Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Pré-Natal Alto Risco, Slides de Biologia

Rastreamento, consultas, exames, orientações, encaminhamentos; intervenções de enfermagem

Tipologia: Slides

2022

À venda por 14/12/2022

gleicy-pereira
gleicy-pereira 🇧🇷

5

(3)

28 documentos

1 / 33

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Franciellen Alves Saraiva - 036.200.811-66
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Pré-Natal Alto Risco e outras Slides em PDF para Biologia, somente na Docsity!

1 - PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO

1.1 – Doenças Hipertensivas da Gestação

Conceitua-se hipertensão arterial sistêmica (HAS) na gestação a partir dos seguintes parâmetros:

  • A observação de níveis tensionais absolutos iguais ou maiores do que 140 mmHg de pressão sistólica e iguais ou maiores do que 90mmHg de pressão diastólica, mantidos em medidas repetidas, em condições ideais, em pelo menos três ocasiões. Este conceito é mais simples e preciso. A PA diastólica deve ser identificada pela fase V de Korotkoff.
  • O aumento de 30 mmHg ou mais na pressão sistólica (máxima) e/ou de 15mmHg ou mais na pressão diastólica (mínima), em relação aos níveis tensionais pré-gestacionais e/ou conhecidos até a 16ª semana de gestação, representa um conceito que foi muito utilizado no passado e ainda é utilizado por alguns. Entretanto, apresenta alto índice de falsos positivos, sendo utilizado de melhor forma como sinal de alerta e para agendamento de controles mais próximos.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) na gestação é classificada nas seguintes categorias principais:

HAS na gestação

PA sistólica ≥ 140 mmHg ou PA diastólica ≥ 90 mmHg

mantidos em medidas repetidas

em condições ideais

em pelo menos três ocasiões

“Está estudando? Deixe o celular no silencioso. Concentre-se!”

Hipertensão arterial sistêmica crônica

É definida por HAS registrada ANTES da gestação, no período que precede à 20ª SEMANA de GRAVIDEZ ou além de doze semanas após o parto;

Hipertensão gestacional

Caracterizada por HAS detectada APÓS a 20ª SEMANA , SEM PROTEINÚRIA , podendo ser definida como “transitória” (quando ocorre normalização após o parto) ou “crônica” (quando persistir a hipertensão);

Pré-eclâmpsia

Caracterizada pelo aparecimento de HAS e PROTEINÚRIA (> 300 mg/24h) APÓS a 20ª SEMANA de gestação em mulheres previamente normotensas;

As alterações hipertensivas da gestação estão associadas a complicações graves fetais e maternas e a um risco maior de mortalidade materna e perinatal. Nos países em desenvolvimento , a HIPERTENSÃO GESTACIONAL é a principal causa de mortalidade materna , sendo responsável por um grande número de internações em centros de tratamento intensivo.

Caso as mulheres com níveis de pressão arterial (PA) conhecidos e normais antes da gestação apresentem, em consulta pré-natal, PA igual a 139 mmHg × 90 mmHg devem ser orientadas para diminuir a ingestão de sal; aumentar a ingestão hídrica; praticar atividade física regularmente. Além disso, deve ser feito o agendamento das consultas subsequentes mais precocemente. Se os níveis pressóricos continuarem subindo e/ou a gestante apresentar alterações (cefaleia, tonturas, edema, proteinúria etc.), deve ser encaminhada para o pré-natal de alto risco. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a doença que mais frequentemente complica a gravidez, acometendo de 5% a 10% das gestações, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Com o advento da Rede Cegonha, foram incluídos novos exames no pré-natal. Entre eles está o exame de proteinúria ( teste rápido ), a ser realizado na unidade de saúde. Tal exame é de suma importância , pois facilita o acesso de gestantes com suspeita de hipertensão ao exame, que é fundamental no diagnóstico da hipertensão gestacional , o que possibilita o manejo precoce das gestantes , diminuindo riscos de morbimortalidade materna e fetal.

