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Algebra linear
Tipologia: Notas de estudo
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Caros leitores, gostaria de enfatizar que este texto n˜ao tem a inten¸c˜ao de substituir
outros textos de
Algebra Linear, ao contrario, visto que este trabalho vem a contribuir e
complementar alguns textos j´a existentes.
Na verdade o desenvolvimento de este texto, ´e o fruto do trabalho desenvolvido junto
as turmas de Engenharia da Universidade Cat´olica de Goi´as, na disciplina de
Algebra
Linear, onde foi detectada a necessidade de ter um texto n˜ao muito extenso mas que
desse um bom suporte para esta disciplina de quatro cr´editos, por isto ´e que o nosso
enfoque ´e meramente introdut´orio, deixando alguns conte´udos de lado, como conceitos
de espa¸cos com produto interno e determinantes entre outros, tamb´em procuramos de
n˜ao colocar listas de exerc´ıcios muito extensas, mas n˜ao sem deixar de abranger todo o
conete´udo, procurando sempre introduzir novos conceitos, com a inten¸c˜ao de desenvolver
um racioc´ınio l´ogico abstrato.
Uma das grandes dificultadades observadas no decorrer do tempo ministrando esta
disciplina, ´e o desconhecimento de algumas estruturas alg´ebricas por parte dos alunos, e
como elas aparecem, como por exemplo a constru¸c˜ao dos Corpos Num´ericos, em particu-
lar os Reais e Complexos. Existem muitas constru¸c˜oes destas estruturas alg´ebricas, mas
usamos a teoria de Conjuntos e rela¸c˜oes de equivalˆencia para fazer isto. Estas id´eias s˜ao
dadas no nosso primeiro cap´ıtulo, que pode ser omitido dependendo do grau de familiari-
dade que o nosso leitor pode ter com os conceitos b´asicos de estruturas alg´ebricas.
J´a no segundo Cap´ıtulo, trabalhamos o conceito de matriz e exploramos suas pro-
priedades operat´orias, com a finalidade de caracterizar a invers˜ao de matrizes. Como uma
aplica¸c˜ao, vemos no cap´ıtulo trˆes, como trabalhar a invers˜ao de matrizes via opera¸c˜oes
elementares.
Agora, no Cap´ıtulo quatro trabalhamos o conceito de Espa¸co Vetorial e enfocamos
o nosso trabalho para Espa¸cos Vetoriais de dimens˜ao finita, tentando mostrar alguns
exemplos conhecidos pelo aluno a partir dos cursos de Calculo e claro em particular o
Espa¸co Vetorial formado pelas matrizes, estudado no Cap´ıtulo dois. Em particular s˜ao
explorados os conceitos de base e dimens˜ao e a rela¸c˜ao entre estes conceitos.
No cap´ıtulo cinco, fazendo uma analogia com fun¸c˜oes dos cursos de C´alculo e intro-
ducimos o conceito de Transforma¸c˜ao Linear entre Espa¸cos Vetoriais. Um dos objetivos
fundamentais deste Cap´ıtulo ´e dado pelo fato de que, se consideramos transforma¸c˜oes
Lineares entre Espa¸cos Vetoriais de dimens˜ao finita, ent˜ao existe uma correspˆondencia bi-
univoca com matrizes, isto ´e, Matrizes e transforma¸c˜oes Lineares entre espa¸cos Vetoriais
de dimens˜ao finita ”s˜ao a mesma coisa”. Desta forma todo o trabalho feito com matrizes
nos Cap´ıtulos dois e trˆes pode ser transportado para Transforma¸c˜oes Lineares. Como,
no cap´ıtulo dois estabelecemos uma parti¸c˜ao no conjunto das Matrizes, via a rela¸c˜ao de
semelhan¸ca, esta rela¸c˜ao ´e melhorada neste Cap´ıtulo via o C´alculo de autovalores e de
diagonaliza¸c˜ao de matrizes. Para fechar este Cap´ıtulo e trabalho damos uma pequena
aplica¸c˜ao de Diagonaliza¸c˜ao de matrizes no reconhecimento de Cˆonicas t˜ao conhecidas e
estudadas no curso de Geometria Anal´ıtica.
