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Simulado da EsPCEx 2022, todas as matérias.
Tipologia: Provas
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3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO PORTUGUÊS TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Política pública de saneamento básico: as bases do saneamento como direito de cidadania e os debates sobre novos modelos de gestão Ana Lucia Britto Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. É preciso, para tanto, fazê-lo de modo financeiramente acessível e com qualidade para todos, sem discriminação. Também obriga os Estados a eliminarem progressivamente as desigualdades na distribuição de água e esgoto entre populações das zonas rurais ou urbanas, ricas ou pobres. No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável, mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, e apenas 39% de todo o esgoto gerado são tratados. Aproximadamente 70% da população que compõe o déficit de acesso ao abastecimento de água possuem renda domiciliar mensal de até 1 2 salário mínimo por morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de pagamento, o que coloca em pauta o tema do saneamento financeiramente acessível. Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode- se caminhar alguns passos em direção à garantia do acesso a esses serviços como direito social. Nesse sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social. Houve também, até 2014, uma progressiva ampliação de recursos para o setor, sobretudo a partir do PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 11.445/2007 e seu decreto de regulamentação) e de um Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente, e aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013. Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania: a) articulação da política de saneamento com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde; e b) a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios participativos institucionalizados. A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, por meio da obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Esses planos são obrigatórios para que possam ser estabelecidos contratos de delegação da prestação de serviços e para que possam ser acessados recursos do governo federal (OGU, FGTS e FAT), com prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A Lei reforça também a participação e o controle social, através de diferentes mecanismos como: audiências públicas, definição de conselho municipal responsável pelo acompanhamento e fiscalização da política de saneamento, sendo que a definição desse conselho também é condição para que possam ser acessados recursos do governo federal. O marco legal introduz também a obrigatoriedade da regulação da prestação dos serviços de saneamento, visando à garantia do cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos, à prevenção e à repressão ao abuso do poder econômico, reconhecendo que os serviços de saneamento são prestados em caráter de monopólio, o que significa que os usuários estão submetidos às atividades de um único prestador. FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762- saneamento-basico-como-direito-de-cidadania 1. (Espcex (Aman) 2019) “Mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto”. No fragmento, é correto afirmar que há a) sujeito simples e predicado nominal. b) verbo intransitivo e predicado verbal. c) verbo transitivo e objetos direto e indireto. d) sujeito composto e objeto indireto. e) sujeito simples e complemento nominal. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: TEXTO I Violência: presente e passado da história Vilma Homero Ao olhar para o passado, costumamos imaginar que estamos nos afastando dos tempos da "barbárie pura e simples" para alcançar uma almejada "civilização", calcada sobre relações livres, iguais e fraternas, típicas do homem culto. Um olhar sobre a história, no entanto, põe em xeque esta visão utópica. Organizado pelos historiadores Regina Bustamante e José Francisco de Moura, o livro Violência na História,
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO publicado pela Mauad Editora com apoio da FAPERJ, reúne diversos ensaios que mostram, ao longo do tempo, diferentes aspectos da violência, propondo uma reflexão mais demorada sobre o tema. Nos ensaios reunidos no livro, podemos vislumbrar como, desde a antiguidade e ao longo da história humana, a violência se insere, sob diversos vieses, nas relações de poder, seja entre Estado e cidadãos, entre livres e escravos, entre homens e mulheres, ou entre diferentes religiões. "Durante a Idade Média, por exemplo, vemos como a violência se manifesta na religiosidade, durante o movimento das Cruzadas. Ou, hoje, no caso dos movimentos sociais, como ela acontece em relação aos excluídos das favelas. O sentido é amplo. A desigualdade social, por exemplo, é um tipo de violência; a expropriação do patrimônio cultural, que significa não permitir que a memória cultural de determinado grupo