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Pêndulo Físico, Notas de estudo de Engenharia Química

Relatório de Física Experimental I

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 10/11/2010

Paulo_Goes
Paulo_Goes 🇧🇷

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Universidade Federal de Campina Grande – UFCG
Centro de Ciências e
Tecnologia – CCT
Unidade Acadêmica de Física
Disciplina: Física Experimental I
Aluno: Paulo Guilherme S. de Góes 21011767
Professor: Wilton Pereira da Silva Turma: 02
Pêndulo Físico
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Baixe Pêndulo Físico e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Química, somente na Docsity!

Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

Centro de Ciências e

Tecnologia – CCT

Unidade Acadêmica de Física

Disciplina: Física Experimental I

Aluno: Paulo Guilherme S. de Góes 21011767

Professor: Wilton Pereira da Silva Turma: 02

Pêndulo Físico

Campina Grande – PB 22 de Outubro de 2010

I – INTRODUÇÃO

1.1 – Objetivo

Estudar o movimento harmônico simples de um pêndulo física e, através desse estudo, determinar o seu momento de inércia em relação ao eixo em tono do qual ocorrem as oscilações.

1.2 – Material utilizado

Corpo básico, armadores, manivela, pêndulo físico, suporte para pêndulo físico, balança digital, escala milimetrada complementar, trena métrica, cronômetro, alfinete.

1.3 – Montagem

T(s )

2.3 – Análise

A partir da montagem realizada, é possível construir o diagrama de corpo livre para o pêndulo físico em uma posição angular θ qualquer, em relação ao ponto de equilíbrio:

Se a Segunda Lei de Newton for aplicada ao movimento harmônico do corpo rígido, obter-se-á a seguinte equação diferencial (cálculos constam em anexo):

Considerando que para ângulos menores que 15º, tem-se que θ = senθ, é possível reescrever a equação anterior na seguinte forma:

Encontrando uma solução para a equação anterior, obtém-se o seguinte resultado (cálculos em anexo):

= 0 cos(t + )

onde 0 é o deslocamento angular máximo com relação à posição de

equilíbrio, = e é o ângulo de fase. Considerando que ω é a freqüência angular do movimento, dada por ω = 2π/T, obtém-se a seguinte expressão para o valor experimental do momento de inércia do pêndulo físico (cálculos em anexo):

I =

Fez-se o tratamento estatístico para os períodos presentes na Tabela I, calculando seu desvio médio. Também considerou-se a incerteza sobre a massa do pêndulo como 0,5% do valor da medida e a incerteza sobre L como 1,0mm. Obtendo os seguintes resultados (cálculos em anexo):

  • T = (1,348 0,008)s
  • m = (40,0 0,2)g

m = (40,0 0,2)gf

m = (39240,0 196,2)dym

  • L = (33,5 0,1)cm

Utilizou-se também o método de propagação de erros e as teorias do desvio padrão e desvio máximo para expressar o momento de inércia do pêndulo no sistema C.G.S., obtendo os resultados (cálculos em anexo):

Iexp = 59154,734 dym

  • Pela teoria do desvio máximo: Iexp = (59,155 + 1,004)x10³ dym
  • Pela teoria do desvio padrão: Iexp = (59,155 + 0,634)x10³ dym

Lembrando que:

,

onde r é a distância da massa elementar ao eixo. É possível mostra que a expressão teórica do momento de inércia de uma haste delgada, em relação ao eixo perpendicular passando por sua extremidade, é dada da seguinte forma (cálculos em anexo):

,

onde 2L é o comprimento da haste.

Substituindo os valores medidos no experimento para m e L nessa expressão, encontra-se o valor teórico do momento de inércia da barra, obtendo o seguinte valor (cálculos em anexo):

K =

Obtendo um valor de 38,68 cm.

Essa experiência poderia ser realizada tendo o centro de massa

como ponto de apoio, mas o valor do momento de inércia iria mudar, pois

no centro de massa é mais fácil girar o pêndulo físico do que na

extremidade.

Pode-se concluir também que os mesmos procedimentos que foram

utilizados neste experimento podem também ser utilizados na

determinação experimental do momento de inércia de qualquer corpo, com

formas diferentes, desde que saibamos a distância do seu centro de massa

até o eixo em torno do qual gira o corpo. A partir daí, basta utilizarmos as

mesmas equações que utilizamos na experiência e determinar uma fórmula

que determine o seu momento de inércia.

Analisando a equação:

I =

pode-se concluir que se forem conhecidos o período de oscilação da

barra, a sua massa e o seu momento de inércia, será possível calcular o

valor de L, que é igual á metade do comprimento da barra. Para calcular o

valor de T, basta utilizarmos um cronômetro, a fim de se medir o período de

oscilação do pêndulo.

ANEXO

  • Aplicação da Segunda Lei de Newton para o movimento harmônico do corpo rígido:

-mgL sen = I d 2 /dt^2

  • Solução para a equação diferencial encontrada:

(I)

Como, = 0 cos(wt + ) (II)

x d/dt 2 = -w sen(wt +)

x d^2 /dt 2 = -w^2 cos(wt + ) (III)

Substituindo (II) e (III) em (I),

-w 2 cos(wt + ) + (g/L) 0 cos(wt + ) = 0,

(g/L – w²) 0 cos(wt + ) = 0

L = Lmed L

L = (33,5 0,1)cm

  • Cálculo do momento de inércia do pêndulo utilizando propagação de erros (teorias do desvio padrão e desvio máximo):

Aplicando a teoria do desvio máximo:

Aplicando a teoria do desvio padrão:

  • Cálculo da expressão teórica do momento de inércia de uma haste delgada

m (massa da barra) 2L (comprimento da barra)

dm (massa infinitesimal da barra) dr (comprimento infinitesimal da barra)

Assim, dm = (m/2L) dr, logo:

  • Cálculo do valor teórico para o momento de inércia
  • (^) Cálculo para determinar a expressão e o valor se toda a massa do pêndulo físico estivesse concentrada em um único ponto

Iteo = ,

onde r é igual a K, que é a distância do ponto de apoio até massa infinitesimal: