 π. 10 −^7 H.m -

RESUMO DAS UNIDADES ELÉCTRICAS E MAGNÉTICAS (S.I.)

Q Carga eléctrica Q=I x t Coulomb (^) ( C)

E Intensidade do campo eléctrico (^) E F Q

= Volt/m^ (V/m)

D Deslocamento eléctrico D = ε E Coulomb/m^2 (C/m^2 )

U Potencial (^) U EP Q

= Volt^ (V)

σ Densidade superficial de carga

A

σ =Q Coulomb/m^2 (C/m^2 )

ρ Densidade volumétrica de carga

V

ρ =Q Coulomb/m^3 (C/m^3 )

C Capacidade (^) C = Q U

Farad (F)

ε Permitividade eléctrica ε = ε 0 ε r Farad/m (F/m)

I Intensidade de corrente (^) I Q t

= Ampere^ (A)

J Densidade de corrente (^) J I A

= Ampere/m

(^2) (A/m (^2) )

R Resistência (^) R U I

= Ohm^ (^ Ω)

G Condutância (^) G 1 = (^) R Siemens ( )S^ ⇔^^ r^ −^1

B Indução magnética B = μH (^) r Tesla (T)

∅ Fluxo magnético ∅ = B.A Weber (W)

H Intensidade do campo magnético (^) H =B

Ampere/m (A/m)

F Força magnetomotriz (^) F = (^) ∑ I Ampere.Volta

Gilbert

(Gb)

L Indutância I

L = ψ Henry^ (H)

μ (^) Permeabilidade magnética μ = μ 0 μr Henry/m (H/m)

Lei de Ohm I U R

= (A)

Potência associada à corrente eléctrica P = U.I (W)

Força sobre um elemento de corrente inserido num campo magnético

dF HxdsrI

r

= μ (N)

Força entre correntes paralelas 2

= I I d 2

F ε^12

= μ (N)

Indutância de um selenoide d

L= μN^2 S (H)

Densidade de energia magnética W BH = B^ H v 2

2 2 = =

μ (J/m 3 )

Vector de Poynting (densidade de fluxo de energia radiante) S ExH

r r r

Equações de Maxwell

Lei de Faraday t

rotE=- B

r ∂

Lei de Ampere t

roth=J+ D

r r r

Equação de Poissom div D= ρ

r

Continuidade das linhas de força do campo magnético div B

r

Teoremas associados às leis de Maxwell

.nds dt

.d J+ D

dt

d E.d

r r r ⎟⎟⎠

δ ∂

ψ γ

γ γ

γ

δ

S

h