se manifeste, também", prossegue a organizadora. (...) A própria palavra "violência", que etimologicamente deriva do latim vis, com significado de força, virilidade, pode ser positiva em termos de transformação social, no sentido de uma violência revolucionária, usada como forma de se tentar transformar uma sociedade em determinado momento. (...) Essas variadas abordagens vão aparecendo ao longo do livro. (...) Na Roma antiga, as penas, aplicadas após julgamento, ganhavam um sentido religioso. Despido de sua humanidade, o réu era declarado homo sacer. Ou seja, sua vida passava a ser consagrada aos deuses. Segundo a pesquisadora Norma Mendes, "havia o firme propósito de fazer da morte dos condenados um espetáculo de caráter exemplar, revestido de sentido religioso e de dominação, cuja função era o reforço, manutenção e ratificação das relações de poder." (...) O historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva é um dos que traz a discussão para o presente, analisando as transformações políticas do último século. "Desde Voltaire até Kant e Hegel, acreditava-se no contínuo aperfeiçoamento da condição humana como uma marcha inexorável em direção à razão. (...) O Holocausto, perpetrado em um dos países mais avançados e cultos à época, deixou claro que a luta pela dignidade humana é um esforço contínuo e, pior de tudo, lento. (...) E, sobretudo, mais de 50 anos depois da II Guerra Mundial, a ocorrência de outros genocídios – Ruanda, Iugoslávia, Camboja etc. – leva a refletir sobre a convivência entre os homens nesse começo do século XXI." O historiador prossegue: "De forma paradoxal, a globalização, conforme se aprofunda e pluga os homens a escalas planetárias, é fortemente acompanhada pelo localismo e o particularismo religioso, étnico ou cultural, promovendo ódios e incompreensões crescentes. Na Bósnia ou em Kosovo, na Faixa de Gaza ou na Irlanda do Norte, a capacidade de entendimento chegou a seu mais baixo nível de tolerância, e transpor uma linha, imaginária ou não, entre bairros pode representar a morte." Como nem tudo se limita às questões políticas e às guerras, o livro ainda analisa as formas que a violência assume nas relações de gênero, na religião, na cultura e aborda também a questão dos direitos humanos, vista sob a perspectiva de diferentes sistemas culturais. (http://www.faperj.br/?id=1518.2.4. Acesso em 05 de março de 2018.) TEXTO II Gabriel, o Pensador Que tiro foi esse? Não, não vou cair no chão, pelo menos agora Eu também sou brincalhão, mas brincadeira tem hora Lá fora, no meu Rio, cada vez mais gente chora E cada vez mais gente boa tem vontade de ir embora O Rio que a gente adora comemora o carnaval E a violência apavora, ou você acha normal? A boca que explode, o silêncio do medo O suspiro da morte banal O lamento de um povo que implora Por uma vitória do bem sobre o mal Atenção: confusão, invasão Tiroteio fechando a avenida outra vez Muita bala voando e acertando Até mesmo as crianças; às vezes, bebês Criança, meu irmão, não é estatística, é gente (...) E os valores são invertidos Se o desonesto é malandro O menor também quer ser bandido Alguns, né, a minoria. (...) A mãe desmaiou no enterro Você não desmaiaria? Que força você teria pra enterrar o seu garoto? Que forças ainda temos Pra nos amar uns aos outros? E nos armar de indignação por justiça e educação (...) Pra que essas crianças não tenham morrido em vão Sofia, Maria Eduarda, Caíque, Fernanda Arthur, Paulo Henrique, Renan Eduardo, Vanessa, Vitor Esses foram ano passado Quem será que vai ser amanhã? (https://genius.com/13846436. Acesso em 24 de fevereiro 2018) TEXTO III “Para que ninguém a quisesse” Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO Ardente da mais pura paixão de beleza é a adoração da infância. Na minha adolescência você seria uma tortura. Quero levá-la para a meninice. Bem pouca coisa eu sei; uma vez na fazenda rira: ele não sabe nem passar um barbicacho! Mas o que sei lhe ensino; são pequenas coisas do mato e da água, são humildes coisas, e você é tão bela e estranha! Inutilmente tento convertê-la em menina de pernas magras, o joelho ralado, um pouco de lama seca do brejo no meio dos dedos dos pés. Linda como a areia que a onda ondeou. Saíra grande! Na adolescência e torturaria; mas sou um homem maduro. Ainda assim às vezes é como um bando de sanhaços bicando os cajus de meu cajueiro, um cardume de peixes dourados avançando, saltando ao sol, na piracema; um bambual com sombra fria, onde ouvi um silvo de cobra, e eu quisera tanto dormir. Tanto dormir! Preciso de um sossego de beira de rio, com remanso, com cigarras. Mas você é como se houvesse demasiadas cigarras cantando numa pobre tarde de homem. Julho, 1945
Rubem Braga 3. (Efomm 2019) O texto trata da reminiscência do autor, um homem bucólico, amante da natureza. Ele faz uso de muitos termos que aludem à flora e à fauna. Assinale a opção em que o termo destacado NÃO diz respeito à nem uma nem outra.
4. (Efomm 2019) Assinale a opção em que a expressão sublinhada NÃO tem valor de um adjetivo.
