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Fundamentos da Matematica Elementar, Notas de estudo de Matemática

Apostila da UFPI

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 22/06/2012

Prof.Ezequiel
Prof.Ezequiel 🇧🇷

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Luiz Inácio Lula da Silva
MINISTRO DA EDUCAÇÃO
Fernando Haddad
GOVERNADOR DO ESTADO
Wellington Dias
REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Luiz de Sousa Santos Júnior
SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ
Antonio JoMedeiros
SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DO MEC
Carlos Eduardo Bielschowsky
DIRETOR DE POLITICAS PUBLICAS PARA EaD
Hélio Chaves
COORDENADORIA GERAL DA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
Celso Costa
COORDENADOR GERAL DO CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA A
DISTÂNCIA DA UFPI
Gildásio Guedes Fernandes
SUPERITENDÊNTE DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NO ESTADO
Eliane Mendonça
DIRETOR DO CENTRO
Helder Nunes da Cunha
COORDENADOR DO CURSO NA MODALIDADE EAD
João Benício de Melo Neto
CHEFE DO DEPARTAMENTO
Jurandir de Oliveira Lopes
COODENADORA DE MATERIAL DIDÁTICO DO CEAD/UFPI
Cleidinalva Maria Barbosa Oliveira
EQUIPE DE APOIO
Copyright © 2008. Todos os direitos desta edição estão reservados à Universidade Federal do
Piauí (UFPI). Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer
meio eletrônico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, do autor.
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
XXXX Lopes, J. de Oliveira
Fundamentos da Matemática Elementar /Jurandir de Oliveira
Lopes – Teresina: UFPI/UAPI
2008.
72p.
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PRESIDENTE DA REPÚBLICA Luiz Inácio Lula da Silva

MINISTRO DA EDUCAÇÃO Fernando Haddad

GOVERNADOR DO ESTADO Wellington Dias

REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ Luiz de Sousa Santos Júnior

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ Antonio José Medeiros

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DO MEC Carlos Eduardo Bielschowsky

DIRETOR DE POLITICAS PUBLICAS PARA EaD Hélio Chaves

COORDENADORIA GERAL DA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL Celso Costa

COORDENADOR GERAL DO CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA A DISTÂNCIA DA UFPI Gildásio Guedes Fernandes

SUPERITENDÊNTE DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NO ESTADO Eliane Mendonça

DIRETOR DO CENTRO Helder Nunes da Cunha

COORDENADOR DO CURSO NA MODALIDADE EAD João Benício de Melo Neto

CHEFE DO DEPARTAMENTO Jurandir de Oliveira Lopes

COODENADORA DE MATERIAL DIDÁTICO DO CEAD/UFPI Cleidinalva Maria Barbosa Oliveira

EQUIPE DE APOIO Copyright © 2008. Todos os direitos desta edição estão reservados à Universidade Federal do Piauí (UFPI). Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, do autor.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

XXXX Lopes, J. de Oliveira Fundamentos da Matemática Elementar /Jurandir de Oliveira Lopes – Teresina: UFPI/UAPI

72p. Incluir bibliografia 1 – xx

Luiz Inácio Lula da Silva MINISTRO DA EDUCAÇÃO Fernando Haddad GOVERNADOR DO ESTADO Wellington Dias REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ Luiz de Sousa Santos Júnior SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DO MEC Carlos Eduardo Bielschowsky COORDENADORIA GERAL DA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL Celso Costa SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ Antonio José Medeiros COORDENADOR GERAL DO CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA A DISTÂNCIA DA UFPI Gildásio Guedes Fernandes SUPERITENDÊNTE DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NO ESTADO Eliane Mendonça DIRETOR DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA Helder Nunes da Cunha COORDENADOR DO CURSO DE MATEMÁTICA NA MODALIDADE EAD João Benício de Melo Neto COODENADORA DE MATERIAL DIDÁTICO DO CEAD/UFPI Cleidinalva Maria Barbosa Oliveira DIAGRAMAÇÃO João Paulo Barros Bem Joaquim Carvalho de Aguiar Neto

L864f Lopes, J. de Oliveira Fundamentos da Matemática Elementar /Jurandir de Oliveira Lopes – Teresina: UFPI/UAPI, 2008 72p

