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Tipologia: Notas de estudo
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Ministério das Relações Exteriores Departamento de Promoção Comercial Divisão de Informação Comercial
MAPA
Nome Oficial: Rep˙blica da BolÌvia
Idioma oficial: Espanhol ou Castelhano (mais falado), QuÈchua, Aymar· e Tupi Guarani
SuperfÌcie: 1.098.581 km 2
PopulaÁ„o: 8. 2 7 4. 3 2 5 h a b i t a n t e s ( C e n s o d e
Densidade demogr·fica: 7.5 habitantes por km 2
Capital: Sucre
Sede de Governo: La Paz
InflaÁ„o: 2,5% (2002)
Cidades principais: L a P a z , C o c h a b a m b a , S a n t a Cruz de la Sierra e El Alto
Moeda: Boliviano (US$ 1 = Bs 7.5, em 31 de dezembro de 2002)
PIB, a preÁos de mercado: US$ 7,79 bilhıes (2002)
Taxa de crescimento real do PIB: 2,75% (2002)
PIB per capita: US$ 883 (2002)
ComÈrcio exterior (2002): ExportaÁıes: US$ 1,37 bilhıes FOB) ImportaÁıes: US$ 1,77 bilhıes CIF)
Interc‚mbio Comercial Brasil - BolÌvia (2003): ExportaÁıes: US$ 360 milhıes (FOB) ImportaÁıes: US$ 520 milhıes (FOB)
DADOS B¡SICOS
ASPECTOS GERAIS
Titicaca, pelo Lago PoopÛ, pela Salina de Coipasa, pela Salina de Uyuni e pelo Rio Desaguadero.
- Bacia do Sul do Prata, composta principalmente pelos rios Paraguai, Pilcomayo e Bermejo. Mesmo estando todo o territÛrio boliviano localizado dentro do TrÛpico de CapricÛrnio, esse possui uma enorme variedade de climas. Na BolÌvia a temperatura se regula pela latitude e pela altitude em relaÁ„o ao nÌvel do mar. Por isso se explica a existÍncia de picos com neve eterna e frio polar e regiıes com clima quente tropical.
Sucre La Paz Cochabamba Oruro PotosÌ Tarija S a n t a C r u z d e l a Sierra Trinidad Cobija El Alto
Temperaturas MÈdias Anuais ñ (Graus CentÌgra- dos) Cidades MÌnima MÈdia M·xima
2. PopulaÁ„o, Centros Urbanos e NÌvel de Vida
2.1. PopulaÁ„o
Segundo o Censo de PopulaÁ„o e Moradia de 2001, a populaÁ„o da BolÌvia, nesse ano, foi de 8.274.325 habitan- tes.
Estados
Chuquisaca La Paz Cochabamba Oruro PtosÌ Tarija Santa Cruz Beni Pando Total
Censo 2001
2.350. 1.455.
2.029.
8.274.
ProjeÁ„o 2005
2.630. 1.671.
2.388.
9.427.
ProjeÁ„o 2010
2.839. 1.861.
2.785.
10.426.
PopulaÁ„o da BolÌvia e ProjeÁıes
Segundo os dados do Censo de PopulaÁ„o e Moradia de 2001, a densidade demogr·fica foi de 7,5 hab/km≤. Dessa populaÁ„o, 62% encontram-se nas ·reas urbanas do paÌs, 60% tÍm menos de 25 anos de idade, 71% concentram-se nos trÍs principais estados do paÌs, tais como La Paz, Cochabamba e Santa Cruz. A populaÁ„o em idade de trabalhar (pessoas acima de 10 anos de idade) representa 73% do total da populaÁ„o. Desse grupo, 65% corresponde ‡ populaÁ„o economicamente ativa (pessoas acima de 10 anos que trabalharam a semana anteri- or ‡ pesquisa) que representa, por sua vez 47% do total da populaÁ„o. Do total da populaÁ„o, 49,8% est· constituÌda por ho- mens e 50,2% por mulheres. A populaÁ„o com menos de 30 anos de idade representa 66% do total e a populaÁ„o menor de 20 anos de idade representa 49,2%. No quadro a seguir observa-se a distribuiÁ„o da populaÁ„o por sexo e grupos de idade.
