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Funções Deriváveis, Notas de estudo de Matemática

Funções Deriváveis - PGmat

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 20/04/2010

alexandre-oliveira-99
alexandre-oliveira-99 🇧🇷

4.6

(12)

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4.1 Preliminares
4.1 Em cada caso use a de…nição para calcular f0(x):
(a) f(x) = x3; x 2R(b) f(x) = 1=x; x 6= 0 (c) f(x) = 1=px; x > 0:
4.2 Mostre que a função f(x) = x1=3; x 2R;não é diferenciável em x= 0.
4.3 Considere a função f:R!Rde…nida por f(x) = x2;para xracional, e f(x)=0para
xirracional. Mostre que fé diferenciável em x= 0 e encontre f0(0) :
4.4 Considere um número natural ne de…na f:R!Rpor f(x) = xn;para x0;ef(x) = 0
para x < 0. Para que valores de na função f0é contínua em x= 0? Para que valores de na função
f0é diferenciável em x= 0?
4.5 Se uma função f:R!Ré diferenciável em cef(c) = 0, mostre que a função x7! jf(x)j
é diferenciável em cse, e somente se, f0(c) = 0:
4.6 Determine onde cada uma das seguintes funções de R!Ré diferenciável e encontre a
derivada.
(a) f(x) = jxj+jx+ 1j(b) g(x) = xjxj(c) h(x) = jsen xj:
4.7 Mostre que se uma função par f:R!R(fser par signi…ca que f(x) = f(x);8x) tem
derivada em todo ponto, então a derivada f0é uma função ímpar, isto é, f0(x) = f0(x).
4.8 Mostre que a função f:R!Rde…nida por f(x) = x2sen 1=x2para x6= 0 ef(0) = 0
é diferenciável em todo ponto x2Re que a derivada f0não é limitada no intervalo compacto
[1;1]?
4.9 Admitindo que exista uma função L: (0;+1)!Rtal que L0(x) = 1=x; x > 0;calcule,
onde existir, a derivada de cada uma das funções f(x) = L(2x+ 3) ; g (x) = Lx23eh(x) =
L(L(x)) :
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4.1 Preliminares

4.1 Em cada caso use a deÖniÁ„o para calcular f 0 (x) : (a) f (x) = x^3 ; x 2 R (b) f (x) = 1=x; x 6 = 0 (c) f (x) = 1=px; x > 0 :

4.2 Mostre que a funÁ„o f (x) = x^1 =^3 ; x 2 R; n„o È diferenci·vel em x = 0.

4.3 Considere a funÁ„o f : R! R deÖnida por f (x) = x^2 ; para x racional, e f (x) = 0 para x irracional. Mostre que f È diferenci·vel em x = 0 e encontre f 0 (0) :

4.4 Considere um n˙mero natural n e deÖna f : R! R por f (x) = xn; para x  0 ; e f (x) = 0 para x < 0. Para que valores de n a funÁ„o f 0 È contÌnua em x = 0? Para que valores de n a funÁ„o f 0 È diferenci·vel em x = 0?

4.5 Se uma funÁ„o f : R! R È diferenci·vel em c e f (c) = 0, mostre que a funÁ„o x 7! jf (x)j È diferenci·vel em c se, e somente se, f 0 (c) = 0:

4.6 Determine onde cada uma das seguintes funÁıes de R! R È diferenci·vel e encontre a derivada.

(a) f (x) = jxj + jx + 1j (b) g (x) = x jxj (c) h (x) = jsen xj :

4.7 Mostre que se uma funÁ„o par f : R! R (f ser par signiÖca que f (x) = f (x) ; 8 x) tem derivada em todo ponto, ent„o a derivada f 0 È uma funÁ„o Ìmpar, isto È, f 0 (x) = f 0 (x).

4.8 Mostre que a funÁ„o f : R! R deÖnida por f (x) = x^2 sen 1 =x^2 ^ para x 6 = 0 e f (0) = 0 È diferenci·vel em todo ponto x 2 R e que a derivada f 0 n„o È limitada no intervalo compacto [ 1 ; 1]?

