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Vitaminas do complexo B, Manuais, Projetos, Pesquisas de Nutrição

Ebook sobre vitaminas do complexo B

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2021

Compartilhado em 27/01/2021

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ana-cristina-tavares-ivanez-4 🇧🇷

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ADITIVOS & INGREDIENTES
VITAMINA B
AS VITAMINAS
DO COMPLEXO B
As vitaminas são substâncias muito importantes para o desempenho das
funções corporais. O complexo B é formado por várias vitaminas que coexistem
em alguns alimentos e que se complementam para fazer a manutenção da
saúde. As vitaminas que fazem parte do complexo são a B1 (Tiamina),
B2 (Riboflavina), B3 (Niacina), B5 (Ácido Pantotênico), B6 (Piridoxina),
B7 (Biotina), B9 (Ácido Fólico) e B12 (Cobalamina).
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ADITIVOS & INGREDIENTES

AS VITAMINAS

DO COMPLEXO B

As vitaminas são substâncias muito importantes para o desempenho das

funções corporais. O complexo B é formado por várias vitaminas que coexistem

em alguns alimentos e que se complementam para fazer a manutenção da

saúde. As vitaminas que fazem parte do complexo são a B 1 (Tiamina),

B 2 (Riboflavina), B 3 (Niacina), B 5 (Ácido Pantotênico), B 6 (Piridoxina),

B 7 (Biotina), B 9 (Ácido Fólico) e B 12 (Cobalamina).

ADITIVOS & INGREDIENTES

AS VITAMINAS

As vitaminas são compostos orgânicos presentes nos alimentos, essenciais para o funcionamento normal do me- tabolismo. Atuam na transformação de energia, mesmo que não sejam fontes, agem em diferentes sistemas e auxiliam nas respostas imunológicas do organismo, protegendo-o. A palavra vitamina é derivada da combinação das palavras: vital e amina , e foi concebida pelo químico polonês Casimir Funk, em 1912, que isolou a vitamina B 1 , ou a tiamina, do arroz. Isso determinou uma das vitaminas que prevenia o Beribéri, doença deficitária marcada por inflamações, lesões degenerativas dos nervos, sistema digestivo e coração. As vitaminas são moléculas orgânicas (contendo carbono) que funcionam principalmente como catalisadores para rea- ções dentro do organismo. Um catalisador é uma substância que permite que uma reação química ocorra usando menos energia e menos tempo do que levaria em condições normais. Se esses catalisadores estiverem faltando, como na carência de vitaminas, as funções normais do organismo podem entrar em colapso, deixando o organismo suscetível a doenças. As vitaminas são tanto solúveis em gordura como em água. As solúveis em gordura são as vitaminas A, D, E e K. Essas vitaminas se acumulam dentro da gordura armazenada no organismo e dentro do fígado. As vitaminas solúveis em água incluem a vitamina C e as vitaminas B, ambas arma- zenadas no fígado. A carência de vitaminas no organismo, chamada hipo- vitaminose ou avitaminose, é responsável pelo surgimento de doenças. Para o organismo não sofrer nenhuma carência de vitaminas, é recomendado fazer uso diário de alimentos como frutas, legumes, verduras, carnes, ovo, leite e grãos. A classificação das vitaminas é feita apenas por sua solubilidade e não pelas funções que exercem. Cada uma é responsável por uma ou mais funções específicas, inde- pendentemente do grupo a que pertencem. As principais vitaminas são: A, B, C, D, E e K.

O COMPLEXO B

À medida que progrediam os estudos sobre as vitaminas, ficou evidente que todo o grupo de substâncias, provenientes da mesma fonte - os levedos - e solúveis em água, deveria ser classificado junto à vitamina B. Assim nasceu a denominação de complexo vitamínico B. A experiência clínica demonstrou que as manifestações de doenças por carência de uma vita- mina do complexo B podem ser curadas mais eficazmente se forem administrados, além da vitamina em déficit, outros componentes do complexo. As melhoras resultantes seriam devidas a uma “ação do complexo” mais completa do que a soma das ações individuais realizadas por cada uma das vitaminas. Algumas das vitaminas do complexo foram designadas com números que seguiam a letra (B 1 , B 2 , B 3 , etc.), porém na maioria dos casos receberam nomes especiais. As vitaminas do complexo B são um grupo de oito vitaminas: tiamina (B 1 ), riboflavina (B 2 ), niacina (B 3 ), ácido pantotênico (B 5 ), piri-

doxina (B 6 ), biotina (B 7 ), ácido fólico (B 9 ), cianocobalamina (B 12 ). Estas vitaminas são essenciais para a decomposição química de carboidratos em glicose, fornecendo energia para o organismo; para a decomposição química das gorduras e proteínas, ajudando no funcionamento normal do sistema nervoso; e para o tônus muscular no estômago e no trato intestinal; além de serem benéficas para a pele, cabelos, olhos, boca e fígado. As vitaminas do complexo B são encontradas no levedo de cerveja, fígado, grãos de cereais integrais, arroz, nozes, leite, ovos, carnes, peixe, frutas, hortaliças verdes e muitos outros alimentos. A Tabela abaixo apresenta algumas fontes alimentares de vitaminas do complexo B.

ALIMENTOS RICOS EM VITAMINAS B

VITAMINA FONTES

Tiamina (B 1 ) Cereal, pão, carne, arroz, levedura,milho, nozes.

Riboflavina (B 2 ) Grãos, leite, carne, ovos, queijo, ervilhas.

Niacina (B 3 ) Carne, leite, ovos, peixe, legumes,batatas.

Piridoxina (B 6 ) Carnes orgânicas, arroz integral, peixe,manteiga, soja.

Ácido fólico (B 9 ) Levedo, fígado, hortaliças verdes, grãosde cereais integrais.

Ácido pantotênico Carnes, legumes, grãos de cereaisintegrais.

Biotina Bife de fígado, gema de ovo, levedocerveja, cogumelos.^ de

B 12 Fígado, carne, ovos, aves domésticas,leite.

VITAMINA B 1 - TIAMINA

Como já mencionado, a tiamina foi a primeira vitamina a ter sua estrutura química determinada, razão pela qual é chamada de vitamina B 1. Em 1911, o químico polonês Casimir Funk identificou no farelo de arroz um fator “an- tiberibéri” capaz de corrigir a doença em animais e seres humanos. Como a substância era uma amina considerada essencial à vida, foi denominada de “ vital amin ”, que acabou sendo abreviada para “vitamina”, apesar de se descobrir, posteriormente, que a maioria das substâncias conhecidas como vitaminas não são aminas. Em 1926, sua forma cristalina foi isolada e, em 1936, a estrutura química da tiamina foi elucidada. Inicialmente, essa vitamina foi chamada de aneurina ou vitamina antineurítica. Seguiram-se inúmeros estudos nos quais a tiamina teve sua função metabólica definida como coenzima.

ADITIVOS & INGREDIENTES

VITAMINA B 2 -
RIBOFLAVINA

A riboflavina foi iso- lada do soro de leite em 1879, recebendo o nome de lactocromo. Posteriormen- te, a vitamina foi isolada em diferentes alimentos ou substâncias, sendo chamada de lactoflavina, ovoflavina, hepatoflavina, verdoflavina, uroflavina e vitamina G. Atualmente, é conhecida como vitamina B 2 , ou ribo- flavina, nome atribuído à cor amarela do grupo flavínico (do latim flavus , “amarelo”) e devido à presença de ribose em sua estrutura. A forma fosforilada da riboflavina foi identificada no extrato de levedura, em 1932. Sua estrutura química foi elucidada em 1933, e sua síntese foi feita em 1935. A es- trutura da forma fosforilada riboflavina-mononucleótido (FMN) foi identificada em 1937. No ano seguinte, pesqui- sadores isolaram e caracterizaram a riboflavina-adenina dinucleótido adenino da flavina (FAD) e demonstraram a sua participação como coenzima. A partir dessa época, seguiram-se inúmeros experi- mentos em animais de laboratórios, tanto para elucidar os efeitos da fortificação de alimentos com riboflavina como para verificar as manifestações clínicas da deficiência dessa vitamina. A determinação das necessidades nutricionais e a biodisponibilidade da riboflavina foi avaliada entre 1940 e 1960. O teste da atividade da glutationa redutase para avaliação dos níveis de riboflavina foi proposto em 1968, sendo utilizado desde então. A riboflavina é formada por um anel isoaloxazina com uma cadeia ribitol, denominada 7,8 dimetil-10-isoaloxazi- na. Na natureza, a riboflavina é encontrada na forma livre, como FMN e FAD. Em tecidos biológicos, é encontrada principalmente como FAD, em menor extensão como FMN e como grupos prostéticos de flavoproteínas responsáveis por processos de óxido-redução. As formas fisiologicamente ativas, FAD e FMN, têm papel vital no metabolismo como coenzimas para uma grande variedade de flavoproteínas respiratórias, algumas das quais contendo metais (como a xantina oxidase). A ribo- flavina atua como cofator redox no metabolismo gerador de energia, sendo essencial para a formação dos eritrócitos, a neoglicogênese e na regulação das enzimas tireoideanas. Com exceção de leite e ovos, que contém grandes quantidades de riboflavina livre, a maior parte da vitamina presente nos alimentos encontra-se sob a forma de FMN e FAD ligada a proteínas. A hidrólise feita pelo suco gástrico libera a riboflavina e a absorção ocorre principalmente no jejuno. O mecanismo é pouco conhecido, mas aparentemente a absorção depende

do número de transporta- dores no epitélio intestinal ou da variação da atividade desses transportadores, re- gulados pela disponibilidade corporal da vitamina. Embo- ra pouco absorvida, a ribofla- vina pode ser produzida pela flora bacteriana do intestino grosso. Grande parte da ribo- flavina absorvida é fosfori- lada na mucosa intestinal pela flavoquinase e entra na circulação sanguínea como riboflavina fosfato. No plasma sanguíneo, liga-se de forma inespecífica a proteínas, como albumina e algumas imunoglobulinas, além da ligação específica às proteínas transportadoras de riboflavina, especialmente durante a gestação. A concentração sanguínea total é de cerca de 0,03 uM, estando na forma de riboflavina livre (50%), FAD (40%) e em menor concentração como FMN (10%). O armazenamento corporal da riboflavina é restrito e ocorre principalmente no fígado, baço e músculo cardíaco. Os mecanismos homeostáticos não permitem grandes va- riações na concentração de riboflavina no cérebro. Quando as necessidades metabólicas são atingidas, ocorre aumento da excreção urinária da riboflavina e de seus metabólitos, até que a absorção intestinal seja saturada. A distribuição da riboflavina nos alimentos é ampla, mas a sua concentração é baixa. Entre os alimentos fonte pode-se destacar o leite e seus derivados, carne e vísceras (fígado e rins), vegetais folhosos verdes (couve, brócolis, repolho e agrião), ovos e ervilhas. Nos países em desenvolvimento, as principais fontes de riboflavina são os vegetais verdes; nos países desenvolvidos, os produtos lácteos. A riboflavina é moderadamente solúvel em soluções aquosas, termoestável e sensível à radiação ultravioleta. Assim, durante o cozimento dos alimentos, estima-se uma perda de cerca de 20% da sua concentração, podendo chegar a 50% se houver exposição solar durante o processo. Durante o processamento de grãos há perda considerável do teor de riboflavina dos alimentos. Pessoas com baixa ingestão de riboflavina constituem-se no grupo de risco para a deficiência, que são os idosos, as mulheres em uso crônico de contraceptivos orais, as crian- ças e os adolescentes de baixo nível socioeconômicos. Os quadros de deficiência podem ocorrem em pessoas com baixa ingestão, no alcoolismo, em pacientes com doenças que cursam com estresse orgânico grave (como nas queimaduras e no pós-operatório de grandes cirur- gias), além da má absorção intestinal. A deficiência de riboflavina tem sido também observada em pacientes com doenças crônicas debilitantes (infecção pelo HIV, tuberculose, endocardite bacteriana subaguda), diabetes,

ADITIVOS & INGREDIENTES

hipertiroidismo e cirrose hepática. Recém-nascidos sob fototerapia prolongada para tratamento de hiperbilirru- binemia podem apresentar evidências bioquímicas de deficiência de riboflavina, devido à fotólise dessa vitamina.

