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Scrum - FM2S
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Método em Cascata
Planejamento Desenvolvimento Teste Diagramas de Gantt ou método em cascata é a maneira como as pessoas estão acostumadas a trabalhar para gerenciar projetos. É a maneira como as pessoas acham que o trabalho precisa ser feito, porque assim que aprendem a fazê-lo. As equipes de projeto, com pessoas inteligente, trabalhando por meses a fio, planejando tudo como fazê-lo costumam utilizar este método. Desenham lindos diagramas com todos os detalhes do projeto e o tempo que levariam para atingir os objetivos. Então, com uma seleção cuidadosa de cores, apresentam um fluxo que mostra cada uma das fases do projeto em cascata. Esses fluxos são chamados de Diagrama de Gantt, em homenagem a Henry Gantt, que os desenvolveu. Com o advento dos computadores pessoais na década de 1980, tornou-se bem mais fácil desenvolver diagramas complicados – e torna-los realmente complexos - , e eles se tornaram verdadeiras obras de arte. Cada etapa do projeto está detalhadamente definida; cada evento importante de se ver. O único problema com eles é que estão sempre errados. Sempre. Henry Gantt inventou esses famosos diagramas por volta de 1910. Eles começaram a ser usados na Primeira Geurra Mundial pelo General William Crozier, que era o oficial chefe do Armamento do exército americano. E por que tal ferramenta, criada lá em 1900 para a guerra é ainda hoje prática comum no gerenciamento de projetos? Não está muito claro para nós, mas apesar das guerras de trincheiras não serem mais praticadas, algumas ideias que as nortearam ainda são muito populares. Já visitei diversas empresas com funcionários cujo único trabalho é atualizar diariamente os diagramas de Gantt. O problema é que quando aquele plano elegante se depara com a realidade, ele cai por terra. Só que, em vez de descartar o plano ou o modo como pensam nele, os gerentes contratam pessoas para fazer com que pareça que o plano está funcionando.
SCRUM
Criado há vinte anos atrás, por Jeff Sutherland e Ken Schwaber, o SCRUM foi feito para ser a forma mais rápida, eficaz e confiável de criar softwares para o setor de tecnologia. A técnica é uma mudança radical das metodologias prescritivas e de cima para baixo usadas na gerência de projetos no passado; pois o SCRUM é semelhante aos sistemas autocorretivos, evolucionários e adaptativos. Depois de ter ganhado praticamente 100% do mercado de gestão de projetos de software, o SCRUM começa a ganhar a gestão dos projetos tradicionais. A técnica acolhe a incerteza e a criatividade. Coloca uma estrutura em volta do processo de aprendizagem, permitindo que as equipes avaliem o que já criaram e, o mais importante, de que forma o criaram. A estrutura do SCRUM busca aproveitar a maneira como as equipes realmente trabalham, dando a elas as ferramentas para se auto-organizar e, o mais importante, aprimorar rapidamente a velocidade e a qualidade de seu trabalho. Os resultados finais do SCRUM são equipes que melhoraram drasticamente a produtividade. Os resultados são tão drásticos que grandes empresas de pesquisa e análise, como Gartner e Standish, agora afirmam que o antigo estilo de trabalho se tornou obsoleto. As empresas que ainda insistem nas ideias já tentadas e malogradas de comando e controle e que tentam impor um nível rígido de previsibilidade estão simplesmente fadadas ao fracasso se seus concorrentes usarem o SCRUM.
Sprint Pense nos diversos projetos que você faz. Aposto que raramente você recebe um feedback até que eles estejam concluídos – e isso pode levar meses, até anos. Você pode estar seguindo na direção completamente errada durante muito tempo, sem suspeitar de nada, e isso vai acabar subtraindo uma grande parte da sua vida. Nos negócios, isso pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso. Já viu-se esse tipo de situação acontecer o tempo todo: uma empresa passa anos em um projeto que parecia uma ótima ideia quando os funcionários começaram, mas, quando cruzam a linha de chegada, o mercado já sofreu mudanças fundamentais. Quanto mais cedo você entregar o produto para os clientes, mais rápido eles serão capazes de dizer se você está fazendo algo de que se precisam. Os Sprints às vezes são chamados de “caixas de tempo”, porque são definidos para ter certa duração. Você não pode fazer um Sprint de uma semana e, depois, um de três semanas. Você precisa ser consistente: quer estabelecer o ritmo de trabalho no qual as pessoas saibam o que pode ser feito em determinado período. Em geral, a quantidade surpreende. Um elemento crucial de um Sprint individual, porém, é que uma vez que a equipe se compromete com o objetivo, as tarefas são bloqueadas. Nada mais pode ser acrescentado por ninguém fora da equipe. Explicarei os motivos disse mais adiante, mas, por ora, saiba apenas que interferir e distrair a equipe reduz drasticamente sua velocidade.
Dinâmica Proposta de desenvolvimento SCRUM Reunião de Planejamento do Sprint (8 horas) - Todos Reuniões Semanais de Acompanhamento (1 hora) - Equipe Reuniões Diárias (15 minutos) - Equipe Reunião de Revisão e Entrega (2 horas) - Todos SPRINT 1ª SEMANA SPRINT 2ª SEMANA SPRINT 3ª SEMANA SPRINT 4ª SEMANA Reunião de Planejamento do SPRINT Revisão do Sprint
Papéis Dono do Produto: Ser a voz do cliente Garantir o retorno Definir as funcionalidades chave Gerenciar stakeholders Escrever as histórias dos usuários e os testes Definir as metas É dele o papel que decide que trabalho deve ser feito. Ele é o dono da lista de pendências ( backlog ), o que está ali e, o mais importante, em que ordem. A inspiração para o dono do produto veio do papel do Engenheiro Chefe da Toyota. Esse profissional é responsável por toda uma linha de produção. Para isso, eles têm de aproveitar o talento dos grupos especializados em engenharia da carroceria, chassis, elétrica, etc. Ele precisa escolher profissionais de todos esses grupos para criar uma equipe interfuncional capaz de fazer um carro. E o mais interessante, é que eles são líderes, mas sem autoridade formal. Ninguém se reporta a eles – ao contrário: são eles que se reportam aos seus grupos. As pessoas podem dizer aos Engenheiros Chefes que eles estão errados, e então eles têm de se certificar que estão certos. Eles não fazem avaliações de desempenho, não promovem funcionários e nem dão aumentos. Mas decidem sobre o carro e como ele será feito, por consenso e não por imposição. O Dono do Produto precisa ser capaz de dar à equipe o feedback do cliente em cada um dos Sprints. Eles precisam passar metade do tempo conversando com as pessoas que estavam comprando o produto (coletando suas opiniões sobre o último lançamento e como aquilo agrega valor) e a outra metade com a equipe, criando as Pendências (mostrando a eles o que os clientes valorizaram e o que não valorizaram). Um Dono de Produto deverá possuir quatro características essenciais:
está sob pressão de diversos stakeholders , tanto internos quanto externos, e precisa ser capaz de se manter firme. Ele deve ser responsável pelos resultados, mas permitir que a equipe tome as próprias decisões.
Reunião Planejamento do Sprint Preparação para reunião: Marketing: trará as tendências de mercado e opiniões dos potenciais clientes CRM: trará principais reclamações do clientes, principalmente aquelas que geraram ouvidoria e cancelamentos Suporte: trará as principais reclamações, dúvidas e sugestões recebidas no mês Implantação: trará os problemas e sugestões enfrentados pela área, ao visitar os clientes, bem como razões da baixa aderência em algum cliente Comercial: trará motivos da não conversão de leads, reclamações e sugestões Equipe SCRUM: trará as pendências de última reunião, horas disponíveis para o desenvolvimento e a quantidade de trabalho que foi feito no último SPRINT Ao listar o que precisa ser feito, é tentador fazer uma lista parecida com lista de casamento: igreja, flores, celebrante, noivo, noiva, etc. A questão é, se você der cada um desses itens para uma equipe separada que não esteja intimamente envolvida nos resultados das decisões tomadas entre rosas brancas e margaridas, talvez você não consiga o resultado que espera. Quantas vezes no trabalho você recebeu uma tarefa que não sabia exatamente por que deveria cumpri-la? Alguém pede a você que determine a variação das vendas mensais na Região A, analisando lojas com mais de 55 m². Você faz, mas não sabe por que isso precisa ser feito. E, por causa disso, talvez forneça o tipo errado de dados, interprete a questão erroneamente, ou talvez você apenas se ressinta de ter recebido um monte de trabalho extra. O problema é que você não está conseguindo e nem fornecendo informações suficientes para que o trabalho seja feito da maneira correta. As pessoas pensam em narrativas, histórias. É desse modo que compreendemos o mundo. Então, a primeira coisa em que você deve pensar ao considerar uma tarefa é em um personagem ou em um papel – por exemplo, um cliente, uma noiva, um leitor. Para quem a tarefa será realizada? Por meio de quais lentes precisamos olhar quando estamos construindo isso, tomando aquela decisão, ou