1.Matemática. 2.Universidade Aberta do Piauí. I.Titulo. C.D.D.- 510

SUMÁRIO GERAL

UNIDADE 1: Conjunto dos Números Naturais 1.1 Introdução 1.2 Princípio da Indução Matemática 1.3 Operações: Adição e multiplicação 1.4 Relação de ordem 1.5 Princípio da Boa Ordem

UNIDADE 2: Conjunto dos Números Inteiros 2.1 Introdução 2.2 Operações: Adição e Multiplicação 2.3 Relação de Ordem 2.4 Valor Absoluto ou Módulo 2.5 Princípio do Menor Inteiro 2.6 Princípio da Indução Matemática em Z 2.7 Múltiplos e Divisores 2.8 Máximo Divisor Comum 2.9 Números Primos 2.10 Mínimo Múltiplo Comum

UNIDADE 3: Conjunto dos Números Racionais 3.1.Introdução 3.2.Operações: Adição e Multiplicação 3.3 Relação de Ordem 3.4 Valor Absoluto ou Módulo

UNIDADE 4: Conjunto dos Números reais 4.1Introdução 4.2 Operações: Adição e Multiplicação 4.3 Relação de Ordem 4.4 Valor Absoluto ou Módulo 4.5 Representação Decimal

Apêndice I

Apêndice II

Apêndice III

Apêndice IV

1 CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS

1.1 Introdução

Os números naturais foram os primeiros a serem criados, com intuito de contar. Mas, afinal, o que é o conjunto N dos números naturais? Bem, podemos intuitivamente escrevê-lo dizendo quais são seus elementos: eles são os números da forma. 1 , 2 = 1 + 1 , 3 = 2 + 1 , 4 + 3 = 1 ,... n =( n − 1 )+ 1 , ou seja, N = { 1 , 2 , 3 , 4 ,⋅⋅⋅, n ,⋅⋅⋅} Ocorre, porém, que dificilmente poderemos provar algumas propriedades desses números utilizando apenas esta descrição, pois apesar de sabermos intuitivamente quais são esses números que acima representa, teríamos dificuldade de descrevê-lo de modo suficientemente explícito. Uma maneira consiste em dar uma propriedade que caracterizem de modo único o conjunto dos números naturais.

1.2 Princípio da Indução Matemática

A propriedade que vamos anunciar é chamada de Princípio da Indução Matemática. Mais precisamente: Princípio da Indução Matemática. Seja X um subconjunto dos números naturais (ou seja, XN ) tais que: i) 1 ∈ X; ii) Se nXn + 1 ∈ X; Então (^) X = N. Essa simples propriedade fornece uma das mais poderosas ferramentas de demonstração Matemática: A demonstração por indução. Suponha que seja dada uma sentença matemática P ( n )

associada a cada n natural, a qual se torna verdadeira um falsa quando substituímos por n. Mais adiante citaremos alguns

Mais informações sobre o conjunto dos números naturais pode ser encontrado em:

  1. www.educ.fc.u l.pt/docentes/o pombo/semin ario/fregeruss el/ peano .htm
  2. www.obm.org. br/eureka/artig os/ inducao .d oc

exemplos de sentenças abertas definidas sobre o conjunto dos naturais. Agora anunciaremos um resultado suma importância para Matemática e, por conseguinte definir a soma e multiplicação em N. Teorema 1.1 (Prova por indução matemática). Seja a P ( n )

sentença aberta sobre N. Suponha que: i) P ( 1 )é verdadeira, e. ii) Se a validez de P ( n )implicar na validez de P ( n + 1 ) Então P ( n ) é válida para todo o conjunto números naturais. Demonstração: Considere o seguinte conjunto

X = { n ∈ NP ( n )é verdadeira }

1 ∈ X , pois P ( 1 )é verdadeira. Suponha agora que nX , isto é, P ( n )é verdadeira, com isto garantimos a validez de P ( n + 1 ),

logo n + 1 ∈ X. Assim pelo Princípio da indução matemática temos que X = N , portanto P ( n )é válida para todo o conjunto

números naturais. C.Q.D.

