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Tipologia: Notas de estudo
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Ministério das Relações Exteriores Departamento de Promoção Comercial Divisão de Informação Comercial
mia peruana é baseado na demanda externa (vide o aumento das exportações) e no gasto governamental (sobretudo obras de infra-estrutura), motores desse crescimento. A mineração e a agropecuária, atividades pouco intensivas em capital e tecnologia, contribuíram essencialmente para esse bom resul- tado e geraram rendimentos concentrados em determinados segmentos sociais. Baixas foram as taxas de investimento em setores dinâmicos, geradores de demanda interna autônoma, tais como os de bens de capital, de produtos intermediários e de bens de consumo duráveis de alto valor agregado. O que acontece hoje no Peru é o crescimento restrito a alguns seto- res, às custas de grandes discrepâncias regionais e altas ta- xas de desemprego/emprego informal.
O grande desafio do Peru em 2003 será justa- mente elevar as taxas de investimento da economia. Para tan- to, os principais analistas apontam para a necessidade de o Governo (i) garantir a estabilidade do marco jurídico-legal vi- gente, e (ii) implementar as reformas fiscal e tributária.
1. Geografia
Localização e superfície
O Peru é um país de marcada diversidade geográfica localizado na costa do Oceano Pacífico da América do Sul. Faz fronteira com o Equador e a Colômbia ao norte, com o Brasil e a Bolívia a leste, e com o Chile ao sul. O limite pelo oeste é o Oceano Pacífico. A população do Peru é formada, principalmente, por ín- dios, mestiços e descendentes dos colonizadores espanhóis. Também há comunidades asiáticas e de origem africana. No quadro abaixo estão as distâncias rodoviárias entre Lima e as principais cidades do país:
Arequipa 1.009 km Cajamarca 861 km Cusco 1.105 km Chiclayo 770 km Huancayo 298 km Huaraz 406 km Ica 303 km Piura 981 km Pucallpa 785 km Puno 1.335 km Tacna 1.293 km Trujillo 561 km Tumbes 1.259 km Fonte: Ministério de Transportes e Comunicações
Regiões geográficas e clima
O Peru divide-se, tradicionalmente, em três regiões: a costa, a serra e a selva. Costa:. A região da Costa, onde está localizada a capi- tal, Lima, é uma planície costeira estreita basicamente desértica e atravessada por vales férteis. A localização dos Andes a leste, aliada à presença da corrente fria de Humboldt, confere à região essa característica árida de vegetação - desde o de- serto de Sechura até os pampas de Nazca – e de alta umidade atmosférica. No inverno, devido à umidade constante nestas regiões, a sensação de frio é potencializada, embora a tempe- ratura raramente seja menor que 12° C. Durante o verão, pelo contrário, a temperatura alcança freqüentemente 30° C. As regiões central e sul da costa peruana possuem duas esta- ções bem marcadas: o inverno, entre abril e outubro; e o ve- rão, entre novembro e março. A região norte da costa, por sua vez, não é banhada pelas águas frias da corrente de Humboldt, fato que explica temperaturas altas durante todo o ano (até 35° C no verão). Serra: região montanhosa situada na Cordilheira dos Andes. Nesta região, apresentam-se duas estações climáticas bem definidas: uma de estiagem, entre abril e outubro, carac- terizada por dias luminosos, noites muito frias e ausência de chuvas; e uma chuvosa, entre novembro e março, quando as precipitações são abundantes (geralmente acima dos 1. mm). Um dos traços que caracteriza esta região é a marcada variação de temperatura ao longo do dia; é comum contar com temperaturas de até 24° C ao meio-dia e de -3°C na madrugada. Além disso, na Cordilheira dos Andes, verifica-se uma redução paulatina da temperatura, à medida em que se chega à região mais alta, conhecida como “puna”.
ASPECTOS GERAIS
O clima seco e agradável da serra é ideal para o cultivo de enorme variedade de produtos. Ademais, nesta região estão os recursos minerais do país: prata, zinco, chumbo, cobre e ouro.
