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Pêndulo simples, Trabalhos de Física Experimental

O presente relatório aborda o conteúdo de pêndulo simples, e explora conceitos do MHS.

Tipologia: Trabalhos

2021

Compartilhado em 28/04/2021

marcos-costa-jcz
marcos-costa-jcz 🇧🇷

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
FÍSICA EXPERIMENTAL 2 5268/01.
AUTOR: Marcos Costa (RA:117569).
APLICAÇÃO DO MHS:
PÊNDULO SIMPLES
Maringá, 06 de abril de 2021
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

FÍSICA EXPERIMENTAL 2 – 5268 /0 1.

AUTOR: Marcos Costa (RA:117569).

APLICAÇÃO DO MHS:

PÊNDULO SIMPLES

Maringá, 06 de abril de 202 1

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

FÍSICA EXPERIMENTAL 2 – 5268 /0 1.

AUTOR: Marcos Costa (RA:117569).

APLICAÇÃO DO MHS:

PÊNDULO SIMOLES

Maringá, 06 de abril de 202 1

Sumário

    1. Introdução
    1. Objetivos
    1. Fundamentação teórica .......................................................................................
    1. Desenvolvimento experimental
    • 4.1. Materiais utilizados
    • 4.2. Montagem..............................................................................................
    • 4.3. Dados obtidos experimentalmente.........................................................
    • 4.4. Interpretação dos resultados
    • 4.5. Análise de resultados
  • 5.Considerações finais
  • Referências

1. Introdução

Neste presente relatório será abordado o estudo do pêndulo simples. Que consiste

em um sistema composto por um fio inextensível, preso a um suporte, cuja extremidade

contém um corpo de dimensões desprezíveis, que pode movimentar-se livremente.

Quando o instrumento está parado, ele permanece em uma posição fixa. Deslocar a

massa presa na ponta do fio para determinada posição faz com que haja uma oscilação

em torno do ponto de equilíbrio. O movimento pendular ocorre com a mesma velocidade

e aceleração à medida que o corpo passa pelas posições na trajetória que realiza. Em

alguns experimentos o pêndulo simples é utilizado para determinar a aceleração da

gravidade, como no presente caso.

Galileu Galilei foi o primeiro a observar a periodicidade dos movimentos pendulares

e propôs a teoria das oscilações do pêndulo. Além do pêndulo simples existem outros

tipos de pêndulos, como o pêndulo de Kater, que também mede a gravidade, e o pêndulo

de Foucault, utilizado no estudo do movimento de rotação da Terra.[1]

O pêndulo realiza o MHS (movimento harmônico simples), os cálculos para maior

conhecimento do movimento envolvem a força restauradora e período de oscilação.

Através do período, podemos conhecer o menor intervalo de tempo para que ocorra o

movimento. A força restauradora é a responsável pelo retorno do pêndulo em sua posição

de equilíbrio, isto ocorre porque a força da gravidade o direciona para o ponto de menor

energia potencial gravitacional, pela posição que o corpo é direcionado, entende-se que a

força restauradora é uma componente horizontal da força peso.

Após a execução do experimento e aferição dos dados, para análise aplicaremos a

teoria de erros e a equação de desvio percentual, para obtermos um parâmetro da

excelência do experimento.

2. Objetivos

  • Verificar a dependência da massa e do ângulo de liberação da massa no período.
  • Obter experimentalmente a equação geral para o período de oscilação de um

pêndulo simples para pequenas amplitudes.

  • Determinar a aceleração da gravidade local.

3. Fundamentação teórica

Um pêndulo simples define-se em uma massa suspensa (m) por um fio inextensível,

de comprimento L e massa desprezível em relação ao valor de m. Quando deslocamos a

massa para uma posição θ (ângulo que o fio forma com a vertical) e liberamos (velocidade

inicial nula), o pêndulo começa sua oscilação. O espaço percorrido pela massa suspensa

é denominado arco. O período de oscilação que será chamado de T é o tempo necessário

para a massa passar por duas vezes consecutivas pelo mesmo ponto, movendo-se na

Direção Radial: 𝑃 𝑦

= 𝑚𝑔 cos 𝜃 (Equação 3.2)

Substituindo a equação 3.1 na equação 2, ficamos com: −𝑚𝑔𝑠𝑒𝑛𝜃 = 𝑚𝑎 𝑥

. Assim a

aceleração pode ser obtida em termos da velocidade da seguinte maneira: 𝑎

𝑥

𝑡

𝑑|𝑣⃗ |

𝑑𝑡

Sendo 𝑣 = 𝜔𝑅, onde 𝑅 = 𝐿 (comprimento do fio), assim obtemos: 𝑎 𝑥

𝑡

𝑑𝜔

𝑑𝑡

𝑑

2

𝜃

𝑑𝑡

2

e

ficamos com a seguinte expressão 𝑚𝐿

𝑑

2

𝜃

𝑑𝑡

2

= −𝑚𝑔𝑠𝑒𝑛𝜃, ou:

𝑑

2

𝜃

𝑑𝑡

2

𝑔

𝐿

𝑠𝑒𝑛𝜃 = 0 (equação 4)

Utilizando os conceitos de Torque e momento de inércia. Temos que o torque é definido

como: 𝜏 = 𝑟 𝑥 𝐹 , seu módulo é dado por:

𝜏 = 𝑟𝐹𝑠𝑒𝑛𝜃 (Equação 5)

Onde: 𝑟 = 𝐿 e 𝐹 = −𝑃 (força restauradora), e θ o ângulo entre L e P. Lembrando ainda

que a segunda lei de Newton para o movimento em rotação é dada por 𝜏 = 𝐼𝛼.

Substituindo todos esses dados na equação 5, teremos: 𝐼𝛼 = −𝐿𝑚𝑔𝑠𝑒𝑛𝜃. Como 𝛼 =

𝑑

2

𝜃

𝑑𝑡

2

e sen 𝜃 ≅ 𝜃, para ângulos pequenos, então:

𝑑

2

𝜃

𝑑𝑡

2

𝑑

2

𝜃

𝑑𝑡

2

𝐿𝑚𝑔𝜃

𝐼

= 0 (Equação 6)

Que possui com solução: 𝜃(𝑡) = 𝜃

𝑚á𝑥

cos(𝜔𝑡 + 𝜙). Substituindo θ(t) e sua segunda

derivada (

𝑑

2

𝜃

𝑑𝑡

2

𝑚á𝑥

2

cos(𝜔𝑡 + 𝜙)) na equação diferencial (Equação 6), obtém-se que:

2

Lmg

I

. Como 𝜔 =

2 𝜋

T

, o período de oscilação do pêndulo será, T = 2 𝜋 √

I

Lmg

. Como o

momento de Inércia de um pêndulo simples é dado por I = mL

2

. Temos uma expressão

para o período de oscilação do pêndulo simples (para pequenos ângulos), dada por:

L

𝑔

(Equação 7)

[2]

4 - Desenvolvimento experimental

Na presente seção será apresentado os materiais utilizados e a montagem do

experimento experimento, e além disso, haverá a confecção de tabelas com os dados

aferidos no presente experimento e a interpretação e análise dos mesmos.

4 .1 – Materiais utilizados

  • Linha de costura
  • Cadeado (15g)
  • Fita isolante.
  • Tampa de garrafa pet
  • Grampo
  • Trena
  • Transferidor
  • Canaleta do Guarda-roupas
  • Régua
  • Balança digital
  • Cronômetro
  • Tesoura

4.2 Montagem experimental

Na Figura 4.1, apresenta-se a montagem experimental para a análise de uma

massa que se movimentará a uma amplitude 0° ≤ 𝜃 ≤ 1 5°, e um fio inextensível, que terá

comprimentos variando entre 20cm e 100cm, com 5 repetições para o tempo de 10

oscilações, para cada comprimento do fio. Voltando para o foco da montagem, foi feito

um furo no centro de uma tampa de garrafa PET, e amarrado o fio em um grampo em

uma das extremidades do fio para manter o comprimento do constante e a massa segura.

Após a massa também fixada ao fio, na outra extremidade, encaixamos a tampa

na canaleta do guarda-roupas, para assim garantir a falta de forças dissipativas, e assim,

garantir maior precisão na montagem do pêndulo simples.

Na Figura 4.2 fica exposto uma visão lateral da montagem apresentada na Figura

4.1, e podemos notar a importância do uso da fita para manter todos encaixei bem fixados

para que não haja deslizamento do fio, e consequentemente a atuação de outras forças

além das que queremos estudar no momento.

(2) Suporte pendular, (3) Massa pendular. Figura elaborada por Marcos R. M. Costa, o

autor.

4.3 Dados obtidos experimentalmente

A seguir serão apresentados em formato de tabela os resultados obtidos

experimentalmente, junto as respectivas variações de comprimento de fio para a massa

suspensa. O comprimento do fio foi variado e massa do sistema se manteve constante.

Conforme a variação do valor do comprimento do fio ocorre uma variação no período de

oscilação, que é a amplitude varrida pela massa. Sendo t 1

o tempo captado pelo

realizador do experimento quando o móvel termina seu trajeto e registrado pelo

cronômetro, este é repetido por mais 4 vezes (t 2

, t 3

, t 4

, t 5

) para cada comprimento de fio

diferente.

Tabela 1- Dados experimentais dotempos (t 1 ,

t 2

, t 3

, t 4

, t 5

) em segundos, para cada

comprimento (L) em cm, ângulo de liberação (θ) em graus e massa pendular (m) em g.

4.4 Interpretação dos resultados

A força que provoca o movimento é a força peso. Essa força é proporcional à

massa que é solta em tal amplitude, e devido a existência da força restauradora, existe

um período de oscilação. Assim com as medidas

Tabela 2- A tabela apresenta o tempo médio(t m

) de 10 oscilações, em seus respectivos

comprimentos, além disso também contempla o período de oscilação (T m

), os dois em

segundos e com a aplicação dos respectivos desvios padrão.

Comprimento (L ± 0,05) cm t m

(s) T m

(s)

20 ± 0,05 cm 9,71 ± 0,0 8 0, 97 ± 0,0 8

40 ± 0,05 cm 12,91 ± 0,0 6 1 , 29 ± 0,0 6

60 ± 0,05 cm 15,85 ± 0,0 7 1 , 59 ± 0,0 7

80 ± 0,05 cm 18,20 ± 0, 11 1 , 82 ± 0, 11

100 ± 0,05 cm 20,91 ± 0,0 4 2 , 09 ± 0,0 4

Comprimento (L ± 0,05)cm (t 1

± 0,01)s (t 2

± 0,01)s (t 3

± 0,01)s (t 4

± 0,01)s (t 5

± 0,01)s

20 ± 0,05 cm 9,82 ± 0,01 9,76 ± 0,01 9,64 ± 0,01 9,63 ± 0,01 9,72 ± 0,

40 ± 0,05 cm 12,95 ± 0,01 12,89 ± 0,01 12,91 ± 0,01 12,98 ± 0,01 12,82 ± 0,

60 ± 0,05 cm 15,74 ± 0,01 15,92 ± 0,01 15,90 ± 0,01 15,87 ± 0,01 15,82 ± 0,

80 ± 0,05 cm 18,08 ± 0,01 18,36 ± 0,01 18,26 ± 0,01 18,17± 0,01 18,11 ± 0,

100 ± 0,05 cm 20,84 ± 0,01 20,91 ± 0,01 20,96 ± 0,01 20,91 ± 0,01 20,93 ± 0,

m = 15 ± 0,01g 𝜃 = 15°

Tabela 3 - A tabela apresenta o período de oscilação (T m

), os dois em segundos e com a

aplicação dos respectivos desvios padrão.