entregando uma peça? Então, você precisa pensar no quê – no que quer que seja feito primeiro. É aqui que costumamos começar e parar. Mas é apenas o meio do processo que deveríamos estar seguindo. Depois, você precisa pensar em motivação. Por que esse personagem quer isso? Como isso vai ajudar e maravilhar esse cliente específico? E, de certo modo, essa é a parte principal. A motivação colore tudo. E antes de priorizar o que precisa ser feito em sua empresa, você precisa definir o personagem, o usuário, o cliente – a pessoa que vai usar o que você vai produzir. Você precisa saber do que gostam, do que não gostam, suas paixões, entusiasmos, frustrações e alegrias. Logo, precisa compreender as suas motivações. Como esses
tipos de personagens informam o que desejam? Por que eles precisam do que está propondo? O que eles vão fazer com isto? Isto também influenciará o modo como você faz estimativas das coisas. Eles querem uma função simples de calendário; isso é fácil. Um selo inalterável de tempo para objetivos legais – isso é um pouco mais complexo. Traga para reuniões histórias curtas. Elas devem ser curtas o suficiente para você estima-las. Imagine a história da Amazon.com: “como cliente, eu quero a maior livraria virtual do mundo para que eu possa comprar qualquer livro no instante que eu desejar”. Agora, essa história certamente engloba a Amazon, mas, na verdade, é grande demais para que possamos fazer qualquer coisa com ela. Escreva histórias que a equipes consigam compreender. Para isto, devem ser específicas o suficiente para serem práticas, mas não prescrevem como serão feitas. Lembre-se: a equipe decide de que forma o trabalho será realizado, mas o que será realizado é decidido pelo valor que traz aos negócios. Depois, faça duas perguntas: a história está pronta? Como você vai saber disso?
E como estimar? Poker do Desenvolvimento Cada membro, tem um baralho de cartas com os números: 1 , 3 , 5 , 8 , 13 e assim por diante. Ao analisar o esforço necessário para concluir uma tarefa, todos puxam a carta que julgam definir melhor Se as cartas puxadas foram 5 , 8 e 13 , por exemplo, a equipe considera o esforço como a média entre as 3 cartas Se a diferença é superior a 3 , então abre-se para a discussão sobre os motivos da diferença. Após a discussão, vota-se novamente Não estime as Pendências em horas, porque as pessoas são péssimas nesse tipo de previsão. Faça isso usando uma classificação relativa por tamanho: Pequeno, Médio ou Grande. Ou, melhor ainda, use a sequência de Fibonacci e faça estimativas de pontos para cada item: 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, etc.
Dinâmica Dinâmica O que será entregue no SPRINT Mensal? O time Scrum irá prever quais funcionalidades, solicitadas pelas áreas, podem ser desenvolvidas durante o SPRINT. Para isto, as demais áreas irão apresentar uma lista com as histórias dos itens solicitados pelos clientes e , junto do time Scrum, irão colaborar para entender o que deve ser feito para atender as sugestões levantadas. Depois, define-se a meta, que é o objetivo a ser alcançado, por meio do desenvolvimento das mudanças. Isto funcionará como guia para a equipe durante o SPRINT. Como nós iremos escolher o que deve ser feito? Depois de definido o que deve ser entregue, o time de desenvolvimento escolho como irá entregar as funcionalidades solicitadas. Este trabalho poderá variar em tamanho ou no esforço estimado. Entretanto, deve-se planejar o trabalho para um mês, mas as atividades planejadas para a primeira semana, devem ser decompostas em tarefas que durem no máximo um dia. Meta Sprint: qual é a meta do Sprint? dá ao time de desenvolvimento alguma flexibilidade quanto a funcionalidade a ser implementada dentro do sprint. A medida que o time Scrum trabalha, ele mantém a meta na mente.
uma reunião posterior. A ideia é obter as informações mais valiosas e práticas no menor tempo possível.
Revisão do Sprint ou Demonstração do Sprint Duração de 4 horas. Tem como função avaliar as funcionalidades criadas e adaptá-las ao backlog do produto, se necessário. Esta é uma reunião informal, e a apresentação das funcionalidades criadas tem como objetivo coletar feedbacks e estimular a colaboração. A reunião deverá incluir: