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Como exportar Hungria, Notas de estudo de Administração Empresarial

Compartilhando arquivo interessante sobre exportação para diversos páises

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/07/2010

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Oscar_S 🇧🇷

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Como Exportar
Hungria
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Ministério das Relações Exteriores
Departamento de Promoção Comercial
Divisão de Informação Comercial
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Hungria

entre

Ministério das Relações Exteriores Departamento de Promoção Comercial Divisão de Informação Comercial

Hungria

Hungria

Sumário

MAPA

Hungria Sumário

DADOS BÁSICOS

Área: 93.030 km 2

População : 10,1 milhões de habitantes (2002)

Idioma : Magyar (Húngaro)

Densidade demográfica : 109 habitantes por km^2

Principais cidades: Budapeste (capital),

Debrecen, Miskolc, Szeged, Pécs, Gyõr, Székesfehérvár

Moeda: Forint (Ft)

Taxa de câmbio: US$ 1,00 = Ft 258,4 (2002)

PIB (preços correntes): US$ 52,4 bilhões (2001)

PIB per capita: US$ 5.046 (2001)

Formação do PIB por setores (2000):

Agricultura: 4,2 %

Mineração: 0,3 %

Indústria manufatureira: 24,8 %

Electricidade, gás e água: 3,6 %

Construção: 4,6 %

Comércio atacadista e varejista: 10,9 %

Transporte, armazenagem e comunicação: 9,6 %

Intermediação financeira: 3,9 %

Administração Pública e defesa: 7,1 %

Educação: 4,7 %

Outros serviços: 26,3 %

Crescimento real do PIB: 3,2% (2002)

Comércio exterior (2001):

Exportações: US$ 30,1 bilhões

Importações: US$ 33,4 bilhões

Intercâmbio comercial com o Brasil (2002):

Exportações brasileiras: US$ 47,7 milhões FOB

Importações brasileiras: US$ 83,3 milhões FOB

DADOS BÁSICOS

Hungria Sumário

ASPECTOS GERAIS

Em termos étnicos, a população é relativamente

homogênea, com uma pequena minoria de romanos (142.700),

alemães (30.800), croatas ( 13.600), eslovacos (10.500) e

romenos ( 10.700). A presença da etnia húngara em países

vizinhos é muito mais significativa. Estatísticas apontam que

existem cerca de 2 milhões de húngaros vivendo na Romênia

e mais de 500.000 na Eslováquia.

Composição da população por idade e sexo (%)

Idade (anos) Mulheres Homens Total 0 - 1 4 19,2 17,5 18, -14 16,6 51,2 48, 1 5 - 1 9 6,6 51,0 49, 2 0 - 2 9 15,6 51,0 49, 3 0 - 3 9 12,9 50,3 49, 4 0 - 4 9 15,0 48,7 51, 5 0 - 5 9 12,9 46,8 53, 6 0 - 6 9 10,0 42,1 57,

  • 70 10,4 35,3 64, Total 100,0 47,6 52, Fonte: Central Statistical Office (CSO) Statistical Yearbook

Distribuição dos trabalhadores por setor (%)

TOTAL 100,

Agricultura, caça, silvicultura e pesca 6,

Mineração 0,

Indústria manufatureira 24,

Eletricidade, gás e água 2,

Construção 7,

Comércio atacadista e varejista 14,

Hotéis e restaurantes 3,

Transporte, armazenagem, correio e

telecomunicações 8,

Intermediação financeira 2,

Administração pública e defesa; Seguridade social 7,

Educação 8,

Outras atividades 16,

Fonte : Central Statistical Office (CSO) Statistical Yearb ook

2.2. Centros Urbanos e principais indicadores sócio-

econômicos

Principais cidades (mil habitantes/2002)

Budapeste 1.

Debrecen 207

Miskolc 182

Szeged 164

Pécs 160

G y õ r 129

Székesfehérvár 104

Principais indicadores sócio-econômicos

PIB per capita US$ 5.099 (2001)

Aparelhos de rádio por 100 residências 159 (2001)

Aparelhos de televisão por 100 residências 126 (2001)

Linhas de telefone por 100 habitantes 36,3 (agosto 2002)

Telefones celulares por 100 habitantes 54,0 (março 2002)

Automóveis por 100 residências 44 (2001)

Consumo total de eletricidade 39.589 milhões de kWh (2001)