Pré-eclâmpsia superposta à HAS crônica

Definida pela elevação aguda da PA , à qual se agregam proteinúria , trombocitopenia ou anormalidades da função hepática , em gestantes portadoras de HAS crônica com idade gestacional superior a 20 semanas;

Eclâmpsia

Corresponde à pré-eclâmpsia complicada por CONVULSÕES que não podem ser atribuídas a outras causas. ;

PRATICANDO: Qual é o posicionamento da gestante para a medição da Pressão Arterial (PA)?

Ela deve estar na posição sentada, com as pernas descruzadas, com os pés apoiados no chão e o dorso recostado na cadeira e relaxado. O braço deve estar na altura do coração (no nível do ponto médio do esterno ou no 4º espaço intercostal), livre de roupas, apoiado, com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido. A PA também pode ser medida no braço esquerdo, na posição de decúbito lateral ESQUERDO , em repouso, e a gestante não deve diferir da posição sentada.

A síndrome está relacionada ao vaso espasmo no fígado materno. A sintomatologia é, em geral, pobre, podendo-se encontrar mal-estar, epigastralgia ou dor no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos, perda de apetite e cefaleia. A confirmação diagnóstica é laboratorial :  Plaquetopenia grave (< 100.000 plaquetas/mm3);  presença de esquizócitos no sangue periférico;  aumento da desidrogenase láctica (DLH > 600U/l);  bilirrubina total > 1,2 mg/dl;  TGO > 70U/l (função hepática). O diagnóstico diferencial deve ser feito com esteatose hepática aguda da gravidez, púrpura trombocitopênica, hepatite viral, síndrome hemolítico-urêmica, glomerulonefrite, hiperêmese gravídica, úlcera péptica, pielonefrite, lúpus, uso de cocaína etc. Pacientes que apresentarem esta sintomatologia, acompanhada de exames laboratoriais alterados, devem ser encaminhadas para urgência obstétrica, para avaliação. Embora acompanhe outras doenças, a síndrome Hellp em Obstetrícia é considerada como agravamento do quadro de pré-eclâmpsia.

Classificação da Síndrome HELLP

COMPLETA

<100.000 plaquetas/ml

DHL ≥ 600UI/L e/ou BILIRRUBINA ≥1,2mg/dL e/ou esquizócitos

TGO ≥ 70UI/L

INCOMPLETA

Apenas um ou dois sintomas acima presentes

Diversas ações são adotadas no tratamento da Hellp. Dentre eles, destacam-se o controle da pressão arterial e a prevenção das convulsões com sulfato de magnésio.

- Controle da pressão arterial: Tratar a pressão sistólica ≥ 150 mmHg e manter a pressão diastólica entre 80-90 mmHg.

Hellp

hemólise

aumento de enzimas hepáticas

plaquetopenia

- Prevenção das convulsões com sulfato de magnésio: Dose de ataque de 4-6g por via intravenosa seguida de dose de manutenção de 1,5-4g/hora individualizada de acordo com a gestante. Monitorar reflexos patelares e débito urinário. A infusão deve ser continuada por 48 horas no puerpério.

2 - SITUAÇÕES HEMORRÁGICAS NA GESTAÇÃO

As mais importantes situações hemorrágicas na gravidez são as seguintes:

Na avaliação do caso, o exame ginecológico deve ser realizado, particularmente o especular, para o diagnóstico diferencial de outras possíveis causas de hemorragia e como forma de se evitar o toque vaginal, que pode ser prejudicial no caso de placenta prévia. Abortamento é a morte ou expulsão ovular ocorrida antes da 22ª semana ou quando o concepto pesa menos de 500g. Pode ser espontâneo ou provocado. O abortamento é dito precoce quando ocorre até a 12ª semana e tardio quando ocorre entre a 13ª e a 22ª semanas.

Controle da PA

Tratar a pressão sistólica ≥ 150 mmHg

Manter a pressão diastólica entre 80-90 mmHg

Prevenção das convulsões com Sulfato de Magnésio

Dose de ataque de 4-6g por via EV seguida de dose de manutenção de 1,5-4g/hora

Monitorar reflexos patelares e débito urinário

Infusão deve ser continuada por 48 h. no puerpério

Em casos necessários para reverter a ação do Sulfato de Magnésio (MgSO4), deve-se administrar o 1g (EV) de Gluconato de Cálcio, que irá agir neutralizando a ação do (MgSO4).