4.9 Admitindo que exista uma funÁ„o L : (0; + 1 )! R tal que L^0 (x) = 1=x; x > 0 ; calcule, onde existir, a derivada de cada uma das funÁıes f (x) = L (2x + 3) ; g (x) = L x^2 ^3 e h (x) = L (L (x)) :

xxviii AN¡LISE NA RETA MARIVALDO P MATOS

4.10 Sejam f; g; h : X! R tais que f (x)  g (x)  h (x) ; 8 x 2 X. Suponha que em um ponto a 2 X \ X^0 se tenha f (a) = h (a) e f 0 (a) = h^0 (a). Mostre que g È deriv·vel em a e g^0 (a) = f 0 (a) :

4.11 Seja f : [a; b]! R uma funÁ„o contÌnua e deriv·vel em (a; b). Se k È um n˙mero real, mostre que existe c em (a; b) tal que f 0 (c) = kf (c) : (sug. aplique o Teorema de Rolle ‡ funÁ„o g (x) = f (x) exp (kx))

4.12 Se uma funÁ„o f : R! R È tal que f (x + y) = f (x) + f; 8 x; y; mostre que f È deriv·vel se, e sÛ se, o for em x = 0:

4.13 Um n˙mero a È uma raiz dupla do polinÙmio p (x) quando p (x) = (x a)^2 q (x), para algum polinÙmio q (x). Prove que a È raiz dupla de p se, e somente se, p (a) = p^0 (a) = 0:

4.14 Seja f : R! R deriv·vel e suponha que f (0) = 0 e jf 0 (x)j  jf (x)j ; 8 x 2 R. Mostre que f  0 :

4.15 Seja f : R+^! R uma funÁ„o deriv·vel e suponha que f (1) = 0 e f 0 (x) = 1=x; 8 x > 0 : Mostre que f (xy) = f (x) + f (y) ; 8 x; y 2 R+: (sug. derive a funÁ„o x 7! f (xy) )

4.16 O que se pode aÖrmar sobre uma funÁ„o f de classe C^1 em (a; b) tal que f 0 (x) È sempre racional?

4.17 Seja f : R! R diferenci·vel na origem tal que f (tx) = jtj f (x) ; 8 t; x 2 R. Mostre que f  0 :

4.18 Com respeito a uma funÁ„o f : R! R mostre que as seguintes aÖrmaÁıes s„o equiva- lentes: (a) existe k 2 R tal que f (tx) = tkf (x) ; para todo x 2 R e t > 0; (b) existe k 2 R tal que kf (x) = f 0 (x) x; 8 x 2 R.

4.19 Seja r > 0 um n˙mero racional e seja f : R! R deÖnida por f (x) = xr^ sen (1=x) para x 6 = 0 e f (0) = 0. Determine os valores de r para os quais f 0 (0) existe.

4.20 Se f : R! R È diferenci·vel em x = c, mostre que f 0 (c) = lim n!1 n [f (c + 1=n) f (c)].

xxx AN¡LISE NA RETA MARIVALDO P MATOS

4.31 Seja f : I! R duas vÍzes diferenci·vel no ponto c interior ao intervalo I. Mostre que:

f 0 (c) = lim h! 0 f^ (c^ +^ h) + 2 h^ f^ (c^ ^ h) (1)

f 00 (c) = lim h! 0 f^ (c^ +^ h) +^ f^ h(c 2 ^ h)^ ^2 f^ (c): (2)

DÍ exemplo para mostrar que o limite em (1) pode existir, sem que a funÁ„o tenha derivada no ponto c.

4.32 Considere as constantes reais C 0 ; C 1 ; C 2 ;    ; Cn tais que:

C 0 + C 21 + C 32 +    + (^) nC + 1 n = 0:

Mostre que a equaÁ„o C 0 + C 1 x + C 2 x^2 +    + Cnxn^ = 0 possui ao menos uma raiz real no intervalo [0; 1] :

4.33 Considere uma funÁ„o deÖnida e deriv·vel para x > 0 e suponha que f 0 (x)! 0 ; quando x! + 1 : Mostre que a funÁ„o g (x) = f (x + 1) f (x) ; x > 0 ; tem limite quando x! + 1 :

4.2 A Regra de L¥HÙpital

J. Bernoulli descobriu uma regra para o c·lculo de limites de fraÁıes cujos numeradores e denomi- nadores tendem para zero. A regra È conhecida atualmente como Regra de líHÙpital, em homenagem ao marqÍs de St. Mesme, Guillaume FranÁois Antoine de líHÙpital (1661-1704), um nobre francÍs que escreveu o primeiro texto introdutÛrio de c·lculo diferencial, em que a regra foi impressa pela primeira vez.