Fonte: Central Statistical Office

2.3. Educação

A educação é compulsória entre seis e dezesseis

anos. A educação primária (1º grau) começa aos seis anos de

idade, com a escola básica, e continua até aos 14 anos de

idade. A maioria dos alunos continuam com sua instrução após

terminarem a escola primária. Os tipos mais populares de

escola secundária (2º grau) são a escola de gramática, um

curso de quatro anos, voltado para estudos acadêmicos, e a

escola vocacional secundária que dá ênfase ao estudo

profissionalizante. Entre os países da Europa Central, a Hungria

é considerada o que há de melhor em educação. No entanto,

os gastos do Governo com educação declinaram 7% do PIB no

Hungria Sumário

ASPECTOS GERAIS

início de década de 90 para apenas 4,9% em 2000. O atual

Governo tem tentado reverter esta situação, mas continua

dependendo do aumento da participação do setor privado no

ensino. O ensino primário e secundário foram descentraliza-

dos após o regime comunista, permitindo a participação de

instituições privadas no mercado. No entanto, escolas priva-

das são responsáveis por apenas 4% dos estudantes, ficando

o restante a cargo do Governo.

Em 2000 a taxa de alfabetização de adultos aci-

ma de 15 anos de idade era de 99,3%.

O interesse pelo ensino superior (3º grau) cres-

ceu significativamente durante a década de 90. O número de

estudantes graduados dobrou desde 1990. Em 1998, o Gover-

no iniciou projetos para consolidar o número de instituições

públicas de ensino superior em parceria com o Banco Mundial

. O empréstimo de US$ 150 milhões financiará a renovação e

a construção de novos edifícios, treinamento de professores e

a reforma do sistema de informações.

2.4. Saúde

Apesar do alto percentual do PIB gasto em saú-

de, os húngaros têm a menor expectativa de vida registrada

entre os países membros da OCDE. O sistema de saúde da

população tem sido considerado de baixo nível pelos padrões

internacionais por várias décadas, e um estudo feito pelo Banco

Mundial, em 1999, alertou para uma crise do setor, caso não

houvesse uma melhor alocação de recursos. Em 1999, a ex-

pectativa de vida no nascimento era de 66,3 anos para ho-

mens e 75,1 anos para as mulheres. Desde 1970 essa expec-

tativa de vida declinou mais de três anos. A taxa de suicídio é

uma das maiores do mundo, cerca de 30 habitantes para cada

100.000. A taxa de mortalidade infantil tem sido declinante

nos últimos anos, cerca de 47,6 para cada 1.000 nascimentos,

em 1960, passando para 9,7 para cada 1.000 nascimentos em

3. Transportes e comunicações

3.1. Transportes

Os baixos investimentos em infra-estrutura du-

rante o período socialista deixaram os sistemas de transporte

e de telefonia dilapidados. Esta tendência tem sido revertida

desde 1989 com significantes ingressos de capital estrangei-

ro, que são direcionados para esses setores. Entretanto, as

restrições orçamentárias públicas têm levado à diminuição de

ritmo ou até mesmo ao cancelamento de alguns projetos, como

no caso da expansão do metrô de Budapeste, em 1998.

a)Transporte Marítimo

A Hungria é um país sem saída para o mar; conseqüen-

temente, não tem nenhum porto marítimo. A companhia de

transporte marítimo nacional, MAHART RT mantém o tráfego

de passageiros e de carga no rio Danúbio e no lago Balaton. A

Companhia opera, também, no porto de Budapeste (terminal

de cargas, armazenamento, carregamento, depósito,

estocagem e serviços de empacotamento), na construção na-

val e em serviços de reparo navais.

b)Transporte aéreo

As linhas aéreas nacionais, MALÉV, operam vôos

para todos os principais aeroportos na Europa, Meio Leste,

Norte da África, EUA e Canadá. O aeroporto internacional de

Ferihegy está a 16 quilômetros do centro de Budapeste. Há

um pequeno aeroporto internacional, Balatonkiliti perto de

Siófok, capital da cidade de Lake Balaton, o mais atrativo cen-

tro turístico do país. Os serviços aéreos públicos internos fo-

ram retomados em 1993, após 20 anos, entre Budapeste e

Nyíregyháza, Debrecen, Szeged, Pécs, Szombathely e Györ.

Hungria Sumário

Armadas, pode ser reeleito para um segundo mandato. O

Conselho de Ministros, o órgão o mais elevado da administra-

ção de Estado, é eleito pela Assembléia com a recomendação

do Presidente.

A Justiça é administrada pela Corte Suprema da

República da Hungria, Cortes dos Condados e dos Distritos.

Todos os órgãos judiciais são preenchidos por meio de elei-

ção. A Corte Suprema, todos os juízes da Corte dos Condados

e dos Distritos são eleitos por período indefinido. O Presidente

da Corte Suprema é eleito pela Assembléia Nacional.

Desde as últimas eleições de 2002, quatro parti-

dos estão representados na Assembléia Nacional. A coalizão

governante inclui o Partido Socialista Húngaro (MSZP) e a Ali-

ança dos Democratas Livres (SZDSZ). Os partidos de oposi-

ção são a Aliança dos Novos Democratas - Partido Civil Hún-

garo (FIDESZ-MPP) e o Fórum Democrático Húngaro (MDF).

a) Principais Agências do Governo Central

Ministérios da República da Hungria desde as últimas

eleições de 2002:

  • Escritório do Primeiro Ministro; Ministério do In-

terior; Ministério da Saúde, Relações Sociais e Família; Minis-

tério da Agricultura e do Desenvolvimento Regional; Ministério

das Relações Econômicas e Transporte; Ministério da Defesa,

Ministério da Infância, Juventude e dos Esportes; Ministério

da Justiça, Ministério da Proteção Ambiental e da Água, Minis-

tério das Relações Exteriores, Ministério da Herança Cultural

Nacional, Ministério da Educação, Ministério das Finanças, Mi-

nistério da Tecnologia da Informação e das Telecomunicações.

Principais agências que tratam dos diferentes as-

pectos do comércio internacional:

  • Ministério das Relações Exteriores

(Külügyminisztérium)

  • Ministério das Relações Econômicas e Transporte

(és Közlekedési Minisztérium de Gazdasági)

  • Ministério das Finanças (Pénzügyminisztérium)
  • Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento

Regional (Földmüvelésügyi és Vidékfejlesztési Minisztérium)

4.2 Organização Administrativa

A Hungria é dividida em 19 condados e a capital

(com 23 distritos). Os conselhos locais dirigem as atividades

econômicas, sociais e culturais em sua área; preparam planos

econômicos e orçamentos locais e supervisionam seu desem-

penho; dão cumprimento às leis; supervisionam órgãos su-

bordinados; mantêm a ordem pública; protegem a proprieda-

de pública e os direitos individuais; e dirigem empresas eco-

nômicas locais.

5. Organizações e Acordos Internacionais

A Hungria é membro das Nações Unidas e de to-

das suas organizações especiais como FAO, UNIDO, UNCTAD,

OMS, UNICEF, assim como a OMC, FMI e BIRD. A Hungria foi o

primeiro país da Europa Oriental a ser membro do Conselho

Europeu, em novembro de 1990. Em março 1996, a Hungria

foi admitida na OCDE, e em março 1999, à OTAN.

ASPECTOS GERAIS

Hungria Sumário

ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS

II-ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS

1. Conjuntura econômica

1.1. Evolução recente

Por quase 40 anos a Hungria adotou a planificação cen-

tralizada da sua economia. O país foi membro do Conselho

Econômico de Assistência Mútua (COMECON), órgão de

integração econômica do bloco socialista criado em 1949 pela

antiga União Soviética. Segundo os princípios do Conselho,

cada país membro se concentraria em uma atividade econô-

mica específica, conforme seus recursos naturais e desenvol-

vimento tecnológico. Dentro desta estratégia, a Hungria espe-

cializou-se em algumas indústrias pesadas, tais como máqui-

nas agrícolas, industriais e de transporte (notadamente ôni-

bus). A Ex-União Soviética e os demais países socialistas fo-

ram os principais parceiros comerciais da Hungria entre 1949-

1989 mas, a partir da segunda metade da década de 70, uma

lenta e gradual mudança de direção começou a ocorrer em

relação aos países do leste europeu. Por mais de quatro déca-

das o desenvolvimento econômico da Hungria foi baseado em

“planos quinqüenais”. Em 1968 teve início uma onda de refor-

mas econômicas que, no entanto, foram contidas em um curto

espaço de tempo. Tais reformas ressurgiram nos anos 70 , e

se intensificaram nos anos 80. A finalidade dessas reformas

era implementar e desenvolver alguns elementos de mercado

dentro do rígido e inflexível sistema de planejamento em vigor

àquela época.

Os anos, a partir de 1989, foram de profundas mudan-

ças políticas, sociais e econômicas para a Hungria, assim como

também para os demais países do leste europeu. Com a que-

da do bloco comunista, o país optou por uma democracia par-

lamentar e por uma economia de mercado, abandonando a

planificação central e apostando na liberalização do comércio

externo e dos preços, nas privatizações e na captação de in-

vestimentos estrangeiros.

O período de transição dos anos 90 pode ser visto como

um processo contínuo de fortes mudanças, tanto na econo-

mia doméstica quanto nas relações econômicas externas. A

Hungria perdeu praticamente todos os mercados do leste, o

que conduziu a uma modificação profunda na sua indústria,

com a liquidação de várias empresas em poucos meses e o

conseqüente aumento da taxa de desemprego. Modificações

similares a esta também ocorreram na agricultura.

Na primeira metade dos anos 90, a produção caiu brus-

camente em todos os setores, incluindo agricultura, indústria,

serviços e comércio exterior. O país enfrentou o aumento do

desemprego, uma inflação elevada e ainda passou por um

sério agravamento do déficit público. O PIB, entre 1989-1995,

caiu, em média, 2,6% ao ano. A partir de 1994 o crescimento

ressurgiu, possibilitando o lançamento de reformas, o desen-

volvimento do setor financeiro e o avanço das privatizações.

Em 1995, por meio de um austero pacote econômico, conheci-

do como “pacote Brokos”, as finanças públicas foram estabili-

zadas e uma nova política monetária e de câmbio foi introduzida

pelo Banco Central da Hungria, ( National Bank of Hungary -

NBH ). Entre 1997 e 2000 a média de crescimento do PIB ficou

em torno de 4%. O aumento dos investimentos das companhi-

as multinacionais e das exportações foram os principais fato-

res para o crescimento nesse período. A maior taxa de cresci-

mento do PIB – 5,2% - foi observada no ano de 2000; a partir

daí, a economia começou a diminuir seu ritmo e, em 2002, o

crescimento do PIB registrado foi de 3,2%. A principal razão

para a queda no crescimento da economia húngara foi o

desaquecimento da economia mundial, principalmente se le-

vada em consideração a grande dependência do país de mer-

cados externos. O desempenho econômico do país é direta-

mente vinculado às condições externas como, por exemplo, a

estagnação da economia alemã, que é o principal mercado

Hungria Sumário

2.1.Agricultura

O setor agrícola pode ser considerado o mais prejudica-

do durante o processo de transição para uma economia de

mercado, principalmente nos seis-sete primeiros anos do pro-

cesso. O setor foi particularmente afetado pela perda de mer-

cados externos do antigo bloco soviético. A política interna para

o setor também não obteve sucesso. O acentuado corte dos

subsídios ao setor, no início dos anos 90, a abertura do merca-

do doméstico e o processo de privatizações contribuíram para

o desmantelamento do processo de produção agrícola

Em 2001 a participação do setor agrícola no PIB foi de

4,3%, enquanto que aproximadamente 6% da população em-

pregada estava na agricultura, bem abaixo do índice observa-

do em 1992, de 11%. A produção agrícola começou a declinar

em 1990 e somente em 1995 esta tendência se reverteu. O

nível de produção (incluindo silvicultura e pesca) alcançou 80,6%

daquele observado em 1990. O país apresenta um clima e solo

favoráveis à produção agrícola e é auto-suficiente em quase

todos os produtos cultivados. Os principais produtos agrícolas

atualmente são: trigo, semente de girassol, milho, cevada,

beterraba, batatas, vegetais e frutas. A criação de animais e a

produção de leite e seus derivados também são importantes.

Principais produtos (mil toneladas)

Produtos 1991-1995 *^1999

Trigo 4.394 2.638 5.

Milho 5.127 7.149 7.

Arroz 15 7 8

Cevada 1.476 1.042 1.

Centeio 167 86 121

Aveia 130 181 150

Batatas 1.108 1.199 908

Tabaco 13 16 9

Beterraba 3.709 2.934 2.

Vegetais 1.416 1.972 1.

Frutas 1.097 822 1.

* média no período

Fonte: CSO Statistical Yearbook of Hungary, 2001

2.2.Indústria

Se forem considerados os setores de mineração, de

manufaturados e de eletricidade como sendo parte do setor

industrial, aproximadamente 25% do PIB é produzido neste

setor, que é, responsável, ainda, por 25% da mão-de-obra

empregada no país. De acordo com o “ Central Statistical Office ”

da Hungria, a produção de manufaturados registrou uma taxa

média anual de crescimento da ordem de 9,3% no período

1993-2001. A taxa média de crescimento da produção de ma-

nufaturados destinados à exportação ficou em torno de 20%

durante o mesmo período. As principais indústrias, em rela-

ção à participação no PIB foram: indústria alimentícia (15%),

máquinas e equipamentos elétricos (29%), indústria química

(6%), produção de metais básicos e fabricação de produtos

de metal (7%) e equipamentos de transporte (14%).