1.3 Adição e Multiplicação

No conjunto dos números naturais estão definidas duas operações fundamentais: a) Adição: Dados n , mN fazem corresponder à soma m + nN b) Multiplicação: Dados n^ ,^ mN fazem corresponder à soma mnN

Justificaremos a boa definição através da indução sobre n : a) Adição: P ( 1 ): Assim dados 1 , mN é claro que m + 1 ∈ N , logo P ( 1 )é válida.

Suponhamos válida P (^ n ), ou seja, dados n^ ,^ mN temos que

m. + nN.

6 ( 12 + 22 + 32 +L + n^2 )= n ( n + 1 )( 2 n + 1 ) Hipótese de Indução ( H.I ) Provaremos validez P ( n + 1 ), isto é.

6 [ 12 + 22 + 32 +L + n^2 +( n + 1 )^2 ]=( n + 1 )( n + 2 )( 2 n + 3 ) ( Tese )

Com efeito: Temos que

6 [ 12 + 22 + 32 +L+ n^2 +( n + 1 )^2 ]= 6 ( 12 + 22 + 32 +L+ n^2 )+ 6 ( n + 1 )^2

= n ( n + 1 )( 2 n + 1 )+ 6 ( n + 1 )^2 = ( n + 1 )[ n ( 2 n + 1 )+ 6 ( n + 1 )] = ( n + 1 )( n + 2 )( 2 n + 3 )

Portanto a sentença P ( n )é valida para todo nN.

1.4 Relação de Ordem

Faz-se necessário introduzir uma relação de ordem nos conjuntos dos números naturais.

Definição: Dados n^ ,^ mN dizem que m é menor do que n (e

escreve-se). m < n () se existe^ rN tal que^ n^ =^ m + r. A relação de ordem m < n goza das seguintes propriedades: a) Transitividade: Se m < n e n < p então m < p.

b) Tricotomia: Dados n , mN , só podem ocorrer uma, e

somente uma das alternativas: m = n, m < n ou n < m. c) Monotonicidade: Se (^) m < n então, para todo (^) rN , tem-se. m + r < n + r e m. r < n. r. Mostraremos que as três propriedades são satisfeitas: a) : Se m < n e n < p então existem r 1 (^) , r 2 ∈ N tais que n = m + r 1_._ e p = n + r 2. Assim p = m + r 1 + r 2 , sendo que r 1 (^) + r 2 ∈ N , segue-se que m^ <^ p.

b) Dados n^ ,^ mN têm que m = n, do contrário, existe rN tal que n = m + r ou não existe, assim m < n ou n < m. c) Exercício a cargo do leitor. Dizemos que m menor ou igual do que n (e escreve-se mn ) se m = n ou m < n. Algumas sentenças abertas estão associadas para nN tal que na para algum aN. Assim para esse tipo de sentenças temos o seguinte resultado

Teorema 1.2 (Prova por indução matemática). Seja a P ( n )

sentença aberta para todo na , com aN. Suponha que: i) P ( a )é verdadeira, e. ii) Se a validez de P ( n )implicar na validez de P ( n + 1 ), para na Então P ( n )é válida para todo número natural na.

Demonstração: Considere o seguinte conjunto

X = { m ∈ NP ( n = m + a − 1 )é verdadeira }

1 ∈ X , pois P^ ( a )é verdadeira. Suponha agora que mX , isto

é, P ( n = m + a − 1 )é verdadeira, com isto garantimos a validez

de P ( n + 1 = m + 1 + a − 1 )para na, logo (^) m + 1 ∈ X. Assim pelo

Princípio da indução matemática temos que X = N , assim m ≥ 1 ⇒ m + aa + 1 ⇒ n = m + a − 1 ≥ a. Portanto P ( n ) é válida

para todo na. C.Q.D. Exemplos:

a) P ( n ): 2 n + 1 ≤ n^2 , para todo n ≥ 3.

P ( 3 ) : 2. 3 + 1 ≤ 23 ⇔ 7 ≤ 8 , é verdade.

Suponhamos válida P ( n ), ou seja,

2 n + 1 ≤ n^2 , para todo n ≥ 3. ( H.I ) Provaremos validez P ( n + 1 ), isto é.