Gostaria de deixar registrado o meu agradecimento aos v´arios alunos dos nossos cursos
de Engenharia que leram vers˜oes preliminares deste texto e me apontaram as falhas, para
desta forma contribuir com a melhoria deste.
Cr´ıticas, sugest˜oes e informa¸c˜oes sobre eventuais erros ou enganos, ser˜ao muito bem
recebidas.
Cristian Patricio Novoa Bustos
Exemplo 1.1.1 Representemos geometricamente as seguintes situa¸c˜oes:
o Norte, como na figura (a) abaixo.
)
o
10 N
S Fig.^ (a)
15 N
30
o
⌢
S Fig.^ (b)
o Este, como na figura acima.
Chamaremos de escalar a magnitud que ´e determinada pelo seu valor num´erico, que
´e a quantidade com rela¸c˜ao a uma unidade de medida do mesmo tipo. Como exemplos de
magnitudes escalares podemos citar, comprimento, massa, tempo, temperatura, trabalho
etc., e qualquer n´umero Racional Q, Real R, ou Complexo C. De agora em diante,
denotaremos por K o conjunto dos escalares.
´ Algebra Vetorial
Em esta se¸c˜ao mostraremos a estrutura algebrica que possui o conjunto de vetores, definido
na se¸c˜ao anterior, definindo uma opera¸c˜ao interna, que chamaremos de soma, e uma
opera¸c˜ao externa que chamaremos de produto por escalar, tentando extender as opera¸c˜oes
realizadas para o conjunto dos escalares K.
Defini¸c˜ao 1.2.1 Sejam
u e
v dois vetores. Diremos que os vetores
u e
v s˜ao equipo-
lentes se eles tem o mesmo modulo, a mesma dire¸c˜ao e sentido.
Geometricamente temos:
−→ u
−→ v
Se dois vetores
u e
v s˜ao equipolentes com a mesma origem, ent˜ao diremos que os
vetores
u e
v s˜ao iguais, que denotaremos por
u =
v.
Defini¸c˜ao 1.2.2 Seja
u um vetor. Chamaremos de vetor oposto ao vetor
u , que deno-
taremos por −
u , ao vetor que tem o mesmo modulo e dire¸c˜ao mas sentido oposto.
Geometricamente temos a seguinte figura:
−→ u
−
−→ u
Agora estamos em condi¸c˜oes de definir formalmente uma lei de epera¸c˜ao interna entre
vetores, de seguinte forma.
Defini¸c˜ao 1.2.3 Sejam
u e
v dois vetores. Chamaremos de soma dos vetores
u e
−→ v , ao vetor
w que se obtem trasladando a origem do vetor
v ao extremo do vetor
−→ u e juntando a origem do vetor
u com o extremo do vetor
v , que denotaremos por
−→ w =
u +
v.
Veja que trasladando os dois vetores
u e
v a um origem comum, o vetor soma se
corresponde a diagonal do paralelograma com origem o origem comum (veja a figura
abaixo).
−→ u
−→ v
−→ v
−→ u
−→ u +
−→ v
A soma de
u +
v +
w , primeiro faz a soma de dois vetores, e o vetor resultante soma
com o terceiro vetor, desta forma podemos extender para qualquer soma finita de vetores
−→ u 1 + ... +
un.
Exemplo 1.2.1 Vamos usar a soma de vetores e as suas propriedades para provar um
resultado conhecido de geometria plana. Seja um triˆagulo ABC e sejam M e N os pontos
m´edios dos segementos AC e BC, respectivamente. Vamos provar que o segmento MN ´e
paralelo ao segmento AB e tem comprimento igual a metade do comprimento do segmento
AB. Ent˜ao devemos provar que ..!
u =
u α
u ) = (αβ)
u
u = α
u + β
u
u +
v ) = α
u + α
v
Um dos objetivos deste livro ´e estudar, entender e familiarizarnos um pouco
mais com os conjuntos que admitem as propriedades da proposi¸c˜ao anterior,
como veremos nos capitulos 4 e 5.
Defini¸c˜ao 1.2.6 Seja
v um vetor. Diremos que o vetor
v ´e unit´ario se o seu m´odulo
v | ´e uma unidade escalar.