ASPECTOS GERAIS 65 acima Total PopulaÁ„o % da populaÁ„o % da populaÁ„o % da populaÁ„o 2 .2. NÌvel de Vida Os resultados do Censo 2001 mostram uma reduÁ„o importante no nÌvel de pobreza em relaÁ„o aos resultados do Censo 1992, principalmente nos estados de Santa Cruz, Tarija e Cochabamba. O incremento da qualidade de vida se registrou nos cen- tros urbanos do paÌs, motivo pelo qual a populaÁ„o das ·reas rurais migrou em direÁ„o ‡s principais cidades, registrando um aumento da populaÁ„o urbana total de 57,5%, em 1992, para 62,4%, em 2001, o que, por sua vez, provocou um au- mento na taxa de desemprego nas ·reas urbanas do paÌs. PopulaÁ„o por Atividade EconÙmica (p):Dados Preliminares
ASPECTOS GERAIS
Indicadores Crescimento do PIB (%) PIB per capita (em US$) PopulaÁ„o Economicamente Ativa (mil) PopulaÁ„o Empregada PopulaÁ„o Desempregada Renda atividade principal (US$) Renda por trabalho (US$) Renda familiar (US$) Renda familiar per capita (US$) Telefones Fixos (cada mil habitantes) Celulares (cada mil habitantes) AutomÛveis (cada mil habitantes) Consumo eletricidade (Mwh cada muil habitantes) Expectativa de vida (anos)
2000(p) 2, 995
183 110 117 255 59 64 72 54 432 62
2001 (p) 1, 928
215 99 105 248 59 63 94 54 419 63
2002 (p) 2, 883
224 93 99 229 53 66 102 53 424 63
Principais Indicadores SÛcio-EconÙmicos
(p): Preliminar FONTE: Instituto Nacional de EstatÌstica
Indicadores Alunos matriculados em escolas (%) Taxa de analfabetismo Homens Mulheres PopulaÁ„o matriculada (mil habitantes) EducaÁ„o prÈ-escolar EducaÁ„o prim·ria EducaÁ„o secund·ria EducaÁ„o de adultos Curso Normal EducaÁ„o superior (Licenciatura e pÛs-graduaÁ„o) TÈcnico (ensino mÈdio e superior) ColÈgio militar ou Academia de PolÌcia Outros cursos
2000(p) 75, 13, 7, 19,
133
532 43 18 302 78 0 37
2001 (p) 74, 12, 6, 18,
165
506 41 18 300 94 2 53
2002 (p) 77, 12, n.d. n.d.
162
643 31 17 302 75 3 15
Principais Indicadores do Setor de EducaÁ„o
(p): Preliminar n.d.: N„o disponÌvel FONTE: Instituto Nacional de EstatÌstica
3. Transportes e ComunicaÁıes
3.1. Rede Rodovi·ria
A BolÌvia conta com 60.282 km de estradas, dos quais, 4.003 km s„o pavimentados (7%), 18.302 km s„o feitas de cascalho (30%) e 37.977 km sem pavimentaÁ„o alguma (ter- ra) (63%). O paÌs tem definido Corredores de IntegraÁ„o que v„o de Leste a Oeste e de Norte a Sul, com a finalidade de vincular internamente o paÌs, alÈm de permitir a ligaÁ„o vi·ria e co- mercial com todos os paÌses vizinhos. O Corredor de IntegraÁ„o Leste ñ Oeste, liga a Rep˙bli- ca Federativa do Brasil com os portos chilenos de Arica e Iquique, atravÈs da rodovia que sai do Porto Su·rez, atraves- sa as cidades de Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba, pas- sa por Patacamaya atÈ chegar a Tambo Quemado (fronteira com Chile), e se conecta com o Porto de Arica. Este corredor tem dois ramais que permitem o acesso ao porto de Iquique (trecho Oruro ñ Pisiga) e o acesso ao territÛrio brasileiro por Santa Cruz ñ San MatÌas. O corredor de IntegraÁ„o Norte ñ Sul, integra a cidade de Trinidad com a localidade de Yacuiba, fronteira com Argen- tina, com um trecho Boyuibe ñ Hito VillazÛn (fronteira com Paraguai). O corredor de IntegraÁ„o Oeste ñ Norte que integra a BolÌvia com o Peru e o Brasil atravÈs da rodovia que se inicia em Desaguadero (fronteira com o Peru) e chega atÈ a locali- dade de GauyaramerÌn (fronteira com o Brasil). O Corredor de IntegraÁ„o Oeste ñ Sul, que liga a BolÌvia ao Peru, o Chile e a Argentina. AtravÈs de Bermejo no sul do paÌs, a BolÌvia conecta-se com a Argentina, com o Chile, atra- vÈs de Pisiga e Tambo Quemado, e com o Peru a travÈs do Desaguadero. AlÈm disto, este corredor permite a ligaÁ„o das cidades de Tarija, Sucre, PotosÌ e Oruro.