Eugênio Mira Conectados. Essa palavra nunca fez tanto sentido quanto agora. 1 Quando se discutia no passado sobre como os homens agiriam com o advento da aldeia global (...) não se imaginava o quanto esse processo seria rápido e devastador. (...) quando McLuhan apresentou o termo, em 1968, 2 ele sequer imaginaria que não seria a televisão a grande responsável pela interligação mundial absoluta, e sim a internet, que na época não passava de um projeto militar do governo dos Estados Unidos. (^3) A internet mudou definitivamente a maneira como nos comunicamos e percebemos o mundo. Graças a ela temos acesso a toda informação do mundo à distância de apenas um toque de botão. 4 E quando começaram a se popularizar as redes sociais, (^5) um admirável mundo novo abriu-se ante nossos olhos. Uma ferramenta colaborativa extrema, que possibilitaria o contato imediato com outras pessoas através de suas afinidades, fossem elas políticas, religiosas ou mesmo geográficas. Projetos colaborativos, revoluções instantâneas... 6 Tudo seria maior e melhor quando as pessoas se alinhassem na órbita de seus ideais. 7 O tempo passou, e essa revolução não se instaurou. Basta observar as figuras que surgem nos sites de humor e outros assemelhados. Conhecidos como memes (termo cunhado pelo pesquisador Richard Dawkins, que representaria para nossa memória o mesmo que os genes representam para o corpo, ou seja, uma parcela mínima de informação), 8 essas figuras surgiram com a intenção de demonstrar, de maneira icônica, algum sentimento ou sensação. 9 Ao fazer isso, a tendência de ter uma reação diversa daquelas expressas pelas tirinhas é cada vez menor. Tudo fica branco e preto. 10 Ou se aceita a situação, ou revolta-se. Sem chance para o debate ou questionamento. (...) A situação é ainda mais grave quando um dos poucos entes criativos restantes na internet produz algum comentário curto, espirituoso ou reflexivo, a respeito de alguma situação atual ou recente... Em minutos pipocam cópias da frase por todo lugar. (^11) Copia-se sem o menor bom senso, sem créditos. Pensar e refletir, e depois falar, são coisas do passado. O importante agora é 12 copiar e colar, e depois partilhar. 13 As redes sociais desfraldaram um mundo completamente novo, e o uso que o homem fará dessas ferramentas é o que dirá o nosso futuro
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO cultural. 14 Se enveredarmos pela partilha de ideias, gestando-as em nossas mentes e depois as passando a outros, será uma estufa mundial a produzir avanços incríveis em todos os campos de conhecimento. Se, no entanto, as redes sociais se transformarem em uma rede neural de apoio à preguiça de pensar, a humanidade estará fadada ao processo antinatural de regressão. O advento das redes sociais trouxe para perto das pessoas comuns os amigos distantes, os ídolos e as ideias consumistas mais arraigados, mas aparentemente está levando para longe algo muito mais humano e essencial na vida em sociedade: o senso crítico. Será uma troca justa? http://obviousmag.org/archives/2011/09/redes_sociais _e_colaboracao_extrema_O_fim_do_senso_critico- .htm. Adaptado. Acesso em: 21 fev 2017. 5. (Epcar (Afa) 2018) Assinale a alternativa em que a mudança de lugar do vocábulo em destaque NÃO provoca modificação no sentido da frase. a) “Graças a ela temos acesso a toda informação do mundo (...)”⇒Graças a ela temos acesso à informação toda do mundo (...) b) “...um admirável mundo novo abriu-se ante nossos olhos...” ⇒ ...um admirável novo mundo abriu-se ante nossos olhos... c) “As redes sociais desfraldaram um mundo completamente novo...” ⇒ As redes sociais desfraldaram um mundo novo completamente... d) “...trouxe para perto das pessoas comuns os amigos distantes...” ⇒ ...trouxe para perto das pessoas comuns os distantes amigos... TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia os textos a seguir e responda à(s) questão(ões). RETRATO Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil:
Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958. ENVELHECER Arnaldo Antunes/Ortinho/Marcelo Jeneci A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer Eu quero é viver para ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer (...) Pois ser eternamente adolescente nada é mais
[testa que não para de crescer Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr. (...)
www.arnaldoantunes.com.br/new/sec_discografia_sel. php?id= ESTATUTO DO IDOSO (fragmentos) Art. 2 – O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. Art. 4 – Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou por omissão, será punido na forma da lei. www.planalto.gov.br/ccvil_03/leis/2003/L10.741.htm PARA SEMPRE JOVEM Recentemente, vi na televisão a propaganda de um jipe que saltava obstáculos como se fosse um cavalo de corrida. Já tinha visto esse comercial, mas comecei a prestar atenção na letra da música, soando forte e repetindo a estrofe de uma canção muito
sempre e jovem). Será que, realmente, queremos viver muito e, de preferência, para sempre jovens? (...)