2.3.Construção

O setor de construção contribuiu com cerca de 5% do

valor do PIB, sendo que esta participação está aumentando,

após vários anos de declínio. Mais de 7% da mão-de-obra

empregada está representada neste setor, o que significa uma

das mais baixas participações desde o começo dos anos 90.

2.4. Serviços

O setor de serviços é responsável por aproximadamen-

te 64% do PIB e 60% da força de trabalho. O turismo é uma

importante fonte de entrada de divisas, sendo responsável

por cerca de 5% do PIB.

ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS

Hungria Sumário

3. Moeda e Finanças

O Forint foi adotado como moeda nacional da Hungria

em 1946. Recentemente – e especialmente durante os anos

90 – a definição da taxa de câmbio foi influenciada pelas mu-

danças estruturais na economia e pelas reformas, visando a

transição para uma economia de mercado. Em junho de 2001

o Banco Central da Hungria passou a adotar um novo regime

de metas de inflação, de acordo com as intenções do Banco

em conduzir o mercado para a taxa de câmbio oficial.

Taxa de câmbio Forint/US$ (média anual)

1990199119921993199419951996199719981999 2000 2001 2002 6 3 , 27 4 , 77 9 , 09 1 , 91 0 5 , 21 2 5 , 71 5 2 , 71 8 6 , 82 1 4 , 42 3 7 , 22 8 2 , 52 8 6 , 5 2 5 8 , 4 Fonte: National Bank of Hungary

Balanço de pagamentos e reservas internacionais

Balanço de pagamentos, 1999-2001 (US$ milhões)

1999 2000 2001 A. Balança comercial (líquido, fob) - 2.189 - 1.759 - 2. Exportações 2 1. 8 4 8 2 5. 7 4 7 2 8. 0 7 1 Importações 2 4. 0 3 7 2 7. 5 0 6 3 0. 0 8 9 B. Serviços (líquido) 1.386 1.775 2. Receita 5. 6 4 9 6. 2 5 1 7. 7 0 7 D e s p e s a 4. 2 6 3 4. 4 7 6 5. 5 4 4 C. Renda (líquido) - 1.642 - 1.574 - 1. Receita 7 7 5 9 4 2 1. 1 1 1 D e s p e s a 2. 4 1 7 2. 5 1 6 2. 5 9 9 D. Transferências correntes (líquido) 339 231 245 E. Transações correntes (A+B+C+D) - 2.106 - 1.328 - 1. F. Conta de capitais (líquido) 29 270 317 G. Conta Financeira (líquido) 4.693 2.219 617 H. Erros e Omissões - 282 - 109 79 I. Saldo (E+F+G+H) 2.335 1.052 - 84

Fonte: IMF – International Financial Statistics, march 2003

Reservas internacionais, 2002 (US$ milhões)

Ouro 35

Direitos especiais de saque 33

Posição das reservas no FMI 595

Divisas conversíveis 9.

TOTAL 10.

Fonte: IMF – International Financial Statistics, march 2003

3.1.Regime cambial

De acordo com o Decreto LVIII de 2001 do Banco Naci-

onal da Hungria, o governo e o Banco Nacional decidem os

parâmetros para o regime cambial. Atualmente a Hungria adota

um regime de bandas cambiais. A paridade central, a qual é

atrelada ao euro, é de 276.1 florim/euro. A taxa cambial pode

sofrer variação na sua paridade de +/-15%(câmbio flutuan-

te). As extremidades de flutuação da taxa são definidas por

317.5 forint/euro e 234.7 forint/euro. O mercado determina o

movimento de flutuação da moeda entre as bandas cambiais

e o Banco Nacional da Hungria tem autorização para fazer

qualquer intervenção, no entanto, o Banco não tem efetuado

intervenção desde 4 de maio de 2001, quando houve a ado-

ção do novo regime de Governo. Se a taxa cambial ultrapas-

sar suas extremidades de flutuação, o Banco Central, mante-

rá a taxa dentro da paridade com a intervenção de capitais

externos. O Nacional (NBH) pode comprar ou vender Euros

para previnir a depreciação ou valorização do Forint. O valor

mínimo para a intervenção no mercado são de 4 milhões de

Euros. O atual regime cambial da Hungria, considerando suas

principais características, é compatível com o ERM II, regime,

ao qual todo país candidato a fazer parte da UE, deve utilizar

por dois anos antes de introduzir o Euro.

ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS

Hungria Sumário

COMÉRCIO EXTERIOR

III – COMÉRCIO EXTERIOR

1. Evolução recente: considerações gerais

Até 1992 a balança comercial esteve em equilí-

brio, mas em 1993 e 1994 passou a registrar déficits,

como resultado da diminuição das exportações e o au-

mento das importações. Em 1993 e 1994 os déficits

registrados na balança comercial alcançaram US$ 4 bi-

lhões e US$ 4,3 bilhões, respectivamente. Essa ten-

dência de déficits crescentes foi bloqueada, em 1995,

com as medidas adotadas em função do então chama-

do “Pacote Bokros” (programa de estabilização

implementado pelo Governo eleito em 1994), que abriu

caminho para um rápido desenvolvimento econômico.

Já em 1995 o déficit registrou queda de cerca de US$

2,4 bilhões. A taxa média de crescimento das exporta-

ções no período 1996-2001 chegou próximo dos 16%

e a de importações ficou em torno de 15%. Ao final de

2001, o déficit da balança comercial registrou uma queda

de mais um terço em comparação com o mesmo perí-

odo do ano anterior, 2000. E em 2001, principalmente

em função de um ambiente econômico externo instá-

vel, o déficit da balança comercial voltou a crescer, para

cerca de 3.000 milhões de Euros.

2. Direção do comércio exterior da Hungria

(US$ milhões)

Áreas e países 1 9 9 9 % 2 0 0 0 % 2 0 0 1 % Importações CIF, por áreas e países de origem

Importações totais 2 8. 0 0 8 1 0 0 , 0 3 2. 0 7 9 1 0 0 , 0 3 3. 6 8 1 1 0 0 , 0 Países desenvolvidos 2 0. 9 0 4 7 4 , 6 2 2. 4 6 1 7 0 , 0 2 3. 3 6 6 6 9 , 4 Países da Europa Central e do Leste 4. 0 0 7 1 4 , 4 5. 4 7 2 1 7 , 1 5. 5 9 9 1 6 , 6 Países em desenvol- vimento 3. 0 9 6 8 , 7 4. 1 4 5 9 , 8 4. 7 1 6 1 4 , 0 Países da OCDE 2 2. 4 7 1 8 0 , 2 2 4. 3 4 8 7 5 , 9 2 5. 2 6 0 7 5 , 0 União Européia (15 países) 1 8. 0 4 8 6 4 , 4 1 8. 7 6 0 5 8 , 5 1 9. 4 6 4 5 7 , 8 Alemanha 8. 1 8 8 2 9 , 2 8. 2 1 3 2 5 , 6 8. 3 9 3 2 4 , 9 Países do EFTA¹- 4 7 1 1 , 7 4 7 0 1 , 5 5 1 3 1 , 5

Exportações FOB, por áreas e países de destino

Exportações totais 2 5. 0 1 2 1 0 0 , 0 2 8. 0 9 1 1 0 0 , 0 3 0. 4 9 7 1 0 0 , 0 Países desenvolvidos 2 0. 9 6 8 8 3 , 8 2 3. 4 6 3 8 3 , 5 2 5. 1 2 1 8 2 , 4 Países da Europa Central e do Leste 3. 1 0 2 1 2 , 4 3. 6 2 7 1 3 , 0 4. 2 7 9 1 4 , 0 Países em desenvol- vimento 9. 5 1 0 3 , 1 1. 0 0 1 3 , 2 1. 0 9 6 3 , 6 Países da OCDE 2 1. 9 0 0 8 7 , 6 2 4. 5 6 5 8 7 , 4 2 6. 2 7 5 8 6 , 1 União Européia (15 países) 1 9. 0 6 7 7 6 , 2 2 1. 1 1 6 7 5 , 2 2 2. 6 5 1 7 4 , 3 Alemanha 9. 6 0 0 3 8 , 4 1 0. 4 7 1 3 7 , 3 1 0. 8 5 9 3 5 , 6 Países do EFTA¹ 3 3 6 1 , 3 3 8 7 1 , 4 4 3 6 1 , 4

Fonte : Hungary’s Foreign Trade, Ministério da Economia e Transportes - 2002 (1) European Free Trade Agreement

Hungria Sumário

COMÉRCIO EXTERIOR

Principais parceiros comerciais da Hungria (US$ milhões)

Importações Fob, por países de origem (principais parceiros)

P a í s e s 2001 % 2002 (jan/set) %

Alemanha 8.391 25% 6.539 24%

Itália 2.636 8% 2.005 7%

Áustria 2.479 7% 1.930 7%

Rússia 2.367 7% 1.621 6%

França 1.565 5% 1.312 5%

Japão 1.536 5% 1.119 4%

Estados Unidos 1.410 4% 1.044 4%

China 1.318 4% 1.400 5%

Reino Unido 987 3% 765 3%

Bélgica 753 2% 511 2%

República Tcheca 710 2% 611 2%

Total Importado 33.474 100% 26.776 100%

Exportações Fob, por países de origem (principais parceiros)

P a í s e s 2001 % 2002 (jan/set) %

Alemanha 10.843 36% 8.927 36%

Áustria 2.359 8% 1.738 7%

Itália 1.888 6% 1.395 6%

França 1.797 6% 1.396 6%

Estados Unidos 1.495 5% 864 3%

Países Baixos 1.367 5% 1.011 4%

Reino Unido 1.295 4% 1.135 5%

Bélgica 982 3% 688 3%

Romênia 754 3% 543 2%

República Tcheca 547 2% 465 2%

Rússia 465 2% 302 1%

Japão 169 1% 130 1%

China 110 0% 124 1%

Total Exportado 30.153 100% 24.754 100%

Fonte: FMI Direction of Trade Statistics – Yearbook 2002. and Quarterly June 2003.

Hungria Sumário

RELAÇÕES ECONÔMICO-COMERCIASBRASIL-HUNGRIA

IV–RELAÇÕES ECONÔMICO-COMERCIAIS

BRASIL-HUNGRIA

1. Intercâmbio comercial bilateral

A Hungria não ocupa posição de destaque no comércio

exterior brasileiro: somente 0,08% das exportações brasilei-

ras foram direcionados para a Hungria, em 2002, enquanto

que as importações brasileiras provenientes daquele país re-

presentaram 0,18% do total importado pelo Brasil naquele ano.

O saldo da balança comercial tem sido deficitário para o

Brasil nos últimos anos, principalmente em função da forte

queda das exportações. No quinqüênio 1998-2002, as expor-

tações brasileiras para a Hungria decresceram, em média,

10,1% anualmente, muito embora a variação, de 2002 em

relação ao ano anterior, tenha sido mais acentuada, da ordem

de 36%.

Brasil: intercâmbio comercial com a Hungria,

1998-2002 (US$ mil – FOB)

Exportações 81.015 89.785 84.843 74.623 47. Variação anual (%) -17,70 10,82 -5,50 -12,05 -36, Importações 88.481 86.548 104.200 98.932 83. Variação anual (%) 23,94 -2,19 20,40 -5,05 -15, Balança comercial -7.466 3.237 -19.357 -24.309 -35. Intercâmbio comercial 169.496 176.333 189.043 173.555 130.

Fonte: MDIC/SECEX – Sistema ALICE

2. Composição do comércio bilateral

As exportações brasileiras para a Hungria são concen-

tradas em três grupos de produtos, os quais representam apro-

ximadamente 70% das vendas do Brasil para aquele país. O

principal produto da pauta (bagaços e outros resíduos sólidos

da extração do óleo de soja) foi responsável por 21,9% das

exportações totais para a Hungria. Outros produtos que mere-

cem destaque são “tubos catódicos para receptores de televi-

são a cores” e “pistões ou embolos, para motores de explo-

são”. Com relação às importações, destaca-se “outras partes

para aparelhos receptores de radiodifusão/televisão”.