Selva: A extensa floresta peruana, atravessada pelo rio Amazonas, divide-se em duas regiões: a floresta alta ou de montanha (acima dos 700 m), que possui clima subtropical e temperado, com abundantes chuvas (por volta de 3.000 mm ao ano) entre novembro e março e dias ensolarados entre abril e outubro; e a floresta baixa (menos de 700 m), cuja estiagem acontece entre os meses de abril e outubro, época ideal para o turismo, com dias de sol e altas temperaturas, freqüentemente acima dos 35° C. Na época de estiagem, os rios diminuem de volume, e as rodovias são facilmente transitáveis. A estação das chu- vas, entre novembro e março, pelo contrário, caracteriza-se por chuvas fortes que produzem deterioração das vias de aces- so terrestres. A umidade na floresta é muito alta ao longo do ano. Na região sul, produzem-se “friajes” ou “surazos” ocasionais, fren- tes frias originárias do extremo sul do continente, entre os meses de maio e agosto, quando a temperatura pode cair até 8° C a 12° C. Embora seja simplificada essa divisão - costa, serra e selva - da geografia peruana, a realidade é bastante comple- xa. No Peru, há ampla variedade de habitats em seus maciços montanhosos, seus planaltos, suas florestas e seus vales.
ASPECTOS GERAIS
Clima e temperatura das principais cidades
Cidade Clima e Temperatura LIMA Temperatura média: 25°C, no verão, e entre 11° e 15°C, no inverno. HUARAZ O clima é variado, os dias são quentes e as noites frias. Chuvas entre dezembro e abril. AREQUIPA Na costa, o clima é temperado e, na serra, é seco. Temperaturas entre 10° e 24°C. Chuvas moderadas entre janeiro e março. AYACUCHO Clima temperado, seco e saudável. Temperatu- ra média: 17,5°C. Chuvas entre novembro e março. CAJAMARCA Clima temperado, seco e ensolarado. Tempe- ratura média: 13°C. Chuvas entre dezembro e março. I C A O clima é quente e seco. A temperatura média no verão é de 27°C e no inverno de 18°C. A máxima é de 30°C e a mínima de 8°C. C U S C O As noites são frias e os dias temperados. Perí- odo seco e úmido. Chuvas entre novembro e março, e secas entre abril e outubro. Tempera- tura média: 11°C. TRUJILLO Na costa, é quente e primaveral e, na serra, é seco e temperado. Temperatura média: 18,9°C. IQUITOS Clima tropical, quente e úmido. Temperatura média: de 28°C. HUANCAYO Na serra, o clima é frio e seco, com chuvas entre novembro e abril. Na floresta, o clima é quente e úmido, com chuvas entre dezembro e março. PIURA Clima tropical e seco. Temperatura média en- tre 19°C e 24°C. TACNA Clima temperado. Temperatura máxima de 28°C, no verão, e mínima de 8°C,no inverno. PUNO Dias temperados e noites frias. Temperaturas entre 0°C e 9°C. Chuvas entre dezembro e abril. TUMBES Clima semitropical. Temperatura máxima de 38°C e mínima de 10°C. Temperatura média: 24°C. PUCALLPA Clima tropical. Temperatura média: de 27°C. Chuvas entre outubro e abril. Fonte: INEI – Instituto Nacional de Estatística e Informática.
ASPECTOS GERAIS
Características dos Principais Portos peruanos
Porto de Paita Departamento de Piura
Porto de Salaverry Departamento de La Libertad
Porto de Chimbote Departamento de Ancash
Porto de Huacho Departamento de Lima
Porto de Callao Departmento de Lima
Porto Geral San Martín Departamento de Ica
Porto de Matarani Departamento de Arequipa
Sua principal atividade é a exportação de produtos hidrobiológicos. É o segundo por- to mais importante do Peru. Conta com um cais de 365 metros de largura. Tem um pátio para containers, armazéns e maquinário com capacidade de atender um fluxo de 20 a 30 embarcações mensais. Sua principal atividade é a exportação de açúcar dos engenhos de Chiclayo e La Libertad. Possui equipamentos especializados para descarga de grãos. A exportação de farinha de peixe repre- senta 75% do total de serviços portuários para exportação. A indústria siderúrgica também contribui com volume significati- vo das exportações. Conta com sistema especializado para o embarque de miné- rio. Projeto de investimento portuário.
O mais importante do país, com um movi- mento de aproximadamente 7 milhões de toneladas anuais. Tem uma frequência mensal de 100 a 120 navios. Principais exportações: minerais e farinha de peixe. Possui equipamentos especializados para descarga de grãos. Funciona como alternativa ao porto de Callao. Principal via para as exportações do sul do país. Possui equipamentos especializados para descarga de grãos. Os produtos mais exportados são agropecuários, minerais e carga em geral. Entregue em concessão por 30 anos, des- de 1999, à “Santa Sofia de Puertos S.A.”.