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO c) Os trechos II e III exemplificam construções linguísticas denotativas. d) A organização da estrutura textual, no item V, não está de acordo com a norma padrão da língua. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões). Leitura - leituras: quando ler (bem) é preciso “[...] Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não compreenderam logo. Creio mesmo é impossível compreender inteiramente à primeira leitura pensamentos assim esquematizados sem uma certa prática.” Mário de Andrade – Artista “Eu sou um escritor difícil Que a muita gente enquizila, Porém essa culpa é fácil De se acabar duma vez: É só tirar a cortina Que entra luz nesta escurez.” Mário de Andrade – Lundu do escritor difícil No eterno criar e recriar da atividade verbal, a criatividade, a semanticidade, a intersubjetividade, a materialidade e a historicidade são propriedades essenciais da linguagem, indispensáveis a todos os atos da fala, sejam eles presente, passados ou futuros. Porém, é a atividade semântica que intermedeia a conexão dos seres humanos com o mundo dos objetos, estabelecendo a relação entre o EU e o Universo, e, junto com a alteridade (relação do EU com o Outro, de caráter interlocutivo), permite a identificação da linguagem como tal, pois a linguagem existe não apenas para significar, mas significar alguma coisa para o outro. A semanticidade possibilita o indivíduo conceber e revelar as coisas pertencentes ao mundo do real e da imaginação. Logo, é ao mesmo tempo significação, modo de conceber, ou melhor, uma configuração linguística de conhecimento, uma organização verbal do pensamento, e designação ou referência, aplicação dos conceitos às coisas extralinguísticas. [...]. No processo de leitura do texto, para que o leitor se aproprie desse(s) sentido(s), é necessário que ele domine não apenas o código linguístico, mas também compartilhe bagagem cultural, vivências, experiências, valores, correlacione os conhecimentos construídos anteriormente (de gênero e de mundo, entre outros) com as novas informações expressas no texto; faça inferências e comparações; compreenda que o texto não é uma estrutura fechada, acabada, pronta; perceba as significações, as intencionalidades, os dialogismos, o não dito, os silêncios. Em resumo, é fundamental que, por meio de uma série de contribuições, o interlocutor colabore para a construção do conhecimento. Assim, ler não significa traduzir um sentido já considerado pronto, mas interagir com o outro (o autor), aceitando, ou não, os propósitos do interlocutor.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando-me mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. Com base no texto acima, responda à(s) questão(ões) a seguir. 8. (Efomm 2016) As palavras da narradora ilustram o comportamento da menina má que, como bruxa dos contos de fadas, tripudia sobre a menina inocente. Assinale a opção em que NÃO se confirma essa afirmação.
Leia os textos abaixo para responder à(s) quest(ões) a seguir.
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO comedimento para resolver assuntos de trabalho, combinar encontros, cumprimentar alguém, essas coisas realmente rápidas. Fazer visita por telefone é algo para o qual não tenho a menor paciência. Por celular, muito menos. Considero-o um excelente resolvedor de pendências e nada mais. Logo, você pode imaginar meu espanto ao constatar como essa engenhoca se transformou no símbolo da neurose urbana. Outro dia fui assistir a um show. Minutos antes de começar, o lobby do teatro estava repleto de pessoas falando ao celular. “Vou ter que desligar, o espetáculo vai começar agora”. Era como se todos estivessem se despedindo antes de embarcar para a lua. Ao término do show, as luzes do teatro mal tinham acendido quando todos voltaram a ligar seus celulares e instantaneamente se puseram a discar. Para quem? Para quê? Para contar sobre o show para os amigos, para saber o saldo no banco, para o tele-horóscopo?? Nunca vi tamanha urgência em se comunicar à distância. Conversar entre si, com o sujeito ao lado, quase ninguém conversava. O celular deixou de ser uma necessidade para virar uma ansiedade. E toda ânsia nos mantém reféns. Quando vejo alguém checando suas mensagens a todo minuto e fazendo ligações triviais em público, não imagino estar diante de uma pessoa ocupada e poderosa, e sim de uma pessoa rendida: alguém que não possui mais controle sobre seu tempo, alguém que não consegue mais ficar em silêncio e em privacidade. E deixar celular em cima de mesa de restaurante, só perdoo se o cara estivar com a mãe no leito de morte e for ligeiramente surdo. Isso tudo me ocorreu enquanto lia o livro infantil O menino que queria ser celular, de Marcelo Pires, com ilustrações de Roberto Lautert. Conta a historia de um garotinho que não suporta mais a falta de comunicação com o pai e a mãe, já que ambos não conseguem desligar o celular nem por um instante, nem no fim de semana – levam o celular até para o banheiro. O menino não tem vez. Aí a ideia: se ele fosse um celular, receberia muito mais atenção. Não é história da carochinha, isso rola pra valer. Adultos e adolescentes estão virando dependentes de um aparelho telefônico e desenvolvendo uma nova fobia: medo de ser esquecido. E dá-lhe falar a toda hora, por qualquer motivo, numa esquizofrenia considerada, ora, ora, moderna. Os celulares estão cada dia menores e mais fininhos. Mas são eles que estão botando muita gente na palma da mão.