A rede vi·ria terrestre boliviana est· composta por trÍs divisıes principais:
- Rede Fundamental , composta pelas estradas de integraÁ„o nacional que fazem a ligaÁ„o entre as capitais dos estados e se ligam com os paÌses vizinhos, formando parte do sistema de rodovias pan-americanas, com acesso a grandes centros, denominados pÛlos de desenvolvimento e que tÍm import‚ncia estratÈgica na defesa nacional. - Rede Complementar , composta pelas estradas de integraÁ„o regional que ligam as principais cidades com as capitais dos estados e se conectam com outros sistemas de transporte permitindo o acesso a centros de desenvolvimento de car·ter regional. - Rede Vicinal, denominada tambÈm Rede Coletora, cujas estradas conectam pequenas cidades, comunidades ou centros de produÁ„o entre si e, em seu turno, com centros importantes. Estas s„o estradas alimentadoras das Redes Fun- damentais e da Rede Complementar.
Extens„o das Estradas (em Km) Estradas 2000 2001 2002 2002 (p) (p) (%) Rede Fundamental 10.479 11.858 12.431 20, Rede Complementar 4.232 9.289 11.531 19, Rede Vicinal 41.818 37.975 36.320 60, TOTAL 56.529 59.122 60.282 100, (p): Dados preliminares Fonte: Instituto Nacional de EstatÌstica
3.2. Parque Automotivo
No que diz respeito ao parque automotivo, no ano 2002, existiam 449.156 veÌculos (1% a mais que em 2001), dos quais, 133.767 eram automÛveis (30% do total), 104.643 vans (23%), 61.665 caminhonetes (14%), 56.638 caminhıes (13% do to- tal), 32.530 jipes (7%), 21.261 microÙnibus (5%) e 38. ASPECTOS GERAIS
- Tarija: Aeroporto Oriel La Plaza. - San Borja: Aeroporto Cap. Germ·n Quiroga Guardia.
As principais linhas aÈreas que operam na BolÌvia s„o:
3.6. ComunicaÁıes
Em 1996 foi privatizada a Empresa Nacional de Teleco- municaÁıes (Entel) e a partir de 2001, com a abertura dos mercados de telefonia local e de longa dist‚ncia, observou-se uma reduÁ„o nas tarifas devido a um aumento na concorrÍn- cia, alÈm da melhoria da qualidade dos serviÁos prestados. Foram outorgadas concessıes para a prestaÁ„o de serviÁos de longa dist‚ncia (antes da abertura de mercado, o monopÛ- lio era da empresa capitalizada Entel S.A) a seis empresas:
Tarifas de Longa Dist‚ncia - Internacional
Brasil (para telefones fixos) 0,62 0, Brasil (para Linhas Celulares) 0,66 0,
Tarifas Nacionais
0, 0, 0,
0, 0, 0,
0, 0, 0,
0, 0, 0,
0, 0, 0,
0, 0, 0,
0, 0, 0,
0, 0, 0,
Telefone Fixo para Telefone Fixo La Paz, Santa Cruz, Cochabam- ba, Sucre e Tarija Outras Cidades Estadual Telefone Fixo para Telefone Celular e Vice-versa La Paz, Santa Cruz, Cochabam- ba, Sucre e Tarija Outras Cidades Estadual Telefone Celular para Telefo- ne Celular La Paz, Santa Cruz, Cochabam- ba, Sucre e Tarija Outras Cidades Estadual Linhas Diretas La Paz, Santa Cruz, Cochabam- ba, Sucre e Tarija Outras Cidades Estadual
Hor·rio Hor·rio Normal Reduzido (US$/minuto)(US$/minuto)
Hor·rio Hor·rio Normal Reduzido (US$/minuto)(US$/minuto)
Fonte: SuperintendÕncia de Telecomunica¡ıes^ ASPECTOS GERAIS
Devido ‡ reduÁ„o das tarifas de longa dist‚ncia interna- cional (17% menos no ano 2001 com relaÁ„o a 2002), regis- trou-se um incremento importante de 16% no fluxo de chama- das a destinos internacionais. Existem 19 provedores de acesso a Internet cujo n˙me- ro estimado de assinantes no ano 2002, foi de 49.000 (32% a mais do que em 2001) e o n˙mero de usu·rios se estima em cerca de 300.000 pessoas. O custo de instalaÁ„o e as tarifas de conex„o ‡ Internet evidenciam uma reduÁ„o importante nos ˙ltimos anos, como conseq¸Íncia da abertura do merca- do.