Porto de Ilo Departamento de Moquegua
Terminal Fluvial de Iquitos Departamento de Loreto
Os principais produtos exportados são o cobre, zinco e o estanho, além de farinha e óleo de peixe. Conta com vários setores cobertos de armazenagem.. Pertence à empresa de mineração “Southern Peru Copper Corp.”. O principal porto fluvial da floresta. Comercializa madeiras e artigos da região. Conta com amarradouro para navios, ar- mazéns cobertos e abertos.
Fonte: Empresa Nacional de Portos – ENAPU S.A.
Transporte Aéreo
Aeroportos
A Corporação Peruana de Aeroportos e Aviação Co- mercial (CORPAC S.A.) administra 61 aeroportos e aeródromos que podem ser diferenciados de acordo com o tipo de superfí- cie e serviços ofertados. A CORPAC (www.corpac.gob.pe) é a entidade encarre- gada de estabelecer as tarifas dos aeroportos sob sua jurisdi- ção. O Aeroporto Internacional Jorge Chavez, de Lima, prin- cipal terminal aeroportuário do país, foi entregue em conces- são, desde 14/02/2001, à empresa “Lima Airport Partners S.R.L.” (consórcio Frankfurt-Bechtel-Cosapi). As companhias aéreas VARIG, TACA e TANS realizam vôos diretos entre o Brasil e o Peru. Outras companhias, como LAN Chile, AVIANCA, Copa Airlines e Lloyd Boliviano, também realizam vôos ao Brasil, fazendo escalas no Peru. A relação dos principais aeroportos é a seguinte:
Andahuaylas (Apurímac) Juliaca (Puno)* Anta (Ancash) Lima (Lima)* Arequipa (Arequipa)* Pisco (Ica) Atalaya (Ucayali) Piura (Piura)* Ayacucho (Ayacucho) Pucallpa (Ucayali)
ASPECTOS GERAIS
Cajamarca (Cajamarca) P o r t o M a l d o n a d o ( M a d r e d e Dios) Cusco (Cusco)* Rioja (San Martín) Chachapoyas (Amazonas) Tacna (Tacna)* Chiclayo (Lambayeque) Talara (Piura)* Chimbote (Ancash) Tarapoto (San Martín) Huánuco (Huánuco) Tingo María (Huánuco) Ilo (Moquegua) Trujillo (A Libertad)* Iquitos (Loreto)* Tumbes (Tumbes) Juanjui (San Martín) Yurimaguas (Loreto)
*Estes aeroportos contam com os serviços a seguir: Terminal de Passageiros Serviço de alfândega Serviço de Meteorologia Infra-estrutura (edifício) Restaurante Delegacia Posto de Saúde
Além disso, os aeroportos de Lima, Iquitos e Porto Maldonado contam com pistas de concreto. Os demais contam com pistas de asfalto.
Comunicações
O setor das telecomunicações registrou conside- rável crescimento nos últimos anos. O processo de reestruturação do setor envolveu a privatização das empre- sas públicas de telecomunicações e concessão dos serviços públicos ao setor privado. Resultaram como benefícios para os usuários a expansão e modernização dos serviços, a redu- ção do tempo de espera para obtenção de novas linhas telefô- nicas, a maior disponibilidade de serviços a nível nacional, além de menores tarifas resultantes da concorrência entre empre- sas privadas. Telefonia – Em 1993, o setor de telefonia registrava os
seguintes parâmetros: 3,1 linhas (fixas e móveis) para cada 100 habitantes; 70 meses de tempo de espera para aquisição de uma linha, e 38, 3% de nível de digitalização da rede bási- ca de telefonia. Já em junho de 2002, houve alterações signi- ficativas dos mesmos parâmetros: 14,3 linhas para cada 100 habitantes, 15 dias de tempo de espera, e 96% de nível de digitalização. Devido às consideráveis disparidades nos estratos só- cio-econômicos das diferentes regiões peruanas, persistem as diferenças quanto ao acesso ao serviço de telecomunicações: enquanto 92% da população com melhor nível de vida (extra- tos A e B) possuem telefone, somente 24% da população de menor renda têm acesso a esse serviço. A estrutura do mercado de telecomunicações encontra-se altamente concentrada. Em telefonia móvel, a porcentagem de participação da empresa dominante ascende a 57,6%, em telefonia fixa, a 99,6%, e, no segmento de larga distância, o mercado concentra-se entre 3 grandes operado- res. Televisão a Cabo - O número de assinantes do servi- ço de televisão a cabo incrementou-se em 42% nos últimos quatro anos. Dos 450.000 assinantes peruanos, 75% concen- tram-se em Lima e no Callao. O operador dominante concen- tra 81% do mercado. Radiodifusão – O índice de informalidade é alto. Até novembro de 2002, foram outorgadas 2.089 autorizações de serviço de radiodifusão sonora no Peru, sendo 1.457 esta- ções em freqüência modulada; 514 em onda média e 118 em onda curta. O departamento de Lima concentra o maior núme- ro de operadoras de radiodifusão, com 221 estações sonoras (10,58% do total); sendo seguido por Junín e Cuzco, ambos com 173 (8,28%). Internet – No Peru, o serviço de internet iniciou-se em 1991, com a Rede Científica Peruana. Estima-se que, em fins de 2002, existiam cerca de 2,3 milhões de usuários. Como 88,5% da população não possui computador, 87% dos usuári-
ASPECTOS GERAIS
Organismos Governamentais relacionados à atividade econômica e comercial:
http:// www.concytec.gob.pe
Organização administrativa
No território peruano existem 24 departamentos, incluindo a província constitucional de Callao. Cada departa- mento está dividido em províncias, e essas, por sua vez, em distritos. Os prefeitos de províncias e vereadores distritais são eleitos a cada três anos. A regionalização faz parte do processo de descentralização em curso. Existem governos regionais e municipais, que reúnem um total de 25 presidentes e vice- presidentes regionais, 228 conselheiros das novas regiões, 194 vereadores provinciais e 1.634 vereadores distritais. Ainda não está totalmente definido o alcance da autonomia política, econômica e administrativa das autoridades regionais.
5. Organizações e Acordos Internacionais
O Peru faz parte dos seguintes organismos e acordos internacionais:
. Associação Latino-americana de Desenvolvimento - ALADI . Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID . Comunidade Andina - CAN . Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento - UNCTAD . Forum Econômico de Cooperação Ásia-Pacífico - APEC . Fundo Monetário Internacional - FMI . Organização das Nações Unidas - ONU
ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS
. Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura - UNESCO . Organização de Estados Americanos - OEA . Organização das Nações Unidas para o . Desenvolvimento Industrial - UNIDO . Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação - FAO . Organização Internacional do Trabalho - OIT . Organização Mundial de Comércio - OMC
1. Conjuntura Econômica
Durante o ano de 2002, a economia peruana registrou considerável recuperação da atividade produtiva. Enquanto que em 2001 a taxa de crescimento do PIB foi da ordem de 0,2%, em 2002 essa mesma taxa alcançou 3,3%. Além de representar uma das maiores taxas de crescimento da Améri- ca Latina, a economia peruana caracterizou-se pela estabili- dade do nível geral de preços (inflação anual de 1,5%) e ele- vação das exportações, alcançando o primeiro superávit co- mercial depois de vários anos de déficit. A estabilidade monetária atualmente alcançada é resul- tado direto das políticas de controle de emissão primária e de flutuação cambial, adotadas desde o Governo Fujimori e mantidas pelo Presidente Toledo. Os resultados foram: (i) controle inflacionário, tendo a taxa de inflação passado de 700% no início dos anos 90 para 1,5% em 2002.; (ii) aumento de divisas; e (iii) apreciação cambial. Numa economia em que o dólar também é moeda corrente, a taxa de inflação controla- da e o aumento de divisas geraram maior capacidade de intermediação financeira e, portanto, queda nas taxas de ju- ros. Entre os fatores conjunturais responsáveis pelo desem- penho da economia peruana em 2002, podem-se citar (i) o aumento da demanda externa e, por conseguinte, das expor- tações peruanas, principalmente de metais e minerais; (ii) as condições climáticas favoráveis ao cultivo de produtos agríco- las; (iii) o gasto público em obras de infra-estrutura; e (iv) a atração de reservas internacionais, com destaque à emissão de bônus soberanos no mercado internacional, que financia- ram o déficit público. O PIB peruano, hoje da ordem de 56 bilhões, foi lidera- do pelos setores de mineração e hidrocarburetos (11,4%) e
ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS
que oferece maiores oportunidades para os investidores inter- nacionais. O país conta com vantagens comparativas signifi- cativas: a diversidade geográfica e a grande quantidade de sítios arqueológicos e monumentos históricos. No que se refere à diversidade geográfica, o Peru pos- sui 84 dos 103 microclimas existentes no mundo. Com isso, é o quinto país do mundo com maior número de répteis ( espécies) e samambaias (20 mil espécies), o quarto em nú- mero de borboletas (mas de 58 espécies), o terceiro em nú- mero de mamíferos (361 espécies), o segundo em número de primatas (34 espécies) e o primeiro em número de aves (mais de 1.700 espécies). Ademais, o privilégio de contar com três regiões naturais (costa, serra e floresta), com atrativos singu- lares em cada uma delas, permite ao país promover o "turis- mo de aventura", entre os quais, surf, caminhadas em trilhas, canoagem, asa delta, parapente, ski na neve, etc. Quanto aos sítios arqueológicos, cabe destacar os tesouros turísticos de culturas andinas milenares, tais como Machu Picchu, as cidadelas de Chan Chan, o cemitério do Se- nhor de Sipán, as Linhas de Nazca, etc. Há ainda visitas histó- ricas a conventos, casarões, varandas e igrejas do período colonial, além dos museus. Entre janeiro e dezembro de 2002 registrou-se o ingresso de 1.052.991 visitantes estrangeiros, crescimento de 4,3% em relação a 2001. As perspectivas para o ano de 2003 são favo- ráveis, uma vez que se espera que os governos regionais da- rão forte impulso a esse setor além do interesse manifestado pelo Governo central em promover o turismo. Entre os circui- tos a serem desenvolvidos estão: Trujillo-Cajamarca- Chachapoyas-Chiclayo, e Cusco-Puno-Arequipa-Nasca.
Construção
O ano de 2002 foi bastante favorável para o setor de construção, tendo registrado crescimento de 8,3% em relação a 2001. Após apresentar índices negativos durante os últimos
anos, o setor começou a recuperar-se a partir de outubro de 2001, sobretudo pelo efeito de programas governamentais de construção civil. Vale ressaltar que os bons resultados se de- vem também ao efeito estatístico, uma vez que o ano de 2001 apresentou forte recessão econômica. Em 2003, estima-se crescimento entre 5% e 6% para o setor. Com os programas "Mivivenda", "Techo Propio" e "Ban- co de Materiales", projeta-se, para o ano corrente, a constru- ção de 40.000 unidades habitacionais. A meta do Governo para 2006 é a de superar 100.000 habitações para a população de baixa renda.
3. Moeda e Finanças
Moeda
A moeda do Peru é o Nuevo Sol (S/.); o dólar, no entan- to, também é usado como moeda corrente. A entidade financeira encarregada de preservar a esta- bilidade monetária é o Banco Central. Entre suas funções es- tão a de regular a oferta monetária e o crédito do sistema financeiro e administrar as reservas internacionais sob sua responsabilidade. As cotações médias anuais do Nuevo Sol em relação ao dólar norte-americano, no período 1998-2002, foram as se- guintes:
1998 1999 2000 2001 2002 S/. / US$ 2,94 3,40 3,49 3,51 3, Fonte: Banco Central de Reserva del Perú
Finanças
O sistema financeiro é composto de: 15 instituições ban- cárias, 5 instituições financeiras, 13 caixas municipais de pou- pança e crédito, 13 caixas rurais de poupança e crédito, a Caixa Municipal de Crédito Popular de Lima, 7 Entidades de
ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS
Desenvolvimento de Pequenas e Micro Empresas (EDPYME) e 9 empresas de arrendamento financeiro.
4. Balanço de Pagamentos e Reservas Internacionais
Durante o ano de 2002, as reservas internacionais au- mentaram US$ 832 milhões, devido sobretudo aos maiores fluxos de capital, tanto privados como públicos, atingindo um estoque total, em dezembro de 2002, de US$ 9.598 milhões.