Montanha Russa; Coisas da vida; Feliz por nada. Porto Alegre, RS: LPM, 2013. p. 369-370.) 9. (Esc. Naval 2015) Leia os trechos abaixo: I. “Até que não custei tanto assim a aderir [...] (Texto 1, 2º §) II. “[...] levam o celular até para o banheiro.” (Texto 2, 5º §) Assinale a opção em que o comentário sobre o emprego dos elementos destacados está correto. a) No primeiro trecho, o elemento sublinhado funciona como preposição; no segundo, funciona como advérbio de tempo. b) No primeiro trecho, a expressão indica realce; no segundo, a palavra em destaque é denotativa, indicando inclusão. c) As características morfológicas e semânticas dos elementos em destaque são idênticas em ambos os trechos. d) No primeiro trecho, a expressão indica inclusão; no segundo, “até” é advérbio de tempo. e) Em ambos os trechos, temos elementos denotativos que apresentam significados complementares. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 4 QUESTÕES: GATES E JOBS Quando as órbitas se cruzam (^7) Em astronomia, quando as órbitas de duas estrelas se entrecruzam por causa da interação gravitacional, tem-se um sistema binário. Historicamente, ocorrem situações análogas quando uma era é moldada pela relação e rivalidade de dois grandes astros orbitando: Albert Einstein e Niels Bohr na física no século XX, por exemplo, ou Thomas Jefferson e Alexander Hamilton na condução inicial do governo americano. Nos primeiros trinta anos da era do computador pessoal, a partir do final dos anos 1970, o sistema estelar binário definidor foi composto por dois indivíduos de grande energia, que largaram os estudos na universidade, ambos nascidos em 1955. Bill Gates e Steve Jobs, apesar das ambições semelhantes no ponto de convergência da tecnologia e dos negócios, 5 tinham origens bastante diferentes e personalidades radicalmente distintas. À diferença de Jobs, Gates entendia de programação e tinha uma mente mais prática, mais disciplinada e com grande capacidade de raciocínio analítico. Jobs era mais intuitivo, romântico, e dotado de mais instinto para tornar a tecnologia usável, o design agradável e as interfaces amigáveis. Com sua mania de perfeição, era extremamente exigente, além de administrar com carisma e intensidade indiscriminada. 3 Gates era mais metódico; as reuniões para exame dos produtos tinham horário rígido, e ele chegava ao cerne das questões com uma habilidade ímpar. Jobs encarava as pessoas com uma intensidade
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO cáustica e ardente; Gates às vezes não conseguia fazer contato visual, mas era essencialmente bondoso. (^4) “Cada qual se achava mais inteligente do que o outro, mas Steve em geral tratava Bill como alguém levemente inferior, sobretudo em questões de gosto e estilo”, diz Andy Hertzfeld. “Bill menosprezava Steve porque ele não sabia de fato programar.” Desde o começo da relação, 6 Gates ficou fascinado por Jobs e com uma ligeira inveja de seu efeito hipnótico sobre as pessoas. Mas também o considerava “essencialmente esquisito” e “estranhamente falho como ser humano”, e se sentia desconcertado com a grosseria de Jobs e sua tendência a funcionar “ora no modo de dizer que você era um merda, ora no de tentar seduzi-lo”. Jobs, por sua vez, via em Gates uma estreiteza enervante. (^2) Suas diferenças de temperamento e personalidade 1 iriam levá-los para lados opostos da linha fundamental de divisão na era digital. Jobs era um perfeccionista que adorava estar no controle e se comprazia com sua índole intransigente de artista; ele e a Apple se tornaram exemplos de uma estratégia digital que integrava solidamente o hardware, o software e o conteúdo numa unidade indissociável. Gates era um analista inteligente, calculista e pragmático dos negócios e da tecnologia; dispunha-se a licenciar o software e o sistema operacional da Microsoft para um grande número de fabricantes. Depois de trinta anos, Gates desenvolveu um respeito relutante por Jobs. “De fato, ele nunca entendeu muito de tecnologia, mas tinha um instinto espantoso para saber o que funciona”, disse. Mas Jobs nunca retribuiu valorizando devidamente os pontos fortes de Gates. “Basicamente Bill é pouco imaginativo e nunca inventou nada, e é por isso que acho que ele se sente mais à vontade agora na filantropia do que na tecnologia”, disse Jobs, com pouca justiça. “Ele só pilhava despudoradamente as ideias dos outros.”
Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 189-191. Adaptado) 10. (Epcar (Afa) 2013) Analise o excerto abaixo e assinale V para as proposições (verdadeiras) e F para as (falsas). “Em astronomia, quando as órbitas de duas estrelas se entrecruzam por causa da interação gravitacional, tem- se um sistema binário.” (ref. 7) ( ) A oração principal é constituída por sujeito simples. ( ) Há três elementos que exercem função sintática adverbial. ( ) O verbo entrecruzar é formado pelo processo de formação vocabular parassíntese. ( ) As duas ocorrências do se classificam-se morfologicamente como pronome pessoal oblíquo. ( ) Há, no excerto, uma preposição e uma locução prepositiva que estabelecem relações de estado e consequência, respectivamente. A sequência correta é: a) V – F – V – F – V b) V – V – F – F – F c) F – F – F – V – V d) F – V – F – V – F 11. (Epcar (Afa) 2013) Em relação ao texto, assinale a alternativa correta. a) O uso do presente do indicativo no subtítulo do texto se justifica por ser um presente histórico que exprime um fato passado como se fosse atual. b) Há no texto a predominância do pretérito imperfeito do indicativo para destacar a duração do fato passado expresso. c) O futuro do pretérito, na ref. 1, expressa incerteza a respeito de um fato já ocorrido por meio de um tempo composto. d) A reescrita ‘Suas diferenças de pensamento e personalidade levá-los-iam para lados opostos’ (ref.
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO preferida, o abraço apertado, o beijo quente... e o filho que, na ausência, foi ensinado a dizer papai. (^31) No início, eu voltava com muitos retratos, principalmente quando vinha do estrangeiro, depois, com o tempo, eram poucos, até que deixei de levar a máquina. 10 Engraçado, 22 vocês já perceberam que marinheiro velho dificilmente baixa a terra com máquina fotográfica? Foi assim comigo. (^34) Hoje os navios são outros, os marinheiros são outros - sinto-os mais preparados do que eu era - mas a vida no mar, as viagens, os portos, a volta, estou certo de que são iguais. Sou marinheiro, por isso sei como é. Fico agora em casa, querendo saber das coisas da Marinha. E a cada pedaço que ouço de um amigo, que leio, que vejo, me dá um orgulho que às vezes chega a entalar na garganta. 4 Há pouco tempo, voltei a entrar em um navio. Que coisa linda! 35 Sofisticado, limpíssimo, nas mãos de uma tripulação que só pode ser muito competente para mantê-lo pronto. 33 Do que me mostraram eu não sabia muito. Basta dizer que o último navio em que servi já deu baixa. 17 Quando saí de bordo, parei no portaló, voltei-me para a bandeira, inclinei a cabeça... e, minha garganta entalou outra vez. Isso é corporativismo; não aquele enxovalhado, que significa o bem de cada um, protegido à custa do desmerecimento da instituição; mas o puro, que significa o bem da instituição, protegido pelo merecimento de cada um. (^27) Sou marinheiro e, portanto, sou corporativista. Muitas vezes 25 a lembrança me retorna aos dias da ativa e morro de saudades. 18 Que bom se pudesse voltar ao começo, vestir aquele uniforme novinho — até um pouco grande, ainda recordo — Jurar Bandeira, ser beijado pela minha falecida mãe... (^3) Sei que, quando minha hora chegar, no último instante, verei, em velocidade desconhecida, o navio com meus amigos, minha mulher, meus filhos, singrando para sempre, indo aonde o mar encontra o céu... e, se São Pedro estiver no portaló, direi:
produção de texto. Rio de Janeiro: Marinha do Brasil, Escola Naval, 2011. p. 6-8) Glossário
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO (^12) quando ele anunciou que ia internar-se no hospital Gaffré e Guinle.
