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Tipologia: Notas de estudo
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Divisão de Informação Comercial
MAPA
Área: 997.739 km^2 População: 73,3 milhões de habitantes (2004) Densidade populacional: 73,5 habitantes/km² (2004) População economicamente ativa: 20,2 milhões (2004) Principais cidades: Cairo(capital), Alexandria, Port Said, Lu- xor, Aswan, Zagazig e Assiut. Moeda: libra egípcia (L£). PIB (a preços correntes): US$ 76,6 bilhões (2004) Composição do PIB por setores de atividade (2002/2003): Serviços: 52,0% Indústria e Mineração: 17,7% Petróleo e derivados: 15,2% Agricultura: 15,1% PIB – crescimento real: 2004: 2,7% 2003: 1,8% 2002: 3,0% PIB per capita: US$ 1.045,00 (2004) Comércio exterior (2004): Importações (CIF): US$ 20.769 milhões Exportações (FOB): US$ 12.081 milhões Intercâmbio comercial Brasil-Egito (2004): Exportações brasileiras (FOB): US$ 623,5 milhões Importações brasileiras (FOB): US$ 33,5 milhões DADOS BÁSICOS
ASPECTOS GERAIS População das principais cidades egípcias (milhões de habitantes) Cidade População Grande Cairo 16, Alexandria 3, Port Said 0, Suez 0, Fonte: EIU. The Economist Intelligence Unit, ViewsWire March, 2005. Cerca de 1/3 da população egípcia é composta por crian- ças e adolescentes com até 14 anos e 62% têm idade entre 15 e 64 anos, conforme tabela a seguir: Distribuição da população por faixa etária Faixa etária Percentual da população 0-14 anos 33,96% 15-64 anos 62,18% 65 anos ou mais 3,86% Fonte: EIU. The Economist Intelligence Unit, Country Profile 2001. Idioma e religião O árabe é o idioma oficial do país. Todos os documentos legais – contratos, acordos e correspondência oficial – devem ser redigidos em árabe. O inglês e o francês são amplamente utilizados nos negócios, seja em transações diárias ou em co- municações. A religião predominante é o islamismo, que surgiu na Arábia Saudita, no século VII, com o Profeta Maomé. O funda- mento do islamismo é o Corão, que é a revelação da palavra de Deus. Cerca de 94% da população egípcia são de religião islâmica e 6% de outras religiões, inclusive cristianismo. Os muçulmanos constituem maioria quase absoluta nos países do Oriente Médio, na África Setentrional e em partes da Ásia. A vida do muçulmano é pautada nas seguintes deter- minações:
Indicador 2003 2008(1) Gasto com saúde (% do PIB) 4,0 4, Gasto com saúde (US$ por habitante) 40 47 Taxa de mortalidade infantil (por mil nascimentos) 35,3 28, Consumo de carne (kg por pessoa) 25,2 26, Consumo de leite (litros por pessoa) 51,5 53, Linhas telefônicas fixos 133 160 Refrigeradores (% por 1.000 habitantes) 6,9 5, Máquinas de lavar (% por 1.000 habitantes) 4,7 5, Automóveis de passageiros (por 1.000 habitantes) 102 133 Fonte: EIU. The Economist Intelligence Unit, ViewsWire March, 2005. (1) Projeção EIU.