Hungria Sumário

2.1. Exportações brasileiras para a Hungria

Descrição 2000 2001 2002 US$ mil % US$ mil % US$ mil % Máquinas, aparelhos e material elétricos, suas partes, etc. 27.693 32,6% 22.015 29,5% 12.024 25,2% tubos catódicos para receptores de televisão a cores, etc. 2 6. 5 6 9 3 1 , 3 % 2 0. 8 3 7 2 7 , 9 % 9. 3 6 1 1 9 , 6 % outras memórias montadas para montagem superf. 0 0 , 0 % 0 0 , 0 % 1. 7 2 8 3 , 6 % outras lâmpadas/tubos de descarga 6 2 4 0 , 7 % 5 9 4 0 , 8 % 4 5 3 0 , 9 % Reatores nucleares, caldeiras, máquinas, etc., mecânicos 11.715 13,8% 10.030 13,4% 11.116 23,3% Pistões ou embolos, para motores de explosão 1 0. 4 4 8 1 2 , 3 % 8. 1 5 6 1 0 , 9 % 8. 4 5 5 1 7 , 7 % outras máquinas e aparelhos para colheita 0 0 , 0 % 0 0 , 0 % 5 2 6 1 , 1 % Motocompressor hermético, capacidade < 4.700 frigorias/hora 0 0 , 0 % 3 7 0 0 , 5 % 5 1 5 1 , 1 % Máquinas e ferramentas p/ puncionar/chanfrar metais 0 0 , 0 % 0 0 , 0 % 3 8 5 0 , 8 % Refrigeradores combinados com congeladores, porta externa separada0 0 , 0 % 0 0 , 0 % 3 3 8 0 , 7 % Resíduos e desperdícios das indústrias alimentares 31.173 36,7% 30.952 41,5% 10.466 21,9% bagaços e outros resíduos sólidos, da extração do óleo de soja 3 1. 1 7 3 3 6 , 7 % 3 0. 9 5 2 4 1 , 5 % 1 0. 4 6 6 2 1 , 9 % Café, chá, mate e especiarias 6.106 7,2% 3.695 5,0% 2.759 5,8% café não torrado, não descafeinado, em grão 5. 7 4 9 6 , 8 % 3. 5 2 6 4 , 7 % 2. 6 9 5 5 , 7 % Instrumentos e aparelhos de óptica, fotografia, etc. 9 0,0% 10 0,0% 2.750 5,8% outras partes e acessórios para aparelhos de fotocópia 0 0 , 0 % 0 0 , 0 % 2. 6 7 8 5 , 6 % Calçados, polainas e artefatos semelhantes, e suas partes 1.498 1,8% 1.864 2,5% 1.625 3,4% Calçados de borracha/plástico, com parte superior em tiras, etc. 6 6 8 0 , 8 % 9 7 4 1 , 3 % 8 2 6 1 , 7 % outros calçados de couro natural 6 0 4 0 , 7 % 6 0 4 0 , 8 % 5 8 9 1 , 2 % Óleos essenciais e resinóides, produtos de perfumaria, etc. 1.104 1,3% 814 1,1% 917 1,9% Dentifrícios 1. 1 0 3 1 , 3 % 8 1 4 1 , 1 % 8 9 5 1 , 9 % Vidro e suas obras 223 0,3% 250 0,3% 860 1,8% outros objetos de vidro, para serviço de mesa/cozinha 3 2 0 , 0 % 1 1 1 0 , 1 % 4 4 4 0 , 9 % Ferramentas, artefatos de cutelaria, etc., de metais comuns 936 1,1% 886 1,2% 787 1,7% colheres, garfos, conchas, escumadeiras, etc., de aços inoxidáveis 3 0 7 0 , 4 % 3 6 4 0 , 5 % 2 6 6 0 , 6 % Algodão 1.136 1,3% 372 0,5% 660 1,4% tecido de algodão>=85%, tinto, ponto sarjado, p>200g/m 2 7 5 8 0 , 9 % 1 5 9 0 , 2 % 2 7 1 0 , 6 % tecido de algodão>=85%, fio color., denim, indigo, p>200g/m2 3 7 3 0 , 4 % 1 8 6 0 , 2 % 2 6 6 0 , 6 % Matérias albunimóides, produtos à base de amidos, etc. 604 0,7% 483 0,6% 659 1,4% Proteínas de soja em pó, teor proteína em base seca>=90% 5 0 3 0 , 6 % 4 8 3 0 , 6 % 6 5 9 1 , 4 % Veículos automóveis, tratores, etc., suas partes/acessórios 105 0,1% 625 0,8% 600 1,3% outras partes e acessórios para tratores e veículos automóveis 3 6 0 , 0 % 5 4 7 0 , 7 % 5 4 5 1 , 1 % Obras de ferro fundido, ferro ou aço 192 0,2% 426 0,6% 444 0,9% outros artefefatos domésticos, de aços inoxidáveis, e partes 1 7 3 0 , 2 % 3 5 4 0 , 5 % 3 8 8 0 , 8 % Plásticos e suas obras 0 0,0% 2 0,0% 365 0,8% rolhas, tampas, etc., para fechar recipientes, de plásticos 0 0 , 0 % 0 0 , 0 % 3 3 1 0 , 7 % Fumo (tabaco) e seus sucedâneos manufaturados 943 1,1% 169 0,2% 313 0,7% Madeira, carvão vegetal e obras de madeira 46 0,1% 6 0,0% 204 0,4% Peles, exceto a peleteria (peles com pelos), e couros 319 0,4% 280 0,4% 203 0,4% SUBTOTAL 83.801 98,8% 72.878 97,7% 46.751 98,0% DEMAIS GRUPOS DE PRODUTOS/PRODUTOS 1.041 1,2% 1.746 2,3% 937 2,0% TOTAL 84.843 100,0% 74.623 100,0% 47.688 100,0% Fonte: MDIC/SECEX – Sistema ALICE

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