4.2.1 Forma Indeterminada 0 = 0

Se as funÁıes contÌnuas f (x) e g (x) s„o zero em x = a, ent„o

x^ lim!a^ f g^ ((xx))

n„o pode ser calculado com a substituiÁ„o x = a: A substituiÁ„o gera a express„o 0 = 0 , sem signiÖ- cado algum. Recorde-se dos argumentos que utilizamos em sala de aula para calcular limx! 0 (sen x) =x,

FUN«’ES DERIV¡VEIS VER√O 2009 xxxi

em que a substituiÁ„o x = 0 produziu a forma indeterminada 0 = 0. Por outro lado, fomos bem suce- didos com o limite

x^ lim!a^ f^ (x x)^ ^ fa^ (a) com o qual calculamos a derivada f 0 (a) e que sempre resulta na forma 0 = 0 com a substituiÁ„o x = a: A Regra de líHÙpital nos permite usar derivadas para calcular llimites que, abordados de outra forma, conduzem a formas indeterminadas.

Teorema (Regra de líHÙpital ) Suponha que f (a) = g (a) = 0, que f e g sejam deriv·veis em um intervalo aberto contendo a e que g^0 (x) 6 = 0 nesse intervalo exceto, possivelmente, em x = a: Ent„o:

x^ lim!a^ f g^ ((xx)) = lim x!a^ f^

(^0) (x) g^0 (x) ;^ (3) desde que exista o limite do lado direito de (3).

AtenÁ„o Ao aplicar a Regra de líHÙpital n„o caia na armadilha de usar a derivada de f =g. O quociente a ser usado È f 0 =g^0 e n„o (f =g)^0.

Exemplo Aplicando a Regra de líHÙpital A express„o (^1) x^ +^ cosx x 2 com x = 0 produz a indetermi- naÁ„o 0 = 0 e aplicando a regra (5.3), encontramos:

x^ lim! 01 x^ +^ cosx x^2 =^ xlim! 0 1 + 2^ senxx =^01 = 0

4.2.2 Formas indeterminadas 1 = 1 ; 1  0 ; 1 1

Uma vers„o da Regra de líHÙpital tambÈm se aplica a quocientes que produzem as formas indeter- minadas 1 = 1 ; 1  0 ; 1 1. Por exemplo, se f (x) e g (x) tendem ao inÖnito quando x! a, ent„o a fÛrmula (3) continua v·lida, desde que o limite do lado direito exista. Aqui, como tambÈm na forma indeterminada 0 = 0 , o ponto a onde investigamos o limite pode ser Önito ou 1.

Exemplo Calcule (a) (^) x!lim= 2 1 + tg^ sec^ x x (b) (^) xlim!1 2 lnp^ xx SoluÁ„o (a) Note que o numerador e o denominador s„o descontÌnuos em x = = 2 , ent„o investigaremos os limites laterais nesse ponto. Temos:

x!^ lim(=2)^ 1 + tg^ sec^ x^ x^ =^11 =^ (líHÙpital)^ =^ x!lim(=2)^ sec^ sec^ x^2 tg^ x^ x=^ x!lim(=2)^ sen^ x^ = 1:

FUN«’ES DERIV¡VEIS VER√O 2009 xxxiii

SoluÁ„o (a) Trata-se de uma indeterminaÁ„o do tipo 11 , a qual ser· convertida em 0 = 0 por aplicaÁ„o do logarÌtimo. Considerando f (x) = (1 + 1=x)x^ ; temos:

ln f (x) = ln

1 + x^1

x = x ln

1 +^1 x

= ln (1 + 1 1 =x =x)=) f (x) = exp

 (^) ln (1 + 1=x) 1 =x

e, portanto:

x^ lim!1 f^ (x)^ =^ xlim!1 exp [ln^ f^ (x)] = exp

x^ lim!1^ ln (1 + 1 1 =x=x)

= exp( 00 ) = (líHÙpital) = = exp

x^ lim!11 + 1^1 =x

= e^1 = e:

(b) Trata-se de uma indeterminaÁ„o do tipo 00 e procederemos como no Ìtem (a). Temos:

x^ lim! 0 +^ xx^ =^00 =^ xlim! 0 +^ exp [ln^ xx] = exp

x^ lim! 0 +^ x^ ln^ x

= exp

x^ lim! 0 +^ ln 1 =x^ x

= exp( 1 1 ) =

= (líHÙpital) = exp

x^ lim! 0 + ^11 =x=x^2

= exp

x^ lim! 0 +^ (x)

= e^0 = 1:

(c) Temos agora uma indeterminaÁ„o do tipo 10 e procederemos como no Ìtem (a). Temos:

x^ lim!1 x^1 =x^ =^10 = lim x!1 exp

h ln x^1 =x

i = exp

x^ lim!1^ lnx^ x

= exp( 11 ) =

= (líHÙpital) = exp

x^ lim!1^1 =x 1

= exp

x^ lim!1^1 x

= e^0 = 1:

4.2.4 Demonstrando a Regra de líHÙpital

Vamos demonstrar a Regra de líHÙpital (3), no caso em que o limite È Önito, isto È, quando a for um n˙mero real. A demonstraÁ„o È na verdade uma aplicaÁ„o do Teorema do Valor MÈdio de Cauchy, que È uma vers„o um pouquinho mais geral do Teorema do Valor MÈdio apresentado em sala de aula.

Teorema do Valor MÈdio de Cauchy Suponha que as funÁıes f e g sejam contÌnuas no intervalo fechado [a; b] e deriv·veis no intervalo aberto (a; b) e suponha, ainda, que g^0 (x) 6 = 0 em qualquer x do intervalo (a; b) : Ent„o

xxxiv AN¡LISE NA RETA MARIVALDO P MATOS

existe um n˙mero c em (a; b) tal que:

f (b) f (a) g (b) g (a) =^

f 0 (c) g^0 (c) :^ (5) Prova do TVM de Cauchy Daremos o roteiro e deixaremos os detalhes da demonstraÁ„o para vocÍ preencher. N„o deixe de fazÍ-lo. (i) Aplique o Teorema de Rolle ‡ funÁ„o g em [a; b] e deduza que g (b) 6 = g (a) ; essa condiÁ„o È necess·ria em (5). (ii) Aplique o Teorema de Rolle ‡ funÁ„o F (x) = f (x) f (a) f g^ ((bb))^ ^ fg^ ((aa) )[g (x) g (a)]

para deduzir que existe c em (a; b) tal que F 0 (c) = 0 e a partir dessa igualdade obtenha (5) 

Prova da Regra de líHÙpital Comece revendo as condiÁıes exigidas na regra. Suponha que x esteja ‡ direita de a e aplique o TVM de Cauchy ao intervalo [a; x] : Existe c entre a e x tal que:

f 0 (c) g^0 (c) =^

f (x) f (a) g (x) g (a) =^

f (x) g (x) (lembre-se que^ f^ (a) =^ g^ (a) = 0).

Logo, f 0 (c) g^0 (c) =^

f (x) g (x) : Conforme x tende para a, o n˙mero c tambÈm se aproxima de a, porque est· entre x e a. Conse- q¸entemente, tomando o limite na ˙ltima igualdade, com x! a+; obtemos:

x^ lim!a+^ f g^ ((xx) )=^ xlim!a+^ f^

(^0) (c) g^0 (c) =^ xlim!a+

f 0 (x) g^0 (x) ;

que estabelece a Regra de líHÙpital. O caso em que x est· ‡ esquerda de a o TVM de Cauchy È aplicado ao intervalo [x; a] e o limite obtido È o limite lateral ‡ esquerda. 

4.34 Considere a funÁ„o f : R! R deÖnida por:

f (x) = exp^

1 =x 2  (^) , se x 6 = 0 0 , se x = 0: (a) Mostre por induÁ„o que f (n)^ (0) = 0; 8 n = 1; 2 ; 3 ; : : : ;

xxxvi AN¡LISE NA RETA MARIVALDO P MATOS

4.41 Seja f : [a; b]! [a; b] uma funÁ„o contÌnua e convexa tal que f (a) 6 = a e f (b) 6 = b Mostre que f tem um ˙nico ponto Öxo em [a; b] :

4.42 Seja f : [a; b]! R contÌnua e convexa tal que f (a) < 0 < f (b). Prove que existe um ˙nico c em (a; b) tal que f (c) = 0:

4.43 Seja X  R um subconjunto convexo. Mostre que f : X! R È convexa se, e somente se, o conjunto A (f ) = f(x; y) 2 X  R; y  f (x)g È convexo.

4.44 Mostre que o conjunto X = f(x; y) 2 R+^  R; ln x + y  0 g È convexo.