4. OrganizaÁ„o PolÌtica e Administrativa
4.1. OrganizaÁ„o PolÌtica
A BolÌvia tem um governo unit·rio, democr·tico, multinacional e multiling¸e, constituÌdo por trÍs poderes inde- pendentes: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judici·rio. O Poder Executivo È composto pelo Presidente e o Vice- Presidente e o Gabinete de Ministros. O Presidente e o Vice- Presidente s„o eleitos para um mandato de cinco anos, medi- ante o voto direto da populaÁ„o. Caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria absoluta, o Congresso Nacional, composto pela C‚mara de Deputados e a C‚mara de Senadores, cujos representantes s„o eleitos nas eleiÁıes gerais, realizam uma votaÁ„o entre os dois candidatos presidenciais mais votados atravÈs da maioria simples. O Presidente da Rep˙blica pode ser reeleito, mas n„o pode assumir dois mandatos consecuti- vos.
O Gabinete de Ministros (Poder Executivo) È nomeado pelo Presidente da Rep˙blica, de acordo com a estrutura a seguir:
O Poder Legislativo est· composto pela C‚mara de De- putados com 130 membros e o Senado com 27 representan- tes, os mesmos que s„o eleitos ao mesmo tempo em que È eleito o Presidente da Rep˙blica mediante sufr·gio universal. O Poder Judici·rio est· composto pela Corte Suprema de JustiÁa com doze membros nomeados pelo Poder Legislativo para um mandato de dez anos, as Cortes de Distrito que fun- cionam em cada estado da FederaÁ„o e os Juizados Provinci- ais e Juizados Locais, o Tribunal Constitucional e a Procurado- ria Geral da NaÁ„o. Nas eleiÁıes gerais, votam todos os cidad„os que te- nham alcanÁado a maioria de idade, aos dezoito anos. De acordo com a ConstituiÁ„o PolÌtica do Estado, a prin- cipal forma de representaÁ„o da populaÁ„o se realiza atravÈs dos partidos polÌticos (pluripartidarismo).
ASPECTOS GERAIS
ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS
II ñ ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS
1. Conjuntura econÙmica
A crise enfrentada pela maior parte das economias do mundo durante o ano de 2001 continuou afetando negativa- mente a economia da BolÌvia e dos paÌses vizinhos, o que se reflete em baixos Ìndices de crescimento e, em alguns paÌses, chegou a evidenciar, inclusive, um crescimento negativo. N„o obstante, o paÌs registrou um crescimento de 2,8% do PIB em 2002, com relaÁ„o a 1,23% do ano anterior.
Produto Interno Bruto (taxa de crescimento) 1999 2000 (p) 2001 (p) 2002 (p) PIB Nominal ( US$ milhıes) 8.269,28 8.377,36 8.011,33 7.709, Crescimento Real do PIB (%) 0,43 2,28 1,51 2, (p): Preliminar Fonte : Instituto Nacional de EstatÌstica
A previs„o È que para 2003, o PIB registre um crescimento de 3%, o que se explica, fundamentalmente, pelos seguintes fa- tores:
Emprego
Em 2001, a taxa de desemprego do paÌs aumentou, chegando 5,5% e 8,7% nos centros urbanos.