Veja que se |
v |6= 0, ent¸cao o vetor
−→ v
|
−→ v |
´e um vetor unit´ario no mesmo sentido e dire¸c˜ao
que o vetor
v. Um sistema muito importante e conhecido, ´e o sistema dado pelos vetores
unit´arios associados aos eixos coordenados do sistema cartesiano do espa¸co, por exemplo,
cujos eixos s˜ao geralmente identificados com X, Y e Z, com sentidos positivos destes eixos,
e s˜ao denotados por
i ,
j e
k respectivamente, como mostra a figura abaixo.
−→ k
−→ i
−→ j
Y
X Fig. (a)
Todo vetor
v pode ser representado elo produto de um vetor unit´ario
u na dire¸c˜ao e
sentido do vetor
v , isto ´e,
v =
−→ v
|
−→ v |
v |. Todo vetor do espa¸co R
3 pode ser representado
com a sua origem a origem do espa¸co R
3
. Sejam (x, y, z) as coordenadas cartesianas do
ponto extremo do vetor
v cuja origem ´e 0. Os vetores x
i , y
j , z
k s˜ao conhecidas como
as componentes retangulares do vetor
v nas dire¸c˜oes x, y, z respectivamente. Veja que a
soma dos trˆes vetores, x
i + y
j + z
k ´e novamente o vetor original
v istoe ´e,
v = x
i + y
j + z
k
onde o m´odulo ´e dado por:
v | =
x
2
2
2
Se a cada ponto (x, y, z) de uma determinada regi˜ao R do espa¸co R
3 associamos
um escalar dado pela fun¸c˜ao f (x, y, z), temos definido o que se conhece como campo
escalar, onde a fun¸c˜ao f (x, y, z) tambem ´e conhecida como fun¸c˜ao escalar de posi¸c˜ao.
Vejamos os seguintes exemplos.
Exemplo 1.2.2 1. Para cada posi¸c˜ao de um carro, hoje em dia usamos o famoso GPS
para fazer isto, podemos associar a temperatura do motor mun determinado instante.
Ent˜ao esta fun¸c˜ao de associar a temperatura pode ser vista como um campo escalar.
2
2
2 determina um campo escalar.
Um outro campo muito conhecido ´e o campo vetorial, onde em cada ponto (x, y, z)
de uma determinada regi˜ao R do espa¸co R
3 associamos um vetor dado pela fun¸c˜ao
−→
f (x, y, z) =
v , esta fun¸c˜ao tambem ´e conhecida como fun¸c˜ao vetorial ou de posi¸c˜ao
vetorial.
Exemplo 1.2.3 1. Para cada carro, determinamos a sua posi¸c˜ao, hoje em dia usamos
o famoso GPS para fazer isto, que ´e vetorial, e podemos associar a sua velocidade
mun determinado instante, que tambem ´e vetorial. Ent˜ao esta fun¸c˜ao de associar a
velocidade a cada carro pode ser vista como um campo vetorial.
f (x, y, z) = x
2 y
i + y
2 z
2
j + xz
k determina um campo vetorial.
(a)P eso (c)Densidade (e)Energia (g)velocidade
(b)Calor (d)Impetu (f )P otencia (h)distˆancia
Represente geometricamente o deslocamento e calcule o vetor resultante.
u = 10m na dire¸c˜ao Nordeste
v = 20m , na dire¸c˜ao Este
w = 35m na dire¸c˜ao Sur
Ent˜ao calcule
u +
v ;
u −
w ;
v +
v −
w e fa¸ca a sua representa¸c˜ao geometrica.
u ,
v vetores. Mostre que
u +
v =
v +
u.
J´a temos ent˜ao uma f´ormula para calcular o produto escalar que n˜ao depende dire-
tamente do ˆangulo entre eles. Substituindo-se as coordenadas dos vetores na identidade
acima, temos uma express˜ao mais simples para o c´alculo do produto interno. Por ex-
emplo, se
u = (u 1 , u 2 , u 3 ) e
v = (v 1 , v 2 , v 3 ) s˜ao vetores no espa¸co, ent˜ao substituindose
u |
2 = u
2
1
2
2
2
3
v |
2 = v
2
1
2
2
2
3
e |
u −
v |
2 = (u 1 − v 1 )
2
2
2
na igualdade anterior, os termos u
2 i
e v
2 i
s˜ao cancelados e obtemos a seguinte express˜ao
u ·
v = u 1 v 1 + u 2 v 2 + u 3 v 3
Vejamos algumas propriedades na seguinte proposi¸c˜ao.