O adjetivo em destaque apresenta, no texto, o significado de: a) errada b) maligna c) desprezível d) forte e) correta
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO constante de 3.600 litros de água por hora. Considere a aceleração da gravidade igual a 10 𝑚 ⋅ 𝑠−^2. Considerando a situação apresentada e desprezando efeitos de perdas mecânicas e elétricas, qual deve ser a potência mínima do motor para realizar a operação? a) 1 , 0 × 101 𝑊 b) 5 , 0 × 101 𝑊 c) 3 , 0 × 102 𝑊 d) 3 , 6 × 104 𝑊 e) 1 , 1 × 106 𝑊 24. (Fgv 2020) Uma criança de massa 40 𝑘𝑔 estava em pé no centro de uma prancha plana, de massa 12 𝑘𝑔, que flutuava em repouso na superfície da água de uma piscina. Em certo instante, a criança saltou, na direção do comprimento da prancha, com velocidade horizontal constante de 0 , 6 𝑚 𝑠 em relação ao solo, ficou no ar por 1 , 0 𝑠 e caiu na piscina a 1 , 7 𝑚 da extremidade da prancha. De acordo coma as informações e desprezando as perdas de energia, o comprimento dessa prancha é a) 0 , 9 𝑚. b) 1 , 2 𝑚. c) 1 , 6 𝑚. d) 1 , 8 𝑚. e) 2 , 2 𝑚.
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO 25. (Efomm 2020) A figura mostra uma barra homogênea de massa 𝑚 em equilíbrio. Ela está sustentada por um fio em uma das suas extremidades e é impedida de cair devido ao atrito com a parede na outra extremidade. A aceleração da gravidade vale 𝑔. A força total exercida pela parede sobre a barra vale: a) 𝑚𝑔 𝑐𝑜𝑠 𝜃 2 b) 𝑚𝑔 𝑠 𝑒𝑛𝜃 2 c) 𝑚𝑔𝑡𝑔^2 𝜃 𝑠 𝑒𝑛𝜃+ 1 d) 𝑚𝑔 2 𝑠 𝑒𝑛𝜃 e) 𝑚𝑔𝑡𝑔^2 𝜃 𝑐𝑜𝑠 𝜃+𝑠 𝑒𝑛𝜃 26. (Fuvest 2020) Um fabricante projetou resistores para utilizar em uma lâmpada de resistência 𝐿. Cada um deles deveria ter resistência 𝑅. Após a fabricação, ele notou que alguns deles foram projetados erroneamente, de forma que cada um deles possui uma resistência 𝑅𝐷 = 𝑅 2.^ Tendo em vista que a lâmpada queimará se for percorrida por uma corrente elétrica superior a 𝑉 (𝑅+𝐿),^ em qual(is) dos circuitos a lâmpada queimará? a) 1, apenas. b) 2, apenas. c) 1 e 3, apenas. d) 2 e 3, apenas. e) 1, 2 e 3. 27. (Insper 2019) Sobre uma pista retilínea, lisa e horizontal, dois móveis, 𝐴 e 𝐵, de massas 𝑚𝐴 = 100 𝑘𝑔 e 𝑚𝐵 = 60 𝑘𝑔, são lançados em sentidos opostos, indo colidir frontalmente. O gráfico horário (1) mostra as posições que 𝐴 e 𝐵 ocupam sobre a pista até colidirem no instante 𝑡 = 4 , 0 𝑠. O gráfico (2) mostra as posições ocupadas pelo móvel A após a colisão e cinco possíveis percursos para o móvel 𝐵. O percurso correto é o a) 𝐵 2. b) 𝐵 3. c) 𝑩 1. d) 𝐵 4. e) 𝐵 5. RASCUNHO
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO 30. (Udesc 2019) A figura abaixo mostra um carrinho de montanha-russa que inicia seu movimento a partir da altura ℎ em direção a uma volta de diâmetro 𝐷. Desconsiderando todas as forças dissipativas, se o carrinho parte de ℎ com velocidade inicial nula, o valor mínimo de ℎ para que o carrinho consiga dar uma volta é: a) 2 𝐷 b) 5 𝐷 4 c) 32 𝐷 d) 4 𝐷 5 e) 2 𝐷 3 31. (Fuvest 2019) Um rapaz de massa 𝑚 1 corre numa
que se encontra inicialmente em repouso. Com o
𝑟𝑎𝑝𝑎𝑧 + 𝑠𝑘𝑎𝑡𝑒 segue em direção a uma rampa e atinge uma altura máxima ℎ. A velocidade do rapaz,