3. Transportes e comunicações Transporte rodoviário O transporte rodoviário é o mais utilizado no Egito, com 45.500 km de estradas pavimentadas, registradas em 2003. Apesar do número expressivo de estradas, algumas delas en- contram-se em precárias condições de uso. Foi restaurada a estrada litoral mediterrânea que liga o norte da África com a Europa, através do estreito de Gibraltar. Cerca de 85% do transporte doméstico e 60% do movimento de passageiros utilizam essa estrada. A segurança nas estradas é uma das preocupações do Governo, pois o país possui um das mais altas taxas de inci- dências de trânsito do mundo. Transporte ferroviário Com 9.400 km de estradas, é o sistema de transporte mais antigo do país. O movimento anual é em torno de 800 mil passageiros e 12 mil toneladas de carga. Cairo possui linha de metrô operando desde 1987, com- pletada, em 1997, mais 45 km, entre Al Marg e o centro indus- trial de Helwan. Outros trechos foram construídos em 1993, posicionando o metrô, em um dos mais utilizados do mundo. Transporte fluvial e marítimo O transporte fluvial é composto de 3.500 km. Inclui o Rio Nilo, o Lago Nasser, a Hidrovia Alexandria-Cairo e nu- merosos canais menores no delta. Inclui também o Canal de Suéz, com 193,5 km de extensão, utilizado por embarcações de transporte oceânico, com calado de até 16,1m. Os principais portos são: Alexandria, Port Said e Suez. Outros portos egípcios: Al Dekheila, Al Ghardaqah, Aswan, Asyut, Bur Safajah, Damietta e Marsa Matruh. O porto de Alexandria e o porto adjacente de Al Dekhei- la dominam o tráfego marítimo no Egito. Em 1995, movimen- taram por volta de 18 milhões de toneladas em cargas, em comparação com os 8,9 milhões de toneladas movimentadas em Damietta, 5,8 milhões em Port Said e 3,1 milhões nos por- tos do Mar Vermelho. A marinha mercante é composta de 170 navios, inclu- ídas algumas embarcações estrangeiras registradas no país, ASPECTOS GERAIS
ASPECTOS GERAIS em 26 de setembro de 1999 (o próximo será em outubro de 2005); o Primeiro-Ministro é indicado pelo Presidente. O Poder Legislativo é regido por sistema bicameral, composto pela Assembléia do Povo ou “Majlis al-Sha’b” ( assentos; 444 eleitos por voto popular, 10 indicados pelo Pre- sidente; seus membros cumprem mandatos de cinco anos) e pelo Conselho Consultivo ou Majlis al-Shura – que desempe- nha tão-somente função consultiva (264 assentos; 176 eleitos por voto popular, 88 indicados pelo Presidente). O Poder Judiciário é exercido pela Corte Constitucional Suprema. Organização administrativa De acordo com a legislação vigente, o país é dividido em 26 governadorias (muhafazat, singular – muhafazah); Ad Daqahliyah, Al Bahr al Ahmar, Al Buhayrah, Al Fayyum, Al Gharbiyah, Al Iskandariyah, Al Isma’iliyah, Al Jizah, Al Minu- fiyah, Al Minya, Al Qahirah, Al Qalyubiyah, Al Wadi Al Jadid, Ash Sharqiyah, As Suways, Aswan, Asyut, Bani Suwayf, Bur Sa’id, Dumyat, Janub Sina’, Kafr ash Shaykh, Matruh, Qina, Shamal Sina, e Suhaj.
5. Organizações e Acordos Internacionais Organizações Internacionais No plano político, o Egito é membro da Organização das Nações Unidas, ONU, e pertence também, entre outros, aos seguintes organismos internacionais: OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo; ABEDA - Banco Árabe para o Desenvolvimento Econômico na África; AFESD - Fundo Árabe para o Desenvolvimento Econômico e Social; OMC - Organi- zação Mundial do Comércio; AMF - Fundo Monetário Árabe; e OEA - Organização dos Estados Americanos (nesta, como observador). Acordos Comerciais O Egito formalizou diversos acordos comerciais intra e extra-regionais, tanto no âmbito multilateral como no bilate- ral. Negociou acordos comerciais preferenciais com a União Européia, os Estados Unidos e os países árabes e africanos. Concede tratamento comercial preferencial à República Tche- ca, Grécia, Jordânia, Kuwait, Malta, Polônia, Arábia Saudita e Síria, entre outros. Em março de 1995, o Egito e a China firmaram um acordo comercial, o Governo egípcio formalizou, recentemente, tratado econômico com a Rússia.
ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS dustrial, mas continuam a sofrer prejuízos consideráveis em decorrência dos seus equipamentos obsoletos, do excesso de empregados e de operações ineficientes. As indústrias de ali- mentos e de outros artigos de consumo, a maioria privada, permanecem atraentes ao investimento externo. Produção industrial, 2002/2003 (em mil toneladas) Produto Valor Automóveis, ônibus e caminhões (unidades) 83. Cimento 26. Fertilizantes 13. Refrigeradores e máquinas de lavar (unidades) 1. Sabão 497 Fios de algodão 263 Alumínio 154 Fonte: EIU. The Economist Intelligence Unit, Country Profile 2004. Energia O setor de petróleo e gás respondeu, em 2002-2003, por 15,2% do PIB. A exploração e produção de gás represen- taram um dos campos mais positivos da economia ao longo dos últimos dois anos. A expectativa é que essa tendência se prolongue, com base nos planos de investimento já aprovados, e em recentes descobertas de novas reservas de gás. A produção e exportação do petróleo têm sido o susten- táculo da economia ao longo dos últimos 20 anos. A base da produção original do Golfo de Suez foi suplementada pela pro- dução no delta do Nilo, basicamente de gás extraído em bacias “onshore” e “offshore”, e no Deserto Ocidental. O setor de gás e petróleo continua a absorver grande parte dos investimentos estrangeiros no país, incluindo os recursos provenientes de gi- gantes de indústria, tais como BP, British Gas, ENI e Shell. O país tem trabalhado com afinco para desenvolver sua capacidade de exportar gás e encontrar mercados para seu produto, uma vez que, com as novas descobertas de gás na- tural, os volumes têm ultrapassado a demanda interna, e as exportações de petróleo têm declinado acentuadamente. Os projetos de LNG (gás natural liquefeito) têm sido igualmente desenvolvidos em passo acelerado. Em 2002, a Gaz de France assinou um acordo para adquirir toda a produção anual do primeiro trem (aproximadamente 400 milhões de pés cúbicos ao dia) da usina da BG durante 20 anos, a partir do início das operações da usina, previsto para meados de 2005. Produção de petróleo 2000 2001 2002 2003 (em mil barris/dia) 700,0 639,5 628,2 618, Fonte: EIU. The Economist Intelligence Unit, Country Profile 2004. Serviços O setor de serviços responde por 52% do PIB do Egito, sendo particularmente importantes as receitas provenientes do turismo e do Canal de Suez. O turismo é a uma das principais fontes de divisas ex- ternas do Egito, além de ser o motor que impulsiona o cres- cimento do país. A receita proveniente do turismo atinge, se- gundo números oficiais, somente cerca de 5% do PIB, mas um relatório de 2001, preparado pelo Centro Egípcio de Estudos Econômicos, conclui que a participação real direta e indireta do turismo sobre o PIB é de 11%. O setor do turismo recuperou-se rapidamente do enfra- quecimento abrupto ocasionado pelo ataque terrorista de 1997 em Luxor. Em 2000, alcançou níveis recordes de turistas (5, milhões) e de receitas (US$ 4,3 bilhões), mas foi novamente afetado pelas tensões políticas na região e pelos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Após os ataques de 11 de setembro, o fluxo de turis- tas decresceu acentuadamente, mas apresentou certa recupe- ração em dezembro de 2001, atingindo, em março de 2002, o nível de procura observado antes de setembro de 2001. A construção e inauguração de novos “resorts” e projetos turísti- cos foram adiadas após o choque de setembro, e alguns hotéis chegaram a operar inicialmente com menos de 20% de sua capacidade.
ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS No entanto, a situação começou a melhorar em junho de 2002, com o crescimento nas taxas de ocupação dos “re- sorts” do Mar Vermelho, e o retorno do tradicional fluxo de turistas árabes. O governo e a iniciativa privada têm planos ambiciosos para expandir o número de turistas para 9,5 mi- lhões em 2005. Além das famosas relíquias nos arredores de Cairo, Luxor e Aswan/Abu Simbel, o Governo espera expandir as visitas e os serviços oferecidos em sítios arqueológicos me- nos conhecidos, e já começou a promover o desenvolvimento de áreas virgens ao longo da costa sul do Mar Vermelho e no Deserto Ocidental. Turismo, por região de origem Descrição 2000/01 2001/02 2002/ Europa ocidental 58,6% 53,0% 52,2% Oriente Médio 20,0% 23,6% 22,5% Américas 6,1% 4,2% 3,2% Europa oriental 6,9% 10,8% 14,0% Ásia 5,7% 5,0% 4,8% África 2,7% 3,3% 3,2% Total, incluindo outros 100,0% 100,0% 100,0% Fonte: EIU. The Economist Intelligence Unit, Country Profile 2004. Setores Prioritários O governo egípcio anunciou estratégia para os próximos vinte anos em plano para o período 1997-2017. O plano tem como objetivo aumentar a taxa de crescimento da economia para 6,9% ao ano até 2002 e 7,7% ao ano até 2017. As prin- cipais estratégias para alcançar tais objetivos concentram-se na privatização; na otimização do clima de investimentos; na expansão das exportações; e na expansão da produção por meio de novos projetos de desenvolvimento. A base legal para o programa de privatização do go- verno é a Lei no 203, a Lei das Empresas Públicas, destinada a assegurar que as empresas públicas e privadas operem sob as mesmas condições. Na prática, a alienação da proprieda- de governamental tem ocorrido, em geral, por meio da ampla venda de participação minoritária a grandes investidores ou investidores “estratégicos”. O governo também aprovou uma nova lei de investimen- tos e tornou-se mais pró-ativo na busca de novos mercados e/ou mercados mais amplos para as exportações egípcias. A Lei no 8 de 1997, de Incentivos e Garantias do Inves- timento, estimula o investimento externo no Egito em 16 seto- res prioritários, entre os quais os de infra-estrutura, software, agroindústria e turismo. Os estrangeiros têm permissão para deter 100% dos negócios, e o capital e os lucros auferidos podem ser livremen- te repatriados. A Autoridade Geral de Investimentos (GAFI) oferece aos investidores serviços de registro desburocratiza- dos. Não é mais exigida a aprovação prévia da GAFI para o registro, e não são exigidos aos investidores níveis mínimos de desempenho. O investimento externo em outros setores pode ser in- tegralizado, segundo as disposições da Lei de Empresas (no 159, de 1981, emendada pela Lei no 3, de 1998). Atualmente, o Egito mantém em vigor tratados bilaterais de investimento com os seguintes países: Armênia, Bélgica, China, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Japão, Líbia, Luxemburgo, Marrocos, Holanda, Romênia, Singapura, Sudão, Suécia, Suí- ça, Tailândia, Tunísia, Reino Unido e os Estados Unidos.
3. Moeda e finanças Moeda A unidade monetária do Egito é a libra egípcia (E£). Em fevereiro de 1991, o Egito removeu a maioria dos controles sob as moedas estrangeiras, permitindo que as taxas de câmbio refletissem as forças do mercado. Em seguida, o país unificou seu sistema de câmbio dual e abriu o mercado a cambistas não ligados aos bancos, mas as taxas ainda eram essencialmente controladas pelo Governo. Em agosto de 2001, após a bem sucedida emissão de US$ 1,5 bilhão, o Banco Central desvalo-
ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS
4. Sistema bancário Mais de 100 bancos operam no Egito, incluindo trinta e oito comerciais controlados por quatro bancos estatais (Banco Misr, Banco Nacional do Egito, Banco de Alexandria e Banco do Cairo) e diversas “joint-ventures” e bancos especializados. Os quatro bancos estatais mantêm dois terços dos ati- vos da comunidade bancária. Outros vinte e um bancos es- trangeiros possuem filiais no Egito, as quais, desde o início de 1993, foram autorizadas pela lei a conduzir negócios em libras egípcias, assim como em moeda estrangeira. O governo egípcio revisou, nos últimos anos, leis e prá- ticas bancárias. Os bancos egípcios foram beneficiados pelas reformas no câmbio e nas taxas de juros conduzidas pelo go- verno, e muitos obtiveram ganhos expressivos investindo em letras e títulos do governo. Entretanto, os bancos ainda sofrem com a baixa capitalização e com a pesada carga tributária her- dadas do período precedente. Em geral, os bancos egípcios são considerados dema- siadamente conservadores e freqüentemente demandam uma contra-garantia correspondente ao montante emprestado como condição para concessão do empréstimo. Os empréstimos de curto prazo totalizam aproximadamente 80% do portfólio dos principais bancos. O mercado bancário egípcio detém grande potencial de expansão, mas é prejudicado por procedimentos burocráticos e por grandes dívidas que desencorajam os potenciais inves- tidores. São relativamente desconhecidos no país: hipotecas, empréstimos aos consumidores e fundos de investimentos.
COMÉRCIO EXTERIOR
1. Evolução recente O total do comércio exterior do Egito (exportações + importações) apresentou tendência crescente em todo o qüin- qüênio de 2000-2004, com exceção dos anos de 2001 e 2002, quando registrou quedas de 6,6% e 4,5%. Em 2003, foi veri- ficado aumento nas trocas com o exterior de 9,2%, atingindo o pico do período em 2004, com expansão de 36,9%. Nos últi- mos cinco anos, o crescimento médio foi da ordem de 7,5% ao ano, passando de US$ 24,6 bilhões, em 2000, para US$ 32, bilhões, em 2004. No âmbito do Oriente Médio, o Egito participou, em 2003, com 5% no total do comércio exterior da região e com 0,3% do comércio mundial. As exportações do Egito tiveram comportamento cres- cente em todo o intervalo de 2000-2004, com incremento mé- dio de 14,4% ao ano, o que posicionou o país na 5ª posição entre os principais exportadores do Oriente Médio. No período analisado, o valor das vendas do Egito quase duplicou, pas- sando de US$ 7,1 bilhões, em 2000, para US$ 12,1 bilhões, em 2004. No período de 2000-2004, as importações egípcias apresentaram retração nos anos de 2001 e 2002, e o maior dinamismo foi registrado em 2004, com aumento de 38,4%, em relação a 2003. As importações do Egito cresceram, em média, 4,3% ao ano, passando de US$ 17,6 bilhões, em 2000, para US$ 20,8 bilhões em 2004. O saldo da balança comercial foi desfavorável ao Egito em todos os anos do período de 2000-2004, acumulando défi- cit da ordem de US$ 41 bilhões. Comércio exterior total, 2000-2004 (US$ milhões) Comércio Exterior 2000 2001 2002 2003 2004(1) Exportações (FOB) 7.061 7.249 7.250 8.987 12. Importações (CIF) 17.569 15.750 14.709 15.003 20. Saldo comercial -10.508 -8.501 -7.459 -6.016 -8. Intercâmbio comercial 24.630 22.999 21.959 23.990 32. Fonte:. The Economist Intelligence Unit, ViewsWire, March 2005 (1) Estimativa EIU 2. Direção do comércio exterior As exportações egípcias foram direcionadas, em sua maioria, para os países industrializados, que absorveram, em 2003, cerca de 56% do total. Dentre os países em desenvol- vimento, a Ásia foi o principal destino das vendas do Egito naquele ano, com participação de 13,3% no total. Os principais mercados importadores das vendas egíp- cias, em 2003, foram: Estados Unidos, com participação de 13,3% no total; Itália, com 12,3%; Reino Unido, com 7,9%; França, com 4,7%; Alemanha, com 4,7%; Índia, com 4,2%; e Espanha, com 3,8%. Os sete países, em conjunto, somaram 50,9% do total exportado pelo Egito. A participação do Brasil nas exportações egípcias ain- da é pouco significativa diante das possibilidades de comércio entre os dois países. Em 2003, o Brasil participou com apenas 0,4% das vendas do Egito. Exportações do Egito, por principais países de destino, 2002- (Em %) Países 2002 2003 2004(1) Estados Unidos 18,4% 13,3% 9,8% Itália 13,7% 12,3% 14,4% Reino Unido 8,4% 7,9% 8,0% França 3,9% 4,7% 3,1% Alemanha 3,4% 4,7% 4,2% Índia 3,9% 4,2% 1,4% Espanha 3,2% 3,8% 3,7% Países Baixos 3,1% 2,8% 3,2% República da Coréia 1,7% 2,1% 2,1% Turquia 1,5% 2,1% 2,2% Arábia Saudita 2,2% 2,0% 2,1% China 1,2% 1,7% 1,5% Grécia 2,1% 1,6% 1,8% Cingapura 1,1% 1,4% 2,8%
vestuário e seus acessórios, com 10,7%; algodão, com 5,9%; ferro fundido, ferro e aço, com 4,9%; sal, enxofre, terras e pedras, cal e cimento, com 4,2%; e adubos ou fertilizantes, com 3,3%. Exportações egípcias, por principais grupos de produtos, (Em %) Exportações 2 0 0 3 Combustíveis, óleos e ceras minerais 32,6% Algodão 5,9% Vestuário e seus acessórios, de malha 5,5% Vestuário e seus acessórios, exceto de malha 5,2% Ferro fundido, ferro e aço 4,9% Sal, enxofre, terras e pedras, cal e cimento 4,2% Adubos ou fertilizantes 3,3% Produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos 2,7% Alumínio e suas obras 2,5% Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos 2,4% Filamentos sintéticos ou artificiais 2,1% Plásticos e suas obras 2,0% Produtos químicos inorgânicos 2,0% continua na próxima página) (continuação da página anterior) Outros artefatos têxteis confeccionados 1,9% Cereais 1,5% Frutas, cascas de cítricos e de melões 1,4% Máquinas, aparelhos e material elétricos 1,4% Peles, exceto peleteria, e couros 1,1% Subtotal 82,5% Demais Produtos 17,5% Total 100,0% Fonte: ITC/UNCTAD/Trademap. A pauta de importações egípcia, em 2003, apresentou significativa concentração nos itens: máquinas e aparelhos mecânicos e elétricos, com participação no total da pauta de 25,5%, seguido por veículos automóveis, tratores, ciclos, com 7%; cereais, com 6,8%; aviões com 3,6%; plásticos e suas obras, com 3,5%; combustíveis, óleos e ceras minerais, com 3,2%; e gorduras, óleos e ceras animais ou vegetais, com 3%. Importações egípcias, por principais grupos de produtos, 2003 (Em %) Importações 2 0 0 3 Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos 16,8% Máquinas, aparelhos e material elétricos 8,7% Veículos automóveis, tratores e ciclos 7,0% Cereais 6,8% Aeronaves e outros aparelhos aéreos ou espaciais 3,6% Plásticos e suas obras 3,5% Combustíveis, óleos e ceras minerais 3,2% Gorduras, óleos e ceras, animais ou vegetais 3,0% Produtos químicos orgânicos 2,6% Ferro fundido, ferro e aço 2,5% Madeira, carvão vegetal e obras de madeira 2,5% Papel e cartão, obras de pasta celulósica 2,4% Obras de ferro fundido, ferro ou aço 2,4% Produtos farmacêuticos 2,4% Instrumentos e aparelhos de ótica, fotografia 2,3% Borracha e suas obras 1,5% Algodão 1,4% Filamentos sintéticos ou artificiais 1,4% Produtos diversos das indústrias químicas 1,4% Extratos tanantes, tintas, taninos e derivados 1,2% Leite e laticínios, ovos de aves, mel natural 1,1% Fumo (tabaco) e seus sucedâneos manufaturados 1,1% Subtotal 78,8% Demais Produtos 21,2% Total Geral 100,0% Fonte: ITC/UNCTAD/Trademap. COMÉRCIO EXTERIOR
1. Evolução recente O intercâmbio comercial realizado entre o Brasil e o Egi- to (exportações + importações), no qüinqüênio de 2000-2004, foi marcado por significativas oscilações, registrando seu me- lhor desempenho em 2001, quando foi verificado crescimento da ordem de 71,2% em relação a 2000. Os anos de 2000 e 2002 apresentaram decréscimos de 9% e 12,9%. Contudo, es- ses decréscimos não foram suficientes para reduzir a significa- tiva expansão do comércio entre os dois países no qüinqüênio, de 24,3% ao ano, em média. Nos últimos cinco anos, as trocas comerciais entre o Brasil e o Egito mais que dobraram, passando de US$ 275, milhões, em 2000, para US$ 656,9 milhões, em 2004. No âmbito da Liga Árabe, o Egito absorveu, em 2004, cerca de 7,6% do intercâmbio comercial do Brasil com a re- gião. As exportações brasileiras para o Egito, no período de 2000-2004, apresentaram expansão média de 27% ao ano, posicionando o país como 31º principal destino das vendas do Brasil. O Egito foi responsável por 15,2% do total das vendas brasileiras para a Liga Árabe. Em valores, as exportações para o país passaram de US$ 239,6 milhões em 2000 para US$ 623,5 milhões em 2004. As importações brasileiras originárias do mercado egíp- cio, no intervalo de 2000 a 2004, foram marcadas por osci- lações. Após crescimento, em 2000, de 233,3% em relação a 1999, e de 31% em 2001, as compras brasileiras do Egito caíram 47,2% em 2002. O crescimento de 39,6%, em 2003, não foi suficiente para colocar os valores no mesmo patamar de 2000. No qüinqüênio, as importações brasileiras do Egito caíram, em média, 1,7% ao ano, passando de US$ 35,8 mi- lhões, em 2000, para US$ 33,5 milhões, em 2004. O saldo da balança comercial, superavitário ao Brasil em todo o período de 2000-2004, foi de US$ 2 bilhões. Brasil: intercâmbio comercial com o Egito, 2000- (US$ milhões, FOB) Descrição 2000 2001 2002 2003 2004(1) Exportações brasileiras 239,6 424,5 386,0 462,0 623, Importações brasileiras 35,8 47,0 24,8 34,6 33, Intercâmbio comercial 275,4 471,5 410,8 496,6 656, Balança comercial 203,7 377,5 361,2 427,4 590, Fonte: MDIC/SECEX/Sistema ALICE. (1) Dados preliminares. 2. Composição do intercâmbio bilateral A pauta de exportações brasileiras para o Egito mostrou alto grau de concentração. Em 2004, os principais produtos exportados foram “carnes”, com 27,8% de participação no to- tal; seguido de “minério de ferro”, com 20,8%; e “açúcar”, com 20,5%. Os três produtos somaram, em conjunto, 69% do total das exportações brasileiras para o Egito. Em 2004, o Egito foi o 9º principal mercado de desti- no das exportações brasileiras de carne, absorvendo cerca de 3,3% do total exportado do produto. O país posicionou-se, também, como 4º principal importador do açúcar brasileiro, com participação de 5,6% no total exportado, e 10º maior importador de minério de ferro, absorvendo cerca de 2,5% do total das vendas brasileiras.
RELAÇÕES ECONÔMICO-COMERCIAIS BRASIL-EGITO