Proposi¸c˜ao 1.3.1 Sejam
u ,
v e
w vetores e α um escalar. Ent˜ao s˜ao v´alidas:
u ·
v =
v ·
u
u · (
v +
w ) =
u ·
v +
u ·
w
u ·
v ) = (α
u ) ·
v
Defini¸c˜ao 1.3.2 Sejam
u e
v dois vetores. Chamaremos de produto vetorial, ou pro-
duto externo dos vetores
u e
v ao vetor
c =
u ×
v dado por:
c =
u ×
v = det
i
j
k
u 1 u 2 u 3
v 1 v 2 v 3
i
j
k
u 1 u 2 u 3
v 1 v 2 v 3
Algumas propriedades do produto vetorial s˜ao dadas na seguinte proposi¸c˜ao.
Proposi¸c˜ao 1.3.2 Sejam
u ,
v e
w vetores e α um escalar. Ent˜ao s˜ao v´alidas:
u ×
v = −
v ×
u
u × (
v +
w ) =
u ×
v +
u ×
w
u ×
v ) = (α
u ) ×
v =
u × (α
v ) = (
u ×
v )α
i ×
i =
j ×
j =
k ×
k = 0,
i ×
j =
k ,
j ×
k =
i ,
k ×
i =
i
u ×
v representa a ´area do paralelogramo de lados
u e
v.
u ×
v = 0 onde nenhum dos vetores ´e nulo, ent˜ao os dois vetores tem a mesma
dire¸c˜ao.
u = 2
i + 3
j −
k e
v = 6
i + 3
j + 2
k.
u = 2
i + α
j +
k e
v = 4
i − 2
j −
k
sejam ortogonais.
u = 3
i − 2
j +
k ;
v =
i − 3
j + 5
k e
w = 2
i +
j − 4
k formam um triˆangulo.
u = 2
i − 3
j −
k e
v = 1
i + 3
j + 6
k calcule
a
u ×
v
b
v ×
u
c (
u +
v ) × (
u −
v )
F com rela¸c˜ao a um ponto P.
Denotaremos por Mn,m o conjunto de todas as matrizes de n linhas e m colunas,
simbolicamente temos:
Mn,m(K) = Mn,m = {A = (ai,j )n,m/ai,j ∈ K, ∀i = 1, · · · , n; j = 1, · · · , m}
Exemplo 2.1.1 Vejamos agora alguns exemplos da defini¸c˜ao anterior.
cadeiras na sala de aula, ou das poltronas num cinema, sempre s˜ao dados em linhas
e colunas.
i = (ai 1 · · · aij · · · aim) pode ser
considerada como uma matriz de ordem 1 ×m, de maneira an´aloga podemos definir a
matriz coluna dada por uma coluna da matriz A = (aij )n como sendo Aj =
a 1 j
anj
A forma matricial deste diagrama ´e dado por :
= (aij )n,m
Onde aij = 1 se o ponto i est´a ligado ao ponto j, e aij = 0, se o ponto i n˜ao est´a
ligado ao ponto j. Esta matriz ´e conhecida como matriz de incidˆencia.
incidˆencia.
Defini¸c˜ao 2.1.2 Diremos que duas matrizes da mesma ordem A = (aij )m,n e B =
(bij )m,n s˜ao iguais se aij = bij ∀i, j
aij = − 1 se i > j
aij = 1 se i ≤ j
(b) Escreva a matriz A = (aij ) 3 , 3 tal que aij = −aji
(a) (
2 2
0 x
2 − 2
y x
(b) (
x y
x
2 y
2
n
i=
aii que ´e conhecida como tra¸co da matriz
A, ent˜ao mostre que tr(tr(A)) = tr(A).
seguinte diagrama:
onde cada seta indica a dominˆancia do ponto i sobre o ponto j. Passe para linguagem
matricial este diagrama (supondo que nenhum ponto domine ele mesmo).