Balanço de Pagamentos 1999 - 2001 (US$ milhões)
Especificação 1999 2000 2001 A. Balança comercial (líquido - fob) -632 -317 - Exportações 6. 1 1 6 7. 0 3 3 7. 1 0 6 Importações 6. 7 4 8 7. 3 5 0 7. 1 9 8 B. Serviços (líquido) -669 -796 - Receita 1. 5 8 9 1. 5 7 8 1. 4 9 1 Despesa 2. 2 5 8 2. 3 7 4 2. 2 9 1 C. Renda (líquido) -1.148 -1.451 -1. Receita 6 5 0 7 3 9 6 3 4 Despesa 1. 7 9 8 2. 1 9 0 1. 8 3 7 D. Transferências unilaterais (líquido) 966 996 997 E. Transações Correntes (A+B+C+D) -1.483 -1.568 -1, F. Conta de capitais (líquido) -54 -68 - G. Conta financeira (líquido) 532 879 1. H. Erros e Omissões 138 628 533 I. Saldo do Balanço de Pagamentos -867 -129 399 Fonte: FMI - International Financial Statistics, July 2003
5. Sistema Bancário
Em 1999, deu-se importante reestruturação na compo- sição do sistema bancário por meio de quatro grandes fusões: (i) Wiese e Lima Sudameris; (ii) Santander e Banco Sul; (iii) NorBank e Banco Progreso e (iv) Nuevo Mundo e Del País. A reestruturação elevou o grau de concentração do setor finan- ceiro, já caracterizado pela detenção, por parte das institui- ções bancárias, de 91,7% dos ativos e 87,7% do patrimônio de todo o sistema bancário. Entre os bancos de grande porte (mais de US$ 2 bilhões em ativos), estão o Wiese-Sudameris, o Crédito e o Continen- tal. Os bancos de médio porte (ativos entre US$ 500 milhões e 2 bilhões) são o Santander, o Interbank, o Citibank e o Sudamericano. Entre os de pequeno porte (menos de US$ 500 milhões em ativos), encontram-se: Financeiro, BIF, Bankboston, Comercio, del Trabajo, Standart-Chartered, Mibanco e BNP Paribas-Andes. O Banco de Crédito é o único banco nacional com su- cursais e unidades de negócios no exterior. Há, ainda, no Peru, 25 escritórios de representação de bancos estrangeiros não- domiciliados no país, entre eles o Banco de Brasil.
Entidades estatais
A Superintendência de Banca e Seguros (http:// www.sbs.gob.pe) é a entidade responsável pelo controle das empresas bancárias e de seguros e de todas as que recebam depósitos do público e façam operações conexas ou similares. O Banco Central de Reserva do Peru (http:// www.bcrp.gob.pe), pessoa jurídica de direito público, tem como finalidade preservar a estabilidade monetária. Suas funções são: regular a oferta monetária e o crédito do sistema finan- ceiro, administrar as reservas internacionais a seu cargo e desempenhar as demais funções previstas por sua Lei Orgâni- ca.
2. Direção do comércio exterior 2.1 Exportações
(US$ milhões - fob)
Países
1999
%
2000
%
2001
%
2002
%
Estados
Unidos
2 8 , 7 %
2 7 , 7 %
2 4 , 6 %
2 5 , 4 %
Reino
Unido
5 5 5
9 , 4 %
5 7 9
8 , 4 %
9 2 3
1 3 , 5 %
8 6 4
1 1 , 5 %
China
2 1 5
3 , 6 %
4 4 3
6 , 5 %
4 2 6
6 , 2 %
5 9 6
8 , 0 %
Suíça
5 5 9
9 , 4 %
5 4 9
8 , 0 %
3 0 6
4 , 5 %
5 6 3
7 , 5 %
Japão
2 5 8
4 , 4 %
3 2 5
4 , 7 %
3 8 3
5 , 6 %
3 7 2
5 , 0 %
C h i l e
1 7 3
2 , 9 %
2 6 3
3 , 8 %
2 8 2
4 , 1 %
2 5 1
3 , 4 %
Alemanha
2 4 6
4 , 1 %
2 1 5
3 , 1 %
2 0 8
3 , 1 %
2 5 1
3 , 4 %
Espanha
1 7 8
3 , 0 %
1 8 7
2 , 7 %
2 0 3
3 , 0 %
3 2 1
3 , 1 %
Brasil
173
2,9%
221
3,2%
227
3,3%
194
2,6%
Itália
1 3 7
2 , 3 %
1 2 2
1 , 8 %
1 3 9
2 , 0 %
1 7 4
2 , 3 %
Coréia
6 1
1 , 0 %
1 3 8
2 , 0 %
1 1 1
1 , 6 %
1 6 8
2 , 2 %
Colômbia
1 0 4
1 , 8 %
1 4 4
2 , 1 %
1 5 0
2 , 2 %
1 5 7
2 , 1 %
Canadá
1 1 9
2 , 0 %
1 2 3
1 , 8 %
1 4 3
2 , 1 %
1 4 0
1 , 9 %
Equador
5 0
0 , 8 %
9 7
1 , 4 %
1 2 0
1 , 8 %
1 3 5
1 , 8 %
M é x i c o
1 7 1
2 , 9 %
1 5 1
2 , 2 %
1 2 8
1 , 9 %
1 2 9
1 , 7 %
Países
Baixos
1 1 4
1 , 9 %
1 3 3
1 , 3 %
7 8
1 , 1 %
1 2 7
1 , 7 %
Venezuela
9 2
1 , 6 %
1 1 1
1 , 6 %
1 4 5
2 , 1 %
1 1 4
1 , 5 %
SUBTOTAL
4.