Principais Indicadores de Emprego (%) DescriÁ„o 1999 2000 2001 2 0 0 2 (p) Õndice de carga econÙmica 55,75 60,19 47,50 54, Homens 38,85 39,25 31,75 36, Mulheres 76,11 86,18 66,26 77, Taxa de ocupaÁ„o 61,43 59,43 64,24 61, Homens 69,35 68,99 72,52 70, Mulheres 53,90 50,56 56,43 52, Taxa de dependÍncia 1,20 1,28 1,12 1, Homens 0,98 1,00 0,91 0, Mulheres 1,47 1,63 1,39 1, Taxa de desemprego aberto 4,33 4,79 5,24 5, Homens 3,70 3,94 4,46 4, Mulheres 5,08 5,86 6,17 6, Taxa global de ocupaÁ„o 95,67 95,21 94,76 94, Homens 96,30 96,06 95,54 95, Mulheres 94,92 94,14 93,83 93, (p): Preliminar Fonte : Instituto Nacional de EstatÌstica ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS
Culturas Cereais Estimulantes Frutas HortaliÁas Ind˙strias TubÈrculos Forragem Total
Taxa Cresc. 2,1% 0,6% 5,0% -2,6% 15,6% 0,6% 18,7% 7,9%
Taxa Cresc. 7,5% 0,6% 4,7% 2,5% 17,2% 3,2% 11,0% 11,9%
SuperfÌcie (ha.) ProduÁ„o (ton.)
EvoluÁ„o da ProduÁ„o AgrÌcola
Fonte: Minist»rio de Assuntos Camponeses, IndÃgenas e Agropecu∑rios
Dentro dos produtos agroindustriais produzidos na BolÌ- via, pode-se mencionar o aÁ˙car, o gr„o de soja, o azeite de soja, o girassol e o arroz branco. Deve-se destacar a expans„o da fronteira agrÌcola, es- pecialmente no que diz respeito ao cultivo da soja. TambÈm houve um incremento da produÁ„o de sementes, que repercu- tiu na construÁ„o da infra-estrutura de armazenamento e processamento.
MineraÁ„o
O setor de mineraÁ„o pode ser classificado de acordo com o tamanho das empresas. A mineraÁ„o de mÈdio porte, atualmente efetua a exploraÁ„o mais importante do paÌs em termos de volume e valor de produÁ„o e n„o afeta o meio ambiente. E a mineraÁ„o de pequeno porte que È representa- da por um grupo heterogÍneo de pequenas empresas que se especializaram na exploraÁ„o de veios superficiais no ocidente do paÌs, alÈm das cooperativas, empresas informais confor- madas por sÛcios que obtÈm uma concess„o para a explora- Á„o da mineraÁ„o.
ProduÁ„o dos Principais Minerais (em toneladas mÈtri- cas finas) Ano EstanhoAntimÙnio ZincoPrataOuro (1) 2001 12.298 2.264141.226 408 12. 2002 15.242 2.334141.558 450 11. Taxa de crescimento 23,9 3,2 0,2 10,4 -9, (1) em quilos finos Fonte: Vice-ministÈrio de MineraÁ„o e Metalurgia
A atividade da mineraÁ„o de mÈdio porte, no passado, estava orientada principalmente ‡ exploraÁ„o do estanho. N„o obstante, na dÈcada de 80 iniciou-se a diversificaÁ„o em dire- Á„o ao zinco, ao ouro e ‡ prata, depois de 1985. Atualmente, considera-se que esse setor È o eixo da produÁ„o mineral. As empresas Comsur e Inti Raymi s„o as mais importantes e introduziram tecnologia moderna em suas exploraÁıes. Adici- onalmente, existem treze empresas produtoras, sendo Andean Silver Resources uma das empresas mais importantes e que planeja realizar a exploraÁ„o de complexos de zinco-chumbo- prata no estado de PotosÌ. A Empresa Mineira Comsur explora, atravÈs da mine- raÁ„o tradicional, complexos polimet·licos, que apresentam ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS
grande potencial futuro, principalmente com a descoberta de jazidas na fronteira com o Chile. Atualmente, dedica-se a exploraÁ„o de complexos de zinco-chumbo-prata no estado de PotosÌ e em 2003 iniciou a exploraÁ„o das jazidas aurÌferas denominadas ìDon Marioî, localizadas no estado de Santa Cruz. Em 2002, o setor de mineraÁ„o registrou uma queda de apenas 0,3%, devido ‡ diminuiÁ„o nos preÁos mÈdios de exportaÁ„o dos principais minerais, excetuando os preÁos do antimÙnio, da prata e do ouro. Apesar da reduÁ„o do preÁo, a produÁ„o de estanho e zinco cresceu em 2002, devido ao ac˙mulo de invent·rios, ante uma possÌvel melhoria dos preÁos de exportaÁ„o. A queda na produÁ„o de ouro ocorreu devido ao esgotamento das reser- vas da mina Kori Kollo que em seu momento foi a principal jazida aurÌfera do paÌs.