Comprimento (L ± 0,05) cm T m

(s)

20 ± 0,05 cm 0, 97 ± 0,0 8

40 ± 0,05 cm 1 , 29 ± 0,0 6

60 ± 0,05 cm 1 , 59 ± 0,0 7

80 ± 0,05 cm 1 , 82 ± 0, 11

100 ± 0,05 cm 2 , 09 ± 0,0 4

Podemos notar a relação entre os dados do comprimento e do período médio

denotado agora por T:

L 𝛼 T

n

Ainda, podemos chegar em uma expressão, ao substituirmos o sinal de

proporcionalidade, por uma constante c:

L = cT

n

(Equação 8)

Para obtermos uma relação entre o comprimento e o período de oscilação no MHS,

precisamos obter o valor de n e c. Para isso, vamos confeccionar um gráfico de L,

que diz a respeito do raio da curvatura em centímetros versus o período T em

segundos, apresentado no Gráfico 1.

Gráfico 2 – Gráfico T

2

× L, ou melhor dizendo, linearizado. Traçado a reta média.

Com o gráfico linearizado podemos descobrir o valor do coeficiente angular,

que consequentemente vem a ser o valor de c. Assim temos:

c =

∴ L = 25 , 48 T

2

(Equação 9)

Logo, podemos fazer uma análise adimensional na expressão obtida:

L = cT

2

c =

L

T

2

Está grandeza está relacionada à aceleração gravitacional:

c 𝛼 g

c = c

1

g (Equação 10)

Onde c 1

é uma constante de proporcionalidade adimensional.

Ao substituirmos a equação 10 na equação 8:

L = c

1

gT

2

(Equação 11)

Para obtermos a constante adimensional utiliza-se a equação 10:

c

1

c

g

Substituindo na equação 11:

L = 0 , 026 gT

2

T

2

L

g

T = 6 , 20 √

L

g

4.5 – Análise dos resultados

Fazendo uma breve análise da constante obtida, pode observar que a única

grandeza física que se manteve constante ao decorrer do experimento, não possuí

dimensão, e está relacionado com o arco da curva S, e com o período de oscilação

T. Logo, sabemos que 1 período é o tempo de oscilação que a massa pendular leva

para passar duas vezes pelo ponto de onde foi suspensa, e isso é o mesmo que

completar uma volta em uma circunferência, ou seja 2𝜋.

E finalmente, já conhecendo a constante adimensional utilizaremos a

equação 12 para calcular o desvio percentual da medida teórico em relação a

medida experimental:

D

%

valor teórico - valor experimental

valor teórico

| 100 (Equação 12 )

%

6 , 28 − 6 , 20

6 , 28

Assim obtivemos de forma geral a equação do período para o MHS, e podemos

escrev-la da seguinte maneira:

T = 2 𝜋

L

g

(Equação 13)

5. Considerações finais

Concluímos então, que a relação experimental entre o comprimento do fio (L) e o

período de oscilação é dado por: L = 25 , 48 T

2

, e que a equação do período para o MHS

é dada pela equação 13.

E além disso, o inverso da constante de proporcionalidade equivale ao fator de 2 𝜋,

e está relacionada ao tempo de 1 período, que seria o mesmo que dar uma volta completa

em uma circunferência.

Ao diagnosticar o resultado obtido, podemos notar que o período de oscilação não

depende da massa pendular e nem do ângulo de liberação desde que ele permita valer a

aproximação senθ ≅ 𝜃. Além disso, não deve haver presença de forças dissipativas, ou

melhor dizendo, as condições deverão ser tais que essas forças sejam desprezíveis, e