Situações hemorrágicas na primeira metade da gestação

abortamento, descolamento cório-amniótico, gravidez ectópica e neoplasia trofoblástica gestacional benigna (mola hidatiforme).

Situações hemorrágicas na segunda metade da gestação

placenta prévia (PP) e descolamento prematuro da placenta (DPP).

A gestante deve ser encaminhada para o hospital de referência obstétrica, para a realização de curetagem.

• ABORTO INFECTADO

  • Caracteriza-se por quadro infeccioso materno, com presença de ovo íntegro ou não e quadro hemorrágico variável. Associa-se, habitualmente, à manipulação uterina. Pode apresentar secreção fétida endovaginal, dor pélvica intensa à palpação, calor local e febre , além de comprometimento variável do estado geral. Deve ser realizada fluidoterapia (para a estabilização hemodinâmica) e encaminhamento para o hospital de referência obstétrica, além de antibioticoterapia, para a cobertura da infecção polimicrobiana. Na dependência da gravidade do quadro clínico, pode ser empregado tratamento cirúrgico. A GRAVIDEZ ECTÓPICA corresponde à nidação do ovo fora da cavidade uterina , sendo mais frequente a prenhez tubária. A mulher , frequentemente, apresenta história de atraso menstrual , teste positivo para gravidez , perda sanguínea uterina e dor pélvica intermitente, na fase inicial, evoluindo para dor contínua e intensa , com sinais de irritação peritoneal. As repercussões hemodinâmicas podem ser discretas, apenas com lipotímia, até quadros graves com choque hipovolêmico, na dependência do volume de sangramento intracavitário.

O tratamento conservador , com utilização de metotrexato ( MTX ), é restrito a casos de gravidez ectópica incipiente e íntegra , com diâmetro inferior a 5 cm e com embrião sem vitalidade. Diante de quadro hemorrágico secundário à rotura de prenhez ectópica, o tratamento será cirúrgico.

Figura - As diversas possibilidades de prenhez ectópica (Rezende, 2012).

A dor e o sangramento vaginal são os sintomas mais importantes da gravidez ectópica. A conduta no caso de suspeita de gravidez ectópica é o encaminhamento da mulher para um hospital de referência obstétrica, para exame ultrassonográfico, definição e tratamento.

O tratamento cirúrgico no caso de prenhez ectópica (PE) é o padrão. O tratamento conservador , com utilização da medicação metotrexato ( MTX ), é restrito aos casos descritos acima. A DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL(DTG) é evento patológico consequência de fertilização aberrante, representado por formas clínicas distintas, representado por formas clínicas distintas, geralmente evolutivas, sistematizadas em:  Mola hidantiforme;Mola invasora;Coriocarcinoma. Vamos nos restringir à explicação sobre a mola hidantiforme, pois é a mais importante para fins de concurso público. A MOLA HIDATIFORME (neoplasia trofoblástica gestacional benigna) é um tumor usualmente benigno invulgar que se desenvolve a partir de tecido placentário em fases precoces de uma gravidez em que o embrião não se desenvolve normalmente. A mola hidatiforme, que se assemelha a um punhado de pequenos bagos de uva , é causada por uma degeneração das vilosidades coriónicas (projeções minúsculas, semelhantes a dedos, existentes na placenta). Desconhece-se a causa da degeneração. O tumor maligno de placenta chama-se coriocarcinoma.Diagnóstico O atraso menstrual é a primeira manifestação de uma gravidez. Na gravidez molar pode ocorrer sangramento indolor e de intensidade progressiva, às vezes associado à eliminação de vesículas com aspecto de “cachos de uva”. Em consequência das perdas sanguíneas pode haver anemia. A exacerbação dos sintomas de gravidez , às vezes com presença de náuseas e vômitos de difícil controle (hiperemese gravídica, pré- eclâmpsia, tireotoxicose), também pode sinalizar a suspeita de mola hidatiforme. O exame físico pode revelar um tamanho uterino maior do que esperado para a idade gestacional , colo e útero amolecidos e aumento do volume ovariano devido à presença de cistos tecaluteínicos. A dosagem do hormônio gonadotrófico coriônico (βHCG) geralmente demonstra níveis elevados para a idade gestacional correspondente. A ultrassonografia é o método mais preciso para diferenciar gestação normal da prenhez molar. As imagens são típicas de mola, anecoicas, no interior do útero, em “flocos de neve”. A ultrassonografia é o exame que confirma o diagnóstico dessa doença.  Conduta recomendada O esvaziamento uterino , preferencialmente por meio de dilatação e aspiração manual intrauterina (AMIU), é o método mais apropriado para o tratamento inicial da mola hidatiforme.  Controle pós-molar Todas as gestantes com mola hidatiforme devem ter acompanhamento clínico e laboratorial visando à detecção precoce de recorrência. A dosagem de gonadotrofina coriônica (βHCG) deve ser realizada semanalmente após o esvaziamento uterino até que seus valores se mostrem declinantes e os resultados sejam negativos por três dosagens consecutivas.

A única condição de pré-eclâmpsia previamente à 20ª semana de gestação é a mola hidantiforme.

hemorragia, de anemias, coagulopatias, hemotransfusões, cesárea, histerectomia e até morte materna; podem ocorrer ainda complicações perinatais, como prematuridade, restrição de crescimento fetal, baixo peso ao nascer, sofrimento fetal e óbito perinatal. O DPP é descrito como a principal causa de óbito perinatal. Por outro lado, a PLACENTA PRÉVIA (inserção baixa de placenta) corresponde a um processo patológico em que a implantação da placenta , inteira ou parcialmente, ocorre no segmento inferior do útero (Ver figura nº 16 à direita). As mulheres multíparas e com antecedentes de cesáreas são consideradas de maior risco. Também são considerados fatores de risco: idade avançada, curetagem uterina prévia, gravidez gemelar, patologias que deformem a cavidade uterina, cesarianas anteriores e infecção puerperal. A incidência gira em torno de 0,5% a 1% de todas as gestações. Na anamnese , é relatada perda sanguínea por via vaginal , súbita , de cor vermelha viva , de quantidade variável, não acompanhada de dor. É episódica, recorrente e progressiva. O exame obstétrico revela volume e tono uterinos normais e frequentemente apresentação fetal anômala. Habitualmente, os batimentos cardíacos fetais estão mantidos. O exame especular revela presença de sangramento proveniente da cavidade uterina e, na suspeita clínica, deve-se evitar a realização de toque vaginal. O diagnóstico de certeza é dado pelo exame ultrassonográfico. O profissional de saúde deve referenciar a gestante para continuar o pré-natal em centro de referência para gestação de alto risco.

A manifestação clínica mais evidente do DPP é a perda SANGUÍNEA por via vaginal de cor VERMELHO- ESCURA , com o aparecimento de DOR abdominal súbita. Sua ocorrência se dá, com maior frequência, após a 20ª semana (5 meses) de gestação. No caso de DPP, ao exame obstétrico, o útero, em geral, encontra-se hipertônico , doloroso, sensível às manobras palpatórias; os batimentos cardíacos fetais podem estar alterados ou ausentes. Dessa forma, na maior parte dos casos de DPP, não há taquicardia fetal, nem amolecimento do miométrio.

Descolamento Prematuro da Placenta (DPP)

Separação da Placenta ≥20 semanas

Sangramento Vermelho-escuro com coágulos

Dor; Hipertonia

Sinais de Choque; Sofrimento Fetal Agudo

I

II

III

IV

Placenta Prévia (PP)

I^ Impl. da Placenta no seg. ↓ Útero

II

III

IV

Sangramento Vermelho-vivo sem Coágulos

Indolor; Tônus Uterino Normal Sem Sinais de Choque; Sofrimento Fetal Agudo

“Planeje os seus estudos!”

3 – Diabetes Mellitus Gestacional

A diabetes mellitus gestacional ( DMG ) é definida como uma alteração no metabolismo dos carboidratos, resultando em hiperglicemia de intensidade variável, que é diagnosticada pela primeira vez ou se inicia durante a gestação , podendo ou não persistir após o parto. É o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência entre 3% e 13% das gestações. A prevalência estimada de DMG no Brasil é de 7,6% entre as gestantes com mais de 20 anos. Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso (os “4ps”). Outros sintomas que levantam a suspeita clínica são: fadiga, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar e infecções de repetição. Algumas vezes, o diagnóstico é feito a partir de complicações crônicas, como neuropatia, retinopatia ou doença cardiovascular aterosclerótica. Para o diagnóstico do diabetes gestacional, a OMS recomenda o emprego do mesmo teste indicado para o diagnóstico do diabetes fora da gestação (nos casos de intolerância à glicose): teste oral de tolerância à glicose, com 75g de glicose (TTG 75g – 2h) e com duas medidas da glicose plasmática, uma em jejum e outra 2h após a sobrecarga (WHO, 2006). Os fatores de riscos, descritos no quadro abaixo, devem ser avaliados para toda gestante.

Algumas orientações gerais sobre DMG merecem destaque:

Fatores de risco para diabetes mellitus gestacional (DMG) e obesidade materna

_- Idade de 35 anos ou mais;

  • Sobrepeso, obesidade ou ganho de peso excessivo na gestação atual;
  • Deposição central excessiva de gordura corporal;
  • Baixa estatura (≤ 1,50m);
  • Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
  • Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia (peso ≥ 4,5kg) ou DMG;
  • História familiar de DM em parentes de 1º grau;
  • Síndrome de ovários policísticos._

O diagnóstico de DMG pode exigir da paciente um aumento considerável de exames e monitoramento durante o pré-natal e o pós-parto;

Na grande maioria dos casos , os efeitos relacionados ao DMG para a mãe e para o feto em formação não são graves ;

Para a maioria das mulheres , o DMG responde bem somente à dieta e aos exercícios físicos;

Pode-se utilizar adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, acessulfame-K e neotame) com moderação;

Algumas mulheres (de 10% a 20%) necessitarão usar insulina caso as medidas não farmacológicas não controlarem o DMG, principalmente as de ação rápida e intermediária. As medicações orais são contraindicadas.

QUESTÕES COMENTADAS

NOBRE AMIGO (A), AGORA VAMOS FOCAR OS ESTUDOS NAS QUESTÕES ABAIXO A FIM DE

POTENCIALIZARMOS OS SEUS CONHECIMENTOS!

1. (EBSERH/HUCAM-UFES/AOCP/2014) De acordo com o Ministério da Saúde, assinale a alternativa correta para o manejo da eclâmpsia. a) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é o Sulfato de Magnésio b) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é a Fenitoína c) Para terapia anticonvulsivante, a droga de primeira escolha é o Diazepan d) Para terapia anti-hipertensiva, a droga de primeira escolha é o Enalapril e) Para terapia anti-hipertensiva, a droga de primeira escolha é o Captopril COMENTÁRIOS: Eclâmpsia constitui-se em emergência e a paciente deve ser transferida o mais rápido possível para o hospital de referência. Enquanto se procede a transferência, devem-se tomar algumas providências: medidas gerais, terapia anticonvulsivante e anti-hipertensiva. Terapia anticonvulsivante: Sulfato de magnésio é a droga anticonvulsivante de eleição (a grande vantagem sobre os demais anticonvulsivantes consiste no fato de não produzir depressão do SNC). 2. (Prefeitura de Pedras Grandes-SC/FAEPESUL/2014) Uma gestante com 33 semanas de gestação apresenta o seguinte quadro clinico: hipertensão, edema e proteinúria, sendo então submetida à internação clínica. Durante a internação apresentou ainda crise convulsiva. Diante desses achados, pode se dizer que esta gestante esta apresentando: a) Dislipidemia e hiperinsulinemia; b) Pré-eclampsia; c) Hipertensão arterial maligna; d) Eclampsia; e) Nenhuma das alternativas. COMENTÁRIOS: A eclâmpsia caracteriza-se pela presença de convulsões tônico-clônicas generalizadas em mulher com qualquer quadro hipertensivo, não causadas por epilepsia ou qualquer outra doença convulsiva. Pode ocorrer na gravidez, no parto e no puerpério imediato. Em gestante com quadro clínico de hipertensão, edema, proteinúria e convulsão, o primeiro diagnóstico a ser considerado deve ser a eclâmpsia.