PetrÛleo e g·s
A liberalizaÁ„o da ind˙stria petrolÌfera na BolÌvia come- Áou em meados da dÈcada de 90 com a privatizaÁ„o da estatal Jazidas PetrolÌferas Fiscais Bolivianas (YPFB). A desregulamentaÁ„o do setor separou as atividades de explo- raÁ„o e produÁ„o, de transporte e comercializaÁ„o de petrÛ- leo e seus derivados com a criaÁ„o de um marco regulador que incentiva os investimentos do setor privado. Os investi- mentos bem sucedidos realizados por empresas multinacionais como BP Amoco, Shell, Total, Respol-YPF e Petrobr·s, entre outras; confirmam o potencial petrolÌfero da BolÌvia. Depois da privatizaÁ„o da Jazidas PetrolÌferas Fiscais Bolivianas (YPFB), os investimentos realizados em busca e exploraÁ„o, no perÌodo de 1997 e 2002, foram de cerca de US$ 2,65 bilhıes. No entanto, a empresa Jazidas PetrolÌferas Fiscais Boli- vianas (YPFB), È a entidade que subscreve os contratos de risco compartilhado, representando o Estado, para as ativida- des de exploraÁ„o e comercializaÁ„o de derivados de petrÛ- leo. Para tanto, o territÛrio boliviano foi dividido em fraÁıes
(uma fraÁ„o eq¸ivale a 2.500 hectares) que formam as ·reas de contrato em zonas declaradas tradicionais (45.507 Km^2 ) e n„o tradicionais (565.493 Km 2 ). As concessıes para a distribuiÁ„o de g·s natural por redes s„o outorgadas mediante licitaÁ„o p˙blica, pela Supe- rintendÍncia de PetrÛleo e derivados e o prazo das mesmas n„o pode exceder os 40 anos. O refino e industrializaÁ„o de derivados de petrÛleo, assim como a comercializaÁ„o dos produtos È livre e pode ser realizada por qualquer pessoa fÌsica ou jurÌdica, nacional ou estrangeira, mediante registro na SuperintendÍncia de PetrÛ- leo e derivados e o cumprimento das disposiÁıes legais que regulamentam essas atividades. Os resultados da desregulamentaÁ„o do setor tem-se traduzido no fato de que a BolÌvia conta com aproximadamen- te 21% das reservas de g·s da AmÈrica do Sul, alÈm de 45% das reservas livres de toda a regi„o. A demanda dos paÌses da ·rea È muito pequena com relaÁ„o ‡ oferta boliviana e por isso existe a necessidade de realizar investimentos no setor a fim de buscar novos mercados. O setor petroleiro cresceu 6,5%, em 2002, pelo incre- mento na extraÁ„o de g·s natural (23,0%) e pela produÁ„o de petrÛleo (1,4%). A produÁ„o de petrÛleo, condensado e gasolina natural foi de 37,9%, em 2002, e se concentrou no estado de Cochabamba. O estado de Santa Cruz teve um comporta- mento similar, enquanto que os demais 24,2% da produÁ„o se originaram nos estados de Tarija e Chuquisaca. Quanto ‡ produÁ„o de g·s natural, Tarija teve uma par- ticipaÁ„o de 45,6%, seguida de Santa Cruz com 36% e os demais estados com 18,4%. Os volumes de g·s exportados para o Brasil, em 2002, advindos do Contrato de Compra-Venda de G·s, aumentaram em 1,8%. Em 1∫ de janeiro de 2003, as reservas certificadas con- firmadas e prov·veis de g·s natural situavam-se em 55 trilhıes de pÈs c˙bicos (TCF) o que representa 5% a mais em relaÁ„o ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS