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Curso de Licenciatura em Matematica
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Lourenço dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo S. Gonçalves Pró-Reitor de Planej. e Administração Antônio Dias Couto Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Ademar R. M. Teixeira Pró-Reitor de Ensino de Graduação Carlos Eduardo S. Gonçalves Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Walmir de Albuquerque Barbosa Coordenador Geral do Curso de Matemática (Sistema Presencial Mediado) Carlos Alberto Farias Jennings NUPROM Núcleo de Produção de Material Coordenador Geral João Batista Gomes Projeto Gráfico Mário Lima Editoração Eletrônica Helcio Ferreira Junior Horácio Martins Mário Lima Revisão Técnico-gramatical João Batista Gomes
Costa, Helisângela Ramos da. C837 Matemática Elementar I / Helisângela Ramos da Costa, Ieda Maria de Araújo Câmara Costa, Célia Maria Nogueira. Batista – Manaus/AM: UEA, 2006. – (Licenciatura em Matemática. 1. Pe- ríodo).
131p.: il. ; 30 cm. Inclui bibliografia e anexo
A Licenciatura Plena em Matemática pelo Sistema Presencial Mediado vem reforçar o compromisso do Governo e da Universidade do Estado do Amazonas de avançar com ousadia na área do ensino que valo- riza os meios tecnológicos. Os recursos utilizados para tal (livro didático, tv e web) são reforçados pela pre- sença de Professores Assistentes para garantir a qualidade necessária e otimizar os efeitos positivos advin- dos dessa ousadia.
O grande potencial tecnológico que caracteriza a UEA tem de ser utilizado para a formação de professores, especialmente daqueles que se encontram no interior do Estado, fazendo-os permanecer no seu local de origem, dando-lhes formação à altura das necessidades regionais e criando condições dignas de trabalho. Toda a experiência significativa acumulada em outros projetos vai contribuir para que o curso de Matemática cumpra a contento o papel de formar professores com visão diferenciada, colocando em prática uma didáti- ca eficiente, centrada nas necessidades imediatas do homem e do meio que o circunda.
As estratégias de ensino-aprendizagem devem ser focadas no aluno. Em função dele é que se lança mão de todos os recursos inovadores, estimulando-o à pesquisa e à conquista de uma vida melhor. Assim, a UEA cumpre a tarefa de formar profissionais autônomos e disciplinados, aptos a absorver e a praticar uma políti- ca educacional que elevará o Estado do Amazonas à posição de vanguarda no âmbito do ensino que ultra- passa as barreiras da sala de aula.
Lourenço dos Santos Pereira Braga Reitor da Universidade do Estado do Amazonas
Para entender como surgiram os números, é preciso ter uma idéia de como o homem, des- de a época mais remota, vivia e quais eram suas necessidades. Naquele tempo, o homem, para alimentar-se, caçava, pescava e colhia frutos; para morar, usava cavernas; para defen- der-se, usava paus e pedras. Portanto o ho- mem precisava contar. Quantos peixes havia? Quantas espigas de milho? Quantos dias fal- tavam para a caça de pássaros antes das chu- vas? Quantas ovelhas havia no rebanho? Es- sas necessidades de sobrevivência levaram-no a fazer comparações entre as “coisas” que ti- nham ou queriam com os dedos das mãos. Segundo alguns autores, o surgimento da pri- meira máquina de calcular deve-se às conta- gens nos dedos das mãos. Devido ao aumento de posses e à necessida- de de contar quantidades maiores, o homem passou a usar objetos pequenos para repre- sentá-las. No caso das pedrinhas, cada animal que saía para o pasto de manhã correspondia a uma pedra que era guardada em um saco. No fim do dia, quando os animais voltavam do pasto, era feita a correspondência inversa: para cada animal que retornava, era retirada uma pedra do saco. Se no fim do dia sobrasse alguma pedra, era porque faltava algum dos animais. E se algum fosse acrescentado ao rebanho, era só acrescentar mais uma pedra. A palavra cál- culo é derivada da palavra latina calculus , que significa pedras (Figura 1).
Figura 1: Correspondência biunívoca (BIANCHINI, 2002, p. 13).
Nesse caso, quando ocorre a correspondência um-para-um nos dois sentidos, por exemplo, uma pedrinha para cada ovelha e uma ovelha para cada pedrinha, denomina-se correspon- dência biunívoca (Figura 1). A correspondência unidade a unidade não era feita somente com pedras, mas eram usados também nós em cordas, marcas nas paredes, talhes em ossos, desenhos nas cavernas e ou- tros tipos de marcação (Figura 2).
Figura 2: Objetos utilizados para representar as quantidades (BIACHINI, 2002, p. 12).
Porém um problema surgiu: imagine que uma pessoa usasse traços para representar cada ovelha. Por exemplo: um homem tinha ||||||||||||||||||||||| ovelhas. Não seria nada prático, não é mesmo? Talvez a solução encontrada tenha sido separar grupos de marcas. Um homem tinha ||||||||| ||||||||| ||| ovelhas. Neste caso, as marcas estão agrupadas de dez em dez. Ainda hoje em dia, nos jogos, é muito comum contar pontos registrando agrupamentos de 5. Por exemplo, num jogo:
João fez pontos
Para facilitar o registro dos objetos, surgiu o ábaco, cerca de 3500 a.C., na Mesopotâmia. Os mais antigos ábacos eram formados de sul- cos feitos na areia, nos quais eram colocadas pedrinhas. Um mesmo número de pedrinhas colocadas em sulcos diferentes representava quantidades diferentes. O primeiro sulco, da direita para a esquerda, corresponde ao sulco das unidades; o segundo, ao sulco das deze- nas; o terceiro, ao sulco das centenas, e assim por diante.
Matemática Elementar I – Sistemas de Numeração
O Brasil, assim como a maioria dos países, uti- liza o sistema de numeração indo-arábico, que é decimal. A palavra “decimal” origina-se do la- tim decem , que significa dez, ou seja, os agru- pamentos são sempre feitos de dez em dez. Por isso, é usualmente chamado de sistema numérico decimal. A denominação indo-arábi- co deve-se ao fato de seus símbolos e suas regras terem sido inventados pela antiga civi- lização hindu e aperfeiçoados e divulgados pelos árabes. O principal responsável pela divulgação desse sistema foi o matemático, astrônomo e geógra- fo muçulmano do século IX, Abu Jafar Moha- med Ibn Musa Al-Khowarizmi, com a tradu- ção de seus trabalhos de Aritmética, Álgebra e Geometria para o latim, penetrando e influen- ciando o Ocidente. A seguir, as principais características desse sis- tema:
meiros que chegaram à noção de zero, que indi- ca uma “casa vazia”, foram os babilônios, povo que viveu por volta de 2 500 a. C., na Mesopo- tâmia.
Matemática Elementar I – Sistemas de Numeração
A partir dos conceitos de valor posicional, têm- se os conceitos de valor relativo e valor abso- luto. Valor relativo de um algarismo é o valor que ele assume, dependendo da ordem que ele ocupa no número, e valor absoluto é o valor isolado do algarismo, independente da posição ou or- dem que ele ocupa no número. No sistema de numeração decimal, os núme- ros são lidos ou escritos mais facilmente quan- do os algarismos são separados em grupos de três, começando pela direita. Cada algaris- mo que forma um numeral representa uma ordem e que cada três ordens consecutivas representa uma classe como se pode obser- var no quadro 3.
Mas as classes não terminam nos milhões. Existem as classes dos bilhões, trilhões, etc. Considere os números que estão colocados no quadro 3 e a respectiva leitura:
Lê-se : oitocentos e nove mil, quatrocentos e trinta e dois.
Lê-se : sessenta e três milhões, duzentos e oitenta e três mil, cento e quatro. Atenção : Quando o número indicar quantia em di- nheiro, a separação das classes deve ser feita por um ponto, caso contrário, deve-se usar espaço. Exemplos: a) 3 456 b) 34 567 103 c) R$1.200,00 d) R$14.350,
Escreva a quantidade que está representada em cada ábaco.
Escrever os numerais em algarismos romanos: a) 12 b) 19 c) 159 d) 535 e) 1 542 f) 4 415 g) 750
Veja o desenho e descubra que número repre- senta e qual sua notação exponencial.
No quadro valor lugar, represente os números e depois faça a leitura: a) 3 482 b) 55 980 644
Observe o número 3 482 e responda: a) Quantas classes e quantas ordens possui o nú- mero dado? b) Quantas unidades simples possui? c) Quantas dezenas possui? d) Quantas centenas possui? e) Qual a ordem em que o valor absoluto é igual ao valor relativo?
UEA – Licenciatura em Matemática
Quadro 3: Quadro Valor Lugar
UNIDADE II
Conjuntos
TEMA 03
CONJUNTOS
Observe os conjuntos a seguir:
Figura 1: Representação dos conjuntos em diagramas.
O conjunto A caracteriza-se por seus elementos serem figuras geométricas. O conjunto B caracteri- za-se por seus elementos serem números. Os con- juntos são representados por letras maiúsculas. Portanto:
Exemplo: = {0, 1, 2, 3, 4....}. Esse conjunto é chamado de conjunto dos números naturais. Cada número natural possui um outro número natural denominado sucessor – elemento que vem ime- diatamente após um número dado ( antecessor ). 1 é sucessor de 0, e 0 é antecessor de 1.
Os conjuntos podem ser classificados em finito , infinito , unitário e vazio.
Conjunto finito – É aquele em que se podem con- tar todos os seus elementos. Exemplo: M = {0, 1, 2, ... ,718, 719}. M é o conjun- to dos números naturais menores que 720.
Conjunto infinito – É aquele em que não se con- segue contar todos os seus elementos. Exemplo: Conjunto dos números naturais = {0, 1, 2, 3, 4, 5,...}. Observação: cada elemento é escrito uma única vez no conjunto.
Conjunto unitário – É o conjunto formado por um único elemento. Exemplo: A = {3}
Conjunto vazio – É o conjunto que não tem ele- mentos.
Exemplo: O conjunto B formado pelos dias da semana que começam com a letra “p”. Indica-se por: B = { } ou B = ∅ Relacionando o conjunto B da figura 1 com o con- junto , percebe-se que é possível estabelecer relação entre os conjuntos. A relação pode ser de pertinência ou de inclusão.
Quadro 1: Relação de pertinência.
Quadro 2: Relação de Inclusão.
Relação de inclusão é uma relação entre conjuntos.
Relação de pertinência é uma relação entre elementos e conjunto.
Um conjunto é uma coleção de elementos que têm uma característica em comum, uma propriedade que os distingue.
Matemática Elementar I – Conjuntos
Sendo A = {1, 2, 3,...,12}, B = {0, 1, 2,..., 9} e C = {0, 1, 2, 3,...}
Eis algumas possibilidades de relaçõs entre eles:
5 ∈ B, 24 ∉ A, B ⊄ A, B ⊂ C, C ⊃ A, A B
Além de relacionar elemento e conjunto, conjunto e conjunto, podem-se realizar operações entre conjuntos: união, interseção e diferença entre con- juntos (quadro 3).
Quadro 3: Operação entre conjuntos.
Exemplo: Considerando os conjuntos da figura 2, determine:
Figura 2: Operações entre conjuntos.
a) A ∪ B = {1, 2, 3, 5} ∪ {2, 4, 5, 6, 7} = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7} b) A ∩ B = {1, 2, 3, 5} ∩ {2, 4, 5, 6, 7} = {2, 5} c) (A − B) ∩ (A ∩ B) A − B = {1, 3} A ∩ B = {2, 5} (A − B ) ∩ (A ∩ B) = {1, 3} ∩ {2, 5} = ∅
EXERCÍCIOS
UEA – Licenciatura em Matemática