EXERCÍCIOS

  1. 13 + 2^3 + 3^3 + ... + n^3 = ( n^2 /4).( n +1) 2 , ∀ n ≥ 1
  2. 1 + 4 + 7 + ... + (3 n -2) = ( n /2).(3 n -1), ∀ n ≥ 1
  3. 13 + 3^3 + 5^3 + ... + (2 n -1) 3 = n^2 (2 n^2 -1), ∀ n ≥ 1
  4. 1.1! + 2.2! + 3.3! + ... + n. n! = (n + 1)! - 1, ∀ n ≥ 1
  5. 2 n^ > n^2 , ∀ n > 4;
  6. 2 n^ > n^3 , ∀ n ≥ 10;
  7. n! > 3n^ , ∀ n ≥ 7.
    1. 1 2 3⋅ ⋅ + 2 3 4⋅ ⋅ + 3 4 5⋅ ⋅ + ... + n n ( + 1)( n +2) ( 1)( 2)( 3) 4 =^ n n^ +^ n^ +^ n + , n ≥ 1.
  8. (^) 1 3^1 ⋅ + (^) 3 5^1 ⋅ + (^) 5 7^1 ⋅ + ...+ (^) (2 n − 1)(2^1 n + 1) = 2 n^ n + 1 , n ≥ 1.
  9. Se mne nm , prove que m = n.
  10. Seja A = { xN | n < x < n + 1 } com nN. Prove que A é vazio.

2 CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS

2.1 Introdução Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o “zero”, cujo símbolo é 0. Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen=número em alemão). Este conjunto é definido por: Z = { 0 , ± 1 ,± 2 ,± 3 ,± 4 ,⋅⋅⋅,± n ,⋅⋅⋅} ={⋅⋅⋅,− 4 ,− 3 ,− 2 ,− 1 , 0 ,+ 1 ,+ 2 .,+ 3 ,+ 4 ,⋅⋅⋅} Inteiros podem ser adicionados ou subtraídos, multiplicados e comparados. A principal razão para a existência dos números negativos é que tornou possível resolver todas as equações da forma:a + x = b para a incógnita x; nos números naturais apenas algumas destas equações eram solúveis. Como foi definido o conjunto dos números inteiros, é óbvio que NZ .A construção lógico formal dos números inteiros é feita no apêndice I.

2.2 Adição e Multiplicação No conjunto dos números inteiros estão definidas as operações adição e multiplicação as quais gozam das seguintes propriedades que serão aceitas como verdades (axiomas). Dados quaisquer a , b , cZ , temos:

1. Adição a) a + ( b + c )=( a + b )+ c (associativa) b) a + b = b + a (comutativa) c) (^) a + 0 = a ( 0 é elemento neutro da adição ) d) a + ( − a )= 0 ( − a é elemento simétrico da adição) 2. Multlipicação a) a ( bc )= ( ab ) c (associativa) b) ab = ba (comutativa) c) a 1 = a (^1 é elemento neutro da adição )

Saiba mais em:

  1. www.brasi lescola.co m/matema tica/ nume ros - inteiros .ht m
  2. www.testo nline.com. br/cur prim os .htm

d) ab = 0 ⇒ a = 0 ou b = 0 (lei do anulamento do produto) e) (^) ab = 1 ⇒ a =± 1 e (^) b =± 1 f) a ( b + c )= ab + ac (a multiplicação é distributiva em relação à adição) O conjunto que satisfaz as propriedades acima citada é chamado de anel de integridade. Portanto o conjunto dos números inteiros munidos da operação soma e multiplicação é um anel de integridade. Exemplo: Mostre que não existe aZ tal que a^2 − a = 1. De fato, de a^2 − a = 1 ⇒ a ( a − 1 )= 1 , por e) temos que a =± 1 e a − 1 =± 1 , das duas equações conclui-se não pode existir aZ.

1.4. Relação de Ordem em Z A relação de ordem dos inteiros segue de maneira similar ao do conjunto dos números naturais.

Definição: : Dados n , mZ dizemos que m é menor do que n

(e escreve-se m < n ) se existe rN tal que n = m + r. Exemplo: − 3 < 10 , pois 10 = − 3 + 13 e − 7 <− 2 , pois − 2 =− 7 + 5 A relação de ordem m < n goza das seguintes propriedades: a) Transitividade: Se m < n e n < p então m < p.

b) Tricotomia: Dados n^ ,^ mN , só pode ocorrer uma, e somente

uma das alternativas: m = n, m < n ou n < m. c) Monotonicidade: Se m < n então, para todo pN , tem-se

m + p < n + p e^ mp^ <^ np. Demonstraremos a validez das três propriedades. Como já foram provados os itens a) e b) na unidade anterior, faremos à apenas a demonstração do item c).