Note e adote: Considere que o sistema 𝑟𝑎𝑝𝑎𝑧 + 𝑠𝑘𝑎𝑡𝑒 não perde energia devido a forças dissipativas, após a colisão. a) (𝑚 1 +𝑚 2 ) 𝑚 2 √𝑔ℎ b) (𝑚 1 +𝑚 2 ) 2 𝑚 1 √𝑔ℎ c) 𝑚 1 𝑚 2 √^2 𝑔ℎ d) (𝑚 1 +𝑚 2 ) 𝑚 1 √^2 𝑔ℎ e) ( 2 𝑚 1 +𝑚 2 ) 𝑚 1 √𝑔ℎ 32. (Efomm 2019) No circuito a seguir, o galvanômetro não acusa passagem de corrente. Determine o valor da corrente elétrica 𝑖 no circuito. a) 4 , 8 𝐴 b) 4 , 2 𝐴 c) 3 , 6 𝐴 d) 3 , 0 𝐴 e) 2 , 0 𝐴 FIM DA PROVA DE FÍSICA RASCUNHO
3º SIMULADO EsPCEx – 1º DIA – PORTUGUÊS, FÍSICA, QUÍMICA e REDAÇÃO QUÍMICA 33. (Espcex (Aman) 2020) Em algumas operações militares, grupos especiais utilizam artefatos explosivos,
atordoantes). Após sua deflagração, a granada gera como efeitos um estampido muito alto e um intenso flash de luz, que atordoam o oponente. Algumas granadas deste tipo podem possuir como reagente componente principal o magnésio metálico em pó. Considerando a luz emitida por esta granada como resultado da reação química entre o magnésio metálico pulverizado e o oxigênio do ar, tem-se a equação da reação: Mg(s) + O2(g) → MgO(s) +luz Acerca do magnésio e da reação descrita acima, são feitas as seguintes afirmativas: I. Essa é uma reação de simples troca. II. Nesta reação ocorre a oxidação do magnésio metálico. III. Após a deflagração da granada com reação do magnésio metálico (conforme a equação da reação descrita acima), há formação de um sal de magnésio. IV. Conforme o diagrama de Linus Pauling, a distribuição eletrônica do cátion magnésio (Mg^2 +) é: 1s , 2s , 2p.^2 2 V. Após a deflagração da granada com reação do magnésio metálico (conforme a equação da reação descrita acima), ocorre a formação de óxido de magnésio e gás hidrogênio como produtos. VI. As ligações químicas existentes entre os átomos de magnésio metálico são denominadas de metálicas e as ligações químicas existentes entre os átomos no óxido de magnésio são denominadas de iônicas. Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas, dentre as listadas acima. a) I, III, IV e VI. b) II, IV e VI. c) II, IV e V. d) I, II, III e IV. e) I, II e VI. 34. (Espcex (Aman) 2019) Os carbetos pertencem aos chamados compostos de transição, isto é, possuem o elemento carbono, mas, devido às suas características, nos carbetos o carbono forma ânions simples que estabelecem ligações com metais ou semimetais. Os carbetos são compostos que apresentam um dos seguintes ânions: metaneto (C^4 −)ou acetileto(C^22 −). (FONSECA, Martha Reis Marques da, Química Geral, São Paulo: Ed. FTD, 2007, pg. 330.) O carbeto de cálcio (CaC ), 2 também denominado de carbureto ou acetileto de cálcio, é um sólido duro que reage com a água para produção do gás acetileno (C H ). 2 2 A reação que seprocessa é representada pela seguinte equação não balanceada: CaC 2 + H O 2 → C H 2 2 +Ca(OH) 2 Com relação a esta reação, seus reagentes e produtos, são feitas as seguintes afirmativas: I. o carbeto de cálcio é um composto iônico. II. a nomenclatura oficial da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) para o acetileno (C H ) 2 2 é etino. III. o Ca(OH) 2 é classificado como uma base de Arrhenius e tem nomenclatura de hidróxido de cálcio. IV. a soma dos coeficientes da equação corretamente balanceada é5. V. todos os reagentes e produtos são classificados como substâncias simples. Dado: número atômico(Z) H = 1; O = 8; Ca = 20; C =6. Estão corretas apenas as afirmativas a) I, II e V. b) II, III e IV. c) II, III, IV e V d) I, II, III e IV. e) I, II, IV e V. RASCUNHO