Dessa forma, o gabarito correto é a letra A.

Portanto, o gabarito da questão é a letra D.

3. (Prefeitura de Florianópolis-SC/FEPESE/2014) Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação às alterações hipertensivas da gestação que estão associadas a complicações fetais e maternas graves. ( ) A pré - eclâmpsia caracteriza-se pelo aparecimento de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e proteinúria (> 300 mg/24 h) após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. ( ) A eclâmpsia corresponde à pré - eclâmpsia complicada por convulsões que não podem ser atribuídas a outras causas. ( ) Nas HAS crônica, a hipertensão ocorre antes da gestação, no período que precede à 20ª semana de gravidez ou além de 12 semanas após o parto. ( ) A Hipertensão gestacional é caracterizada por HAS detectada antes da 20ª semana, sem proteinúria, que normaliza após o parto. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. a) V - V - F - V. b) V - V - V - F. c) V - V - F - F. d) F - V - V - F. e) F - V - F – V. COMENTÁRIOS: A pré-eclâmpsia apresenta-se quando o nível da pressão arterial for maior ou igual a 140/90 mmHg, com proteinúria (> 300 mg/24h) e após 20 semanas de gestação. Pode evoluir para eclâmpsia. Em gestante com quadro convulsivo, o primeiro diagnóstico a ser considerado deve ser a eclâmpsia. Hipertensão arterial crônica corresponde à hipertensão de qualquer etiologia (nível da pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg) presente antes da gravidez ou diagnosticada até a 20ª semana da gestação. E ainda quando diagnosticada 12 semanas após o parto. Hipertensão gestacional é o desenvolvimento de hipertensão sem proteinúria que ocorre após 20 semanas de gestação e normaliza após o parto.

Pois, apenas o último item apresenta-se errado.

4. (Prefeitura de Nhandeara – RJ/CONRIO/2014) Na gestação a Hipertensão deve ser acompanhada, e pode se classificar em: (pré-eclâmpsia, Eclâmpsia, pré-eclâmpsia superposta á HAS crônica, Hipertensão arterial sistêmica crônica, Hipertensão gestacional). Assinale a alternativa que esteja relacionada á Hipertensão arterial sistêmica crônica. a) É definida por hipertensão registrada antes da gestação, no período que precede a 20ª semana de gravidez ou além de doze semanas após o parto. b) Caracterizada por HAS detectada após a 20ª semana, sem proteinúria. c) Definida pela elevação aguda da Pressão Arterial. d) Nenhuma das alternativas citadas á cima.

O gabarito da questão é a letra B,

Devemos lembrar que o termo aborto faz referência ao produto da concepção eliminado no processo de abortamento. Vamos relacionar as colunas? ( 4 ) Abortamento incompleto: quando apenas parte do conteúdo uterino foi eliminado. ( 2 ) Abortamento habitual: perdas espontâneas e sucessivas de três ou mais gestações. ( 1 ) Abortamento retido: Quando ocorre a morte do embrião ou feto e o mesmo permanece na cavidade uterina, sem ser eliminado. ( 5 ) Ameaça de abortamento: É a ocorrência de sangramento uterino com a cérvix fechada sem eliminação de tecidos ovulares. ( 3 ) Abortamento espontâneo: É a perda involuntária da gestação.

6. (Prefeitura de Reriutaba-CE/CONSULPLAN/2014) Gestante, 40 anos de idade, vinha com pré-natal sem alteração. Chega à unidade de saúde com queixa de dor abdominal e discreto sangramento, apresentando 33 semanas de idade gestacional. Marque a opção ERRADA. a) Está recomendado o uso de tocolítico oral e orientar repouso em domicílio. b) Está recomendado avaliar o volume do sangramento para realizar o diagnóstico diferencial. c) Está recomendado o exame especular para avaliar a origem do sangramento. d) Está recomendado avaliar o tônus uterino para realizar o diagnóstico diferencial. COMENTÁRIOS: Bravo concurseiro, o exame especular é recomendado para avaliar a origem e volume do sangramento para realizar o diagnóstico diferencial. Além disso, é necessário avaliar o tônus uterino. Como regra geral, o repouso no leito é medida aconselhável para todas as situações. O repouso diminui a ansiedade, favorecendo o relaxamento e reduzindo os estímulos contráteis do útero. Preferencialmente, deve ser domiciliar. A administração, por tempo limitado, de antiespasmódicos (hioscina, um comprimido, VO, de 8 em 8 horas) tem sido utilizada. O uso de tocolíticos não é eficiente, uma vez que, nessa fase de gestação, os beta-receptores uterinos não estão adequadamente sensibilizados. 7. (Prefeitura de Duque de Caxias-RJ/IDECAN/2014) O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gravidez é relativamente comum, ocorrendo em, aproximadamente, 25% das gestantes. Em muitas pacientes, o sangramento é autolimitado e deve-se, provavelmente, à implantação ovular no endométrio decidualizado. Se o sangramento não for autolimitado e for acompanhado de dores fortes, quais as causas que podem provocar a hemorragia no primeiro trimestre de gravidez? a) Placenta prévia e meningite. b) Abortamento e placenta prévia. c) Diabetes gestacional e infecção d) Abortamento e gravidez ectópica. e) Gravidez ectópica e placenta prévia.

Sendo assim, a sequência correta corresponde à alternativa B (4, 2, 1, 5, 3).

Tendo visto isto, o gabarito da questão é a letra A.

COMENTÁRIOS:

Amigo (a) concurseiro (a), as mais importantes situações hemorrágicas na gravidez são as seguintes:

- Situações hemorrágicas na primeira metade da gestação _: abortamento, descolamento cório- amniótico, gravidez ectópica e neoplasia trofoblástica gestacional benigna (mola hidatiforme).

  • Situações hemorrágicas na_ segunda metade da gestação: placenta prévia (PP) e descolamento prematuro da placenta (DPP). 9. (Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região/FCC/2012) Na profilaxia da infecção vertical em mulher na 14ª semana de gestação, infectada pelo vírus HIV, utiliza-se a terapia: a) antirretroviral à gestante no parto normal até o desligamento do cordão umbilical e ao recém-nascido durante a amamentação até o primeiro mês de vida. b) antirretroviral à gestante antes e durante o parto, ao bebê nas primeiras 6 semanas de vida e enfaixamento das mamas após o parto impedindo a amamentação. c) com antibiótico à gestante antes do parto, evitando-se a transmissão por via placentária. d) antifúngica à gestante por 5 semanas antes do parto e terapia antirretroviral ao recém-nascido na primeira semana de vida. e) antirretroviral à gestante por via endovenosa durante 1 mês antes do parto e na fase puerperal durante 2 meses. COMENTÁRIOS: Nas ações de prevenção da transmissão vertical durante toda a gravidez , no parto e no pós-parto , deve- se incluir o uso de antirretrovirais na gestação, o uso de AZT no parto e para o recém-nascido exposto e a inibição da lactação, assim como a disponibilização da fórmula láctea, a fim de permitir circunstâncias de risco reduzido para a mulher e para a criança. As gestantes HIV+ e HTLV+ deverão ser orientadas a não amamentar. Quando por falta de informação o aleitamento materno tiver sido iniciado, torna-se necessário orientar a mãe a suspender a amamentação o mais rapidamente possível, mesmo para mulheres em uso de terapia antirretroviral. Após o parto, a lactação deverá ser inibida mecanicamente ( enfaixamento das mamas ou uso de sutiã apertado) e recomenda-se o uso da cabergolina como inibidor de lactação, respeitando-se as suas contraindicações. A amamentação cruzada (aleitamento da criança por outra nutriz) está formalmente contraindicada. Ademais, a partir da recomendação do ministério da saúde, todos os portadores de HIV devem receber o tratamento de antirretrovirais e as gestantes estão inclusas nessa regra independentemente da idade gestacional e não somente a partir da 14ª semana. Nenhuma das alternativas é completa. Infelizmente, isso ocorre frequentemente em provas de concurso. Nesses casos, devemos procurar a “melhor resposta”, a “mais correta”.

Tendo visto isto, conclui-se que o gabarito da questão é a letra D.

Logo, o gabarito da questão é a letra B.