8 2 , 8 %
5.
8 3 , 1 %
5.
8 2 , 9 %
6.
8 6 , 2 %
DEMAIS PAÍSES
1.
1 7 , 2 %
1.
1 6 , 9 %
1.
1 7 , 1 %
1.
1 3 , 8 %
TOTAL
5.
1 0 0 , 0 %
6.
1 0 0 , 0 %
6.
1 0 0 , 0 %
7.
1 0 0 , 0 %
Fonte:
ALADI
(US$ milhões - fob)
Países
1999
%
2000
%
2001
%
2002
%
Estados
Unidos
2 7 , 5 %
2 3 , 4 %
2 3 , 1 %
1 9 , 2 %
Argentina
2 3 7
3 , 5 %
3 3 3
4 , 5 %
4 5 5
6 , 2 %
5 9 4
7 , 9 %
Brasil
302
4,4%
378
5,1%
328
4,5%
489
6,5%
China
2 2 8
3 , 3 %
2 8 9
3 , 9 %
3 5 4
4 , 8 %
4 6 3
6 , 2 %
Colômbia
4 2 3
6 , 2 %
4 0 0
5 , 4 %
3 7 9
5 , 2 %
4 5 6
6 , 1 %
Equador
1 9 7
2 , 9 %
3 3 0
4 , 5 %
3 4 8
4 , 8 %
4 3 6
5 , 8 %
C h i l e
3 0 1
4 , 4 %
3 9 5
5 , 3 %
4 2 8
5 , 9 %
4 1 9
5 , 6 %
Japão
4 7 6
7 , 0 %
4 8 6
6 , 6 %
4 2 9
5 , 9 %
4 1 1
5 , 5 %
M é x i c o
2 3 9
3 , 5 %
2 3 8
3 , 2 %
2 4 8
3 , 4 %
2 7 5
3 , 7 %
Venezuela
3 5 2
5 , 2 %
6 2 2
8 , 4 %
3 7 3
5 , 1 %
2 4 6
3 , 3 %
Alemanha
2 4 0
3 , 5 %
2 1 7
2 , 9 %
2 2 3
3 , 0 %
2 3 1
3 , 1 %
Coréia
2 2 6
3 , 3 %
2 2 1
3 , 0 %
2 5 6
3 , 5 %
2 2 9
3 , 1 %
Espanha
1 9 2
2 , 8 %
1 7 7
2 , 4 %
1 7 5
2 , 4 %
1 6 5
2 , 2 %
Itália
1 3 2
1 , 9 %
1 2 3
1 , 7 %
1 3 4
1 , 8 %
1 4 1
1 , 9 %
Nigéria
1 0 3
1 , 5 %
6 8
0 , 9 %
1 2 3
1 , 7 %
1 2 9
1 , 7 %
Canadá
1 4 6
2 , 1 %
2 1 8
2 , 9 %
1 4 9
2 , 0 %
1 2 4
1 , 6 %
Taiwan
7 6
1 , 1 %
9 1
1 , 2 %
1 0 5
1 , 4 %
1 1 8
1 , 6 %
França
1 5 7
2 , 3 %
1 2 9
1 , 7 %
1 3 7
1 , 9 %
1 1 6
1 , 5 %
SUBTOTAL
5.