Recordemos que tanto a adi¸c˜ao como a subtra¸c˜ao entre os n´umeros ´e uma fun¸c˜ao, ou
tamb´em conhecida como opera¸c˜ao binaria ou interna, onde s˜ao relacionados dois elementos
do mesmo conjunto, e ap´os esta rela¸c˜ao ou mistura entre eles, obtemos um novo elemento
do mesmo conjunto. Ser´a que o relacionamento entre animais da mesma especie satisfaz
esta condi¸c˜ao?. Ser´a que com as matrizes isto ´e v´alido?, ent˜ao vejamos a seguinte defini¸c˜ao.
Exemplo 2.2.2 Uma Universidade, pretende utilizar o periodo de recezo das ferias para
fazer a instala¸c˜ao de ar condicionado central nos blocos D, EeF do centreo de Ciˆencias
exatas. Ent˜ao faz uma licita¸c˜ao para a realiza¸c˜ao desta obra, e pede que seja discriminado
o custo por bloco, pois pode pegar a obra por bloco, e seleciona trˆes propostas, que deno-
taremos por Emp.1, Emp.2 e Emp.3, como discriminada abaixo(os valores s˜ao relativos a
R$1. 000 , 00 reais) :
Bl D Bl E Bl F
Emp.1 53 96 37
Emp.2 47 87 41
Emp.3 60 92 36
Ent˜ao, a Universidade est´a interessada na proposta de menor custo, e cada empressa
s´o pode pegar um bloco para fazer. Como calcular a melhor proposta. Na verdade temos
3! = 3 × 2 × 1 possibilidades. Ent˜ao ´as propostas podem ser vistas de maneira matricial
como segue :
Ent˜ao estas seis propostas s˜ao dadas por :
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
Onde a proposta (a) = 53 + 87 + 36 = 176 a proposta (b) = 53 + 92 + 41 = 186
a proposta (c) = 47 + 96 + 36 = 179 a proposta (d) = 47 + 92 + 37 = 176 a proposta
(e) = 60+96+41 = 197 e finalmente a proposta (f) = 60+87 = 37 = 184. Mostrando que
a proposta (a) e (d) s˜ao as melhores. Claramente o m´etodo anterior ´e muito ”primitivo”ja
em programa¸c˜ao Linear poderam estudar m´etodos mais eficientes.
Proposi¸c˜ao 2.2.1 Sejam A, B e C ∈ Mn,m, ent˜ao ´e valido que :
i) Associatividade (A + B) + C = A + (B + C)
ii) Neutro ∃ (^0) n,m ∈ Mn,m tal que A + (^0) n,m = (^0) n,m + A = A
iii) Inverso ∀A ∈ Mn,m existe a matriz −A ∈ Mn,m tal que A + (−A) = (^0) n,m
iv) Comutatividade A + B = B + A
Anteriormente definimos uma rela¸c˜ao bin´aria, como sendo uma fun¸c˜ao que relacionava
dois elementos do mesmo conjunto, e obtendo como resultado um novo elemento do mesmo
conjunto, como faz a adi¸c˜ao de matrizes. Agora estamos interessados em relacionar o corpo
K com o conjunto das matrizes de ordem n × m por exemplo, e obter desta rela¸c˜ao uma
nova matriz de ordem n × m. Como fazer isto ´e o que mostra a seguinte defini¸c˜ao.
Defini¸c˜ao 2.3.1 Chamaremos de produto por escalar, ´a opera¸c˜ao externa · : K×Mn,m−→Mn,m
dada da seguinte forma: Sejam α ∈ K e A ∈ Mn,m ent˜ao
α · A = (αaij )n,m
Veja que a opera¸c˜ao externa produto por escalar nada mais ´e multiplicar cada uma
das entradas da matriz A ∈ Mn,m pelo escalar α ∈ K. Vejamos agora alguns exemplos.
Exemplo 2.3.1 Sejam
, α 1 = 2, e α 2 = π. Ent˜ao calculemos
α 1 · A − α 2 · A
Exemplo 2.3.2 Seja A ∈ Mn e λ ∈ K, ent˜ao calculemos λ · In − A.
Proposi¸c˜ao 2.3.1 Sejam A, B ∈ Mn,m e α, α 1 , α 2 ∈ K, ent˜ao s˜ao v´alidas:
De agora em diante consideraremos α · A = αA.
Exemplo 2.3.3 Seja X ∈ M 3. Ent˜ao procuremos o valor da matriz X tal que satisfaz
a seguinte igualdade: