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definição da eletroforese
Tipologia: Notas de estudo
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Acadêmicas: Ana Carolina da Silva Ana Cristina Roginski Estela Carla Tyburski Tatiane Bertella
As proteínas são macromoléculas compostas por aminoácidos, com ligações covalentes entre si, podem ser polares ou apolares, de acordo com o pH, devido à distribuição elétrica resultante das ligações covalentes ou iônicas de seus grupos estruturais.
A eletroforese é uma técnica de separação de proteínas utilizando-se de forças eletroforéticas e eletroendosmóticas presentes no sistema. As frações separadas são visibilizadas a partir de corante sensível a proteínas. Os resultados devem ser sempre expressos sob forma percentual e de concentração das diversas frações e em forma gráfica.
A amostra de soro humano, rica em proteínas, é aplicada sobre um meio composto de acetato de celulose ou gel de agarose e, em seguida, sofre a ação de um potencial elétrico gerado por um pólo positivo (anodo) e outro negativo (catodo). Esse potencial provoca a migração das proteínas em direção ao anodo e, de acordo com o peso molecular e carga elétrica deste, elas percorrem distâncias distintas, gerando diferentes bandas, representadas por albumina e as globulinas alfa, beta e gama.
Em seguida, é realizada a revelação das frações protéicas corando-se as bandas, o que gera o aspecto visto na figura ao lado.
Este método de solução livre era bastante limitado devido a essas soluções estarem sujeitas a uma série de influências físicas do ambiente que lhes causam perturbações, tais como ondas mecânicas e até mesmo movimentos de convecção do líquido pelo aquecimento da solução causado pela aplicação da diferença de potencial. Estas perturbações fazem com que a eletroforese, nessas condições, seja um processo muito pouco reprodutível, com as cargas de mesma natureza não migrando juntas, mas sim, dispersas.
Para contornar esses problemas, desenvolveram-se sistemas em que tais perturbações à eletroforese são minimizadas. Esses sistemas utilizam matrizes rígidas - conhecidas como suportes - com as quais a solução interage e que diminuem as perturbações mecânicas e os movimentos de convecção no líquido.
Dependendo do suporte que utilizamos para a eletroforese e da natureza das macromoléculas, podemos separá-las mais com base na carga ou mais com base em seu tamanho. (^) Os suportes em gel apresentam grande capacidade de separar as moléculas com base no tamanho molar (sendo praticamente o único tipo de suporte para eletroforese utilizado para a separação de fragmentos de ácidos nucléicos).
(^) A eletroforese em suporte de papel é muito eficiente no que diz respeito a separação de partículas com grande diferenças de cargas, como por exemplo a separação de proteínas que, devido à variada composição de seus aminoácidos, apresentam grandes diferenças na carga total.
ELETROFORESE EM GEL É uma técnica de separação de moléculas onde as partículas que são carregadas negativamente por um composto denominado SDS (detergente dodecil sulfato de sódio), com exceção do DNA que já possui um caráter de cátion, migram em um determinado gel durante a aplicação de uma diferença de potencial em direção a um eletrodo positivo, sendo que este é criado por uma corrente elétrica, e posteriormente são aplicadas sobre o gel.
Para a separação das moléculas nesta técnica, temos que levar em consideração o tamanho da molécula, sendo que as de menor massa migram mais rapidamente do que as de maior, pois possuem mais agilidade de mobilidade. Em alguns casos o formato da molécula também influencia, pois dependendo do formato as mesmas terão mais facilidade de migrar pelo gel. É importante ressaltar que a eletroforese é utilizada normalmente para a separação de proteínas e moléculas de DNA e RNA.
A eletroforese é definida como o transporte, em solução eletrolítica, de compostos carregados eletricamente sob a influência de um campo elétrico, no qual a separação entre dois solutos ocorre de acordo com diferenças entre suas mobilidades eletroforéticas.
Esta técnica que foi introduzida em 1981, por Jorgenson e Lukacs e tem sido aceita cada vez mais, como um importante método analítico. Em sua forma mais simples a eletroforese capilar é uma aproximação da técnica original, descrita por Tiselius para o estudo de proteínas em soro, porém emprega- se um tubo capilar, preenchido com um eletrólito, tendo como principal vantagem o uso de capilares com diâmetros internos extremamente pequenos (na faixa de 15-100 μm) permite uma melhor dissipação m) permite uma melhor dissipação do calor e, assim, é possível obter uma alta eficiência de separação com tempo reduzido de análise.