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cap2 parte1 06, Notas de aula de Mecatrônica

PMR 2560 Robótica. Aula 2 parte 1. Transformacoes de Coordenadas

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 08/10/2007

renato_freitas
renato_freitas 🇵🇹

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2-TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS:
PARÂMETROS DE REPRESENTAÇÃO
2.1 Cossenos Diretores e a Matriz de Rotação
Sejam dois sistemas cartesianos, um de referência, e outro fixo num corpo rígido,
definidos pelos sistemas ),,( kji
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Corpo rígido
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Figura 2.1. Relação entre 2 os sistemas “inercial” e fixo no corpo rígido.
Podemos expressar os versores do sistema fixo no corpo em função dos versores do sistema
inercial:
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Ou seja, na forma matricial, temos:
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Cada um desses vetores é uma das colunas da matriz de rotação, que transforma as
coordenadas medidas no sistema fixo no corpo, nas coordenadas do sistema de referência:
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pf4
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2-TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS:

PARÂMETROS DE REPRESENTAÇÃO

2.1 Cossenos Diretores e a Matriz de Rotação

Sejam dois sistemas cartesianos, um de referência, e outro fixo num corpo rígido, definidos pelos sistemas ( i , j , k )

r r r e ( n , t , b ) r r r , respectivamente, que são sistemas ortonormais positivos. Interessa-nos exprimir as coordenadas a relação entre os dois sistemas de coordenadas correspondentes (Fig. 2.1), ou seja, ( x , y , z )e ( xb , yb , zb ).

O

x

y

z

Corpo rígido

x

z y

O'

n

b

t

b

b b

Figura 2.1. Relação entre 2 os sistemas “inercial” e fixo no corpo rígido.

Podemos expressar os versores do sistema fixo no corpo em função dos versores do sistema inercial:

b b i b j b k

t t i t j t k

n n i n j n k

r r r r r r r

r r r r r r r

r r r r r r^ r

cos( , ) cos( , ) cos( , )

cos( , ) cos( , ) cos( , )

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x y z

x y z

x y z

Ou seja, na forma matricial, temos:

cos( , )

cos( , )

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cos( , )

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Cada um desses vetores é uma das colunas da matriz de rotação, que transforma as coordenadas medidas no sistema fixo no corpo, nas coordenadas do sistema de referência:

R [ n , t, b ]

r r r

Ou seja,

=

cos( , ) cos( , ) cos( , )

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cos( , ) cos( , ) cos( , )

z z z

y y y

x x x

R

n t b

n t b

n t b

r r^ r

r r r

r r^ r

Uma propriedade importante é a ortogonalidade da matriz de rotação:

R R

i.b j.b k.b

i.t j.t k.t

i.n j.n k.n

k.n k.t k.b

j.n j.t j.b

i.n i.t i.b

b b b

t t t

n n n

n t b

n t b

n t b

RR

T

T

rr rr r r

rr rr rr

rr rr rr

rr rr rr

rr rr rr

rr rr rr

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r r^ r

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cos( , ) cos(, ) cos(, )

cos( , ) cos(, ) cos( , )

x y z

x y z

x y z

z z z

y y y

x x x

Esse resultado nos mostra que, apesar de 9 parâmetros serem usados para relacionar os 2 sistemas de coordenadas, a ortogonalidade da matriz de rotação implica em 6 relações

necessárias entre os versores ( i , j , k )

r r r ou ( n , t , b )

r r r , correspondente aos produtos escalares

entre os mesmos. Isto sugere que somente 3 parâmetros independentes poderiam ser suficientes para definir a matriz de rotação, o que é uma das motivações para as outras representações de transformação entre sistemas de coordenadas apresentadas nas próximas seções.

Se é conhecida a velocidade angular do corpo rígido em relação ao sistema de referência, a variação da matriz de cossenos diretores com o tempo pode ser facilmente calculada. Para justificar tal afirmação, basta considerar a derivada de um vetor arbitrário, que, de antemão impomos que seja constante:

é constanteX' = 0RX + RX = 0

= ' & &^ &

' X

X RX

Por outro lado, um resultado conhecido da mecânica, o qual relaciona a derivada absoluta de um vetor com a sua variação num sistema móvel, implica em:

Z

Y

X

Figura 2.2. Sistema de Referência, fixo na terra (considerado inercial).

  1. Rotação em torno de “Z”: X, Y, Z ⇒x’, y’, z’ (= Z) y’ ψ Z Y

z' Z

y' Xsen Ycos

x' Xcos Ysen

=

=− +

= + ψ ψ

ψ ψ

X x’ Figura 2.3 Movimento de “Yaw”.

  1. Rotação em torno de y’: x’,y’, z’ ⇒ x”, y” (=y’), z”.

Φ

r & Ψ

r &

z’ θ

z” θ θ

θ θ

z" x'sen z' cos

y" y'

x" x'cos z'sen

= +

=

= −

x’ x” Figura 2.4. Movimento de “Pitch”.

  1. Rotação em torno de x”: x” , y”, z” ⇒x (= x”), y, z. y” y

φ φ φ

φ φ z y"sen z" cos

y y"cos z"sen

x x"

=− +

= +

=

z” Ψ cos θ

r &

z Θ

r & Figura 2.5. Movimento de “Roll”.

As relações entre os sistemas de coordenada sucessivos, expostas nas figuras 2, 3 e 4, na forma matricial ficam:

Z

Y

X

sen

sen

z

y

x

cos 0

cos 0

z

y

x

sen

sen

z

y

x

0 cos

cos 0

z

y

x

sen

sen z

y

x

0 cos

0 cos

Utilizando a composição de rotações, a matriz de rotação que relaciona o sistema original e o atual fica:

Z

Y

X R Z

Y

X R R R z

y

x x' x x' x" x" x 0 0

em termos dos ângulos de Euler, a matriz final de rotação, que é obtida pela multiplicação das anteriores. Ou seja, relação entre as coordenadas do sistema original (fixo) e o sistema de coordenadas solidário ao corpo rígido (móvel) resulta do produto entre as matrizes na ordem correspondente à seqüência de rotações definidas acima:

Z

Y

X

(sen sen cos sen cos ) ( senψ sencosφ sen cos ) cos cos

(cos sen sen sen cos ) (cos cos sen sen sen ) cos sen

cos cos sen cos sen

z

y

x

Note que esta, sendo a matriz de rotação, possui a propriedade de ortogonalidade demonstrada anteriormente, o que facilita o cálculo de sua inversa. Uma vez conhecida a matriz de rotação num instante qualquer, sua evolução no tempo pode ser determinada conhecendo-se a velocidade angular do referencial móvel.

As derivadas dos ângulos de Euler são representadas nos diagramas anteriores , através dos

vetores ΨΘ

r &

r & (^) , e Φ

r & (^). Podemos determinar estes vetores a cada instante, a partir dos valores da

velocidade de arrastamento do referencial móvel expressa nos eixos deste mesmo referencial. Ou seja, suponha conhecidos (através de sensores inerciais, por exemplo) os