8 6 , 6 %
6.
8 6 , 9 %
6.
8 6 , 6 %
6.
8 6 , 5 %
DEMAIS PAÍSES
914
1 3 , 4 %
968
1 3 , 1 %
981
1 3 , 4 %
1.
1 3 , 5 %
TOTAL
6.
1 0 0 , 0 %
7.
1 0 0 , 0 %
7.
1 0 0 , 0 %
7.
1 0 0 , 0 %
Fonte:
ALADI.
COMÉRCIO EXTERIOR
3. Composição do comércio exterior
3.1 Exportações peruanas, principais produtos (2002)
(US$ mil - fob)
Descrição
Valor
%/Total
Ouro: As demais formas em bruto
1 9 , 5 8 %
Farinha de peixe/crustáceos, conteúdo de gordura superior a 2% no peso
8 1 8. 4 1 0
1 0 , 9 3 %
Cátodos
e
seções
de
cátodos
7 0 2. 5 5 1
9 , 3 8 %
Minerais
de
cobre
e
seus
concentrados
4 2 5. 3 8 8
5 , 6 8 %
Minerais
de
zinco
e
seus
concentrados
3 3 8. 3 5 1
4 , 5 2 %
Café
sem
tostar,
sem
descafeinar
1 8 7. 8 5 0
2 , 5 1 %
Prata, em forma bruta
1 7 4. 0 8 4
2 , 3 2 %
Óleos brutos de petróleo ou de mineral betuminoso
1 6 2. 2 4 6
2 , 1 7 %
Minerais
de
chumbo
e
seus
concentrados
1 2 4. 1 5 3
1 , 6 6 %
Combustíveis:
Os
demais
1 2 3. 4 9 2
1 , 6 5 %
Zinco em forma bruta, conteúdo de zinco > =
ao 99,99% em peso
9 0. 3 8 3
1 , 7 3 %
Aspargos,
conservados,
sem
congelar
8 5. 0 8 2
1 , 1 4 %
Aspargos,
frescos
ou
refrigerados
8 4. 3 9 3
1 , 1 3 %
Virola,
Mahogany
(Swietenia
spp.),
Imbuia
e
Balsa
6 5. 5 8 4
0 , 8 8 %
Outros
minérios
de
molibdênio
6 4. 2 8 7
0 , 8 6 %
Óleos
petróleo,
para
veículos,
com
índice
antidetonante
inferior
ou
igual
a
845 8. 3 2 8
0 , 7 8 %
Chumbo
refinado
5 4. 1 7 1
0 , 7 2 %
Gorduras e óleos de peixe, em bruto
5 3. 0 3 5
0 , 7 1 %
Aglomerados
5 0. 2 6 4
0 , 6 7 %
“Fuel-Oils”
4 9. 7 7 5
0 , 6 6 %
Fonte:
ALADI.
3.2 Exportações peruanas, principais pro- dutos (2002)
(US$ mil - fob)
Descrição
Valor %/Total
Óleos brutos de petróleo ou de mineral betuminoso
8,63%
Trigo duro: os demais
2,32%
Diesel 2
1,92%
Tortas e demais resíduos sólidos da extração do óleo de soja (soja), incluindo triturados ou em “pellets”
1,25%
Milho duro, amarelo
1,40%
Os demais medicamentos para uso humano
1,31%
Aparelhos emissores com aparelho receptor incorporado de radiotelefonia ou radiotelegrafia
1,22%
Óleo em bruto, incluso degomado
1,20%
Veículos com motor de pistão: Os demais ensamblados
0,96%
Veículos com motor de pistão, 1500<cc<2500: Os demais ensamblados
1,03%
Tubos de ferro/aço, soldados longitudinalmente, para oleodutos e gasodutos
0,94%
Aparelhos receptores em cores: Os demais
0,85%
Veículos com motor de pistão, 1000<cc<1500: Os demais ensamblados
0,69%
Propano
0,62%
Politereftalato de etileno sem adição de dióxido de titânio
0,61%
Uréia para uso agrícola
0,61%
Unidades de processamento de dados, exceto das subposições 8471.41/
0,58%
Algodão não cardado nem penteado: Os demais
0,57%
Outros automóveis de passageiros
0,55%
Óleos leves de petróleo e preparações
0,54%
Fonte: ALADI.
COMÉRCIO EXTERIOR