Mesmo em baixa concentração, a absorção do ácido nicotínico e da nicotinamida ocorre rapidamente em toda a extensão do intestino delgado. Os nucleotídeos da nicotinamida são hidrolisados e a nicotinamida liberada é absorvida por difusão facilitada. Circula no plasma na forma livre, onde é transportada para o fígado e convertida a NAD(H) e NADP(H), com a participação da vitamina B 6. A nicotinamida e o ácido nicotínico são abundantes na natureza. Há predominância de ácido nicotínico em vegetais, enquanto a nicotinamida predomina nos produtos animais. A alimentação é a principal fonte de niacina, sen- do encontrada na carne vermelha, leite e derivados, ovos, fígado, peixe, leveduras, cereais integrais e em vários vegetais (brócolis, tomate, cenoura, aspargo, abacate e batata-doce). A carne vermelha é uma das melhores fontes de equivalentes de niacina, por sua abundância na vitamina pré-formada e em triptofano. A contribuição dos vegetais e frutas depende da quantidade ingerida, visto que tais alimentos não são ricos em niacina. Embora, leite e ovos contenham pequenas concentrações de niacina pré- formada, seu conteúdo em triptofano provê quantidade suficiente para a síntese in vivo. A niacina dos alimentos é relativamente resistente ao processo de cozimento. O milho tem grande quantidade de niacina, embora essa vitamina tenha baixa biodisponibilidade no organismo. Por ser componente da função respiratória enzimática, a necessidade de niacina está vinculada ao gasto energético. A estimativa da necessidade de niacina para o organismo também leva em consideração a síntese dessa substância a partir do triptofano. A pelagra clássica é uma doença nutricional caracteri- zada pela deficiência grave de niacina e associada ou não ao déficit do aminoácido essencial triptofano. A doença pode ser primária (deficiência alimentar) ou secundária a uma enfermidade subjacente. Classicamente, tem sido descrita deficiência primária de niacina em populações com alimentação à base de milho. Além da baixa concentração de niacina no milho, existe elevada concentração de leucina no sorgo, que bloqueia a síntese do ácido nicotínico. O alcoolismo crônico é a principal causa de deficiência de niacina, como resultado de ingestão insuficiente, má absorção intestinal e aumento da excreção urinária.

VITAMINA B 2 - RIBOFLAVINA

Benefícios à saúde - Previne catarata, ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina.

Fontes - Pode ser encontrada em vegetais, grãos integrais, leite e carnes.

VITAMINA B 3 - NIACINA

VITAMINA B 3 - NIACINA

Benefícios à saúde - Reduz triglicérides e coleste- rol. Auxilia no funcionamento adequado do sistema nervoso e imunológico.

Fontes - Os alimentos ricos nesta vitamina são levedura, carnes magras de bovinos e de aves, fígado, leite, gema de ovos, cereais integrais, vegetais de folhas (brócolis, espinafre), aspargos, cenoura, bata- ta-doce, frutas secas, tomate, abacate.

A niacina é um termo genérico que engloba o ácido nicotínico e a nicotinamida, dois nucleotídeos piridínicos que atuam como precursores da coenzima nicotinamida-a- denina-dinucleotídeo (NAD, coenzima I) e de sua forma fos- forilada (NADP, coenzima II). Por participarem do ciclo do ácido cítrico, essas coenzimas são essenciais para as reações produtoras de energia celular. Há no mínimo 200 enzimas dependentes de NAD e NADP que atuam no metabolismo dos carboidratos, dos aminoácidos e dos lipídios, além de participarem na síntese de hormônios adrenocorticais a par- tir da acetil coenzima A (CoA), na deidrogenação do local etílico e na conversão de ácido láctico em ácido pirúvico. O NAD participa do reparo do DNA e na transcrição, e o NADH, forma reduzida de NAD, é substrato para a NADH desidrogenase da cadeia respiratória mitocondrial. A niacina pode ser sintetizada in vivo a partir do aminoá- cido essencial triptofano em quantidade correspondente a 60:1 (60mg de triptofano pode ser convertido em 1mg de niacina). Em média, 1g de proteína provê 10mg de tripto- fano ou 0,17mg de equivalente de niacina (NE). A síntese de niacina a partir do triptofano ocorre tanto pela flora intestinal quanto nos tecidos.

ADITIVOS & INGREDIENTES

nas etapas enzimáticas no metabolismo de aminoácidos sul- furados e hidroxilados. Assim, a vitamina B 6 está implicada na gliconeogênese, na conversão de triptofano em niacina, na síntese de diversos neurotransmissores, como histamina, dopamina, norepinefrina e ácido δ-aminobutírico (GABA) e na função imune síntese de interleucina-2 e proliferação de linfócitos). As transaminases dependentes de piridoxina são importantes também na ligação do oxigênio à hemoglobina, de forma que deficiências graves dessa vitamina resultam em anemia. A vitamina B 6 é uma das três vitaminas necessárias ao metabolismo da homocisteína (juntamente com o ácido fólico e a vitamina B 12 ), ocorrendo elevação dos níveis séricos desse aminoácido quando há menor disponibilidade de piridoxina. Por difusão passiva, as três formas de vitamina B 6 são rapidamente absorvidas pelo intestino delgado, especial- mente no jejuno. É sintetizada pelos microorganismos da flora intestinal, mas não há evidência de absorção efetiva por essa fonte. A concentração sanguínea é de cerca de 6 μg/dL, estando ligada à albumina plasmática ou à hemoglobina dos eritrócitos. No fígado, as formas não fosforiladas são conver- tidas naquelas metabolicamente ativas. O armazenamento da vitamina ocorre no tecido muscular, ligado ao glicogênio. A via urinária é a principal forma de excreção da piridoxina, especialmente como ácido-4-piridóxido, formado pela ação da aldeído-oxidase hepática em piridoxal livre. As três formas da vitamina estão amplamente presentes em alimentos de origem animal e vegetal, ligadas às proteí- nas. O piridoxina encontra-se especialmente nas plantas, enquanto o piridoxal e a piridoxamina são mais encontrados nos produtos de origem animal. Na fortificação dos alimen- tos, suplementos nutricionais e produtos farmacológicos, a forma mais utilizada é o hidrocloreto de piridoxina. Os principais alimentos ricos em vitamina B 6 são a leve- dura de cerveja, o fígado e outras vísceras, carne de galinha, cereais integrais, soja e castanhas. Leite, ovos e frutas são fontes com concentrações relativamente baixas. A piridoxina é sensível à oxidação, à radiação ultravioleta, ao aquecimen- to e ao cozimento. O congelamento de vegetais causa uma redução de até 35%, e a moagem de cereais reduz em 70% a 90% a biodisponibilidade da vitamina. As perdas decorrentes do cozimento e processamento de alimentos podem alcançar os 40% no teor da vitamina B 6 nos alimentos. Por ser utilizada no metabolismo dos aminoácidos, a ne- cessidade de vitamina B 6 do organismo depende da ingestão proteica, sendo estimada em cerca de 0,016mg de piridoxina por grama de proteína ingerida. Ocorre aumento da necessidade da vitamina B 6 com a ingestão excessiva de proteínas, com o exercício, diálise, gravidez e administração continuada de estrogênios. Os hormônios femininos estão implicados na inibição da ativida- de da piridoxina no metabolismo do triptofano. O consumo abusivo de álcool aumenta as necessidades da vitamina, pois o acetaldeído (metabólito ativo do etanol) favorece a degradação da piridoxina. Assim, os grupos de risco para a deficiência são os portadores de síndrome disabsortiva, alcoolistas, idosos com baixa ingestão alimentar e pessoas que fazem uso crônico de drogas com efeito antagonista à

VITAMINA B 7 - BIOTINA

Em 1901, pesquisadores documentaram um fator es- sencial para o crescimento de leveduras. A partir dessa época, foram desenvolvidos estudos com animais, até que, em 1927, observou-se que ratos alimentados com clara de ovo cru desenvolviam queda de pelos, lesões de pele e desordens neuromusculares. As formas cristalinas obtidas a partir da gema de ovo e do fígado foram comparadas e identificadas como sendo uma única substância. O papel da biotina como vitamina só foi reconhecido a partir de 1960. A estrutura da biotina é formada por dois anéis, sendo um com grupo ureído e o outro contendo cadeia lateral formada por átomo de enxofre e ácido valérico na cadeia lateral. Nos alimentos de origem animal ou vegetal e no organismo, a maior parte da biotina encontra-se ligada a enzimas, sendo que apenas uma pequena parte é encon- trada na forma livre. Quando ocorre proteólise da enzima, há liberação da biocitina, composto hidrossolúvel metabo- licamente ativo. A biotina age como um cofator essencial para acetil- CoA, propionil-CoA, beta-metilcrotonil-Coa e enzimas piru- vato carboxilase, importantes na síntese de ácidos graxos, no catabolismo de aminoácidos de cadeia ramificada e na via gliconeogênica. A biotina também tem papel na regu- lação da expressão gênica. A biocitina presente nos alimentos sofre processo de hidrólise pela biotidinase do suco pancreático e secreções da mucosa intestinal para gerar biotina livre. A absorção ocorre por difusão passiva lenta e por transporte ativo de- pendente de sódio nas porções mais proximais do intestino delgado (duodeno e jejuno) e também no cólon. Quando há redução no pool corporal da vitamina, ocorre mecanismo regulatório da absorção, pelo aumento do número de car- readores da mucosa que possuem alta afinidade estrutural à biotina. A biotina circula livre no sangue (80%) e por ligação reversível ou covalente a proteínas plasmáticas. Tem

VITAMINA B 6 - PIRIDOXINA

Benefícios à saúde - Reduz o risco de doenças cardíacas, ajuda na manutenção do sistema nervoso central e no sistema imunológico. Além disso, alivia enxaquecas e náuseas.

Fontes - Cereais integrais, semente de girassol, feijões (soja, amendoim, feijão), aves, peixes, frutas (banana, tomate, abacate) e vegetais (espinafre).

piridoxina. As drogas mais relacionadas com o antagonismo são a isoniazida, penicilamina, hidralazina, cicloserina e as tiazolidonas. Essas drogas formam complexos com a fração aldeído da vitamina, inibindo sua função.

ADITIVOS & INGREDIENTES

sido questionada a existência de um carreador plasmático específico para a biotina. Nos tecidos, a biotina é incorporada às enzimas carbo- xilases. No turnover normal das proteínas celulares, ocorre liberação de biocitina ou oligopeptídeos contendo complexo biotina-lisina. No organismo, a biotina pode ser resintetizada pela ação da biotinidase. A excreção da biotina livre ocorre nos rins, contra gradiente de concentração. A biotina não incorporada às carboxilases é oxidada e metabolizada, sendo excretada na urina. Há pequena excreção biliar e quantidades expressivas de biotina são encontradas nas fezes, derivada da síntese por bactérias colônicas. A captação tecidual da biotina é relativamente vagarosa e o sistema de transporte, saturável. Quando isso ocorre, a reabsorção é reduzida e há excreção renal de biotina. A biotina é largamente distribuída em alimentos, embora com baixa concentração. A maior fonte alimentar é o fígado bovino. Carnes, cereais, grãos, frutas e vegetais são fontes pobres nessa vitamina. A biotina pode ser sintetizada pela flora intestinal, mas não há informações sobre sua absorção. Os relatos da deficiência primária de biotina são escassos e ocorrem em populações que consomem grandes quantida- des de ovo cru. O quadro é atribuído à presença da avidina, uma glicoproteína presente na clara do ovo não cozida com alta afinidade pela biotina, tornando-a não biodisponível. Sinais similares de deficiência de biotina foram observa- dos em indivíduos com má absorção intestinal, em pacientes submetidos a nutrição parenteral por períodos prolongados, quando a oferta vitamínica por essa via é inadequada. A deficiência marginal de biotina pode acontecer durante a gestação, determinando manifestações cutâneas discretas. O feto pode sofrer consequências do aporte deficiente da vitamina, visto que a passagem da biotina pela placenta é precária mesmo em condições normais. Soma-se a isso o aumento das necessidades, especialmente das carboxilases dependentes de biotina envolvidas na proliferação celular. A atividade reduzida dessas enzimas poderia causar alte- rações lipídicas e provocar desenvolvimento fetal anormal. Indivíduos que usam alguns anticonvulsivantes por longos períodos podem estar predispostos à deficiência de biotina, pela inibição da absorção intestinal e o aumento do catabolismo tecidual dessa vitamina. O álcool inibe o transporte intestinal e os hormônios esteroides ace- leram o catabolismo da biotina nos tecidos.

VITAMINA B 9 - ÁCIDO FÓLICO

O termo ácido fólico se aplica a toda uma família de vitamínicos com atividade biológica equivalente. Outros termos, como folato e folacina, também são empregados indistintamente para designar estes compostos. Em alguns casos, também se utiliza o termo vitamina B 9. Em 1931, a hematologista britânica Lucy Wills descreveu um “ novo fator hematopoiético” em levedura, que teria a capacidade de curar a anemia microcítica tropical prevalente na maioria das mulheres da Índia. Posteriormente, esse mesmo fator foi encontrado no ex- trato de fígado, o qual curava a anemia nociva; a este novo e desconhecido composto foi denominado de “fator Wills”. Depois destas descobertas, houveram diferentes tentati- vas de identificar esta substância como uma nova vitamina, atribuindo-lhe diversos nomes, como vitamina M ou vitami- na Bc, relacionados com o animal utilizado para o estudo, macacos e galinhas. Em 1941, HK Mitchell durante um estudo dos fatores de crescimento do Lactobacillus casei y Streptococcuslactis , foi proposto pela primeira vez o termo “ácido fólico”. A palavra “fólico” deriva do latim folium , que significa folha. O ácido fólico foi isolado em 1943, pela equipe de pesquisadores de E.L. Robert Stokstad (Laboratórios Leder- le), sendo em seguida, determinada sua estrutura química e, em 1945, a síntese do ácido pteroilmonoglutámico. A identificação do ácido fólico como uma substância capaz de curar a anemia megaloblástica ocorreu em 1945. Desde então, a deficiência de folato é reconhecida como uma das deficiências de vitaminas com maior prelavência em todo o mundo. Atualmente, além da utilização terapêutica do ácido fóli- co para tratamento da anemia megaloblástica e da deficiên- cia subclínica desta vitamina, uma nova pesquisa estuda suas potenciais funções na prevenção de defeitos de nascimento, doenças cardiovasculares, câncer e, ainda, a manutenção da função cognitiva durante o processo de envelhecimento e inclusão na presença de sintomas relacionados a doenças neurodegenerativas. A absorção do ácido fólico em concentrações fisiológi- cas no homem é feita principalmente no primeiro terço do

VITAMINA B 7 - BIOTINA

Benefícios à saúde - Promove o crescimento ce- lular, auxilia na produção de ácidos graxos e redução de açúcar no sangue. A vitamina B 7 previne a calvície e também alivia dores musculares..

Fontes - Pode ser encontrada em carne de aves, fígado, rins, gema de ovo, couve-flor e ervilha.

ADITIVOS & INGREDIENTES

para depois ligar-se a outras proteínas, a proteína R e a haptocorrina, procedentes da saliva e do suco gástrico. As células parietais gástricas secretam uma glicoproteína indis- pensável à absorção da vitamina B 12 , que é o fator intrínseco. A cobalamina participa como cofator para duas enzimas: a metilmalonil-Coa redutase e a metionina sintetase. A pri- meira está envolvida no metabolismo dos aminoácidos, do colesterol, da timina e dos ácidos graxos. A segunda participa da remetilação da homocisteína a metionina, etapa em que há a ligação entre o metabolismo do folato e da cobalamina, regenerando o tetra-hidrofolato por meio de reação de des- metilação. As duas coenzimas ativas, desoxiadenosil-cobala- mina e metil-cobalamina, são necessárias para a conversão do metilmalonil-CoA a succinil-CoA, que é essencial para o metabolismo de lipídeos e carboidratos, assim como para a síntese de metionina. Dessa forma, também está envolvida na síntese de DNA e RNA, pois a síntese de metionina é es- sencial para o metabolismo de aminoácidos, para a síntese de purinas e pirimidinas, para várias reações de metilação e ainda para a retenção intracelular de ácido fólico. Os microorganismos são as últimas fontes naturais de vitamina B 12 existentes. A cobalamina, após ser produzida pelas bactérias, é incorporada aos tecidos animais pela inges-

VITAMINA B 12 - COBALAMINA

Benefícios à saúde - Age sobre os glóbulos ver- melhos, células nervosas, no equilíbrio hormonal e na beleza da pele.

Fontes - É abundante em fígado, rins, carnes, peixes, ovos, leite, queijo.

tão de alimentos contaminados ou pela ruminação. Ocorre síntese por microorganismos presentes no cólon, mas a vitamina não pode ser absorvida por meio dessa via. Os seres humanos, portanto, dependem da ingestão da vitamina pela dieta de origem animal, havendo por isso desenvolvimento de deficiência de cobalamina em vegetarianos restritos. As fontes usuais de cobalamina são peixes, mariscos, carnes, ovos (gema), leite e derivados. A fervura da carne pode levar a perdas de até 30% na água. Durante a secagem de alguns alimentos, a cobalamina pode ser convertida a formas análogas inativas.

ADITIVOS & INGREDIENTES

LAS VITAMINAS

DEL COMPLEJO B

L

as vitaminas son sustan- cias muy importantes para el desempeño de las funciones corporales. El complejo B está formado por varias vitaminas que coexisten en algunos alimentos y que se complementan al servicio de la salud. Las vitaminas que son parte del complejo son B 1 (Tia- mina), B 2 (Riboflavina), B 3 (Nia- cina), B 5 (Ácido Pantoténico), B 6 (Piridoxina), B 7 (Biotina), B 9 (Ácido Fólico) y vitamina B 12

(Cobalamina). La vitamina B 1 o tiamina, fue la pri- mera vitamina para tener su estructura química en particular, que es el motivo por el que se llama vitamina B 1. Ofrece varios beneficios para la salud, entre ellos: el mantenimiento del sistema nervioso y circulatorio en buen funcio- namiento. Previene el envejecimiento, mejora la función cerebral, combatir la depresión y la fatiga. Es abundante en los vegetales de hojas (lechuga romana, espinaca), berenjena, champiñones, granos enteros, frijoles, nueces, atún,

carne de res y aves. Personas con defi- ciencia de la vitamina B 1 presentan con pérdida del apetito, baja aceptación de la dieta y la pérdida de peso posterior, confusión mental y debilidad muscular. En los casos más severos puede dañar el corazón. La vitamina B 2 , o riboflavina, previe- ne las cataratas, ayuda en la reparación y el mantenimiento de la piel y en la producción de la hormona adrenalina. Se puede encontrar en los vegetales, granos integrales, leche y carne. La niacina o vitamina B 3 , es un