Demonstração: a) Se (^) a ≥ 0 ⇒ a = a ⇒− a ≤− aaa , e a < 0 ⇒ a =− a ⇒− aa ≤− aa. Então vale sempre que − aaa.

b) Se a , b ≥ 0 ⇒ ab ≥ 0 ⇒ ab = ab = ab ; se a ≥ 0 e b < 0 , temos

que ab ≤ 0 ⇒ ab =− ab = a (− b )= ab ; caso análogo para a < 0

e b ≥ 0_._ Agora se a < 0 e b < 0 , temos que

ab > 0 ⇒ ab = ab =(− a )(− b )= a b. Portanto vale sempre que ab = a b ;

c) Por a) temos que (^) − aaa e (^) − bbb , somando as

duas desigualdades temos

− ( a + b )≤ a + ba + b , com isto a + ba + b e − ( a + b )≤ a + b.

Se a + b ≥ 0 ⇒ a + b = a + ba + b. Agora Se

a + b < 0 ⇒ a + b =−( a + b )≤ a + b. Portanto, em ambos os

casos obtemos que a + ba + b.

Exemplo: 1) Resolva a equação a + 1 = 2.

Solução: Da definição, temos que a + 1 = 2 ⇒ a = 2 − 1 ⇒ a = 1 ou − ( a + 1 )= 2 ⇒ a + 1 =− 2 ⇒ a =− 2 − 1 ⇒ a =− 3. Portanto o

conjunto solução é dado por S ={ 1 ,− 3 }.

  1. Resolva a desigualdade a − 1 < 2.

Solução: Da definição, temos que a − 1 < 2 ⇒ a < 2 + 1 ⇒ a < 3 ou − ( a − 1 )< 2 ⇒ a − 1 >− 2 ⇒ a >− 2 + 1 ⇒ a >− 1. Portanto o

conjunto solução é dado por S = { aZ |− 1 < a < 3 }.

  1. Resolva a desigualdade − a + 3 ≥ 5.

Solução: Da definição, temos que − a + 3 ≥ 5 ⇒− a ≥ 5 − 3 ⇒− a ≥ 2 ⇒ a ≤− 2 ou − ( − a + 3 )≥ 5 ⇒ a − 3 ≥ 5 ⇒ a ≥ 5 + 3 ⇒ a ≥ 8. Portanto o conjunto

solução é dado por S = { aZ | a ≤− 2 ou a ≥ 8 }.

  1. Prove que (^) aba + b.

Solução: ab = a +( − b )≤ a +− b = a +− 1 b = a + b.

2.5 Princípio do menor inteiro

Definição: Um subconjunto A não vazio de Z é dito limitado inferiormente de existe aZ tal que ax,xA. Exemplo: A ={− 2 ,− 1 , 0 , 1 , 2 , 3 K}, neste caso podemos ter

a = K, − 4 ,− 3 ,− 2.

Axioma (Princípio do menor inteiro): Se A é subconjunto não vazio de Z limitado inferiormente, então existe m (^) 0 ∈ A tal que

m (^) 0 ≤ x,xA.

É fácil verificar que m 0 é único, que é chamado de mínimo.

No exemplo anterior, temos que m 0 =− 2

2.6 Princípio de Indução em Z

Anunciaremos dois princípio de indução, cuja as demonstrações são relativamente fácil de provar, partindo do pressuposto (axioma) acima.

Teorema 2.1 (Primeiro princípio de indução). Seja a P ( n )

sentença aberta sobre na com nZ. Seja aZ e suponha que: i) P ( a )é verdadeira, e ii) Se a validez de P (^ n )implicar na validez de P (^^ n +^1 ), para na Então P ( n )é válida para todo número inteiro na.

Demonstração: A demonstração é similar do Teorema que anunciaremos a seguir.

Teorema 2.2 (Prova por indução matemática). Seja a P ( n )

sentença aberta sobre Z. Seja aZ e suponha que: