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PROVA DE MESTRADO
Tipologia: Provas
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Câmpus de São José do Rio Preto
Instruções: a) Responda em português, na folha de respostas, às questões abaixo sobre o Abstract e parte da introdução do texto The development of similarity: testing the prediction of a computational model of metaphor comprehension. b) Evite responder às questões apenas citando partes do texto ou traduzindo-as. c) É permitida a utilização de um dicionário impresso durante a prova. d) Enumere as questões respondidas na folha de respostas.
Questões:
1.1. O processo de interpretação de metáforas por crianças mais novas consiste, na verdade, em erros linguísticos que as crianças cometem, pois ignoram os amplos sentidos das palavras.
1.2. Para que seja confirmado o teor metafórico de um enunciado, é necessário que a criança indique, por exemplo, semelhanças entre objetos dentre uma mesma categoria.
1.3. Estudos indicam que , quando crianças entendem uma metáfora porque possuem conhecimento conceitual sobre um determinado domínio linguístico, elas tendem a compreender outras metáforas no escopo desse mesmo domínio.
1.4. Segundo o estudo de Keil (1986), os domínios conceituais adquiridos pelas crianças, enquanto habilidades ling uísticas e processuais, dependem direta e principalmente das faixas etárias das crianças.
1.5. Vosniadou e Ortony (1983) concluíram que crianças na faixa etária de três anos processam metáforas contidas em enunciados com significados semelhantes, mesmo que tais metáforas pertençam a categorias convencionadas como distintas.
1.6. O estudo de Marschark e Nall (1985) indica que, devido ao fato de ainda não possuírem o domínio de categorias conceituais claramente definidas, crianças
tendem a interpretar literalmente enunciados que adultos consideram como metafóricos.
2.1. constatou-se alguma diferença entre crianças da faixa etária de 3 a 6 anos, e adultos? Em caso afirmativo, qual diferença? (1.0 ponto)
2.2. o que se verificou sobre crianças a partir dos 4 anos de idade? (1.0 ponto)
Texto adaptado de PURSER, H. R. M.; THOMAS, M. S. C.; SNOXHALL, S.; MARESCHAL, D. The development of similarity: Testing the prediction of a computational model of metaphor comprehension. Language and Cognitive Processes , v. 24, n. 10, p. 1406 – 1430, 2009.
Abstract
In this article an empirical study that tests a novel prediction generated by the Metaphor-by-Pattern-Completion (MPC) connectionist model of metaphor comprehension (Thomas & Mareschal, 2001) is presented. The MPC model predicts a developmental progression in the way that children process metaphors, from a preference for basic-level metaphors to a preference for subordinate-level metaphors. Preference for different kinds of verbal similarity statements was assessed for 73 children, aged 4-10, along with justifications. The prediction of the model was confirmed, providing evidence for the attendant assumption of the model, specifically that metaphorical comprehension is intimately linked to the emerging structure of semantic representations in children.
Introduction
Although developmental literature has documented many examples of younger children's figurative language (e.g., Billow, 1981; Winner, 1979), it has been claimed that children cannot understand metaphorical speech until they are relatively old (Inhelder & Piaget, 1964; Piaget, 1962). A possible reason for this view is that metaphorical proficiency relies on many component abilities, such as metalinguistic skill, semantic knowledge, and a capacity for communicative pragmatics (see Vosniadou, 1987). Setting aside the hypothesis that utterances appearing to be metaphors might, in fact, be linguistic errors such as overextensions of word meanings (e.g., Chukovsky, 1968), which can be ruled out by checking that the child knows the actual name of the object referred to (see Gardner, Winner, Bechhofer, & Wolf, 1978), one should be clear on how apparent metaphor in young children is interpreted. For an utterance to be deemed metaphorical, the child must point towards some similarity between objects in